Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Leia a tirinha a seguir.

São diversas as capacidades que os(as) estudantes devem desenvolver na leitura dos diversos gêneros de texto (CAFIEIRO, 2010). Ao tomar essa tirinha para desenvolver uma atividade em sala de aula, o(a) professor(a) inicia o trabalho com o seguinte questionamento: quem são os personagens do texto e qual é a relação entre eles?
Essa questão explora, primordialmente, a capacidade do(a) estudante de
Na obra Ensino de Português e Linguística, Ana Carolina Sperança-Criscuolo propõe ao professor de português uma atividade em que aparecem as seguintes sentenças, relativamente ao estudo do período composto:
a. Disseram que João arrumou um novo emprego.
b. Ontem encontrei Joaquim e ele disse: “João arrumou um novo emprego”.
c. Eu vi que João arrumou um novo emprego.
d. Acho que João arrumou um novo emprego.
e. É provável que João tenha arrumado um novo emprego.
f. O fato é que João arrumou um novo emprego.
SPERANÇA-CRISCUOLO, 2016, p. 94. (Adaptação)
A autora propõe, por meio da apresentação dessas setenças, que o professor deve levar o aluno a ser capaz de
Leia as seguintes sentenças expostas por Ana Lúcia Tinoco Cabral, na obra A força das palavras.
(1) O menino apreciava curiosamente a girafa que acariciava o topo da árvore; nunca tinha visto animal tão grande.
(2) Curiosamente, assim que ele chegou diante da jaula dos macacos, todos vieram a seu encontro.
CABRAL, 2010, p. 113. (Adaptação)
Por meio da comparação dessas frases, a autora discute
Leia o trecho a seguir, retirado da obra Norma culta brasileira: desatando alguns nós, de Carlos Alberto Faraco.
“Tomemos, como exemplo, (...) a regência do verbo ‘implicar’, no sentido de ‘ter como consequência’, ‘acarretar’ — como na seguinte sentença: A decisão do juiz implicava prejuízos futuros para a empresa. Originalmente o verbo ‘implicar’ neste sentido é transitivo direto (a decisão implicava prejuízos). Com o tempo este verbo se tornou também transitivo indireto no uso culto. Passou a ser normal dizer e escrever ‘implicar em’ (a decisão implicava em prejuízos). Esta inovação já estava registrada como de uso culto na década de 1950 (50 anos atrás, portanto) pelo Prof. Rocha Lima — indubitavelmente um de nossos bons gramáticos — na sua gramática normativa (cf. Rocha Lima, 2006: 433). Posteriormente, o Prof. Celso Luft — autor do melhor dicionário de regência verbal de que dispomos atualmente — dizia assim: ‘Implicar em algo’ é inovação em relação a ‘implicar algo’ por influência de sinônimos como ‘redundar’, ‘reverter’, ‘resultar’, ‘importar’. Aparentemente um brasileirismo. Plenamente consagrado, admitido até pela gramática normativa (Luft, 2006: 326)”.
FARACO, 2009, p. 89-90.
De acordo com a argumentação desenvolvida nesse trecho, o autor apresenta elementos para criticar
O texto a seguir foi retirado da obra A força das palavras, de Ana Lúcia Tinoco Cabral (2011).
Torrada engorda menos que pão
Não. Muita gente ainda acredita que, por ser leve (no peso), a torrada tem menos calorias que o pão. No Livro Dietas – escolha a sua (Verus Editora), a autora e nutricionista americana Marie-Laure André faz a comparação em 100 gramas: o pão tem perto de 255 calorias e a torrada 390. Essa diferença é grande porque a torrada não tem água.
Revista Boa Forma, mar. de 2009, edição 264, p. 39.
A propósito da noção de polifonia, Cabral explica que, nesse texto,
Ao escrever seus livros, o senhor não se preocupa em deixar as tramas datadas?
Pedro Bandeira
Tenho de usar aquilo que nunca muda: as emoções humanas. Por que Shakespeare vale até hoje? Porque ele não faz histórias de reis ingleses, mas sobre sonhos, inveja, cobiça, ambição, velhice, paixão de adolescentes... Faz histórias eternas, que não dependem da tecnologia. Até hoje você lê Ricardo III e fica impressionado, por ser um homem que faz tudo pela ambição do poder — isso existe até hoje. A emoção de uma jovem nunca mudará. Uma menina vai estar sempre apaixonada, vai ter sempre ciúmes da colega, vai ter medo do mundo, vai ter problemas com os pais que se separam. O furor uterino da Madame Bovary jamais será ultrapassado — é até hoje um romance atemporal. Hoje em dia se discute até que Lobato tem dificuldade de se tornar um clássico. Porque ele centrou muito na vida rural quando o Brasil já estava se tornando urbano.
O senhor também faz algumas releituras de clássicos da literatura mundial.
Pedro Bandeira
Um personagem como Iago vira Iara, uma menina ciumenta [em A Hora da Verdade]; Hamlet, lido de trás para frente, vira Telmah — aí transformei Hamlet na menina Telmah, que vive as mesmas dúvidas [em Agora Estou Sozinha]. Ou Cirano de Bergerac, um homem feio que escreve cartas para serem entregues pelo seu rival a sua amada — mas Cirano vira Isabel, de A Marca de uma Lágrima. Porque quero ajudar o jovem a gostar de ler. Não sou literatura final, de resultado final; sou introdução. Como para mim foram introdução Monteiro Lobato, Mark Twain, Emilio Salgari, Charles Dickens, Victor Hugo. A cultura é uma montanha enorme, de conhecimentos, de beleza, amontoada ao longo de muitos séculos. Para você chegar lá em cima, onde estão Shakespeare, Baudelaire, Cervantes, tem de subir uma escada. Para uma criança chegar um dia a Baudelaire, ela tem de pisar em Ruth Rocha, em Ziraldo, em Pedro Bandeira. Esses degraus têm de ser confortáveis, para ela gostar de continuar subindo.
Revista Língua, nº 67. São Paulo: Segmento, maio de 2011. (Adaptação).
Ao escrever seus livros, o senhor não se preocupa em deixar as tramas datadas?
Pedro Bandeira
Tenho de usar aquilo que nunca muda: as emoções humanas. Por que Shakespeare vale até hoje? Porque ele não faz histórias de reis ingleses, mas sobre sonhos, inveja, cobiça, ambição, velhice, paixão de adolescentes... Faz histórias eternas, que não dependem da tecnologia. Até hoje você lê Ricardo III e fica impressionado, por ser um homem que faz tudo pela ambição do poder — isso existe até hoje. A emoção de uma jovem nunca mudará. Uma menina vai estar sempre apaixonada, vai ter sempre ciúmes da colega, vai ter medo do mundo, vai ter problemas com os pais que se separam. O furor uterino da Madame Bovary jamais será ultrapassado — é até hoje um romance atemporal. Hoje em dia se discute até que Lobato tem dificuldade de se tornar um clássico. Porque ele centrou muito na vida rural quando o Brasil já estava se tornando urbano.
O senhor também faz algumas releituras de clássicos da literatura mundial.
Pedro Bandeira
Um personagem como Iago vira Iara, uma menina ciumenta [em A Hora da Verdade]; Hamlet, lido de trás para frente, vira Telmah — aí transformei Hamlet na menina Telmah, que vive as mesmas dúvidas [em Agora Estou Sozinha]. Ou Cirano de Bergerac, um homem feio que escreve cartas para serem entregues pelo seu rival a sua amada — mas Cirano vira Isabel, de A Marca de uma Lágrima. Porque quero ajudar o jovem a gostar de ler. Não sou literatura final, de resultado final; sou introdução. Como para mim foram introdução Monteiro Lobato, Mark Twain, Emilio Salgari, Charles Dickens, Victor Hugo. A cultura é uma montanha enorme, de conhecimentos, de beleza, amontoada ao longo de muitos séculos. Para você chegar lá em cima, onde estão Shakespeare, Baudelaire, Cervantes, tem de subir uma escada. Para uma criança chegar um dia a Baudelaire, ela tem de pisar em Ruth Rocha, em Ziraldo, em Pedro Bandeira. Esses degraus têm de ser confortáveis, para ela gostar de continuar subindo.
Revista Língua, nº 67. São Paulo: Segmento, maio de 2011. (Adaptação).
Na obra Gramática pedagógica do português brasileiro, Marcos Bagno discute criticamente a noção de erro em torno da ocorrência de orações formadas por “para mim + infinitivo”, como: “O ilustrador trouxe uns desenhos para mim examinar”. O autor argumenta que o uso de “mim”, no lugar de “eu”, pode ser explicado, entre outros fatores, pela atribuição de caso oblíquo pela preposição “para” e, também, pela fusão de duas construções com essa preposição em uma única construção, como mostra o esquema a seguir:

No que diz respeito à postura do professor de português frente a esse tópico de ensino, Bagno
(Adaptado de http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/nota_tecnica/160920_nt_28_disoc.pdf)
O texto acima afirma que:
Assinale a alternativa que se aplica, de acordo com o texto:
Leia as assertivas a seguir: I. O SUS realiza anualmente 11,5 milhões de atendimentos ambulatoriais. II. O SUS foi criado em 1990 e desde então já realizou cerca de 500 milhões de consultas médicas. III. O SUS realiza por volta de 4,1 bilhões de procedimentos ambulatoriais por ano. IV. Criado em 1990, o SUS realiza, todo ano, por volta de 500 milhões de consultas.
Assinale a alternativa correta, de acordo com as informações do texto:
(Adaptado de http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFS/nota_tecnica/160920_nt_28_disoc.pdf)
Leia as assertivas abaixo:
I. De acordo com a OMS, a atenção à saúde das populações deve estar classificada como um direito humano, pois, ao lado da educação, é um dos suportes que ajuda a mitigar a pobreza e desenvolver um país. II. A OMS afirma que, como o incremento da população mundial, a educação tornou-se o principal pilar de sustentação do desenvolvimento social e econômico de um país, seguido de perto pela assistência à saúde. III. A falta de recursos para a educação e para a saúde acarretam dificuldades de crescimento e de estabilidade, pois interferem diretamente na capacidade produtiva, na capacidade cognitiva e de desenvolvimento da pessoa.
De acordo com o texto, a(s) única(s) assertiva(s) que está (estão) INCORRETA(S) é:
(Adaptado de https://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ECONOMIA/521413-PROMULGADA-EMENDA-CONSTITUCIONAL-DO-TETO-DOS-GASTOS-PUBLICOS.html. Acesso 10 de julho de 2019)
O período acima poderia ser reescrito da seguinte maneira
(Adaptado de http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/nota_tecnica/160920_nt_28_disoc.pdf)
Leia as assertivas abaixo: I. De acordo com a OMS, a atenção à saúde das populações deve estar classificada como um direito humano, pois, ao lado da educação, é um dos suportes que ajuda a mitigar a pobreza e desenvolver um país. II. A OMS afirma que, como o incremento da população mundial, a educação tornou-se o principal pilar de sustentação do desenvolvimento social e econômico de um país, seguido de perto pela assistência à saúde. III. A falta de recursos para a educação e para a saúde acarretam dificuldades de crescimento e de estabilidade, pois interferem diretamente na capacidade produtiva, na capacidade cognitiva e de desenvolvimento da pessoa.
e acordo com o texto, a(s) única(s) assertiva(s) que está (estão) INCORRETA(S) é:
(Adaptado de Coelho Neto, G.C.;Antunes, VH.;Oliveira, A(2019). A prática da Medicina de Família e Comunidade no Brasil: contexto e perspectivas. Cad. Saúde Pública, 35(1), 10 Jan2019. http://doi.org/10.1590/0102-311X00170917)
Leia as assertivas a seguir: I. O SUS realiza anualmente 11,5 milhões de atendimentos ambulatoriais. II. O SUS foi criado em 1990 e desde então já realizou cerca de 500 milhões de consultas médicas. III. O SUS realiza por volta de 4,1 bilhões de procedimentos ambulatoriais por ano. IV. Criado em 1990, o SUS realiza, todo ano, por volta de 500 milhões de consultas.
Assinale a alternativa correta, de acordo com as informações do texto:
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Todo dia é dia de falar sobre George Orwell

(Henrique Balbi – Revista Época – 11/09/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com/ - disponível)
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Todo dia é dia de falar sobre George Orwell

(Henrique Balbi – Revista Época – 11/09/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com/ - disponível)
I. Em “Na pior em Paris e Londres”, Orwell desenvolve suas principais ideias para quem quer analisar o sistema político desses dois países. II. O autor é fã incondicional de George Orwell, pontuando somente as qualidades desse potente e atual autor. III. Ao final de sua argumentação, o autor do texto deixa em aberto as questões colocadas no penúltimo parágrafo acerca da obra de Orwell para que seus leitores as respondam.
Quais estão corretas?
Leia o poema abaixo para responder a questão.
Moraliza o poeta nos ocidentes do sol a inconstância dos bens do mundo
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a Luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.
In: MATOS, Gregório de. Obra poética. Org. James
Amado. Prep. e notas Emanuel Araújo. Apres. Jorge
Amado. 3.ed. Rio de Janeiro: Record, 1992
I – Temos uma antítese presente no segundo verso da primeira estrofe. II – O poema retoma a poesia camoniana. III – A sequência de versos interrogativos focaliza a transitoriedade do tempo.
