Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Como assistiremos a filmes daqui a 20 anos?
Com muitos cineastas trocando câmeras tradicionais por câmeras 360 (que capturam vistas de todos os ângulos), o momento atual do cinema é comparável aos primeiros anos intensamente experimentais dos filmes no final do século 19 e início do século 20.
Uma série de tecnologias em rápido desenvolvimento oferece um potencial incrível para o futuro dos filmes – como a realidade aumentada, a inteligência artificial e a capacidade cada vez maior de computadores de criar mundos digitais detalhados.
Como serão os filmes daqui a 20 anos? E como as histórias cinematográficas do futuro diferem das experiências disponíveis hoje? De acordo com o guru da realidade virtual e artista Chris Milk, os filmes do futuro oferecerão experiências imersivas sob medida. Eles serão capazes de “criar uma história em tempo real que é só para você, que satisfaça exclusivamente a você e o que você gosta ou não”, diz ele.
(Adaptado de: BUCKMASTER, Luke. Disponível em: www.bbc.com)
As grandes metrópoles brasileiras são marcadas por profundas desigualdades que se expressam em uma distribuição muito desequilibrada das condições de moradia, saúde, mobilidade e em outros aspectos. Em uma mesma cidade, é possível encontrar bairros cujo índice de desenvolvimento se assemelha aos de países mais desenvolvidos, enquanto outros se comparam a países marcados por fragilidades sociais. Isso faz com que o bairro ou a região em que a pessoa vive influencie nas suas oportunidades de ser atendido por um bom hospital, obter um bom emprego ou frequentar uma boa escola, determinando suas chances de ascender socialmente.
Interessados nesse último ponto, procuramos verificar como a distribuição desigual das oportunidades escolares no espaço urbano influencia as decisões escolares das famílias, favorecendo-as ou desfavorecendo-as, de acordo com a posição que viviam no território. Para isso, estudamos duas regiões de Belo Horizonte que se diferenciavam no perfil social de seus moradores, bem como em relação à distribuição de oportunidades sociais. Procuramos entender então como a desigualdade urbana influencia os percursos escolares.
Apesar de a sociologia da educação no Brasil contar com muitos estudos dedicados aos efeitos da renda, escolaridade, ou mesmo das características das escolas, que influenciam as desigualdades escolares, poucos estudos nacionais investigaram especialmente o peso dos fatores urbanos sobre a escolarização, o que nos motivou a oferecer subsídios para compreender como o espaço urbano é relevante para entender as trajetórias escolares dos estudantes.
(Gustavo Bruno de Paula e Maria Alice Nogueira. Como a desigualdade urbana influencia percursos escolares. www.nexojornal.com.br, 15.05.2019. Adaptado)
Durante quase dois milhões de anos, os seres humanos evoluíram em sincronia com o meio ambiente. Mas há 250 anos chegou a Revolução Industrial e mudou tudo. Embora a inovação e a tecnologia trazidas pelo fenômeno tenham gerado muitos benefícios para a humanidade, nossos corpos tiveram de pagar um alto custo físico nesse processo. Os trabalhos que fazíamos, que antes envolviam tarefas manuais, realizadas ao ar livre, passaram a ser feitos a portas fechadas e a exigir que passássemos a maior parte do dia sentados e parados, fosse em uma fábrica, em um escritório ou dirigindo um veículo, por exemplo. Isso teve um impacto enorme sobre nossos corpos, e um dos primeiros afetados foram nossos pés.
Hoje, nossos pés são mais fracos, maiores e mais planos do que os de nossos antepassados. E isso é uma má notícia para a saúde do corpo inteiro. A perda de eficiência dos nossos pés se reflete em um fato surpreendente: quase 80% das pessoas que praticam corridas sofrem algum tipo de lesão todos os anos. Hannah Rice, da Universidade de Exeter, deu como exemplo o corredor “clássico”, que pratica o esporte três ou quatro vezes por semana e passa o restante do tempo sentado no escritório ou no sofá da casa, para explicar que o que realmente nos machuca não é correr, mas o que fazemos quando não estamos correndo.
Foi a partir dos anos 70, quando correr virou moda, que a dimensão real do estado de nossos pés começou a se revelar. A loucura por corridas acrescentou um novo problema: a moda de usar tênis no dia a dia. Talvez você ache que isso deveria ser uma boa notícia, já que muitos desses calçados são anunciados pelos supostos benefícios que oferecem aos pés. No entanto, desde que começamos nosso caso de amor com os tênis, a incidência de pés chatos tem aumentado em muitas partes do mundo, especialmente no Ocidente.
Uma das coisas mais simples (e baratas) que podemos fazer para melhorar a saúde dos nossos pés é caminhar. Idealmente, descalços. Vybarr Cregan-Reid, da Universidade de Kent, acredita que devemos “redescobrir nossos pés para aprender a usá-los novamente”. Pequenos hábitos como tirar os sapatos dentro de casa e tentar se mover mais podem ajudar.
(Como o sedentarismo mudou nossos pés, 21.05.2019. www.bbc.com. Adaptado)
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Mais cansaço e menos resultado
Estamos trabalhando mais, por mais horas e com menos equilíbrio entre tempo de lazer e labuta. Mas isso não necessariamente significa que nos tornamos mais produtivos. Um estudo da RescueTime, empresa de software de gerenciamento de tempo, analisou 185 milhões de horas computadas por seus usuários e identificou que os trabalhadores têm, em média, somente duas horas e 48 minutos de tempo produtivo por dia, embora trabalhem pelo menos uma hora fora do escritório em quase metade dos fins de semana do ano.
“Há 30 anos, uma jornada de trabalho típica tinha oito horas por dia, das 9h às 17h, e você estava livre antes e depois”, diz Larry Rosen, professor emérito do departamento de Psicologia da Universidade do Estado da Califórnia, que pesquisa os efeitos da tecnologia na produtividade. “Desde a introdução dos celulares, essa separação desapareceu e a tecnologia trouxe tarefas adicionais, como checar e-mail e redes sociais”. E não são poucas vezes: segundo a RescueTime, as pessoas verificam e-mails e apps de mensagem a cada seis minutos. E, a cada interrupção dessas, são necessários cerca de 20 minutos para recuperar o estado de foco inicial.
“É por isso que vemos empresas com muitos workaholics, mas sem resultados”, diz Caio Camargo da Silva, professor de gestão de pessoas e empreendedorismo da PUC-PR. “As pessoas entram em um modo de fazer 80 mil coisas ao mesmo tempo sob pressão, e isso é a receita do desastre”.
Entre os millenials, a situação é pior. Estudo da Adobe mostra que, ao contrário do estereótipo de que essa geração passa o tempo todo nas redes sociais ou mandando mensagens de texto, ela é a que mais usa e-mail fora do trabalho: é comum responder pelo smartphone inclusive na cama (70%), do banheiro (57%) e enquanto dirige (27%).
(Marília Marasciulo, “Mais cansaço e menos resultado”. Galileu, junho de 2019)
Leia a tira.

De acordo com a fala da personagem no último quadrinho, o diálogo