Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1048990 Português

O ninho vazio

    Maria está triste porque sua filha se mudou para outra cidade. Foi estudar na Universidade. O filho mais velho, faz pouco tempo, foi trabalhar em outro estado. Os dois moravam com a mãe. De repente, Maria ficou sozinha em casa. Está passando pela “síndrome do ninho vazio”, assim chamado esse momento pelos psicólogos para explicar a tristeza que toma conta de alguns pais – ou, quase sempre, mães – quando seus filhos vão embora.

(Ruy Castro. A arte de querer bem. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018. Adaptado)

O texto afirma que Maria
Alternativas
Q1048982 Português
Pais não são eternos
      Fabrício foi descobrindo que não estava sendo um bom filho. Até era um bom pai, um bom marido, um bom amigo, mas filho, não. Deixava os seus pais por último para telefonar e visitar. Eles podiam esperar. Será?
      Muitas pessoas acreditam que os pais são eternos, que estarão sempre próximos quando os filhos precisarem. Mas os pais adoecem e morrem! Não dá para evitar isso, não há como parar a idade.
     Se é certo que os pais vão adoecer e partir, pensava Fabrício, por que não organizava sua vida para cuidar deles? Por que não diminuía o ritmo para poder cuidar dos pais? Filhos caminham com um ano, falam com até dois anos, mas levam décadas para aprender a ser generosos com os pais!
(Fabrício Carpinejar. Cuide dos pais antes que seja tarde.
5a ed. Rio de Janeiro: Bertrand, 2018. Adaptado)
Na opinião de Fabrício, as pessoas precisam se organizar melhor para
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Q1048981 Português
Pais não são eternos
      Fabrício foi descobrindo que não estava sendo um bom filho. Até era um bom pai, um bom marido, um bom amigo, mas filho, não. Deixava os seus pais por último para telefonar e visitar. Eles podiam esperar. Será?
      Muitas pessoas acreditam que os pais são eternos, que estarão sempre próximos quando os filhos precisarem. Mas os pais adoecem e morrem! Não dá para evitar isso, não há como parar a idade.
     Se é certo que os pais vão adoecer e partir, pensava Fabrício, por que não organizava sua vida para cuidar deles? Por que não diminuía o ritmo para poder cuidar dos pais? Filhos caminham com um ano, falam com até dois anos, mas levam décadas para aprender a ser generosos com os pais!
(Fabrício Carpinejar. Cuide dos pais antes que seja tarde.
5a ed. Rio de Janeiro: Bertrand, 2018. Adaptado)
A última parte do texto afirma que os filhos
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Q1048980 Português
Pais não são eternos
      Fabrício foi descobrindo que não estava sendo um bom filho. Até era um bom pai, um bom marido, um bom amigo, mas filho, não. Deixava os seus pais por último para telefonar e visitar. Eles podiam esperar. Será?
      Muitas pessoas acreditam que os pais são eternos, que estarão sempre próximos quando os filhos precisarem. Mas os pais adoecem e morrem! Não dá para evitar isso, não há como parar a idade.
     Se é certo que os pais vão adoecer e partir, pensava Fabrício, por que não organizava sua vida para cuidar deles? Por que não diminuía o ritmo para poder cuidar dos pais? Filhos caminham com um ano, falam com até dois anos, mas levam décadas para aprender a ser generosos com os pais!
(Fabrício Carpinejar. Cuide dos pais antes que seja tarde.
5a ed. Rio de Janeiro: Bertrand, 2018. Adaptado)
De acordo com a leitura do texto, pode-se afirmar que
Alternativas
Q1048979 Português
Pais não são eternos
      Fabrício foi descobrindo que não estava sendo um bom filho. Até era um bom pai, um bom marido, um bom amigo, mas filho, não. Deixava os seus pais por último para telefonar e visitar. Eles podiam esperar. Será?
      Muitas pessoas acreditam que os pais são eternos, que estarão sempre próximos quando os filhos precisarem. Mas os pais adoecem e morrem! Não dá para evitar isso, não há como parar a idade.
     Se é certo que os pais vão adoecer e partir, pensava Fabrício, por que não organizava sua vida para cuidar deles? Por que não diminuía o ritmo para poder cuidar dos pais? Filhos caminham com um ano, falam com até dois anos, mas levam décadas para aprender a ser generosos com os pais!
(Fabrício Carpinejar. Cuide dos pais antes que seja tarde.
5a ed. Rio de Janeiro: Bertrand, 2018. Adaptado)
A leitura da primeira parte do texto permite afirmar que Fabrício
Alternativas
Q1048905 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão 


                                    Auditoria interna e sua importância para as organizações 

 Equipe Portal da Contabilidade


Disponível em: Fonte: http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas – adaptação.

Considere as seguintes propostas de alteração no texto:

I. Substituição de ‘pode ficar’ (l. 04) por ‘fica’.

II. Supressão do termo ‘suficientes’ (l. 08).

III. Supressão do pronome –las (l. 24) e deslocamento da ‘as falhas’ para imediatamente após ‘preveni’ (l. 24), alterando sua forma para ‘prevenir’.

IV. Substituição de ‘a’ (l. 32) por ‘uma’.

Quais das propostas provocam alteração de sentido nos respectivos segmentos de ocorrência?

Alternativas
Q1048904 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão 


                                    Auditoria interna e sua importância para as organizações 

 Equipe Portal da Contabilidade


Disponível em: Fonte: http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas – adaptação.

Avalie o período a seguir e as afirmações subsequentes:

‘Através do relatório, o auditor interno prescreverá recomendações e as providências, as quais devem ser tomadas pela administração.’

I. A primeira vírgula utilizada no período acima separa uma oração adverbial deslocada.

II. O vocábulo ‘e’ é uma conjunção que tem a função de ligar dois termos de mesma função.

III. Ao utilizar a expressão ‘devem ser tomadas’, é possível inferir que tanto as recomendações quanto as providências têm caráter facultativo.

Quais estão corretas? 

Alternativas
Q1045733 Português
Leia o texto para responder a questão.

    Os gestos das mãos pertencem à classe dos universais e milenários, sendo os gestos mais expressivos, indispensáveis para a complementação da imagem. Diz-se que o homem do povo com as mãos amarradas fica mudo. A linguagem manual, o jogo de sombras provocado pelas mãos conjugadas, a simbologia das figuras evocadas pelos acenos, as medidas determinadas pela mão (palmo, polegada, punhado, mão cheia, pitada) afirmam de sua importância decisiva. Pelos dedos da mão o homem aprendeu a contar, defender-se, modelar, viver em sociedade.
(Luís da Câmara Cascudo. História dos nossos gestos. São Paulo, Global, 2012. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta a correta relação de causa e consequência, nessa ordem, entre os trechos do texto.
Alternativas
Q1045732 Português
Leia o texto para responder a questão.

    Os gestos das mãos pertencem à classe dos universais e milenários, sendo os gestos mais expressivos, indispensáveis para a complementação da imagem. Diz-se que o homem do povo com as mãos amarradas fica mudo. A linguagem manual, o jogo de sombras provocado pelas mãos conjugadas, a simbologia das figuras evocadas pelos acenos, as medidas determinadas pela mão (palmo, polegada, punhado, mão cheia, pitada) afirmam de sua importância decisiva. Pelos dedos da mão o homem aprendeu a contar, defender-se, modelar, viver em sociedade.
(Luís da Câmara Cascudo. História dos nossos gestos. São Paulo, Global, 2012. Adaptado)
Considerando que esse texto se refere à comunicação dos ouvintes, os gestos das mãos são apresentados como
Alternativas
Q1045731 Português

Considere os quadrinhos para responder a questão.


No último quadrinho, o garoto quer dizer que os utensílios básicos trabalham
Alternativas
Q1045730 Português

Considere os quadrinhos para responder a questão.


No 3º quadrinho, a expressão facial do garoto e o sinal de exclamação – ! – indicam que, diante do funcionamento da torradeira, o garoto ficou
Alternativas
Q1045729 Português

Leia a charge.

Imagem associada para resolução da questão


A charge apresenta

Alternativas
Q1045480 Português

                              Redes antissociais


      Para além do hábito, as redes sociais se transformaram em paixão. Toda paixão nos torna cegos, incapazes de ver o que nos cerca com bom senso, para não dizer lógica e racionalidade. Nesse momento de nossa experiência com as redes sociais, convém prestar atenção no seu caráter antissocial e psicopatológico. Ele é cada vez mais evidente.

      O que estava escondido, aquilo que ficava oculto nas microrrelações, no âmbito das casas e das famílias, digamos que a neurose particular de cada um, tornou-se público. O termo neurose tem um caráter genérico e serve para apontar algum sofrimento psíquico. Há níveis de sofrimento e suportabilidade por parte das pessoas. Buscar apoio psicológico para amenizar neuroses faz parte do histórico de todas as linhagens da medicina ao longo do tempo. Ela encontra nas redes sociais o seu lugar, pois toda neurose é um distúrbio que envolve algum aspecto relacional. As nossas neuroses têm, inevitavelmente, relação com o que somos em relação a outros. Assim como é o outro que nos perturba na neurose, é também ele que pode nos curar. Contudo, há muita neurose não tratada e ela também procura seu lugar.

      A rede social poderia ter se tornado um lugar terapêutico para acolher as neuroses? Nesse sentido, poderia ser um lugar de apoio, um lugar que trouxesse alento e desenvolvimento emocional? Nas redes sociais, trata-se de convívios em grupo. Poderíamos pensar nelas no sentido potencial de terapias de grupo que fizessem bem a quem delas participa; no entanto, as redes sociais parecem mais favorecer uma espécie de “enlouquecimento coletivo”. Nesse sentido, o caráter antissocial das redes precisa ser analisado.

                                                                                (Cult, junho de 2019)

Leia a charge.


Imagem associada para resolução da questão

A partir da leitura do texto e da charge, é correto afirmar que
Alternativas
Q1045475 Português

                              Redes antissociais


      Para além do hábito, as redes sociais se transformaram em paixão. Toda paixão nos torna cegos, incapazes de ver o que nos cerca com bom senso, para não dizer lógica e racionalidade. Nesse momento de nossa experiência com as redes sociais, convém prestar atenção no seu caráter antissocial e psicopatológico. Ele é cada vez mais evidente.

      O que estava escondido, aquilo que ficava oculto nas microrrelações, no âmbito das casas e das famílias, digamos que a neurose particular de cada um, tornou-se público. O termo neurose tem um caráter genérico e serve para apontar algum sofrimento psíquico. Há níveis de sofrimento e suportabilidade por parte das pessoas. Buscar apoio psicológico para amenizar neuroses faz parte do histórico de todas as linhagens da medicina ao longo do tempo. Ela encontra nas redes sociais o seu lugar, pois toda neurose é um distúrbio que envolve algum aspecto relacional. As nossas neuroses têm, inevitavelmente, relação com o que somos em relação a outros. Assim como é o outro que nos perturba na neurose, é também ele que pode nos curar. Contudo, há muita neurose não tratada e ela também procura seu lugar.

      A rede social poderia ter se tornado um lugar terapêutico para acolher as neuroses? Nesse sentido, poderia ser um lugar de apoio, um lugar que trouxesse alento e desenvolvimento emocional? Nas redes sociais, trata-se de convívios em grupo. Poderíamos pensar nelas no sentido potencial de terapias de grupo que fizessem bem a quem delas participa; no entanto, as redes sociais parecem mais favorecer uma espécie de “enlouquecimento coletivo”. Nesse sentido, o caráter antissocial das redes precisa ser analisado.

                                                                                (Cult, junho de 2019)

De acordo com o texto, a experiência vivida com as redes sociais permite que
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Q1044166 Português
Leia o texto para responder a questão.

       Ao filósofo americano Daniel Dennett, os editores da revista Edge perguntaram: “Em 2013, o que deve nos preocupar?”. Ele contou que em 1980 se temia que a revolução do computador aumentasse a distância entre os países ricos “do Ocidente” e os países pobres, que não teriam acesso à nova tecnologia e a seus aparelhos. A verdade é que a informática criou fortunas enormes, mas permitiu também a mais profunda disseminação niveladora da tecnologia que já se viu na história. “Celulares e laptops e, agora, smartphones e tablets puseram a conectividade nas mãos de bilhões”, afirmou Dennett.
         O planeta, segundo o filósofo, ficou mais transparente na informação como ninguém imaginaria há 40 anos. Isso é maravilhoso, disse Dennett, mas não é o paraíso. E citou a lista daquilo com que devemos nos preocupar: ficamos dependentes e vulneráveis neste novo mundo, com ameaças à segurança e à privacidade. E sobre as desigualdades, ele disse que Golias ainda não caiu; milhares de Davis*, porém, estão rapidamente aprendendo o que precisam. Os “de baixo” têm agora meios para confrontar os “de cima”. O conselho do filósofo é que os ricos devem começar a pensar em como reduzir as distâncias criadas pelo poder e pela riqueza de poucos.

* referência ao episódio bíblico em que Davi, aparentemente mais fraco, derrota o gigante Golias.
(Míriam Leitão. História do futuro: o horizonte do Brasil no século XXI. Rio de Janeiro, Intrínseca, 2015)
A expressão que apresenta sentido correspondente ao de desigualdades, no texto, é:
Alternativas
Q1044165 Português
Leia o texto para responder a questão.

       Ao filósofo americano Daniel Dennett, os editores da revista Edge perguntaram: “Em 2013, o que deve nos preocupar?”. Ele contou que em 1980 se temia que a revolução do computador aumentasse a distância entre os países ricos “do Ocidente” e os países pobres, que não teriam acesso à nova tecnologia e a seus aparelhos. A verdade é que a informática criou fortunas enormes, mas permitiu também a mais profunda disseminação niveladora da tecnologia que já se viu na história. “Celulares e laptops e, agora, smartphones e tablets puseram a conectividade nas mãos de bilhões”, afirmou Dennett.
         O planeta, segundo o filósofo, ficou mais transparente na informação como ninguém imaginaria há 40 anos. Isso é maravilhoso, disse Dennett, mas não é o paraíso. E citou a lista daquilo com que devemos nos preocupar: ficamos dependentes e vulneráveis neste novo mundo, com ameaças à segurança e à privacidade. E sobre as desigualdades, ele disse que Golias ainda não caiu; milhares de Davis*, porém, estão rapidamente aprendendo o que precisam. Os “de baixo” têm agora meios para confrontar os “de cima”. O conselho do filósofo é que os ricos devem começar a pensar em como reduzir as distâncias criadas pelo poder e pela riqueza de poucos.

* referência ao episódio bíblico em que Davi, aparentemente mais fraco, derrota o gigante Golias.
(Míriam Leitão. História do futuro: o horizonte do Brasil no século XXI. Rio de Janeiro, Intrínseca, 2015)
Articulam-se na composição da temática central do texto as seguintes noções:
Alternativas
Q1044164 Português
Leia o texto para responder a questão.

       Ao filósofo americano Daniel Dennett, os editores da revista Edge perguntaram: “Em 2013, o que deve nos preocupar?”. Ele contou que em 1980 se temia que a revolução do computador aumentasse a distância entre os países ricos “do Ocidente” e os países pobres, que não teriam acesso à nova tecnologia e a seus aparelhos. A verdade é que a informática criou fortunas enormes, mas permitiu também a mais profunda disseminação niveladora da tecnologia que já se viu na história. “Celulares e laptops e, agora, smartphones e tablets puseram a conectividade nas mãos de bilhões”, afirmou Dennett.
         O planeta, segundo o filósofo, ficou mais transparente na informação como ninguém imaginaria há 40 anos. Isso é maravilhoso, disse Dennett, mas não é o paraíso. E citou a lista daquilo com que devemos nos preocupar: ficamos dependentes e vulneráveis neste novo mundo, com ameaças à segurança e à privacidade. E sobre as desigualdades, ele disse que Golias ainda não caiu; milhares de Davis*, porém, estão rapidamente aprendendo o que precisam. Os “de baixo” têm agora meios para confrontar os “de cima”. O conselho do filósofo é que os ricos devem começar a pensar em como reduzir as distâncias criadas pelo poder e pela riqueza de poucos.

* referência ao episódio bíblico em que Davi, aparentemente mais fraco, derrota o gigante Golias.
(Míriam Leitão. História do futuro: o horizonte do Brasil no século XXI. Rio de Janeiro, Intrínseca, 2015)
De acordo com o exposto, Daniel Dennett
Alternativas
Q1044085 Português

Leia a tirinha para responder a questão.


De acordo com a leitura da tirinha, é correto afirmar que
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Q1044067 Português
Visitando a psicóloga

    No fim do Ensino Médio, Fabrício vivia brigando com os colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que foi forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometeu a si mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a se analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
   Fabrício se ajeitou na poltrona com o estojo e caderno debaixo do braço e a indisposição absoluta de colaborar com a psicóloga. Mas ela não questionou nada, e o silêncio inesperado dela foi enervando Fabrício. Ela o observava com interesse, e ele querendo cada vez mais se esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho das dúvidas. Ela o provocava não o provocando, ela o emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar o aprisionava.
   Fabrício mexeu no estojo para se distrair. Ela perguntou se ele poderia emprestar-lhe uma caneta. Ele pegou uma Bic azul. A psicóloga viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:
     ─ Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
     Ele riu de nervoso e demonstrou curiosidade.
     ─ Morder a tampa significa alguma coisa?
    ─ Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião.
   Fabrício não revelou coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela o decifrou inteiramente apenas analisando a tampa mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o seu comportamento.
    A partir daquele dia, Fabrício nunca mais subestimou a psicologia e cuidou para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade. Aprendeu que o que se sente ou se deixa de sentir está impresso nos mínimos gestos.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2017. Adaptado)
Lendo o texto, pode-se constatar que a observação da psicóloga surtiu efeito sobre Fabrício, porque a terapeuta
Alternativas
Q1044065 Português
Visitando a psicóloga

    No fim do Ensino Médio, Fabrício vivia brigando com os colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que foi forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometeu a si mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a se analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
   Fabrício se ajeitou na poltrona com o estojo e caderno debaixo do braço e a indisposição absoluta de colaborar com a psicóloga. Mas ela não questionou nada, e o silêncio inesperado dela foi enervando Fabrício. Ela o observava com interesse, e ele querendo cada vez mais se esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho das dúvidas. Ela o provocava não o provocando, ela o emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar o aprisionava.
   Fabrício mexeu no estojo para se distrair. Ela perguntou se ele poderia emprestar-lhe uma caneta. Ele pegou uma Bic azul. A psicóloga viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:
     ─ Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
     Ele riu de nervoso e demonstrou curiosidade.
     ─ Morder a tampa significa alguma coisa?
    ─ Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião.
   Fabrício não revelou coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela o decifrou inteiramente apenas analisando a tampa mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o seu comportamento.
    A partir daquele dia, Fabrício nunca mais subestimou a psicologia e cuidou para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade. Aprendeu que o que se sente ou se deixa de sentir está impresso nos mínimos gestos.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2017. Adaptado)
Conforme o 2º parágrafo, é correto afirmar que
Alternativas
Respostas
31541: A
31542: D
31543: C
31544: A
31545: C
31546: C
31547: B
31548: C
31549: D
31550: B
31551: E
31552: D
31553: C
31554: E
31555: E
31556: D
31557: C
31558: E
31559: D
31560: A