Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1054381 Português

Texto III: O que é uma língua?

     A padronização, a gramatização, a ortografização de uma língua têm constituído, em todos os momentos históricos, um processo de seleção e, como todo processo de seleção, um processo simultâneo de exclusão. A centralização dos Estados nacionais a partir do Renascimento em torno da figura do rei, símbolo da nacionalidade, acarretou a construção política de uma língua nacional, de uma língua oficial.

     Ora, que critérios poderiam ser empregados para definir essa língua oficial, essa língua que, de materna, se transformará em língua paterna, língua pátria, língua oficial? Em meio à diversidade linguística que sempre caracterizou todos os países da Europa, que língua ou que variedade de língua será arrancada de sua dinâmica social para se transformar em monumento, em símbolo da identidade nacional?

      Os critérios serão, sempre, de ordem política e nunca-jamais de ordem “linguística”, no sentido de não haver possibilidade alguma de uma variedade ser escolhida por algum conjunto de características “inerentes” (beleza, elegância, riqueza, concisão etc.) que a tornem “naturalmente” mais apta a ser eleita para o processo de hipostasiação. A língua escolhida será sempre, nos casos das nações unificadas, a língua ou dialeto falado na região onde se situa o poder, a Corte, a aristocracia, o rei.

      A famosa Ordonnance de Villers-Cotterêts assinada em 6 de setembro de 1539 pelo rei Francisco I, decreta que todo e qualquer documento legal, contratos, sentenças, testamentos etc., “sejam pronunciados, registrados e entregues às partes em linguagem materna francesa, e não outramente”. Ora, essa “linguagem materna francesa” é de uso extremamente minoritário no século XVI, e mesmo no final do XVIII, como veremos adiante, era desconhecida por três quartos da população da França. Sua escolha como língua oficial se deve ao mero fato de ser a língua materna do rei, o que é razão suficiente para decretar sua oficialidade, apesar de sua reduzida difusão entre os súditos. Com isso, o que poderia parecer um ato de democratização das relações entre o poder e os cidadãos – a substituição do latim pelo francês nos atos oficiais – era, na verdade, uma reafirmação do caráter aristocrático daquele regime político e se prendia ao simples fato de, àquela altura da história francesa, o latim já ser uma língua desconhecida para a maioria dos membros da elite política e cultural.

     A língua ou variedade de língua eleita para ser oficial será objeto de um trabalho de codificação, de padronização, trabalho empreendido pelos gramáticos, e também de criação de um léxico novo, amplo, que permita à língua ser instrumento da alta literatura, da ciência, da religião e do direito.

    Por conseguinte, e ao contrário do que comumente (e lamentavelmente) se lê em textos assinados por (socio)linguistas – num discurso que se repete também nos livros didáticos de português, supostamente “atualizados” com os avanços da ciência linguística –, a norma-padrão definitivamente não é uma das muitas variedades linguísticas que existem na sociedade. Não existe uma variedadepadrão (aliás, uma contradição em termos, pois se é padrão, isto é, uniforme e invariante, como pode ser uma “variedade”?), nem um dialeto-padrão, nem uma língua padrão, embora esses termos pululem na bibliografia dedicada ao tema. O que existe é uma norma-padrão, língua materna de ninguém, língua paterna por excelência, língua da Lei, uma norma no sentido mais jurídico do termo.

Marcos Bagno

“O que é uma língua? Imaginário, ciência e hipóstase” In: LAGARES, X. C.; BAGNO, M.

Políticas da norma e conflitos linguísticos. São Paulo: Parábola, 2011

De acordo com a discussão proposta no texto, a centralização dos Estados nacionais produz efeitos sobre as línguas que podem ser definidos pela seguinte formulação:
Alternativas
Q1054379 Português

Texto II: A língua

      Quando imagino o terror dos africanos a bordo de navios negreiros, nos palanques dos leilões, habitando a arquitetura insólita das fazendas de monocultura, considero que esse terror ia além do medo da punição e residia também na angústia de ouvir uma língua que não compreendiam. O próprio som do inglês devia aterrorizá-los. Penso nos negros encontrando uns aos outros num espaço distante das diversas culturas e línguas que os distinguiam uns dos outros obrigados pelas circunstâncias a achar maneiras de falar entre si num “mundo novo” onde a negritude ou a cor escura da pele, e não a língua, se tornariam o espaço da formação de laços. Como lembrar, como evocar esse terror? Como descrever o que devem ter sentido os africanos cujos laços mais profundos haviam sido sempre forjados no espaço de uma língua comum, mas foram transportados abruptamente para um mundo onde o próprio som de sua língua materna não tinha sentido?

     Imagino-os ouvindo o inglês falado como a língua do opressor, mas também os imagino percebendo que essa língua teria de ser adquirida, tomada, reclamada como espaço de resistência. Imagino que foi feliz o momento em que perceberam que a língua do opressor confiscada e falada pela língua dos colonizados, poderá ser espaço de formação de laços. Nesse reconhecimento residia a compreensão de que a intimidade poderia ser recuperada, de que poderia ser formada uma cultura de resistência que possibilitaria o resgate do trauma da escravização. Imagino, portanto, os africanos ouvindo o inglês pela primeira vez como “a língua do opressor” e depois ouvindo-o outra vez como foco potencial de resistência. Aprender o inglês, aprender a falar a língua estrangeira, foi um modo pelo qual os africanos escravizados começaram a recuperar seu poder pessoal dentro de um contexto de dominação. De posse de uma língua comum, os negros puderam encontrar de novo um modo para construir a comunidade e um meio para criar a solidariedade política necessária para resistir.

bell hooks

Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. de

Marcelo B. Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2013

Conforme a autora, aprender a língua inglesa, no contexto dado, representa:
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Q1054378 Português

Texto II: A língua

      Quando imagino o terror dos africanos a bordo de navios negreiros, nos palanques dos leilões, habitando a arquitetura insólita das fazendas de monocultura, considero que esse terror ia além do medo da punição e residia também na angústia de ouvir uma língua que não compreendiam. O próprio som do inglês devia aterrorizá-los. Penso nos negros encontrando uns aos outros num espaço distante das diversas culturas e línguas que os distinguiam uns dos outros obrigados pelas circunstâncias a achar maneiras de falar entre si num “mundo novo” onde a negritude ou a cor escura da pele, e não a língua, se tornariam o espaço da formação de laços. Como lembrar, como evocar esse terror? Como descrever o que devem ter sentido os africanos cujos laços mais profundos haviam sido sempre forjados no espaço de uma língua comum, mas foram transportados abruptamente para um mundo onde o próprio som de sua língua materna não tinha sentido?

     Imagino-os ouvindo o inglês falado como a língua do opressor, mas também os imagino percebendo que essa língua teria de ser adquirida, tomada, reclamada como espaço de resistência. Imagino que foi feliz o momento em que perceberam que a língua do opressor confiscada e falada pela língua dos colonizados, poderá ser espaço de formação de laços. Nesse reconhecimento residia a compreensão de que a intimidade poderia ser recuperada, de que poderia ser formada uma cultura de resistência que possibilitaria o resgate do trauma da escravização. Imagino, portanto, os africanos ouvindo o inglês pela primeira vez como “a língua do opressor” e depois ouvindo-o outra vez como foco potencial de resistência. Aprender o inglês, aprender a falar a língua estrangeira, foi um modo pelo qual os africanos escravizados começaram a recuperar seu poder pessoal dentro de um contexto de dominação. De posse de uma língua comum, os negros puderam encontrar de novo um modo para construir a comunidade e um meio para criar a solidariedade política necessária para resistir.

bell hooks

Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. de

Marcelo B. Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2013

A argumentação da autora sobre os negros nos navios negreiros se constrói com base no uso de:
Alternativas
Q1054376 Português

Texto II: A língua

      Quando imagino o terror dos africanos a bordo de navios negreiros, nos palanques dos leilões, habitando a arquitetura insólita das fazendas de monocultura, considero que esse terror ia além do medo da punição e residia também na angústia de ouvir uma língua que não compreendiam. O próprio som do inglês devia aterrorizá-los. Penso nos negros encontrando uns aos outros num espaço distante das diversas culturas e línguas que os distinguiam uns dos outros obrigados pelas circunstâncias a achar maneiras de falar entre si num “mundo novo” onde a negritude ou a cor escura da pele, e não a língua, se tornariam o espaço da formação de laços. Como lembrar, como evocar esse terror? Como descrever o que devem ter sentido os africanos cujos laços mais profundos haviam sido sempre forjados no espaço de uma língua comum, mas foram transportados abruptamente para um mundo onde o próprio som de sua língua materna não tinha sentido?

     Imagino-os ouvindo o inglês falado como a língua do opressor, mas também os imagino percebendo que essa língua teria de ser adquirida, tomada, reclamada como espaço de resistência. Imagino que foi feliz o momento em que perceberam que a língua do opressor confiscada e falada pela língua dos colonizados, poderá ser espaço de formação de laços. Nesse reconhecimento residia a compreensão de que a intimidade poderia ser recuperada, de que poderia ser formada uma cultura de resistência que possibilitaria o resgate do trauma da escravização. Imagino, portanto, os africanos ouvindo o inglês pela primeira vez como “a língua do opressor” e depois ouvindo-o outra vez como foco potencial de resistência. Aprender o inglês, aprender a falar a língua estrangeira, foi um modo pelo qual os africanos escravizados começaram a recuperar seu poder pessoal dentro de um contexto de dominação. De posse de uma língua comum, os negros puderam encontrar de novo um modo para construir a comunidade e um meio para criar a solidariedade política necessária para resistir.

bell hooks

Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. de

Marcelo B. Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2013

A opção da autora pelo termo “escravizados” em lugar de “escravos” produz o efeito de:
Alternativas
Q1054373 Português

Texto II: A língua

      Quando imagino o terror dos africanos a bordo de navios negreiros, nos palanques dos leilões, habitando a arquitetura insólita das fazendas de monocultura, considero que esse terror ia além do medo da punição e residia também na angústia de ouvir uma língua que não compreendiam. O próprio som do inglês devia aterrorizá-los. Penso nos negros encontrando uns aos outros num espaço distante das diversas culturas e línguas que os distinguiam uns dos outros obrigados pelas circunstâncias a achar maneiras de falar entre si num “mundo novo” onde a negritude ou a cor escura da pele, e não a língua, se tornariam o espaço da formação de laços. Como lembrar, como evocar esse terror? Como descrever o que devem ter sentido os africanos cujos laços mais profundos haviam sido sempre forjados no espaço de uma língua comum, mas foram transportados abruptamente para um mundo onde o próprio som de sua língua materna não tinha sentido?

     Imagino-os ouvindo o inglês falado como a língua do opressor, mas também os imagino percebendo que essa língua teria de ser adquirida, tomada, reclamada como espaço de resistência. Imagino que foi feliz o momento em que perceberam que a língua do opressor confiscada e falada pela língua dos colonizados, poderá ser espaço de formação de laços. Nesse reconhecimento residia a compreensão de que a intimidade poderia ser recuperada, de que poderia ser formada uma cultura de resistência que possibilitaria o resgate do trauma da escravização. Imagino, portanto, os africanos ouvindo o inglês pela primeira vez como “a língua do opressor” e depois ouvindo-o outra vez como foco potencial de resistência. Aprender o inglês, aprender a falar a língua estrangeira, foi um modo pelo qual os africanos escravizados começaram a recuperar seu poder pessoal dentro de um contexto de dominação. De posse de uma língua comum, os negros puderam encontrar de novo um modo para construir a comunidade e um meio para criar a solidariedade política necessária para resistir.

bell hooks

Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. de

Marcelo B. Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2013

Com base na discussão da autora, pode-se inferir um papel das línguas vinculado ao seguinte aspecto:
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Q1054372 Português

Texto II: A língua

      Quando imagino o terror dos africanos a bordo de navios negreiros, nos palanques dos leilões, habitando a arquitetura insólita das fazendas de monocultura, considero que esse terror ia além do medo da punição e residia também na angústia de ouvir uma língua que não compreendiam. O próprio som do inglês devia aterrorizá-los. Penso nos negros encontrando uns aos outros num espaço distante das diversas culturas e línguas que os distinguiam uns dos outros obrigados pelas circunstâncias a achar maneiras de falar entre si num “mundo novo” onde a negritude ou a cor escura da pele, e não a língua, se tornariam o espaço da formação de laços. Como lembrar, como evocar esse terror? Como descrever o que devem ter sentido os africanos cujos laços mais profundos haviam sido sempre forjados no espaço de uma língua comum, mas foram transportados abruptamente para um mundo onde o próprio som de sua língua materna não tinha sentido?

     Imagino-os ouvindo o inglês falado como a língua do opressor, mas também os imagino percebendo que essa língua teria de ser adquirida, tomada, reclamada como espaço de resistência. Imagino que foi feliz o momento em que perceberam que a língua do opressor confiscada e falada pela língua dos colonizados, poderá ser espaço de formação de laços. Nesse reconhecimento residia a compreensão de que a intimidade poderia ser recuperada, de que poderia ser formada uma cultura de resistência que possibilitaria o resgate do trauma da escravização. Imagino, portanto, os africanos ouvindo o inglês pela primeira vez como “a língua do opressor” e depois ouvindo-o outra vez como foco potencial de resistência. Aprender o inglês, aprender a falar a língua estrangeira, foi um modo pelo qual os africanos escravizados começaram a recuperar seu poder pessoal dentro de um contexto de dominação. De posse de uma língua comum, os negros puderam encontrar de novo um modo para construir a comunidade e um meio para criar a solidariedade política necessária para resistir.

bell hooks

Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. de

Marcelo B. Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2013

A autora sugere uma descrição da sociabilidade anterior à escravização, que se caracteriza por:
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Q1054371 Português

Texto I: As línguas do passado eram como as de hoje? (trecho)


      Quando os linguistas afirmam que as línguas khoisan1 , ou as línguas indígenas americanas, são tão avançadas quanto as grandes línguas europeias, eles estão se referindo ao sistema linguístico. Todas as características fundamentais das línguas faladas no mundo afora são as mesmas. Cada língua tem um conjunto de sons distintivos que se combinam em palavras significativas. Cada língua tem modos de denotar noções gramaticais como pessoa (“eu, você, ela”), singular ou plural, presente ou passado etc. Cada língua tem regras que governam o modo como as palavras devem ser combinadas para formar enunciados completos.

T. JANSON

(A história das línguas: uma introdução. Trad. de Marcos Bagno. São Paulo:

Parábola, 2015, p. 23)

1 Refere-se à família linguística africana cuja característica destacada nos estudos de linguagem se vincula à presença de cliques

A noção de polifonia se sustenta na ideia de que:
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Q1054370 Português

Texto I: As línguas do passado eram como as de hoje? (trecho)


      Quando os linguistas afirmam que as línguas khoisan1 , ou as línguas indígenas americanas, são tão avançadas quanto as grandes línguas europeias, eles estão se referindo ao sistema linguístico. Todas as características fundamentais das línguas faladas no mundo afora são as mesmas. Cada língua tem um conjunto de sons distintivos que se combinam em palavras significativas. Cada língua tem modos de denotar noções gramaticais como pessoa (“eu, você, ela”), singular ou plural, presente ou passado etc. Cada língua tem regras que governam o modo como as palavras devem ser combinadas para formar enunciados completos.

T. JANSON

(A história das línguas: uma introdução. Trad. de Marcos Bagno. São Paulo:

Parábola, 2015, p. 23)

1 Refere-se à família linguística africana cuja característica destacada nos estudos de linguagem se vincula à presença de cliques

Uma marca de polifonia é apresentada explicitamente pela:
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Q1054365 Português

Texto I: As línguas do passado eram como as de hoje? (trecho)


      Quando os linguistas afirmam que as línguas khoisan1 , ou as línguas indígenas americanas, são tão avançadas quanto as grandes línguas europeias, eles estão se referindo ao sistema linguístico. Todas as características fundamentais das línguas faladas no mundo afora são as mesmas. Cada língua tem um conjunto de sons distintivos que se combinam em palavras significativas. Cada língua tem modos de denotar noções gramaticais como pessoa (“eu, você, ela”), singular ou plural, presente ou passado etc. Cada língua tem regras que governam o modo como as palavras devem ser combinadas para formar enunciados completos.

T. JANSON

(A história das línguas: uma introdução. Trad. de Marcos Bagno. São Paulo:

Parábola, 2015, p. 23)

1 Refere-se à família linguística africana cuja característica destacada nos estudos de linguagem se vincula à presença de cliques

Uma consequência da argumentação desenvolvida pelo autor, nos estudos da linguagem, é:
Alternativas
Q1054364 Português

Texto I: As línguas do passado eram como as de hoje? (trecho)


      Quando os linguistas afirmam que as línguas khoisan1 , ou as línguas indígenas americanas, são tão avançadas quanto as grandes línguas europeias, eles estão se referindo ao sistema linguístico. Todas as características fundamentais das línguas faladas no mundo afora são as mesmas. Cada língua tem um conjunto de sons distintivos que se combinam em palavras significativas. Cada língua tem modos de denotar noções gramaticais como pessoa (“eu, você, ela”), singular ou plural, presente ou passado etc. Cada língua tem regras que governam o modo como as palavras devem ser combinadas para formar enunciados completos.

T. JANSON

(A história das línguas: uma introdução. Trad. de Marcos Bagno. São Paulo:

Parábola, 2015, p. 23)

1 Refere-se à família linguística africana cuja característica destacada nos estudos de linguagem se vincula à presença de cliques

A tese central do trecho é apresentada, na primeira frase, por meio da seguinte estratégia:
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Q1053848 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Café e bons amigos

    Além dos benefícios da bebida em si, o ritual de tomar café com nossos amigos ajuda a nos libertar do estresse e acumular experiências positivas. Poucos momentos são tão agradáveis e confortáveis quanto o momento em que nos reunimos com os amigos e tomamos um café. Qualquer problema torna-se insignificante em pouco tempo.
    O café é uma bebida com séculos de antiguidade, no entanto é bem possível que muitas pessoas nunca tenham descoberto o curioso “componente social” dessa bebida.
    Tomemos um exemplo: depois de um dia de trabalho e estresse, tomamos um café com um amigo. Lentamente começamos uma conversa. A bebida quente exerce um efeito calmante sobre nosso organismo, nossa respiração e nossos nervos relaxam. Além disso, o café é um estimulante suave. Seus efeitos ativadores nos permitirão uma melhor comunicação com aquele amigo. Por isso, assim que aparecem os primeiros risos compartilhados com nossos amigos, começamos a nos sentir melhor e os problemas começam a desaparecer.
    O ritual do café é um exercício terapêutico que nos permite “estar presente”, ou seja, desfrutar a bebida, da conversa, da companhia e dos risos.
    As chamadas “âncoras emocionais” são momentos específicos que nosso cérebro registra como positivos e enriquecedores na nossa memória, desfrutados com um bom café, para que possam nos ajudar nos momentos de dificuldade.
    Todo esse acúmulo de emoções são traços que ficam em nosso cérebro criando âncoras, ou seja, momentos que podemos recuperar em um outro momento, quando as coisas porventura não correrem bem.
    Tudo isso fica no nosso baú de experiências positivas de onde tiramos incentivo, força e energia quando as coisas não correm tão bem.
    Então, avalie... você já encontrou hoje os seus amigos para tomar um café?
(www.melhorcomsaude.com.br. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
Conforme o texto informa, as chamadas “âncoras emocionais” que o ritual do café com amigos proporciona
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Q1053847 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Café e bons amigos

    Além dos benefícios da bebida em si, o ritual de tomar café com nossos amigos ajuda a nos libertar do estresse e acumular experiências positivas. Poucos momentos são tão agradáveis e confortáveis quanto o momento em que nos reunimos com os amigos e tomamos um café. Qualquer problema torna-se insignificante em pouco tempo.
    O café é uma bebida com séculos de antiguidade, no entanto é bem possível que muitas pessoas nunca tenham descoberto o curioso “componente social” dessa bebida.
    Tomemos um exemplo: depois de um dia de trabalho e estresse, tomamos um café com um amigo. Lentamente começamos uma conversa. A bebida quente exerce um efeito calmante sobre nosso organismo, nossa respiração e nossos nervos relaxam. Além disso, o café é um estimulante suave. Seus efeitos ativadores nos permitirão uma melhor comunicação com aquele amigo. Por isso, assim que aparecem os primeiros risos compartilhados com nossos amigos, começamos a nos sentir melhor e os problemas começam a desaparecer.
    O ritual do café é um exercício terapêutico que nos permite “estar presente”, ou seja, desfrutar a bebida, da conversa, da companhia e dos risos.
    As chamadas “âncoras emocionais” são momentos específicos que nosso cérebro registra como positivos e enriquecedores na nossa memória, desfrutados com um bom café, para que possam nos ajudar nos momentos de dificuldade.
    Todo esse acúmulo de emoções são traços que ficam em nosso cérebro criando âncoras, ou seja, momentos que podemos recuperar em um outro momento, quando as coisas porventura não correrem bem.
    Tudo isso fica no nosso baú de experiências positivas de onde tiramos incentivo, força e energia quando as coisas não correm tão bem.
    Então, avalie... você já encontrou hoje os seus amigos para tomar um café?
(www.melhorcomsaude.com.br. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
De acordo com o texto, o componente social atribuído ao café é
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Q1053846 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Café e bons amigos

    Além dos benefícios da bebida em si, o ritual de tomar café com nossos amigos ajuda a nos libertar do estresse e acumular experiências positivas. Poucos momentos são tão agradáveis e confortáveis quanto o momento em que nos reunimos com os amigos e tomamos um café. Qualquer problema torna-se insignificante em pouco tempo.
    O café é uma bebida com séculos de antiguidade, no entanto é bem possível que muitas pessoas nunca tenham descoberto o curioso “componente social” dessa bebida.
    Tomemos um exemplo: depois de um dia de trabalho e estresse, tomamos um café com um amigo. Lentamente começamos uma conversa. A bebida quente exerce um efeito calmante sobre nosso organismo, nossa respiração e nossos nervos relaxam. Além disso, o café é um estimulante suave. Seus efeitos ativadores nos permitirão uma melhor comunicação com aquele amigo. Por isso, assim que aparecem os primeiros risos compartilhados com nossos amigos, começamos a nos sentir melhor e os problemas começam a desaparecer.
    O ritual do café é um exercício terapêutico que nos permite “estar presente”, ou seja, desfrutar a bebida, da conversa, da companhia e dos risos.
    As chamadas “âncoras emocionais” são momentos específicos que nosso cérebro registra como positivos e enriquecedores na nossa memória, desfrutados com um bom café, para que possam nos ajudar nos momentos de dificuldade.
    Todo esse acúmulo de emoções são traços que ficam em nosso cérebro criando âncoras, ou seja, momentos que podemos recuperar em um outro momento, quando as coisas porventura não correrem bem.
    Tudo isso fica no nosso baú de experiências positivas de onde tiramos incentivo, força e energia quando as coisas não correm tão bem.
    Então, avalie... você já encontrou hoje os seus amigos para tomar um café?
(www.melhorcomsaude.com.br. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
O texto relata que um momento para tomar café e conversar com amigos
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Q1053837 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Benefícios de um cafezinho para a saúde

    Depois de muitos estudos sobre benefícios ou não do seu consumo, pesquisas revelam que o café deixou o banco dos réus para se tornar um aliado do bem-estar. Xícara poderosa, além de delicioso, o café nosso de cada dia faz muito bem para a saúde, quando consumido com equilíbrio.
    O hábito de tomar café, desde que em doses moderadas, ou seja, de 4 a 5 xícaras de 50 mL por dia, não oferece riscos ao organismo, muito pelo contrário, proporciona diversos benefícios. Entre esses benefícios está sua riqueza nutricional. Segundo recentes descobertas científicas, o café tem diversas propriedades que contribuem para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar. Confira algumas dessas qualidades a seguir.
    Beber café deixa você mais inteligente – Uma das principais substâncias contidas no café, a cafeína, é um potente estimulante para o cérebro. Quando você bebe o café, uma parte dessa substância vai para o seu cérebro e faz com que ele trabalhe mais rapidamente, melhorando seu humor, sua energia, memória e seu funcionamento cognitivo em geral.
    Melhora o funcionamento do seu fígado e o deixa mais saudável – Pesquisas mostram que pessoas que bebem pelo menos quatro xícaras de café por dia diminuem as chances de sofrer de cirrose no fígado. A pesquisa mostra também que quem bebe essa mesma quantidade de café diariamente, tem 40% menos risco de desenvolver câncer no fígado.
    Estimula o metabolismo – Esta vai para aqueles que querem perder uns quilinhos. A cafeína é um componente encontrado em quase todos os suplementos destinados à perda de peso. Talvez isso explique muita coisa, pois beber café estimula o funcionamento do metabolismo em cerca de 11%. Porém, isso não significa que para emagrecer você deve beber café em vez de se exercitar. Faça as duas coisas: se exercite e beba café. Além de levar uma vida saudável, você provavelmente estará mais feliz tomando uma boa xícara de café.
    Como se pode ver, razões não faltam para tomar uma xícara de café sem culpa. Mas lembre-se: apesar de trazer muitos benefícios, como tudo na vida, o café deve ser consumido com moderação.
(www.awebic.com. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
Segundo as informações do texto, a cafeína é responsável
Alternativas
Q1053836 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Benefícios de um cafezinho para a saúde

    Depois de muitos estudos sobre benefícios ou não do seu consumo, pesquisas revelam que o café deixou o banco dos réus para se tornar um aliado do bem-estar. Xícara poderosa, além de delicioso, o café nosso de cada dia faz muito bem para a saúde, quando consumido com equilíbrio.
    O hábito de tomar café, desde que em doses moderadas, ou seja, de 4 a 5 xícaras de 50 mL por dia, não oferece riscos ao organismo, muito pelo contrário, proporciona diversos benefícios. Entre esses benefícios está sua riqueza nutricional. Segundo recentes descobertas científicas, o café tem diversas propriedades que contribuem para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar. Confira algumas dessas qualidades a seguir.
    Beber café deixa você mais inteligente – Uma das principais substâncias contidas no café, a cafeína, é um potente estimulante para o cérebro. Quando você bebe o café, uma parte dessa substância vai para o seu cérebro e faz com que ele trabalhe mais rapidamente, melhorando seu humor, sua energia, memória e seu funcionamento cognitivo em geral.
    Melhora o funcionamento do seu fígado e o deixa mais saudável – Pesquisas mostram que pessoas que bebem pelo menos quatro xícaras de café por dia diminuem as chances de sofrer de cirrose no fígado. A pesquisa mostra também que quem bebe essa mesma quantidade de café diariamente, tem 40% menos risco de desenvolver câncer no fígado.
    Estimula o metabolismo – Esta vai para aqueles que querem perder uns quilinhos. A cafeína é um componente encontrado em quase todos os suplementos destinados à perda de peso. Talvez isso explique muita coisa, pois beber café estimula o funcionamento do metabolismo em cerca de 11%. Porém, isso não significa que para emagrecer você deve beber café em vez de se exercitar. Faça as duas coisas: se exercite e beba café. Além de levar uma vida saudável, você provavelmente estará mais feliz tomando uma boa xícara de café.
    Como se pode ver, razões não faltam para tomar uma xícara de café sem culpa. Mas lembre-se: apesar de trazer muitos benefícios, como tudo na vida, o café deve ser consumido com moderação.
(www.awebic.com. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
Conforme as pesquisas descritas no texto, o consumo diário da quantidade ideal de café
Alternativas
Q1053835 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Benefícios de um cafezinho para a saúde

    Depois de muitos estudos sobre benefícios ou não do seu consumo, pesquisas revelam que o café deixou o banco dos réus para se tornar um aliado do bem-estar. Xícara poderosa, além de delicioso, o café nosso de cada dia faz muito bem para a saúde, quando consumido com equilíbrio.
    O hábito de tomar café, desde que em doses moderadas, ou seja, de 4 a 5 xícaras de 50 mL por dia, não oferece riscos ao organismo, muito pelo contrário, proporciona diversos benefícios. Entre esses benefícios está sua riqueza nutricional. Segundo recentes descobertas científicas, o café tem diversas propriedades que contribuem para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar. Confira algumas dessas qualidades a seguir.
    Beber café deixa você mais inteligente – Uma das principais substâncias contidas no café, a cafeína, é um potente estimulante para o cérebro. Quando você bebe o café, uma parte dessa substância vai para o seu cérebro e faz com que ele trabalhe mais rapidamente, melhorando seu humor, sua energia, memória e seu funcionamento cognitivo em geral.
    Melhora o funcionamento do seu fígado e o deixa mais saudável – Pesquisas mostram que pessoas que bebem pelo menos quatro xícaras de café por dia diminuem as chances de sofrer de cirrose no fígado. A pesquisa mostra também que quem bebe essa mesma quantidade de café diariamente, tem 40% menos risco de desenvolver câncer no fígado.
    Estimula o metabolismo – Esta vai para aqueles que querem perder uns quilinhos. A cafeína é um componente encontrado em quase todos os suplementos destinados à perda de peso. Talvez isso explique muita coisa, pois beber café estimula o funcionamento do metabolismo em cerca de 11%. Porém, isso não significa que para emagrecer você deve beber café em vez de se exercitar. Faça as duas coisas: se exercite e beba café. Além de levar uma vida saudável, você provavelmente estará mais feliz tomando uma boa xícara de café.
    Como se pode ver, razões não faltam para tomar uma xícara de café sem culpa. Mas lembre-se: apesar de trazer muitos benefícios, como tudo na vida, o café deve ser consumido com moderação.
(www.awebic.com. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
O texto informa que o consumo regular de café
Alternativas
Q1053834 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Benefícios de um cafezinho para a saúde

    Depois de muitos estudos sobre benefícios ou não do seu consumo, pesquisas revelam que o café deixou o banco dos réus para se tornar um aliado do bem-estar. Xícara poderosa, além de delicioso, o café nosso de cada dia faz muito bem para a saúde, quando consumido com equilíbrio.
    O hábito de tomar café, desde que em doses moderadas, ou seja, de 4 a 5 xícaras de 50 mL por dia, não oferece riscos ao organismo, muito pelo contrário, proporciona diversos benefícios. Entre esses benefícios está sua riqueza nutricional. Segundo recentes descobertas científicas, o café tem diversas propriedades que contribuem para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar. Confira algumas dessas qualidades a seguir.
    Beber café deixa você mais inteligente – Uma das principais substâncias contidas no café, a cafeína, é um potente estimulante para o cérebro. Quando você bebe o café, uma parte dessa substância vai para o seu cérebro e faz com que ele trabalhe mais rapidamente, melhorando seu humor, sua energia, memória e seu funcionamento cognitivo em geral.
    Melhora o funcionamento do seu fígado e o deixa mais saudável – Pesquisas mostram que pessoas que bebem pelo menos quatro xícaras de café por dia diminuem as chances de sofrer de cirrose no fígado. A pesquisa mostra também que quem bebe essa mesma quantidade de café diariamente, tem 40% menos risco de desenvolver câncer no fígado.
    Estimula o metabolismo – Esta vai para aqueles que querem perder uns quilinhos. A cafeína é um componente encontrado em quase todos os suplementos destinados à perda de peso. Talvez isso explique muita coisa, pois beber café estimula o funcionamento do metabolismo em cerca de 11%. Porém, isso não significa que para emagrecer você deve beber café em vez de se exercitar. Faça as duas coisas: se exercite e beba café. Além de levar uma vida saudável, você provavelmente estará mais feliz tomando uma boa xícara de café.
    Como se pode ver, razões não faltam para tomar uma xícara de café sem culpa. Mas lembre-se: apesar de trazer muitos benefícios, como tudo na vida, o café deve ser consumido com moderação.
(www.awebic.com. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
De acordo com o texto, considerando cada xícara com 50 mL, consumir café moderadamente equivale a tomar
Alternativas
Q1053786 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

TEXTO 1
Filósofo da internet sugere pagar ou sair das redes sociais

    Jaron Lanier não poupa críticas ao modelo de negócios baseado em publicidade, que sustenta a maior parte do que conhecemos por internet hoje. Serviços gratuitos como Facebook, Google e WhatsApp, no fundo, cobram caro. Na visão de Lanier, manipulam, mudam comportamentos e, muitas vezes, nos tornam babacas.
    Em seu quinto livro, “Dez Argumentos para Você Deletar Agora suas Redes Sociais”, recém-lançado no Brasil, o cientista da computação e precursor da realidade virtual encoraja as pessoas cuja vida financeira não depende das redes sociais a abandoná-las – ao menos por seis meses –, para retomarem a “consciência de si próprias”.
    Lanier afirma que, se cometeram muitos erros na internet, um deles era a ideia de que a única forma de inovar e manter o serviço livre era com um modelo baseado em publicidade, o que nos levou a um contexto de vigilância universal. Ele defende um sistema em que as pessoas possam ser pagas pelo que fazem on line e paguem pelo que gostam de fazer on line, o que tornaria a relação mais direta e honesta.
    Lanier explica: “Quando você olhava para o anúncio da TV, ele não estava te olhando de volta. Na internet, é diferente: há mais informação sendo tirada de você do que oferecida. Ferramentas em qualquer site captam como seu corpo se mexe, onde você está e tudo sobre seus dispositivos. O que você vê é a menor parte do que acontece. Toda informação tirada de você é usada para mudar sua experiência on line e criar uma sistemática que te prenda. Isso é chamado de engajamento. Chamo de vício. É quase como vício em jogo, há busca por satisfação, e a punição é severa.”
    Jaron Lanier recomenda ficar atento aos 10 argumentos para você deletar suas redes sociais:

1. Você está perdendo seu livre-arbítrio
2. Largar as redes sociais é a maneira mais certeira de resistir à insanidade dos nossos tempos
3. As redes sociais estão tornando você um babaca
4. As redes sociais minam a verdade
5. As redes sociais transformam o que você diz em algo sem sentido
6. As redes sociais destroem sua capacidade de empatia
7. As redes sociais deixam você infeliz
8. As redes sociais não querem que você tenha dignidade econômica
9. As redes sociais tornam a política impossível
10. As redes sociais odeiam sua alma
(Folha de S. Paulo, 20.10.2019, Adaptado)
De acordo com o texto, é correto afirmar que as ferramentas usadas pela internet são
Alternativas
Q1053694 Português
Leia os quadrinhos para responder à questão.



(Dik Browne. O melhor de Hagar, o horrível. Vol.9.
Porto Alegre, RS: L&PM, 2018)
De acordo com a leitura dos quadrinhos, é correto afirmar que a palavra ou expressão que mais incomodou Helga foi
Alternativas
Q1053685 Português
Leia o texto para responder à questão.

Enchendo e esvaziando balões

    Daniela trabalha numa empresa em que a gentileza não é preocupação central. E por isso o estresse provocado pelo trabalho em si não é nada comparado ao desgaste causado pelo convívio com chefes e colegas mal-educados. Por exemplo, Daniela tem um colega, Pedro, que nem se importa se ela está falando ao telefone, resolvendo algum problema. Ele chega, não pede licença e começa a falar, simplesmente ignora o fato de a colega estar ocupada. O que ele quer é resolver o problema dele.
    Apesar de ser um assunto sério, Daniela faz as pessoas rirem quando descreve o que chama de “técnica para amortecer o impacto da convivência diária com pessoas grosseiras”. Quando volta do trabalho, Daniela, antes de comer, fica dez minutos no quarto enchendo balões e depois esvaziando. Ela pega alguns balões e vai enchendo um por um, pensando em tudo o que a desgastou naquele dia: o colega que foi grosseiro, o chefe que lhe deu uma patada e outras situações desagradáveis. Ela visualiza os momentos negativos enquanto vai enchendo cada balão com força. Depois solta de uma vez; quando o balão esvazia, parece que sai um peso de dentro dela. É como se estivesse pondo para fora todas as coisas ruins.
    O exercício terapêutico só tem um problema: não pode ser feito perto da filha de três anos, que, nas poucas vezes que testemunhou o ritual da mãe, achou que era festa de aniversário e, depois de cantar o parabéns, queria bolo e presentes.
    A sensação que Daniela tem é de que estamos achando cada vez mais natural agir com falta de educação. Ela não duvida nada de que exista alguém enchendo balões por aí por causa de alguma falta de educação que ela cometeu e nem notou. Por isso é sempre bom estar atento aos próprios gestos e comportamentos.

(Leila Ferreira. A arte de ser leve. São Paulo: Globo, 2010. Adaptado)
Conforme o 2o parágrafo, a técnica usada por Daniela
Alternativas
Respostas
31461: B
31462: C
31463: A
31464: B
31465: A
31466: A
31467: C
31468: D
31469: B
31470: C
31471: C
31472: D
31473: E
31474: D
31475: A
31476: C
31477: B
31478: A
31479: D
31480: A