Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Marque o que se pode depreender do texto.
Entrevista com Marcos Bagno
Em geral, o preconceito linguístico é exercido pelas pessoas que ocupam as classes sociais dominantes, que tiveram acesso à educação formal, portanto, à norma-padrão de prestígio. Assim, acreditam que seu modo de falar é mais “certo” e mais “bonito” que o das pessoas com pouca ou nenhuma escolarização. O preconceito linguístico é somente um disfarce: não é a língua da pessoa que é discriminada, mas a própria pessoa em sua identidade individual e social.
VECCHI, Viviane. Entrevista com Marcos Bagno. Disponível em: http://www.facasper.com.br/jo/entrevistas.
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CELESTE. A Ovelha Azul. Disponível em: <https://www.facebook.com/celesteaovelhaazul/>. 7 ago. 2019. Acesso em: 20 out. 2019.
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CELESTE. A Ovelha Azul. Disponível em: <https://www.facebook.com/celesteaovelhaazul/>. 7 ago. 2019. Acesso em: 20 out. 2019.
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O maniqueísmo que nos alimenta e o amor que nos falta
Sérgio Pardellas


A cibercultura mantém a universalidade ao mesmo tempo em que dissolve a totalidade. Corresponde ao momento em que nossa espécie, pela globalização econômica, pelo adensamento das redes de comunicação e de transporte, tende a formar uma única comunidade mundial, ainda que essa comunidade seja – e quanto! – desigual e conflitante.
FORESTI, M. C. P. P. Cibercultura. Interface, Botucatu, v. 4, n. 6, 2000 p. 17-18. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext &pid=S1414-32832000000100015&lng=en&nrm=iso> . Acesso em: 30 ago. 2019.
Ao abordar um tema presente na atualidade, o texto indica que a originalidade da cibercultura está associada à capacidade de promover a
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[...] e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos [...]
A expressão “para que a manhã” traz a ideia de:
Sobre a Charge abaixo é incorreto afirmar:

A Coreia é parecida com a Itália, comprida e estreita, cercada pelo mar em três de seus quatro lados. Ao norte estão as montanhas, cobertas de neve no inverno, enquanto a leste se estende uma cordilheira escarpada, de onde brotam rios curtos e caudalosos. No oeste, de frente para o Mar Amarelo e a costa da China, existem enseadas frequentemente envoltas em neblina, cuja variação no nível das águas faz os barcos amarrados nos ancoradouros encalharem na lama durante a maré baixa. Os coreanos haviam recebido dos vitoriosos aliados a promessa de independência durante a Segunda Guerra Mundial. Não foi fácil cumprir o prometido. Forças russas invadiram a Coreia do Norte nos últimos dias da guerra e a mantiveram sob seu domínio após a rendição japonesa. A assembleia das Nações Unidas determinou a realização de eleições livres em todo o território coreano, a fim de escolher um governo único, mas os norte-coreanos – com a benção soviética – se recusaram a obedecer. Assim, outra cortina de ferro surgiu: uma democracia ao sul e um estado comunista fortemente armado ao norte. A Coreia do Norte planejava aproveitar-se de uma grande fatia das ricas terras do sul. Ao amanhecer do dia 25 de junho de 1950, seus soldados e um grande contingente de tanques soviéticos invadiram a Coreia do Sul, tomando rapidamente a capital Seul, perto da cortina de ferro. Os invasores ocuparam uma grande parte do país antes que o exército norte-americano, então no Japão, pudesse levar socorro. Seria aquele o prelúdio de outras invasões comunistas em territórios vulneráveis que se estendiam da Grécia até Hong Kong? A invasão da Coreia provocou uma intensa angústia nas nações ocidentais. Após três anos, um armistício foi assinado. Coube uma região aos coreanos do norte e outra aos coreanos do sul. Uma nova cortina de ferro separou a península e, até o fim do século, essa cortina continuava em seu lugar. (BLAINEY Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 178).
De acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – A política italiana é parecida com a coreana.
II – Na península coreana não há neve.
III – O nível das águas na península coreana contribui para uma navegação tranquila.
Leia o texto, para responder às questões de números 16 a 19.
Almocei, ontem, com o meu amigo Celso Bulhões da Fonseca. Digo “amigo” e sinto que a palavra vem sofrendo um aviltamento progressivo. Dirá alguém que, com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: – liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as abjeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.
Hoje, “liberdade” é um palavrão que, como tal, não devia entrar em casa de família. Mas, vejamos o “amigo”. Essa palavra e essa figura sofrem, do Paraíso aos nossos dias, um desgaste hediondo. Perdemos todo o cuidado seletivo. O amigo deixou de ser uma maravilhosa opção. Ainda outro dia, estava eu com um pulha, realmente pulha, da cabeça aos sapatos. Apresentei-o assim: – “Aqui o meu amigo Fulano”. Não era “o amigo”, não podia ser “o amigo”. E mal terminou a apresentação, dei-me conta de que não fazemos outra coisa senão corromper o nosso vocabulário.
(Nelson Rodrigues, A euforia de um anjo.
O óbvio ululante: primeiras confissões)
Ao afirmar que “Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade”, o autor está expressando a ideia de que a liberdade,
Leia o texto, para responder às questões de números 16 a 19.
Almocei, ontem, com o meu amigo Celso Bulhões da Fonseca. Digo “amigo” e sinto que a palavra vem sofrendo um aviltamento progressivo. Dirá alguém que, com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: – liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as abjeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.
Hoje, “liberdade” é um palavrão que, como tal, não devia entrar em casa de família. Mas, vejamos o “amigo”. Essa palavra e essa figura sofrem, do Paraíso aos nossos dias, um desgaste hediondo. Perdemos todo o cuidado seletivo. O amigo deixou de ser uma maravilhosa opção. Ainda outro dia, estava eu com um pulha, realmente pulha, da cabeça aos sapatos. Apresentei-o assim: – “Aqui o meu amigo Fulano”. Não era “o amigo”, não podia ser “o amigo”. E mal terminou a apresentação, dei-me conta de que não fazemos outra coisa senão corromper o nosso vocabulário.
(Nelson Rodrigues, A euforia de um anjo.
O óbvio ululante: primeiras confissões)
O relato do autor acerca de sua forma de apresentação do “Fulano” mostra que se tratou, efetivamente, de uma demonstração de