Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4355582 Português
A questão refere-se aos “Jogos e Esportes”.

O papel do Jogo no desenvolvimento infantil - a teoria de Piaget sobre o desenvolvimento e aprendizagem destaca a importância do caráter construtivo do jogo no desenvolvimento cognitivo da criança. Para Piaget (1971) "existem três formas básicas de atividade lúdica que caracterizam a evolução do jogo na criança, de acordo com a fase do desenvolvimento em que aparecem: Jogos de Exercício Sensório-motor; Jogo Simbólico; Jogos de Regras". (...) A principal diferença entre jogo e esporte está nos objetivos e regras. O jogo é uma atividade recreativa e suas regras podem ser criadas ou modificadas pelos próprios participantes. O esporte é uma atividade física institucionalizada, com objetivos lúdicos ou profissionais, e que possui regras definidas por instituições regulamentadoras. (FANTIN, M. No mundo da brincadeira: jogo, brinquedo e cultura na Educação Escolar: Cidade Futura, 2000.)
O jogo lúdico não tem conteúdo cultural, constitui atrativo do lazer destinado à matança do tempo ocioso. A ociosidade lúdica entregase ao divertimento inconsequente e a atividade desportiva à compreensão em que o desportista procura vencer para marcar pontos festejados publicamente, com repercussão duradoura fora da vida doméstica. (COTTA, Alain. “La Société Ludique, la vie envalie par le jeu.” (A Sociedade lúdica, a vida permeada pelo jogo).
Marque o que se pode depreender do texto.
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Q4355518 Português
Após a leitura do texto e possível inferir, de acordo com o autor que:
Entrevista com Marcos Bagno
    Em geral, o preconceito linguístico é exercido pelas pessoas que ocupam as classes sociais dominantes, que tiveram acesso à educação formal, portanto, à norma-padrão de prestígio. Assim, acreditam que seu modo de falar é mais “certo” e mais “bonito” que o das pessoas com pouca ou nenhuma escolarização. O preconceito linguístico é somente um disfarce: não é a língua da pessoa que é discriminada, mas a própria pessoa em sua identidade individual e social.
VECCHI, Viviane. Entrevista com Marcos Bagno. Disponível em: http://www.facasper.com.br/jo/entrevistas.
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Q4351096 Português

Texto 2 




CELESTE. A Ovelha Azul. Disponível em: <https://www.facebook.com/celesteaovelhaazul/>. 7 ago. 2019. Acesso em: 20 out. 2019.

Considerando as características discursivas argumentativas dos textos, no Texto 2, “opinião” é o oposto de “argumento”, pois busca
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Q4351095 Português

Texto 2 




CELESTE. A Ovelha Azul. Disponível em: <https://www.facebook.com/celesteaovelhaazul/>. 7 ago. 2019. Acesso em: 20 out. 2019.

Considerando a articulação entre as linguagens verbal e não verbal, no Texto 2, o enunciado do Texto 1, que sintetiza a mensagem da tira, é:
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Q4351094 Português

Texto 1


O maniqueísmo que nos alimenta e o amor que nos falta


Sérgio Pardellas




Segundo o autor, na síntese do texto, os problemas de interação sociocomunicativa da atualidade se constituem 
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Q4350874 Português
Leia o texto a seguir.

A cibercultura mantém a universalidade ao mesmo tempo em que dissolve a totalidade. Corresponde ao momento em que nossa espécie, pela globalização econômica, pelo adensamento das redes de comunicação e de transporte, tende a formar uma única comunidade mundial, ainda que essa comunidade seja – e quanto! – desigual e conflitante.
FORESTI, M. C. P. P. Cibercultura. Interface, Botucatu, v. 4, n. 6, 2000 p. 17-18. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext &pid=S1414-32832000000100015&lng=en&nrm=iso>  . Acesso em: 30 ago. 2019.


Ao abordar um tema presente na atualidade, o texto indica que a originalidade da cibercultura está associada à capacidade de promover a
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Q4350866 Português
Do título do Texto 2, “O último cartum”, infere-se o seguinte:
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Q4350865 Português
O cartum apresenta um contraste de comportamento, mostrando que as pessoas 
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Q4350862 Português
De acordo com as linhas 12 e 13 do texto, infere-se que há uma “forma única de se esquecer a dor dos ferimentos”, que é 
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Q4350860 Português
No texto, está construída, de forma explícita, uma situação comunicativa determinada: 
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Q4350859 Português
A ambientação específica do texto é figurativizada por meio
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Q4350858 Português
De acordo com o texto, para se depreender os sons originais, é necessário 
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Q4327262 Português
“A aluna do curso de Eletrotécnica do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet) em Leopoldina, Helena Salles, criou um aplicativo para ajudar as pessoas que precisam tomar muitos remédios e que tenham problemas de memória ou doenças degenerativas.” (linhas 1 a 6). Analisando-se o período acima retirado do Texto, é correto afirmar que:
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Q3106619 Português
O peso do estereótipo


      No que se refere aos distúrbios da alimentação podemos dividir a humanidade em dois grandes grupos, aquelas que comem de menos e aqueles que comem demais.

      Os primeiros compreendem aqueles para os quais falta comida – os habitantes do Terceiro Mundo – e aqueles que, mesmo dispondo de alimento, recusam-no por razões emocionais. A abundância de comida e a voracidade, por sua vez, geraram o problema da obesidade, que, mesmo em países como o Brasil, é hoje uma questão de saúde pública.

     A extrema obesidade está associada a diabetes, hipertensão arterial, doença cardiovascular, problemas articulares. E resulta numa imagem corporal que não é das mais agradáveis – ao contrário do que acontecia no passado, quando a maior ameaça era representada pela desnutrição.

     [...] O corpo transformou-se num objeto a ser exibido. E isso resulta num conflito: de um lado está a indústria da alimentação, com toda a sua gigantesca propaganda; assim, ninguém mais vai ao cinema sem levar junto um contêiner com pipocas (como se a pessoa não pudesse passar duas horas sem comer). De outro lado, temos o estigma representado pela obesidade. O resultado é um conflito psíquico que se manifesta de várias maneiras, mais notavelmente pela anorexia nervosa.

    [...] Até os anos 50 a anorexia nervosa era pouco mais que uma curiosidade médica. Mas em meados dos anos 70 um estudo mostrava que cerca de 10% das adolescentes suecas eram anoréxicas. Em 1980 os transtornos psicológicos da alimentação já eram um dos problemas mais frequentes entre as jovens universitárias americanas. O gênero, no caso, é fundamental porque anorexia é muito mais frequente entre moças. Também é importante a classe social: a classe média é mais propensa a ela que os pobres.

     [...] Em termos de peso corporal, como em relação à carga emocional, o ideal não é nem a falta nem o excesso. O ideal é o equilíbrio, mas para isso a sociedade precisa se conscientizar dos problemas representados pelos estereótipos que cria.


Revista Bem Viver – Mente & Cérebro, ano 13, n.152. Adaptado.
O texto retrata:
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Q3106618 Português
No trecho:

[...] e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos [...]


A expressão “para que a manhã” traz a ideia de:
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Q3106616 Português

Sobre a Charge abaixo é incorreto afirmar:




Imagem associada para resolução da questão

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Q3106614 Português
Dom Quixote



       Com suas voltas e reviravoltas, as aventuras de Dom Quixote traçam o limite: nelas terminam os jogos antigos da semelhança e dos signos; nelas já se travam novas relações. Dom Quixote não é o homem da extravagância, mas antes o peregrino meticuloso que se detém diante de todas as marcas da similitude. Ele é o herói do Mesmo. Assim como de sua estreita província, não chega a afastar-se da planície familiar que se estende em torno do Análogo. Percorre-a indefinidamente, sem transpor jamais as fronteiras nítidas da diferença, nem alcançar o coração da identidade. Ora, ele próprio é semelhante a signos. Longo grafismo magro como uma letra, acaba de escapar diretamente da fresta dos livros.

       Seu ser inteiro é só linguagem, texto, folhas impressas, história já transcrita. É feito de palavras entrecruzadas; é escrita errante no mundo em meio à semelhança das coisas. Não porém inteiramente: pois, em sua realidade de pobre fidalgo, só pode tornar-se cavaleiro, escutando de longe a epopeia secular que formula a Lei.

      O livro é menos sua existência que seu dever. Deve incessantemente consultá-lo, a fim de saber o que fazer e dizer, e quais signos dar a si próprio e aos outros para mostrar que ele é realmente da mesma natureza que o texto donde saiu. Os romances de cavalaria escreveram de uma vez por todas a prescrição de sua aventura. E cada episódio, cada decisão, cada façanha serão signos de que Dom Quixote é de fato semelhante a todos esses signos que ele decalcou.

     Mas se ele quer ser-lhes semelhante é porque deve prová-los, é porque os signos (legíveis) já não são semelhantes a seres (visíveis). Todos esses textos escritos, todos esses romances extravagantes são justamente incomparáveis: nada no mundo jamais se lhes assemelhou; sua linguagem infinita fica em suspenso, sem que qualquer similitude venha jamais preenchê-la; podem ser queimados todos e inteiramente, mas a figura do mundo não será por isso alterada.

     Assemelhando-se aos textos de que é o testemunho, o representante, o real análogo, Dom Quixote deve fornecer a demonstração e trazer a marca indubitável de que eles dizem a verdade, de que são realmente a linguagem do mundo. Compete-lhe preencher a promessa dos livros. Cabe-lhes refazer a epopeia, mas em sentido inverso: esta narrava (pretendia narrar) façanhas reais prometidas à memória; já Dom Quixote deve preencher com realidade os signos sem conteúdo da narrativa.

        Sua aventura será uma decifração do mundo: um percurso minucioso para recolher em toda a superfície da terra as figuras que mostram que os livros dizem a verdade.

      A façanha deve ser prova: consiste não em triunfar realmente - é por isso que a vitória não importa no fundo -, mas em transformar a realidade em signo. Em signo de que os signos da linguagem são realmente conformes às próprias coisas.

      Dom Quixote lê o mundo para demonstrar os livros. E não concede a si outras provas senão o espelhamento das semelhanças. Seu caminho todo é uma busca das similitudes: as menores analogias são solicitadas como signos adormecidos que cumprisse despertar para que se pusessem de novo a falar. Os rebanhos, as criadas, as estalagens tornam a ser a linguagem dos livros, na medida imperceptível em que se assemelham aos castelos, às damas e aos exércitos. Semelhança sempre frustrada, que transforma a prova buscada em irrisão e deixa indefinidamente vazia a palavra dos livros. Mas a própria não-similitude tem seu modelo que ela imita servilmente: encontra-o na metamorfose dos encantadores.

      De sorte que todos os indícios da não-semelhança, todos os signos que mostram que os textos escritos não dizem a verdade assemelham-se a esse jogo de enfeitiçamento que introduz, por ardil, a diferença no indubitável da similitude.

     E, como essa magia foi prevista e descrita nos livros, a diferença ilusória que ela introduz nunca será mais que uma similitude encantada. Um signo suplementar, portanto, de que os signos realmente se assemelham à verdade.


Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.
De acordo com o texto o autor:
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Q2862982 Português

A Coreia é parecida com a Itália, comprida e estreita, cercada pelo mar em três de seus quatro lados. Ao norte estão as montanhas, cobertas de neve no inverno, enquanto a leste se estende uma cordilheira escarpada, de onde brotam rios curtos e caudalosos. No oeste, de frente para o Mar Amarelo e a costa da China, existem enseadas frequentemente envoltas em neblina, cuja variação no nível das águas faz os barcos amarrados nos ancoradouros encalharem na lama durante a maré baixa. Os coreanos haviam recebido dos vitoriosos aliados a promessa de independência durante a Segunda Guerra Mundial. Não foi fácil cumprir o prometido. Forças russas invadiram a Coreia do Norte nos últimos dias da guerra e a mantiveram sob seu domínio após a rendição japonesa. A assembleia das Nações Unidas determinou a realização de eleições livres em todo o território coreano, a fim de escolher um governo único, mas os norte-coreanos – com a benção soviética – se recusaram a obedecer. Assim, outra cortina de ferro surgiu: uma democracia ao sul e um estado comunista fortemente armado ao norte. A Coreia do Norte planejava aproveitar-se de uma grande fatia das ricas terras do sul. Ao amanhecer do dia 25 de junho de 1950, seus soldados e um grande contingente de tanques soviéticos invadiram a Coreia do Sul, tomando rapidamente a capital Seul, perto da cortina de ferro. Os invasores ocuparam uma grande parte do país antes que o exército norte-americano, então no Japão, pudesse levar socorro. Seria aquele o prelúdio de outras invasões comunistas em territórios vulneráveis que se estendiam da Grécia até Hong Kong? A invasão da Coreia provocou uma intensa angústia nas nações ocidentais. Após três anos, um armistício foi assinado. Coube uma região aos coreanos do norte e outra aos coreanos do sul. Uma nova cortina de ferro separou a península e, até o fim do século, essa cortina continuava em seu lugar. (BLAINEY Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 178).

De acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:

I – A política italiana é parecida com a coreana.

II – Na península coreana não há neve.

III – O nível das águas na península coreana contribui para uma navegação tranquila.

Alternativas
Q2704374 Português

Leia o texto, para responder às questões de números 16 a 19.


Almocei, ontem, com o meu amigo Celso Bulhões da Fonseca. Digo “amigo” e sinto que a palavra vem sofrendo um aviltamento progressivo. Dirá alguém que, com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: – liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as abjeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.

Hoje, “liberdade” é um palavrão que, como tal, não devia entrar em casa de família. Mas, vejamos o “amigo”. Essa palavra e essa figura sofrem, do Paraíso aos nossos dias, um desgaste hediondo. Perdemos todo o cuidado seletivo. O amigo deixou de ser uma maravilhosa opção. Ainda outro dia, estava eu com um pulha, realmente pulha, da cabeça aos sapatos. Apresentei-o assim: – “Aqui o meu amigo Fulano”. Não era “o amigo”, não podia ser “o amigo”. E mal terminou a apresentação, dei-me conta de que não fazemos outra coisa senão corromper o nosso vocabulário.


(Nelson Rodrigues, A euforia de um anjo.

O óbvio ululante: primeiras confissões)

Ao afirmar que “Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade”, o autor está expressando a ideia de que a liberdade,

Alternativas
Q2704372 Português

Leia o texto, para responder às questões de números 16 a 19.


Almocei, ontem, com o meu amigo Celso Bulhões da Fonseca. Digo “amigo” e sinto que a palavra vem sofrendo um aviltamento progressivo. Dirá alguém que, com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: – liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as abjeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.

Hoje, “liberdade” é um palavrão que, como tal, não devia entrar em casa de família. Mas, vejamos o “amigo”. Essa palavra e essa figura sofrem, do Paraíso aos nossos dias, um desgaste hediondo. Perdemos todo o cuidado seletivo. O amigo deixou de ser uma maravilhosa opção. Ainda outro dia, estava eu com um pulha, realmente pulha, da cabeça aos sapatos. Apresentei-o assim: – “Aqui o meu amigo Fulano”. Não era “o amigo”, não podia ser “o amigo”. E mal terminou a apresentação, dei-me conta de que não fazemos outra coisa senão corromper o nosso vocabulário.


(Nelson Rodrigues, A euforia de um anjo.

O óbvio ululante: primeiras confissões)

O relato do autor acerca de sua forma de apresentação do “Fulano” mostra que se tratou, efetivamente, de uma demonstração de

Alternativas
Respostas
29141: B
29142: C
29143: B
29144: C
29145: A
29146: D
29147: A
29148: B
29149: D
29150: C
29151: D
29152: A
29153: D
29154: A
29155: D
29156: C
29157: A
29158: E
29159: B
29160: B