Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4427492 Português

O FIM DE PALMARES


João Felício dos Santos



    ...Domingos Jorge Velho atravessou o pátio, pisando por sobre os mortos, vencedor mas exausto.


    Rasgado nas malhas fortes da véstia e no couro da carne, a barba grossa de suor e sangue, um pé descalço, negro pela fuligem do solo, o terrível paulista era a encarnação viva da vingança, da violência, da destruição.


    Junto do poste-rei, Dandara acompanhava com os olhos fixos o Bandeirante que se aproximava do precipício. O resto da tropa vinha em segundo plano: era como uma silhueta vaga no olhar da mulata.


    Foi então que a última e mais querida ialê de Zumbi-Rei adivinhou naquele gigante feroz surgido dos derrotados da aldeia finada o Chefe-Maior dos inimigos do seu povo: o Gana-Branco.


    Esfarrapada, também, pela refrega de dois dias, coberta de pó, queimada pelas fagulhas que se despendiam em haustos ardentes da aldeia carbonizada, pés chumbados no chão, pernas muito abertas, como troncos, as coxas grossas lanhadas de rijo nas roscas da pele mulata, os braços em chagas virilmente cruzados sob os peitos feridos, os talhos abertos em bocas imponentes de ódio e despeito, Dandara bambula, de costa voltadas para a trágica descida rochosa, de tal modo tesou o olhar posto no Bandeirante que Jorge Velho estacou, surpreso, a uma distância de doze passos.


    Antes tanta audácia, a prepotência petulante do guerreiro se amesquinhou por momentos. Mediramse os dois dos pés a cabeça. Jorge Velho sentiu a vontade de terminar. Falou:


    - Onde estão todos ... todos os que ...


    Mas a voz , arranhando o imponente silêncio do fim, só fez levantar um bando de urubus já pousado nas pontas restantes e sangrentas dos estrepes, no solo morto, nos galhos torados de bala ...


    - Onde estão? Eram cinco ou seis ... Eu os vi! Que rumo levaram?


    Dominando de novo o ambiente como senhor supremo de uma vitória evidente, Velho exigiu:


    - Vamos! Responda!


    Ouvindo a pergunta, a ordem depois, Dandara voltou-se sem pressa e cuspiu sua repulsa imensa no fundo do precipício:


    - Estão lá! - e tornou a encarar o paulista.


    - Onde está Zumbi? Mais demoradamente ainda, Dandara repetiu o gesto, escarrando com mais força, lá embaixo, no grotão sinistro.


    Com um aceno seco, Jorge Velho chamou seus ajudantes e se encaminhou para Dandara.


    Ainda sem nenhuma pressa, a mulata voltou-se pela terceira vez para o precipício. Então, cuspiu sobre aqueles homens rotos e imundos a última centelha de um ódio repleto de asco, resvalou as pernas na curva do terreno e se deixou cair pelo despenhadeiro.


    Debruçando-se, Jorge Velho ainda teve tempo de ver o corpo volteando no ar, as roscas da pele mulata lanhadas de cinza batendo nas crinas cruas da pedra, num dilaceramento de carnes, largando pedaços no ar, pintando mil raivas de rubro nos sangues ...


    Sobre o poste-rei, a caveira de boi de longos chifres parecia, alvinha do tempo, que se ria da vitória de Domingos Jorge Velho.


(Ganga-Zumba. Edição de Ouro, Rio de Janeiro, 1967) 

De acordo com o texto, Dandara logo reconheceu no Bandeirante o Chefe Maior dos inimigos do seu povo. Assinale a alternativa correspondente: 
Alternativas
Q4427491 Português

O FIM DE PALMARES


João Felício dos Santos



    ...Domingos Jorge Velho atravessou o pátio, pisando por sobre os mortos, vencedor mas exausto.


    Rasgado nas malhas fortes da véstia e no couro da carne, a barba grossa de suor e sangue, um pé descalço, negro pela fuligem do solo, o terrível paulista era a encarnação viva da vingança, da violência, da destruição.


    Junto do poste-rei, Dandara acompanhava com os olhos fixos o Bandeirante que se aproximava do precipício. O resto da tropa vinha em segundo plano: era como uma silhueta vaga no olhar da mulata.


    Foi então que a última e mais querida ialê de Zumbi-Rei adivinhou naquele gigante feroz surgido dos derrotados da aldeia finada o Chefe-Maior dos inimigos do seu povo: o Gana-Branco.


    Esfarrapada, também, pela refrega de dois dias, coberta de pó, queimada pelas fagulhas que se despendiam em haustos ardentes da aldeia carbonizada, pés chumbados no chão, pernas muito abertas, como troncos, as coxas grossas lanhadas de rijo nas roscas da pele mulata, os braços em chagas virilmente cruzados sob os peitos feridos, os talhos abertos em bocas imponentes de ódio e despeito, Dandara bambula, de costa voltadas para a trágica descida rochosa, de tal modo tesou o olhar posto no Bandeirante que Jorge Velho estacou, surpreso, a uma distância de doze passos.


    Antes tanta audácia, a prepotência petulante do guerreiro se amesquinhou por momentos. Mediramse os dois dos pés a cabeça. Jorge Velho sentiu a vontade de terminar. Falou:


    - Onde estão todos ... todos os que ...


    Mas a voz , arranhando o imponente silêncio do fim, só fez levantar um bando de urubus já pousado nas pontas restantes e sangrentas dos estrepes, no solo morto, nos galhos torados de bala ...


    - Onde estão? Eram cinco ou seis ... Eu os vi! Que rumo levaram?


    Dominando de novo o ambiente como senhor supremo de uma vitória evidente, Velho exigiu:


    - Vamos! Responda!


    Ouvindo a pergunta, a ordem depois, Dandara voltou-se sem pressa e cuspiu sua repulsa imensa no fundo do precipício:


    - Estão lá! - e tornou a encarar o paulista.


    - Onde está Zumbi? Mais demoradamente ainda, Dandara repetiu o gesto, escarrando com mais força, lá embaixo, no grotão sinistro.


    Com um aceno seco, Jorge Velho chamou seus ajudantes e se encaminhou para Dandara.


    Ainda sem nenhuma pressa, a mulata voltou-se pela terceira vez para o precipício. Então, cuspiu sobre aqueles homens rotos e imundos a última centelha de um ódio repleto de asco, resvalou as pernas na curva do terreno e se deixou cair pelo despenhadeiro.


    Debruçando-se, Jorge Velho ainda teve tempo de ver o corpo volteando no ar, as roscas da pele mulata lanhadas de cinza batendo nas crinas cruas da pedra, num dilaceramento de carnes, largando pedaços no ar, pintando mil raivas de rubro nos sangues ...


    Sobre o poste-rei, a caveira de boi de longos chifres parecia, alvinha do tempo, que se ria da vitória de Domingos Jorge Velho.


(Ganga-Zumba. Edição de Ouro, Rio de Janeiro, 1967) 

A figura de Domingos Jorge Velho, após a luta, inspirava:
Alternativas
Q4427490 Português

O FIM DE PALMARES


João Felício dos Santos



    ...Domingos Jorge Velho atravessou o pátio, pisando por sobre os mortos, vencedor mas exausto.


    Rasgado nas malhas fortes da véstia e no couro da carne, a barba grossa de suor e sangue, um pé descalço, negro pela fuligem do solo, o terrível paulista era a encarnação viva da vingança, da violência, da destruição.


    Junto do poste-rei, Dandara acompanhava com os olhos fixos o Bandeirante que se aproximava do precipício. O resto da tropa vinha em segundo plano: era como uma silhueta vaga no olhar da mulata.


    Foi então que a última e mais querida ialê de Zumbi-Rei adivinhou naquele gigante feroz surgido dos derrotados da aldeia finada o Chefe-Maior dos inimigos do seu povo: o Gana-Branco.


    Esfarrapada, também, pela refrega de dois dias, coberta de pó, queimada pelas fagulhas que se despendiam em haustos ardentes da aldeia carbonizada, pés chumbados no chão, pernas muito abertas, como troncos, as coxas grossas lanhadas de rijo nas roscas da pele mulata, os braços em chagas virilmente cruzados sob os peitos feridos, os talhos abertos em bocas imponentes de ódio e despeito, Dandara bambula, de costa voltadas para a trágica descida rochosa, de tal modo tesou o olhar posto no Bandeirante que Jorge Velho estacou, surpreso, a uma distância de doze passos.


    Antes tanta audácia, a prepotência petulante do guerreiro se amesquinhou por momentos. Mediramse os dois dos pés a cabeça. Jorge Velho sentiu a vontade de terminar. Falou:


    - Onde estão todos ... todos os que ...


    Mas a voz , arranhando o imponente silêncio do fim, só fez levantar um bando de urubus já pousado nas pontas restantes e sangrentas dos estrepes, no solo morto, nos galhos torados de bala ...


    - Onde estão? Eram cinco ou seis ... Eu os vi! Que rumo levaram?


    Dominando de novo o ambiente como senhor supremo de uma vitória evidente, Velho exigiu:


    - Vamos! Responda!


    Ouvindo a pergunta, a ordem depois, Dandara voltou-se sem pressa e cuspiu sua repulsa imensa no fundo do precipício:


    - Estão lá! - e tornou a encarar o paulista.


    - Onde está Zumbi? Mais demoradamente ainda, Dandara repetiu o gesto, escarrando com mais força, lá embaixo, no grotão sinistro.


    Com um aceno seco, Jorge Velho chamou seus ajudantes e se encaminhou para Dandara.


    Ainda sem nenhuma pressa, a mulata voltou-se pela terceira vez para o precipício. Então, cuspiu sobre aqueles homens rotos e imundos a última centelha de um ódio repleto de asco, resvalou as pernas na curva do terreno e se deixou cair pelo despenhadeiro.


    Debruçando-se, Jorge Velho ainda teve tempo de ver o corpo volteando no ar, as roscas da pele mulata lanhadas de cinza batendo nas crinas cruas da pedra, num dilaceramento de carnes, largando pedaços no ar, pintando mil raivas de rubro nos sangues ...


    Sobre o poste-rei, a caveira de boi de longos chifres parecia, alvinha do tempo, que se ria da vitória de Domingos Jorge Velho.


(Ganga-Zumba. Edição de Ouro, Rio de Janeiro, 1967) 

 Identifique nas alternativas abaixo aquela em que pode ser constatada no 2º parágrafo do texto acima:
Alternativas
Q4421098 Português

Leia a crônica.


A nuvem


– Fico admirado como é que você, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar! E meu amigo falou da água, telefone, Light em geral, carne, batata, transporte, custo de vida, buracos na rua, etc. etc. etc. Meu amigo está, como dizem as pessoas exageradas, grávido de razões. Mas que posso fazer? Até que tenho reclamado muito isto e aquilo. Mas se eu for ficar rezingando todo dia, estou roubado: quem é que vai aguentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal, mas em termos.


Além disso, a verdade não está apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que há uma jovem gostando de mim? Ah, bem sei que esses encantamentos de moça por um senhor maduro duram pouco. São caprichos de certa fase. Mas que importa? Esse carinho me faz bem; eu o recebo terna e gravemente; sem melancolia, porque sem ilusão. Ele se irá como veio, leve nuvem solta na brisa, que se tinge um instante de púrpura sobre as cinzas de meu crepúsculo.


E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenência, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o chão – e seus tradicionais buracos.


(Rubem Braga)

Observe a frase abaixo:


“E olhem só que tipo de frase estou escrevendo!”


Assinale a alternativa que apresenta o sentido que ela tem no texto.

Alternativas
Q4421097 Português

Leia a crônica.


A nuvem


– Fico admirado como é que você, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar! E meu amigo falou da água, telefone, Light em geral, carne, batata, transporte, custo de vida, buracos na rua, etc. etc. etc. Meu amigo está, como dizem as pessoas exageradas, grávido de razões. Mas que posso fazer? Até que tenho reclamado muito isto e aquilo. Mas se eu for ficar rezingando todo dia, estou roubado: quem é que vai aguentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal, mas em termos.


Além disso, a verdade não está apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que há uma jovem gostando de mim? Ah, bem sei que esses encantamentos de moça por um senhor maduro duram pouco. São caprichos de certa fase. Mas que importa? Esse carinho me faz bem; eu o recebo terna e gravemente; sem melancolia, porque sem ilusão. Ele se irá como veio, leve nuvem solta na brisa, que se tinge um instante de púrpura sobre as cinzas de meu crepúsculo.


E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenência, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o chão – e seus tradicionais buracos.


(Rubem Braga)

Assinale a alternativa que resume o assunto da crônica.
Alternativas
Q4420875 Português

Leia o texto para responder à questão.



Em 2050, a população da Terra deverá chegar a 9 bilhões de pessoas. Já hoje não se consegue alimentar os atuais 6 bilhões. Especialistas alertam que será preciso encontrar novas concepções para lidar com o problema.


Se em 2008 o número de vítimas da fome no mundo havia sido reduzido para menos de 1 bilhão, já em junho de 2009 essa marca foi ultrapassada. Neste ano, o número de famintos aumentou em 150 milhões. Muitas das soluções encontradas em certos países em desenvolvimento não dão mais conta do crescimento populacional.


A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) já tinha reconhecido há 20 anos que “o problema não é tanto a falta de alimentos, mas a falta de vontade política”. Como a pobreza é o principal causador da fome, esta diminui em países que empreendem políticas capazes de gerar empregos e renda. Em contrapartida, onde há ditaduras e despotismo, há fome e morte por inanição.


Além disso, nos últimos anos, houve logo três crises que fizeram aumentar o número de famintos no chamado Terceiro Mundo. De 2007 a 2008, os custos extremamente altos de alimentos provocaram um aumento da fome. Mal os preços haviam baixado novamente, tais países foram atingidos pela crise financeira e pela recessão global, que provocou um colapso das exportações. A isso, somam-se as secas e más colheitas causadas pela mudança climática.


Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/fome-%C3%A9-causada-pela-m%C3%A1-distribui%C3%A7%C3%A3o-e-n%C3%A3o-pela-falta-de-alimentos/a-4792836

Segundo o texto, fazem aumentar o número de pessoas com fome no mundo:
1. Crescimento da economia mundial.
2. Aumento do custo dos alimentos.
3. Seca.
4. Distúrbios climáticos.
5. Políticas geradoras de emprego e renda.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q4420874 Português

Leia o texto para responder à questão.



Em 2050, a população da Terra deverá chegar a 9 bilhões de pessoas. Já hoje não se consegue alimentar os atuais 6 bilhões. Especialistas alertam que será preciso encontrar novas concepções para lidar com o problema.


Se em 2008 o número de vítimas da fome no mundo havia sido reduzido para menos de 1 bilhão, já em junho de 2009 essa marca foi ultrapassada. Neste ano, o número de famintos aumentou em 150 milhões. Muitas das soluções encontradas em certos países em desenvolvimento não dão mais conta do crescimento populacional.


A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) já tinha reconhecido há 20 anos que “o problema não é tanto a falta de alimentos, mas a falta de vontade política”. Como a pobreza é o principal causador da fome, esta diminui em países que empreendem políticas capazes de gerar empregos e renda. Em contrapartida, onde há ditaduras e despotismo, há fome e morte por inanição.


Além disso, nos últimos anos, houve logo três crises que fizeram aumentar o número de famintos no chamado Terceiro Mundo. De 2007 a 2008, os custos extremamente altos de alimentos provocaram um aumento da fome. Mal os preços haviam baixado novamente, tais países foram atingidos pela crise financeira e pela recessão global, que provocou um colapso das exportações. A isso, somam-se as secas e más colheitas causadas pela mudança climática.


Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/fome-%C3%A9-causada-pela-m%C3%A1-distribui%C3%A7%C3%A3o-e-n%C3%A3o-pela-falta-de-alimentos/a-4792836

Assinale a alternativa que indica, segundo o texto, uma das causas da fome no mundo.
Alternativas
Q4420863 Português

Leia o texto.



O mistério da poesia.


Não sei o nome desse poeta, acho que boliviano; apenas lhe conheço um poema, ensinado por um amigo. E só guardei os primeiros versos: Trabajar era Bueno en el Sur. Cortar los árboles, hacer canoas de los troncos.


E tendo guardado esses dois versos tão simples, aqui me debruço ainda uma vez sobre o mistério da poesia.


O poema era grande, mas foram essas palavras que me emocionaram, lembro-me delas às vezes, numa viagem; quando estou aborrecido, tenho notado que as murmuro para mim mesmo, de vez em quando, nesses momentos de tédio urbano. E elas produzem em mim uma espécie de consolo e de saudade não sei de quê.


Lembrei-me agora mesmo, no instante em que abria a máquina para trabalhar nessa coisa vã e cansativa que é fazer crônica.


De onde vem o efeito poético? É fácil dizer que vem do sentido dos versos; mas não apenas do sentido. Se ele dissesse: Era Bueno trabajar en el Sur, não creio que o poema pudesse me impressionar. Se no lugar de usar o infinitivo do verbo cortar e do verbo hacer usasse o passado, creio que isso enfraqueceria tudo. Penso no ritmo: ele sozinho não dá para explicar nada. Além disso, as palavras usadas são, rigorosamente, das mais banais da língua. Reparem que tudo está dito com elementos mais simples: trabajar, era bueno, Sur, cortar, árboles, hacer canoas, troncos.


Isso lembra um dos maiores versos de Camões, todo ele também com as palavras mais corriqueiras de nossa língua: “A grande dor das coisas que passaram”.


Talvez o que mais me impressione seja mesmo isso: essa faculdade de dar um sentido solene e alto às palavras de todo dia. Nesse poema sul-americano a ideia de canoa é também motivo de emoção.


Não há coisa mais simples e primitiva que uma canoa feita de um tronco de árvore; e acontece que muitas vezes a canoa é de grande beleza plástica. E de repente me ocorre que talvez esses versos me emocionem particularmente por causa de uma infância de beira-rio e de beira-mar. Mas não pode ser: o principal sentido dos versos é o do trabalho; um trabalho que era bom, não essa “necessidade aborrecida” de hoje. Desejo de fazer alguma coisa simples, honrada e bela, e imaginar que já se fez.


Fala-se muito em mistério poético; e não faltam poetas que procurem esse mistério enunciando coisas obscuras, o que dá margem a muito equívoco e muita bobagem. Se na verdade existe muita poesia e muita carga de emoção em certos versos sem um sentido claro, isso não quer dizer que, turvando um pouco as águas, elas fiquem profundas…


(Rubem Braga)

Assinale a alternativa correta, considerando o texto.
Alternativas
Q4420861 Português

Leia o texto.



O mistério da poesia.


Não sei o nome desse poeta, acho que boliviano; apenas lhe conheço um poema, ensinado por um amigo. E só guardei os primeiros versos: Trabajar era Bueno en el Sur. Cortar los árboles, hacer canoas de los troncos.


E tendo guardado esses dois versos tão simples, aqui me debruço ainda uma vez sobre o mistério da poesia.


O poema era grande, mas foram essas palavras que me emocionaram, lembro-me delas às vezes, numa viagem; quando estou aborrecido, tenho notado que as murmuro para mim mesmo, de vez em quando, nesses momentos de tédio urbano. E elas produzem em mim uma espécie de consolo e de saudade não sei de quê.


Lembrei-me agora mesmo, no instante em que abria a máquina para trabalhar nessa coisa vã e cansativa que é fazer crônica.


De onde vem o efeito poético? É fácil dizer que vem do sentido dos versos; mas não apenas do sentido. Se ele dissesse: Era Bueno trabajar en el Sur, não creio que o poema pudesse me impressionar. Se no lugar de usar o infinitivo do verbo cortar e do verbo hacer usasse o passado, creio que isso enfraqueceria tudo. Penso no ritmo: ele sozinho não dá para explicar nada. Além disso, as palavras usadas são, rigorosamente, das mais banais da língua. Reparem que tudo está dito com elementos mais simples: trabajar, era bueno, Sur, cortar, árboles, hacer canoas, troncos.


Isso lembra um dos maiores versos de Camões, todo ele também com as palavras mais corriqueiras de nossa língua: “A grande dor das coisas que passaram”.


Talvez o que mais me impressione seja mesmo isso: essa faculdade de dar um sentido solene e alto às palavras de todo dia. Nesse poema sul-americano a ideia de canoa é também motivo de emoção.


Não há coisa mais simples e primitiva que uma canoa feita de um tronco de árvore; e acontece que muitas vezes a canoa é de grande beleza plástica. E de repente me ocorre que talvez esses versos me emocionem particularmente por causa de uma infância de beira-rio e de beira-mar. Mas não pode ser: o principal sentido dos versos é o do trabalho; um trabalho que era bom, não essa “necessidade aborrecida” de hoje. Desejo de fazer alguma coisa simples, honrada e bela, e imaginar que já se fez.


Fala-se muito em mistério poético; e não faltam poetas que procurem esse mistério enunciando coisas obscuras, o que dá margem a muito equívoco e muita bobagem. Se na verdade existe muita poesia e muita carga de emoção em certos versos sem um sentido claro, isso não quer dizer que, turvando um pouco as águas, elas fiquem profundas…


(Rubem Braga)

Observe a afirmação:


O poeta e a poesia nos levam para fora da mediocridade cotidiana, além dos limites puramente físicos e temporais.


Assinale a alternativa que apresenta uma expressão contida em uma passagem do texto que ratifica essa afirmação.

Alternativas
Q4420860 Português

Leia o texto.



O mistério da poesia.


Não sei o nome desse poeta, acho que boliviano; apenas lhe conheço um poema, ensinado por um amigo. E só guardei os primeiros versos: Trabajar era Bueno en el Sur. Cortar los árboles, hacer canoas de los troncos.


E tendo guardado esses dois versos tão simples, aqui me debruço ainda uma vez sobre o mistério da poesia.


O poema era grande, mas foram essas palavras que me emocionaram, lembro-me delas às vezes, numa viagem; quando estou aborrecido, tenho notado que as murmuro para mim mesmo, de vez em quando, nesses momentos de tédio urbano. E elas produzem em mim uma espécie de consolo e de saudade não sei de quê.


Lembrei-me agora mesmo, no instante em que abria a máquina para trabalhar nessa coisa vã e cansativa que é fazer crônica.


De onde vem o efeito poético? É fácil dizer que vem do sentido dos versos; mas não apenas do sentido. Se ele dissesse: Era Bueno trabajar en el Sur, não creio que o poema pudesse me impressionar. Se no lugar de usar o infinitivo do verbo cortar e do verbo hacer usasse o passado, creio que isso enfraqueceria tudo. Penso no ritmo: ele sozinho não dá para explicar nada. Além disso, as palavras usadas são, rigorosamente, das mais banais da língua. Reparem que tudo está dito com elementos mais simples: trabajar, era bueno, Sur, cortar, árboles, hacer canoas, troncos.


Isso lembra um dos maiores versos de Camões, todo ele também com as palavras mais corriqueiras de nossa língua: “A grande dor das coisas que passaram”.


Talvez o que mais me impressione seja mesmo isso: essa faculdade de dar um sentido solene e alto às palavras de todo dia. Nesse poema sul-americano a ideia de canoa é também motivo de emoção.


Não há coisa mais simples e primitiva que uma canoa feita de um tronco de árvore; e acontece que muitas vezes a canoa é de grande beleza plástica. E de repente me ocorre que talvez esses versos me emocionem particularmente por causa de uma infância de beira-rio e de beira-mar. Mas não pode ser: o principal sentido dos versos é o do trabalho; um trabalho que era bom, não essa “necessidade aborrecida” de hoje. Desejo de fazer alguma coisa simples, honrada e bela, e imaginar que já se fez.


Fala-se muito em mistério poético; e não faltam poetas que procurem esse mistério enunciando coisas obscuras, o que dá margem a muito equívoco e muita bobagem. Se na verdade existe muita poesia e muita carga de emoção em certos versos sem um sentido claro, isso não quer dizer que, turvando um pouco as águas, elas fiquem profundas…


(Rubem Braga)

Assinale a alternativa correta, considerando o texto.
Alternativas
Q4420859 Português

Leia o texto.



O mistério da poesia.


Não sei o nome desse poeta, acho que boliviano; apenas lhe conheço um poema, ensinado por um amigo. E só guardei os primeiros versos: Trabajar era Bueno en el Sur. Cortar los árboles, hacer canoas de los troncos.


E tendo guardado esses dois versos tão simples, aqui me debruço ainda uma vez sobre o mistério da poesia.


O poema era grande, mas foram essas palavras que me emocionaram, lembro-me delas às vezes, numa viagem; quando estou aborrecido, tenho notado que as murmuro para mim mesmo, de vez em quando, nesses momentos de tédio urbano. E elas produzem em mim uma espécie de consolo e de saudade não sei de quê.


Lembrei-me agora mesmo, no instante em que abria a máquina para trabalhar nessa coisa vã e cansativa que é fazer crônica.


De onde vem o efeito poético? É fácil dizer que vem do sentido dos versos; mas não apenas do sentido. Se ele dissesse: Era Bueno trabajar en el Sur, não creio que o poema pudesse me impressionar. Se no lugar de usar o infinitivo do verbo cortar e do verbo hacer usasse o passado, creio que isso enfraqueceria tudo. Penso no ritmo: ele sozinho não dá para explicar nada. Além disso, as palavras usadas são, rigorosamente, das mais banais da língua. Reparem que tudo está dito com elementos mais simples: trabajar, era bueno, Sur, cortar, árboles, hacer canoas, troncos.


Isso lembra um dos maiores versos de Camões, todo ele também com as palavras mais corriqueiras de nossa língua: “A grande dor das coisas que passaram”.


Talvez o que mais me impressione seja mesmo isso: essa faculdade de dar um sentido solene e alto às palavras de todo dia. Nesse poema sul-americano a ideia de canoa é também motivo de emoção.


Não há coisa mais simples e primitiva que uma canoa feita de um tronco de árvore; e acontece que muitas vezes a canoa é de grande beleza plástica. E de repente me ocorre que talvez esses versos me emocionem particularmente por causa de uma infância de beira-rio e de beira-mar. Mas não pode ser: o principal sentido dos versos é o do trabalho; um trabalho que era bom, não essa “necessidade aborrecida” de hoje. Desejo de fazer alguma coisa simples, honrada e bela, e imaginar que já se fez.


Fala-se muito em mistério poético; e não faltam poetas que procurem esse mistério enunciando coisas obscuras, o que dá margem a muito equívoco e muita bobagem. Se na verdade existe muita poesia e muita carga de emoção em certos versos sem um sentido claro, isso não quer dizer que, turvando um pouco as águas, elas fiquem profundas…


(Rubem Braga)

Avalie as afirmativas feitas sobre o texto.


1. Poesia é o que causa emoção.


2. O cronista considera a poesia atual menos emotiva.


3. A emoção da poesia reside na valorização das palavras, na busca de novos sentidos para as palavras do cotidiano.


4. O autor também gostaria de fazer poesia.


5. O mistério poético reside na enunciação de palavras vagas.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas
Q4418975 Português

Para responder a questão, leia o texto a seguir. 



“Primavera


A primavera é considerada por muitos a estação mais bonita do ano. Isso se deve ao fato de que nela ocorre a floração de diversas espécies de plantas. As paisagens enchem-se de cores, deixando ruas, campos, parques e jardins com o aspecto alegre e vívido. Essa estação do ano sucede o inverno e precede o verão. A primavera, assim como as demais estações do ano, não ocorre simultaneamente nos dois hemisférios. Em cada um deles, ela se inicia em uma data específica. As estações do ano, portanto também a primavera, ocorrem devido à inclinação da Terra em relação ao Sol. Sabemos que a Terra realiza diversos movimentos, um deles é o movimento de translação, aquele em que o planeta gira em torno do Sol. Esse movimento tem como uma de suas consequências as estações do ano. Devido à inclinação da Terra em relação ao seu plano orbital, os raios solares incidem distintamente nos dois hemisférios. Assim, em um dado momento, um hemisfério estará mais iluminado do que o outro e, portanto, as estações do ano não ocorrerão simultaneamente nos dois lados. A primavera é considerada a estação do ano mais agradável para alguns, devido a suas temperaturas amenas e ao aumento da umidade do ar que lhe são característicos. A floração, ou desabrochamento das flores, modifica a paisagem, tornando-a mais alegre e contemplativa. Os animais também apresentam comportamentos específicos nessa estação. Muitos tendem a sair do seu período de hibernação. Há mudança também no comportamento de animais polinizadores, como os beija-flores e as abelhas. Devido ao florescimento de algumas espécies, esses animais aumentam a sua atividade, interferindo significativamente no ciclo reprodutivo dos vegetais”. 


Fonte: Adaptado de <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/primavera.htm>. Acesso em: 20 jul. 2021.

A primavera é a estação do ano na qual:  
Alternativas
Q4418974 Português

Para responder a questão, leia o texto a seguir. 



“Primavera


A primavera é considerada por muitos a estação mais bonita do ano. Isso se deve ao fato de que nela ocorre a floração de diversas espécies de plantas. As paisagens enchem-se de cores, deixando ruas, campos, parques e jardins com o aspecto alegre e vívido. Essa estação do ano sucede o inverno e precede o verão. A primavera, assim como as demais estações do ano, não ocorre simultaneamente nos dois hemisférios. Em cada um deles, ela se inicia em uma data específica. As estações do ano, portanto também a primavera, ocorrem devido à inclinação da Terra em relação ao Sol. Sabemos que a Terra realiza diversos movimentos, um deles é o movimento de translação, aquele em que o planeta gira em torno do Sol. Esse movimento tem como uma de suas consequências as estações do ano. Devido à inclinação da Terra em relação ao seu plano orbital, os raios solares incidem distintamente nos dois hemisférios. Assim, em um dado momento, um hemisfério estará mais iluminado do que o outro e, portanto, as estações do ano não ocorrerão simultaneamente nos dois lados. A primavera é considerada a estação do ano mais agradável para alguns, devido a suas temperaturas amenas e ao aumento da umidade do ar que lhe são característicos. A floração, ou desabrochamento das flores, modifica a paisagem, tornando-a mais alegre e contemplativa. Os animais também apresentam comportamentos específicos nessa estação. Muitos tendem a sair do seu período de hibernação. Há mudança também no comportamento de animais polinizadores, como os beija-flores e as abelhas. Devido ao florescimento de algumas espécies, esses animais aumentam a sua atividade, interferindo significativamente no ciclo reprodutivo dos vegetais”. 


Fonte: Adaptado de <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/primavera.htm>. Acesso em: 20 jul. 2021.

O texto tem por objetivo principal:
Alternativas
Q4418972 Português

Para responder a questão, leia o texto a seguir. 



“Primavera


A primavera é considerada por muitos a estação mais bonita do ano. Isso se deve ao fato de que nela ocorre a floração de diversas espécies de plantas. As paisagens enchem-se de cores, deixando ruas, campos, parques e jardins com o aspecto alegre e vívido. Essa estação do ano sucede o inverno e precede o verão. A primavera, assim como as demais estações do ano, não ocorre simultaneamente nos dois hemisférios. Em cada um deles, ela se inicia em uma data específica. As estações do ano, portanto também a primavera, ocorrem devido à inclinação da Terra em relação ao Sol. Sabemos que a Terra realiza diversos movimentos, um deles é o movimento de translação, aquele em que o planeta gira em torno do Sol. Esse movimento tem como uma de suas consequências as estações do ano. Devido à inclinação da Terra em relação ao seu plano orbital, os raios solares incidem distintamente nos dois hemisférios. Assim, em um dado momento, um hemisfério estará mais iluminado do que o outro e, portanto, as estações do ano não ocorrerão simultaneamente nos dois lados. A primavera é considerada a estação do ano mais agradável para alguns, devido a suas temperaturas amenas e ao aumento da umidade do ar que lhe são característicos. A floração, ou desabrochamento das flores, modifica a paisagem, tornando-a mais alegre e contemplativa. Os animais também apresentam comportamentos específicos nessa estação. Muitos tendem a sair do seu período de hibernação. Há mudança também no comportamento de animais polinizadores, como os beija-flores e as abelhas. Devido ao florescimento de algumas espécies, esses animais aumentam a sua atividade, interferindo significativamente no ciclo reprodutivo dos vegetais”. 


Fonte: Adaptado de <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/primavera.htm>. Acesso em: 20 jul. 2021.

De acordo com o texto, o nome dado ao movimento no qual o planeta gira em torno do Sol é: 
Alternativas
Q4418971 Português

Para responder a questão, leia o texto a seguir. 



“Primavera


A primavera é considerada por muitos a estação mais bonita do ano. Isso se deve ao fato de que nela ocorre a floração de diversas espécies de plantas. As paisagens enchem-se de cores, deixando ruas, campos, parques e jardins com o aspecto alegre e vívido. Essa estação do ano sucede o inverno e precede o verão. A primavera, assim como as demais estações do ano, não ocorre simultaneamente nos dois hemisférios. Em cada um deles, ela se inicia em uma data específica. As estações do ano, portanto também a primavera, ocorrem devido à inclinação da Terra em relação ao Sol. Sabemos que a Terra realiza diversos movimentos, um deles é o movimento de translação, aquele em que o planeta gira em torno do Sol. Esse movimento tem como uma de suas consequências as estações do ano. Devido à inclinação da Terra em relação ao seu plano orbital, os raios solares incidem distintamente nos dois hemisférios. Assim, em um dado momento, um hemisfério estará mais iluminado do que o outro e, portanto, as estações do ano não ocorrerão simultaneamente nos dois lados. A primavera é considerada a estação do ano mais agradável para alguns, devido a suas temperaturas amenas e ao aumento da umidade do ar que lhe são característicos. A floração, ou desabrochamento das flores, modifica a paisagem, tornando-a mais alegre e contemplativa. Os animais também apresentam comportamentos específicos nessa estação. Muitos tendem a sair do seu período de hibernação. Há mudança também no comportamento de animais polinizadores, como os beija-flores e as abelhas. Devido ao florescimento de algumas espécies, esses animais aumentam a sua atividade, interferindo significativamente no ciclo reprodutivo dos vegetais”. 


Fonte: Adaptado de <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/primavera.htm>. Acesso em: 20 jul. 2021.

De acordo com o texto, é INCORRETO afirmar que:  
Alternativas
Q4417050 Português

TEXTO 01


O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


UMA CARTA PARA FREUD


Caro Freud,


Resolvi lhe escrever uma carta porque o senhor anda muito ocupado e eu demoro demais para me fazer compreender verbalmente. Aqui, nesta carta, acho que consigo ser franco e direto. E franqueza é algo que me escapa pelos dedos, especialmente quando estou diante de alguém tão mal encarado como o senhor (sem ofensas, por favor). Mas, se pelo menos o senhor desse um sorrisinho de vez em quando, ajudaria muito nossas consultas. Mas enfim...


Hoje resolvi aplicar alguns de seus conselhos. E outros do Facebook. A propósito, já lhe contei que meu mural parece um livro de autoajuda? Desse jeito, acho que o senhor vai precisar mudar de profissão.


(...)


O senhor disse que o segredo do sucesso é fazer as mulheres rirem. Mas rir de mim também conta? E aquela história de conversar com a garota sobre assuntos que a interessam? Conheci uma garota e já fui puxando assunto sobre rímel, blush, cílios postiços e batom. Não sei não Freud, mas tem certeza de que esse conselho funciona? A garota soltou um "ihhh" e saiu de perto. Sabe esses "ihhs" que podem significar um milhão de coisas e todas elas péssimas para a nossa reputação?


Ah, meu amigo Sigmund. A vida não é nada fácil. Pela expressão fechada em seu rosto, o senhor deve me entender. Talvez o senhor devesse parar um pouco com esses assuntos melancólicos e se dedicar um tempo a escrever alguns textos humorísticos. Além disso, precisamos conversar mais. Porém, não dentro daquele seu consultório mórbido. Podíamos sair para tomar uma cerveja. Ver luzes, ouvir pessoas, essas coisas. Acho que lhe faria bem, também.


Quando quiser, só me avisar. Mas o senhor paga. E não vem com história de que está sem dinheiro, porque aí quem vai dizer "ihhh" sou eu.


JULIANO

MARTINZ.https://corrosiva.com.br/cronicas-engracadas/uma-carta-para-freud/

"Hoje resolvi aplicar alguns de seus conselhos." No trecho, o remetente fala de(a):
Alternativas
Q4415731 Português

O que são paradigmas de programação?


Um paradigma pode ser entendido como um tipo de estruturação ao qual a linguagem deverá respeitar. A depender do objetivo proposto, a solução que a linguagem oferecerá obedece a um tipo de paradigma. Portanto, o que vai definir o paradigma utilizado será a tratativa dada ao problema.

É como se você tivesse que resolver um simples problema durante a execução de uma mudança doméstica. Imagine que você tivesse que levar um piano do primeiro ao terceiro andar de sua residência. O problema, já se sabe qual é. Mas de qual forma (paradigma) resolver essa questão?

Pode-se optar por carregá-lo manualmente dois andares acima. Esse seria um paradigma bastante trabalhoso, pois exigiria o esforço de várias pessoas. No entanto, outro paradigma para esse problema poderia ser o de elevá-lo por meio de um carrinho. Menos pessoas seriam necessárias e um menor esforço seria aplicado.

Por fim, alguém pode ter a brilhante ideia de usar um paradigma mais prático: elevar o piano pelo lado de fora da edificação utilizando um motor fixado no terceiro andar e acionado por controle remoto. Esforço quase zero e problema resolvido com mais inteligência.

Na comparação com a programação, esse seria um paradigma bem elegante (em termos de código). Para escolher bem, é preciso antes conhecer as alternativas.


Por que aprender sobre paradigmas de programação?

Cada paradigma surgiu de necessidades diferentes. Dado isso, cada um apresenta maiores vantagens sobre os outros dentro do desenvolvimento de determinado sistema. Sendo assim, um paradigma pode oferecer técnicas apropriadas para uma aplicação específica.

Escolhido o paradigma de desenvolvimento adequado ao projeto, isso permitirá que sejam desenvolvidas aplicações com grande produtividade. Haverá unicidade na orientação de escrita do código entre a equipe, tornando-o mais legível e criando facilidade de manutenção ao longo de sua existência.

Além disso, manter o mesmo paradigma determinará o objetivo da pessoa que trabalha com programação sobre a composição da estrutura e execução do sistema. Isso permite que as técnicas adequadas sejam utilizadas no projeto em questão. É essencial manter essa metodologia durante todo o trabalho.

Definitivamente, entender sobre os diferentes tipos de paradigmas fará com que seja ainda mais profissional. Saber qual o tipo escolher na resolução de um problema tornará seu raciocínio diferenciado. Isso quer dizer que antes de refletir sobre a solução de um problema, você pensará na modelagem dessa solução, ou seja, refletirá sobre o paradigma a ser utilizado.

NOLETO, Cairo. Paradigmas de programação: o que são e quais os principais? Disponível em: https://blog.betrybe.com/tecnologia/paradigmas-de-programacao/ Acesso em: 10/janeiro/2022 Adaptado.

Assinale a única alternativa INCORRETA de acordo com o texto.
Alternativas
Q4394755 Português
Leia o texto.


Talvez o esporte haja nascido de uma sublimação da guerra. Tanto melhor para os homens de boa vontade. A guerra só se faz com morte. E o esporte exige o máximo de vida. Guerra só traz euforia nacional ou tragédia. Esporte traz riqueza de emoções.

Se bem que ele já não seja mais tão santo, dada a violência, como também não seja mais puro, dado o poder do dinheiro. Isso explica por que, em condições normais, nenhuma seleção de basquete vença a seleção americana. Os americanos têm sob o basquete um império feito pra funcionar. Mas no futebol não adiantam os impérios. Hungria, Holanda e Camarões não tinham grande tradição e assombraram o mundo. Nada impede que um time da África venha a ser o furor da copa. A vocação futebolística é a que menos depende de estrutura e investimentos. Ela nasce casualmente. O dinheiro compra o craque, mas não faz o craque. O que faz o craque é o azar, o destino. É raro vermos uma encestada casual no basquete. No futebol, metade dos gols é acidente. Essa poética do acaso no futebol é que faz a chance dos pobres. Em qualquer subúrbio pode nascer um Pelé.

A. M. Rodrigues. (adaptado)
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4394753 Português
Leia o texto.


Talvez o esporte haja nascido de uma sublimação da guerra. Tanto melhor para os homens de boa vontade. A guerra só se faz com morte. E o esporte exige o máximo de vida. Guerra só traz euforia nacional ou tragédia. Esporte traz riqueza de emoções.

Se bem que ele já não seja mais tão santo, dada a violência, como também não seja mais puro, dado o poder do dinheiro. Isso explica por que, em condições normais, nenhuma seleção de basquete vença a seleção americana. Os americanos têm sob o basquete um império feito pra funcionar. Mas no futebol não adiantam os impérios. Hungria, Holanda e Camarões não tinham grande tradição e assombraram o mundo. Nada impede que um time da África venha a ser o furor da copa. A vocação futebolística é a que menos depende de estrutura e investimentos. Ela nasce casualmente. O dinheiro compra o craque, mas não faz o craque. O que faz o craque é o azar, o destino. É raro vermos uma encestada casual no basquete. No futebol, metade dos gols é acidente. Essa poética do acaso no futebol é que faz a chance dos pobres. Em qualquer subúrbio pode nascer um Pelé.

A. M. Rodrigues. (adaptado)
Avalie as afirmativas feitas com base no texto.

1. O autor conjectura sobre a origem do futebol, dizendo que pode ser uma purificação da guerra.
2. Parafraseando um versículo bíblico, o autor contrasta fortemente guerra e esporte.
3. Se no basquete excelentes jogadores são engendrados, no futebol essa habilidade é conatural.
4. O futebol, diferentemente do basquete, não precisa de muito investimento.
5. Todo pobre terá sua chance no futebol, já que craque nasce feito.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q4394409 Português
Sobre a perspectiva sociocultural da linguagem, leia o excerto a seguir: “Vygotsky afirma que a linguagem possui duas funções básicas: intercâmbio social e pensamento generalizante. A função de intercâmbio social é bem visível nos bebês, uma vez que conseguem, por meio de gestos, expressões e sons, demonstrar seus sentimentos, desejos e necessidades. A função de pensamento generalizante pode ser exemplificada quando falamos, por exemplo, a palavra boi. Independentemente de ter visto de perto algum boi ou de comer ou não sua carne, nosso pensamento classifica tal palavra na categoria animais e nos remete à sua imagem.”
Fonte: disponível em: <https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/15/8/breveestudo-sobre-lev-vygotsky-e-o-sociointeracionismo>. Acesso em: 25 out. 2021.

De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Respostas
23581: E
23582: C
23583: B
23584: A
23585: D
23586: E
23587: A
23588: C
23589: A
23590: B
23591: C
23592: C
23593: A
23594: A
23595: B
23596: A
23597: C
23598: C
23599: D
23600: B