Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 54.805 questões
Observe a charge a seguir.

A interpretação de texto refere-se à decodificação dos significados dos componentes textuais, enquanto a compreensão diz respeito aos processos geradores de significação.
A pergunta abaixo que diz respeito à interpretação, e não à
compreensão, é:
Abaixo está o início de um conto de Lygia Fagundes Telles, denominado A Ceia.
“O restaurante era modesto e pouco frequentado, com mesinhas ao ar livre, espalhadas debaixo das árvores. Em cada mesinha, um abajur de garrafa projetava sobre a toalha de xadrez vermelho e branco um pálido círculo de luz.”
Todos sabemos que os termos de um texto podem indicar valores
bem variados. Nesse segmento foram sublinhados alguns que
funcionam como adjetivos; a afirmação correta sobre um deles é:
“Certas espécies animais e vegetais desaparecem cada vez mais rapidamente, o que tornou grave a situação. Primeiramente, várias espécies foram extintas por causa da caça. Assim, no século XVII, uma espécie de mamíferos era extinta a cada cinco anos.
Posteriormente, no século XX, a população mundial aumentou de tal modo que, para encontrar novas terras, os homens invadiram os espaços selvagens. Foram derrubadas imensas florestas e, assim, numerosos animais desapareceram em função da destruição de seus hábitats. Também a poluição e a instalação de linhas elétricas mataram muitas espécies de peixes e aves. Por fim, uma nova caça intensiva, destinada ao comércio, suprimiu certas espécies, como a dos rinocerontes, cujos chifres eram empregados na fabricação de afrodisíacos.
O homem sabe hoje que a vida sobre a terra é uma vasta cadeia em que cada ser vivo é um elo. Quando uma espécie desaparece, outros animais e outras plantas passam a ficar ameaçadas. Progressivamente, a vida humana se empobrece.”
Esse texto foi didaticamente estruturado; a única afirmativa abaixo inadequada em relação à sua estruturação é:
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, bem como às ideias nele expressas, julgue o item a seguir.
O autor do texto argumenta que a representação da natureza
unicamente como recurso decorre da constatação, pela
humanidade, da própria superioridade.
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, bem como às ideias nele expressas, julgue o item a seguir.
Conforme o texto, a natureza perdeu sua alma pelo fato de o
ser humano ter-se instituído como seu “mestre e senhor”.
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, bem como às ideias nele expressas, julgue o item a seguir.
A expressão “Esse movimento” (nono período) remete à
ideia de representar a natureza como um grande relógio.
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, bem como às ideias nele expressas, julgue o item a seguir.
De acordo com o texto, a objetificação da natureza, e sua
consequente exploração, é o resultado benéfico do
desenvolvimento das ciências e das técnicas.
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, bem como às ideias nele expressas, julgue o item a seguir.
No sétimo período do texto, o pronome “cujas” remete a
“mecanismo”.
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, bem como às ideias nele expressas, julgue o item a seguir.
Conforme o texto, o conceito de natureza pressupõe o distanciamento do homem em relação ao ambiente onde ele vive.
O texto atribui à desigualdade social o fato de bairros nobres de grandes capitais brasileiras serem muito mais arborizados que outras áreas.
Depreende-se do texto que a presença de árvores nas cidades promove benefícios para a qualidade de vida das pessoas, os quais, contudo, muitas vezes não são considerados em avaliações técnicas de paisagismo urbano.
Predomina no texto a descrição dos tipos de malefícios que as árvores podem causar à infraestrutura das cidades.
O tema central do texto é o crescimento exagerado das árvores nos grandes centros urbanos.
Brasil dividido em dois
Por Mirian Endo, em 17 de Dezembro de 2021.
De um lado, verde-amarelo, do outro, vermelho. Ou isso ou aquilo. Não há espaço “em cima do muro” ou para a ponderação entre argumentos. O cenário político se reduziu a uma dualidade de opiniões.
Há algum tempo, um comentário em uma postagem sobre política em um perfil em uma rede social na Internet me levou ao fim de uma amizade de longa data. Uma amiga discutiu intensamente comigo por não concordar com a minha opinião. Eu fiquei triste e lamentei a situação, pois sei que não se trata de um caso isolado.
Este acirramento de ânimo presente no dia a dia dos brasileiros só mostra o quão profunda é a autocrítica que cada uma das partes envolvidas tem para fazer. Parte desse problema vem da dificuldade em reconhecer o outro. Para muitas pessoas, o outro existe desde que se subordine ao nosso padrão.
Por que vivenciamos o atual clima de tensão na política, nas redes sociais e em outros meios? Certamente não tenho uma resposta final para essa questão. Me parece, no entanto, que dois fatores contribuem em alguma medida para esse cenário.
Primeiramente, é evidente que as pessoas têm acesso a mais informações de forma quase instantânea. Existem câmeras e smartfones em todos os lugares, prontos para registrar o exato momento em que qualquer pessoa faz algo errado. Esse ambiente de constante vigília que deixaria George Orwell impressionado parece ter criado nas pessoas uma ideia de que todos fazem algo errado em algum momento. Ou, se preferir, todos são suspeitos.
Sim! Todos são suspeitos em um mundo repleto de câmeras. Isso certamente cria em nós uma crise de identidade e reduz o nosso interesse por manter debates amigáveis e construtivos.
O segundo fator está relacionado às redes sociais. O acesso às redes sociais é um aspecto de empoderamento, pois nos permite falar para um público e, eventualmente, sermos louvados por isso. Com um celular em mãos, podemos opinar, criticar, apontar defeitos, divulgar notícias – até mesmo falsas notícias – levantar bandeiras e defender pontos de vista.
O que aconteceria se todos tivessem acesso a esse grande poder de comunicação? Bem, basta pegar seu aparelho celular e conferir as inúmeras opiniões rudes, pouco sensatas, imorais ou apresentadas sem qualquer respeito ao próximo que inundam a Internet diariamente.
Ao término dessa breve reflexão, uma pergunta é inevitável:
podemos ter esperanças de que tempos melhores virão?
Leia o texto 'Brasil dividido em dois' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. A autora procura expor por meio do seu texto a sua incerteza sobre o futuro, especialmente em relação à capacidade das pessoas em conduzirem debates coerentes, amigáveis e baseados no respeito ao próximo.
II. No texto, a autora afirma que não há espaço “em cima do muro”, ou seja, ela expõe a sua percepção de que os debates sobre temas sensíveis – como a política – têm levado as pessoas a defenderem perspectivas antagônicas sem considerarem a possibilidade de acordos ou de alternativas consensuais.
III. No trecho “Eu fiquei triste e lamentei a situação, pois sei que não se trata de um caso isolado”, a autora utiliza a linguagem conotativa para expor ao leitor um sentimento e, ao mesmo tempo, declarar sua insatisfação com a atitude de uma amiga.
Marque a alternativa CORRETA:
Amor é fogo que arde sem se ver
1 Amor é fogo que arde sem se ver,
2 é ferida que dói, e não se sente;
3 é um contentamento descontente,
4 é dor que desatina sem doer.
5 É um não querer mais que bem querer;
6 é um andar solitário entre a gente;
7 é nunca contentar-se de contente;
8 é um cuidar que ganha em se perder.
9 É querer estar preso por vontade;
10 é servir a quem vence, o vencedor;
11 é ter com quem nos mata, lealdade.
12 Mas como causar pode seu favor
13 nos corações humanos amizade,
14 se tão contrário a si é o mesmo Amor
Luís Vaz de Camões (1524-1580)
O poeta por meio da aproximação de palavras com sentidos iguais, nos traz uma série de afirmações sobre o amor que parecem ser idênticas.
O emprego predominante do pretérito perfeito no texto tem o propósito de apresentar fatos já ocorridos em determinado momento no passado e cujos efeitos, além de ainda serem sentidos no momento atual, afetam o tempo presente.
A expressão “Além disso” (terceiro parágrafo) introduz o argumento mais forte apresentado pelo autor do texto para comprovar sua tese acerca do surgimento da linguagem humana.
O uso do advérbio “Obviamente” (segundo parágrafo) desempenha importante papel na argumentação apresentada no texto, realçando uma informação que já é tomada como conhecimento geral.
O fato de que alguns animais, como chimpanzés, também utilizam ferramentas enfraquece o argumento de que se requer linguagem para usar ferramentas.