Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3926041 Português
TEXTO I

ESPORTES E QUALIDADE DE VIDA O

debate sobre esportes e qualidade de vida transcende a mera prática de atividades físicas, consolidando-se como um pilar fundamental para a saúde pública e o bem-estar social. Informações do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Ministério do Esporte reiteram que a inserção regular do exercício físico na rotina diária não apenas previne uma vasta gama de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2 e hipertensão, mas também atua decisivamente na saúde mental, reduzindo os índices de estresse, ansiedade e depressão em diversas faixas etárias. Além dos benefícios individuais, a promoção do esporte contribui para a coesão social, fomenta o espírito de equipe e a disciplina, valores essenciais para o desenvolvimento de comunidades mais resilientes e engajadas. Contudo, a disparidade no acesso a infraestruturas adequadas e programas de incentivo ainda representa um desafio significativo em muitas regiões do país. A falta de investimento em políticas públicas que democratizem o acesso ao esporte, especialmente em áreas de vulnerabilidade social, perpetua um ciclo de inatividade e seus consequentes problemas de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que, em cenários onde o acesso é limitado, a população tende a apresentar maiores prevalências de obesidade e sedentarismo. Para reverter esse quadro, é imperativa a formulação de estratégias intersetoriais que envolvam educação, saúde e planejamento urbano, garantindo que o direito ao esporte seja efetivo e universal. A qualificação de profissionais da área, a criação de espaços esportivos comunitários e a integração do esporte no currículo escolar são medidas que podem impulsionar uma mudança cultural duradoura, transformando a percepção do esporte de um luxo para uma necessidade intrínseca à qualidade de vida. (Texto elaborado com base em informações públicas sobre esportes e qualidade de vida)

base no texto acima, julgue o item a seguir. 


A principal inferência que se pode extrair do texto é que a prática esportiva, embora benéfica do ponto de vista individual, não possui impacto significativo na promoção da coesão social nem na formação de valores como disciplina, sendo sua contribuição restrita à saúde meramente física.

Alternativas
Q3925855 Português
TEXTO I

RAÍZES PROFUNDAS DA CULTURA BRASILEIRA: UMA TRAMA DE IDENTIDADES

cultura brasileira é um mosaico vibrante, forjado pela confluência de povos e tradições que se entrelaçaram ao longo dos séculos. Desde os povos indígenas, guardiões ancestrais de saberes e lendas, passando pela riqueza mística e sonora trazida pelos africanos, até a influência europeia com suas festas, culinária e literatura, cada elemento deixou uma marca indelével na construção da nossa identidade. A música popular brasileira (MPB), por exemplo, é um espelho dessa miscigenação, absorvendo ritmos como o samba, o baião, o maracatu e a bossa nova, e recriando-os em melodias e letras que contam a história de um povo. O cinema nacional, embora com desafios constantes, tem se esforçado para projetar essa pluralidade, retratando o cotidiano das nossas comunidades, as belezas naturais e as complexidades sociais que nos definem. O patrimônio histórico, espalhado por cidades como Ouro Preto, Salvador e Paraty, narra visualmente a saga colonial e imperial, com suas igrejas barrocas, casarões e ruas de pedra que resistem ao tempo. As festas juninas, com suas quadrilhas, fogueiras e comidas típicas, são um exemplo perfeito de como a religiosidade popular se mescla com tradições agrícolas ancestrais, celebrando a fartura e a união comunitária em todo o país. Além disso, a literatura de cordel, expressa em folhetos ilustrados, persiste como uma forma genuína de contar histórias, noticiar fatos e criticar a sociedade, com sua poesia rimada e acessível, profundamente enraizada no Nordeste, mas que ecoa por todo o Brasil. Essa riqueza cultural não é estática; ela se reinventa a cada geração, adaptando-se e incorporando novas influências, enquanto mantém viva a memória de suas origens, tornando o Brasil um país de incontáveis faces e infinitas narrativas. É nessa diversidade que reside a verdadeira força e beleza da nossa nação.

(Adaptado de Jornal do Brasil, nov. 2024)

base no texto acima, julgue o item a seguir.


A afirmação 'Essa riqueza cultural não é estática; ela se reinventa a cada geração, adaptando-se e incorporando novas influências' sugere que, apesar de suas raízes históricas, a cultura brasileira possui uma característica dinâmica e evolutiva, o que contraria totalmente a ideia de um patrimônio cultural fixo e imutável.

Alternativas
Q3925851 Português
TEXTO I

RAÍZES PROFUNDAS DA CULTURA BRASILEIRA: UMA TRAMA DE IDENTIDADES

cultura brasileira é um mosaico vibrante, forjado pela confluência de povos e tradições que se entrelaçaram ao longo dos séculos. Desde os povos indígenas, guardiões ancestrais de saberes e lendas, passando pela riqueza mística e sonora trazida pelos africanos, até a influência europeia com suas festas, culinária e literatura, cada elemento deixou uma marca indelével na construção da nossa identidade. A música popular brasileira (MPB), por exemplo, é um espelho dessa miscigenação, absorvendo ritmos como o samba, o baião, o maracatu e a bossa nova, e recriando-os em melodias e letras que contam a história de um povo. O cinema nacional, embora com desafios constantes, tem se esforçado para projetar essa pluralidade, retratando o cotidiano das nossas comunidades, as belezas naturais e as complexidades sociais que nos definem. O patrimônio histórico, espalhado por cidades como Ouro Preto, Salvador e Paraty, narra visualmente a saga colonial e imperial, com suas igrejas barrocas, casarões e ruas de pedra que resistem ao tempo. As festas juninas, com suas quadrilhas, fogueiras e comidas típicas, são um exemplo perfeito de como a religiosidade popular se mescla com tradições agrícolas ancestrais, celebrando a fartura e a união comunitária em todo o país. Além disso, a literatura de cordel, expressa em folhetos ilustrados, persiste como uma forma genuína de contar histórias, noticiar fatos e criticar a sociedade, com sua poesia rimada e acessível, profundamente enraizada no Nordeste, mas que ecoa por todo o Brasil. Essa riqueza cultural não é estática; ela se reinventa a cada geração, adaptando-se e incorporando novas influências, enquanto mantém viva a memória de suas origens, tornando o Brasil um país de incontáveis faces e infinitas narrativas. É nessa diversidade que reside a verdadeira força e beleza da nossa nação.

(Adaptado de Jornal do Brasil, nov. 2024)

base no texto acima, julgue o item a seguir.


O texto defende que a cultura brasileira é resultado de uma homogenização europeia, com pouca ou nenhuma influência de culturas africanas e indígenas, o que é evidenciado pela predominância de ritmos musicais de origem europeia na MPB.

Alternativas
Q3925111 Português
No estudo da Modalização, o falante imprime marcas de sua atitude frente ao conteúdo proposicional do enunciado. Os modalizadores que indicam o grau de comprometimento do falante com a verdade do que é dito, expressando certeza, dúvida ou probabilidade, são classificados como modalizadores: 
Alternativas
Q3924534 Português
TEXTO I

DESAFIOS DA CONSERVAÇÃO E A BELEZA RESISTENTE DO CERRADO BRASILEIRO Cerrado, com sua vasta extensão e biodiversidade singular, representa o segundo maior bioma da América do Sul e o mais biodiverso dentre as savanas do mundo, abrigando cerca de 5% de todas as espécies do planeta. Embora frequentemente ofuscado pela grandiosidade da Amazônia, sua importância ecológica é inquestionável, funcionando como uma verdadeira "caixa d'água" do Brasil, alimentando as nascentes das principais bacias hidrográficas do continente, como as do Paraná, Tocantins/Araguaia e São Francisco. No entanto, sua resiliência intrínseca, manifestada na adaptabilidade de sua flora às intempéries, como os incêndios naturais, tem sido severamente testada pelas ações antrópicas. A expansão descontrolada da fronteira agrícola, impulsionada principalmente pela monocultura de grãos e pela pecuária extensiva, tem provocado uma fragmentação sem precedentes de seus ecossistemas, resultando na perda acelerada de hábitats e no comprometimento de serviços ecossistêmicos vitais. A conversão de áreas nativas em pastagens e lavouras, muitas vezes sem a devida observância de legislações ambientais, acelera processos de erosão e degradação do solo, além de afetar diretamente a recarga hídrica e a ciclagem de nutrientes. beleza do Cerrado, com suas árvores retorcidas, cascas grossas e florações exuberantes em diferentes épocas do ano, esconde um sistema complexo de raízes profundas que alcança o lençol freático, permitindo a sobrevivência em períodos de seca e contribuindo para a manutenção da umidade regional. A fauna, adaptada a esse ambiente de contrastes, inclui espécies emblemáticas como o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e a ema, muitas das quais já se encontram em algum grau de ameaça. A pressão sobre este bioma não se limita apenas à perda de vegetação; a contaminação por agrotóxicos e a alteração dos regimes de fogo, com incêndios cada vez mais frequentes e intensos por ação humana, desequilibram o balanço natural, dificultando a regeneração e favorecendo a introdução de espécies exóticas invasoras. A conscientização e a implementação de políticas públicas eficazes de uso e ocupação do solo são cruciais para reverter este cenário de devastação, garantindo a preservação não apenas de um bioma, mas de um patrimônio natural essencial para o equilíbrio ecológico e hídrico do Brasil.


(Adaptado de Folha de S.Paulo, nov. 2024)

base no texto acima, julgue o item a seguir.


O autor, ao afirmar que a "resiliência intrínseca" do Cerrado "tem sido severamente testada pelas ações antrópicas", utiliza um recurso expressivo que personifica a natureza, atribuindo-lhe a capacidade de ser "testada". Essa escolha lexical visa a sensibilizar o leitor, mas compromete a impessoalidade e a objetividade que seriam esperadas de um texto jornalístico que busca informar criticamente sobre questões ambientais, dado que a metáfora desvia o foco da responsabilidade humana direta para um embate quase metafísico.

Alternativas
Q3924032 Português
Novo fungo zumbi é descoberto na Mata Atlântica do Rio de Janeiro


Cientistas identificaram uma nova espécie de fungo durante uma expedição científica realizada em uma reserva florestal de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. O organismo recebeu o nome de Purpureocillium atlanticum, em referência à coloração arroxeada de suas estruturas e ao bioma da Mata Atlântica, onde foi encontrado.

A descoberta ganhou destaque internacional ao ser incluída entre as descrições mais relevantes de novas espécies vegetais e fúngicas do ano. O fungo apresenta um comportamento altamente especializado: ele infecta aranhas de alçapão, artrópodes que vivem no solo e constroem armadilhas subterrâneas para capturar presas.

O termo fungo zumbi é usado para descrever organismos capazes de invadir o corpo de seus hospedeiros e controlar processos vitais até a morte. No caso do Purpureocillium atlanticum, os pesquisadores localizaram no chão da floresta uma estrutura visível do fungo, chamada corpo de frutificação, responsável pela liberação dos esporos. Ao escavar o local, verificaram que o organismo havia se desenvolvido a partir de uma aranha já morta.

Os esporos do fungo penetram o exoesqueleto do hospedeiro e alcançam a hemolinfa, onde passam a se reproduzir rapidamente. Durante esse processo, o fungo libera substâncias que neutralizam o sistema de defesa da aranha, levando-a à morte e permitindo a completa colonização do corpo.

Espécies semelhantes já haviam sido registradas em outros países, mas análises genéticas mais detalhadas mostraram que elas não pertenciam a uma única espécie, como se pensava anteriormente. O que existia, na verdade, era um conjunto de espécies distintas, reunidas sob uma mesma classificação. A nova espécie brasileira faz parte desse grupo, agora reconhecido como um complexo mais diverso do que se imaginava.

A identificação só foi possível graças ao uso de tecnologias portáteis de sequenciamento genético, que permitem analisar o material ainda fresco no próprio local da coleta, aumentando a precisão dos estudos.

A descoberta reforça o quanto ainda se conhece pouco sobre o universo dos fungos. Estimativas indicam que existam milhões de espécies no planeta, das quais apenas uma pequena parcela foi descrita. Conhecer essa diversidade é estratégico, especialmente pelo potencial desses organismos na produção de substâncias de interesse médico.

Segundo os pesquisadores, muitos fungos precisam competir com bactérias e outros microrganismos para sobreviver, o que os leva a produzir compostos com possível ação antibiótica. Em um cenário de mudanças climáticas e desafios sanitários, compreender melhor esse grupo pode abrir caminhos para soluções mais sustentáveis e inovadoras.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq5y62ln2q1o.adaptado.
O texto informa sobre a descoberta de uma nova espécie de fungo na Mata Atlântica do Rio de Janeiro e apresenta, de modo articulado, as principais implicações científicas desse achado para a compreensão da biodiversidade fúngica e para possíveis aplicações futuras.
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3922563 Português





ALMEIDA, P.O recado de Davos sobre inteligência artificial. Correio Brasilienze. 24 fev. 2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2026/02/7360879-o-recado-de-davos-sobre-inteligencia-artificial.html 

De acordo com o texto, o emprego de inteligência artificial nas organizações: 
Alternativas
Q3922271 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A velocidade da história 


    Num de seus contos mais notáveis, Jorge Luis Borges fala de uma equipe de cartógrafos que imaginou um mapa tão perfeito e detalhado que, uma vez estendido sobre a plataforma geográfica, correspondia em extensão a cada milímetro da região cartografada. Ou seja, o gigantesco mapa era tão extraordinário quanto minucioso, mas não servia para grande coisa. 

    Era tão vasto que se tornava impraticável consultá-lo; e tão minudente que melhor seria percorrer a própria região a pé ou a cavalo, conferindo relevos, depressões, platôs e planícies.

    Borges não diz, mas é de se supor que durante a preparação do tal mapa passaram-se tantos e tantos anos que alguns dos cartógrafos terão sido surpreendidos pela morte; que os demais envelheceram a ponto de serem substituídos por cartógrafos da nova geração; que os estudantes que aguardavam a espantosa novidade concluíram seus cursos, receberam seus diplomas e decidiram conhecer a geografia que lhes era possível sem o concurso do mapa.

    Mas, principalmente, nesse entretempo, havia acontecido um sem número de revoluções e a geografia já era outra. As fronteiras tinham-se alargado aqui e estreitado ali, novas cidades haviam surgido, rios tinham sido desviados e grandes represas construídas na esteira da expansão industrial e da demanda urbana.

    Enfim, antes mesmo de dar-se por terminado e impresso, o grande mapa já era um documento de arquivo, uma relíquia do passado.

    Se tivesse sobrevivido à derrocada do sistema soviético a partir de 1989, Borges teria talvez sorrido à ideia quase surreal de que todos os mapas-múndi se desatualizavam de uma só vez, como o fantástico (porém inútil) mapa de seus cartógrafos. (...)

    A velocidade da história parece sugerir, muito borgianamente, que os novos mapas cheguem a seu destino – isto é, a seus leitores – no bojo de veículos que demonstrem ser tão rápidos quanto a própria história. (...)


MARTINS FILHO, José. A velocidade da história. Folha de S. Paulo. Disponível em <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/8/14/painel/2.ht
ml>. 
De acordo com o texto “A velocidade da história”, a ideia de construir um mapa que “correspondia em extensão a cada milímetro da região cartografada” era:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Gravataí - RS Provas: FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Auditor Revisor | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Endoscopia Ginecológica | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Cirurgião Geral | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Ortopedista e Traumatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Gastroenterologista Pediátrico | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Coloproctologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Ginecologista Obstetra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Hematologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Infectologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico de Urgência e Emergência (SAMU) | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico de Medicina Física e Reabilitação | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Nefrologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico do ESF | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Ecocardiografia Vascular com Doppler | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Radiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Otorrinolaringologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Reumatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Pneumologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Psiquiatria da Infância e Adolescência | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Urologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Gravataí - RS - Médico Neurologista |
Q3918045 Português
Vida além do digital


Por Antônio Carlos Macedo


Q1_15.png (688×561)


Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/antonio-carlos-macedo/noticia/2026/01/vida-alem -do-digital-cmkmq1rzu00b501df8vzzlkul.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A busca por vivenciar o tempo presente fora das telas é um fenômeno que não se limita ao Brasil.
( ) O hábito de consumir mídias digitais é descrito pelo autor como algo que leva ao esgotamento e à sensação de que algo falta.
( ) A busca por atividades analógicas transformou-se também em exagero, fazendo com que as pessoas busquem por elas somente para poder postar sobre elas.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3914877 Português

Leia o texto do médico hematologista e pesquisador Dimas Covas para responder à questão.



Vacinas: soberania nacional e o coletivo



    Desde o final do século 18, quando o médico inglês Edward Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas não contraíam varíola, uma doença de altíssima letalidade, e descobriu que era a exposição aos animais infectados que conferia imunidade a elas, a vacinação evoluiu significativamente e se consolidou como uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Graças às vacinas, a varíola foi erradicada e diversas doenças contagiosas foram controladas. Sua eficácia depende, porém, de dois pilares fundamentais: informação confiável e acesso garantido.


    A disseminação de boatos e de teorias conspiratórias que põem em dúvida a segurança das vacinas ganhou visibilidade, sobretudo nos Estados Unidos, com os movimentos “antivacina”, que desencorajam a população de se proteger de doenças contagiosas e evitáveis. Em vez de incentivar a prevenção de doenças, prestam um desserviço à população, contrariando os esforços globais para evitar novas pandemias. Com isso, aumenta a hesitação vacinal, que tem contribuído para a volta de outras doenças antes controladas, como coqueluche, poliomielite e sarampo.


    No caso do sarampo, que é uma doença altamente contagiosa, a situação é ainda mais preocupante. Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente. O Canadá e o México foram os países mais afetados, seguidos pelos Estados Unidos. No Texas e no Novo México, ocorreram três mortes, todas de pessoas não vacinadas.


    Em muitos países, a escassez de vacinas e as dificuldades logísticas são o principal problema. A pandemia de covid19 escancarou essa vulnerabilidade: enquanto os países ricos monopolizavam as doses, os outros, dependentes da produção externa, tinham de esperar ações da diplomacia internacional. Foi nesse contexto que as vacinas se consolidaram como instrumentos de soft power: distribuir imunizantes e tecnologias tornou-se uma forma de construir prestígio e criar alianças.


    O Brasil, onde existe um dos mais abrangentes programas públicos de vacinação do mundo, tem tradição e legitimidade nesse campo. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan ampliaram a capacidade de produção de vacinas. Em maio deste ano, o País firmou um acordo estratégico com a Gavi, a Vaccine Alliance, para fornecer vacinas a países de baixa e média renda da África e da América Latina.


    Esse tipo de cooperação reforça o papel do Brasil como ator relevante na saúde global, em particular no eixo Sul-Sul, e transforma solidariedade em política externa.


    O século 21 será marcado pela capacidade dos países de garantir inovação, prevenção e acesso à saúde. O Brasil tem a oportunidade de transformar sua tradição em vacinas num poderoso instrumento de soft power. O País pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde, usando vacinas também como alicerce de uma política externa solidária, inovadora e estratégica.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.11.2025. Adaptado)

De acordo com o autor, o Brasil “pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde”. Um dos argumentos usados para justificar essa opinião diz respeito ao fato de o País
Alternativas
Q3909438 Português
Azeite e pimenta do reino ajudam o corpo a turbinar absorção dos nutrientes da comida

A pimenta-do-reino é valorizada há milênios por realçar o sabor dos alimentos. Cultivada há mais de três mil anos, hoje é usada cotidianamente, muitas vezes sem que se percebam seus efeitos além do paladar. No entanto, sua presença nas refeições aumenta a absorção de nutrientes pelo organismo.

Os grãos de pimenta contêm substâncias que favorecem a passagem de vitaminas e outros compostos para a corrente sanguínea. De modo semelhante, as pequenas gotículas de gordura presentes em alimentos como leite e azeite de oliva ampliam a disponibilidade dos nutrientes. Por isso, mesmo alimentos ricos em vitaminas nem sempre são plenamente aproveitados quando consumidos sem gordura.

O milho doce ilustra esse problema: apesar de nutritivo, sua película externa é difícil de digerir, sobretudo quando não é bem mastigado, o que impede a liberação dos nutrientes. A digestão eficiente depende da quebra da matriz alimentar formada por proteínas, carboidratos e gorduras. Depois de liberadas, as vitaminas precisam dissolver-se no líquido gastrointestinal e alcançar o intestino delgado para serem absorvidas.

As vitaminas lipossolúveis não se dissolvem em água e dependem da presença de gordura na refeição. Quando isso ocorre, formam-se estruturas microscópicas que encapsulam essas vitaminas e facilitam seu transporte e absorção. Sem esse suporte, parte significativa é eliminada pelo organismo.

Em algumas condições de saúde, a absorção pode ser ainda mais comprometida, o que leva ao uso de suplementos. Mesmo assim, esses suplementos nem sempre são absorvidos com eficiência. Por isso, pesquisas buscam estratégias que imitam os mecanismos naturais do corpo, mostrando que pequenas quantidades de gordura aumentam significativamente a biodisponibilidade de nutrientes presentes em frutas e verduras.

Nesse contexto, a pimenta-do-reino exerce papel adicional ao impedir que parte dos nutrientes absorvidos seja devolvida ao trato digestivo, permitindo maior aproveitamento. Curiosamente, esse princípio já era aplicado em preparações tradicionais que combinam especiarias, gordura e compostos vegetais.

Por fim, embora vegetais possam conter substâncias que dificultam a absorção de certos minerais, uma dieta variada compensa esses efeitos. A escolha do óleo ou do molho também é decisiva: o azeite de oliva, por formar estruturas adequadas ao transporte de nutrientes, favorece a absorção de compostos benéficos, o que ajuda a explicar os efeitos positivos de dietas ricas em azeite, frutas e verduras.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c78vy197dnwo.adaptado.
A compreensão do texto evidencia a relação entre componentes alimentares e a absorção de nutrientes pelo organismo.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3909240 Português
Auxiliar do pequeno arroz

Amo faxinar. Amo varrer. Amo passar aspirador de pó, carregando nos braços as curvas dos canos como uma jiboia de estimação.

Quando Beatriz decidiu comprar um robozinho aspirador, eu me considerei extinto, superado, posto de lado. Minha primeira reação resumiu-se a um dolorido sentimento de rejeição. Não poderia mais me vangloriar da limpeza, do piso lustrado, dos cantos asseados.

Era como o adeus a um reconhecimento familiar. A despedida de uma função na minha vida. De uma utilidade. De um significado doméstico. Das recompensas.

Atingiu em cheio a minha vaidade. Tentei dissuadir minha esposa, mas ela cedeu aos encantos da tecnologia. Disse que o aparelho iria facilitar nossa rotina. Seu discurso centrava-se no atenuante de que completaria meu trabalho, mantendo meu valor.

Recebemos um disco voador do chão, que jamais decolava, que falava inglês e ruminava a sujeira. O produto vinha da China. Seu nome — Xiaomi — corresponde a "pequeno arroz" (Xiao = pequeno, Mi = arroz).

Chegava para mexer com o feijão e o arroz dos meus préstimos.

A princípio, prometia uma varredura sem igual. Prospectou o espaço do lar, incorporou a planta dos aposentos, esnobou vantagens em termos de profissionalismo e método. Ele me humilhou no brainstorm, no business plan, no dark horse, no deadline, no follow-up, no know-how, no target, no mindset — e pensar que eu me achava super organizado arredando os móveis. Era possível programá-lo remotamente via celular. Mandaria mensagens ao concluir o serviço.

A teoria, entretanto, não acompanhou a prática.

Ele desapareceu no meio de suas operações. Ou enforcado nos fios da televisão, ou atolado no box do banheiro, ou prensado debaixo da cama, ou paralisado por algum chinelo, ou engasgado com um capacho.

Brincava perigosamente de esconde-esconde conosco. Empreendíamos diariamente uma expedição para localizar seu misterioso paradeiro. Adquirido para diminuir o estresse, só causava preocupação. Parecia um bebê engatinhando e botando na boca tudo o que encontrasse pelo caminho. Já temíamos por sua fragilidade.

Provocou um rebuliço na nossa logística. Porque, antes de colocá-lo em movimento, acabávamos obrigados a tirar qualquer obstáculo para sua passagem. Fazíamos uma vistoria do que ele seria capaz de engolir. Deu saudade da época muito mais simples em que levantávamos os pés para alguém limpar.

Foi assim que eu me tornei auxiliar do Xiaomi. Ele depende de mim para não morrer. Guardo a impressão de que perco mais tempo preparando o terreno para ele do que eu gastaria realmente arrumando a casa.

Mas ainda permaneço, de um jeito ou de outro, aos trancos e barrancos, insubstituível.

Fabrício Carpinejar

CARPINEJAR, Fabrício. Auxiliar do pequeno arroz. O Tempo, Belo Horizonte, 26 dez. 2025. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/12/26/auxili ar-do-pequeno-arroz . Acesso em: 22 fev. 2026.
No contexto do texto, o autor afirma que o robô "prospectou o espaço do lar" e que, posteriormente, "provocou um rebuliço na nossa logística". Considerando o emprego semântico desses vocábulos no interior da narrativa, assinale a alternativa que interpreta corretamente o valor contextual assumido por tais expressões, sem incorrer em ampliação ou redução indevida de sentido.
Alternativas
Q3906451 Português
        Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.

Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: <dominiopublico.com.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.


No texto, é evidente a concepção de que o poder real se justificava pelo direito divino dos reis. 

Alternativas
Q3906444 Português
        De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de nós e devemos encontrar em nosso interior o sentido de tudo o que acontece, impregnando desse modo o universo de significado. Os dataístas acreditam que experiências não têm valor se não forem compartilhadas e que não precisamos — na verdade não podemos — encontrar significado em nosso interior. Só precisamos gravar e conectar nossa experiência ao grande fluxo de dados, e os algoritmos vão descobrir seu significado e nos dizer o que fazer.

        À pergunta “o que faz os humanos serem superiores aos outros animais?” o dataísmo apresenta uma resposta inédita e simples. Em si mesmas, as experiências humanas não são superiores às dos lobos ou elefantes. Cada bit de dados é tão bom num caso como no outro. Contudo, um humano pode escrever um poema sobre sua experiência e postá-lo online, enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados. Isso confere valor aos seus bits. Um lobo não é capaz de fazer isso. Daí que todas as experiências do lobo — por mais profundas e complexas que possam ser — resultam inúteis. Não é de admirar que nos ocupemos tanto em converter nossas experiências em dados. Não é uma questão de tendência ou moda. É uma questão de sobrevivência. Temos de provar a nós mesmos e ao sistema que ainda temos valor. E o valor reside não em ter tido experiências, e sim em fazer delas um fluxo livre de dados.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Paulo Geiger (Trad.).
1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 389 (com adaptações)

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.


Depreende-se do modo como o autor se posiciona no texto que ele é um crítico do humanismo.

Alternativas
Q3906443 Português
        De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de nós e devemos encontrar em nosso interior o sentido de tudo o que acontece, impregnando desse modo o universo de significado. Os dataístas acreditam que experiências não têm valor se não forem compartilhadas e que não precisamos — na verdade não podemos — encontrar significado em nosso interior. Só precisamos gravar e conectar nossa experiência ao grande fluxo de dados, e os algoritmos vão descobrir seu significado e nos dizer o que fazer.

        À pergunta “o que faz os humanos serem superiores aos outros animais?” o dataísmo apresenta uma resposta inédita e simples. Em si mesmas, as experiências humanas não são superiores às dos lobos ou elefantes. Cada bit de dados é tão bom num caso como no outro. Contudo, um humano pode escrever um poema sobre sua experiência e postá-lo online, enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados. Isso confere valor aos seus bits. Um lobo não é capaz de fazer isso. Daí que todas as experiências do lobo — por mais profundas e complexas que possam ser — resultam inúteis. Não é de admirar que nos ocupemos tanto em converter nossas experiências em dados. Não é uma questão de tendência ou moda. É uma questão de sobrevivência. Temos de provar a nós mesmos e ao sistema que ainda temos valor. E o valor reside não em ter tido experiências, e sim em fazer delas um fluxo livre de dados.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Paulo Geiger (Trad.).
1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 389 (com adaptações)

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.


Deduz-se da leitura do texto que a complexidade e a profundidade das experiências humanas ou de outro animal são indiferentes no dataísmo.

Alternativas
Q3906442 Português
        De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de nós e devemos encontrar em nosso interior o sentido de tudo o que acontece, impregnando desse modo o universo de significado. Os dataístas acreditam que experiências não têm valor se não forem compartilhadas e que não precisamos — na verdade não podemos — encontrar significado em nosso interior. Só precisamos gravar e conectar nossa experiência ao grande fluxo de dados, e os algoritmos vão descobrir seu significado e nos dizer o que fazer.

        À pergunta “o que faz os humanos serem superiores aos outros animais?” o dataísmo apresenta uma resposta inédita e simples. Em si mesmas, as experiências humanas não são superiores às dos lobos ou elefantes. Cada bit de dados é tão bom num caso como no outro. Contudo, um humano pode escrever um poema sobre sua experiência e postá-lo online, enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados. Isso confere valor aos seus bits. Um lobo não é capaz de fazer isso. Daí que todas as experiências do lobo — por mais profundas e complexas que possam ser — resultam inúteis. Não é de admirar que nos ocupemos tanto em converter nossas experiências em dados. Não é uma questão de tendência ou moda. É uma questão de sobrevivência. Temos de provar a nós mesmos e ao sistema que ainda temos valor. E o valor reside não em ter tido experiências, e sim em fazer delas um fluxo livre de dados.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Paulo Geiger (Trad.).
1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 389 (com adaptações)

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.


Conclui-se da leitura do texto que, de acordo com o dataísmo, a superioridade dos humanos sobre os animais está na possibilidade de os primeiros enriquecerem o sistema global de processamento de dados.

Alternativas
Q3906441 Português
        De acordo com o humanismo, as experiências ocorrem dentro de nós e devemos encontrar em nosso interior o sentido de tudo o que acontece, impregnando desse modo o universo de significado. Os dataístas acreditam que experiências não têm valor se não forem compartilhadas e que não precisamos — na verdade não podemos — encontrar significado em nosso interior. Só precisamos gravar e conectar nossa experiência ao grande fluxo de dados, e os algoritmos vão descobrir seu significado e nos dizer o que fazer.

        À pergunta “o que faz os humanos serem superiores aos outros animais?” o dataísmo apresenta uma resposta inédita e simples. Em si mesmas, as experiências humanas não são superiores às dos lobos ou elefantes. Cada bit de dados é tão bom num caso como no outro. Contudo, um humano pode escrever um poema sobre sua experiência e postá-lo online, enriquecendo com isso o sistema global de processamento de dados. Isso confere valor aos seus bits. Um lobo não é capaz de fazer isso. Daí que todas as experiências do lobo — por mais profundas e complexas que possam ser — resultam inúteis. Não é de admirar que nos ocupemos tanto em converter nossas experiências em dados. Não é uma questão de tendência ou moda. É uma questão de sobrevivência. Temos de provar a nós mesmos e ao sistema que ainda temos valor. E o valor reside não em ter tido experiências, e sim em fazer delas um fluxo livre de dados.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. Paulo Geiger (Trad.).
1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 389 (com adaptações)

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.


Entende-se da leitura do texto que o dataísmo nega o caráter subjetivo das experiências humanas postulado pelo humanismo. 

Alternativas
Q3905588 Português

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A imagem acima nos remete à:

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Q3905586 Português

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Q3905380 Português

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A imagem, acima, é uma campanha: 

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Respostas
2081: E
2082: C
2083: E
2084: B
2085: E
2086: D
2087: A
2088: A
2089: D
2090: A
2091: D
2092: C
2093: C
2094: E
2095: C
2096: C
2097: C
2098: A
2099: B
2100: C