Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4066989 Português
A região de Blumenau era habitada por índios Kaigangs, Xoklengs também denominados Botocudos e, mesmo antes da fundação da Colônia Blumenau, já havia famílias estabelecidas na região de Belchior, nas margens do ribeirão Garcia e do rio Itajaí-Açú.
Em 1850, o filósofo alemão Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau obteve do Governo Provincial uma área de terras de duas léguas para estabelecer uma colônia agrícola, com imigrantes europeus.
Em 2 de setembro de 1850, dezessete colonos chegaram ao local onde hoje se ergue a cidade de Blumenau. Muitos outros imigrantes atravessavam o Oceano Atlântico em veleiros de companhias particulares. Assim foi crescendo o número de agricultores, povoadores e cultivadores dos lotes, medidos e demarcados ao longo dos rios e ribeirões que banhavam o território da concessão.

https://www.blumenau.sc.gov.br/blumenau/historia

No princípio, a Colônia era de propriedade do fundador:
Alternativas
Q4066647 Português
Um Psicólogo observou a seguinte frase:

“Ao decidir o que é bom, o que é seu bem-estar, a pessoa age de acordo com seus valores, suas necessidades e prioridades, demarcando qual a sua vontade frente à realidade que vivencia, frente ao outro relacional”.

Neste contexto, podemos afirmar que um ato ético será aquele desprovido de 
Alternativas
Q4065806 Português
Em relação ao termo parentalidade, observa-se que seu enfoque ressalta determinado aspecto do arranjo familiar, o qual seria a(o)
Alternativas
Q4065791 Português

Observe os recortes de um filme abaixo apresentados.


Imagem associada para resolução da questão


A respeito da situação representada, considerando toda a idade reprodutiva da mulher, sem recortes específicos, assinale a alternativa que permite mensurar e inferir a problemática em questão no filme.

 


Alternativas
Q4065782 Português

Observe a imagem abaixo:

Imagem associada para resolução da questão


Na figura, visualiza-se uma prática que viola uma das características básicas da Educação Popular em Saúde, aspecto esse que permite o reconhecimento dos indivíduos como parte do processo saúde-doença. Trazendo a imagem para o contexto da educação em saúde, assinale a alternativa que apresenta a característica ferida pela atitude representada.

Alternativas
Q4065770 Português

Leia o texto abaixo:


Os estudiosos do assunto têm o compromisso de aproveitar a abrangência e oportunidade que a bioética proporciona, em se tratando de um movimento (ou uma nova disciplina, se os leitores preferirem...) que estuda a ética das mais diferentes situações de vida, ampliando seu campo de influência teórica e prática do exclusivo âmbito biomédico/biotecnológico até o campo ambiental, passando, inequivocamente, pelo campo da bioética social. [...] Enfim, na responsabilidade do Estado frente aos cidadãos, principalmente aqueles mais frágeis e necessitados, assim como frente à preservação da biodiversidade e do próprio ecossistema, patrimônios que devem ser preservados de modo sustentado para as gerações futuras.


https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/128/o/BIOETICA_COMPROMISSO.pdf



Considerando o texto apresentado, observe a imagem que segue.


Imagem associada para resolução da questão


Com base nas informações expostas e considerando a ampla abrangência da bioética, assinale a alternativa que apresenta o conceito referido no texto e detalhado na imagem da questão. 

Alternativas
Q4059731 Português
Texto 4

Boateiro

Diz que era um sujeito tão boateiro que chegava a arrepiar. Onde houvesse um grupinho, ele estava na conversa e, em pouco tempo, estava informando: “Já prenderam o novo Presidente”, “Na Bahia os comunistas estão incendiando as igrejas”, “Mataram agorinha um cardeal”; enfim, essas bossas. O boateiro encheu tanto que um coronel resolveu dar-lhe uma lição. Mandou prender o sujeito e, no quartel, levou-o até um paredão, colocou o pelotão de fuzilamento na frente, vendou-lhe os olhos e berrou:

- Fogooooo!!!

Ouviu-se aquele barulho de tiros, e o boateiro caiu desmaiado.

Sim, caiu desmaiado, porque o coronel queria apenas dar-lhe um susto. Quando o boateiro acordou na enfermaria do quartel, o coronel falou para ele:

- Olhe, seu pilantra, isto foi apenas para lhe dar uma lição. Fique espalhando mais boato idiota por aí, que eu lhe mando prender outra vez e aí não vou fuzilar com bala de festim, não.

Daí soltou o cara que saiu meio escaldado pela rua e logo na primeira esquina encontrou uns conhecidos.

- Quais são as novidades? - perguntaram os conhecidos.

O boateiro olhou pros lados, tomou ar de cumplicidade e disse baixinho:

- O nosso exército está completamente sem munição.


(Stanislaw Ponte Preta. Garoto linha dura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975).
De acordo com texto 4, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4059730 Português
Texto 4

Boateiro

Diz que era um sujeito tão boateiro que chegava a arrepiar. Onde houvesse um grupinho, ele estava na conversa e, em pouco tempo, estava informando: “Já prenderam o novo Presidente”, “Na Bahia os comunistas estão incendiando as igrejas”, “Mataram agorinha um cardeal”; enfim, essas bossas. O boateiro encheu tanto que um coronel resolveu dar-lhe uma lição. Mandou prender o sujeito e, no quartel, levou-o até um paredão, colocou o pelotão de fuzilamento na frente, vendou-lhe os olhos e berrou:

- Fogooooo!!!

Ouviu-se aquele barulho de tiros, e o boateiro caiu desmaiado.

Sim, caiu desmaiado, porque o coronel queria apenas dar-lhe um susto. Quando o boateiro acordou na enfermaria do quartel, o coronel falou para ele:

- Olhe, seu pilantra, isto foi apenas para lhe dar uma lição. Fique espalhando mais boato idiota por aí, que eu lhe mando prender outra vez e aí não vou fuzilar com bala de festim, não.

Daí soltou o cara que saiu meio escaldado pela rua e logo na primeira esquina encontrou uns conhecidos.

- Quais são as novidades? - perguntaram os conhecidos.

O boateiro olhou pros lados, tomou ar de cumplicidade e disse baixinho:

- O nosso exército está completamente sem munição.


(Stanislaw Ponte Preta. Garoto linha dura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975).
De acordo com texto 4, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4059729 Português
Texto 4

Boateiro

Diz que era um sujeito tão boateiro que chegava a arrepiar. Onde houvesse um grupinho, ele estava na conversa e, em pouco tempo, estava informando: “Já prenderam o novo Presidente”, “Na Bahia os comunistas estão incendiando as igrejas”, “Mataram agorinha um cardeal”; enfim, essas bossas. O boateiro encheu tanto que um coronel resolveu dar-lhe uma lição. Mandou prender o sujeito e, no quartel, levou-o até um paredão, colocou o pelotão de fuzilamento na frente, vendou-lhe os olhos e berrou:

- Fogooooo!!!

Ouviu-se aquele barulho de tiros, e o boateiro caiu desmaiado.

Sim, caiu desmaiado, porque o coronel queria apenas dar-lhe um susto. Quando o boateiro acordou na enfermaria do quartel, o coronel falou para ele:

- Olhe, seu pilantra, isto foi apenas para lhe dar uma lição. Fique espalhando mais boato idiota por aí, que eu lhe mando prender outra vez e aí não vou fuzilar com bala de festim, não.

Daí soltou o cara que saiu meio escaldado pela rua e logo na primeira esquina encontrou uns conhecidos.

- Quais são as novidades? - perguntaram os conhecidos.

O boateiro olhou pros lados, tomou ar de cumplicidade e disse baixinho:

- O nosso exército está completamente sem munição.


(Stanislaw Ponte Preta. Garoto linha dura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975).
De acordo com texto 4, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q4059723 Português
Texto 2

Receita de espantar a tristeza – Roseana Murray


Faça uma careta
e mande a tristeza
pra longe pro outro lado
do mar ou da lua

Vá para o meio da rua
e plante bananeira
faça alguma besteira

Depois estique os braços
apanhe a primeira estrela
e procure o melhor amigo
para um longo e apertado abraço.
De acordo com texto 2, assinale a alternativa incorreta
Alternativas
Q4059721 Português
De acordo com o quadrinho (texto 1), assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4056565 Português
Leia o texto 3 sobre o abacate e depois responda às questões:


TEXTO 3

“ […] o fruto [do abacateiro] é comestível, variando o uso de acordo com a culinária regional. No Brasil é consumido doce, em formas de cremes e milkshakes. Em boa parte da América Latina, o fruto é considerado legume, constituindo saladas, sopas e pratos salgados. Do fruto comestível também se pode extrair um óleo semelhante ao azeite de oliva. A semente produz nanquim vermelho-pardacento, que foi utilizado nas cartas dos espanhóis e nos tecidos. Na Guatemala, a casca do tronco fervida funciona como fixador para a tinturaria de tecidos. As flores servem à apicultura. A medicina popular utiliza a casca do fruto como antibiótico, vermífugo e remédio para disenteria. […]” (Disponível em: http://www.umpedeque.com.br/arvore.php?id=687).
Assinale a alternativa incorreta sobre o significado das seguintes palavras do texto: 
Alternativas
Q4056564 Português
Leia o texto 3 sobre o abacate e depois responda às questões:


TEXTO 3

“ […] o fruto [do abacateiro] é comestível, variando o uso de acordo com a culinária regional. No Brasil é consumido doce, em formas de cremes e milkshakes. Em boa parte da América Latina, o fruto é considerado legume, constituindo saladas, sopas e pratos salgados. Do fruto comestível também se pode extrair um óleo semelhante ao azeite de oliva. A semente produz nanquim vermelho-pardacento, que foi utilizado nas cartas dos espanhóis e nos tecidos. Na Guatemala, a casca do tronco fervida funciona como fixador para a tinturaria de tecidos. As flores servem à apicultura. A medicina popular utiliza a casca do fruto como antibiótico, vermífugo e remédio para disenteria. […]” (Disponível em: http://www.umpedeque.com.br/arvore.php?id=687).
Sobre o texto 3, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4056560 Português
O texto 2 é uma carta de um leitor enviada ao jornal Correio Riograndense em 2008, a respeito da Lei Seca, que gerou redução do número de vítimas no trânsito. Leia o texto e responda às questões que se seguem:


TEXTO 2

    “Sou favorável à moralização do trânsito neste país, até porque somos campeões mundiais em acidentes, porém é fundamental entender que os problemas no trânsito brasileiro são de origem estrutural. Não temos mais o trem. Estive na Suíça em 2007. Lá o trem percorre todos os recantos de um país de apenas sete milhões de habitantes em um território menor que o do RS. Na Itália não é diferente, quase não se vê carretas nas rodovias. Aqui no Brasil, a maioria dos acidentes envolve um grande caminhão. As estradas são do tempo do presidente Vargas, como é o caso da BR 116. Parece que a campanha tem outras finalidades. E os impostos, os pedágios, para onde vai tanto dinheiro? Só não vendem a ideia de que é para o trânsito! Induzir a sociedade e os meios de comunicação que o álcool é o vilão é um grande exagero; a realidade é bem outra. Da mesma forma que se combate o álcool no volante, é preciso perceber a origem dos problemas no trânsito brasileiro”. G.T.

(Veranópolis, RS).
Assinale a alternativa incorreta em relação ao conectivo destacado e a relação lógica estabelecida nos seguintes trechos do texto 2:
Alternativas
Q4056555 Português
TEXTO 1

JARDIM MORTO – Federico Garcia Lorca

    Cai chuvosa a manhã sobre o jardim... No final duma ladeira lamosa e junto de uma cruz, verde e negra de umidade, está a porta de madeira carcomida que dá entrada ao recinto abandonado. Mais a frente há uma ponte de pedra cinzenta e na distância brumosa, uma montanha nevada. No fundo do vale e entre penhas corre o rio manso cantarolando sua velha canção.

    Em um nicho negro que há junto da porta, dois velhos com capas rasgadas aquecem-se ao lume de uns tições mal acesos... O interior do recinto é angustiante e desolado. A chuva acentua mais esta impressão. Escorrega-se com facilidade. No chão, há grandes troncos mortos... As paredes, altas e amareladas, estão cruzadas de gretas enormes, pelas quais saem lagartixas que passeiam formando, com seus corpos, arabescos indecifráveis. No fundo há um resto de claustro, com heras e flores secas, com as colunas inclinadas. Nas fendas das pedras desmoronadas há flores amarelas cheias de gotas de chuva; no chão há charcos de umidade entre as ervas...

    Não restam mais do que as altas paredes onde houve claustros soberbos que viram procissões com custódias de ouro entre a magnífica seriedade dos tapetes…

(Disponível em: http://alguiendira.blogspot.com/2014/09/jardim-morto.html) 
Assinale a alternativa incorreta quanto aos sinônimos das palavras de acordo com seu uso no texto 1:
Alternativas
Q4056554 Português
TEXTO 1

JARDIM MORTO – Federico Garcia Lorca

    Cai chuvosa a manhã sobre o jardim... No final duma ladeira lamosa e junto de uma cruz, verde e negra de umidade, está a porta de madeira carcomida que dá entrada ao recinto abandonado. Mais a frente há uma ponte de pedra cinzenta e na distância brumosa, uma montanha nevada. No fundo do vale e entre penhas corre o rio manso cantarolando sua velha canção.

    Em um nicho negro que há junto da porta, dois velhos com capas rasgadas aquecem-se ao lume de uns tições mal acesos... O interior do recinto é angustiante e desolado. A chuva acentua mais esta impressão. Escorrega-se com facilidade. No chão, há grandes troncos mortos... As paredes, altas e amareladas, estão cruzadas de gretas enormes, pelas quais saem lagartixas que passeiam formando, com seus corpos, arabescos indecifráveis. No fundo há um resto de claustro, com heras e flores secas, com as colunas inclinadas. Nas fendas das pedras desmoronadas há flores amarelas cheias de gotas de chuva; no chão há charcos de umidade entre as ervas...

    Não restam mais do que as altas paredes onde houve claustros soberbos que viram procissões com custódias de ouro entre a magnífica seriedade dos tapetes…

(Disponível em: http://alguiendira.blogspot.com/2014/09/jardim-morto.html) 
Sobre o texto 1, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4056028 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

A comunicação que bloqueia a compaixão


Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério que julgardes, sereis julgados. Mateus 7,1


    [...]
    Um tipo de comunicação alienante da vida é o uso de julgamentos moralizadores que subentendem uma natureza errada ou maligna nas pessoas que não agem em consonância com nossos valores. Tais julgamentos aparecem em frases como: “O teu problema é ser egoísta demais”, “Ela é preguiçosa”, “Eles são preconceituosos”, “Isso é impróprio”. Culpa, insulto, depreciação, rotulação, crítica, comparação e diagnósticos são todos formas de julgamento.

    Certa vez, o poeta sufi Rumi escreveu: “Para além das ideias de certo e errado, existe um campo. Eu me encontrarei com você lá”. No entanto, a comunicação alienante da vida nos prende num mundo de ideias sobre o certo e o errado – um mundo de julgamento, uma linguagem rica em palavras que classificam e dicotomizam as pessoas e seus atos. Quando empregamos essa linguagem, julgamos os outros e seu comportamento enquanto nos preocupamos com o que é bom, mau, normal, anormal, responsável, irresponsável, inteligente, ignorante etc.

    Muito antes de ter chegado à idade adulta, aprendi a me comunicar de uma maneira impessoal que não exigia que eu revelasse o que se passava dentro de mim. Quando encontrava pessoas ou comportamentos de que não gostava ou que não compreendia, reagia considerando que fossem errados. Se meus professores me determinavam uma tarefa que eu não queria fazer, eles eram “medíocres” ou estavam “exorbitando”. Se alguém me dava uma fechada no trânsito, minha reação era gritar: “Palhaço!” Quando usamos tal linguagem, pensamos e nos comunicamos em termos do que há de errado com os outros para se comportarem dessa ou daquela maneira – ou, ocasionalmente, o que há de errado com nós mesmos para não compreendermos ou reagirmos do modo que gostaríamos. Nossa atenção se concentra em classificar, analisar e determinar níveis de erro em vez de fazê-lo no que nós e os outros necessitamos e não estamos obtendo. Assim, se minha mulher deseja mais atenção do que estou lhe dando, ela é “carente e dependente”. Mas se quero mais atenção do que me dá, então ela é “indiferente e insensível”. […]

    Estou convicto de que todas essas análises de outros seres humanos são expressões trágicas de nossos próprios valores e necessidades. São trágicas porque, quando expressamos nossos valores e necessidades de tal forma, reforçamos a postura defensiva e a resistência a eles nas próprias pessoas cujos comportamentos nos interessam. Ou, se essas pessoas concordam em agir de acordo com nossos valores porque aceitam nossa análise de que estão erradas, é provável que o façam por medo, culpa ou vergonha.

    Todos pagamos caro quando as pessoas reagem a nossos valores e necessidades não pelo desejo de se entregar de coração, mas por medo, culpa ou vergonha. Cedo ou tarde, sofreremos as consequências da diminuição da boa vontade daqueles que se submetem a nossos valores por coerção que vem de fora ou de dentro. Eles também pagam um preço emocional, pois provavelmente sentirão ressentimento e menos autoestima quando reagirem a nós por medo, culpa ou vergonha. Além disso, toda vez que nos associam a qualquer desses sentimentos, reduzimos a probabilidade de que no futuro venham a reagir compassivamente a nossas necessidades e valores. (ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2006).
Assinale a alternativa incorreta sobre o texto:
Alternativas
Q4056027 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

A comunicação que bloqueia a compaixão


Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério que julgardes, sereis julgados. Mateus 7,1


    [...]
    Um tipo de comunicação alienante da vida é o uso de julgamentos moralizadores que subentendem uma natureza errada ou maligna nas pessoas que não agem em consonância com nossos valores. Tais julgamentos aparecem em frases como: “O teu problema é ser egoísta demais”, “Ela é preguiçosa”, “Eles são preconceituosos”, “Isso é impróprio”. Culpa, insulto, depreciação, rotulação, crítica, comparação e diagnósticos são todos formas de julgamento.

    Certa vez, o poeta sufi Rumi escreveu: “Para além das ideias de certo e errado, existe um campo. Eu me encontrarei com você lá”. No entanto, a comunicação alienante da vida nos prende num mundo de ideias sobre o certo e o errado – um mundo de julgamento, uma linguagem rica em palavras que classificam e dicotomizam as pessoas e seus atos. Quando empregamos essa linguagem, julgamos os outros e seu comportamento enquanto nos preocupamos com o que é bom, mau, normal, anormal, responsável, irresponsável, inteligente, ignorante etc.

    Muito antes de ter chegado à idade adulta, aprendi a me comunicar de uma maneira impessoal que não exigia que eu revelasse o que se passava dentro de mim. Quando encontrava pessoas ou comportamentos de que não gostava ou que não compreendia, reagia considerando que fossem errados. Se meus professores me determinavam uma tarefa que eu não queria fazer, eles eram “medíocres” ou estavam “exorbitando”. Se alguém me dava uma fechada no trânsito, minha reação era gritar: “Palhaço!” Quando usamos tal linguagem, pensamos e nos comunicamos em termos do que há de errado com os outros para se comportarem dessa ou daquela maneira – ou, ocasionalmente, o que há de errado com nós mesmos para não compreendermos ou reagirmos do modo que gostaríamos. Nossa atenção se concentra em classificar, analisar e determinar níveis de erro em vez de fazê-lo no que nós e os outros necessitamos e não estamos obtendo. Assim, se minha mulher deseja mais atenção do que estou lhe dando, ela é “carente e dependente”. Mas se quero mais atenção do que me dá, então ela é “indiferente e insensível”. […]

    Estou convicto de que todas essas análises de outros seres humanos são expressões trágicas de nossos próprios valores e necessidades. São trágicas porque, quando expressamos nossos valores e necessidades de tal forma, reforçamos a postura defensiva e a resistência a eles nas próprias pessoas cujos comportamentos nos interessam. Ou, se essas pessoas concordam em agir de acordo com nossos valores porque aceitam nossa análise de que estão erradas, é provável que o façam por medo, culpa ou vergonha.

    Todos pagamos caro quando as pessoas reagem a nossos valores e necessidades não pelo desejo de se entregar de coração, mas por medo, culpa ou vergonha. Cedo ou tarde, sofreremos as consequências da diminuição da boa vontade daqueles que se submetem a nossos valores por coerção que vem de fora ou de dentro. Eles também pagam um preço emocional, pois provavelmente sentirão ressentimento e menos autoestima quando reagirem a nós por medo, culpa ou vergonha. Além disso, toda vez que nos associam a qualquer desses sentimentos, reduzimos a probabilidade de que no futuro venham a reagir compassivamente a nossas necessidades e valores. (ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2006).
Ainda sobre o texto, marque a alternativa correta:
Alternativas
Q4056025 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

A comunicação que bloqueia a compaixão


Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério que julgardes, sereis julgados. Mateus 7,1


    [...]
    Um tipo de comunicação alienante da vida é o uso de julgamentos moralizadores que subentendem uma natureza errada ou maligna nas pessoas que não agem em consonância com nossos valores. Tais julgamentos aparecem em frases como: “O teu problema é ser egoísta demais”, “Ela é preguiçosa”, “Eles são preconceituosos”, “Isso é impróprio”. Culpa, insulto, depreciação, rotulação, crítica, comparação e diagnósticos são todos formas de julgamento.

    Certa vez, o poeta sufi Rumi escreveu: “Para além das ideias de certo e errado, existe um campo. Eu me encontrarei com você lá”. No entanto, a comunicação alienante da vida nos prende num mundo de ideias sobre o certo e o errado – um mundo de julgamento, uma linguagem rica em palavras que classificam e dicotomizam as pessoas e seus atos. Quando empregamos essa linguagem, julgamos os outros e seu comportamento enquanto nos preocupamos com o que é bom, mau, normal, anormal, responsável, irresponsável, inteligente, ignorante etc.

    Muito antes de ter chegado à idade adulta, aprendi a me comunicar de uma maneira impessoal que não exigia que eu revelasse o que se passava dentro de mim. Quando encontrava pessoas ou comportamentos de que não gostava ou que não compreendia, reagia considerando que fossem errados. Se meus professores me determinavam uma tarefa que eu não queria fazer, eles eram “medíocres” ou estavam “exorbitando”. Se alguém me dava uma fechada no trânsito, minha reação era gritar: “Palhaço!” Quando usamos tal linguagem, pensamos e nos comunicamos em termos do que há de errado com os outros para se comportarem dessa ou daquela maneira – ou, ocasionalmente, o que há de errado com nós mesmos para não compreendermos ou reagirmos do modo que gostaríamos. Nossa atenção se concentra em classificar, analisar e determinar níveis de erro em vez de fazê-lo no que nós e os outros necessitamos e não estamos obtendo. Assim, se minha mulher deseja mais atenção do que estou lhe dando, ela é “carente e dependente”. Mas se quero mais atenção do que me dá, então ela é “indiferente e insensível”. […]

    Estou convicto de que todas essas análises de outros seres humanos são expressões trágicas de nossos próprios valores e necessidades. São trágicas porque, quando expressamos nossos valores e necessidades de tal forma, reforçamos a postura defensiva e a resistência a eles nas próprias pessoas cujos comportamentos nos interessam. Ou, se essas pessoas concordam em agir de acordo com nossos valores porque aceitam nossa análise de que estão erradas, é provável que o façam por medo, culpa ou vergonha.

    Todos pagamos caro quando as pessoas reagem a nossos valores e necessidades não pelo desejo de se entregar de coração, mas por medo, culpa ou vergonha. Cedo ou tarde, sofreremos as consequências da diminuição da boa vontade daqueles que se submetem a nossos valores por coerção que vem de fora ou de dentro. Eles também pagam um preço emocional, pois provavelmente sentirão ressentimento e menos autoestima quando reagirem a nós por medo, culpa ou vergonha. Além disso, toda vez que nos associam a qualquer desses sentimentos, reduzimos a probabilidade de que no futuro venham a reagir compassivamente a nossas necessidades e valores. (ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2006).
Analise as assertivas abaixo sobre o texto:

I – No texto, observa-se a presença de intertextualidade na citação do poeta Rumi e na referência ao texto de Mateus em epígrafe.
II – O texto pode ser considerado narrativo, uma vez que menciona passagem da vida do autor.
III – O autor defende a ideia de que, ao agirmos com julgamentos moralizadores, todos pagamos um preço, com consequências que nos afetam tanto emocionalmente quanto em termos de disposição favorável do outro em relação a nós.

Assinale a alternativa correta em relação às assertivas acima:
Alternativas
Q4056024 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

A comunicação que bloqueia a compaixão


Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério que julgardes, sereis julgados. Mateus 7,1


    [...]
    Um tipo de comunicação alienante da vida é o uso de julgamentos moralizadores que subentendem uma natureza errada ou maligna nas pessoas que não agem em consonância com nossos valores. Tais julgamentos aparecem em frases como: “O teu problema é ser egoísta demais”, “Ela é preguiçosa”, “Eles são preconceituosos”, “Isso é impróprio”. Culpa, insulto, depreciação, rotulação, crítica, comparação e diagnósticos são todos formas de julgamento.

    Certa vez, o poeta sufi Rumi escreveu: “Para além das ideias de certo e errado, existe um campo. Eu me encontrarei com você lá”. No entanto, a comunicação alienante da vida nos prende num mundo de ideias sobre o certo e o errado – um mundo de julgamento, uma linguagem rica em palavras que classificam e dicotomizam as pessoas e seus atos. Quando empregamos essa linguagem, julgamos os outros e seu comportamento enquanto nos preocupamos com o que é bom, mau, normal, anormal, responsável, irresponsável, inteligente, ignorante etc.

    Muito antes de ter chegado à idade adulta, aprendi a me comunicar de uma maneira impessoal que não exigia que eu revelasse o que se passava dentro de mim. Quando encontrava pessoas ou comportamentos de que não gostava ou que não compreendia, reagia considerando que fossem errados. Se meus professores me determinavam uma tarefa que eu não queria fazer, eles eram “medíocres” ou estavam “exorbitando”. Se alguém me dava uma fechada no trânsito, minha reação era gritar: “Palhaço!” Quando usamos tal linguagem, pensamos e nos comunicamos em termos do que há de errado com os outros para se comportarem dessa ou daquela maneira – ou, ocasionalmente, o que há de errado com nós mesmos para não compreendermos ou reagirmos do modo que gostaríamos. Nossa atenção se concentra em classificar, analisar e determinar níveis de erro em vez de fazê-lo no que nós e os outros necessitamos e não estamos obtendo. Assim, se minha mulher deseja mais atenção do que estou lhe dando, ela é “carente e dependente”. Mas se quero mais atenção do que me dá, então ela é “indiferente e insensível”. […]

    Estou convicto de que todas essas análises de outros seres humanos são expressões trágicas de nossos próprios valores e necessidades. São trágicas porque, quando expressamos nossos valores e necessidades de tal forma, reforçamos a postura defensiva e a resistência a eles nas próprias pessoas cujos comportamentos nos interessam. Ou, se essas pessoas concordam em agir de acordo com nossos valores porque aceitam nossa análise de que estão erradas, é provável que o façam por medo, culpa ou vergonha.

    Todos pagamos caro quando as pessoas reagem a nossos valores e necessidades não pelo desejo de se entregar de coração, mas por medo, culpa ou vergonha. Cedo ou tarde, sofreremos as consequências da diminuição da boa vontade daqueles que se submetem a nossos valores por coerção que vem de fora ou de dentro. Eles também pagam um preço emocional, pois provavelmente sentirão ressentimento e menos autoestima quando reagirem a nós por medo, culpa ou vergonha. Além disso, toda vez que nos associam a qualquer desses sentimentos, reduzimos a probabilidade de que no futuro venham a reagir compassivamente a nossas necessidades e valores. (ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2006).
Em relação ao texto, marque a alternativa incorreta:
Alternativas
Respostas
19981: C
19982: A
19983: C
19984: E
19985: A
19986: A
19987: A
19988: C
19989: B
19990: C
19991: D
19992: B
19993: B
19994: C
19995: B
19996: A
19997: D
19998: A
19999: D
20000: B