Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3076722 Português
O enunciado nasce na inter-relação discursiva, por isso que não pode ser nem o primeiro nem o último, pois já é resposta a outros enunciados, ou seja, surge como sua réplica. Ele só pode ser citado e não repetido, pois, nesse caso, constitui-se como um novo acontecimento.
Fonte: https://periodicos.ufes.br/conel/article/view/2014/1526

Nessa concepção, o enunciado é visto como a unidade: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q3074430 Português
Flora está deixando a escola
Flora está deixando a escola. Flora é aluna transgênero. Seu nome civil é Willian, seu nome social Flora. A escola já havia até mesmo adotado seu nome social nos documentos internos, como nos diários dos professores, mas não foi o suficiente. Por isso, Flora está deixando a escola. Lidar com o preconceito diário é doloroso; lutar contra a piadinha e o comentário depreciativos é doloroso; lidar com a falta de apoio da comunidade escolar é doloroso; assim como é doloroso ser invisibilizada nos primeiros minutos em que pisa a escola todos os dias. Ninguém vê Flora. Ninguém escuta Flora. Por isso, Flora está deixando a escola. Para ela, a escola tornou-se um não lugar. Agora, Flora está fora da escola.
(MOTTA, Gláucio Rodrigues. Flora está deixando a escola. Mimeo: Vila Velha, ES, 2022.)
A partir do texto sobre Flora e a escola, NÃO é coerente afirmar que: 



Alternativas
Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q3074411 Português

Médica Angelita Gama entra na lista dos cientistas mais influentes do

mundo 


Uma das cientistas mais premiadas do país, a pesquisadora brasileira e professora emérita da Universidade de São Paulo (USP) Angelita Habr-Gama foi reconhecida pela Universidade de Stanford (EUA) como uma das médicas que mais contribuíram para o desenvolvimento da ciência no mundo. A universidade americana, em parceria com a Editora Elsevier BV, divulgou recentemente uma atualização da lista que representa os 2% de cientistas mais citados em várias disciplinas. O relatório foi preparado por uma equipe de especialistas liderada pelo professor John Ioannidis, professor eminente da Universidade de Stanford.


Com relevantes trabalhos na área da Coloproctologia, área que estuda doenças do intestino grosso, do reto e do ânus, Angelita foi a primeira mulher residente em cirurgia geral, no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Pioneira, criou a disciplina de Coloproctologia na mesma instituição e foi a primeira a chefiar o departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP.


(Ítalo Lo Re - Estadão – 05-04-22- adaptado) 

Em relação ao texto, considere as afirmativas a seguir:


I.  A gastroenterologista Angelita Habr-Gama traçou uma trajetória de sucesso e é referência mundial na especialidade em que atua.


II.  Angelita Habr-Gama é uma das médicas que pouco contribuiu para o desenvolvimento da ciência no mundo.     


III. Além de cientista, ela também se destaca por ter sido pioneira na criação da disciplina  Coloproctologia, na USP.


Está(ão) CORRETA(S):



Alternativas
Q3073331 Português

AMORES VIRTUAIS

Chegou à conclusão de que a única forma de encontrar o seu príncipe encantado era por meio de sites de relacionamentos, especializados em unir pessoas com características semelhantes. Moça tímida, recatada, criada sob o rigor de um pai severo, nunca fora de sair, fazer amigos, paquerar. Encontrar um namorado, dentro de casa, assistindo novela das 6, das 7 e das 8 seria humanamente impossível. Mas, chegando perto do fúnebre abismo dos 30 anos, chegou à conclusão de que precisava mudar. E a solução seria acreditar em amores virtuais.

Acessou o site. O primeiro campo a ser preenchido era “Apelido”. Um apelido, meu Deus! Mas que apelido? O apelido de infância? Nem pensar. “Miss Pança” estava fora de cogitação. Assustaria qualquer pretendente. Ela precisava de algo mais quente, mais sugestivo, mas sem ser extravagante demais. Que tal “Donzela em Erupção”!? Não era o exemplo perfeito de criatividade, mas não deixava de ser sincero. Se não fosse sincera agora, o que dizer depois de iniciar um relacionamento?

Mas na hora de preencher campos como Idade, Altura e Peso, hesitou. Sinceridade demais desgasta a relação, pensou, como uma especialista em relações amorosas. Por isso, diminuiu idade e peso, e aumentou a altura. No campo Cantor (a) Preferido (a), achou que Xuxa ia passar uma imagem ruim. Melhor Elis Regina. Homens gostam de mulheres cultas. Livros? Na vida, ela só tinha lido Dale Carnegie. Por isso, arriscou um Patrick Sufind – embora ela tentasse se referir a Patrick Süskind – que fora citado em alguma nota da Cláudia, mês passado. No campo Sonho, chegou à conclusão de que se colocasse a verdade (aquela verdade que cultivava ternamente desde seus 12 anos) de que queria casar e ter uma ninhada de 3 ou 4 filhos, ah, aí sim ninguém se interessaria por ela.

No final das contas, havia mudado tantas características, tantas referências, tantas especialidades, que a “Donzela em Erupção” poderia ser qualquer pessoa do mundo, menos ela. Ficou deprimida ao perceber que, se ela agia dessa maneira, ocultando suas características – encaradas como “defeito” sob os exigentes olhos de mulher que imagina estar fadada à vida monástica – e inventando outras qualidades; sim, se ela agia de tal forma, não seria difícil imaginar que outros agiriam da mesma maneira. Em outras palavras: se recebesse o e-mail dum jovem de vinte e poucos anos, atlético, olhos claros, nominado “Poeta Coruscante”, deveria entender: coroa desorientado, barrigudo, consumidor assíduo de espetinho e ovo cozido no Bar do Zezé, e torcedor fanático do Grêmio Maringá.  

Pensou melhor. Bem melhor, por sinal. Fechou o navegador sem salvar seu cadastro, e foi assistir emocionada, a mais uma eliminatória de A Fazenda. 


Juliano Martinz (adaptado) - Disponível em: https://corrosiva.com.br/cronicas-engracadas/amores-virtuais/. Acesso em: 04 de maio 2022. 

Nos excertos abaixo, é possível inferir sobre a sujeição e a tentativa da personagem de se enquadrar em padrões estéticos ou comportamentais estabelecidos, EXCETO em: 
Alternativas
Q3073328 Português

Lygia Fagundes Telles e uma aula de horror em “Venha ver o pôr do sol”  


No dia 3 de abril de 2022, o Brasil perdeu uma de suas principais vozes literárias. Consagrada por crítica e público, lida tanto nas universidades quanto nas escolas e traduzida para inúmeros idiomas, a paulistana Lygia Fagundes Telles deixa uma obra de imenso valor, composta por coletâneas de contos e romances que figuram em qualquer lista de melhores títulos da literatura brasileira no século 20. 

Marcas reconhecidas dessa produção são a profundidade psicológica de personagens, a dedicação às filigranas da escrita e o teor político subjacente à composição ficcional. Mas outras características de Telles são igualmente importantes, como a expressão do sobrenatural, do mágico e, por que não?, do horror. 


(OSCAR NESTAREZ - Revista Galileu - 14 ABR 2022) - adaptado 

O verbete “filigranas”, grafado no texto anterior, pode ter o seu significado, nesse contexto, compreendido como:
Alternativas
Q3025925 Português

        “Cada língua indígena é um reservatório único de conhecimento medicinal”. Assim escrevem os pesquisadores Rodrigo Cámara-Leret e Jordi Bascompte em um recente estudo que faz um alerta: o perigo do desaparecimento de antigos conhecimentos de plantas medicinais a partir da extinção das línguas indígenas.


        Em geral, quando se fala em plantas com propriedades medicinais, as discussões giram em torno da extinção da biodiversidade. Nessa pesquisa, contudo, os cientistas focaram no que costuma ser esquecido: o impacto da extinção das línguas para a perda desse conhecimento, tradicionalmente transmitido oralmente.


        Antes de tudo, a equipe do estudo precisava entender em que medida acontecia a perda de conhecimento linguisticamente único.


        No caso das plantas medicinais, era preciso entender em que grau o conhecimento delas estava atrelado a apenas uma língua indígena. Dessa forma, seria possível compreender quais saberes seriam perdidos no caso de extinção de determinado idioma.


        Para isso, os pesquisadores analisaram três conjuntos de dados etnobotânicos (a ciência que estuda a relação entre humanos e plantas). Eles contavam com cerca de 3,6 mil plantas medicinais, 236 línguas indígenas e 12,5 mil “serviços de plantas medicinais” — combinações entre espécies de plantas e a subcategoria medicinal para a qual elas eram indicadas, como “figueira-brava (Ficus insipida) + sistema digestivo”. Os dados são referentes a três regiões com grande diversidade linguística e biológica: América do Norte, noroeste da Amazônia e Nova Guiné.


        Depois de analisarem os dados, os cientistas apontaram que o conhecimento indígena sobre as plantas medicinais está, de fato, apoiado na singularidade linguística. No noroeste da Amazônia, 91% do conhecimento medicinal não é compartilhado entre línguas — e se concentra em apenas um idioma. Em Nova Guiné, essa taxa é de 84%; na América do Norte, 73%.


        Além disso, eles observaram a porcentagem desse conhecimento que se concentra, especificamente, em línguas ameaçadas de extinção. Na América do Norte, 86% do conhecimento medicinal único ocorre, justamente, em idiomas em risco. No noroeste da Amazônia, 100%.


        Para os cientistas, uma das hipóteses é a alta rotatividade cultural. Isso significa que, para uma mesma planta, os povos indígenas possuem diversos conhecimentos e aplicações exclusivos. Sem uma Wikipédia para reunir informações, cada cultura acumulou, ao longo do tempo, as próprias descobertas sobre cada espécie. 


        O estudo ajuda a mostrar que cada língua (e cultura) indígena tem percepções únicas que, inclusive, podem vir a oferecer seus conhecimentos medicinais também a outras sociedades.


Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.


Depreende-se do texto que a extinção da biodiversidade não é o foco da pesquisa de Rodrigo Cámara-Leret e Jordi Bascompte acerca do desaparecimento de conhecimentos sobre plantas medicinais. 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Guaçuí - ES Provas: IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° ano do Ensino Fundamental - Pré I e II das escolas de Ensino Regular | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° Ano das Escolas de Ensino Regular | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - 1° e 2° Ano das Escolas Rurais | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - 3° e 5° Ano das Escolas Rurais | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - Educação de Jovens e Adultos 1° Segmento | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° Ano do Ensino Fundamental - 1° e 2° Ano das Escolas de Tempo Integral | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - 3° e 5° Ano das Escolas de Tempo Integral | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Deficiência Auditiva | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para a Área de Deficiência Auditiva | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Intérprete e Tradutor de Libras | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Deficiência Visual | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Altas Habilidades | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Deficiência Intelectual |
Q3010514 Português
Leia o título e o subtítulo de uma reportagem reproduzidos abaixo.

Ciência
Sonda da Nasa é primeira espaçonave a “tocar” o Sol
A Parker Solar Probe está explorando a coroa solar para ajudar os cientistas a entender o campo magnético, o "vento" e a evolução da estrela. Entenda.
Por Luisa Costa 15 dez 2021, 18h34
(COSTA, Luisa. Sonda da Nasa é a primeira espaçonave a “tocar” o Sol. Superinteressante, 15 de dezembro de 2021. Ciência.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/sonda-da-nasa-eprimeira-espaconave-a-tocar-o-sol/.
Acesso em: 18 dez. 2021.)

Configura-se como um pressuposto do título desta matéria jornalística a seguinte afirmativa: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Guaçuí - ES Provas: IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° ano do Ensino Fundamental - Pré I e II das escolas de Ensino Regular | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° Ano das Escolas de Ensino Regular | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - 1° e 2° Ano das Escolas Rurais | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - 3° e 5° Ano das Escolas Rurais | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - Educação de Jovens e Adultos 1° Segmento | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° Ano do Ensino Fundamental - 1° e 2° Ano das Escolas de Tempo Integral | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - 3° e 5° Ano das Escolas de Tempo Integral | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Deficiência Auditiva | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para a Área de Deficiência Auditiva | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Intérprete e Tradutor de Libras | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Deficiência Visual | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Altas Habilidades | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Deficiência Intelectual |
Q3010507 Português
Reaprender a estar no mundo

Volta às atividades sociais e ao trabalho precisam incluir cuidados com a saúde física, autoconhecimento, diálogo e empatia.
Claudio Lottenberg 9 de dezembro de 2021


        No estágio em que nos encontramos da pandemia de Covid-19 no Brasil, com uma parcela expressiva – mais de 60% – de sua população completamente imunizada, já é possível, ainda com alguns cuidados e medidas protetivas como uso de máscara e higienização constante das mãos, falar em alguma volta à normalidade. Com isso, avançam os planos para o retorno ao trabalho presencial ou em formatos híbridos. Mas no dia 11 de novembro a pandemia completou 20 meses, um período longo e que exigiu demais de todos em termos emocionais.

         Simplesmente voltar ao que éramos antes será muito difícil, assumindo que seja possível.

         Será preciso um reaprendizado. Algumas pessoas comentam, em tom de brincadeira, que já não sabem mais como viver em sociedade – que desaprenderam como se comportar em público. Por mais que seja mesmo brincadeira, isso não está tão longe assim da realidade. Aristóteles disse que o homem é um animal que vive em sociedade – mas talvez isso seja algo que tenha de ser adquirido, não um traço de algum modo inato.

         Listas, receitas, métodos, programas e recomendações de como nos reinserirmos no mundo circulam em abundância. Esses conteúdos são importantes, pensando que casos de ansiedade e depressão tiveram forte crescimento ao longo da pandemia – de 27,6% para a primeira e de 25,6%, para a segunda, segundo pesquisa publicada na revista científica The Lancet no mês passado. Mais do que em qualquer outro momento de nossas vidas, cuidar da saúde, tão atingida pelas consequências da crise sanitária, se faz necessário nesse caminho de volta à normalidade.

         Seja qual for a fórmula a se seguir, nela não poderá faltar ao menos: 

        – Cuidado com a saúde física: o bem-estar físico não está desconectado da saúde mental. Ao praticar exercícios e estimular a liberação de dopamina e serotonina, estamos nutrindo nosso corpo com substâncias que elevam o prazer, a autoestima e ajudam a equilibrar as emoções. Aqui vale encontrar a atividade que mais combina com seu estilo, como uma caminhada pela manhã, yoga, práticas meditativas, natação e até uma dança de salão. Enquanto você cuida da sua saúde mental, o corpo também agradece. Com 150 minutos de exercício por semana é possível diminuir o risco de doenças como o diabetes.

        – Autoconhecimento: conhecer a si mesmo faz muito sentido quando falamos sobre saúde mental. Compreender o que gostamos de fazer, e isso inclui o trabalho, ao qual dedicamos grande parte do tempo de nossas vidas. Reconhecer nossos limites e se dar direito ao descanso e ao lazer.    


          – Diálogo e empatia: as pessoas que estão retomando suas rotinas agora podem voltar com muitas sequelas desse período de isolamento. Mais do que nunca será preciso olhar para o capital humano e acolher aqueles que podem ter sofrido perda de familiares ou de amigos, ou estar com sequelas da doença, com problemas para dormir, ou que de outra forma estejam abaladas. Tudo isso lembrando que a pandemia não acabou e que ainda é preciso continuar com as medidas de proteção individuais e coletivas.

Claudio Lottenberg é mestre e doutor em oftalmologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp). É presidente do conselho do Hospital Albert Einstein e do Instituto Coalizão Saúde.

(LOTTENBERG, Claudio. Reaprender a estar no mundo. Forbes Brasil, 09 de dezembro de 2021. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2021/12/claudio-lottenberg-reaprender-aestar-no-mundo/.
Acesso em: 18 dez. 2021.)
Para sustentar sua tese, o articulista se vale de alguns tipos de argumento. Três deles foram reproduzidos abaixo, bem como fragmentos do texto que ilustram cada tipo. Associe os trechos aos tipos de argumento apresentados e, em seguida, assinale a alternativa que representa a sequência CORRETA dos elementos.

CA - citação de autoridade
COD - comprovação por observação de dados
RL - raciocínio lógico

I. “Mais do que em qualquer outro momento de nossas vidas, cuidar da saúde, tão atingida pelas consequências da crise sanitária, se faz necessário nesse caminho de volta à normalidade.” ( )
II. “casos de ansiedade e depressão tiveram forte crescimento ao longo da pandemia – de 27,6% para a primeira e de 25,6%, para a segunda, segundo pesquisa publicada na revista científica The Lancet” ( )
III. “Aristóteles disse que o homem é um animal que vive em sociedade – mas talvez isso seja algo que tenha de ser adquirido, não um traço de algum modo inato”( ) 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Guaçuí - ES Provas: IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° ano do Ensino Fundamental - Pré I e II das escolas de Ensino Regular | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° Ano das Escolas de Ensino Regular | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - 1° e 2° Ano das Escolas Rurais | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - 3° e 5° Ano das Escolas Rurais | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - Educação de Jovens e Adultos 1° Segmento | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° Ano do Ensino Fundamental - 1° e 2° Ano das Escolas de Tempo Integral | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - 3° e 5° Ano das Escolas de Tempo Integral | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Deficiência Auditiva | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para a Área de Deficiência Auditiva | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Intérprete e Tradutor de Libras | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Deficiência Visual | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Altas Habilidades | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Deficiência Intelectual |
Q3010506 Português
Reaprender a estar no mundo

Volta às atividades sociais e ao trabalho precisam incluir cuidados com a saúde física, autoconhecimento, diálogo e empatia.
Claudio Lottenberg 9 de dezembro de 2021


        No estágio em que nos encontramos da pandemia de Covid-19 no Brasil, com uma parcela expressiva – mais de 60% – de sua população completamente imunizada, já é possível, ainda com alguns cuidados e medidas protetivas como uso de máscara e higienização constante das mãos, falar em alguma volta à normalidade. Com isso, avançam os planos para o retorno ao trabalho presencial ou em formatos híbridos. Mas no dia 11 de novembro a pandemia completou 20 meses, um período longo e que exigiu demais de todos em termos emocionais.

         Simplesmente voltar ao que éramos antes será muito difícil, assumindo que seja possível.

         Será preciso um reaprendizado. Algumas pessoas comentam, em tom de brincadeira, que já não sabem mais como viver em sociedade – que desaprenderam como se comportar em público. Por mais que seja mesmo brincadeira, isso não está tão longe assim da realidade. Aristóteles disse que o homem é um animal que vive em sociedade – mas talvez isso seja algo que tenha de ser adquirido, não um traço de algum modo inato.

         Listas, receitas, métodos, programas e recomendações de como nos reinserirmos no mundo circulam em abundância. Esses conteúdos são importantes, pensando que casos de ansiedade e depressão tiveram forte crescimento ao longo da pandemia – de 27,6% para a primeira e de 25,6%, para a segunda, segundo pesquisa publicada na revista científica The Lancet no mês passado. Mais do que em qualquer outro momento de nossas vidas, cuidar da saúde, tão atingida pelas consequências da crise sanitária, se faz necessário nesse caminho de volta à normalidade.

         Seja qual for a fórmula a se seguir, nela não poderá faltar ao menos: 

        – Cuidado com a saúde física: o bem-estar físico não está desconectado da saúde mental. Ao praticar exercícios e estimular a liberação de dopamina e serotonina, estamos nutrindo nosso corpo com substâncias que elevam o prazer, a autoestima e ajudam a equilibrar as emoções. Aqui vale encontrar a atividade que mais combina com seu estilo, como uma caminhada pela manhã, yoga, práticas meditativas, natação e até uma dança de salão. Enquanto você cuida da sua saúde mental, o corpo também agradece. Com 150 minutos de exercício por semana é possível diminuir o risco de doenças como o diabetes.

        – Autoconhecimento: conhecer a si mesmo faz muito sentido quando falamos sobre saúde mental. Compreender o que gostamos de fazer, e isso inclui o trabalho, ao qual dedicamos grande parte do tempo de nossas vidas. Reconhecer nossos limites e se dar direito ao descanso e ao lazer.    


          – Diálogo e empatia: as pessoas que estão retomando suas rotinas agora podem voltar com muitas sequelas desse período de isolamento. Mais do que nunca será preciso olhar para o capital humano e acolher aqueles que podem ter sofrido perda de familiares ou de amigos, ou estar com sequelas da doença, com problemas para dormir, ou que de outra forma estejam abaladas. Tudo isso lembrando que a pandemia não acabou e que ainda é preciso continuar com as medidas de proteção individuais e coletivas.

Claudio Lottenberg é mestre e doutor em oftalmologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp). É presidente do conselho do Hospital Albert Einstein e do Instituto Coalizão Saúde.

(LOTTENBERG, Claudio. Reaprender a estar no mundo. Forbes Brasil, 09 de dezembro de 2021. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2021/12/claudio-lottenberg-reaprender-aestar-no-mundo/.
Acesso em: 18 dez. 2021.)
São dicas dadas pelo autor para a volta à normalidade póspandemia de Covid-19, EXCETO: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Guaçuí - ES Provas: IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° ano do Ensino Fundamental - Pré I e II das escolas de Ensino Regular | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° Ano das Escolas de Ensino Regular | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - 1° e 2° Ano das Escolas Rurais | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - 3° e 5° Ano das Escolas Rurais | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - Educação de Jovens e Adultos 1° Segmento | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° Ano do Ensino Fundamental - 1° e 2° Ano das Escolas de Tempo Integral | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Professores da Educação Infantil Pré-Escola e 1° ao 5° do Ensino Fundamental - 3° e 5° Ano das Escolas de Tempo Integral | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Deficiência Auditiva | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para a Área de Deficiência Auditiva | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Intérprete e Tradutor de Libras | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Deficiência Visual | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Altas Habilidades | IBADE - 2022 - Prefeitura de Guaçuí - ES - Professor MAMPA - Educação Especial - Escolas de Ensino Regular em Tempo Parcial - Para Área de Deficiência Intelectual |
Q3010505 Português
Reaprender a estar no mundo

Volta às atividades sociais e ao trabalho precisam incluir cuidados com a saúde física, autoconhecimento, diálogo e empatia.
Claudio Lottenberg 9 de dezembro de 2021


        No estágio em que nos encontramos da pandemia de Covid-19 no Brasil, com uma parcela expressiva – mais de 60% – de sua população completamente imunizada, já é possível, ainda com alguns cuidados e medidas protetivas como uso de máscara e higienização constante das mãos, falar em alguma volta à normalidade. Com isso, avançam os planos para o retorno ao trabalho presencial ou em formatos híbridos. Mas no dia 11 de novembro a pandemia completou 20 meses, um período longo e que exigiu demais de todos em termos emocionais.

         Simplesmente voltar ao que éramos antes será muito difícil, assumindo que seja possível.

         Será preciso um reaprendizado. Algumas pessoas comentam, em tom de brincadeira, que já não sabem mais como viver em sociedade – que desaprenderam como se comportar em público. Por mais que seja mesmo brincadeira, isso não está tão longe assim da realidade. Aristóteles disse que o homem é um animal que vive em sociedade – mas talvez isso seja algo que tenha de ser adquirido, não um traço de algum modo inato.

         Listas, receitas, métodos, programas e recomendações de como nos reinserirmos no mundo circulam em abundância. Esses conteúdos são importantes, pensando que casos de ansiedade e depressão tiveram forte crescimento ao longo da pandemia – de 27,6% para a primeira e de 25,6%, para a segunda, segundo pesquisa publicada na revista científica The Lancet no mês passado. Mais do que em qualquer outro momento de nossas vidas, cuidar da saúde, tão atingida pelas consequências da crise sanitária, se faz necessário nesse caminho de volta à normalidade.

         Seja qual for a fórmula a se seguir, nela não poderá faltar ao menos: 

        – Cuidado com a saúde física: o bem-estar físico não está desconectado da saúde mental. Ao praticar exercícios e estimular a liberação de dopamina e serotonina, estamos nutrindo nosso corpo com substâncias que elevam o prazer, a autoestima e ajudam a equilibrar as emoções. Aqui vale encontrar a atividade que mais combina com seu estilo, como uma caminhada pela manhã, yoga, práticas meditativas, natação e até uma dança de salão. Enquanto você cuida da sua saúde mental, o corpo também agradece. Com 150 minutos de exercício por semana é possível diminuir o risco de doenças como o diabetes.

        – Autoconhecimento: conhecer a si mesmo faz muito sentido quando falamos sobre saúde mental. Compreender o que gostamos de fazer, e isso inclui o trabalho, ao qual dedicamos grande parte do tempo de nossas vidas. Reconhecer nossos limites e se dar direito ao descanso e ao lazer.    


          – Diálogo e empatia: as pessoas que estão retomando suas rotinas agora podem voltar com muitas sequelas desse período de isolamento. Mais do que nunca será preciso olhar para o capital humano e acolher aqueles que podem ter sofrido perda de familiares ou de amigos, ou estar com sequelas da doença, com problemas para dormir, ou que de outra forma estejam abaladas. Tudo isso lembrando que a pandemia não acabou e que ainda é preciso continuar com as medidas de proteção individuais e coletivas.

Claudio Lottenberg é mestre e doutor em oftalmologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp). É presidente do conselho do Hospital Albert Einstein e do Instituto Coalizão Saúde.

(LOTTENBERG, Claudio. Reaprender a estar no mundo. Forbes Brasil, 09 de dezembro de 2021. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2021/12/claudio-lottenberg-reaprender-aestar-no-mundo/.
Acesso em: 18 dez. 2021.)
A tese defendida pelo articulista é a de que: 
Alternativas
Q3009317 Português
Leia abaixo o início do conto “A porca”.

            ERA UMA VEZ UM MENINOZINHO, que tinha muito medo. Era só soprar um vento forte, desses de levantar poeira no fundo do quintal e bater com os postigos da janela; era só haver uma nuvem escura, uma única, que tampasse o sol; era só esbarrar com a pipa d’água e ouvir o rico e pesado sacolejar da água dentro, para que o menino se encolhesse bem no centro de seu ventre, orelhas retesas, olhos muito abertos ou obstinadamente fechados. Depois, o menino levantava, limpava o pó do fundilho das calças e ia para o quintal.
          Conhecia as galinhas, os porcos, mas nenhum lhe pertencia. Achava mesmo engraçado quando via os irmãos abraçarem um leitãozinho, a irmã mais nova tentando, por força, enfiar uma de suas saias no bicho. Bicho é bicho, sabia ele. Bicho tem vida sua, diferente da de gente. Os irmãos não sabiam. Fingiam que eram bonecas, criancinhas pequenas e, nos dias de matança, todos já eram petiscos, brinquedo esquecido.
[...]

(FAILLACE, Tânia Jamardo. A porca. In: MORICONI, Ítalo. Os cem melhores contos brasileiros do século. São Paulo. Objetiva, 2000.)


O narrador utilizado nesse trecho é classificado como: 
Alternativas
Q3009314 Português
Leia o excerto a seguir. “Pesquisas desenvolvidas a partir de estatísticas históricas da população, listas nominativas de habitantes e registros paroquiais têm trazido à tona características pouco conhecidas da sociedade brasileira durante o período colonial (1500-1822). A existência de um grande número de domicílios chefiados por mulheres e de crianças geradas fora de casamentos legitimados pelo catolicismo são alguns dos aspectos revelados em estudos recentes, que se debruçam sobre fontes produzidas pela Coroa portuguesa e a Igreja. As listas nominativas de habitantes para São Paulo são as únicas das antigas colônias portuguesas integralmente preservadas, envolvendo o período de 1765 a 1836.”

(QUEIROZ, Christina. Descobertas do passado. Pesquisa Fapesp, edição 310, dezembro de 2021. Demografia. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/descobertas-do-passado/. Acesso em: 18 dez. 2021.)


Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre o excerto apresentado.
Alternativas
Q3009313 Português

Leia a tirinha abaixo.



Imagem associada para resolução da questão


DAHMER, André. Não há nada acontecendo. Folha Cartum, 24 de

novembro de 2021. Disponível em: http://f.i.uol.com.br/folha/cartum/images/2132711.jpeg.

 Acesso em: 18 dez. 2021.



Bitcoin: moeda eletrônica criada com “a ideia de substituir o dinheiro físico e [...] tirar a necessidade de intermediação dos bancos nas operações financeiras. [...] Seu uso foi pensado para ser exatamente uma moeda digital, usada para realizar compras e fazer transações de forma segura, anônima e com rapidez. Apesar disso, diante de sua forte volatilidade e aumento de valor, se tornou um investimento de alto risco, sendo considerados por muitos especialistas também uma reserva de valor, como o ouro”.


(Disponível em: https://www.infomoney.com.br/cotacoes/bitcoin-btc/. Acesso em: 18 dez. 2021.)



Configura-se como um pressuposto do texto verbal dessa tirinha a seguinte afirmativa:

Alternativas
Q3009312 Português
"Ouvir seu coração" é conselho perigoso para tomar decisões


Quem nunca foi incentivado a “ouvir sua intuição” ou “fazer o que seu coração manda” na hora de tomar uma decisão importante?

João Branco, 17 de dezembro de 2021


            Devo me casar com aquela pessoa? Aceito aquela proposta de emprego? Será que é a hora de mudar de cidade? Que tal investir nesse negócio? Deixo meu filho ir estudar longe sozinho?

           Nossa vida é cheia de pequenas e grandes decisões. Algumas delas nos colocam em verdadeiros dilemas. Há escolhas que impactam tanto a nossa rotina que se revelam verdadeiras decisões de vida. E os riscos envolvidos nos enchem de ansiedade e preocupações. É justamente nessas situações que a nossa essência mais aparece.

          Saber tomar decisões é uma arte difícil. Não estou falando sobre aquela dúvida que ficamos entre pedir um Big Mac ou um Quarteirão no almoço, mas sobre as bifurcações que podem mudar o nosso futuro. Momentos que tiram o nosso sono porque não são tão simples quanto escolher entre o obviamente certo e o claramente errado. São cenários complexos que envolvem sacrifícios e incertezas.

       Alguns anos atrás, o prêmio Nobel reconheceu o trabalho do economista Richard Thaler, que provou que as emoções afetam muito as nossas decisões. É isso que explica o efeito manada na bolsa de valores ou outros contextos em que não somos perfeitamente racionais.

         É curioso pensar que a mesma pessoa pode tomar decisões diferentes se, antes de escolher, tiver encontrado uma nota de R$100 na rua e se sentir sortuda naquele dia, por exemplo. Isso a deixa mais propensa a tomar riscos. Nosso humor, estado de espírito e emoções conseguem embaçar nossa visão e nos empurrar para um modo de ação menos racional. E isso pode afetar nossas decisões.

        Uma das soluções para este problema está em nos prepararmos bem para as situações mais críticas. A ciência mostra que há momentos do dia em que conseguimos ponderar melhor as coisas como se o cérebro estivesse mais atento. Experimentos mostraram que, ao final de um dia de trabalho, quando já tomamos centenas de pequenas e grandes decisões, a tendência é que nosso cérebro, já com a energia baixa, tome atalhos e que a decisões sejam piores. 

         E também temos sempre uma excelente possibilidade de pedir conselhos, escutar pontos de vista diferentes e, com isso, formar uma opinião mais embasada. Mas aqui faço uma pausa. Porque pedir ajuda para pessoas despreparadas comumente resulta em um dos conselhos mais ouvidos da história: “siga seu coração”. Quem nunca foi incentivado a “ouvir sua intuição”, “usar seu sexto sentido” ou “fazer o que o seu coração manda”? E é nessa hora que a coisa pega.

           Imagine essa situação: você tem uma bomba pronta para explodir na sua mão e tem 2 opções de fios para cortar e tentar desarmá-la. Você prefere usar os seus impulsos ou pedir ajuda de um especialista antibombas para te ajudar a escolher? Quero deixar claro: tenho convicção de que nossos instintos são importantes. Mas eles são parte da equação. Precisamos tomar muito cuidado porque nosso coração é enganoso. Escolhas importantes merecem uma boa dose de reflexão e sabedoria. Se você quer tomar boas decisões, preste atenção à forma como decide. Costumo dizer que “o coração da decisão é mais importante do que a decisão do coração”. Mais valioso do que acionar os seus impulsos é checar as suas intenções. Pergunte-se “por que” você está preferindo uma coisa versus a outra. Confirme se essas motivações batem com os seus valores pessoais e com as suas prioridades de vida. E peça orientação de bons conselheiros.

         A decisão mais correta não é necessariamente a que traz mais dinheiro, a que gera menos dor ou a que deixa o coração mais animado por um momento, mas sim a que deixa a nossa consciência em paz.


(BRANCO, João. "Ouvir seu coração" é conselho perigoso para tomar decisões. Forbes Brasil, 17 de dezembro de 2021. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2021/12/coluna-joao-branco-nao-sigaseu-coracao/. Acesso em: 18 dez. 2021.) 

São dicas dadas pelo autor para ajudar na tomada de decisões, EXCETO: 
Alternativas
Q3009311 Português
"Ouvir seu coração" é conselho perigoso para tomar decisões


Quem nunca foi incentivado a “ouvir sua intuição” ou “fazer o que seu coração manda” na hora de tomar uma decisão importante?

João Branco, 17 de dezembro de 2021


            Devo me casar com aquela pessoa? Aceito aquela proposta de emprego? Será que é a hora de mudar de cidade? Que tal investir nesse negócio? Deixo meu filho ir estudar longe sozinho?

           Nossa vida é cheia de pequenas e grandes decisões. Algumas delas nos colocam em verdadeiros dilemas. Há escolhas que impactam tanto a nossa rotina que se revelam verdadeiras decisões de vida. E os riscos envolvidos nos enchem de ansiedade e preocupações. É justamente nessas situações que a nossa essência mais aparece.

          Saber tomar decisões é uma arte difícil. Não estou falando sobre aquela dúvida que ficamos entre pedir um Big Mac ou um Quarteirão no almoço, mas sobre as bifurcações que podem mudar o nosso futuro. Momentos que tiram o nosso sono porque não são tão simples quanto escolher entre o obviamente certo e o claramente errado. São cenários complexos que envolvem sacrifícios e incertezas.

       Alguns anos atrás, o prêmio Nobel reconheceu o trabalho do economista Richard Thaler, que provou que as emoções afetam muito as nossas decisões. É isso que explica o efeito manada na bolsa de valores ou outros contextos em que não somos perfeitamente racionais.

         É curioso pensar que a mesma pessoa pode tomar decisões diferentes se, antes de escolher, tiver encontrado uma nota de R$100 na rua e se sentir sortuda naquele dia, por exemplo. Isso a deixa mais propensa a tomar riscos. Nosso humor, estado de espírito e emoções conseguem embaçar nossa visão e nos empurrar para um modo de ação menos racional. E isso pode afetar nossas decisões.

        Uma das soluções para este problema está em nos prepararmos bem para as situações mais críticas. A ciência mostra que há momentos do dia em que conseguimos ponderar melhor as coisas como se o cérebro estivesse mais atento. Experimentos mostraram que, ao final de um dia de trabalho, quando já tomamos centenas de pequenas e grandes decisões, a tendência é que nosso cérebro, já com a energia baixa, tome atalhos e que a decisões sejam piores. 

         E também temos sempre uma excelente possibilidade de pedir conselhos, escutar pontos de vista diferentes e, com isso, formar uma opinião mais embasada. Mas aqui faço uma pausa. Porque pedir ajuda para pessoas despreparadas comumente resulta em um dos conselhos mais ouvidos da história: “siga seu coração”. Quem nunca foi incentivado a “ouvir sua intuição”, “usar seu sexto sentido” ou “fazer o que o seu coração manda”? E é nessa hora que a coisa pega.

           Imagine essa situação: você tem uma bomba pronta para explodir na sua mão e tem 2 opções de fios para cortar e tentar desarmá-la. Você prefere usar os seus impulsos ou pedir ajuda de um especialista antibombas para te ajudar a escolher? Quero deixar claro: tenho convicção de que nossos instintos são importantes. Mas eles são parte da equação. Precisamos tomar muito cuidado porque nosso coração é enganoso. Escolhas importantes merecem uma boa dose de reflexão e sabedoria. Se você quer tomar boas decisões, preste atenção à forma como decide. Costumo dizer que “o coração da decisão é mais importante do que a decisão do coração”. Mais valioso do que acionar os seus impulsos é checar as suas intenções. Pergunte-se “por que” você está preferindo uma coisa versus a outra. Confirme se essas motivações batem com os seus valores pessoais e com as suas prioridades de vida. E peça orientação de bons conselheiros.

         A decisão mais correta não é necessariamente a que traz mais dinheiro, a que gera menos dor ou a que deixa o coração mais animado por um momento, mas sim a que deixa a nossa consciência em paz.


(BRANCO, João. "Ouvir seu coração" é conselho perigoso para tomar decisões. Forbes Brasil, 17 de dezembro de 2021. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2021/12/coluna-joao-branco-nao-sigaseu-coracao/. Acesso em: 18 dez. 2021.) 

No trecho “Não estou falando sobre aquela dúvida que ficamos entre pedir um Big Mac ou um Quarteirão no almoço [...]”, o autor apresenta uma dúvida entre dois tipos de hambúrgueres. A inserção de tal passagem no texto serviu para mostrar que: 
Alternativas
Q2681952 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.


Por que você deve voltar a usar o despertador clássico em vez do celular?


Troquei o despertador pelo telefone cerca de 10 anos atrás, depois de contar a alguém o que eu achava ser uma história engraçada sobre como meu despertador tinha tocado uma vez na minha mala enquanto estava no porta-malas de um táxi, nos obrigando a parar para que pudéssemos silenciá-lo. A piada causou perplexidade. "Você realmente usa despertador?", perguntaram-me, como se fosse um fax.


Sucumbi à pressão dos colegas e me livrei do meu relógio antigo. E aí acabou o luxo de acordar sem notificações e começou a miséria de olhar para elas no meio da noite ao verificar a hora no meu telefone.


À medida que nosso uso de telefones celulares continua a crescer (um relatório da Deloitte de 2018 descobriu que os usuários de smartphones dos EUA verificam seus celulares 14 bilhões de vezes por dia, acima dos 9 bilhões no mesmo relatório de 2016), especialistas em bem-estar dizem que está tendo um impacto negativo em nossas rotinas matinais.


"Quando você acorda pela manhã, idealmente você quer acordar e passar um pouco de tempo dentro de sua própria mente antes de ser bombardeado com tudo o que está acontecendo no mundo. Dê a si mesmo a chance de se ajustar ao mundo desperto", diz a especialista de saúde mental e bem-estar Lily Silverton. "Historicamente, não estamos acostumados a ser tirados de nós tanto quanto somos hoje."


Antes dos alarmes, eram galos, sinos de igreja, aldravas (pessoas eram pagas para acordá-lo batendo na porta ou janela com uma vara longa, algo que acontecia até a década de 1970 no Reino Unido industrial) e até nossas próprias bexigas que nos colocavam para fora da cama.


Acredita-se que o relojoeiro Levi Hutchins, de Concord, New Hampshire, tenha inventado um dos primeiros despertadores, em 1787. Seu design só disparava uma vez às 4 da manhã, seu horário preferido para acordar. Pouco parece ser conhecido sobre os detalhes do projeto real, mas ele escreveu: "O que foi difícil foi a ideia de um relógio que pudesse soar um alarme, não a execução da ideia. Foi a própria simplicidade de fazer o toque da campainha."


Foi anos depois, em 1874, que o inventor francês Antoine Redier se tornou a primeira pessoa a patentear um despertador mecânico ajustável. E, em 1876, Seth E. Thomas patenteou um pequeno relógio mecânico de corda nos Estados Unidos, levando grandes relojoeiros americanos a começarem a fabricar pequenos despertadores. Aparentemente, os relojoeiros alemães logo seguiram o exemplo e, no final do século 19, o despertador elétrico foi inventado.


Hoje, os despertadores têm muitos designs. No entanto, tudo o que eu procurava era um despertador simples, muito parecido com o meu original. E eu comprei um na loja de materiais de construção mais próxima por £ 8,50 (pouco mais de R$ 47,00). Na primeira noite em que o usei, me senti estranhamente empolgado em realizar fisicamente as configurações em vez de deslizar pela tela. Na manhã seguinte, numa espécie de anticlímax, acordei antes do despertador. Mas já sentia que havia conquistado o dia, em vez de correr atrás dele.


De acordo com Silverton, "a tecnologia explora nossas fraquezas psicológicas". E estar conectado, ela observou, é incrível, mas terrível ao mesmo tempo. "Trata-se de gerenciar isso e criar uma rotina que funcione para você." Rotina que agora acho que tenho. A reintrodução de um despertador me dá o tempo, o espaço e a separação que meu telefone não deu. Embora meu telefone ainda esteja ao lado da cama, a diferença é que não é mais a primeira coisa que procuro.


Minha primeira expressão do dia não é mais xingar por causa de um e-mail e sentir meu sangue ferver, me pego pensando gentilmente no que eu poderia comer no café da manhã. Isso me deu uma sensação de controle e calma. Estranhamente, me fez sentir mais jovem, acho que porque a experiência parece nostálgica ou talvez porque estou dormindo melhor. E o que pode ser mais luxuoso do que isso?


CNN Brasil. Por que você deve voltar a usar o despertador clássico em vez do celular?Disponível em: emmm-veezdocceular sil.com.br/tecnologia/por-que-voce-deve-voltar-a-usar-o-despertador-clasico-em-vez-do-celular/ Acesso em: 01 ago., 2022.

Analise o texto "Por que você deve voltar a usar o despertador clássico em vez do celular?" e assinale a alternativa que corretamente apresenta o objetivo do referido texto:

Alternativas
Q2675160 Português

Leia o poema e responda as questões 7 e 8.


Impressionista


Adélia Prado


Uma ocasião,

meu pai pintou a casa toda

de alaranjado brilhante.

Por muito tempo moramos numa casa,

como ele mesmo dizia,

constantemente amanhecendo.

De acordo com o poema, a expressão “constantemente amanhecendo” faz alusão:

Alternativas
Q2675153 Português

Leia o texto e responda as questões de 1 a 6.


Trecho de A Filha Perdida.


Elena Ferrante


Eu estava dirigindo havia pouco menos de uma hora quando comecei a passar mal. A queimação na lateral do corpo reapareceu, mas de início decidi não dar importância àquele sinal. Só me preocupei quando percebi que não tinha mais forças para segurar o volante. Em poucos minutos, minha cabeça ficou pesada, os faróis me pareceram cada vez mais fracos e logo esqueci até que estava dirigindo. Em vez disso, tive a impressão de que estava no mar, em pleno dia. A praia estava vazia, e a água, calma, mas em um mastro a poucos metros da orla tremulava a bandeira vermelha. Quando eu era pequena, minha mãe me colocava muito medo, dizendo: Leda, você nunca deve entrar no mar se vir a bandeira vermelha, pois significa que o mar está muito agitado e que pode se afogar. O medo perdurou ao longo dos anos e, ainda hoje, mesmo que a água parecesse uma folha de papel translúcida que se esticava até o horizonte, eu não ousava mergulhar. Sentia-me ansiosa. Dizia a mim mesma: vá, mergulhe; devem ter esquecido a bandeira no mastro. E, enquanto isso, eu ficava na beirada testando cuidadosamente a água com a ponta do pé.

[...]

No hospital, quando eu abri os olhos, me vi novamente, por uma fração de segundo, incerta diante do mar calmo. Talvez por isso, mais tarde, tenha me convencido de que não se tratava de um sonho, mas de um devaneio de pavor, que durou até que eu acordasse na enfermaria. Soube pelos médicos que eu havia batido na barra de proteção da estrada, mas sem graves consequências. [...] Falei que o sono é o que me fizera sair da estrada. Mas eu sabia perfeitamente que esse não fora o verdadeiro motivo. O motivo havia sido um gesto sem sentido, sobre o qual, justamente por ser sem sentido, decidi não contar a ninguém. As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmo não conseguimos entender.

No início do texto, a personagem Leda relata o momento em que antecede um acidente de carro sofrido por ela. Entre o acidente e o hospital, a personagem também relata algumas lembranças de infância que a fizeram ter medo de entrar no mar. A quem ela atribui esse trauma?

Alternativas
Q2675044 Português

Leia o texto e responda as questões de 1 a 5.


Motivo

Cecília Meireles


Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta.


Irmão das coisas fugidias,

não sinto gozo nem tormento.

Atravesso noites e dias

no vento.


Se desmorono ou se edifico,

se permaneço ou me desfaço,

— não sei, não sei. Não sei se fico

ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo.

Tem sangue eterno a asa ritmada.

E um dia sei que estarei mudo:

— mais nada.

Na primeira estrofe do poema, o eu lírico demonstra:

Alternativas
Q2674562 Português

Texto para as questões 1 a 25


Por que é importante diversidade no sequenciamento genético


1___Se houvesse um ranking de fatores que unem os indivíduos ao redor do mundo, sem dúvida o DNA estaria no topo: 99,9%

2 das sequências de DNA humano são idênticas entre si.

3___O monge e cientista austríaco Gregor Johann Mendel (1822-1884) foi o primeiro a sugerir que certos "fatores invisíveis"

4 eram responsáveis pelas diversas caracteristicas humanas. Sabe-se hoje que tais fatores são os genes, compostos de ácido

5 desoxirribonucleico, ou DNA.

6___Essas moléculas de ácido dão instruções genéticas aos seres vivos. Mas se os humanos compartilham tanto do mesmo

7 material genético, por que a diversidade é importante no contexto de seu sequenciamento?

8___Para entender isso, deve-se mudar o foco para o 0,1% de diferença entre as sequências de DNA, Essa diferença

9 aparentemente pequena decorre das variações existentes entre os 3 bilhões de pares de bases (ou nucleotideos) que compõem o

10 genoma humano.

11___Todas as características que distinguem os seres humanos entre si, incluindo altura e cor dos olhos ou cabelo, se devem

12 a essas variações. Mas vai além: ao longo dos anos, cientistas descobriram que essas variações também podem fornecer

13 informações vitais sobre o risco de um individuo ou população desenvolver uma doença específica.

14___Assim, pode-se usar a avaliação de risco dos dados genéticos para projetar uma estratégia de saúde adaptada ao indivíduo

15 ou à região.

16___Em consultas médicas, é comum o paciente ter que preencher formulários sobre o histórico de saúde de seus pais e

17 familiares. Se um dos pais for diabético, por exemplo, recomenda-se que o filho fique longe de doces e açúcares processados.

18___Embora a transferência de doenças cardíacas, câncer e diabetes entre as gerações seja mais conhecida, existem muitas

19 outras doenças que podem ser herdadas geneticamente.

20___Por exemplo, sabe-se que a anemia falciforme ocorre quando se herdam duas cópias anormais do gene que produz a

21 hemoglobina (proteína dos glóbulos vermelhos do sangue), uma de cada genitor.

22___Nas últimas décadas, a pesquisa genética avançou a ponto de os cientistas conseguirem isolar os genes responsáveis

23 por muitas doenças. Mas aqui está o problema: a ciência tem conhecimento dessa correlação entre genes e doenças aplicado a

24 uma população muito restrita.

25___Sarah Tishkoff, geneticista e bióloga evolutiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, é uma entre muitos

26 cientistas que pressionam por conjuntos de dados genômicos mais diversos.

27___É problemático, por exemplo, se um "estudo focado em indivíduos com ascendência europeia identificar variantes

28 genéticas associadas ao risco de doenças cardíacas ou diabetes, e usar essa informação para prever o risco de doenças em

29 pacientes não incluídos no estudo original”.

30___"Sabemos por experiência que essa previsão de risco de doença não funciona bem quando aplicada a indivíduos com

31 diferentes ascendências, principalmente se tiverem ascendência africana", explica Tishkoff.

32___Historicamente, quem fornece seu DNA para pesquisa genômica é predominantemente de ascendência europeia, "o que

33 cria lacunas no conhecimento sobre os genomas no resto do mundo", registra o Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano

34 (NHGRI, na sigla em inglês), nos EUA.

35___Segundo a instituição, 87% de todos os dados de genoma disponíveis no mundo são de ascendência europeia, seguidos

36 por 10% de asiáticos e 2% de africanos.

37___Como resultado, os potenciais benefícios da pesquisa genética, que inclui diagnóstico precoce e tratamento de várias

38 doenças, podem não beneficiar as populações sub-representadas.

39___O problema não acaba na avaliação do risco de doença. Também leva à desigualdade nos cuidados médicos, diz Jan

40 Witkowski, professor da Escola de Pós-Graduação em Ciências Biológicas do Laboratório Cold Spring Harbor, no estado de Nova

41 York, EUA.

42___"Digamos que existam dois grupos, A e B, que são muito diferentes. O conhecimento e as informações que se aprende

43 sobre o grupo A podem não se aplicar ao grupo B. Imagine desenvolver tratamentos médicos para todos, baseados apenas nas

44 informações do grupo A. Não vai funcionar no grupo B."

45___Ao incluir diversas populações nos estudos genômicos, pesquisadores podem identificar variantes genômicas associadas

46 a várias configurações de saúde, tanto no nível individual quanto populacional,

47___Segundo o instituto NHGRI, contudo, diversificar os participantes na pesquisa genômica é caro e exige o estabelecimento

48 de relações de confiança e de respeito, no longo prazo, entre as comunidades e os pesquisadores.


(Sushmitha Ramakrishnan. https:/Awaw? folha. uol com. briciencia/2022/07/por-que-e-importante-diversidade-no-sequenciamento-genetico.shtml. 25,jul. 2022)

Com base numa leitura de inferências do texto, NÃO é correto afirmar que

Alternativas
Respostas
12261: B
12262: C
12263: A
12264: B
12265: E
12266: C
12267: D
12268: D
12269: B
12270: C
12271: E
12272: D
12273: E
12274: D
12275: E
12276: C
12277: B
12278: A
12279: B
12280: E