Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2190671 Português
O inovador projeto da Suécia para encher cavernas com água quente e esquentar cidade

Em 1985, quando as tensões geopolíticas começaram a diminuir, cavernas cheias de petróleo foram esvaziadas e assim permaneceram até agora, segundo o repórter de tecnologia da BBC, Chris Baraniuk. A empresa sueca de energia Mälarenergi iniciou um projeto para descontaminar a instalação e enchê-la com água quente, a temperaturas de até 95 °C.

Essencialmente, ela está construindo um gigantesco termossifão subterrâneo - segundo a companhia, o maior do tipo na Europa.

"É bastante úmido", afirma Lisa Granström, chefe interina da unidade comercial de Calor e Energia da Mälarenergi, ao descrever sua última visita aos túneis.

"As cavernas são muito mais quentes do que se esperava", explica ela. "Ainda têm um pouco de cheiro de óleo."

As cavernas ficam em lugar não revelado. Elas têm capacidade para armazenar água suficiente para encher cerca de cento e vinte piscinas olímpicas. E são onze vezes maiores que o maior tanque de água quente superficial da Mälarenergi na região, diz Granström à BBC.

Este tipo de armazenagem térmica é uma das diversas formas de conter calor no solo para uso posterior.

Com o auge das energias renováveis e as preocupações com a segurança energética da Europa após a invasão da Ucrânia pela Rússia, especialistas defendem que os sistemas de armazenagem de calor subterrâneo sejam mais aproveitados, segundo Chris Baraniuk.

No caso de Västerås, o calor das cavernas será transportado por tubulações para uma rede de calefação urbana, que atende 98% dos lares da cidade de 130 mil habitantes.

A Mälarenergi começará a encher as cavernas com água no final de 2023. A instalação irá oferecer 500 MW de energia de calefação urbana.

O inovador projeto da Suécia para encher cavernas com água quente e
esquentar cidade (msn.com). Adaptado.

O texto base informa que o projeto é de responsabilidade de uma empresa sueca de energia.
O nome da empresa sueca responsável pelo projeto é:
Alternativas
Q2190488 Português
O período de férias escolares, para as crianças que estão em casa, faz com que elas se sintam livres para fazer o que quiserem. Pular, dançar, correr, montar e desmontar brinquedos, mas também se pendurar em móveis, se aventurar pela cozinha, área de serviço, banheiro… E é aí que moram os perigos.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, por ano, ocorrem cerca de 200 mil acidentes domésticos envolvendo crianças. E, nas férias escolares, as chances delas se acidentarem aumentam 25%, uma vez que os pequenos permanecem mais tempo em casa.
Quedas, queimaduras, intoxicação com produtos de limpeza, aspiração de corpos estranhos e afogamentos são os acidentes mais comuns.
Entre as crianças pequenas, uma das causas mais frequentes desses incidentes é o sufocamento. “Isso acontece quando ocorre a obstrução das vias respiratórias. Seja por brinquedos, objetos macios ou até mesmo com algum alimento ou suco gástrico”, afirma uma médica do Departamento de Saúde Escolar dos colégios do Grupo Positivo. “As crianças menores são particularmente mais vulneráveis à sufocação porque as vias aéreas superiores — boca, garganta, esôfago e traqueia — são pequenas. E, nessa fase, elas têm a tendência natural de colocar objetos na boca, mas sem ter experiência para mastigar e engolir. Além do que, os dentinhos são menores que os dos adultos, o que dificulta a mastigação apropriada dos alimentos”, exemplifica. Isso sem contar que a falta de habilidade de levantar a cabecinha ou se livrar de lugares apertados coloca-as em grande risco.
Até os quatro anos de idade, a criança ainda não tem força suficiente para se levantar sozinha e capacidade de reagir rapidamente em uma situação de risco. “Por isso, em caso de queda ou desequilíbrio, elas podem se afogar até mesmo em recipientes pequenos com apenas dois centímetros e meio de água”, esclarece.

(Fonte: O Futuro Agora - adaptado.)

Em conformidade com o texto, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


(_) As crianças têm mais liberdade, durante as férias escolares, para brincar e passar o tempo livre, mas isso também pode ocasionar diversos acidentes domésticos.

(_) Queimaduras, intoxicação, aspiração de corpos estranhos, afogamentos e quedas são alguns dos acidentes domésticos que mais acontecem com crianças.

(_) O Departamento de Saúde Escolar dos colégios do Grupo Positivo dá uma série de dicas de como os pais podem prevenir os acidentes com as crianças.

Alternativas
Q2190229 Português
Descoberto em polvos novo tipo de onda cerebral

Um estudo, que envolveu a colaboração internacional entre pesquisadores no Japão, Itália, Alemanha, Ucrânia e Suíça, foi publicado online na revista Current Biology. Esse estudo é um passo crítico para descobrir como os cérebros dos polvos controlam seu comportamento e fornece pistas para os princípios comuns necessários à ocorrência de inteligência e cognição.

"Se quisermos entender como o cérebro funciona, os polvos são o animal perfeito para estudar em comparação com os mamíferos. Eles têm um cérebro grande, um corpo incrivelmente único e habilidades cognitivas avançadas que se desenvolveram de forma completamente diferente das dos vertebrados", disse a doutora Tamar Gutnick, primeira autora e ex-pesquisadora de pós-doutorado na Unidade de Física e Biologia do Instituto de Ciências e Tecnologia de Okinawa, no Japão.

Mas medir as ondas cerebrais dos polvos provou ser um verdadeiro desafio técnico. Ao contrário dos vertebrados, os polvos têm corpo mole, portanto não têm crânio para ancorar o equipamento de gravação, a fim de evitar que ele seja removido.

"Os polvos têm oito braços poderosos e ultraflexíveis, que podem alcançar absolutamente qualquer parte do corpo", disse a doutora Gutnick. "Se tentássemos conectar fios a eles, eles os arrancariam imediatamente, então precisávamos de uma maneira de deixar o equipamento completamente fora de seu alcance, colocando-o sob a pele."

Os pesquisadores escolheram registradores de dados pequenos e leves como solução, originariamente projetados para rastrear a atividade cerebral dos pássaros durante o voo. A equipe adaptou os dispositivos para torná-los à prova d'água, mas ainda pequenos o suficiente para caber facilmente dentro dos polvos. As baterias, que precisavam funcionar em um ambiente com pouco ar, permitiam até 12 horas de gravação contínua. Os pesquisadores escolheram o Octopus cyanea, mais conhecido como polvo diurno, como animal modelo, devido ao seu tamanho maior. Eles anestesiaram três polvos e implantaram um registrador de dados em uma cavidade na parede muscular do manto, uma dobra de tecido que recobre a massa visceral. Os cientistas implantaram os eletrodos em uma área do cérebro do polvo chamada de lobo vertical e lobo frontal medial superior, que é a área mais acessível. Essa região do cérebro também é importante para o aprendizado visual e a memória, processos cerebrais que a doutora Gutnick tem particular interesse em entender.

Concluída a cirurgia, os polvos foram devolvidos ao seu tanque doméstico e monitorados por vídeo. Após cinco minutos, recuperaram-se e passaram as 12 horas seguintes dormindo, comendo e se movimentando pelo tanque, enquanto sua atividade cerebral era registrada. O registrador e os eletrodos foram removidos dos polvos e os dados foram sincronizados com o vídeo.

Os pesquisadores identificaram vários padrões distintos de atividade cerebral, alguns dos quais eram semelhantes em tamanho e forma aos observados em mamíferos, enquanto outros eram oscilações lentas e de longa duração que não haviam sido descritas antes.

Descoberto em polvos novo tipo de onda cerebral (msn.com). Adaptado.
Cientistas registraram com sucesso a atividade cerebral de polvos que se movem livremente, uma façanha possibilitada pela implantação de eletrodos e um registrador de dados diretamente nas criaturas.
Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto base.
Alternativas
Q2189771 Português
Onda de calor coloca em risco agricultura na Espanha

Vários países passam, nos últimos meses, por ondas de calor recorde e cientistas alertam que a humanidade terá dificuldades de se adaptar.

A Espanha registrou um recorde absoluto de temperatura para o mês de abril, com 38,8°C em Córdoba (sul), de acordo com dados publicados pela agência meteorológica espanhola Aemet.

Esta temperatura, registrada na estação meteorológica do aeroporto da cidade, foi a temperatura recorde na Espanha continental para um mês de abril, de acordo com publicação da Aemet no Twitter.

As temperaturas são, em média, 10° a 15° superiores ao normal desta época do ano. O recorde anterior foi registrado no país em 2011, em Elche (leste), com 38,6°C.

As altas temperaturas levam a Espanha a tomar medidas excepcionais. Em Madri, as autoridades preveem mudar os horários escolares; em Barcelona, o número de abrigos climáticos para pessoas vulneráveis será aumentado e as cidades de Cádiz e Almeria limitam os horários de trabalho apenas pela manhã no setor da construção.

Os profissionais de saúde também alertam para os riscos de doenças, principalmente cardiovasculares.

Além das temperaturas, a Espanha, que exporta uma grande parte de sua produção agrícola para o resto da Europa, enfrenta uma seca catastrófica que preocupa agricultores e autoridades.

Segundo o Coag, principal sindicato de agricultores, 60% das terras agrícolas espanholas estão secas pela falta de chuva atualmente. A situação também favorece incêndios e levou o governo a lançar, de maneira antecipada, sua campanha de vigilância em possíveis focos.

Onda de calor coloca em risco agricultura na Espanha e poderia se alastrar à França (msn.com). Adaptado.
A Espanha atravessa uma onda de calor e seca que coloca em risco a agricultura do país. França teme que as altas temperaturas atravessem a fronteira, cheguem ao sul do país e piorem a falta de chuvas que atinge a região.
Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto base.
Alternativas
Q2189762 Português
Onda de calor coloca em risco agricultura na Espanha

Vários países passam, nos últimos meses, por ondas de calor recorde e cientistas alertam que a humanidade terá dificuldades de se adaptar.

A Espanha registrou um recorde absoluto de temperatura para o mês de abril, com 38,8°C em Córdoba (sul), de acordo com dados publicados pela agência meteorológica espanhola Aemet.

Esta temperatura, registrada na estação meteorológica do aeroporto da cidade, foi a temperatura recorde na Espanha continental para um mês de abril, de acordo com publicação da Aemet no Twitter.

As temperaturas são, em média, 10° a 15° superiores ao normal desta época do ano. O recorde anterior foi registrado no país em 2011, em Elche (leste), com 38,6°C.

As altas temperaturas levam a Espanha a tomar medidas excepcionais. Em Madri, as autoridades preveem mudar os horários escolares; em Barcelona, o número de abrigos climáticos para pessoas vulneráveis será aumentado e as cidades de Cádiz e Almeria limitam os horários de trabalho apenas pela manhã no setor da construção.

Os profissionais de saúde também alertam para os riscos de doenças, principalmente cardiovasculares.

Além das temperaturas, a Espanha, que exporta uma grande parte de sua produção agrícola para o resto da Europa, enfrenta uma seca catastrófica que preocupa agricultores e autoridades.

Segundo o Coag, principal sindicato de agricultores, 60% das terras agrícolas espanholas estão secas pela falta de chuva atualmente. A situação também favorece incêndios e levou o governo a lançar, de maneira antecipada, sua campanha de vigilância em possíveis focos.

Onda de calor coloca em risco agricultura na Espanha e poderia se alastrar à França (msn.com). Adaptado.
Algumas cidades da Espanha tiveram que tomar providências para não sofrer ainda mais com o calor excessivo.
As cidades espanholas que tomaram medidas excepcionais devido às altas temperaturas foram:
Alternativas
Q2189611 Português
A partir da leitura atenta do texto "Vidro bioativo poderá tratar câncer ósseo", analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Foi o desejo antigo de ser cientista e pesquisar sobre o câncer que exclusivamente possibilitou as descobertas de Geovana Lira Santana.
(__)A pesquisadora adicionou manganitas de lantânio dopadas ao F18 e esse compósito foi patenteado pela UFSCAR em 2015.
(__)Além de criar um ambiente favorável à regeneração do osso, o compósito criado por Santana proporciona a formação do tecido.
(__)O próximo passo da pesquisa é o de testes dentro dos corpos de seres humanos, por meio de estudos in vitro.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q2189609 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Vidro bioativo poderá tratar câncer ósseo

A engenheira de materiais paraibana Geovana Lira Santana conheceu as propriedades do F18, um vidro bioativo capaz de estimular a regeneração óssea, ao chegar à Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) para fazer mestrado. Viu no novo material a possibilidade de realizar o desejo antigo de virar cientista e fazer pesquisas sobre câncer. A partir do F18, uma criação do Laboratório de Materiais Vítreos (LaMaV), do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da UFSCar, Santana trabalhou no desenvolvimento de um compósito com partículas magnéticas para tratar câncer ósseo.

Com a colaboração do Centro de Pesquisa, Educação e Inovação em Vidros (CeRTEV) e do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), dois Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiados pela FAPESP, Santana desenvolveu um novo material para ser aplicado como enxerto no osso afetado por câncer. À matriz vítrea formada pelo vidro bioativo (ou biovidro) F18, patenteado pela UFSCar em 2015, ela incorporou manganitas de lantânio dopadas, ou seja, enriquecidas com estrôncio, um material que aquece quando exposto a um campo magnético alternado externo.

O resultado foi um compósito - material formado por dois ou mais componentes com propriedades complementares ou superiores às dos itens que lhe deram origem - com dupla função. A primeira é o combate às células tumorais pelo aquecimento controlado das partículas magnéticas; a segunda é a regeneração do tecido ósseo, em razão da capacidade de osteoindução do biovidro. "O vidro bioativo libera íons que alteram o pH do meio, estimulando a proliferação de células ósseas. Ele não apenas cria um ambiente favorável à regeneração do osso, como fazem os substitutos ósseos disponíveis no mercado, mas também promove a formação de tecido", resume a pesquisadora, que hoje faz doutorado no mesmo departamento. Além disso, o biovidro F18 tem forte ação bactericida, que dificulta infecções no pós-cirúrgico.

Iniciado em 2018, o projeto teve a orientação do engenheiro de materiais Edgar Dutra Zanotto, coordenador do LaMaV e do CeRTEV, e colaboração do professor do DEMa Murilo Crovace. Os resultados preliminares, publicados no periódico científico Materials em 2022, são promissores.

Outra característica relevante do novo material é que ele pode ser aquecido até no máximo 45 graus Celsius (ºC). Dessa forma, evita-se o superaquecimento do local e danos a células sadias vizinhas ao tumor. Em testes laboratoriais, as partículas magnéticas do compósito chegaram a 40ºC em poucos minutos ao serem submetidas a um campo magnético externo.

 "É uma temperatura bem próxima à ideal para o tratamento do tumor, por volta de 43 °C", conta Santana. "A formação de uma camada de hidroxicarbonato apatita, naturalmente presente no osso humano, permite a ligação do compósito com o tecido ósseo", explica a pesquisadora. Além de buscar os níveis ideais de aquecimento, as próximas etapas do projeto compreendem a realização de testes in vitro e estudos clínicos, ainda sem data prevista. Um pedido de patente do compósito foi depositado em 2021.

O médico radiologista Marcos Roberto de Menezes, coordenador da área de radiologia e intervenção guiada por imagem do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), avalia que, uma vez validado por estudos clínicos, o novo material poderá trazer boas perspectivas ao tratamento oncológico. Menezes é especialista no tratamento de câncer por termoablação, técnica que consiste na inserção de agulhas guiadas por imagem para destruição da célula tumoral por aumento de temperatura ou congelamento.

Retirado e adaptado de: TUNES, Suzel. Vidro bioativo poderá tratar câncer ósseo. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: seoo s://revistapesquisa.fapesp.br/vidro-bioativo-podera-tratar-cancer-osseo/ Acesso em: 05 mai., 2023.
A respeito do texto "Vidro bioativo poderá tratar câncer ósseo", analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. O compósito criado por Santana apresenta características diferentes e/ou complementares ao F18, o biovidro patenteado pela UFSCAR.
PORQUE
II. Os estudos passarão a novas fases e, a partir da validação específica por estudos in vitro, o compósito trará novas perspectivas ao tratamento oncológico.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Q2189602 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Vidro bioativo poderá tratar câncer ósseo

A engenheira de materiais paraibana Geovana Lira Santana conheceu as propriedades do F18, um vidro bioativo capaz de estimular a regeneração óssea, ao chegar à Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) para fazer mestrado. Viu no novo material a possibilidade de realizar o desejo antigo de virar cientista e fazer pesquisas sobre câncer. A partir do F18, uma criação do Laboratório de Materiais Vítreos (LaMaV), do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da UFSCar, Santana trabalhou no desenvolvimento de um compósito com partículas magnéticas para tratar câncer ósseo.

Com a colaboração do Centro de Pesquisa, Educação e Inovação em Vidros (CeRTEV) e do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), dois Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiados pela FAPESP, Santana desenvolveu um novo material para ser aplicado como enxerto no osso afetado por câncer. À matriz vítrea formada pelo vidro bioativo (ou biovidro) F18, patenteado pela UFSCar em 2015, ela incorporou manganitas de lantânio dopadas, ou seja, enriquecidas com estrôncio, um material que aquece quando exposto a um campo magnético alternado externo.

O resultado foi um compósito - material formado por dois ou mais componentes com propriedades complementares ou superiores às dos itens que lhe deram origem - com dupla função. A primeira é o combate às células tumorais pelo aquecimento controlado das partículas magnéticas; a segunda é a regeneração do tecido ósseo, em razão da capacidade de osteoindução do biovidro. "O vidro bioativo libera íons que alteram o pH do meio, estimulando a proliferação de células ósseas. Ele não apenas cria um ambiente favorável à regeneração do osso, como fazem os substitutos ósseos disponíveis no mercado, mas também promove a formação de tecido", resume a pesquisadora, que hoje faz doutorado no mesmo departamento. Além disso, o biovidro F18 tem forte ação bactericida, que dificulta infecções no pós-cirúrgico.

Iniciado em 2018, o projeto teve a orientação do engenheiro de materiais Edgar Dutra Zanotto, coordenador do LaMaV e do CeRTEV, e colaboração do professor do DEMa Murilo Crovace. Os resultados preliminares, publicados no periódico científico Materials em 2022, são promissores.

Outra característica relevante do novo material é que ele pode ser aquecido até no máximo 45 graus Celsius (ºC). Dessa forma, evita-se o superaquecimento do local e danos a células sadias vizinhas ao tumor. Em testes laboratoriais, as partículas magnéticas do compósito chegaram a 40ºC em poucos minutos ao serem submetidas a um campo magnético externo.

 "É uma temperatura bem próxima à ideal para o tratamento do tumor, por volta de 43 °C", conta Santana. "A formação de uma camada de hidroxicarbonato apatita, naturalmente presente no osso humano, permite a ligação do compósito com o tecido ósseo", explica a pesquisadora. Além de buscar os níveis ideais de aquecimento, as próximas etapas do projeto compreendem a realização de testes in vitro e estudos clínicos, ainda sem data prevista. Um pedido de patente do compósito foi depositado em 2021.

O médico radiologista Marcos Roberto de Menezes, coordenador da área de radiologia e intervenção guiada por imagem do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), avalia que, uma vez validado por estudos clínicos, o novo material poderá trazer boas perspectivas ao tratamento oncológico. Menezes é especialista no tratamento de câncer por termoablação, técnica que consiste na inserção de agulhas guiadas por imagem para destruição da célula tumoral por aumento de temperatura ou congelamento.

Retirado e adaptado de: TUNES, Suzel. Vidro bioativo poderá tratar câncer ósseo. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: seoo s://revistapesquisa.fapesp.br/vidro-bioativo-podera-tratar-cancer-osseo/ Acesso em: 05 mai., 2023.
A respeito da coesão textual em "Vidro bioativo poderá tratar câncer ósseo", analise as afirmações a seguir:
I."Santana" e "a pesquisadora" são termos catafóricos usados para retomar o referente "Geovana Lira Santana" ao longo do texto.
II.No trecho "Outra característica relevante do novo material é que ele pode ser aquecido até no máximo 45 graus Celsius (oC)", a expressão "novo material" se refere ao compósito criado por Santana.
III.No trecho " É uma temperatura bem próxima à ideal para o tratamento do tumor, por volta de 43 °C', conta Santana", podemos dizer que ocorreu uma anáfora por elipse, na qual fica subtendida a temperatura de 40ºC, indicada no parágrafo anterior.
É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q2189546 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

OMS declara que Covid-19 não é mais uma emergência internacional

A doença, contudo, segue como um problema de saúde contínuo - que deverá ser acompanhada de perto por todos os países.

Em um comunicado publicado em 05 de maio de 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não vai mais enquadrar a Covid-19 como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), sua maior forma de alerta. Essa classificação foi feita há mais de três anos, em 30 de janeiro de 2020.

A decisão veio após a 15a reunião do comitê de emergência voltado à Covid da OMS, realizado em 04 de maio. De acordo com os especialistas do órgão, faz mais de um ano que o número de casos da doença está em queda. A imunidade da população (por meio de vacinas e da exposição ao coronavírus) cresceu, enquanto a taxa de mortalidade e a pressão nos sistemas de saúde ao redor do mundo diminuíram.

"Essa tendência permitiu que a maioria dos países voltasse à vida como a conhecíamos antes da Covid", disse Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça.

Em 30 de janeiro deste ano, quando o anúncio de emergência completou três anos, a OMS disse que ainda não era hora de rever a classificação. O principal motivo era a onda de infecções na China no final de 2022, quando o país relaxou as suas medidas para evitar casos.

Adhanom, contudo, declarou na época que esperava ver o fim da emergência ainda em 2023.

Os próximos passos

A OMS espera que algumas medidas sejam flexibilizadas - ela aconselha, por exemplo, que países não exijam mais comprovantes de vacinação da Covid como pré-requisito para viagens internacionais. Mas isso não significa que a doença ainda não seja uma ameaça à saúde global. Em abril, houve 2,8 milhões de casos pelo mundo - e mais de 17 mil mortes. Para a OMS, apesar da retirada da classificação de ESPII, a Covid-19 ainda é uma pandemia (termo que se refere à disseminação mundial de uma doença) - e ainda deve demorar para deixar de ser.

O que fazer, então? Eis algumas orientações que os países devem seguir, segundo a OMS:

-Entender como melhorar a prontidão do país para futuros surtos;

-Atualizar os planos de preparação para pandemias de patógenos respiratórios;

-Integrar a vacinação contra Covid no calendário de imunização;

-Manter a Covid sob vigilância. Ou seja: atualizar dados sobre mortalidade, morbidade e acompanhar o surgimento de variantes do vírus Sars-CoV-2. Tudo, claro, deve ser reportado à OMS.

-Apoiar o desenvolvimento de novos imunizantes.

Retirado e adaptado de: BATTAGLIA, Rafael. OMS declara que Covid-19 não é mais uma emergência internacional. Superinteressante. Disponível em: umma-eemmergennca--intenacciona/ /oms-declara-que-covid-19-nao-e-mais-uma-emergencia-internacional/ Acesso em 07 mai., 2023.
A respeito do texto "OMS declara que Covid-19 não é mais uma emergência internacional", analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A Organização Mundial da Saúde decidiu que a Covid-19 não tem mais caráter pandêmico.
PORQUE
II. Os países ainda devem assumir posturas de prevenção à doença, com ações como o apoio à imunização e o monitoramento dos casos da doença.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Q2189542 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

OMS declara que Covid-19 não é mais uma emergência internacional

A doença, contudo, segue como um problema de saúde contínuo - que deverá ser acompanhada de perto por todos os países.

Em um comunicado publicado em 05 de maio de 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não vai mais enquadrar a Covid-19 como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), sua maior forma de alerta. Essa classificação foi feita há mais de três anos, em 30 de janeiro de 2020.

A decisão veio após a 15a reunião do comitê de emergência voltado à Covid da OMS, realizado em 04 de maio. De acordo com os especialistas do órgão, faz mais de um ano que o número de casos da doença está em queda. A imunidade da população (por meio de vacinas e da exposição ao coronavírus) cresceu, enquanto a taxa de mortalidade e a pressão nos sistemas de saúde ao redor do mundo diminuíram.

"Essa tendência permitiu que a maioria dos países voltasse à vida como a conhecíamos antes da Covid", disse Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça.

Em 30 de janeiro deste ano, quando o anúncio de emergência completou três anos, a OMS disse que ainda não era hora de rever a classificação. O principal motivo era a onda de infecções na China no final de 2022, quando o país relaxou as suas medidas para evitar casos.

Adhanom, contudo, declarou na época que esperava ver o fim da emergência ainda em 2023.

Os próximos passos

A OMS espera que algumas medidas sejam flexibilizadas - ela aconselha, por exemplo, que países não exijam mais comprovantes de vacinação da Covid como pré-requisito para viagens internacionais. Mas isso não significa que a doença ainda não seja uma ameaça à saúde global. Em abril, houve 2,8 milhões de casos pelo mundo - e mais de 17 mil mortes. Para a OMS, apesar da retirada da classificação de ESPII, a Covid-19 ainda é uma pandemia (termo que se refere à disseminação mundial de uma doença) - e ainda deve demorar para deixar de ser.

O que fazer, então? Eis algumas orientações que os países devem seguir, segundo a OMS:

-Entender como melhorar a prontidão do país para futuros surtos;

-Atualizar os planos de preparação para pandemias de patógenos respiratórios;

-Integrar a vacinação contra Covid no calendário de imunização;

-Manter a Covid sob vigilância. Ou seja: atualizar dados sobre mortalidade, morbidade e acompanhar o surgimento de variantes do vírus Sars-CoV-2. Tudo, claro, deve ser reportado à OMS.

-Apoiar o desenvolvimento de novos imunizantes.

Retirado e adaptado de: BATTAGLIA, Rafael. OMS declara que Covid-19 não é mais uma emergência internacional. Superinteressante. Disponível em: umma-eemmergennca--intenacciona/ /oms-declara-que-covid-19-nao-e-mais-uma-emergencia-internacional/ Acesso em 07 mai., 2023.
Após a leitura atenta do texto "OMS declara que Covid-19 não é mais uma emergência internacional", analise as afirmações a seguir:
I.Segundo o texto, a OMS declarou o fim da pandemia de Covid-19.
II.Embora a situação mais crítica já tenha passado, existe uma série de precauções que os países ainda devem continuar tomando no que diz respeito à Covid-19.
III.A decisão de declarar a Covid-19 como não sendo mais uma emergência internacional foi motivada pela queda no número de casos e mortes causadas pela doença e pelo aumento da imunização ao redor do mundo.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q2189278 Português
Considerar o excerto:
“O vento que batia na praça era típico de fim de outono/ e eu era uma menina/ me despedindo/ lentamente/ da própria infância/ brincando, mas sentindo/ o peso da culpa por ainda brincar, o ideal seria/ estar tomando um banho/ com bucha/ depois passar perfume/ no corpo/ pintar as unhas/ para então me vestir como se fosse uma ocasião especial”
Assinalar a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o título e a autora da obra citada:

Alternativas
Q2189277 Português
Considerando-se o ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 
(1) Formas arcaicas. (2) Erros. (3) Concepção de criança e de língua.
(_) Análises um pouco cuidadosas mostram que alunos acertam mais do que se equivocam, que os enganos são em geral hipóteses significativas, o que significa que a substituição de uma hipótese por outra elimina muito mais lapsos do que regras erradas. (_) Haveria muitas vantagens no ensino de português se a escola tivesse como padrão ideal de língua a ser atingido pelos alunos algo como a escrita dos jornais ou dos textos científicos, ao invés de ter como modelo a literatura antiga. (_) Todos nós podemos ver diariamente que as crianças são bem-sucedidas no aprendizado das regras necessárias para falar. A evidência é que falam. Se as línguas são sistemas complexos e as crianças as aprendem, de uma coisa podemos ter certeza: elas não são incapazes.
Alternativas
Q2189275 Português
Sobre a teoria literária, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2189273 Português
 Sobre a filosofia da linguagem, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2189272 Português
Como pode ser definido o contexto de produção textual?
Alternativas
Q2189271 Português
No século XIX, a linguística desenvolvia-se numa perspectiva histórica. Nesse sentido, os estudos realizados imprimiram ao século subsequente um compilado de conhecimentos teóricos que seriam incorporados por Saussure. Dentre esses conhecimentos, encontram-se fundamentalmente os seguintes:
A língua é uma ____________, e não um organismo natural. A língua é um sistema de signos _____________. A língua é uma _________ com história.
Assinalar a alternativa que preenche as lacunas acima CORRETAMENTE:

Alternativas
Q2189205 Português

O Sistema de Bandeiras Tarifárias sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. Para tanto, as cores das Bandeiras (verde, amarela ou vermelha) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade.

O sistema, implantado em 2015, é uma forma diferente de apresentar um custo que já estava na conta de energia, mas que geralmente passava despercebido. Não existe, portanto, um novo custo, mas um sinal de preço que aponta para o consumidor o custo real da geração no momento em que ele está consumindo a energia, dando a oportunidade de _________ seu consumo, se assim desejar.

Com as Bandeiras, a conta de luz fica mais transparente, e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estima que, desde que as bandeiras foram criadas, geraram uma economia de R$ 4 bilhões aos consumidores de todo o país.

As bandeiras dão transparência ao custo real da energia e permitem ao consumidor se programar e ter um consumo mais consciente. Antes, ele não sabia que a energia estava mais cara. Agora, ele sabe e pode se programar. Se a bandeira está vermelha, ele sabe que é conveniente ____________, ter um consumo mais consciente e evitar o desperdício de água e de energia.


(Fonte: gov.br - adaptado.)

De acordo com as informações do texto, assinalar a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q2189111 Português
Brasil assume protagonismo na discussão sobre o uso do grafeno

Inmetro amplia debate e Grupo de Trabalho apresenta importantes avanços

Foi realizada em 24 de março de 2023, com transmissão online, a primeira reunião de 2023 do Fórum Grafeno Inmetro, grupo de trabalho formado por especialistas para discutir de forma geral as aplicações do grafeno, um dos materiais mais pesquisados do mundo, que irá revolucionar a indústria nos próximos anos. O encontro representa um marco para o país, com impacto em diversos setores da indústria brasileira, que passa a contar com apoio do Instituto para utilização do material em seus produtos.

Joyce Araujo, pesquisadora da Divisão de Metrologia de Materiais, do Inmetro, abriu as manhãs de discussão, que reuniu grandes players do mercado, entre empresários, academia, cientistas e estudiosos. "A discussão é importante para propiciarmos a confiança que as empresas e indústria precisam, a começar pela normalização, e seguirmos com a agenda do grafeno, como a caracterização e as questões tarifárias", comentou.

Diego Piazza, da UCS Graphene, apresentou os "aspectos tributários, envolvendo a comercialização de produtos à base de grafeno", quando ele expôs o passo a passo do percurso para viabilizar a comercialização do produto dentro de bases tributárias seguras. "Classificado como grafite artificial, passíveis de tributação desde que em matéria prima majoritária", comentou.

Segundo Marco Colósio, da General Motors, o Brasil tem a oportunidade de liderar uma discussão global, que já é muito forte na Inglaterra e começa a ganhar corpo na China, e ter um diferencial competitivo internacional.

Primeira norma em 2023 - O pesquisador do Inmetro, Erlon Ferreira, traçou um panorama da normalização no país, e destacou a importância da primeira norma brasileira sobre caracterização de grafeno (ABNT ISO/TS 21356-1), publicada em 2023, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para a homologação de produtos à base de grafeno. Foram discutidas, ainda, a "Rede de apoio em inovação para produção e controle de qualidade industrial em aplicações de grafeno", por Oleksii Kuznetsov e "Metrologia de grafenos para a indústria", apresentação de Luis Gustavo Cançado (UFMG) e Cassiano Rabelo (FabNS).

Foi apresentada, também, uma iniciativa inovadora: a "Fabricação de um resistor padrão a partir de masterbatches poliméricos baseados em grafeno e nanotubos de carbono aplicados a dispositivos e sensores de termoplásticos, termofixos e elastômeros", por Claudemir Gracino, da Skintech Tecnologia & Comércio Ltda.

Por fim, foi apresentado o Projeto Inova Grafeno, que prevê o "desenvolvimento de material de referência de óxido de grafeno para certificação de produtos industriais" e definido um calendário de ações e reuniões no ano.

Mas o que, afinal, é grafeno? O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono, assim como o diamante, o grafite, os nanotubos de carbono e fulerenos. O termo grafeno foi proposto como uma combinação de grafite e o sufixo -eno por Hanns-Peter Boehm. Foi ele quem descreveu as folhas de carbono em 1962.

Retirado e Adaptado de: MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Brasil assume
protagonismo na discussão sobre o uso do grafeno. Gov.Br. Disponível
em: summe--ppoagonismmoo-n-discusssaao-sobbeeooussodoo-gafen
oo
cias/brasil-assume-protagonismo-na-discussao-sobre-o-uso-do-grafeno
Acesso em: 06 mai., 2023.

A partir da leitura do texto "Brasil assume protagonismo na discussão sobre o uso do grafeno", analise as afirmações a seguir:
I.Uma das principais preocupações do grupo de trabalho mencionado no texto é a normalização do uso do grafeno.
II.Outro aspecto bastante importante, objeto de discussão no Fórum, é a tributação sobre o elemento e os produtos criados a partir deste.
III.A temática do grafeno é muito importante para o Brasil, pois atualmente ele é o único país que tem investido no material.
IV.Foi divulgada no Fórum, com exclusividade, a primeira norma brasileira relativa ao grafeno: a ABNT ISO/TS 21356-1.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q2189104 Português
Brasil assume protagonismo na discussão sobre o uso do grafeno

Inmetro amplia debate e Grupo de Trabalho apresenta importantes avanços

Foi realizada em 24 de março de 2023, com transmissão online, a primeira reunião de 2023 do Fórum Grafeno Inmetro, grupo de trabalho formado por especialistas para discutir de forma geral as aplicações do grafeno, um dos materiais mais pesquisados do mundo, que irá revolucionar a indústria nos próximos anos. O encontro representa um marco para o país, com impacto em diversos setores da indústria brasileira, que passa a contar com apoio do Instituto para utilização do material em seus produtos.

Joyce Araujo, pesquisadora da Divisão de Metrologia de Materiais, do Inmetro, abriu as manhãs de discussão, que reuniu grandes players do mercado, entre empresários, academia, cientistas e estudiosos. "A discussão é importante para propiciarmos a confiança que as empresas e indústria precisam, a começar pela normalização, e seguirmos com a agenda do grafeno, como a caracterização e as questões tarifárias", comentou.

Diego Piazza, da UCS Graphene, apresentou os "aspectos tributários, envolvendo a comercialização de produtos à base de grafeno", quando ele expôs o passo a passo do percurso para viabilizar a comercialização do produto dentro de bases tributárias seguras. "Classificado como grafite artificial, passíveis de tributação desde que em matéria prima majoritária", comentou.

Segundo Marco Colósio, da General Motors, o Brasil tem a oportunidade de liderar uma discussão global, que já é muito forte na Inglaterra e começa a ganhar corpo na China, e ter um diferencial competitivo internacional.

Primeira norma em 2023 - O pesquisador do Inmetro, Erlon Ferreira, traçou um panorama da normalização no país, e destacou a importância da primeira norma brasileira sobre caracterização de grafeno (ABNT ISO/TS 21356-1), publicada em 2023, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para a homologação de produtos à base de grafeno. Foram discutidas, ainda, a "Rede de apoio em inovação para produção e controle de qualidade industrial em aplicações de grafeno", por Oleksii Kuznetsov e "Metrologia de grafenos para a indústria", apresentação de Luis Gustavo Cançado (UFMG) e Cassiano Rabelo (FabNS).

Foi apresentada, também, uma iniciativa inovadora: a "Fabricação de um resistor padrão a partir de masterbatches poliméricos baseados em grafeno e nanotubos de carbono aplicados a dispositivos e sensores de termoplásticos, termofixos e elastômeros", por Claudemir Gracino, da Skintech Tecnologia & Comércio Ltda.

Por fim, foi apresentado o Projeto Inova Grafeno, que prevê o "desenvolvimento de material de referência de óxido de grafeno para certificação de produtos industriais" e definido um calendário de ações e reuniões no ano.

Mas o que, afinal, é grafeno? O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono, assim como o diamante, o grafite, os nanotubos de carbono e fulerenos. O termo grafeno foi proposto como uma combinação de grafite e o sufixo -eno por Hanns-Peter Boehm. Foi ele quem descreveu as folhas de carbono em 1962.

Retirado e Adaptado de: MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Brasil assume
protagonismo na discussão sobre o uso do grafeno. Gov.Br. Disponível
em: summe--ppoagonismmoo-n-discusssaao-sobbeeooussodoo-gafen
oo
cias/brasil-assume-protagonismo-na-discussao-sobre-o-uso-do-grafeno
Acesso em: 06 mai., 2023.

A respeito dos sentidos e significados dos vocábulos no texto "Brasil assume protagonismo na discussão sobre o uso do grafeno", analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. No trecho "A discussão é importante para propiciarmos a confiança que as empresas e indústria precisam, a começar pela normalização , e seguirmos com a agenda do grafeno, como a caracterização e as questões tarifárias", a palavra em destaque tem relação com a normatização.
PORQUE
II. Normatização é o ato de criar normas e normalização diz respeito a colocar essas normas em prática.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Q2189103 Português
Brasil assume protagonismo na discussão sobre o uso do grafeno

Inmetro amplia debate e Grupo de Trabalho apresenta importantes avanços

Foi realizada em 24 de março de 2023, com transmissão online, a primeira reunião de 2023 do Fórum Grafeno Inmetro, grupo de trabalho formado por especialistas para discutir de forma geral as aplicações do grafeno, um dos materiais mais pesquisados do mundo, que irá revolucionar a indústria nos próximos anos. O encontro representa um marco para o país, com impacto em diversos setores da indústria brasileira, que passa a contar com apoio do Instituto para utilização do material em seus produtos.

Joyce Araujo, pesquisadora da Divisão de Metrologia de Materiais, do Inmetro, abriu as manhãs de discussão, que reuniu grandes players do mercado, entre empresários, academia, cientistas e estudiosos. "A discussão é importante para propiciarmos a confiança que as empresas e indústria precisam, a começar pela normalização, e seguirmos com a agenda do grafeno, como a caracterização e as questões tarifárias", comentou.

Diego Piazza, da UCS Graphene, apresentou os "aspectos tributários, envolvendo a comercialização de produtos à base de grafeno", quando ele expôs o passo a passo do percurso para viabilizar a comercialização do produto dentro de bases tributárias seguras. "Classificado como grafite artificial, passíveis de tributação desde que em matéria prima majoritária", comentou.

Segundo Marco Colósio, da General Motors, o Brasil tem a oportunidade de liderar uma discussão global, que já é muito forte na Inglaterra e começa a ganhar corpo na China, e ter um diferencial competitivo internacional.

Primeira norma em 2023 - O pesquisador do Inmetro, Erlon Ferreira, traçou um panorama da normalização no país, e destacou a importância da primeira norma brasileira sobre caracterização de grafeno (ABNT ISO/TS 21356-1), publicada em 2023, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para a homologação de produtos à base de grafeno. Foram discutidas, ainda, a "Rede de apoio em inovação para produção e controle de qualidade industrial em aplicações de grafeno", por Oleksii Kuznetsov e "Metrologia de grafenos para a indústria", apresentação de Luis Gustavo Cançado (UFMG) e Cassiano Rabelo (FabNS).

Foi apresentada, também, uma iniciativa inovadora: a "Fabricação de um resistor padrão a partir de masterbatches poliméricos baseados em grafeno e nanotubos de carbono aplicados a dispositivos e sensores de termoplásticos, termofixos e elastômeros", por Claudemir Gracino, da Skintech Tecnologia & Comércio Ltda.

Por fim, foi apresentado o Projeto Inova Grafeno, que prevê o "desenvolvimento de material de referência de óxido de grafeno para certificação de produtos industriais" e definido um calendário de ações e reuniões no ano.

Mas o que, afinal, é grafeno? O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono, assim como o diamante, o grafite, os nanotubos de carbono e fulerenos. O termo grafeno foi proposto como uma combinação de grafite e o sufixo -eno por Hanns-Peter Boehm. Foi ele quem descreveu as folhas de carbono em 1962.

Retirado e Adaptado de: MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Brasil assume
protagonismo na discussão sobre o uso do grafeno. Gov.Br. Disponível
em: summe--ppoagonismmoo-n-discusssaao-sobbeeooussodoo-gafen
oo
cias/brasil-assume-protagonismo-na-discussao-sobre-o-uso-do-grafeno
Acesso em: 06 mai., 2023.

Analise o trecho a seguir retirado de "Brasil assume protagonismo na discussão sobre o uso do grafeno", considerando as relações coesivas estabelecidas:
Foi realizada em 24 de março de 2023, com transmissão online, a primeira reunião de 2023 do Fórum Grafeno Inmetro, grupo de trabalho formado por especialistas para discutir de forma geral as aplicações do grafeno, um dos materiais mais pesquisados do mundo, que irá revolucionar a indústria nos próximos anos. O encontro representa um marco para o país, com impacto em diversos setores da indústria brasileira, que passa a contar com apoio do Instituto para utilização do material em seus produtos.
Agora, analise as afirmações a seguir:
I.No trecho, "o encontro" está retomando a reunião de 24 de março de 2023.
II.A palavra "Instituto" retoma o Fórum Grafeno.
III.A expressão "do material" diz respeito ao grafeno.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
10681: A
10682: A
10683: A
10684: A
10685: D
10686: C
10687: B
10688: E
10689: D
10690: D
10691: B
10692: C
10693: D
10694: C
10695: B
10696: D
10697: B
10698: A
10699: E
10700: C