Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2251558 Português
Texto para responder a questão. Leia-o atentamente. 

A força do voluntariado

   Os problemas do mundo seriam ainda maiores e difíceis de resolver se não fosse a atuação firme de um numeroso grupo de pessoas que consagra parte de seu tempo e de sua energia para atividades não remuneradas, voluntárias, em favor de alguma causa, de algum projeto de alcance social ou ambiental.
   No Brasil, pesquisa do Ibope encomendada pela Rede Brasil Voluntário revelou que 25% da população já participou ou participa de alguma ação voluntária. A maioria dos voluntários é do sexo feminino (53%), tem 39 anos de idade (22%), pertence à classe C (43%), está empregada (67%), tem filhos (62%) e realiza atividades associadas a instituições religiosas (67%).
   Cinco por cento dos que se dizem voluntários (2,4 milhões de pessoas) doam cinco horas de trabalho por mês. Se fôssemos medir a importância dessa mão de obra voluntária na economia, estabelecendo o valor de apenas R$ 20,00 para cada hora de serviço doado, a soma dessas horas totalizaria aproximadamente R$ 2,8 bilhões. Essa seria a expressão monetária de um trabalho que faz a diferença em favor de diversos movimentos.
(TRIGUEIRO, André. Cidades e soluções: como construir uma sociedade sustentável. Rio de Janeiro: LeYa, 2017. Fragmento.)
Considerando os três parágrafos que constituem o texto apresentado, pode-se afirmar que há um posicionamento explícito do enunciador nos: 
Alternativas
Q2251557 Português
Texto para responder a questão. Leia-o atentamente. 

A força do voluntariado

   Os problemas do mundo seriam ainda maiores e difíceis de resolver se não fosse a atuação firme de um numeroso grupo de pessoas que consagra parte de seu tempo e de sua energia para atividades não remuneradas, voluntárias, em favor de alguma causa, de algum projeto de alcance social ou ambiental.
   No Brasil, pesquisa do Ibope encomendada pela Rede Brasil Voluntário revelou que 25% da população já participou ou participa de alguma ação voluntária. A maioria dos voluntários é do sexo feminino (53%), tem 39 anos de idade (22%), pertence à classe C (43%), está empregada (67%), tem filhos (62%) e realiza atividades associadas a instituições religiosas (67%).
   Cinco por cento dos que se dizem voluntários (2,4 milhões de pessoas) doam cinco horas de trabalho por mês. Se fôssemos medir a importância dessa mão de obra voluntária na economia, estabelecendo o valor de apenas R$ 20,00 para cada hora de serviço doado, a soma dessas horas totalizaria aproximadamente R$ 2,8 bilhões. Essa seria a expressão monetária de um trabalho que faz a diferença em favor de diversos movimentos.
(TRIGUEIRO, André. Cidades e soluções: como construir uma sociedade sustentável. Rio de Janeiro: LeYa, 2017. Fragmento.)
É possível afirmar que são informações utilizadas como argumento relacionado ao título apresentado o fato de que:
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Q2251555 Português
LÍNGUA PORTUGUESA

Texto para responder a questão. Leia-o atentamente.

Planeta Atitude

   A passagem do século XIX para o século XX foi marcada por um sentimento de enorme esperança, baseada nas conquistas tecnológicas sem precedentes da Revolução Industrial e nas maravilhosas invenções daquela época.
   Historiadores registram que o senso comumera o de que, no novo século, seria possível resolver os principais problemas da Humanidade apenas e tão somente com ciência e tecnologia.
   O “novo século” já terminou, e deixou como legado um espetacular avanço tecnológico sem que tenhamos resolvido alguns graves problemas civilizatórios, que antecedem a própria Revolução Industrial.
   Fome, miséria, pobreza, consumismo, destruição ambiental, corrida armamentista, entre outros problemas, nos desafiam a buscar soluções que vão além da tecnologia. Mais do que nunca, é tempo de trabalharmos para um projeto coletivo de civilização, que seja inspirado na cultura de paz, tolerância, igualdade, respeito à diversidade e no espírito comunitário. Um projeto onde não haverá mais espaço para uma relação predatória do homem com a natureza, como a que nos acostumamos a ter no mundo moderno.
   Essa mudança civilizatória já está acontecendo, ainda que em uma extensão e velocidade menor do que desejaríamos. [...]
(TRIGUEIRO, André. Cidades e soluções: como construir uma sociedade sustentável. Rio de Janeiro: LeYa, 2017. Fragmento.)

Considerando o contexto apresentado, pode-se afirmar que o título dado ao texto: 
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Q2250822 Português
Uma das técnicas narrativas mais comuns é a do suspense, produzido pelo retardamento proposital de informações.
Assinale o segmento de texto que se utiliza da técnica do suspense.
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Q2250821 Português
Um bom texto narrativo inclui o princípio da decorrência, segundo o qual qualquer dado fornecido ao leitor deve apresentar alguma decorrência textual, ou seja, alguma utilidade no texto, cumprindo alguma finalidade.
Assinale a opção que mostra um segmento cuja finalidade textual está adequadamente identificada. 
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Q2250820 Português
Leia a fábula de Esopo, a seguir
“A cigarra passou o verão cantando, enquanto a formiga juntava seus grãos. Quando chegou o inverno, a cigarra veio à casa da formiga para pedir que lhe desse o que comer. A formiga então perguntou a ela: — E o que é que você fez durante todo o verão? — Durante o verão eu cantei — disse a cigarra. E a formiga respondeu: — Muito bem, pois agora dance!”
Nessa pequena narrativa, o acontecimento desequilibrador do estado inicial é:
Alternativas
Q2250819 Português
Leia esse pequeno texto do nosso humorista e escritor Millôr Fernandes:
“O erudito é um mal social dos mais lamentáveis e só um idiota como ele se confundiria com cultura. Já está sendo substituído, nos países desenvolvidos, por centrais cibernéticas de dados. Você necessita uma informação, liga um botão, recebe a informação em dez segundos. Isso libera o cérebro para sua única função digna – pensar –, não se necessitando sobrecarregá-lo com uma cloaca de erudição”.
O conceito de pessoa erudita para esse autor é a de pessoa
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Q2250818 Português
Fernando Pessoa, o grande poeta lusitano, escreveu:
“Como é por dentro outra pessoa? Quem é que o saberá sonhar? A alma de outrem é outro universo, com que não há comunicação possível, com que não há verdadeiro entendimento. Nada sabemos da alma senão da nossa; as dos outros são olhares, são gestos, são palavras, com a suposição de qualquer semelhança no fundo”.
O autor desse texto afirma que
Alternativas
Q2250817 Português
Leia com atenção a seguinte fábula de Esopo:
Um Corvo roubou um queijo e com ele fugiu para o alto de uma árvore. Uma Raposa, ao vê-lo, desejou tomar posse do queijo para comer. Colocou-se ao pé da árvore e começou a louvar a beleza e a graça do Corvo, dizendo: - Com certeza és formoso, gentil e nenhum pássaro poderá ser comparado a ti desde que tu cantes. O Corvo, querendo mostrar-se, abriu o bico para tentar cantar, fazendo o queijo cair. A Raposa abocanhou o petisco e saiu correndo, ficando o Corvo, além de faminto, ciente de sua ignorância”.
Acerca da estrutura narrativa dessa fábula é correto afirmar que
Alternativas
Q2250812 Português
“Muitos autores são ao mesmo tempo seus próprios leitores – à medida que escrevem -, e é por isso que tantos vestígios do leitor aparecem em seus escritos – tantas observações críticas – tanto que pertence à província do leitor e não à do autor”.
O seguinte texto de Machado de Assis exemplifica o que está dito nesse pequeno texto: 
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Q2250811 Português
O escritor inglês Jonathan Swift escreveu:
“Os leitores podem ser divididos em três classes: o superficial, o ignorante e o erudito. Quanto a mim, adapto a minha pena com muita felicidade em prol do gênio e das vantagens de cada um. O leitor superficial será cuidadosamente levado a gargalhar, o que limpa o peito e os pulmões, combate o mau humor e é o mais inocente dos diuréticos. O leitor ignorante (cuja diferença do primeiro é sutil em extremo) vai se descobrir inclinado a olhar fixamente, o que um remédio admirável para olhos cansados, serve para elevar e avivar o espírito, e ajuda de maneira maravilhosa na transpiração. Mas o leitor verdadeiramente erudito, aquele para cujo benefício permaneço acordado enquanto os outros dormem, e adormeço quando eles acordam, encontrará aqui material suficiente para exercitar as suas faculdades especulativas para o resto da vida”.
Quanto à estruturação, o texto mostra
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Q2250810 Português
Observe a frase: “Lembra-te de que as coisas mais belas do mundo são também as mais inúteis: os pavões e os lírios, por exemplo”.
A afirmação adequada sobre os componentes e o sentido desse pensamento é:
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Q2250809 Português
Todas as frases listadas a seguir dizem respeito à beleza.
Assinale a frase que mostra a interpretação corretamente dada.
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Q2250805 Português
Observe a seguinte frase: “Nenhuma opinião, verdadeira ou falsa, mas contrária à opinião dominante e geral, estabeleceu-se no mundo instantaneamente e com base numa demonstração lúcida e palpável, mas à força de repetições e, portanto, de hábito”.
Ao citar uma “demonstração lúcida e palpável”, o autor da frase indica um tipo de argumento, que é
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Q2250797 Português
O filósofo Kant escreveu certa vez: “Não devemos ler escritos sobre a matéria acerca da qual estamos refletindo, do contrário atamos o gênio”.
Essa frase nos diz que
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Q2250796 Português
Observe o seguinte desabafo do filósofo Nietzsche:
“Ah, o quanto me repugna impingir a outro meus pensamentos! Como me alegro de todo estado de ânimo e secreta mudança dentro de mim, em que os pensamentos de outros prevalecem diante dos meus! De vez em quando, porém, há uma festa ainda maior, quando é permitido distribuir seus bens espirituais, à maneira do confessor que se acha sentado no canto, ávido de que um necessitado venha e fale da miséria de seus pensamentos, para que ele possa lhe encher a mão e o coração e aliviar a alma inquieta!”.
Sobre a estrutura e os componentes desse texto, é correto afirmar que
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Q2250795 Português
O filósofo latino Sêneca afirmou no século I d. C.: “O que quer que um outro disser bem, é meu”.
A ideia central dessa frase é 
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Q2250794 Português
O escritor alemão Walter Benjamin escreveu:
“O efeito de uma estrada campestre não é o mesmo quando se caminha por ela ou quando a sobrevoamos de avião. De igual modo, o efeito de um texto não é o mesmo quando ele é lido ou copiado. O passageiro do avião vê apenas como a estrada abre caminho pela paisagem, como ela se desenrola de acordo com o padrão do terreno adjacente. Somente aquele que percorre a estrada a pé se dá conta dos efeitos que ela produz e de como aquela mesma paisagem, que aos olhos de quem a sobrevoa não passa de um terreno indiferenciado, afloram distâncias, belvederes, clareiras, perspectivas a cada nova curva. Apenas o texto copiado produz esse poderoso efeito na alma daquele que dele se ocupa...”. 
Sobre os componentes ou a estrutura desse pequeno texto argumentativo, é correto afirmar que

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Q2250721 Português
Leia o texto para responder à questão

        Quando criança, os meus pais me acordavam com a didática do grito. Não surtindo efeito, iam lá mexer nos meus ombros. Não cumprindo a sua missão ainda, puxavam as minhas cobertas. Na época, não havia celular, muito menos alarme dos aplicativos. Rádio-relógio era caro e ficava na cabeceira dos adultos.
        Eu lutava contra as táticas militares materna e paterna. Procurava uma prorrogação, uma soneca, um adiamento fingindo dormir. Só não resistia à estratégia da avó Elisa. Ela sabia acordar as pessoas, inspirar o sonho de olhos abertos. Tinha PhD do sereno da madrugada e do galo cantando.
         Ela me despertava pelo olfato. Pois não é pelo ouvido que acordamos, mas pelo nariz.
      Ela recolhia um maço de hortelã da horta e espalhava perto de mim. Não soltava um pio, não falava nada. Entrava silenciosamente no quarto abafando as tiras do seu velho chinelo e largava o seu contrabando de ervas pelos travesseiros.
       Com o cheiro forte do tempero, estranhíssimo naquele cenário de linho e penas de ganso, eu saía do conforto dos lençóis. Não tinha como continuar dormindo — a curiosidade se fazia mais forte do que a dormência. A hortelã berrava com o seu perfume. É impossível para alguém se defender do seu aroma forte, lembrando os assados do Natal e do Ano-Novo. Provocava imediata fome e repentina avidez pelo sol.
        Assim que me punha de pé, a avó zombava de mim, vitoriosa de seu jeitinho:
        — Já se levantou? Podia ter dormido mais. Acordou dez minutos antes da hora.
        Até hoje, no momento de pular da cama, procuro por perto o ramo de hortelã para ver se não o encontro no travesseiro ao lado.
        Minha avó não está mais aqui, o câncer a levou para longe, mas ela achou um modo todo seu de entrar em minha respiração e me dar bom-dia.

(CARPINEJAR, Fabrício. Cuide de seus pais antes que seja tarde. Editora Bertrand Brasil, 2018. Adaptado)
No 5º parágrafo, a expressão “Provocava [...] repentina avidez pelo sol.” é empregada pelo autor para expressar a ideia de que, parece-lhe, o aroma da hortelã
Alternativas
Q2250720 Português
Leia o texto para responder à questão

        Quando criança, os meus pais me acordavam com a didática do grito. Não surtindo efeito, iam lá mexer nos meus ombros. Não cumprindo a sua missão ainda, puxavam as minhas cobertas. Na época, não havia celular, muito menos alarme dos aplicativos. Rádio-relógio era caro e ficava na cabeceira dos adultos.
        Eu lutava contra as táticas militares materna e paterna. Procurava uma prorrogação, uma soneca, um adiamento fingindo dormir. Só não resistia à estratégia da avó Elisa. Ela sabia acordar as pessoas, inspirar o sonho de olhos abertos. Tinha PhD do sereno da madrugada e do galo cantando.
         Ela me despertava pelo olfato. Pois não é pelo ouvido que acordamos, mas pelo nariz.
      Ela recolhia um maço de hortelã da horta e espalhava perto de mim. Não soltava um pio, não falava nada. Entrava silenciosamente no quarto abafando as tiras do seu velho chinelo e largava o seu contrabando de ervas pelos travesseiros.
       Com o cheiro forte do tempero, estranhíssimo naquele cenário de linho e penas de ganso, eu saía do conforto dos lençóis. Não tinha como continuar dormindo — a curiosidade se fazia mais forte do que a dormência. A hortelã berrava com o seu perfume. É impossível para alguém se defender do seu aroma forte, lembrando os assados do Natal e do Ano-Novo. Provocava imediata fome e repentina avidez pelo sol.
        Assim que me punha de pé, a avó zombava de mim, vitoriosa de seu jeitinho:
        — Já se levantou? Podia ter dormido mais. Acordou dez minutos antes da hora.
        Até hoje, no momento de pular da cama, procuro por perto o ramo de hortelã para ver se não o encontro no travesseiro ao lado.
        Minha avó não está mais aqui, o câncer a levou para longe, mas ela achou um modo todo seu de entrar em minha respiração e me dar bom-dia.

(CARPINEJAR, Fabrício. Cuide de seus pais antes que seja tarde. Editora Bertrand Brasil, 2018. Adaptado)
Ao narrar um episódio de sua infância, o autor
Alternativas
Respostas
9941: C
9942: D
9943: D
9944: A
9945: E
9946: B
9947: B
9948: C
9949: A
9950: C
9951: B
9952: A
9953: E
9954: C
9955: A
9956: D
9957: D
9958: C
9959: E
9960: D