Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3005977 Português

Leia a tira:


   Imagem associada para resolução da questão


Em relação ao quadrinho 1, o período: “Acho que você está comendo...” apresenta: 

Alternativas
Q3005897 Português
Menino que devolveu celular perdido para Polícia Militar ganha aparelho novo.

    Lucca Gabriel, de apenas 10 anos, encontrou um celular na rua em uma quintafeira, dia 7 de março, e na mesma hora procurou a Polícia Militar para devolver o aparelho. O caso aconteceu na cidade de Pato de Minas e a honestidade da criança comoveu a comunidade local.
    Segundo o 15º Batalhão da PM, que atende o município na região do Alto do Parnaíba, Lucca encontrou o objeto no chão, em frente a um ponto de ônibus no centro da cidade. Os agentes que receberam o menino no batalhão gravaram um vídeo ao lado dele, em que questionam o motivo da devolução. “Porque é provável de entregar”, respondeu Lucca explicando que assim o celular poderia voltar para o dono. “É o certo a se fazer”, finaliza sorrindo para a sargento Lorrane Neves, que fez as imagens.
    A agente falou sobre o momento e explicou o motivo da filmagem. “Quando o Lucca Gabriel se aproximou e disse querer entregar um celular que encontrou, naquele momento vi que era uma ação muito valorosa e que ela precisava ser difundida. A minha primeira intenção foi gravar essa ação para que atingisse o maior número de pessoas e servisse de exemplo, principalmente, para as crianças. Sou mãe há um ano e desejo que meu filho proceda da mesma forma que ele”, disse. 
    O caso repercutiu na internet e comoveu os moradores da cidade, que se voluntariaram para presenteá-lo pela ação. Uma escola estadual da cidade, onde o menino cursa o 5º ano do ensino fundamental, organizou uma cerimônia em sua homenagem, com participação dos policiais militares que presenciaram o momento. A mãe do menino também participou.
    Na ocasião, ele ganhou uma medalha simbólica de honra ao mérito, um celular novo doado pela paróquia do município e doces. “Mais positivo do que ele receber um aparelho celular, é ele entender que sua atitude é de um bom cidadão e que será referência para a comunidade escolar. Os demais colegas vão se espelhar no seu gesto”, afirmou o sargento Danilo Braga. 

Fonte: Menino que devolveu celular perdido para Polícia Militar ganha aparelho novo | CNN Brasil
Assinale a alternativa INCORRETA de acordo com o texto: 
Alternativas
Q3005792 Português
Texto de apoio


Cafeína é doping? Entenda a história do café nas Olimpíadas


    Não consegue trabalhar sem um cafezinho? Isso poderia ser um problema se você fosse um atleta olímpico. Entre 1984 e 2003, cafeína em excesso era proibida nas Olimpíadas. Era, inclusive, considerada como doping.

    A proibição começou nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, e continuou ativa até as Olimpíadas de Sydney, em 2000. A substância teve que ser proibida pela Agência Mundial Antidoping nos anos 1980 porque alguns esportistas estavam ingerindo altas doses de cafeína pura para elevar seu desempenho na competição.

   O café proibido não era o café normal, daquele que você toma na padaria. Cafeína pura é um suplemento para dar mais energia para praticantes de esportes. Em 1984, a substância foi proibida se ultrapassasse o nível de 15 microgramas por mililitro de urina. Já no ano seguinte, o valor foi reduzido para 12 microgramas.

    A proibição não durou por muito tempo. Mesmo em doses pequenas, menores do que o proibido pela Agência Mundial Antidoping, a cafeína já é capaz de melhorar o desempenho atlético de alguém, dando mais disposição naquele momento e adiando o cansaço. Mas esses desempenhos são tímidos comparados a outras formas de doping.

    A cafeína não apresenta grandes benefícios e está presente na dieta de grande parte dos atletas, então dificilmente poderia atuar como um diferencial na competição.

   Outra coisa que dificultava a proibição era como decidir o que era uma quantidade abusiva de cafeína. Os níveis da substância no xixi variam de acordo com muitos fatores: momento da ingestão, massa corporal, purificação realizada pelo metabolismo, hidratação, o sexo do atleta e se ele faz uso habitual de cafeína.

    Às vezes, uma quantidade muito pequena de cafeína ingerida poderia ser excretada sem qualquer alteração. Ou seja, a cafeína continua na urina na mesma quantidade que a inicial, dando uma impressão errada de um efeito intenso quando, na verdade, ela só entrou e saiu do corpo.

    Não dá para dizer, com certeza, quantas xícaras de café te fariam ser banido dos Jogos Olímpicos, porque isso depende de todos esses outros fatores individuais e variáveis. Uma estimativa diz que seriam necessários oito expressos em algumas horas.

   Por causa da dificuldade em medir a influência da cafeína de forma justa e objetiva, a Agência Mundial Antidoping a retirou da lista de substâncias proibidas em 2003.

    A cafeína não é mais proibida, mas ainda é monitorada pela organização antidoping. Isso quer dizer que eles ainda tentam identificar indícios de abuso e se atentar para a possibilidade da substância ser usada de forma desonesta no futuro.

   Os critérios da Agência Mundial Antidoping para banir uma droga são três: a substância precisa aumentar o desempenho esportivo, representar um risco para a saúde dos atletas e violar o espírito do esporte.

    No caso da cafeína, não há diferença prática de desempenho esportivo entre as doses cavalares para melhorar a performance e doses normais. O uso exagerado da substância pode causar vários riscos de saúde, como taquicardia, náuseas, pressão alta, palpitações e dores de cabeça, mas seu consumo moderado não apresenta tantos problemas. Tomar um pingado já não é mais uma questão para os atletas olímpicos.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/cultura/cafein a-e-doping-entenda-a-historia-do-cafenas-olimpiadas /.
De acordo com o texto de apoio, analise as assertivas abaixo:

I – A cafeína foi proibida porque estava melhorando o desempenho dos atletas de forma significativa.

II – A cafeína deixou de ser proibida porque faz parte da dieta da maioria dos atletas e porque não é possível medir de forma precisa.

III – Pequenas quantidades de cafeína podem ser excretadas na urina sem alteração.

IV – É possível que a cafeína seja proibida novamente devido aos vários riscos de saúde, como taquicardia, náuseas, pressão alta, palpitações e dores de cabeça.


Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3005723 Português
Observe o seguinte texto descritivo:
“O pessegueiro estava alto, mas suas folhas mostravam uma coloração amarelada, que parecia problemática; os galhos estavam cobertos de uma espécie de farinha branca e os poucos frutos ainda estavam pequenos”.
Sobre esse pequeno texto, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q2933676 Português
Voyager 1 envia resposta surpreendente do espaço após “cutucada” da Terra.

    Engenheiros deram uma “cutucada” na sonda Voyager 1 e receberam uma resposta potencialmente encorajadora, enquanto esperam resolver um problema de comunicação com a sonda espacial envelhecida que persiste há cinco meses.
    Lançadas em 1977, a Voyager 1 e sua gêmea, a Voyager 2, estão se aventurando por território cósmico inexplorado ao longo das bordas externas do Sistema Solar.
   Enquanto a Voyager 1 continuou transmitindo um sinal de rádio constante para sua equipe de controle de missão na Terra, esse sinal não carrega dados utilizáveis desde novembro, o que aponta para um problema com um dos três computadores a bordo da espaçonave. 
    Um novo sinal recentemente recebido da espaçonave sugere que a equipe da missão da Nasa pode estar progredindo em sua busca para entender o que a Voyager 1 está experimentando. A Voyager 1 é atualmente a sonda mais distante da Terra, a cerca de 24 bilhões de quilômetros de distância.
    Enquanto isso, a Voyager 2 viajou mais de 20,3 bilhões de quilômetros de nosso planeta. Ambas estão no espaço interestelar e são as únicas espaçonaves a operar além da heliosfera, a bolha de campos magnéticos e partículas do sol que se estende bem além da órbita de Plutão.
    Inicialmente projetadas para durar cinco anos, as sondas Voyager são as duas espaçonaves com o funcionamento mais longo da história. Suas longas vidas extraordinárias significam que ambas as espaçonaves forneceram insights adicionais sobre nosso Sistema Solar e além, após alcançarem seus objetivos preliminares de passar por Júpiter, Saturno, Urano e Netuno décadas atrás. 
    Mas ambas as sondas enfrentaram desafios ao longo do caminho à medida que envelheciam. A equipe da missão primeiro notou o problema de comunicação com a Voyager 1 em 14 de novembro de 2023, quando a unidade de modulação de telemetria do sistema de dados de voo começou a enviar um padrão repetitivo de código.
    O sistema de dados de voo da Voyager 1 coleta informações dos instrumentos científicos da espaçonave e as agrupa com dados de engenharia que refletem o status de saúde atual da Voyager 1. O controle da missão na Terra recebe esses dados em código binário, ou uma série de uns e zeros.
    Mas desde novembro, o sistema de dados de voo da Voyager 1 tem estado preso em um loop. 

Fonte: Voyager 1 envia resposta surpreendente do espaço após “cutucada“ da Terra | CNN Brasil
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: A Voyager 1 é atualmente a sonda mais distante da Terra, a cerca de 24 bilhões de quilômetros de distância. 
Alternativas
Q2933675 Português
Voyager 1 envia resposta surpreendente do espaço após “cutucada” da Terra.

    Engenheiros deram uma “cutucada” na sonda Voyager 1 e receberam uma resposta potencialmente encorajadora, enquanto esperam resolver um problema de comunicação com a sonda espacial envelhecida que persiste há cinco meses.
    Lançadas em 1977, a Voyager 1 e sua gêmea, a Voyager 2, estão se aventurando por território cósmico inexplorado ao longo das bordas externas do Sistema Solar.
   Enquanto a Voyager 1 continuou transmitindo um sinal de rádio constante para sua equipe de controle de missão na Terra, esse sinal não carrega dados utilizáveis desde novembro, o que aponta para um problema com um dos três computadores a bordo da espaçonave. 
    Um novo sinal recentemente recebido da espaçonave sugere que a equipe da missão da Nasa pode estar progredindo em sua busca para entender o que a Voyager 1 está experimentando. A Voyager 1 é atualmente a sonda mais distante da Terra, a cerca de 24 bilhões de quilômetros de distância.
    Enquanto isso, a Voyager 2 viajou mais de 20,3 bilhões de quilômetros de nosso planeta. Ambas estão no espaço interestelar e são as únicas espaçonaves a operar além da heliosfera, a bolha de campos magnéticos e partículas do sol que se estende bem além da órbita de Plutão.
    Inicialmente projetadas para durar cinco anos, as sondas Voyager são as duas espaçonaves com o funcionamento mais longo da história. Suas longas vidas extraordinárias significam que ambas as espaçonaves forneceram insights adicionais sobre nosso Sistema Solar e além, após alcançarem seus objetivos preliminares de passar por Júpiter, Saturno, Urano e Netuno décadas atrás. 
    Mas ambas as sondas enfrentaram desafios ao longo do caminho à medida que envelheciam. A equipe da missão primeiro notou o problema de comunicação com a Voyager 1 em 14 de novembro de 2023, quando a unidade de modulação de telemetria do sistema de dados de voo começou a enviar um padrão repetitivo de código.
    O sistema de dados de voo da Voyager 1 coleta informações dos instrumentos científicos da espaçonave e as agrupa com dados de engenharia que refletem o status de saúde atual da Voyager 1. O controle da missão na Terra recebe esses dados em código binário, ou uma série de uns e zeros.
    Mas desde novembro, o sistema de dados de voo da Voyager 1 tem estado preso em um loop. 

Fonte: Voyager 1 envia resposta surpreendente do espaço após “cutucada“ da Terra | CNN Brasil
Assinale a alternativa que apresente termo que possa substituir o termo em destaque no período, mantendo as mesmas relações de sentido no texto: Mas ambas as sondas enfrentaram desafios ao longo do caminho à medida que envelheciam.
Alternativas
Q2847914 Português
No restaurante

    — Quero lasanha.
    Aquele anteprojeto de mulher — quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia — entrou decidido no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
    O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
    — Meu bem, venha cá.
    — Quero lasanha.
    — Escute aqui, querida. Primeiro, escolhe-se a mesa.
    — Não, já escolhi. Lasanha. Que parada — lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
    — Vou querer lasanha.
    — Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
    — Gosto, mas quero lasanha.
    — Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
    — Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
    — Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
    — Você come camarão e eu como lasanha.
    O garçom aproximou-se, e ela foi logo instruindo:
    — Quero uma lasanha.
    O pai corrigiu: — Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada. A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas 14 interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
    — Moço, tem lasanha?
    — Perfeitamente, senhorita.
    O pai, no contra-ataque:
    — O senhor providenciou a fritada?
    — Já, sim, doutor.
    — De camarões bem grandes?
    — Daqueles legais, doutor.
    — Bem, então me vê um chinite, e pra ela… O que é que você quer, meu anjo?
    — Uma lasanha.
    — Traz um suco de laranja pra ela.
    Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
    — Estava uma coisa, hem? — comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. —Sábado que vem, a gente repete… Combinado?
    — Agora a lasanha, não é, papai?
    — Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
    — Eu e você, tá?
    — Meu amor, eu…
    — Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
    O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí, um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. No restaurante: para aprender a gostar de ler; São Paulo: Ática, 2002.) 
Ao ler o último parágrafo do texto, podemos entender que:  
Alternativas
Q2847908 Português
No restaurante

    — Quero lasanha.
    Aquele anteprojeto de mulher — quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia — entrou decidido no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
    O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
    — Meu bem, venha cá.
    — Quero lasanha.
    — Escute aqui, querida. Primeiro, escolhe-se a mesa.
    — Não, já escolhi. Lasanha. Que parada — lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
    — Vou querer lasanha.
    — Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
    — Gosto, mas quero lasanha.
    — Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
    — Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
    — Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
    — Você come camarão e eu como lasanha.
    O garçom aproximou-se, e ela foi logo instruindo:
    — Quero uma lasanha.
    O pai corrigiu: — Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada. A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas 14 interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
    — Moço, tem lasanha?
    — Perfeitamente, senhorita.
    O pai, no contra-ataque:
    — O senhor providenciou a fritada?
    — Já, sim, doutor.
    — De camarões bem grandes?
    — Daqueles legais, doutor.
    — Bem, então me vê um chinite, e pra ela… O que é que você quer, meu anjo?
    — Uma lasanha.
    — Traz um suco de laranja pra ela.
    Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
    — Estava uma coisa, hem? — comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. —Sábado que vem, a gente repete… Combinado?
    — Agora a lasanha, não é, papai?
    — Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
    — Eu e você, tá?
    — Meu amor, eu…
    — Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
    O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí, um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. No restaurante: para aprender a gostar de ler; São Paulo: Ática, 2002.) 
Em relação à garotinha do texto, é correto inferir que ela
Alternativas
Q2847905 Português
No restaurante

    — Quero lasanha.
    Aquele anteprojeto de mulher — quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia — entrou decidido no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
    O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
    — Meu bem, venha cá.
    — Quero lasanha.
    — Escute aqui, querida. Primeiro, escolhe-se a mesa.
    — Não, já escolhi. Lasanha. Que parada — lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
    — Vou querer lasanha.
    — Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
    — Gosto, mas quero lasanha.
    — Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
    — Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
    — Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
    — Você come camarão e eu como lasanha.
    O garçom aproximou-se, e ela foi logo instruindo:
    — Quero uma lasanha.
    O pai corrigiu: — Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada. A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas 14 interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
    — Moço, tem lasanha?
    — Perfeitamente, senhorita.
    O pai, no contra-ataque:
    — O senhor providenciou a fritada?
    — Já, sim, doutor.
    — De camarões bem grandes?
    — Daqueles legais, doutor.
    — Bem, então me vê um chinite, e pra ela… O que é que você quer, meu anjo?
    — Uma lasanha.
    — Traz um suco de laranja pra ela.
    Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
    — Estava uma coisa, hem? — comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. —Sábado que vem, a gente repete… Combinado?
    — Agora a lasanha, não é, papai?
    — Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
    — Eu e você, tá?
    — Meu amor, eu…
    — Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
    O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí, um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. No restaurante: para aprender a gostar de ler; São Paulo: Ática, 2002.) 
Ao realizar a leitura do texto, é possível afirmar que:  
Alternativas
Q2847729 Português
Uma lembrança 

    Foi em sonho que revi a longamente amada; sentada numa velha canoa, na praia, ela me sorria com afeto. Com sincero afeto – pois foi assim que ela me deixou aquela fotografia com sua letra suave e ginasiana.
    Lembro-me do dia em que fui perto de sua casa apanhar o retrato que me prometera na véspera. Esperei-a junto a uma árvore; chovia uma chuva fina. Lembro-me de que tinha uma saia escura e uma blusa de cor viva, talvez amarela; que estava sem meias. Os leves pelos de suas pernas lindas queimados pelo sol de todo dia na praia estavam arrepiados de frio. Senti isso mais do que vi, e, entretanto, esta é a minha impressão mais forte de sua presença de catorze anos: as pernas nuas naquele dia de chuva, quando a grande amendoeira deixava cair na areia grossa pingos muito grandes. Falou muito perto de mim, e perguntei se tomara café; seu hálito cheirava a café. Riu, e disse que sim, com broas. Broas quentinhas, eu queria uma? Saiu correndo, deu a volta à casa, entrou pelos fundos, voltou depois (tinha dois ou três pingos de água na testa) com duas broas ainda quentes na mão. Tirou do seio a fotografia e me entregou.
    Dei uma volta pela praia e pelas pedras para ir para casa. Lembro-me do frio vento sul, e do mar muito limpo, da água transparente, em maré baixa. Duas ou três vezes tirei do bolso a fotografia, protegendo-a com as mãos para que não se molhasse, e olhei. Não estava, como neste sonho de agora, sentada em uma canoa, e não me lembro como estava, mas era na praia e havia uma canoa. “Com sincero afeto...” comi uma broa devagar, com uma espécie de unção.
    Foi isso. Ninguém pode imaginar por que sonha as coisas, mas essa broa quente que recebi de sua mão vinte anos atrás me lembra alguma coisa que comi ontem em casa de minha irmã. Almoçamos os dois, conversamos coisas banais da vida da cidade grande em que vivemos. Mas na hora da sobremesa a empregada trouxe melado. Melado da roça, numa garrafa tampada com um pedaço de sabugo de milho – e veio também um prato de aipim quente, de onde saía fumaça. O gosto desse melado com aipim era um gosto de infância. Lembra-me a mão longa de uma jovem empregada preta de minha casa: lembro-me quando era criança, ela me servia talvez aipim, então pela primeira vez eu reparei em sua mão, e como era muito mais clara na palma do que no dorso; tinha os dedos pálidos e finos, como se fosse uma princesa negra.
    Foi no tempo da descoberta da beleza das coisas: a paisagem vista de cima do morro, uma pequena caixa de madeira escura, o grande tacho de cobre areado, o canário belga, uma comprida canoa de rio de um só tronco, tão simples, escura, as areias do córrego sob a água clara, pequenas pedras polidas pela água, a noite cheia de estrelas... Uma descoberta múltipla que depois se ligou tudo a essa moça de um moreno suave, minha companheira de praia.
    Foi em sonho que revi a longamente amada; entretanto, não era a mesma; seu sorriso e sua beleza que me entontecia haviam vagamente incorporado, atravessando as camadas do tempo, outras doçuras, um nascimento dos cabelos acima da orelha onde passei meus dedos, a nuca suave, com o mistério e o sossego das moitas antigas, os braços belos e serenos. Gostaria de descansar minha cabeça em seus joelhos, ter nas mãos o músculo meigo das panturrilhas. E devia ser de tarde, e galinhas cacarejando lá fora, a voz muito longe de alguma mulher chamando alguma criança para o café...
    Tudo o que envolve a amada nela se mistura e vive, a amada é um tecido de sensações e fantasias e se tanto a tocamos, e prendemos e beijamos é como querendo sentir toda sua substância que, entretanto, ela absorveu e irradiou para outras coisas, o vestido ruivo, o azul e branco, aqueles sapatos leves e antigos de que temos saudade; e quando está junto a nós imóvel sentimos saudade de seu jeito de andar; quando anda, a queremos de pé, diante do espelho, os dois belos braços erguidos para a nuca, ajeitando os cabelos, cantarolando alguma coisa, antes de partir, de nos deixar sem desejo mas com tanta lembrança de ternura ecoando em todo o corpo.
    Foi em sonho que revi a longamente amada. Havia praia, uma lembrança de chuva na praia, outras lembranças: água em gotas redondas correndo sobre a folha da taioba ou inhame, pingos d’água na sua pele de um moreno suave, o gosto de sua pele beijada devagar... Ou não será gosto, talvez a sensação que dá em nossa boca tão diferente uma pele de outra, esta mais seca e mais quente, aquela unida e mansa. Mas de repente é apenas essa ginasiana de pernas ágeis que vem nos trazer o retrato com sua dedicatória de sincero afeto; essa que ficou para sempre impossível sem, entretanto, nos magoar, sombra suave entre morros e praia longe.

(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Círculo do Livro S.A. São Paulo.) 
Segundo o texto, o autor: 
Alternativas
Q2847722 Português
Uma lembrança 

    Foi em sonho que revi a longamente amada; sentada numa velha canoa, na praia, ela me sorria com afeto. Com sincero afeto – pois foi assim que ela me deixou aquela fotografia com sua letra suave e ginasiana.
    Lembro-me do dia em que fui perto de sua casa apanhar o retrato que me prometera na véspera. Esperei-a junto a uma árvore; chovia uma chuva fina. Lembro-me de que tinha uma saia escura e uma blusa de cor viva, talvez amarela; que estava sem meias. Os leves pelos de suas pernas lindas queimados pelo sol de todo dia na praia estavam arrepiados de frio. Senti isso mais do que vi, e, entretanto, esta é a minha impressão mais forte de sua presença de catorze anos: as pernas nuas naquele dia de chuva, quando a grande amendoeira deixava cair na areia grossa pingos muito grandes. Falou muito perto de mim, e perguntei se tomara café; seu hálito cheirava a café. Riu, e disse que sim, com broas. Broas quentinhas, eu queria uma? Saiu correndo, deu a volta à casa, entrou pelos fundos, voltou depois (tinha dois ou três pingos de água na testa) com duas broas ainda quentes na mão. Tirou do seio a fotografia e me entregou.
    Dei uma volta pela praia e pelas pedras para ir para casa. Lembro-me do frio vento sul, e do mar muito limpo, da água transparente, em maré baixa. Duas ou três vezes tirei do bolso a fotografia, protegendo-a com as mãos para que não se molhasse, e olhei. Não estava, como neste sonho de agora, sentada em uma canoa, e não me lembro como estava, mas era na praia e havia uma canoa. “Com sincero afeto...” comi uma broa devagar, com uma espécie de unção.
    Foi isso. Ninguém pode imaginar por que sonha as coisas, mas essa broa quente que recebi de sua mão vinte anos atrás me lembra alguma coisa que comi ontem em casa de minha irmã. Almoçamos os dois, conversamos coisas banais da vida da cidade grande em que vivemos. Mas na hora da sobremesa a empregada trouxe melado. Melado da roça, numa garrafa tampada com um pedaço de sabugo de milho – e veio também um prato de aipim quente, de onde saía fumaça. O gosto desse melado com aipim era um gosto de infância. Lembra-me a mão longa de uma jovem empregada preta de minha casa: lembro-me quando era criança, ela me servia talvez aipim, então pela primeira vez eu reparei em sua mão, e como era muito mais clara na palma do que no dorso; tinha os dedos pálidos e finos, como se fosse uma princesa negra.
    Foi no tempo da descoberta da beleza das coisas: a paisagem vista de cima do morro, uma pequena caixa de madeira escura, o grande tacho de cobre areado, o canário belga, uma comprida canoa de rio de um só tronco, tão simples, escura, as areias do córrego sob a água clara, pequenas pedras polidas pela água, a noite cheia de estrelas... Uma descoberta múltipla que depois se ligou tudo a essa moça de um moreno suave, minha companheira de praia.
    Foi em sonho que revi a longamente amada; entretanto, não era a mesma; seu sorriso e sua beleza que me entontecia haviam vagamente incorporado, atravessando as camadas do tempo, outras doçuras, um nascimento dos cabelos acima da orelha onde passei meus dedos, a nuca suave, com o mistério e o sossego das moitas antigas, os braços belos e serenos. Gostaria de descansar minha cabeça em seus joelhos, ter nas mãos o músculo meigo das panturrilhas. E devia ser de tarde, e galinhas cacarejando lá fora, a voz muito longe de alguma mulher chamando alguma criança para o café...
    Tudo o que envolve a amada nela se mistura e vive, a amada é um tecido de sensações e fantasias e se tanto a tocamos, e prendemos e beijamos é como querendo sentir toda sua substância que, entretanto, ela absorveu e irradiou para outras coisas, o vestido ruivo, o azul e branco, aqueles sapatos leves e antigos de que temos saudade; e quando está junto a nós imóvel sentimos saudade de seu jeito de andar; quando anda, a queremos de pé, diante do espelho, os dois belos braços erguidos para a nuca, ajeitando os cabelos, cantarolando alguma coisa, antes de partir, de nos deixar sem desejo mas com tanta lembrança de ternura ecoando em todo o corpo.
    Foi em sonho que revi a longamente amada. Havia praia, uma lembrança de chuva na praia, outras lembranças: água em gotas redondas correndo sobre a folha da taioba ou inhame, pingos d’água na sua pele de um moreno suave, o gosto de sua pele beijada devagar... Ou não será gosto, talvez a sensação que dá em nossa boca tão diferente uma pele de outra, esta mais seca e mais quente, aquela unida e mansa. Mas de repente é apenas essa ginasiana de pernas ágeis que vem nos trazer o retrato com sua dedicatória de sincero afeto; essa que ficou para sempre impossível sem, entretanto, nos magoar, sombra suave entre morros e praia longe.

(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Círculo do Livro S.A. São Paulo.) 
“Foi no tempo da descoberta da beleza das coisas: a paisagem vista de cima do morro, uma pequena caixa de madeira escura, o grande tacho de cobre areado, o canário belga, uma comprida canoa de rio de um só tronco, tão simples, escura, as areias do córrego sob a água clara, pequenas pedras polidas pela água, a noite cheia de estrelas...” (5º§) É possível inferir que o autor, nessa passagem, se refere à:
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Q2847721 Português
Uma lembrança 

    Foi em sonho que revi a longamente amada; sentada numa velha canoa, na praia, ela me sorria com afeto. Com sincero afeto – pois foi assim que ela me deixou aquela fotografia com sua letra suave e ginasiana.
    Lembro-me do dia em que fui perto de sua casa apanhar o retrato que me prometera na véspera. Esperei-a junto a uma árvore; chovia uma chuva fina. Lembro-me de que tinha uma saia escura e uma blusa de cor viva, talvez amarela; que estava sem meias. Os leves pelos de suas pernas lindas queimados pelo sol de todo dia na praia estavam arrepiados de frio. Senti isso mais do que vi, e, entretanto, esta é a minha impressão mais forte de sua presença de catorze anos: as pernas nuas naquele dia de chuva, quando a grande amendoeira deixava cair na areia grossa pingos muito grandes. Falou muito perto de mim, e perguntei se tomara café; seu hálito cheirava a café. Riu, e disse que sim, com broas. Broas quentinhas, eu queria uma? Saiu correndo, deu a volta à casa, entrou pelos fundos, voltou depois (tinha dois ou três pingos de água na testa) com duas broas ainda quentes na mão. Tirou do seio a fotografia e me entregou.
    Dei uma volta pela praia e pelas pedras para ir para casa. Lembro-me do frio vento sul, e do mar muito limpo, da água transparente, em maré baixa. Duas ou três vezes tirei do bolso a fotografia, protegendo-a com as mãos para que não se molhasse, e olhei. Não estava, como neste sonho de agora, sentada em uma canoa, e não me lembro como estava, mas era na praia e havia uma canoa. “Com sincero afeto...” comi uma broa devagar, com uma espécie de unção.
    Foi isso. Ninguém pode imaginar por que sonha as coisas, mas essa broa quente que recebi de sua mão vinte anos atrás me lembra alguma coisa que comi ontem em casa de minha irmã. Almoçamos os dois, conversamos coisas banais da vida da cidade grande em que vivemos. Mas na hora da sobremesa a empregada trouxe melado. Melado da roça, numa garrafa tampada com um pedaço de sabugo de milho – e veio também um prato de aipim quente, de onde saía fumaça. O gosto desse melado com aipim era um gosto de infância. Lembra-me a mão longa de uma jovem empregada preta de minha casa: lembro-me quando era criança, ela me servia talvez aipim, então pela primeira vez eu reparei em sua mão, e como era muito mais clara na palma do que no dorso; tinha os dedos pálidos e finos, como se fosse uma princesa negra.
    Foi no tempo da descoberta da beleza das coisas: a paisagem vista de cima do morro, uma pequena caixa de madeira escura, o grande tacho de cobre areado, o canário belga, uma comprida canoa de rio de um só tronco, tão simples, escura, as areias do córrego sob a água clara, pequenas pedras polidas pela água, a noite cheia de estrelas... Uma descoberta múltipla que depois se ligou tudo a essa moça de um moreno suave, minha companheira de praia.
    Foi em sonho que revi a longamente amada; entretanto, não era a mesma; seu sorriso e sua beleza que me entontecia haviam vagamente incorporado, atravessando as camadas do tempo, outras doçuras, um nascimento dos cabelos acima da orelha onde passei meus dedos, a nuca suave, com o mistério e o sossego das moitas antigas, os braços belos e serenos. Gostaria de descansar minha cabeça em seus joelhos, ter nas mãos o músculo meigo das panturrilhas. E devia ser de tarde, e galinhas cacarejando lá fora, a voz muito longe de alguma mulher chamando alguma criança para o café...
    Tudo o que envolve a amada nela se mistura e vive, a amada é um tecido de sensações e fantasias e se tanto a tocamos, e prendemos e beijamos é como querendo sentir toda sua substância que, entretanto, ela absorveu e irradiou para outras coisas, o vestido ruivo, o azul e branco, aqueles sapatos leves e antigos de que temos saudade; e quando está junto a nós imóvel sentimos saudade de seu jeito de andar; quando anda, a queremos de pé, diante do espelho, os dois belos braços erguidos para a nuca, ajeitando os cabelos, cantarolando alguma coisa, antes de partir, de nos deixar sem desejo mas com tanta lembrança de ternura ecoando em todo o corpo.
    Foi em sonho que revi a longamente amada. Havia praia, uma lembrança de chuva na praia, outras lembranças: água em gotas redondas correndo sobre a folha da taioba ou inhame, pingos d’água na sua pele de um moreno suave, o gosto de sua pele beijada devagar... Ou não será gosto, talvez a sensação que dá em nossa boca tão diferente uma pele de outra, esta mais seca e mais quente, aquela unida e mansa. Mas de repente é apenas essa ginasiana de pernas ágeis que vem nos trazer o retrato com sua dedicatória de sincero afeto; essa que ficou para sempre impossível sem, entretanto, nos magoar, sombra suave entre morros e praia longe.

(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Círculo do Livro S.A. São Paulo.) 
O texto literário é um texto que não necessariamente é utilitário e que pode gerar uma multiplicidade de interpretações, pois é resultado da subjetividade do autor. O texto literário é, portanto, focado, principalmente, na expressividade do autor. Segundo as informações textuais, depreende-se que o autor, EXCETO:
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Q2847708 Português
A violência nas escolas não é um fato novo. Todavia, é uma realidade preocupante, considerada como consequência da violência estrutural que vem se disseminando no meio social, representando, na verdade, um obstáculo para o desenvolvimento da prática docente, da convivência harmoniosa na escola e consequentemente de um processo educativo mais efetivo e participativo. Por isto, faz‑se mister a busca de novas formas de intervenção para o enfrentamento desta e de outras dificuldades que batem à porta da escola.
É relevante destacar neste processo o papel dos educadores, e em especial do professor, do ensino básico, principalmente do Ensino Fundamental, que suscita investimento no seu saber‑fazer, tornando‑se crítico, sujeito de mudança e transformação, sensível e democrático, vislumbrando, no aluno, o agente pensante, reflexivo, criativo, para juntos construírem e crescerem fazendo a diferença.
PEREIRA, Maria Auxiliadora. Violência nas escolas: visão de professores do Ensino Fundamental sobre esta questão. 2003. Dissertação (Mestrado em Educação) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
De acordo com a autora, o papel dos educadores no enfrentamento da violência nas escolas está associado ao 
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Q2847707 Português
A maior parte do tempo – na educação presencial e a distância – ensinamos com materiais e comunicações escritos, orais e audiovisuais, previamente selecionados ou elaborados. São extremamente importantes, mas a melhor forma de aprender é combinando equilibradamente atividades, desafios e informação contextualizada.
As metodologias precisam acompanhar os objetivos pretendidos. Se queremos que os alunos sejam proativos, precisamos adotar metodologias em que os alunos se envolvam em atividades cada vez mais complexas, em que tenham que tomar decisões e avaliar os resultados, com apoio de materiais relevantes.
As metodologias ativas são pontos de partida para avançar para processos mais avançados de reflexão, de integração cognitiva, de generalização, de reelaboração de novas práticas.

MORAN, José. Mudando a educação com metodologias ativas. Coleção Mídias Contemporâneas. Convergência Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens. v. II. 2015. Disponível em: https://moran.eca.usp.br/wp‑content/ uploads/2013/12/mudando_moran.pdf. Acesso em: 12 maio 2024. [Fragmento]

Segundo o autor, o papel das metodologias ativas na educação é 
Alternativas
Q2847706 Português
Os desafios impostos pela globalização exigem que a educação não seja apenas mais um conjunto de conhecimentos técnicos distantes da experiência humana. Efetivamente, deve representar possibilidades de inserção social, respeito às diferenças e preparação para um universo cada vez mais complexo, no qual o conhecimento é constituído a partir de múltiplas variáveis e se complementa com as possibilidades oferecidas no relacionamento entre as diversas áreas.
MONTES CLAROS. Secretaria Municipal de Educação. Referencial Curricular dos Anos Finais do Ensino Fundamental. 6º ao 9º ano. Disponível em: https://anosfinais.edu. montesclaros.mg.gov.br/. Acesso em: 12 maio 2024. [Fragmento]
Conforme apontado no texto, o papel da educação no novo contexto de globalização é 
Alternativas
Q2847703 Português
Leia um fragmento do livro “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro”. Nesse trecho, o autor discute o saber relacionado à identidade humana.
“É curioso que nossa identidade seja completamente ignorada pelos programas de instrução. Podemos perceber alguns aspectos do homem biológico em Biologia, alguns aspectos psicológicos em Psicologia, mas a realidade humana é indecifrável. Somos indivíduos de uma sociedade e fazemos parte de uma espécie. Mas estamos em uma sociedade, e a sociedade está em nós, pois desde o nosso nascimento a cultura se imprime em nós. [...] A Literatura é para os adolescentes uma escola de vida e meio para se adquirir conhecimentos. A Literatura, como nos grandes romances de Tolstoi, aborda o meio social, o familiar, o histórico e o concreto das relações humanas com uma força extraordinária.”
MORIN, Edgar. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. São Paulo: Cortez, 2000.
Considerando o exposto no texto, a Literatura se relaciona ao saber da identidade humana por promover 
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Q2847595 Português
Observe o trecho do texto “Cuidado! Bebidas energéticas podem desencadear arritmias cardíacas graves”, reproduzido a seguir, para responder a questão.


        Se a gente for pensar, a quantidade de cafeína em uma latinha de energético, embora alta, nem é tão assustadora assim: a maioria das marcas contém de 80 a 300 miligramas da substância, ou seja, algo entre uma a três xícaras de um cafezinho coado. Tudo bem que a experiência pode ser como engolir essas xícaras uma atrás de outra.
        Mas a questão é que a cafeína não está sozinha nesses goles. "A composição de um energético inclui taurina, guaraná e outros ingredientes estimulantes. E parece haver uma boa sinergia entre eles, em que um poderia potencializar a ação de outro", desconfia o doutor Michael Ackerman, cardiologista geneticista da Mayo Clinic, em Rochester, nos Estados Unidos. Ele é o líder de um estudo recém-publicado na revista da Heart Rhythm Society, que reúne os especialistas em arritmias cardíacas americanos.
        De acordo com o trabalho, cuidado! Em pessoas geneticamente mais sensíveis, abrir uma dessas latinhas pode desencadear uma arritmia potencialmente grave e até mesmo uma parada cardíaca pouco tempo depois do consumo da bebida. (...) 
        Não é preciso ter idade. Até mesmo jovens em uma balada ou pessoas na faixa dos 30 anos que buscam uns goles de energia para terminar um trabalho na madrugada - quem nunca? - podem desenvolver uma extrassístole depois de sorver uma dose de energético. Ou seja, na hora de se contrair para bombear o sangue para o corpo, é como se, antes de relaxar, o coração desse mais uma pequena contraída. E, daí, festa que segue, tarefa que continua. Nada demais para a maioria de nós.
        Porém, em pessoas que por algum motivo genético são mais vulneráveis, o coração pode apressar demais o seu passo. Ou melhor, é capaz de perder o compasso batendo umas 400 vezes por minuto. Aliás, nesse ritmo acelerado, já nem bate - tremelica. Ou fibrila, como preferem dizer os médicos. E, às vezes, de tanto tremer em vez de bater, ele chega a parar. (...)
        Foi justamente para um grupo de 144 pessoas que sofreram uma parada cardíaca do nada que Ackerman e seus colegas de Mayo Clinic resolveram olhar. É claro que eles investigaram outros fatores que poderiam ter colaborado para o piripaque repentino, como o uso de determinados medicamentos, a prática de exercício extenuante, a exposição a substâncias tóxicas, a vivência de uma situação de extremo estresse ou a privação de sono - cá entre nós, difícil separar o consumo de energéticos desta última.
        No entanto, o que chamou a atenção do cardiologista foi que sete dessas pessoas, ou 5% do grupo, tinham consumido energéticos pouco tempo antes de passarem mal. Seis precisaram tomar um choque de desfibrilador para o coração voltar a bater e uma delas foi ressuscitada por socorristas com massagem cardíaca manual. A maioria era mulher - seis das vítimas. E a idade média, impressionantemente baixa: 29 anos.
(...) 
Cuidado! Bebidas energéticas podem desencadear arritmias cardíacas graves,
Lúcia Helena,
Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/lucia-helena/2024/06/27/cuidado-bebidas-energeticas-podem-desencadear-arritmias-cardiacas-graves.htm
De acordo com o texto, o consumo de bebidas energéticas:
Alternativas
Q2847548 Português

Leia o texto para responder à questão.


                        Extraordinário


        Extraordinário é um livro tocante e profundo que aborda questões como bullying, aceitação, amor e superação e nos ensina que, acima de tudo, devemos amar a nós mesmos e lutar para construir um mundo melhor.
        Conforme avançamos na trama, visualizamos o seguinte panorama: de um lado temos Auggie, que com todas as suas complicações e empecilhos, luta para viver como um garoto normal da sua idade, e do outro, crianças e adultos, que de modo preconceituoso, o excluem do meio social apenas por ser diferente. Acompanhamos gradativamente a família e os únicos amigos que o menino possui, nos impressionamos com a bondade, pureza de seu coração que abraça e acolhe aqueles que querem fazer o bem. [...]
        Extraordinário é ao mesmo um tempo uma obra bela e triste, pois consegue nos passar de modo extremamente delicado e bonito uma realidade que muitas vezes é negligenciada, aquela que fundamenta o preconceito; mas que ensina diversos valores como respeito, compaixão e humanidade.
        A jornada do menino começa propriamente quando os pais decidem colocá-lo na escola, pois agora com 10 anos, não podem mais ficar ensinando lições apenas dentro de casa. Num primeiro momento Auggie se torna relutante e argumenta que os alunos não gostariam dele, mas com a insistência dos pais, ele logo se dá uma chance.
Infelizmente os piores medos de Auggie se tornam realidade. Não que ele já não esperasse tudo aquilo, mas os olhares tortos e a ignorância machucam mais de que podemos imaginar.
        Diversos acontecimentos permeiam a história, porém o que torna este livro realmente brilhante é o fato de que é trazido pra realidade do leitor, a valorização da vida, que muitos se queixam por razões egocêntricas e que são tão “pequenas” perante as reais dificuldades passadas por outros trazendo assim, uma espécie de autorreflexão para aquele que o está lendo.
        Extraordinário é uma obra que mescla crítica e humor de uma forma fluida e gentil, que vai te conquistar logo no primeiro parágrafo! 

https://deolhonaestante.wordpress.com/2015/08/11/resenha-do-livro-extraordinario-de-r-j-palacio/adaptado

No decorrer da história, podemos acompanhar os dramas vividos por Auggie, como:

I. A luta para viver uma vida normal de um garoto de sua idade, apesar das adversidades encontradas.
II. O sofrimento pelo preconceito de crianças e adultos por ser diferente.
III. Revolta, pois sente-se excluído por sua aparência.


Está CORRETA a alternativa: 
Alternativas
Q2847485 Português
Ventos de furacão: cidade do RS registra rajadas de 142 km/h durante tempestade.


        Choveu forte no estado do Rio Grande do Sul na madrugada desta quinta-feira (21). Três alertas estão em vigor no estado: chuva e ventos intensos; alagamentos; chuva e vento pontualmente fortes com descargas elétricas e eventual queda de granizo.

        Dados do Instituto Nacional de Meteorologia, apontam que, na cidade de Soledade, no norte do Rio Grande do Sul, os ventos chegaram a 142 km/h, velocidade compatível com as rajadas de um furacão da categoria 1, segundo a escala de SaffirSimpson. 

        Outros municípios também registraram rajadas de ventos acima de 100km/h, é o caso de Cruz Alta (140 km/h), Jaguarão (125 km/h), Rio Grande (114 km/h), Pelotas (111 km/h) e São Borja (108 km/h). Já em relação aos acumulados de chuva registrados nas últimas 24 horas, Jaguarão, município no sul do Rio Grande do Sul, computou 131,2 milímetros de chuva.

        Segundo a Defesa Civil estadual, as equipes receberam muitas informações de vendaval, chuvas intensas, casas destelhadas, árvores caídas e alguns bloqueios de rodovias. Um levantamento do órgão aponta que duas rodovias estaduais foram totalmente bloqueadas. Outras sete tiveram bloqueios parciais.



Fonte: Ventos de furacão: cidade do RS registra rajadas de 142 km/h durante tempestade | CNN Brasil
Assinale a alternativa INCORRETA de acordo com o texto:
Alternativas
Q2764775 Português

Imagem associada para resolução da questão




Sobre a charge acima, assinale a afirmativa incorreta.

Alternativas
Respostas
5021: C
5022: E
5023: C
5024: A
5025: A
5026: B
5027: C
5028: C
5029: D
5030: C
5031: A
5032: B
5033: D
5034: A
5035: C
5036: D
5037: D
5038: C
5039: C
5040: C