Questões de Concurso
Sobre noções de fonética em português
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A próxima questão deve ser respondida tendo por base a fábula a seguir.
A raposa e as uvas
Uma raposa passou embaixo de um pé carregado com lindas uvas. Ficou com muita vontade de comer aquelas uvas. Deu muitos saltos, tentou subir na parreira, mas não conseguiu. Depois de muito tentar foi-se embora, dizendo com prepotência:
– Eu nem estou ligando para as uvas. Elas estão verdes, mesmo...
(Adaptado de: https://www.culturagenial.com/historias-infantiscurtas-comentadas/)
Em qual das palavras abaixo NÃO ocorre encontro consonantal?
I- Açúcar;
II- Ali.
Os itens correspondem respectivamente a:
O agrupamento das pessoas em classes sociais não é, ao contrário do que alguns pensam, "apenas uma decisão técnica como outra qualquer". Como tudo no estudo da desigualdade, esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas. E não é sem razão: a escolha da identificação de classes de uma forma específica tem implicações concretas. O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas.
Quem não consegue entender isso pode fazer um exercício simples: identifique pobres como uma classe; considere que quase todo mundo queira erradicar a pobreza; que quase todo mundo queira saber melhor o que é preciso para tanto; defina como pobre 0,1% da população; nesse caso, que medida erradicaria a pobreza? Caridade privada seria suficiente; agora defina como pobre 99,9% da população. A medida recomendada seria uma revolução.
Conclui-se desse exercício que a forma como pesquisas dividem a sociedade em classes tem implicações práticas, pois pesquisa em desigualdade é usada para definir políticas. Quando se coloca uma pessoa numa classe, a tendência é que essa pessoa passe a ser vista como todas as demais pessoas que estão naquela classe e, em alguns casos, passe a ser tratada do mesmo modo pelas políticas.
Qual é a diferença substantiva entre uma pessoa um centavo abaixo da linha de renda que define os benefícios de assistência social e outra um centavo acima? Em renda, irrelevante, mas a classificação elegível e não elegível tem impactos concretos na vida das pessoas. Elas passam ou não pelo buraco da agulha dos critérios de elegibilidade de programas sociais. Alguns programas chegam a ser desenhados com base em classes, por isso o assunto não é apenas um detalhe acadêmico.
Marcelo Medeiros. Os ricos e os pobres. São Paulo: Companhia das Letras, 2023
(com adaptações).
Julgue o item a seguir, relativo às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.
As palavras "explícitas" e "técnica" seguem a mesma regra de acentuação gráfica.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

É fundamental que estes serviços estejam organizados para garantia da qualidade e quantidade adequada de contraceptivos que atendam à demanda poputacional.
I. A palavra populacional é um exemplo de derivação parassintética, pois exige o acréscimo simultâneo de um prefixo e de um sufixo para fazer sentido.
II. Nas palavras qualidade e quantidade, a sequência qu é classificada como dígrafo consonantal, assim como ocorre na palavra adequada.
IlI. Considerando a posição da sílaba tônica das palavras que compõem o trecho, verifica-se o predomínio de vocábulos paroxítonos e a completa inexistência de palavras proparoxÍtonas.
Está CORRETO o que se afirma em:
Para responder à questão, leia a charge abaixo.

Conheça alguns benefícios de uma boa noite de sono
Por Vanessa Regina Berenhauser

(Disponível em: www.tjsc.jus.br/web/servidor/dicas-de-saude/- /asset_publisher/0rjJEBzj2Oes/content/conheca-alguns-beneficios-de-uma-boa-noite-de-sono – texto adaptado especialmente para esta prova).
( ) Na palavra “cérebro”, há um encontro consonantal. ( ) A palavra “chaves” contém um dígrafo. ( ) A palavra “melhor” tem 6 letras e 6 fonemas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O vocábulo 'cérebro' está acentuado corretamente por ser uma palavra proparoxítona. Assinale a frase a seguir que apresenta um vocábulo acentuado de forma incorreta como proparoxítono.
Durante o processo de aprendizagem da escrita, as crianças podem cometer erros ortográficos como confundir as letras quando algumas delas se parecem, porque partilham características gráficas em comum.
Tais erros são devidos à semelhança de traçado entre os grafemas, como, por exemplo:
Texto 1
Quarto de Despejo: Diário de uma favelada
“20 DE JULHO
Deixei o leito as 4 horas para escrever. Abri a porta e contemplei o céu estrelado. Quando o astro-rei começou despontar eu fui buscar agua. Tive sorte! As mulheres não estavam na torneira. Enchi minha lata e zarpei. (...) Fui no Arnaldo buscar o leite e o pão. Quando retornava encontrei o senhor Ismael com uma faca de 30 centimetros mais ou menos. Disse-me que estava a espera do Binidito e do Miguel para matá-los, que eles lhe expancaram quando ele estava embriagado.
Lhe aconselhei a não brigar, que o crime não trás vantagens a ninguém, apenas deturpa a vida. Senti o cheiro de álcool, disisti. Sei que os ebrios não atende. O senhor Ismael quando não está alcoolizado demonstra sua sapiência. Já foi telegrafista. E do Circulo Exoterico. Tem conhecimentos biblicos, gosta de dar conselhos. Mas não tem valor. Deixou o álcool lhe dominar, embora seus conselho seja util para os que gostam de levar vida decente.
Preparei a refeição matinal. Cada filho prefere uma coisa. A Vera, mingau de farinha de trigo torrada. O João José, café puro. O José Carlos, leite branco. E eu, mingau de aveia. Já que não posso dar aos meus filhos uma casa decente para residir, procuro lhe dar uma refeição condigna.
Terminaram a refeição. Lavei os utensílios. Depois fui lavar roupas. Eu não tenho homem em casa. E só eu e meus filhos. Mas eu não pretendo relaxar. O meu sonho era andar bem limpinha, usar roupas de alto preço, residir numa casa confortável, mas não é possível. Eu não estou descontente com a profissão que exerço. Já habituei-me andar suja. Já faz oito anos que cato papel. O desgosto que tenho é residir em favela.
...Durante o dia, os jovens de 15 e 18 anos sentam na grama e falam de roubo. E já tentaram assaltar o emporio do senhor Raymundo Guello. E um ficou carimbado com uma bala. O assalto teve inicio as 4 horas. Quando o dia clareou as crianças catava dinheiro na rua e no capinzal. Teve criança que catou vinte cruzeiros em moeda. E sorria exibindo o dinheiro. Mas o juiz foi severo. Castigou impiedosamente.
Fui no rio lavar as roupas e encontrei D. Mariana. Uma mulher agradavel e decente. [...] Estendi as roupas rapidamente e fui catar papel. Que suplicio catar papel atualmente! Tenho que levar a minha filha Vera Eunice. Ela está com dois anos, e não gosta de ficar em casa. Eu ponho o saco na cabeça e levo-a nos braços. Suporto o peso do saco na cabeça e suporto o peso da Vera Eunice nos braços. Tem hora que revolto-me. Depois domino-me. Ela não tem culpa de estar no mundo”.
[...]
Adaptado de: JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2020.
Primeira coluna: posição da sílaba tônica
1.Oxítona
2.Paroxítona
3.Proparoxítona
Segunda coluna: palavras
(__)Barbárie.
(__)Ruim.
(__)Pudica.
(__)Cateter.
(__)Álcool.
(__)Gratuito.
Assinale a alternativa que indica a correta associação entre as colunas:
