Questões de Concurso Sobre noções de fonética em português

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Q3219077 Português

Regulamentação da Polícia Penal – Desafios de Ontem e de Hoje

João Vitor Rodrigues Loureiro* 







Sabendo-se que dígrafos são duplas de letras que representam, na ortografia da Língua Portuguesa, apenas um som (fonema), dentre as opções a seguir, aquela em que todas as palavras retiradas do texto possuem dígrafo é a seguinte:
Alternativas
Q3217651 Português
Crianças de 2 e 4 anos são abandonadas na noite de ano novo no ES

        Duas crianças de 2 e 4 anos foram encontradas abandonadas em uma casa em Piúma, no Sul do Espírito Santo, na manhã desta quarta-feira (1º). Segundo a Polícia Militar, os policiais receberam uma denúncia anônima de que o padrasto dos meninos deixou os dois sozinhos em casa na terça-feira (31), noite de ano novo.

         As crianças foram levadas para a casa de passagem do município, onde foram acolhidas. O suspeito não foi localizado até a última atualização desta reportagem. O major Cavatti explicou que a mãe da criança foi presa há aproximadamente um mês e o pai também está preso por tráfico. Com isso, o cuidado dos meninos teria ficado com o padrasto.

        Após receberem a denúncia, os militares chegaram na casa no bairro Lagoa Azul e encontraram as crianças sozinhas na calçada na frente da residência. "A informação que nós temos é que parece que o padrasto tentou deixar as crianças com a avó materna e ela se recusou e com isso ele cometeu o crime de abandono de incapaz e largou as crianças em casa, sozinhas. Nós salvamos as crianças, dois bebês, de uma tragédia. Eles abandonados dentro de casa é uma coisa que para nós é impensável", destacou o major.

        O sargento Tiago Lara participou da ocorrência. Ele contou que assim que eles chegaram no local, as crianças ficaram muito assustadas com a presença dos policiais. "Quando chegamos vimos os dois sujos na frente da casa. Eles entraram em prantos quando viram a guarnição. Mas a gente de forma lúdica foi tentando se aproximar deles, perguntamos se eles estavam com fome, eles disseram que sim. Também conseguimos o apoio de uma técnica de enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que estava passando pelo local para acalmar as crianças até a chegada do conselho tutelar", comentou o sargento.

        A PM destacou ainda que vai investigar todos os indícios do crime de abandono de incapaz para saber quem deveria estar cuidando das crianças. A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia (DP) de Piúma.

Fonte: Crianças de 2 e 4 anos são abandonadas na noite de ano novo no ES | Sul do ES | G1
Assinale a alternativa que apresente palavra com mais de quatro sílabas: 
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Q3212784 Português
Se trocarmos as consoantes surdas da palavra “pata” por sonoras, obteremos:
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Q3210311 Português
A Amazônia fora dos trilhos

Márcio Souza desnuda o custo da ‘civilização’ em ‘Mad Maria’, que é reeditado em momento decisivo da região.

Antes de se embrenhar nas páginas de Mad Maria, o leitor é avisado de que “há muito de verdadeiro” no relato da construção da ferrovia Madeira-Mamoré nos primeiros anos do século 20, mas que o livro “não passa de um romance”. Ainda assim, se algo soar familiar, não será por engano, pois “o capitalismo não tem vergonha de se repetir”. Os tratores que derrubavam a floresta para estender em alguns quilômetros o delírio chamado Transamazônica ratificavam o comentário de Márcio Souza enquanto o manauara escrevia o romance, entre 1977 e 1980. Essa repetição persiste na Amazônia, a julgar por projetos como Belo Monte, a BR-319 e o avanço do garimpo que extermina flora, fauna e povos da floresta. Neste momento em que a região cresce em relevância no debate público, temos a sorte de reencontrar o livro, que acaba de ganhar reedição após quase vinte anos fora de catálogo.

O plano de uma ferrovia que funcionasse como alternativa ao traiçoeiro rio Madeira no transporte da borracha remonta a fins do século 19, mas foram as escaramuças entre Brasil e Bolívia que impulsionaram o projeto. O Tratado de Petrópolis, assinado pelos dois países em 1903, reconheceu o Acre como território brasileiro e formalizou a nossa promessa de construir uma estrada de ferro que contribuiria para o escoamento da produção boliviana. Souza, aliás, estreou na literatura com o divertido Galvez, imperador do Acre (1976), romance folhetinesco que narra as desventuras do espanhol Luis Galvez Rodríguez de Arias nesse período.

Mad Maria - Márcio Souza

Mad Maria, que carrega no título o apelido da locomotiva da Madeira-Mamoré, se passa em 1911, quando a construção da “ferrovia do diabo” já contabilizava quatro anos e milhares de operários — imigrantes aliciados primeiro nas periferias da Europa e do Caribe e depois na Índia — mortos em decorrência das condições desumanas de trabalho e de doenças como malária e beribéri. Para praticamente todos os envolvidos na obra nessa porção de Mato Grosso (hoje Rondônia), os 366 quilômetros de trilhos não ligavam Porto Velho a Guajará-Mirim, mas o nada a parte alguma, com uma parada no inferno no meio do caminho. A narrativa elege seis personagens para acompanharmos mais detidamente: o médico norte-americano Richard Finnegan e o engenheiro britânico Stephan Collier, funcionários da Madeira-Mamoré Railway Company; a boliviana Consuelo e um indígena karipuna que acabam envolvidos com a obra; o dono do empreendimento, o empresário norte-americano Percival Farquhar, e o então ministro da Viação e Obras Públicas, J. J. Seabra — esses dois verídicos.

Atmosfera de terror

Dividido em capítulos curtos que fragmentam a ação e alternam sempre o foco do narrador, o livro pode ser lido como um romance de aventura, mas sem qualquer leveza. A batalha política travada no Rio de Janeiro entre Farquhar e Seabra em ambientes luxuosamente decorados só atenua a atmosfera de terror deixada pelos eventos na frente de trabalho da estrada de ferro, que incluem decapitações, mutilações e execuções. Finnegan, recém-chegado ao canteiro de obras, conserva um certo idealismo. “É que aqui estamos vivendo uma espécie de guerra. É a civilização que está avançando, vencendo a barbárie. Numa guerra acontecem coisas ruins, em geral. Mas sempre o homem consegue fazer conquistas”, pensa o médico. Isso o contrapõe a Collier, engenheiro que trabalhou na construção do canal do Panamá para quem o progresso nada mais é que “uma política de ladrões enganando povos inteiros”. Não são apenas árvores que caem diante dos trilhos da Madeira-Mamoré, mas também qualquer noção edulcorada da humanidade, como atesta a transformação do médico ao longo da narrativa, que ecoa o Coração das trevas de Joseph Conrad.
embate entre homem e natureza, entre “civilização e barbárie” é proposto em diversos momentos, e não só na Amazônia. A um aliado, Farquhar desabafa: “Meus pedidos de concessões no Paraná estão paralisados. E por um motivo ridículo, dizem que há índios ali”. É verdade, porém, que o livro poderia dar mais espaço ao seu único personagem indígena. O trecho em que ele narra um mito karipuna que explica a razão das chuvas é de uma beleza singular e reluz em meio a tanta desgraça. É uma pena que, a partir de certo ponto, deixemos de acompanhar o que se passa na mente de Joe Caripuna, batizado assim por Finnegan.

O poeta no divã Redação Quatro Cinco Um Divulgação Científica Um manual para usar alucinógenos Carlos Minuano como os arquivos da Madeira-Mamoré Railway Company foram destruídos, Souza teve de “sair pelo mundo buscando informações”. Na mesma entrevista ele mencionou a Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, o Museu Britânico e a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos como algumas das fontes de sua pesquisa. A formação em ciências sociais o moveu a sempre fundamentar bem o que escreve. Talvez por isso, Souza é um autor tão competente de romances históricos: além de Galvez e Mad Maria, que ganhou uma adaptação da Globo em 2005, merece lembrança a tetralogia Crônicas do Grão-Pará e Rio Negro, na qual o amazonense se inspira em O tempo e o vento de Érico Veríssimo para contar a “desformação” do Norte do Brasil no século 19.

Quando a Madeira-Mamoré foi enfim aberta, em 1912, o ciclo brasileiro da borracha já havia sofrido um duro golpe. O látex oriundo dos seringais da Malásia começava a invadir o mercado global, pavimentando a hegemonia inglesa no setor. Natimorta, a ferrovia passou para as mãos do governo na década de 30. Em 1972, foi desativada definitivamente. Naquele mesmo ano, o presidente Emílio Garrastazu Médici inaugurou o primeiro trecho da Transamazônica.

Fonte: Adaptado – Revista 451 - Guilherme Magalhães -24 fev 2023 | Edição #67.

Disponível em: https://quatrocincoum.com.br/resenhas/literatura/literatura-brasileira/a-amazonia-fora-dos-trilhos/
No trecho "Antes de se embrenhar nas páginas de Mad Maria", identifique o tipo de encontro consonantal presente na palavra "embrenhar".
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Q3206825 Português
A fonética e a fonologia, embora frequentemente estudadas juntas, são disciplinas distintas. A fonética estuda os sons como entidades físico-articulatórias isoladas, tendo como unidade o fone. Já a fonologia investiga os sons a partir de um ponto de vista funcional, como elementos que integram um sistema linguístico, e sua unidade é o fonema (Castilho, 2019).
Sobre fones e os fonemas, afirma-se que
Alternativas
Q3195439 Português
A palavra “energia” tem:
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Q3178347 Português
Qual é a sílaba tônica da palavra “tratamento”? 
Alternativas
Q3177557 Português
Com base nos conceitos de Fonética e Fonologia, assinale a alternativa correta sobre as diferenças entre os dois campos e suas aplicações no estudo da língua:
Alternativas
Q3163391 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A corrida para salvar o peixe mais caro do mundo das mudanças climáticas

O magnata do sushi Kiyoshi Kimura pagou este valor extraordinário por um atum-rabilho (bluefin) em 2019, durante um leilão em Tóquio, no Japão. O atum de 278 kg (o mesmo peso de um urso-cinzento) foi o peixe mais caro da história.

O atum é a família de peixes com maior valor comercial do mundo. E o atum-rabilho, tipicamente utilizado em sushis e sashimis, é o mais caro deles, segundo Sarah Glaser, diretora da equipe de futuro dos oceanos da ONG ambiental WWF nos Estados Unidos.

Um único atum-rabilho atinge o preço de mais de uma tonelada de atum-bonito, a menor e mais abundante espécie de atum. O alto preço levou à pesca excessiva e a enorme demanda global por sushi reduziu gravemente a população da espécie, que chegou à beira da extinção em 2010.

O atum-rabilho-do-atlântico se alimenta em águas do litoral da América do Norte, da Europa e da África. Eles desovam no Golfo do México e no mar Mediterrâneo.

O atum-rabilho-do-pacífico desova no oeste do Oceano Pacífico e migra por mais de 8 mil quilômetros para se alimentar no litoral da Califórnia. E o atum-rabilho-do-sul se alimenta nas águas temperadas em volta da Austrália e migra para o sudeste de Java para desovar.

Mas, nos últimos anos, os países criaram quotas de pesca mais sustentáveis e combateram a pesca ilegal. Com isso, a população de bluefins passou por uma extraordinária recuperação.

Em 2021, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) reduziu a classificação do atum-rabilho-do-atlântico de "ameaçado" para  "menor  preocupação".  Paralelamente,  o atum-rabilho-do-pacífico se recuperou, atingindo níveis superiores aos objetivos internacionais com uma década de antecedência.

Já o atum-rabilho-do-sul continua ameaçado, mas não está mais "criticamente ameaçado" na lista vermelha da IUCN.

"É uma grande história de sucesso", comemora o gerente do projeto de pesca da WWF, Alessandro Buzzi, especialista na pesca do atum.

"Conseguimos reverter esta tendência de pesca excessiva e colapso iminente das populações em menos de 20 anos. Estamos agora em uma situação em que a pesca excessiva deixou de ser uma ameaça."

Mas a espécie agora enfrenta outro desafio importante: as mudanças climáticas.

Estudos demonstram que o atum-rabilho é altamente sensível às mudanças de temperatura. Mesmo pequenos aumentos afetam seu metabolismo, reprodução e hábitos alimentares.

Os cientistas alertam que estas alterações causar impactos a outros animais marinhos e às comunidades de pescadores.

Medindo entre 1,8 e 3 metros, o bluefin é o maior atum do mundo. Ele pode viver até 40 anos.

Estes peixes são superpredadores. Eles caçam visualmente diversas espécies de peixe, como arenques e cavalinhas.

Eles são peixes de sangue quente e estão entre os nadadores mais rápidos do planeta. Os atuns-rabilho migram por milhares de quilômetros todos os anos para desovar e caçar, mas seus padrões de migração, agora, começa a se alterar.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx26qely653o)
A fonética procura analisar detalhadamente os sons produzidos por uma língua.
A seguir, são apresentadas afirmativas sobre esses detalhes dos sons produzidos na fala dos vocábulos extraídos do texto. Analise-as:

I.A letra 'h' do vocábulo 'história' não representa nenhum fonema.
II.A letra 'z' do vocábulo 'utilizado' e a letra 's' do vocábulo 'analisar', representam o mesmo fonema.
III.A palavra 'pesca' apresenta um dígrafo.
IV.A separação de sílaba da palavra 'excessiva' é ex-ce-ssi-va.
V.O vocábulo 'agua' apresenta um ditongo crescente, assim como os vocábulos 'quaresma' e ''série'.

Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Q3150290 Português

https://www.pensador.com/osho/. Acesso em: 11 out. 2024.

Apoie-se na ortoepia (“a parte da gramática que ensina as regras da boa pronúncia”) e nos aspectos fonéticos, a fim de analisar este excerto “A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa ‘coração’" (l. 01) e aponte a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4316360 Português
ESCREVER: AVENTURAS E DESVENTURAS


(1º§) O termo “aventuras”, no plural, tal como ele aparece no título deste artigo, evoca ao mesmo tempo uma multiplicidade de episódios ou realizações e seu caráter inesperado, surpreendente. No que diz respeito à escrita, a diversidade dos contextos de seu surgimento, como a de suas manifestações, legitima amplamente essa designação.

(2º§) Mas, além do número e da variedade dos sistemas de escrita conhecidos até agora, e tendo em vista o interesse fascinado das sociedades ocidentais pelos espetaculares avanços culturais que lhes são atribuídos (transmissão de conhecimentos, aceleração do progresso, dos conhecimentos, administração de grupos humanos, gestão econômica, etc.), o aparecimento da escrita, pela primeira vez no mundo, na Mesopotâmia, no final do quarto milênio a.C., foi e continua sendo percebido como uma verdadeira revolução.

(3º§) O que não deixou de ser entendido como um salto qualitativo da civilização, tanto mais espetacular quanto imprevisível. Tal é a nossa percepção ocidental, repetida e reforçada ao longo dos séculos, desde a antiguidade grega, mas que, contudo, não é universal. O Extremo Oriente, por exemplo, tem uma concepção completamente diferente de escrita.

(4º§) O exame cuidadoso dos fatos, assim como a abundante literatura que eles suscitaram, nos convidam a perguntar se a verdadeira aventura da escrita não foi, de fato, a desventura que constitui essa historiografia, agora milenar, que a assumiu e que até o momento não cessou de produzir uma sequência quase que ininterrupta de estudos, análises, discursos ou narrativas, mitos e histórias para descrever sua origem.

(5º§) Objetivo duplamente problemático: em si, – retornaremos a este ponto –, e em sua orientação em direção a um objeto que não pode ser descoberto, mas sim a um pressuposto que ela busca legitimar. Pressuposição segundo a qual a escrita seria essencialmente um produto derivado da língua.

(6º§) Após relembrar as linhas de força que estruturam essa abundante literatura, tentaremos empregar estratagemas que, apesar de tudo, permitem uma saída dessa desventura. Subterfúgios representados pelos trabalhos de Leroi-Gourhan, Derrida e A. M. Christin, bem como pelos recentes avanços da neurofisiologia, sobretudo aqueles apresentados por G. Rizzolatti. Mas, de início, é imperativo que façamos uma nota sobre as definições mais comuns de escrita e os muitos estudos especializados nos quais elas se apoiam.

(7º§) Desventuras assume sentido polissêmico, conotativo, com possibilidades de entender a constituição de “desventuras” quando se escreve algo desagradável e que, muitas vezes, pode ser comprometedor. Mas, como todos sabemos, o entendimento é contextual e individual, logo, polissêmico.

(8º§) Nessa dimensão discursiva, pense na importância do conteúdo ora em análise. Reflita sobre as aventuras e as desventuras proporcionadas pela ESCRITA. (...)

(Aventuras e desventuras da escrita. A propósito da interpretação do nascimento da escrita na Mesopotâmia | Cadernos do LEPAARQ (UFPEL)) – (Acesso em 10.11.2023) – (Adaptado)
No estudo de “Fonética” e “Fonologia”, temos características de ambas, estabelecendo as suas diferenças, entre elas, citamos o exemplo seguinte:

Letra e fonema são diferentes. Percebemos isso quando pensamos na letra x. Nas palavras seguintes, a letra x (escrita) tem diferentes fonemas (sons):

• em caixa, o x tem som de x /c/ /a/ /i/ /x/ /a/
• em texto, o x tem som de s /t/ /e/ /s/ /t/ /o/
• em fixo, o x tem som de cs /f/ /i/ /c/ /s/ /o/
(Fonética e Fonologia: o que elas estudam - Toda Matéria (todamateria.com.br))

Sobre “Fonética” e “Fonologia”, analise as assertivas com o código V(Verdadeiro) ou F(Falso). Após análise, marque a alternativa com a série correta.

I – “Fonética” estuda os sons da fala em seus aspectos físicos, acústicos e fisiológicos, enquanto a fonologia estuda os padrões de som em linguagens específicas.
II – “Fonologia” interpreta e organiza os sons que podem diferenciar significados, chamados de fonemas.
III – Como exemplo, citamos: na pronúncia da palavra “dieta” a fonética irá analisar como as consoantes /d/ e /i/ são articuladas: /dj/. Já a fonologia irá analisar como esses sons se organizam em uma sílaba: /dɪtɐ/.
IV – Na escrita, as palavras são formadas por letras, enquanto na fala, as palavras são formadas por fonemas (unidades mínimas significativas de uma palavra numa língua).
Alternativas
Q4316274 Português
CONCERTO NA LAGOA

Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si,
Solfeja o sapo na lagoa,
Corre, corre gente boa
Hoje tem concerto aqui.


Tem rã coaxando em fá bemol,
Crocodilo bramindo em ré, dó, mi,
Cobra sibilando em lá, mi, sol,
Gazeia a garça em fá, lá, si.


Vem que já começa o tié
A cantar num fôlego só
Canção de amor em dó, mi, ré,
Responde sua amada em mi, ré, dó.


Na lagoa deslizando
Grasna o pato em ré, mi, fá,
Embaixo d’água nadando
Ronca o peixe em sol, dó, lá.


Vem chegando o gafanhoto
A ziziar em ré, fá, mi,
Num balançado maroto
Desafia a cigarra em lá, sol, si.


Canta sabiá lá no seu canto
Uma canção em sol maior,
Enquanto uirapuru ensaia o canto
Na escala lá menor.


Canto vai, canto vem,
Passam as horas lentamente
E o concerto finalmente
Termina ao som dos grilos


Cantando uma canção de ninar
Para os que vivem na lagoa.
É verdade, meninada boa,
Todos vão dormir e sonhar.


(Maria Hilda de J. Alão. Escritora e Poetisa. Autora de Poesias infantis).

(https://www.recantodasletras.com.br/infantil/7842270)
Marque a alternativa com palavras escritas com encontro consonantal.
Alternativas
Q4207211 Português
A alternativa que apresenta somente palavras PROPAROXÍTONAS é:
Alternativas
Q4109217 Português
“Às vezes, precisamos ser como o pássaro: confiar nas asas e voar, mesmo sem saber até onde o vento vai nos levar.” Assinale a alternativa que apresenta a palavra que pertence à mesma regra de acentuação de “pássaro”.
Alternativas
Q3422036 Português
Assinalar a alternativa em que a letra “X” representa, em seu som, um encontro consonantal:
Alternativas
Q3422033 Português
Mito ou realidade: o açúcar deixa as crianças hiperativas?

    Consumir muito açúcar realmente causa hiperatividade nas crianças, como muitos pais acreditam? Essa ideia começou a ganhar força na década de 1970, em grande parte graças a um livro do alergista pediátrico Ben Feingold, intitulado “Por que seu filho é hiperativo”.
    No livro, Feingold argumentou – com poucas evidências – que os aditivos alimentares, inclusive o açúcar, estão ligados ao comportamento das crianças. No entanto, a associação entre o açúcar e a hiperatividade foi completamente desmascarada nos anos 1990. O consenso esmagador dos pesquisadores é que "não há associação, nenhuma". E, no entanto, o mito da alta do açúcar permanece – e está mais forte do que nunca. Então, o que está acontecendo?
    Pense em quais eventos estão associados à alta ingestão de açúcar. Festas de aniversário, reuniões, Natal, Ação de Graças. Tempo de piscina, churrascos no quintal, piqueniques, dias de praia. Está começando a ver um padrão?
    Em outras palavras, estar em um ambiente de comemoração com parentes e amigos que as crianças talvez não vejam todos os dias é, por si só, um estimulante muito forte. Há muitas coisas que podem explicar a hiperatividade e a mudança nas emoções das crianças. Uma delas é o fato de serem crianças, e isso é algo muito típico.
(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
O som de “S” presente na palavra “inclusive” é o mesmo som do “S” presente na palavra:
Alternativas
Q3407395 Português
Segundo Bisol (2013), a harmonização vocálica é “Identificada como um processo de assimilação regressiva, tem por gatilho uma vogal alta, por alvo as vogais médias e por efeito maior domínio da vogal alta dentro de uma palavra. Não sendo uma regra de aplicação categórica, a maioria dos estudos apoia-se no modelo laboviano, oferecendo uma descrição minuciosa da regra. Diante disso, passemos, agora, a observá-la sob outra ótica, a de seus efeitos, os quais podem ser de duas ordens: total, a exemplo de [peɾi’ɡʊ]>[piɾiɡʊ] e parcial, a exemplo de [fɛlis]>[felis].[...]”. A partir das considerações feitas pela autora sobre a harmonização vocálica, pode-se compreender, então, que inúmeras ocorrências de falhas nas realizações escritas de alunos dos anos finais do ensino fundamental, devem-se a esse fenômeno linguístico. Sabendo disso, análise as realizações escritas nas alternativas e assinale a que NÃO corresponde a um fenômeno de harmonização vocálica:
Alternativas
Q3355637 Português
Às vezes, o mesmo som pode ser representado por mais de uma letra do alfabeto, como é o caso de X e CH. Apesar do mesmo som, qual palavra está escrita INCORRETAMENTE?
Alternativas
Q3203317 Português
Assinale a alternativa que apresenta a sílaba tônica da palavra “brasilidade”.
Alternativas
Q3178163 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bater perna


Mineiro que é mineiro quando sai de casa quer resolver o mundaréu de convites que estava devendo.


Ele demora para largar o aconchego de seu lar, mas, quando decide, não quer perder a viagem. Pretende aproveitar o máximo do tempo para dar conta da blitz afetuosa e quitar a lista de intenções do ano passado.


Não é mais um passeio, e sim uma romaria. Se perigar, é capaz de visitar cinco pessoas no sábado, com um tiquinho de café num, um tiquinho de broa no outro, jamais recusando provar os petiscos.


Confunde-se com um trem: várias estações a descer até o fim dos trilhos. Não é à toa que suspira "trem" para qualquer "treco".


Mineiro é supersticioso. Não aceita abrir a boca em vão.


Pressinto a correria da esposa no momento em que confessa que a família vem reclamando que anda sumida e que, se continuar sem dar notícias, pensará que ela morreu. Aliás, mineiro apenas aceita notícias pessoalmente, caso contrário não acredita.


Conversar por telefone ameniza a saudade, ajuda um pouco a entender o problema, porém não substitui a presença em carne e osso. Aqui é São Tomé com Phd: só tocando para crer.


Minha esposa quando fala que vai visitar uma tia é uma parcela da verdade: pretende visitar todas as suas tias. É a tia Norma. É a tia Geni. É tia Therezinha. É tia Naná. Será o dia das tias. O dia exclusivo da tiarada.


Não pode deixar nenhuma de fora, para não ser injusta. Pois se uma fica sabendo, o risco da desilusão é iminente. Uma tia pode se sentir preterida e não atender mais as ligações. Mineiro quando se chateia simplesmente não atende mais as ligações. Finge-se de surdo. O silêncio é a sua terrível vingança: desaparece de repente para gerar preocupação, obrigando quem fez a desfeita a ir a sua casa e bater à porta.


A culpa em Minas está diretamente ligada ao amor. Você se vê culpado até por aquilo que não aconteceu.


Força-se a alegria com medo da tragédia.


Ela parte de manhãzinha e somente voltará à noite. Para não render o assunto comigo, avisa que será rapidinho. Leia-se rapidinho em cada uma das trocentas paradas. Já estarei dormindo, certamente, em seu regresso. Nem me preocupo mais como antes. 


Às vezes acredito que está em permanente campanha eleitoral, tentando desesperadamente não perder os votos que possuía.


Assim como há a data reservada para as tias, ainda tem o dia dos primos, dos tios, dos tios-avós, dos amigos, dos colegas de trabalho. A sorte que é filha única e sobrou um dia para mim, senão teria ainda o dia dos irmãos.


Nunca vi ninguém cuidar tanto da família como o mineiro. Não suporta o adeus, muito menos tolera o tchau. É inté! (traduzindo: volte logo, sem desculpas).


Disponível em Acesso em 25 nov 2024

No trecho "Não é à toa que suspira 'trem' para qualquer 'treco'", o uso das palavras "trem" e "treco" permite uma análise fonética e fonológica das semelhanças entre os dois termos.

Sobre a relação sonora e fonológica entre as palavras no contexto, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Respostas
81: D
82: C
83: A
84: C
85: C
86: D
87: C
88: B
89: A
90: A
91: D
92: D
93: B
94: A
95: D
96: A
97: A
98: C
99: D
100: C