Questões de Concurso
Sobre noções de fonética em português
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I.A fonética estuda os sons que produzimos na fala. Ao produzirmos os sons utilizamos diferentes partes do aparelho fonador (boca, língua, lábios, dentes, palato, cordas vocais, laringe, pulmão etc.).
II.Dependendo do modo como uma palavra é pronunciada, diferentes órgãos são acionados. Por outro lado, a fonologia estuda os fonemas (ou sons) da língua.
III.Esses fonemas são representados, na língua escrita, pelas letras - consoantes e vogais - e estão relacionados ao modo como a corrente de ar sai de nossos pulmões quando produzimos um determinado som.
IV.A representação dos sons por meio das letras nos leva a outra área de estudos: a semântica.
Está CORRETO o que se afirma em:
Catas Altas
Autêntico por sua simplicidade, o lugarejo está situado a 130 km de Belo Horizonte. Agrega numa mesma paisagem grandes picos, alguns com mais de 2000 metros de altitude, casas coloniais preservadas, ruas de pedras, ruínas de um aqueduto, igrejas coloniais, inclusive com obras de Aleijadinho e mestre Ataíde, belas cachoeiras e um aconchegante clima ameno.
O conjunto arquitetônico barroco formado pela Igreja da Matriz e por casas antigas ao redor da praça Monsenhor Mendes, entre outras construções, traz para o presente a história da pequena e bucólica cidade mineira.
Para proteger esse rico acervo histórico, cultural e religioso, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) tombou todo o perímetro urbano de Catas Altas.
Disponível em: <http://www.institutoestradareal.com.br>
(Almanaque de Atualidades)
Analise o quadrinho do cartunista Maurício de Sousa.

Disponível em: <https://paisefilhos.uol.com.br/familia/mauricio-de-sousa-uneturma-da-monica-com-a-caminho-da-lua-em-tirinha-sobre-amizade/>. Acesso
em: 10 set. 2021.
A fala do personagem Cebolinha é caracterizada pela troca que envolve dois fones pelo som lateral aproximante alveolar. São eles:
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.
TEXTO I
Cuidado: chatbots
Ruy Castro
Um amigo veio me falar dos chatbots: “Cuidado! São um perigo! Se conversar com um deles, não diga nada que possa te comprometer! Não faça confidências, não peça conselhos e não acredite em tudo o que ele diz!”. Envergonhado por não saber direito o que era um chatbot — nem como conversar com ele, se nunca lhe fui apresentado e não tenho ideia de onde vive —, apenas escutei e concordei enfaticamente.
Pela terminação do nome em bot, como em “robot”, intuí brilhantemente que um chatbot seria um robô que fala. Algo como a linda robota de “Metrópolis” (1927), o Robbie de “Planeta Proibido” (1956) ou o C‑3PO de “Guerra nas Estrelas” (1977). Mas, pelo que li no Google, esses avós da robótica não chegam nem ao chinelo de um chatbot — um programa de computador, baseado em inteligência artificial, que simula conversas com falantes em qualquer língua, nível intelectual e tipo de conteúdo. Se você tentar tapeá‑lo falando na língua do P, ele te respespondeperapá no apatopó.
Pelo grau de evolução da coisa, ouvi que os cientistas estão alarmados, porque muitos chatbots, controlados por uma facção de algoritmos fora da lei, aprenderam a se passar por humanos. Se for verdade, isso comprometerá todas as relações pessoais e sociais. Em quem poderemos confiar? Chatbots “humanos” terão acesso aos centros de decisões mundiais, induzindo os poderosos a fazer coisas.
Um exemplo. Um chatbot disseminará uma fake news capaz de abalar um país. Um segundo chatbot o “denunciará” como um farsante, com o que se tornará digno de confiança, e disseminará outra fake news ainda mais grave — e nesta todos acreditarão —, iniciando talvez uma guerra. Você perguntará: por que eles fariam isso? Por causa da velha (e tão humana) ambição de dominar o mundo, curvando‑o a um controle planetário.
Só uma coisa preocupa um chatbot: alguém arrancar seu fio da tomada da parede.
FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cotidiano, Opinião,
11 abr. 2025, p. A2 (adaptado).
Leia os textos a seguir.
TRECHO DO TEXTO I
“Envergonhado por não saber direito o que era um chatbot — nem como conversar com ele [...]. Em quem poderemos confiar? [...] Um chatbot disseminará uma fake news capaz de abalar um país.”
TEXTO III

Considerando os aspectos fonéticos e morfológicos, as palavras e termos que compõem os dois textos, analise as afirmativas a seguir.
1. Segundo a norma‑padrão, as palavras “disseminará” (trecho do texto I) e “você” (texto III) recebem acento na última sílaba por exemplificarem um(a) __________ terminado(a) em vogal.
2. As palavras “envergonhado” e “capaz” (trecho do texto I) pertencem à classe gramatical dos __________.
3. No texto III, a(s) linguagem(ns) __________ faz(em)-se presente(s).
A sequência que preenche correta e respectivamente as afirmativas anteriores é:
Texto 1
Quarto de Despejo: Diário de uma favelada
“20 DE JULHO
Deixei o leito as 4 horas para escrever. Abri a porta e contemplei o céu estrelado. Quando o astro-rei começou despontar eu fui buscar agua. Tive sorte! As mulheres não estavam na torneira. Enchi minha lata e zarpei. (...) Fui no Arnaldo buscar o leite e o pão. Quando retornava encontrei o senhor Ismael com uma faca de 30 centimetros mais ou menos. Disse-me que estava a espera do Binidito e do Miguel para matá-los, que eles lhe expancaram quando ele estava embriagado.
Lhe aconselhei a não brigar, que o crime não trás vantagens a ninguém, apenas deturpa a vida. Senti o cheiro de álcool, disisti. Sei que os ebrios não atende. O senhor Ismael quando não está alcoolizado demonstra sua sapiência. Já foi telegrafista. E do Circulo Exoterico. Tem conhecimentos biblicos, gosta de dar conselhos. Mas não tem valor. Deixou o álcool lhe dominar, embora seus conselho seja util para os que gostam de levar vida decente.
Preparei a refeição matinal. Cada filho prefere uma coisa. A Vera, mingau de farinha de trigo torrada. O João José, café puro. O José Carlos, leite branco. E eu, mingau de aveia. Já que não posso dar aos meus filhos uma casa decente para residir, procuro lhe dar uma refeição condigna.
Terminaram a refeição. Lavei os utensílios. Depois fui lavar roupas. Eu não tenho homem em casa. E só eu e meus filhos. Mas eu não pretendo relaxar. O meu sonho era andar bem limpinha, usar roupas de alto preço, residir numa casa confortável, mas não é possível. Eu não estou descontente com a profissão que exerço. Já habituei-me andar suja. Já faz oito anos que cato papel. O desgosto que tenho é residir em favela.
...Durante o dia, os jovens de 15 e 18 anos sentam na grama e falam de roubo. E já tentaram assaltar o emporio do senhor Raymundo Guello. E um ficou carimbado com uma bala. O assalto teve inicio as 4 horas. Quando o dia clareou as crianças catava dinheiro na rua e no capinzal. Teve criança que catou vinte cruzeiros em moeda. E sorria exibindo o dinheiro. Mas o juiz foi severo. Castigou impiedosamente.
Fui no rio lavar as roupas e encontrei D. Mariana. Uma mulher agradavel e decente. [...] Estendi as roupas rapidamente e fui catar papel. Que suplicio catar papel atualmente! Tenho que levar a minha filha Vera Eunice. Ela está com dois anos, e não gosta de ficar em casa. Eu ponho o saco na cabeça e levo-a nos braços. Suporto o peso do saco na cabeça e suporto o peso da Vera Eunice nos braços. Tem hora que revolto-me. Depois domino-me. Ela não tem culpa de estar no mundo”.
[...]
Adaptado de: JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2020.
Primeira coluna: posição da sílaba tônica
1.Oxítona
2.Paroxítona
3.Proparoxítona
Segunda coluna: palavras
(__)Barbárie.
(__)Ruim.
(__)Pudica.
(__)Cateter.
(__)Álcool.
(__)Gratuito.
Assinale a alternativa que indica a correta associação entre as colunas:
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Dona Colô
Manuela Cantuária*
Tamanho o desespero da neta quando encontra a avó, no auge de seus 82 anos, no alto de uma escada, buscando uma caixa no armário. As duas haviam acabado de chegar de uma consulta médica com uma bomba-relógio dentro de um envelope. O diagnóstico de Alzheimer de Colotildes de Jesus.
A neta oferece ajuda, mas a avó insiste que ainda sabe se virar sozinha. Abre a caixa com um vestido de noiva embolorado. Sob o olhar desconfiado da jovem de 20 e poucos anos, rasga o vestido num rompante. Meu casamento foi o dia mais feliz da minha vida, diz Dona Colô.
Dona Colô gostava de costurar. Costurou seu vestido de noiva por meses. E agora o transformava em retalhos para fazer uma colcha. Uma colcha de memórias que ela decidiu costurar para não esquecer de si mesma.
O segundo dia mais feliz da vida de Colotildes foi quando enterrou seu marido. Ele morreu rápido. E se viu, finalmente, livre. Usou sua toalha de mesa favorita para receber seus familiares, com uma estampa de passarinhos. Mais um retalho, enquadrando a mancha de vinho deixada por sua cunhada, que, segundo ela, também era um pudim de cachaça, mas boa gente.
Os primeiros desenhos da neta também viraram retalhos alegres. Ela, apesar de jovem, já despontava como artista plástica, o que era um grande motivo de orgulho para sua avó, dona de casa.
A cortina do quarto agora tinha um buraco em forma de retalho. O vestido do batizado de um bebê despedaçado sobre a mesa. Fantasias de Carnaval, panos de prato com os dias da semana bordados, a bandeira do Bangu Atlético Clube.
A neta desabotoa sua camisa xadrez preferida para que sua avó meta-lhe a tesoura. O som da máquina de costura se tornou a sua música favorita. A trilha sonora de uma vida inteira.
O tempo era marcado pela mesma pergunta: você viu minha agulha? A neta escutava pensativa. E, pacientemente, ajudava Colotildes a recuperar o inquieto fio da meada. Até que veio a noite escura, e ela pode cobrir sua avó de memórias.
* Roteirista e escritora, faz parte da equipe do canal Porta dos Fundos. Folha de São Paulo, 16 maio 2022. Adaptado.
Com base nos dois textos a seguir, avalie o que se informa acerca dos aspectos fonético, ortográfico e do emprego da crase.
TEXTO I
“A neta desabotoa sua camisa xadrez preferida para que sua avó meta-lhe a tesoura. O som da máquina de costura se tornou a sua música favorita. A trilha sonora de uma vida inteira.”
TEXTO II

I – No Texto II, os termos “violência” e “silêncio” estão acentuados obedecendo à mesma regra que determina a acentuação da palavra “avó” (Texto I).
II – Em “O som da máquina de costura se tornou a sua música favorita.” (Texto I), existe um erro de revisão, porque a crase é obrigatória antes de pronome possessivo.
III – Nos pares de palavras: “desabotoa”/“desabotua” há palavras parônimas, pois apesar de apresentarem semelhanças na grafia e na pronúncia, têm significados diferentes.
IV – No Texto II, “é” representa um monossílabo tônico, “seu” é monossílabo átono, “pior” é uma palavra oxítona, além de existirem vocábulos paroxítonos terminados em ditongo.
Está correto apenas o que se afirma em
Homem que matou ex-esposa com 72 facadas em 1989 no Paraná é preso no Paraguai
Fonte: https://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2026/04/15/prisao-procurado-assassinatoesposa-parana-1989.ghtml


Otto Lara Resende. Qual é a fala padrão do brasileiro,
agora? In: Folha de S.Paulo. 6 set. 1992. Internet:

