Questões de Concurso
Sobre noções de fonética em português
Foram encontradas 329 questões
A questão refere-se ao texto abaixo.
A cidade contemporânea e a invisibilidade de quem envelhece sozinho
No Japão, a expressão kodokushi — utilizada para definir mortes solitárias — deixou de representar um fenômeno periférico e hoje ocupa posição central no debate público sobre envelhecimento e coesão social. Em abril de 2026, o governo japonês divulgou estimativas indicando que, ao longo do ano passado, 22.222 pessoas morreram sozinhas — e foram encontradas apenas após oito dias ou mais. Quando o intervalo considerado é de quatro dias, o número ultrapassa 32 mil casos, segundo o Cabinet Office of Japan. O dado ganha dimensão ainda maior em um país onde 28,6% da população (10,9% do total) já possui 65 anos ou mais e os domicílios unipessoais representam cerca de 38% das residências, de acordo com o Statistics Bureau of Japan. Setenta por cento dos que morreram solitariamente tinham 65 anos ou mais.
O aspecto mais perturbador desse cenário talvez não esteja apenas nos números, mas no que eles revelam. Em uma das sociedades mais organizadas e tecnologicamente avançadas do planeta, milhares de pessoas desaparecem da vida cotidiana sem que sua ausência seja imediatamente percebida. A contradição é evidente: cidades podem se tornar mais eficientes e longevas sem, necessariamente, preservarem os vínculos humanos que sustentam a vida coletiva.
O Brasil ainda está distante da dimensão observada no Japão, no entanto os vetores demográficos que sustentam esse processo já estão presentes. O Censo 2022 do IBGE registrou mais de 22 milhões de brasileiros com 65 anos ou mais (cerca de 10,9% do total), crescimento de 57,4% em relação ao levantamento anterior. Paralelamente, o país contabiliza 13,6 milhões de domicílios unipessoais, equivalentes a 18,8% das residências nacionais; do total de moradores solitários, aproximadamente 29% têm 65 anos ou mais. O envelhecimento da população brasileira avança simultaneamente ao crescimento de arranjos de vida mais individualizados.
Via de regra, morar sozinho não constitui, por si só, um problema social. Em muitos casos, representa autonomia e independência. O ponto crítico emerge quando as cidades deixam de oferecer as condições necessárias para sustentar essa autonomia ao longo do envelhecimento. A degradação dos espaços públicos, a precariedade da mobilidade urbana, a insegurança e o enfraquecimento da vida de bairro produzem ambientes onde o isolamento se intensifica de forma silenciosa e progressiva.
É nesse ponto que a discussão ultrapassa o campo da assistência social e alcança o urbanismo e a saúde pública. A Organização Mundial da Saúde associa isolamento social e solidão ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, depressão, ansiedade, declínio cognitivo e mortalidade precoce. A solidão prolongada gera impactos clínicos concretos, amplia internações evitáveis e pressiona sistemas de saúde já tensionados pelo envelhecimento populacional.
Sob essa perspectiva, as mortes solitárias observadas no Japão funcionam como um alerta antecipado para sociedades que envelhecem rapidamente, como a brasileira. Espaços públicos acessíveis, bairros caminháveis, transporte inclusivo, serviços distribuídos territorialmente e equipamentos de convivência deixam de ser elementos acessórios do planejamento urbano e passam a integrar uma infraestrutura preventiva de saúde.
Ao mesmo tempo, os recentes avanços tecnológicos no campo da saúde abrem possibilidades relevantes. A integração entre atenção primária, assistência social, vigilância territorial e ferramentas analíticas pode permitir a identificação precoce de situações de isolamento extremo e vulnerabilidade social. Contudo, a tecnologia sozinha não resolverá um problema cuja origem é essencialmente relacional.
O caso japonês oferece uma advertência importante: sociedades podem envelhecer com _ _ _ _ _ _, infraestrutura e elevada expectativa de vida e, ainda assim, _ _ _ _ _ _ em algo elementar — garantir que ninguém _ _ _ _ _ _ os últimos dias de existência completamente invisível para o mundo ao redor.
Texto adaptado.
Analise as afirmações abaixo e assinale (V) para Verdadeiro e (F) para Falso.
( ) A palavra “saúde” é acentuada pela mesma razão de “declínio”.
( ) A palavra “demográficos” é acentuada por ser uma polissílaba.
( ) A palavra “públicos” é acentuada pela mesma razão de “vínculos”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
(1) Padrão V. (2) Padrão VC. (3) Padrão CVC. (4) Padrão CCVC.
( ) Escola. ( ) Cristal. ( ) Carta. ( ) Uva.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Cavalos podem sentir o cheiro do medo dos humanos, segundo um novo estudo
Belos e fortes, os cavalos se apresentam como animais imponentes, mas muitas pessoas nem imaginam que eles também possuem uma grande sensibilidade. Sim, os cavalos possuem um nível de percepção bem específico, como comprova um estudo científico recente, publicado em janeiro de 2026 na revista “PLOS One”. A investigação mostra que os cavalos são capazes de sentir o cheiro do medo humano e isso altera seu próprio comportamento.
A pesquisa, conduzida pela Dra. Plotine Jardat (pesquisadora PhD em comportamento e bem-estar equino) e sua equipe no Instituto Francês de Equitação, foi além de estudos anteriores que já mostravam que os cavalos respondem a expressões faciais e tom de voz, focando especificamente no olfato. A seguir, National Geographic Brasil detalha como o estudo foi conduzido e quais as descobertas feitas sobre mais um comportamento impressionante dos equínos.
O novo estudo encontrou evidências de que os cavalos não apenas detectam, mas também reagem a odores emocionais humanos. Um grupo de pessoas voluntárias participou da pesquisa em duas etapas: Primeiro, usaram compressas de algodão nas axilas enquanto assistiam a cenas de filmes alegres, como o número musical de “Cantando na Chuva”, por exemplo, e a música "We Go Together" do filme “Grease”. O objetivo era gerar um suor associado à alegria.
Depois, com novas compressas, eles assistiram a 20 minutos do filme de terror “A Entidade” para induzir o medo e coletar o suor derivado desta sensação. Os pesquisadores também coletaram odores de controle sem nenhuma associação emocional. Feito isso, os cavalos participantes do estudo foram expostos a esses odores corporais humanos (de alegria, de medo e o último, que não tinha emoções definidas) por meio de compressas grampeadas dentro de focinheiras especiais usadas pelos cavalos durante os testes.
A seguir entrou a segunda parte da pesquisa, focada em testes comportamentais. Eles mediram a frequência com que um cavalo de teste interagia com o pesquisador, de acordo com o que ele cheirava, tanto enquanto era escovado quanto enquanto a mesma pessoa permanecia ligeiramente afastado do animal. Os cavalos que cheiraram as amostras de medo interagiram e tocaram menos na pessoa do que os do grupo de controle ou os que cheiraram as amostras de suor derivado de “momentos de alegria”.
Eles também testaram a reação dos cavalos à sustos e a novos objetos. Eles abriram um guarda-chuva repentinamente perto de um balde com comida para testar o susto. E também apresentaram aos cavalos uma escultura feita de materiais desconhecidos para eles (composta de linóleo, plástico e barbante) e observaram seu comportamento.
A investigação mostrou que os cavalos apresentaram mudanças comportamentais e fisiológicas distintas quando expostos a odores humanos relacionados ao medo. Eles pareceram mais alertas, reativos a eventos súbitos e menos propensos a se aproximar e tocar as pessoas próximas a eles.
Além disso, ao longo do estudo, os cavalos também apresentaram aumento na frequência cardíaca máxima, o que indica estresse, durante a exposição ao odor de medo dos humanos. Um ponto importante ressaltado na pesquisa é que essas respostas ocorreram sem qualquer sinal visual ou vocal de medo demonstrado por humanos, só o odor coletado.
A principal conclusão do estudo é que os cavalos são capazes de detectar o estado emocional de medo nos seres humanos apenas pelo odor, sem a necessidade de pistas visuais ou auditivas. Eles não encontraram ainda uma resposta definitiva sobre a origem dessa capacidade. Ela pode ser resultado da longa história de domesticação dos cavalos ou uma característica sensível inata presente em muitos mamíferos.
Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2026/03/cavalos-podem-sentir-o-cheiro-do-medo-dos-humanos-segundo-um-novo-estudo (adaptado).

Analise os quadros a seguir.

Disponível em: https://tiroletas.wordpress.com/. Acesso em: 01 ago. 2026.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) em relação aos quadros.
( ) As palavras lá e lã constituem um par mínimo que difere em apenas um traço, a nasalidade.
( ) A palavra lã é polissêmica.
( ) Em pronunciá-la, o la é uma variação do pronome a com função de objeto indireto feminino da 3ª pessoa do singular.
( ) Os termos lá (advérbio) e lá (substantivo) são homônimos.
( ) A forma la é independente, sendo um termo átono, cuja pronúncia não depende de outra palavra.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Capacidade institucional de municípios e potencial de criação de marca territorial
A abordagem territorial do desenvolvimento concebe o território e o patrimônio nele constituído como unidades basilares de análise, a partir das quais se compreende a configuração dos territórios e a condução de seus processos de desenvolvimento. O território, compreendido como resultado de um processo histórico e relacional, de múltiplas determinações econômicas, políticas, culturais e naturais, concentra os recursos para o planejamento e a gestão que resultam nas dinâmicas de desenvolvimento. Os processos e dinâmicas de territórios se relacionam, portanto, com a governança exercida por seus atores institucionais e sociais na gestão de seus recursos.
As trajetórias de desenvolvimento de um território são resultado de um processo sócio-histórico, que articula as dimensões produtiva, natural, humana e intelectual, social, cultural e institucional e constituem seus patrimônios territoriais. Cada território apresenta singularidades decorrentes de sua trajetória, dispondo de recursos próprios e diferenciados. Entretanto, tais atributos nem sempre são reconhecidos, mobilizados, ativados e/ou tornados visíveis para a população e para outros públicos estratégicos, o que conduz à não utilização de potencialidades que poderiam ser incorporadas a políticas, projetos e programas voltados ao desenvolvimento.
A construção de uma identidade visual específica para os territórios, materializada na criação e na gestão de uma marca, constitui um instrumento de valorização das estratégias e dos planos de desenvolvimento em andamento, ao evidenciar os elementos distintivos que os caracterizam. Nessa perspectiva, o branding territorial configura-se como estratégia de desenvolvimento, na medida em que influencia diretamente a maneira como o território é percebido por seus diferentes públicos.
O branding aplicado a lugares pode ser entendido como um processo de gestão estratégica do território, ao passo que a marca territorial corresponde à expressão simbólica derivada desse processo, configurando-se como resultado das interações sociais, políticas, econômicas e culturais que estruturam o espaço. Nessa perspectiva, a marca associada a um país, estado ou cidade não se reduz à propaganda ou ao design gráfico, mas constitui um instrumento de gestão estratégica da identidade e da competitividade territorial. Tais abordagens superam a compreensão da marca territorial como mero logotipo ou ação promocional e se aproximam das abordagens críticas do desenvolvimento regional, que concebem o território como uma construção social permeada por relações de poder.
A marca, portanto, assume a função de dispositivo estratégico capaz de mobilizar narrativas identitárias, consolidar valores simbólicos compartilhados e orientar ações concretas voltadas simultaneamente à competitividade territorial e à promoção do bem-estar coletivo. Essa perspectiva converge com uma concepção de desenvolvimento de natureza eminentemente qualitativa, que exige a integração de dimensões cognitivas, simbólicas, culturais, sociais e cívicas para viabilizar trajetórias virtuosas e sustentáveis nos territórios.
Fonte: CARNIELLO, M. F. Proposta de análise da capacidade institucional de municípios e potencial de criação de marca territorial. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, Taubaté, v.22, n. 2, Mai - Ago / 2026 (com adaptações).
Considere a seguinte frase extraída do texto e, com base em aspectos morfossintáticos, fonéticos e de coesão textual, analise as assertivas que seguem:
A marca, portanto, assume a função de dispositivo estratégico capaz de mobilizar narrativas identitárias...
I. As duas palavras acentuadas da frase - estratégico e identitárias - são classificadas como paroxítonas.
II. O verbo mobilizar classifica-se como transitivo indireto, por exigir complemento regido por preposição.
III. Sem prejuízo para o sentido original, o conectivo portanto poderia ser posicionado no início do período (Portanto, a marca assume a função...).
Está CORRETO o que se afirma em
I.O relatório apresentou uma análise minuciosa dos procedimentos adotados pela equipe.
II.O médico explicou que o tratamento exigia acompanhamento periódico.
III.A comissão solicitou um parecer técnico sobre a documentação apresentada.
IV.O professor destacou a importância do conhecimento científico para a pesquisa.
V.O funcionário realizou o procedimento de maneira rápida e cuidadosa.
Assinale a alternativa que reúne as afirmativas em que o termo destacado é uma proparoxítona.
Considere o texto a seguir:

Disponível em: https://www.professorjeanrodrigues.com.br. Acesso em: 15 jul. 2026.
Assinale a alternativa correta em relação ao texto.
Assinale a alternativa em que os vocábulos retirados do trecho e do texto-base pertencem a uma mesma classificação quanto à posição da sílaba tônica.
Esperança – Dificuldade – Coragem – Realidade.
Assinale a assertiva em que todas as palavras acima foram separadas corretamente.