Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q3912463 Português
Por que seguros residenciais contra desastres climáticos ainda são tão incomuns no Brasil


O temporal que atingiu o Paraná, com granizo e ventos acima de 90 km/h, destruiu casas e lavouras, deixando mais de cem mil residências sem energia. Segundo a Defesa Civil, quinze municípios foram afetados e mais de quatro mil imóveis danificados. O caso reacendeu o debate sobre a falta de seguros residenciais contra desastres naturais no país.

Entre 2020 e 2023, o Brasil registrou 7.539 desastres climáticos ligados à chuva — aumento de 223% em relação à década de 1990, segundo a Unifesp. Mesmo assim, a América Latina é a segunda região do mundo com maior diferença entre prejuízos e cobertura de seguros (81%), atrás apenas da Ásia.

No país, existem três principais tipos de apólices: o seguro residencial, opcional e personalizável; o habitacional, obrigatório em imóveis financiados; e o condomínio, exigido ao menos para risco de incêndio. A procura tem aumentado: residências seguradas passaram de 13,6% em 2017 para 17% em 2021. O Sul lidera, com 30% dos imóveis cobertos, mas seguros contra desmoronamento e alagamento seguem raros.

A baixa adesão é explicada por fatores geográficos, culturais e econômicos. O Brasil, menos sujeito a terremotos e furacões, mantém certa despreocupação com riscos. Muitos acreditam que o seguro residencial é caro, embora custe, em média, entre R$ 600 e R$ 800 anuais — bem menos que o automotivo. A informalidade habitacional também é um entrave, já que muitos imóveis não possuem documentação.

Mesmo assim, após grandes tragédias, o interesse cresce: a cobertura contra alagamentos subiu 158% no Sul depois das enchentes de 2024. As mudanças climáticas, no entanto, dificultam a precificação, pois os eventos são cada vez mais imprevisíveis.

Para enfrentar o problema, a Confederação Nacional das Seguradoras propõe criar um seguro social contra catástrofes, com custo simbólico na conta de luz e indenização automática às famílias atingidas. Pesquisadores da FGV sugerem que municípios contratem seguros privados com financiamento climático e pagamento automático quando parâmetros pré-definidos forem atingidos.

Diante do aumento dos desastres, fortalecer a cultura de prevenção e a participação do poder público é essencial para transformar o seguro contra desastres climáticos em uma ferramenta real de proteção social no Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz7r80000y4o.adaptado. 
Para enfrentar o problema, a Confederação Nacional das Seguradoras propõe criar um seguro social contra catástrofes, com custo simbólico na conta de luz e indenização automática às famílias atingidas.

Assinale a alternativa que contenha substantivo seguido de adjetivo:
Alternativas
Q3912369 Português
Por que seguros residenciais contra desastres climáticos ainda são tão incomuns no Brasil


O temporal que atingiu o Paraná, com granizo e ventos acima de 90 km/h, destruiu casas e lavouras, deixando mais de cem mil residências sem energia. Segundo a Defesa Civil, quinze municípios foram afetados e mais de quatro mil imóveis danificados. O caso reacendeu o debate sobre a falta de seguros residenciais contra desastres naturais no país.

Entre 2020 e 2023, o Brasil registrou 7.539 desastres climáticos ligados à chuva — aumento de 223% em relação à década de 1990, segundo a Unifesp. Mesmo assim, a América Latina é a segunda região do mundo com maior diferença entre prejuízos e cobertura de seguros (81%), atrás apenas da Ásia.

No país, existem três principais tipos de apólices: o seguro residencial, opcional e personalizável; o habitacional, obrigatório em imóveis financiados; e o condomínio, exigido ao menos para risco de incêndio. A procura tem aumentado: residências seguradas passaram de 13,6% em 2017 para 17% em 2021. O Sul lidera, com 30% dos imóveis cobertos, mas seguros contra desmoronamento e alagamento seguem raros.

A baixa adesão é explicada por fatores geográficos, culturais e econômicos. O Brasil, menos sujeito a terremotos e furacões, mantém certa despreocupação com riscos. Muitos acreditam que o seguro residencial é caro, embora custe, em média, entre R$ 600 e R$ 800 anuais — bem menos que o automotivo. A informalidade habitacional também é um entrave, já que muitos imóveis não possuem documentação.

Mesmo assim, após grandes tragédias, o interesse cresce: a cobertura contra alagamentos subiu 158% no Sul depois das enchentes de 2024. As mudanças climáticas, no entanto, dificultam a precificação, pois os eventos são cada vez mais imprevisíveis.

Para enfrentar o problema, a Confederação Nacional das Seguradoras propõe criar um seguro social contra catástrofes, com custo simbólico na conta de luz e indenização automática às famílias atingidas. Pesquisadores da FGV sugerem que municípios contratem seguros privados com financiamento climático e pagamento automático quando parâmetros pré-definidos forem atingidos.

Diante do aumento dos desastres, fortalecer a cultura de prevenção e a participação do poder público é essencial para transformar o seguro contra desastres climáticos em uma ferramenta real de proteção social no Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz7r80000y4o.adaptado.
Para enfrentar o problema, a Confederação Nacional das Seguradoras propõe criar um seguro social contra catástrofes, com custo simbólico na conta de luz e indenização automática às famílias atingidas.
Assinale a alternativa que contenha substantivo seguido de adjetivo: 
Alternativas
Q3912188 Português
Na palavra “invisível”, a análise mórfica mais compatível com a estrutura do vocábulo é: 
Alternativas
Q3912187 Português
Na palavra “desorganização”, a segmentação que identifica radical e afixos de modo mais consistente é:
Alternativas
Q3912006 Português
Leia o trecho abaixo:

“[…] Durante a missa, a figura de Conceição interpôs--se mais de uma vez, entre mim e o padre; fique isto à conta dos meus dezessete anos. […]”
Machado de Assis, Missa do Galo.

Assinale a alternativa que indica corretamente a classificação quanto à classe gramatical das palavras em destaque, na sequência em que aparecem no trecho.
Alternativas
Q3911894 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que alguns ursos polares estão mais gordos e saudáveis apesar do derretimento do gelo marinho?


Os cientistas esperavam observar um quadro oposto, mas os ursos polares de um arquipélago norueguês tornaram-se mais gordos e saudáveis desde o início da década de 1990, mesmo com o avanço contínuo do derretimento do gelo marinho provocado pelas mudanças climáticas.

Esses animais dependem do gelo marinho como plataforma de caça às focas, das quais obtêm a gordura essencial para sua alimentação. As reservas de gordura são fundamentais para fornecer energia, garantir isolamento térmico e permitir que as fêmeas produzam leite rico em nutrientes para os filhotes.

Entre 1992 e 2019, pesquisadores pesaram e mediram setecentos e setenta ursos polares adultos e constataram um aumento significativo na condição corporal dos animais. A principal explicação apontada é a adaptação desses ursos à perda de gelo, com maior consumo de presas terrestres, como renas e morsas. 

A descoberta, publicada em uma revista científica, chamou a atenção devido à intensidade das transformações climáticas na região. Durante o período analisado, o aumento das temperaturas elevou o número de dias sem gelo por ano em quase cem, a um ritmo aproximado de quatro dias anuais. Ainda assim, segundo os pesquisadores, quanto maior a reserva de gordura do urso, melhor tende a ser sua condição física.

A proteção das morsas na Noruega, em vigor desde a década de 1950 após a caça excessiva quase levá-las à extinção, contribuiu para a recuperação de sua população. Isso parece ter criado uma nova e abundante fonte de alimento para os ursos polares. Além disso, a redução do gelo faz com que as focas se concentrem em áreas menores, o que facilita a caça pelos ursos.

Apesar do resultado positivo observado no curto prazo, os pesquisadores alertam que essa tendência dificilmente se manterá. À medida que o gelo marinho continue diminuindo, os ursos precisarão percorrer distâncias maiores para alcançar seus territórios de caça, gastando mais energia e comprometendo suas reservas de gordura.

Especialistas também lembram que os ursos polares noruegueses estiveram entre os mais caçados do mundo até a adoção de medidas internacionais de proteção na década de 1970. Assim, a melhora recente está relacionada, em parte, à recuperação populacional após esse período, combinada ao aumento de presas disponíveis, como morsas e renas.

Em outras regiões do Ártico, contudo, o cenário é bem diferente. Há vinte subpopulações conhecidas de ursos polares, e algumas delas já apresentam declínio acentuado. No Canadá, por exemplo, a redução populacional está diretamente associada ao aumento das temperaturas e à perda do gelo marinho.

Pesquisadores destacam que a boa condição física observada no arquipélago representa apenas um aspecto da situação. Outros estudos indicam que o aumento dos dias sem gelo reduz a sobrevivência de filhotes e de fêmeas jovens e idosas. Assim, embora os dados atuais revelem um efeito positivo localizado e temporário, o consenso científico aponta que, a longo prazo, a perda contínua do gelo marinho compromete a sobrevivência dos ursos polares, tornando o futuro da espécie cada vez mais incerto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg10w4j7kmo.adaptado. 
À medida que o gelo marinho "continue" diminuindo, os ursos precisarão percorrer distâncias maiores para alcançar seus territórios de caça.

O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3911817 Português
Na frase “Eles conversaram durante a aula”, a palavra “durante” é:
Alternativas
Q3911816 Português
Na frase “A professora enviou três recados para a turma”, a palavra “três” é:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FAFIPA Órgão: COMESP Prova: FAFIPA - 2026 - COMESP - Contador |
Q3911388 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tempos Modernos

-

Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima do muro
De hipocrisia que insiste em nos rodear
Eu vejo a vida mais clara e farta
Repleta de toda satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão
Eu quero crer no amor numa boa
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer
Mais sim do que não, não, não
Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir
Eu quero crer no amor numa boa
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer
mais sim do que não, não, não
Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir
Ern "Vamos nos permitir", o pronome "nos" é classticado como:
Alternativas
Q3911324 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que seguros residenciais contra desastres climáticos ainda são tão incomuns no Brasil


O temporal que atingiu o Paraná, com granizo e ventos acima de 90 km/h, destruiu casas e lavouras, deixando mais de cem mil residências sem energia. Segundo a Defesa Civil, quinze municípios foram afetados e mais de quatro mil imóveis danificados. O caso reacendeu o debate sobre a falta de seguros residenciais contra desastres naturais no país.


Entre 2020 e 2023, o Brasil registrou 7.539 desastres climáticos ligados à chuva — aumento de 223% em relação à década de 1990, segundo a Unifesp. Mesmo assim, a América Latina é a segunda região do mundo com maior diferença entre prejuízos e cobertura de seguros (81%), atrás apenas da Ásia.


No país, existem três principais tipos de apólices: o seguro residencial, opcional e personalizável; o habitacional, obrigatório em imóveis financiados; e o condomínio, exigido ao menos para risco de incêndio. A procura tem aumentado: residências seguradas passaram de 13,6% em 2017 para 17% em 2021. O Sul lidera, com 30% dos imóveis cobertos, mas seguros contra desmoronamento e alagamento seguem raros.


A baixa adesão é explicada por fatores geográficos, culturais e econômicos. O Brasil, menos sujeito a terremotos e furacões, mantém certa despreocupação com riscos. Muitos acreditam que o seguro residencial é caro, embora custe, em média, entre R$ 600 e R$ 800 anuais — bem menos que o automotivo. A informalidade habitacional também é um entrave, já que muitos imóveis não possuem documentação.


Mesmo assim, após grandes tragédias, o interesse cresce: a cobertura contra alagamentos subiu 158% no Sul depois das enchentes de 2024. As mudanças climáticas, no entanto, dificultam a precificação, pois os eventos são cada vez mais imprevisíveis.


Para enfrentar o problema, a Confederação Nacional das Seguradoras propõe criar um seguro social contra catástrofes, com custo simbólico na conta de luz e indenização automática às famílias atingidas. Pesquisadores da FGV sugerem que municípios contratem seguros privados com financiamento climático e pagamento automático quando parâmetros pré-definidos forem atingidos.


Diante do aumento dos desastres, fortalecer a cultura de prevenção e a participação do poder público é essencial para transformar o seguro contra desastres climáticos em uma ferramenta real de proteção social no Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz7r80000y4o.adaptado.


Para enfrentar o problema, a Confederação Nacional das Seguradoras propõe criar um seguro social contra catástrofes, com custo simbólico na conta de luz e indenização automática às famílias atingidas.

Assinale a alternativa que contenha substantivo seguido de adjetivo:
Alternativas
Q3911285 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os animais que realizam trabalhos que nem humanos ou robôs conseguem


Em tarefas consideradas perigosas, delicadas ou complexas, alguns animais demonstram habilidades que superam tanto humanos quanto máquinas. Um exemplo expressivo são os ratos-gigantes-africanos, treinados pela ONG APOPO para detectar minas terrestres e outros explosivos remanescentes de guerras. Esses animais conseguem examinar, em cerca de vinte minutos, áreas que levariam dias para serem vistoriadas por equipes humanas com detectores de metal.

A atuação da APOPO envolve o treinamento desses ratos, de porte semelhante ao de um gato pequeno, conhecidos pelas grandes bolsas nas bochechas. Chamados de HeroRATs, eles já limparam aproximadamente cento e vinte milhões de metros quadrados de terrenos contaminados em países como Angola, Azerbaijão e Camboja, sem que a organização tenha perdido um único animal em campos minados. Sua eficiência se deve ao fato de ignorarem sucata metálica e reagirem apenas ao odor de explosivos, sinalizando o local para posterior remoção segura.

Inicialmente, houve desconfiança das comunidades locais quanto ao uso dos ratos, mas o sucesso contínuo do trabalho levou à aceitação e à devolução de áreas antes consideradas perigosas. Além da desminagem, esses animais também vêm sendo testados em operações de busca e resgate, mostrando que certas capacidades naturais permanecem insubstituíveis mesmo em um contexto de alta tecnologia.

Outro exemplo são os furões, domesticados há mais de dois mil anos. Graças ao corpo alongado e à curiosidade natural, eles conseguem acessar túneis, canos e passagens estreitas, sendo utilizados atualmente para localizar bloqueios em sistemas de drenagem e auxiliar na instalação de cabos de fibra óptica. Essas habilidades já foram exploradas inclusive em projetos científicos, como a limpeza de tubos estreitos em laboratórios de física.

Os cães, por sua vez, destacam-se pelo olfato altamente desenvolvido, capaz de detectar doenças como câncer, epilepsia, malária, Parkinson e covid-19. Essa precisão resulta tanto da grande quantidade de receptores olfativos quanto da estrutura eficiente do nariz desses animais. Além disso, muitos atuam como cães de assistência médica, alertando seus tutores sobre emergências iminentes.

Mais do que eficiência técnica, esses animais estabelecem forte vínculo emocional com os humanos, oferecendo apoio físico e psicológico. Assim, apesar dos avanços da robótica e da automação, diversas tarefas continuam dependendo de capacidades biológicas únicas, confirmando que, em muitos casos, a solução mais eficaz vem da própria natureza.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwy1zd8weg5o.adaptado.
Um exemplo expressivo são os "ratos-gigantes-africanos", treinados pela ONG APOPO para detectar minas terrestres e outros explosivos remanescentes de guerras.

O termo destacado é formado por palavras que se classificam, respectivamente, como:
Alternativas
Q3911283 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os animais que realizam trabalhos que nem humanos ou robôs conseguem


Em tarefas consideradas perigosas, delicadas ou complexas, alguns animais demonstram habilidades que superam tanto humanos quanto máquinas. Um exemplo expressivo são os ratos-gigantes-africanos, treinados pela ONG APOPO para detectar minas terrestres e outros explosivos remanescentes de guerras. Esses animais conseguem examinar, em cerca de vinte minutos, áreas que levariam dias para serem vistoriadas por equipes humanas com detectores de metal.

A atuação da APOPO envolve o treinamento desses ratos, de porte semelhante ao de um gato pequeno, conhecidos pelas grandes bolsas nas bochechas. Chamados de HeroRATs, eles já limparam aproximadamente cento e vinte milhões de metros quadrados de terrenos contaminados em países como Angola, Azerbaijão e Camboja, sem que a organização tenha perdido um único animal em campos minados. Sua eficiência se deve ao fato de ignorarem sucata metálica e reagirem apenas ao odor de explosivos, sinalizando o local para posterior remoção segura.

Inicialmente, houve desconfiança das comunidades locais quanto ao uso dos ratos, mas o sucesso contínuo do trabalho levou à aceitação e à devolução de áreas antes consideradas perigosas. Além da desminagem, esses animais também vêm sendo testados em operações de busca e resgate, mostrando que certas capacidades naturais permanecem insubstituíveis mesmo em um contexto de alta tecnologia.

Outro exemplo são os furões, domesticados há mais de dois mil anos. Graças ao corpo alongado e à curiosidade natural, eles conseguem acessar túneis, canos e passagens estreitas, sendo utilizados atualmente para localizar bloqueios em sistemas de drenagem e auxiliar na instalação de cabos de fibra óptica. Essas habilidades já foram exploradas inclusive em projetos científicos, como a limpeza de tubos estreitos em laboratórios de física.

Os cães, por sua vez, destacam-se pelo olfato altamente desenvolvido, capaz de detectar doenças como câncer, epilepsia, malária, Parkinson e covid-19. Essa precisão resulta tanto da grande quantidade de receptores olfativos quanto da estrutura eficiente do nariz desses animais. Além disso, muitos atuam como cães de assistência médica, alertando seus tutores sobre emergências iminentes.

Mais do que eficiência técnica, esses animais estabelecem forte vínculo emocional com os humanos, oferecendo apoio físico e psicológico. Assim, apesar dos avanços da robótica e da automação, diversas tarefas continuam dependendo de capacidades biológicas únicas, confirmando que, em muitos casos, a solução mais eficaz vem da própria natureza.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwy1zd8weg5o.adaptado.
Assim, apesar dos avanços da "robótica" e da "automação", diversas tarefas continuam dependendo de capacidades biológicas únicas.

Quanto ao processo de formação das palavras destacadas, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3911228 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada tem função substantiva, nomeando um ser. 
Alternativas
Q3910838 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que alguns ursos polares estão mais gordos e saudáveis apesar do derretimento do gelo marinho?


Os cientistas esperavam observar um quadro oposto, mas os ursos polares de um arquipélago norueguês tornaram-se mais gordos e saudáveis desde o início da década de 1990, mesmo com o avanço contínuo do derretimento do gelo marinho provocado pelas mudanças climáticas. 

Esses animais dependem do gelo marinho como plataforma de caça às focas, das quais obtêm a gordura essencial para sua alimentação. As reservas de gordura são fundamentais para fornecer energia, garantir isolamento térmico e permitir que as fêmeas produzam leite rico em nutrientes para os filhotes.

Entre 1992 e 2019, pesquisadores pesaram e mediram setecentos e setenta ursos polares adultos e constataram um aumento significativo na condição corporal dos animais. A principal explicação apontada é a adaptação desses ursos à perda de gelo, com maior consumo de presas terrestres, como renas e morsas.

A descoberta, publicada em uma revista científica, chamou a atenção devido à intensidade das transformações climáticas na região. Durante o período analisado, o aumento das temperaturas elevou o número de dias sem gelo por ano em quase cem, a um ritmo aproximado de quatro dias anuais. Ainda assim, segundo os pesquisadores, quanto maior a reserva de gordura do urso, melhor tende a ser sua condição física.

A proteção das morsas na Noruega, em vigor desde a década de 1950 após a caça excessiva quase levá-las à extinção, contribuiu para a recuperação de sua população. Isso parece ter criado uma nova e abundante fonte de alimento para os ursos polares. Além disso, a redução do gelo faz com que as focas se concentrem em áreas menores, o que facilita a caça pelos ursos.

Apesar do resultado positivo observado no curto prazo, os pesquisadores alertam que essa tendência dificilmente se manterá. À medida que o gelo marinho continue diminuindo, os ursos precisarão percorrer distâncias maiores para alcançar seus territórios de caça, gastando mais energia e comprometendo suas reservas de gordura.

Especialistas também lembram que os ursos polares noruegueses estiveram entre os mais caçados do mundo até a adoção de medidas internacionais de proteção na década de 1970. Assim, a melhora recente está relacionada, em parte, à recuperação populacional após esse período, combinada ao aumento de presas disponíveis, como morsas e renas.

Em outras regiões do Ártico, contudo, o cenário é bem diferente. Há vinte subpopulações conhecidas de ursos polares, e algumas delas já apresentam declínio acentuado. No Canadá, por exemplo, a redução populacional está diretamente associada ao aumento das temperaturas e à perda do gelo marinho.

Pesquisadores destacam que a boa condição física observada no arquipélago representa apenas um aspecto da situação. Outros estudos indicam que o aumento dos dias sem gelo reduz a sobrevivência de filhotes e de fêmeas jovens e idosas. Assim, embora os dados atuais revelem um efeito positivo localizado e temporário, o consenso científico aponta que, a longo prazo, a perda contínua do gelo marinho compromete a sobrevivência dos ursos polares, tornando o futuro da espécie cada vez mais incerto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg10w4j7kmo.adaptado.
À medida que o gelo marinho "continue" diminuindo, os ursos precisarão percorrer distâncias maiores para alcançar seus territórios de caça.

O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3910656 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que cabecear a bola em esportes como futebol pode ser tão perigoso


Para muitos jogadores de futebol, cabecear a bola em alta velocidade e marcar um gol é um dos momentos mais marcantes do esporte. Contudo, cresce o número de evidências científicas indicando que a repetição desse gesto ao longo da carreira provoca danos ao cérebro que se manifestam décadas depois, na forma de doenças neurodegenerativas, como mal de Alzheimer, mal de Parkinson e doença do neurônio motor.

Os riscos dos esportes de contato são conhecidos há quase um século. Em 1928, o patologista Harrison Martland descreveu uma condição observada em lutadores profissionais, chamada punch drunk, caracterizada por confusão mental e dificuldade de locomoção, associada a golpes repetidos na cabeça. Em alguns casos, o quadro evoluía para uma demência, mais tarde denominada demência pugilística. Inicialmente, acreditava-se que esse problema se restringisse ao boxe, mas o conhecimento se ampliou nas últimas décadas.

Casos envolvendo outros esportes reforçaram essa associação. Jogadores de futebol e de futebol americano que desenvolveram demência precoce tiveram, após a morte, diagnóstico de encefalopatia traumática crônica (ETC), condição degenerativa ligada a impactos repetidos no crânio. A ETC apresenta características específicas, como depósitos anormais de proteína no cérebro, e tem sido identificada em diversos atletas profissionais e ex-atletas.

Estudos com grandes grupos de ex-jogadores mostraram que esportistas profissionais têm risco significativamente maior de desenvolver doenças neurodegenerativas em comparação com a população em geral. Esse risco aumenta conforme o tempo de carreira e varia de acordo com a posição em campo, sendo mais elevado entre aqueles que cabeceiam a bola com maior frequência.

Pesquisas também indicam que o cabeceio não está relacionado apenas à ETC, mas a alterações cognitivas detectáveis ainda em jogadores jovens. Impactos repetidos, mesmo sem causar concussões evidentes, produzem acelerações rápidas da cabeça, fazendo com que o cérebro se movimente dentro do crânio. Esse movimento estira estruturas delicadas responsáveis pela transmissão de informações, sobretudo em regiões frontais do cérebro, consideradas mais vulneráveis.

As lesões microscópicas resultantes não causam sintomas imediatos, mas, ao longo do tempo, favorecem processos inflamatórios, danos nos vasos sanguíneos e degeneração neuronal progressiva. Nem todos os atletas desenvolverão doenças, o que sugere a influência de fatores individuais, como genética e estilo de vida, mas o risco acumulado permanece relevante.

Diante desse cenário, medidas preventivas vêm sendo adotadas. Tecnologias para reduzir impactos na cabeça estão em desenvolvimento, e, no futebol, a diminuição do número de cabeceios, especialmente durante os treinos, tem sido apontada como estratégia eficaz, já que a maior parte dos impactos ocorre fora dos jogos.

Embora seja difícil eliminar totalmente os choques na cabeça nos esportes de contato, reduzir sua frequência é uma das principais formas de proteção. A prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para diminuir o risco de danos cerebrais e preservar a saúde neurológica de atletas no longo prazo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g4xdn9k4qo.adaptado.
A ETC apresenta características específicas, como depósitos anormais de proteína no cérebro, e tem sido identificada em diversos atletas profissionais e "ex-atletas".

O vocábulo destacado é constituído pelo processo de formação de palavras denominado:
Alternativas
Q3910476 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que seguros residenciais contra desastres climáticos ainda são tão incomuns no Brasil


O temporal que atingiu o Paraná, com granizo e ventos acima de 90 km/h, destruiu casas e lavouras, deixando mais de cem mil residências sem energia. Segundo a Defesa Civil, quinze municípios foram afetados e mais de quatro mil imóveis danificados. O caso reacendeu o debate sobre a falta de seguros residenciais contra desastres naturais no país.


Entre 2020 e 2023, o Brasil registrou 7.539 desastres climáticos ligados à chuva — aumento de 223% em relação à década de 1990, segundo a Unifesp. Mesmo assim, a América Latina é a segunda região do mundo com maior diferença entre prejuízos e cobertura de seguros (81%), atrás apenas da Ásia.


No país, existem três principais tipos de apólices: o seguro residencial, opcional e personalizável; o habitacional, obrigatório em imóveis financiados; e o condomínio, exigido ao menos para risco de incêndio. A procura tem aumentado: residências seguradas passaram de 13,6% em 2017 para 17% em 2021. O Sul lidera, com 30% dos imóveis cobertos, mas seguros contra desmoronamento e alagamento seguem raros.


A baixa adesão é explicada por fatores geográficos, culturais e econômicos. O Brasil, menos sujeito a terremotos e furacões, mantém certa despreocupação com riscos. Muitos acreditam que o seguro residencial é caro, embora custe, em média, entre R$ 600 e R$ 800 anuais — bem menos que o automotivo. A informalidade habitacional também é um entrave, já que muitos imóveis não possuem documentação.


Mesmo assim, após grandes tragédias, o interesse cresce: a cobertura contra alagamentos subiu 158% no Sul depois das enchentes de 2024. As mudanças climáticas, no entanto, dificultam a precificação, pois os eventos são cada vez mais imprevisíveis.


Para enfrentar o problema, a Confederação Nacional das Seguradoras propõe criar um seguro social contra catástrofes, com custo simbólico na conta de luz e indenização automática às famílias atingidas. Pesquisadores da FGV sugerem que municípios contratem seguros privados com financiamento climático e pagamento automático quando parâmetros pré-definidos forem atingidos.


Diante do aumento dos desastres, fortalecer a cultura de prevenção e a participação do poder público é essencial para transformar o seguro contra desastres climáticos em uma ferramenta real de proteção social no Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz7r80000y4o.adaptado.

Para enfrentar o problema, a Confederação Nacional das Seguradoras propõe criar um seguro social contra catástrofes, com custo simbólico na conta de luz e indenização automática às famílias atingidas.

Assinale a alternativa que contenha substantivo seguido de adjetivo:
Alternativas
Q3910130 Português
Nem tudo precisa ser apaixonante

Por Marco Matos


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/01/nem-tudo-precisa-serapaixonante-cmkftuhhv01mt013o09hml4eo.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 

 Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os seguintes sentidos às respectivas expressões sublinhadas nos trechos a seguir.


Coluna 1


1. Exclusão.

2. Limitação.

3. Inclusão.


Coluna 2


( ) “faça o que você ama” (l. 01-02).

( ) “eu até acho que ela é bonita” (l. 02).

( ) “O importante é seguir, sem a cobrança de transformar cada passo em espetáculo”

(l. 24).


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q3909872 Português

Assédio moral no trabalho


O assédio moral no trabalho é uma violência psicológica sistemática e repetitiva que expõe um trabalhador a situações humilhantes, constrangedoras e degradantes, visando minar sua autoestima, dignidade e integridade afetando gravemente sua saúde mental e profissional, e pode se manifestar através de gestos, palavras ou atitudes, exigências indevidas, isolamento, críticas excessivas ou metas inatingíveis, configurando uma conduta abusiva que desestabiliza emocionalmente a vítima e prejudica o ambiente de trabalho, exigindo denúncia e apoio para ser combatido.


Como se caracteriza?


- Reiteração e sistematicidade: não são episódios isolados, mas um padrão de comportamento que se repete ao longo do tempo.


- Intenção: visa desestabilizar emocionalmente a vítima, minando seu psicológico.


- Abrangência: pode ocorrer em qualquer ambiente de trabalho, público ou privado, e ser praticado por superiores, colegas ou subordinados. 

Complete as lacunas da frase abaixo:


No domingo, ao meio-dia e ___________, a discussão na área da piscina era_________grande, pois as visitas estavam __________alteradas.



Assinale a alternativa que completa, corretamente e na ordem em que aparecem, as lacunas da frase.

Alternativas
Q3909633 Português
Colorindo Sentimentos

− Mamãe, qual cor você acha que tem o amor?

− Acho que vermelho, porque o coração e tudo ligado ao amor é vermelho.

− Durante a pandemia, eu escutava muito um álbum do Emicida. As músicas falavam sobre união, força e relações afetivas. Na música principal, ele diz que o amor é amarelo.

− Amarelo? Como assim?

− Ele fala de um amor mais amplo, ligado à empatia, às pessoas e à união. Um trecho famoso diz: "Tudo que nóis tem é nóis".

− E você, que cor acha que o amor tem?

− Antes eu achava que era só vermelho, como o amor romântico. Mas hoje vejo que também pode ser amarelo.

Quando penso nas pessoas importantes da minha vida, percebo que o amor não é uma única cor. O vermelho representa o amor entre um casal, mas o amarelo representa o carinho, a amizade e os laços que nos unem.

− Qual o nome da música?

− Principia.

− E o álbum?

− Amarelo.

Texto Adaptado

LOPES, Damaris Caroline. Colorindo sentimentos. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: USP, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 199/1094/4129 . Acesso em: 22 fev. 2026.
No período "O vermelho representa o amor entre um casal, mas o amarelo representa o carinho, a amizade e os laços que nos unem.", a análise das classes gramaticais dos vocábulos "vermelho" e "amarelo" exige consideração de seu funcionamento sintático no contexto. À luz da gramática normativa, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
1621: B
1622: B
1623: A
1624: A
1625: D
1626: E
1627: B
1628: A
1629: B
1630: B
1631: B
1632: B
1633: D
1634: E
1635: C
1636: A
1637: A
1638: D
1639: C
1640: B