Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Foram encontradas 27.742 questões

Q2502809 Português

Tirinha para o item.



Internet: <www.tecconcursos.com.br> (com adaptações).


Em relação à tirinha, julgue o item.


Em “Só não vejo necessidade”, a palavra “só” classifica‑se morfologicamente como advérbio.

Alternativas
Q2502608 Português

Tirinha para o item.



 Internet: <www.mentirinhas.com.br> (com adaptações).

Acerca da tirinha, julgue o item a seguir.


Assim como “Caramba”, no segundo quadrinho, a palavra “Claro”, no quarto quadrinho, atua como uma interjeição.

Alternativas
Q2502601 Português

Texto para o item.



Quanto ao poema, julgue o item abaixo.


Na primeira estrofe do poema, o substantivo “dor” que aparece no quarto verso é núcleo do sujeito.

Alternativas
Q2502598 Português

Anuncio para o item.



 Internet: <www.crmpr.org.br> (com adaptações).

A respeito do anúncio, julgue o item.


Em “Só saia de casa pela sua saúde”, é correto afirmar que a preposição “por” tem um valor análogo ao da expressão “em favor de”.

Alternativas
Q2502591 Português

Anuncio para o item.



 Internet: <www.crmpr.org.br> (com adaptações).

A respeito do anúncio, julgue o item.


Em “Loucura é não procurar ajuda”, o advérbio está ligado à forma do verbo “ser”.

Alternativas
Q2502260 Português

Oito bilhões de solitários 


    Recentemente, o mundo ultrapassou os 8 bilhões de habitantes. Inchamos o globo, mas nunca nos sentimos tão sozinhos. Somos oito bilhões de solitários. É uma multidão tão só, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou que ela, a solidão, é problema de saúde pública. Como Dengue, Aids, Covid e Malária.

    A estimativa da OMS é que um em cada quatro idosos experimente o isolamento social. Não se trata, porém, de uma questão etária. Entre 5% e 15% dos adolescentes sentem-se solitários. O efeito disso na mortalidade, diz o organismo das Nações Unidas, é comparável ao de tabagismo, obesidade e sedentarismo. Até 2030, a OMS abordará o isolamento social como um dos temas associados às quatro áreas de atuação que considera prioritárias para a década.

    Como chegamos a esse quadro? Que tipo de sociedade somos nós, que precisamos tratar a solidão no âmbito das políticas públicas, tal como se faz com habitação e saneamento básico? Os países da Grã-Bretanha foram os primeiros do mundo a adotar medidas governamentais para enfrentar a solidão, em 2018. O pouco sucesso da política estimulou a Fundação de Saúde Mental do Reino Unido a publicar, quatro anos depois, sugestões de abordagens, com foco nas minorias que, segundo uma pesquisa interna, são as mais afetadas pela falta de conexões sociais. A desigualdade econômica é outro fator de risco crucial para o isolamento, diz a fundação.

    O documento, que pretende embasar novas diretrizes, traz recomendações que vão da abordagem da solidão nos postos de trabalho à criação de espaços verdes, propícios ao convívio social. Da cultura à educação, passando por saúde, economia e seguridade, o guia enfatiza a complexidade do enfrentamento àquela que o compositor Paulinho da Viola tão acertadamente classificou como “lava que cobre tudo”.

    Na arte, aliás, sobra inspiração sobre o tema. Livros a respeito de pessoas solitárias têm se tornado fenômenos editoriais. Alguns dos mais recentes, como o sul-coreano “A inconveniente loja de conveniência”, de Kim Ho-yeon; o francês “O que resta de nós”, de Virginie Grimaldi; e o britânico “Os cem anos de Leni e Margot”, de Marianne Cronin, tornaram-se sucesso comercial no mundo todo. Em comum, há um roteiro simples: pessoas sós que se esbarram por acaso e encontram outro sentido na vida ao unirem suas solitudes.

    Provavelmente, músicas, livros e filmes sobre solidão não devem influenciar políticas públicas. Mas podem inspirar atitudes individuais no mundo de 8 bilhões de pessoas e 8,4 bilhões de celulares com acesso à internet (dado do Relatório de Mobilidade da Ericsson, 2022).

    “As estirpes condenadas a 100 anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra” narra, sublimemente, o escritor colombiano Gabriel García Márquez. Fazer ou não parte dessas estirpes, como destaca a OMS, exige políticas complexas. Mas a arte também nos alenta: é algo a nosso alcance.


(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/. Acesso em: 23/02/2024.) 

Em todas as alternativas a seguir a palavra que é conjunção subordinativa substantiva subjetiva, EXCETO em: 
Alternativas
Q2502187 Português
Qual alternativa preenche CORRETAMENTE as lacunas?  

Minha ___ gosta muito de ver a ________ das nove.  
Alternativas
Q2502186 Português

Madeiras nobres ou de lei  


    Madeiras nobres ou madeiras de lei são espécies de árvores que possuem maior durabilidade do que outras. Costumam ser mais duras e densas, sendo mais resistentes à umidade e ao ataque de fungos e doenças.

    A origem do termo “madeira de lei” remonta à época da colonização do Brasil, quando a família real portuguesa chegou ao país e houve intensa extração de árvores nativas. Em resposta a esse cenário, foi instituída uma lei que proibia a retirada dessas árvores sem a devida autorização da coroa portuguesa, originando o termo “madeira de lei”.

    Um exemplo é o pau-brasil, que não apenas foi a primeira árvore a ser considerada madeira de lei, mas também a espécie que deu nome ao país.

    Espécies nobres apresentam pouca distinção entre o alburno (parte branca da madeira) e o cerne (parte central da madeira), e, a maioria das espécies, possui cores próprias e marcantes, variando do bege ao amarelo, ou do vermelho ao marrom-escuro, conforme a espécie. Normalmente, a madeira de lei costuma apresentar superfície lisa e lustrosa, resultando em um material mais bonito e de acabamento refinado.

    Atualmente, essas espécies de madeira são protegidas por diversas leis ambientais que visam evitar o desmatamento de árvores nativas. Para serem comercializadas, os plantios precisam estar organizados e em conformidade com a legislação vigente.


Instituto brasileiro de florestas – “O que são madeiras nobres?”. Adaptado.

No trecho do texto “Espécies nobres apresentam pouca distinção entre o alburno e o cerne.”, a palavra sublinhada é classificada:
Alternativas
Q2502183 Português

Madeiras nobres ou de lei  


    Madeiras nobres ou madeiras de lei são espécies de árvores que possuem maior durabilidade do que outras. Costumam ser mais duras e densas, sendo mais resistentes à umidade e ao ataque de fungos e doenças.

    A origem do termo “madeira de lei” remonta à época da colonização do Brasil, quando a família real portuguesa chegou ao país e houve intensa extração de árvores nativas. Em resposta a esse cenário, foi instituída uma lei que proibia a retirada dessas árvores sem a devida autorização da coroa portuguesa, originando o termo “madeira de lei”.

    Um exemplo é o pau-brasil, que não apenas foi a primeira árvore a ser considerada madeira de lei, mas também a espécie que deu nome ao país.

    Espécies nobres apresentam pouca distinção entre o alburno (parte branca da madeira) e o cerne (parte central da madeira), e, a maioria das espécies, possui cores próprias e marcantes, variando do bege ao amarelo, ou do vermelho ao marrom-escuro, conforme a espécie. Normalmente, a madeira de lei costuma apresentar superfície lisa e lustrosa, resultando em um material mais bonito e de acabamento refinado.

    Atualmente, essas espécies de madeira são protegidas por diversas leis ambientais que visam evitar o desmatamento de árvores nativas. Para serem comercializadas, os plantios precisam estar organizados e em conformidade com a legislação vigente.


Instituto brasileiro de florestas – “O que são madeiras nobres?”. Adaptado.

Qual o diminutivo da palavra “árvore”?
Alternativas
Q2501890 Português
Os pais encolhem com o tempo?


       Olho para o seu olhar. Busco perceber para onde mira. Confiro se sua passada está firme o bastante para não tropeçar na travessia. Não confio nos seus joelhos. Empresto os meus. Dou o braço, finco as solas no asfalto e caminho com ela, que antes era gigante, enorme, com a cabeça sempre nublada no alto das ideias e das preocupações.


          Agora, pequena, frágil, assim como o seu companheiro de décadas – ontem uma tempestade, hoje garoa fina acompanhada pelo som do rádio FM. São ambos estações transitórias; ela primavera, ele outono. Os pais encolhem com o tempo.


        “Cada vez mais eles estão parecendo crianças”, lê-se, ouve-se, vê-se por aí e por aqui tal comentário. Há quem o justifique com relatos concretos; ora, afinal já esquecem, os pais, de apagar a luz, de como manejar alguma ferramenta básica, de algumas palavras e seus significados, de manter o equilíbrio do corpo e a velocidade dos pensamentos, de aprender o novo que a cada dia se faz por meio de tecnologias, linguagem, imagens e afins.


       O comportamento começa a ser sempre infantilizado quando se apontam limitações e falta de preparo para viver com segurança no presente impaciente. Tudo sempre ligado ao corpo – e não à memória, lembrança, história –, como se ele, em absoluto, definisse a identidade social dos mais antigos. São corpos cansados, logo as mentes, os sentimentos e o saber também, pensam as crias, como se a corporalidade emoldurasse a grandeza da obra de uma vida toda, ainda vívida, importante ressaltar. Há quem veja por outra perspectiva menos limitante e mais constante o envelhecer dos seus e suas. O tempo cresce com os pais.


        Quando estudava sobre as concepções de pessoa e bases das identidades sociais de povos africanos pré-coloniais, deparei com a noção de senioridade dos iorubás. Em suma, o respeito às mais velhas não é fruto somente do cuidado com fragilidades físicas, em solidariedade – para não dizer piedade – com o corpo, a partir do corpo, como é frequentemente visto no ocidente. Esse respeito, que pode ser conhecido por meio de leituras não europeizadas a respeito das sociedades iorubanas, vem justamente da noção de que existe ancestralidade, sabedoria, liderança e que tais elementos não se resumem à visão ocidental de “poder, comando, governo, privilégio”.


      Muito pelo contrário, trata-se de responsabilidade com seu povo, um papel fundamental para a sobrevivência das gerações. Por essa razão – e tantas outras ligadas à senioridade – o respeito às antigas e aos antigos reflete a reverência à ancestralidade e à própria comunidade em que se vive. É um respeito que está para além do corpo “debilitado”. Trata-se de um respeito intangível, logo, indestrutível e atemporal.


       Sinto-me, por vezes, pai dos meus pais. Sou cada vez mais responsável por manter sua segurança, garantir que consigam se sustentar. E sinto-me bem, ainda que auto pressionado pela necessidade de renda, moradia, acesso à saúde, qualidade de vida que tanto falta. A realidade de quem é filho cuja herança foi o “Silva Santos” em muito é essa e a felicidade não poderia revelar-se de outra maneira senão quando conseguimos dar aos nossos “velhos” algo de que precisam ou, mais do que isso, algo que eles querem.


      Mãe, vó, pai, vô, se a cada ano se tornam mais “crianças”, o que nós, os ditos adultos – para eles eternos pivetes –, enxergamos diante de tal impressão? Prefiro eu o olhar de aprendizado perante quem do mundo sabe o essencial e não se curva diante das falsas complexidades impostas pela contemporaneidade.


     Se por “infantil” se limita apenas a percepção quanto a funções físicas de um corpo que está constantemente se transformando, perde-se a oportunidade única de compreender a passagem do tempo em seres que encolhem sem perder a grandeza. Seres que fazem do tempo o paradoxo de encolher para crescer definitivamente.

 
       Toda vez que dou meu braço para que mãe se apoie enquanto atravessamos a rua, também sou eu a me sentir seguro. De repente, duas crianças, em tempos diferentes, se arriscando a viver. 



(SANTOS, Veny. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/veny-santos/2024/04/os-pais-encolhem-com-o-tempo.shtml. Acesso em: 22 abr. 2024.)
Olho para o seu olhar.


A palavra destacada no período acima é formada por
Alternativas
Q2501884 Português
Os pais encolhem com o tempo?


       Olho para o seu olhar. Busco perceber para onde mira. Confiro se sua passada está firme o bastante para não tropeçar na travessia. Não confio nos seus joelhos. Empresto os meus. Dou o braço, finco as solas no asfalto e caminho com ela, que antes era gigante, enorme, com a cabeça sempre nublada no alto das ideias e das preocupações.


          Agora, pequena, frágil, assim como o seu companheiro de décadas – ontem uma tempestade, hoje garoa fina acompanhada pelo som do rádio FM. São ambos estações transitórias; ela primavera, ele outono. Os pais encolhem com o tempo.


        “Cada vez mais eles estão parecendo crianças”, lê-se, ouve-se, vê-se por aí e por aqui tal comentário. Há quem o justifique com relatos concretos; ora, afinal já esquecem, os pais, de apagar a luz, de como manejar alguma ferramenta básica, de algumas palavras e seus significados, de manter o equilíbrio do corpo e a velocidade dos pensamentos, de aprender o novo que a cada dia se faz por meio de tecnologias, linguagem, imagens e afins.


       O comportamento começa a ser sempre infantilizado quando se apontam limitações e falta de preparo para viver com segurança no presente impaciente. Tudo sempre ligado ao corpo – e não à memória, lembrança, história –, como se ele, em absoluto, definisse a identidade social dos mais antigos. São corpos cansados, logo as mentes, os sentimentos e o saber também, pensam as crias, como se a corporalidade emoldurasse a grandeza da obra de uma vida toda, ainda vívida, importante ressaltar. Há quem veja por outra perspectiva menos limitante e mais constante o envelhecer dos seus e suas. O tempo cresce com os pais.


        Quando estudava sobre as concepções de pessoa e bases das identidades sociais de povos africanos pré-coloniais, deparei com a noção de senioridade dos iorubás. Em suma, o respeito às mais velhas não é fruto somente do cuidado com fragilidades físicas, em solidariedade – para não dizer piedade – com o corpo, a partir do corpo, como é frequentemente visto no ocidente. Esse respeito, que pode ser conhecido por meio de leituras não europeizadas a respeito das sociedades iorubanas, vem justamente da noção de que existe ancestralidade, sabedoria, liderança e que tais elementos não se resumem à visão ocidental de “poder, comando, governo, privilégio”.


      Muito pelo contrário, trata-se de responsabilidade com seu povo, um papel fundamental para a sobrevivência das gerações. Por essa razão – e tantas outras ligadas à senioridade – o respeito às antigas e aos antigos reflete a reverência à ancestralidade e à própria comunidade em que se vive. É um respeito que está para além do corpo “debilitado”. Trata-se de um respeito intangível, logo, indestrutível e atemporal.


       Sinto-me, por vezes, pai dos meus pais. Sou cada vez mais responsável por manter sua segurança, garantir que consigam se sustentar. E sinto-me bem, ainda que auto pressionado pela necessidade de renda, moradia, acesso à saúde, qualidade de vida que tanto falta. A realidade de quem é filho cuja herança foi o “Silva Santos” em muito é essa e a felicidade não poderia revelar-se de outra maneira senão quando conseguimos dar aos nossos “velhos” algo de que precisam ou, mais do que isso, algo que eles querem.


      Mãe, vó, pai, vô, se a cada ano se tornam mais “crianças”, o que nós, os ditos adultos – para eles eternos pivetes –, enxergamos diante de tal impressão? Prefiro eu o olhar de aprendizado perante quem do mundo sabe o essencial e não se curva diante das falsas complexidades impostas pela contemporaneidade.


     Se por “infantil” se limita apenas a percepção quanto a funções físicas de um corpo que está constantemente se transformando, perde-se a oportunidade única de compreender a passagem do tempo em seres que encolhem sem perder a grandeza. Seres que fazem do tempo o paradoxo de encolher para crescer definitivamente.

 
       Toda vez que dou meu braço para que mãe se apoie enquanto atravessamos a rua, também sou eu a me sentir seguro. De repente, duas crianças, em tempos diferentes, se arriscando a viver. 



(SANTOS, Veny. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/veny-santos/2024/04/os-pais-encolhem-com-o-tempo.shtml. Acesso em: 22 abr. 2024.)

Confiro se sua passada está firme o bastante para não tropeçar na travessia.


A ocorrência da palavra “se” no período acima se classifica como

Alternativas
Q2501250 Português

Tocando em frente

Almir Sater



Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item.


Na linha 14, a troca de “que” por se manteria a classificação morfológica de conjunção para essa segunda palavra e conservaria o sentido original do texto.

Alternativas
Q2501168 Português
Até quando vamos ignorar o alerta da natureza?
Roberto Fonseca | 10/05/2024


        Tragédias não devem ser comparadas. São únicas na memória de uma nação. As imagens de cidades interior do Rio Grande do Sul, no entanto, nos fazem recordar de catástrofes que entraram para a história do mundo moderno, como a passagem do furacão Katrina pelos Estados Unidos e os tsunamis da Indonésia e do Japão, e até mesmo cenas de cidades bombardeadas, como ocorreu recentemente na Faixa de Gaza, na Ucrânia e na Síria.
        Como as águas do Guaíba ainda não baixaram na Grande Porto Alegre, onde está concentrada a maior parte da população do estado, é impossível se ter a exata dimensão dos danos. E nem é momento de se fazer contas. Agora, a prioridade é salvar vidas, ajudar no resgate de pessoas ilhadas e fazer chegar comida e água potável à população.
        É prematuro também se apontarem culpados. O volume que caiu de água na região nunca havia sido medido pelo homem — modelos meteorológicos indicam que a probabilidade é de um caso a cada 10 mil anos. A referência que existia, até então, era a enchente de 1941, que acabou superada com folga. Em Canoas, por exemplo, o sistema de proteção foi feito com base nos números de 83 anos atrás e mais de dois terços da cidade acabaram inundados.
        Mas erros nitidamente ocorreram, principalmente, por omissão. Em Porto Alegre, o professor Gean Paulo Michel, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), aponta que a falta de manutenção e a negligência dos entes públicos contribuíram para o colapso no sistema de contenção de água, independentemente dos valores gastos nos últimos anos.
        Outro ponto que precisa entrar no radar de toda a sociedade são os alertas dados pela ciência para a mudança climática em andamento. É preciso deixar teorias conspiratórias de lado [...]. As autoridades devem, sim, implementar medidas para prever os extremos ambientais. Eles estão cada vez mais recorrentes.
        A tragédia do Rio Grande do Sul nos serve como um lembrete cruel da fúria da natureza e da necessidade de estarmos preparados para o futuro. É fundamental investir em infraestrutura resiliente, aprimorar os sistemas de alerta precoce e implementar políticas públicas que levem a sério as mudanças climáticas. Acima de tudo, é preciso agir com urgência e responsabilidade para evitar que desastres dessa magnitude se repitam.
        O caminho para a reconstrução será longo e árduo, deve durar anos, mas a união e a solidariedade do povo gaúcho serão essenciais para superar essa fase difícil.

FONSECA, Roberto. Até quando vamos ignorar o alerta da natureza? Correio Braziliense, 10 de maio de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6 854195-alerta-para-o-futuro.html. Acesso em: 11 mai. 2024. Adaptado.
O vocábulo “como” que inicia o segundo parágrafo do texto confere ao referido trecho um sentido de:
Alternativas
Q2501006 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.

Grávidas no contrafluxo

        O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou a pesquisa: Indicadores Sociais 2007, e um dos dados que mais chamou a atenção foi o número de adolescentes que tiveram filhos nos últimos dez anos. Em 1996, 6,9% das garotas entre 15 e 17 anos já eram mães. Esse número subiu para 7,6% em 2006. Você pode até pensar que o aumento não foi tão grande assim, se não fosse por um detalhe: essa é a única faixa etária em que a taxa de fecundidade aumentou. Ou seja, as mulheres estão tendo menos filhos e as adultas estão esperando mais para se tornarem mães. Só as adolescentes vêm no contrafluxo. Para se ter uma ideia, na faixa dos 18 aos 24 anos, a fecundidade caiu de 38% para 34,9% durante os últimos dez anos. Quer mais um número impressionante? De todos os partos realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no ano passado, quase 16% deles envolveram garotas com menos de 19 anos, ou seja, elas engravidaram ainda na adolescência.
        Esse aumento de mães adolescentes é bastante preocupante, embora não seja só por causa da questão emocional que a gravidez na adolescência deva ser evitada. Vendo sob o aspecto da saúde, a gestação precoce é considerada de alto risco, mesmo que a garota seja muito saudável. Como o corpo da adolescente ainda não está completamente desenvolvido, as condições para a realização do parto são mais complicadas. Além disso, os bebês gerados por adolescentes têm uma tendência maior a nascerem prematuros e abaixo do peso normal - o baixo peso, menos de 2,5 quilos ao nascer, é um dos fatores de risco para a mortalidade infantil. A chance de uma gestante adolescente ter hipertensão (pressão alta na gestação), por exemplo, é cinco vezes maior do que uma mulher adulta. O risco de desenvolver anemia durante a gravidez também é maior entre as adolescentes, graças a duas características: seus corpos ainda não estarem completamente desenvolvidos e os hormônios estarem em alta nessa faixa-etária. A coisa é bem séria: a gestação precoce é a terceira causa de morte de garotas entre 15 e 18 anos no Brasil.
        Outro ponto a ser levado em consideração é a evasão escolar. Pense bem: se às vezes já é difícil levar os estudos direitinho sem ter que cuidar de um bebê, imagine uma garota que tem de amamentar, trocar fralda, preparar papinha e que não vai conseguir dormir bem porque seu bebê chora a noite inteira! Sem contar que muitas ficam com vergonha de voltar para a escola depois de terem seus bebês. Por isso, tantas meninas saem da escola quando engravidam. Um estudo feito pela ONU, com mais de 10 mil brasileiros na faixa etária de 15 a 17 anos, mostra que 56% dos jovens que abandonam a escola são garotas. Um quarto delas parou de estudar porque engravidou na adolescência. Isso torna a gravidez precoce a maior causa de evasão escolar entre as meninas que deveriam estar no Ensino Médio.
        O problema não é só durante a gestação ou logo após o parto. Mesmo depois de terem seus filhos, a taxa de retorno à escola é bem baixa entre as jovens mães. Para agravar ainda mais a situação, cerca de 40% das garotas que têm filho antes dos 18 anos voltam a engravidar dentro de 3 anos. Complicado, hein?
(BOUER, Jairo. Disponível em: [http://blogeducacional.com.br/jairo_bouer/p74553/#c mnt]. Acesso em 25/11/2016)
Em relação ao processo de formação das palavras, assinale a alternativa CORRETA da palavra em destaque no trecho: “Esse aumento de mães adolescentes é bastante preocupante, embora não seja só por causa da questão emocional que a gravidez na adolescência deva ser evitada.”
Alternativas
Q2500660 Português
Mulher é detida por exercício ilegal da profissão de
terapeuta ocupacional em Volta Redonda





Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gerais do texto, julgue o item.


No início do segundo parágrafo, a palavra “Segundo” é classificada como preposição.
Alternativas
Q2500657 Português
Mulher é detida por exercício ilegal da profissão de
terapeuta ocupacional em Volta Redonda





Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gerais do texto, julgue o item.


No subtítulo, o termo “para a atividade” liga‑se sintaticamente a um adjetivo.
Alternativas
Q2500656 Português
Mulher é detida por exercício ilegal da profissão de
terapeuta ocupacional em Volta Redonda





Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gerais do texto, julgue o item.


No título do texto, a preposição “por” expressa um valor causal.
Alternativas
Q2499994 Português
Texto para o item.



Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
A respeito do texto, julgue o item.
Na linha 23, o advérbio “muito” está modificando outro advérbio, que é “forte”. 
Alternativas
Q2499992 Português
Texto para o item.



Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
A respeito do texto, julgue o item.
O pronome “todo” (linha 20) está substantivado.
Alternativas
Respostas
8881: C
8882: E
8883: C
8884: C
8885: E
8886: D
8887: A
8888: C
8889: B
8890: B
8891: A
8892: B
8893: E
8894: A
8895: A
8896: C
8897: C
8898: C
8899: E
8900: C