Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q4392454 Português
Texto para a questão.


O desafio da leitura na era digital: autonomia cognitiva e os limites da tecnologia na escola


   A aceleração digital no ambiente educacional tem reacendido debates profundos sobre os limites do uso de telas na formação de jovens. Se, por um lado, as ferramentas tecnológicas ampliam o acesso a acervos globais e democratizam a informação, por outro, a mediação algorítmica constante ameaça a autonomia cognitiva dos estudantes. O uso de algoritmos de recomendação e de inteligência artificial generativa na elaboração de trabalhos escolares impõe um paradoxo: nunca se produziu tanto texto com tão pouca reflexão autoral.

  Diante desse cenário, pedagogos e neurocientistas sustentam que a escola precisa resguardar espaços de silêncio e desaceleração. A leitura imersiva de obras extensas, o exercício da escrita manuscrita e a argumentação presencial não constituem meros resquícios de um passado anacrônico, mas estratégias fundamentais para a consolidação do pensamento crítico. Quando delegamos ao software a estruturação do raciocínio, desidratamos a capacidade de síntese e a tolerância à complexidade.

   Não se trata de adotar uma postura ludista e rejeitar a inovação, contudo a tecnologia deve figurar como meio, jamais como fim pedagógico. A verdadeira inclusão digital exige ensinar os estudantes a interrogarem os dados, a identificarem vício de neutralidade em sistemas automatizados e a reconhecerem que a velocidade de resposta não equivale à profundidade de análise.

   A mediação docente permanece, portanto, insubstituível. Cabe ao professor desorganizar a lógica do consumo imediato, provocando o estudante a sair da bolha informativa. Sem essa intervenção consciente, o risco é converter a educação em um mero balcão de processamento rápido de tarefas, no qual a curiosidade intelectual dá lugar ao automatismo funcional.

  A escola contemporânea enfrenta o desafio de equilibrar a conectividade necessária com a preservação do pensamento autônomo. Aqueles que acreditam que a tecnologia substituirá a mediação humana ignoram que educar é, acima de tudo, um ato relacional e ético. A técnica pode otimizar processos, mas apenas o encontro de subjetividades é capaz de transformar a informação em sabedoria. É na fresta entre a dúvida e a descoberta que o conhecimento verdadeiramente se consolida.


Internet: <unesco.org> (com adaptações).
No trecho “não constituem meros resquícios de um passado anacrônico,”, o vocábulo “anacrônico” pode ser substituído, sem alteração do sentido original, por
Alternativas
Q4392186 Português
A intervenção profissional em educação física e a responsabilidade social

        A intervenção do profissional de educação física não se reduz à aplicação automática de exercícios. Embora o domínio técnico e científico seja indispensável, a qualidade do atendimento depende da capacidade de compreender os objetivos, as condições e o contexto sociocultural dos beneficiários. Em diferentes espaços – escolas, academias, clubes, unidades de saúde e projetos comunitários –, a prática profissional exige planejamento, avaliação e decisões responsáveis.

        Essa responsabilidade começa antes da prescrição. É necessário conhecer as condições de saúde do indivíduo ou do grupo, identificar necessidades, estabelecer objetivos e selecionar métodos compatíveis. Avaliações orientam a intervenção, permitem acompanhar resultados e ajudam a reduzir riscos. Quando o caso ultrapassa a competência do profissional, o diálogo com outras áreas e o encaminhamento adequado constituem medidas de segurança, e não sinais de fragilidade profissional.

        A dimensão ética amplia esse compromisso. Respeitar a dignidade, a autonomia e a diversidade dos beneficiários significa rejeitar práticas discriminatórias, promessas de resultados garantidos e modelos de atendimento que priorizem interesses comerciais em detrimento da saúde. Significa, ainda, proteger informações pessoais, manter atualização permanente e comunicar orientações de maneira clara.

        No campo escolar, essa perspectiva impede que a educação física seja reduzida à seleção dos mais habilidosos ou ao treinamento esportivo. As práticas corporais podem favorecer aprendizagem, participação, convivência e leitura crítica da cultura. Para isso, o planejamento precisa considerar diferenças de idade, experiências, condições corporais e formas de participação, garantindo que o direito à atividade física não seja confundido com obrigação de desempenho.

        Assim, a intervenção profissional qualificada articula ciência, técnica, ética e sensibilidade social. Ao planejar e avaliar suas ações, o profissional contribui para a promoção da saúde, para a autonomia dos beneficiários e para uma sociedade mais inclusiva. A responsabilidade acompanha todo o processo, desde a análise da demanda até a avaliação dos efeitos produzidos.

Internet:<confef.org.br> (com adaptações).

Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


No período “A dimensão ética amplia esse compromisso. Respeitar a dignidade, a autonomia e a diversidade dos beneficiários significa rejeitar práticas discriminatórias,”, a substituição de “discriminatórias” por preconceituosas e excludentes preservaria a correção ortográfica, a estrutura sintática e o sentido geral do período.

Alternativas
Q4392162 Português
Assinale a opção em que todos os substantivos apresentam a flexão de plural corretamente realizada.
Alternativas
Q4392156 Português
Texto para a questão.


A expansão urbana e os desafios da preservação do patrimônio histórico nas metrópoles


      O crescimento desordenado das cidades contemporâneas impõe um desafio complexo e cotidiano: o conflito latente entre a expansão imobiliária e a necessidade imperativa de salvaguardar o patrimônio histórico. Edifícios seculares, praças tradicionais e traçados urbanos antigos formam a espinha dorsal da memória coletiva, funcionando como arquivos visuais que narram a trajetória de formação da sociedade. Quando a especulação desenfreada destrói esses marcos em nome de uma suposta modernização urgente, apaga‑se também uma fração vital da identidade cultural urbana, deixando os cidadãos órfãos de suas próprias raízes.

   Por essa razão, historiadores, urbanistas e movimentos sociais intensificam o monitoramento e cobram legislações mais rígidas de tombamento, assegurando que o desenvolvimento tecnológico e habitacional caminhe em harmonia com a proteção da memória. Sem esse contrapeso institucional, as metrópoles correm o sério risco de se transformar em espaços efêmeros e destituídos de singularidade, onde o passado é tratado como resíduo obsoleto e o futuro perde a sua profundidade social.

    A valorização do patrimônio, portanto, não se restringe apenas à preservação de construções antigas, mas abrange a manutenção de narrativas, práticas culturais e modos de vida que conferem sentido e pertencimento aos moradores. Investir na conservação significa, na verdade, fortalecer os laços comunitários e promover uma resiliência cultural capaz de enfrentar os desafios da homogeneização global e da perda de identidades locais. Internet: (com adaptações).

Internet: <periodicos.fgv.br> (com adaptações).
No trecho “Quando a especulação desenfreada destrói esses marcos”, o termo “marcos” é classificado gramaticalmente como 
Alternativas
Q4392150 Português
Texto para a questão.


O papel da literatura na formação do pensamento crítico nas escolas


   A inserção da literatura no cotidiano escolar vai muito além de uma exigência curricular burocrática; ela atua como um instrumento formador de consciências e de sensibilidades. Em uma época em que o excesso de conteúdos instantâneos nas redes sociais fragmenta a atenção dos jovens, o texto literário exige tempo, densidade e reflexão profunda. Ao entrar em contato com narrativas que retratam realidades distintas da sua, o estudante desenvolve a empatia e passa a enxergar o mundo sob múltiplas perspectivas. No entanto, para que esse potencial emancipatório se concretize, as instituições de ensino precisam contar com bibliotecas bem equipadas e professores valorizados, capazes de mediar o encontro do aluno com a obra de arte de maneira viva e instigante. Sem esse esforço coletivo, corre‑se o risco de transformar a leitura em uma obrigação enfadonha, esvaziando o seu poder de ressignificar a sociedade.

  Ademais, a literatura oferece um espaço seguro para o debate de temas complexos, como justiça social, identidade e diversidade, que são essenciais para a formação cidadã. Ela convida o leitor a questionar o senso comum, a desvendar preconceitos e a construir sua própria visão de mundo, tornando‑se uma ferramenta insubstituível na construção de um pensamento crítico e autônomo.


 Internet: <anped.org.br> (com adaptações).   
No trecho “passa a enxergar o mundo sob múltiplas perspectivas”, a palavra “mundo” classifica‑se morfologicamente como um
Alternativas
Q4392144 Português
Texto para a questão.


O papel da literatura na formação do pensamento crítico nas escolas


   A inserção da literatura no cotidiano escolar vai muito além de uma exigência curricular burocrática; ela atua como um instrumento formador de consciências e de sensibilidades. Em uma época em que o excesso de conteúdos instantâneos nas redes sociais fragmenta a atenção dos jovens, o texto literário exige tempo, densidade e reflexão profunda. Ao entrar em contato com narrativas que retratam realidades distintas da sua, o estudante desenvolve a empatia e passa a enxergar o mundo sob múltiplas perspectivas. No entanto, para que esse potencial emancipatório se concretize, as instituições de ensino precisam contar com bibliotecas bem equipadas e professores valorizados, capazes de mediar o encontro do aluno com a obra de arte de maneira viva e instigante. Sem esse esforço coletivo, corre‑se o risco de transformar a leitura em uma obrigação enfadonha, esvaziando o seu poder de ressignificar a sociedade.

  Ademais, a literatura oferece um espaço seguro para o debate de temas complexos, como justiça social, identidade e diversidade, que são essenciais para a formação cidadã. Ela convida o leitor a questionar o senso comum, a desvendar preconceitos e a construir sua própria visão de mundo, tornando‑se uma ferramenta insubstituível na construção de um pensamento crítico e autônomo.


 Internet: <anped.org.br> (com adaptações).   
No texto, as palavras “exige” e “texto” classificam‑se morfologicamente, na ordem em que aparecem, como  
Alternativas
Q4391949 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


Na expressão “escola verdadeiramente democrática”, o termo “verdadeiramente” atua como modificador direto do substantivo “escola”, atribuindo‑lhe uma característica permanente.

Alternativas
Q4391720 Português
Assinale a alternativa em que todas as relações de concordância nominal estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa:
Alternativas
Q4391624 Português
Assinale a alternativa em que todas as relações de concordância nominal estão de acordo com a norma-padrão:
Alternativas
Q4391453 Português
TEXTO I


Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país


Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia


  O Brasil atravessa um momento que exige atenção. Grandes empresas recorrem à recuperação judicial ou extrajudicial, o crédito está mais caro e seletivo, empresários encontram dificuldades crescentes para financiar suas operações e uma parcela da população reduz o consumo porque já não consegue assumir novas prestações. O problema, portanto, deixou de ser apenas empresarial. Ele começa a atingir toda a cadeia econômica, e todos nós teríamos (ou temos) de entender isso.

  O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura. Mas o número mais importante talvez não esteja no balanço da companhia: está na quantidade de empresas que dependem dela. 

  Uma grande rede varejista não compra apenas produtos. Ela movimenta fabricantes, distribuidores, transportadoras, empresas de tecnologia, prestadores de serviços, proprietários de imóveis e milhares de trabalhadores. Quando uma companhia desse porte deixa de pagar ou precisa alongar seus compromissos, o fornecedor muitas vezes passa a financiar involuntariamente a crise. Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo. Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.

    O problema das recuperações judiciais

  Esse efeito dominó explica por que grandes recuperações judiciais precisam ser analisadas para além da empresa que está no processo. O Grupo Gennius, controlador de marcas como Habib’s e Ragazzo, ingressou em recuperação judicial com dívida superior a R$ 265 milhões. Do mesmo modo, outros grupos também fizeram o mesmo, como por exemplo o Grupo Toky, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; a Marabraz, com passivo estimado em R$ 140 milhões; a Braskem buscou reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas; a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.

  Não é possível afirmar que todas essas empresas tenham chegado a essa situação pelas mesmas razões. Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando: juros elevados, crédito mais caro, maior seletividade dos bancos e consumidores com menor capacidade de assumir novas dívidas. A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, não é apenas uma referência utilizada pelo mercado financeiro. Ela chega à economia real. Para nós, consumidores, representa prestações maiores e menor capacidade de compra. Esse talvez seja um dos pontos centrais da questão.

  Para uma família de maior renda, juros elevados podem significar apenas adiar a compra de determinado produto. Para uma família de menor renda, podem significar simplesmente não comprar. Um eletrodoméstico ou um eletrônico muitas vezes só cabem no orçamento porque podem ser parcelados. Quando o crédito deixa de ser acessível, a demanda diminui.

    Os efeitos da crise econômica

  Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego. A crise, que começou como financeira, transforma-se em econômica.

  Os números mostram que o problema não está restrito às grandes companhias. Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026. Ou seja, as dificuldades também atingem empresas menores, que possuem menos capital para absorver uma queda de faturamento ou um atraso relevante de seus clientes.

  O Brasil precisa de estabilidade monetária e controle da inflação, mas também precisa de crédito para produzir, investir e consumir. As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais. São sinais de que a engrenagem econômica pode estar perdendo velocidade. Uma empresa que deixa de investir hoje não recupera automaticamente esse investimento amanhã. Um fornecedor que quebra não recupera seus clientes imediatamente. Um trabalhador que perde o emprego não recompõe sua renda de um dia para o outro. E uma família que deixa de consumir reduz a receita de toda uma cadeia produtiva. Quando empresários perdem, trabalhadores também perdem e a economia retrai. Todos pagamos a conta! 


Fonte: GRAÇA, João Alberto. Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país. https://revistaoeste.com/economia/onda-de-recuperacoes-judiciais-acende-alerta-de-crise-no-pais/ (adaptado). 
De acordo com as regras de Morfologia, assinale a alternativa cujo vocábulo em destaque seja diferente dos demais enquanto Classe de palavra. 
Alternativas
Q4391451 Português
TEXTO I


Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país


Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia


  O Brasil atravessa um momento que exige atenção. Grandes empresas recorrem à recuperação judicial ou extrajudicial, o crédito está mais caro e seletivo, empresários encontram dificuldades crescentes para financiar suas operações e uma parcela da população reduz o consumo porque já não consegue assumir novas prestações. O problema, portanto, deixou de ser apenas empresarial. Ele começa a atingir toda a cadeia econômica, e todos nós teríamos (ou temos) de entender isso.

  O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura. Mas o número mais importante talvez não esteja no balanço da companhia: está na quantidade de empresas que dependem dela. 

  Uma grande rede varejista não compra apenas produtos. Ela movimenta fabricantes, distribuidores, transportadoras, empresas de tecnologia, prestadores de serviços, proprietários de imóveis e milhares de trabalhadores. Quando uma companhia desse porte deixa de pagar ou precisa alongar seus compromissos, o fornecedor muitas vezes passa a financiar involuntariamente a crise. Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo. Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.

    O problema das recuperações judiciais

  Esse efeito dominó explica por que grandes recuperações judiciais precisam ser analisadas para além da empresa que está no processo. O Grupo Gennius, controlador de marcas como Habib’s e Ragazzo, ingressou em recuperação judicial com dívida superior a R$ 265 milhões. Do mesmo modo, outros grupos também fizeram o mesmo, como por exemplo o Grupo Toky, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; a Marabraz, com passivo estimado em R$ 140 milhões; a Braskem buscou reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas; a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.

  Não é possível afirmar que todas essas empresas tenham chegado a essa situação pelas mesmas razões. Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando: juros elevados, crédito mais caro, maior seletividade dos bancos e consumidores com menor capacidade de assumir novas dívidas. A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, não é apenas uma referência utilizada pelo mercado financeiro. Ela chega à economia real. Para nós, consumidores, representa prestações maiores e menor capacidade de compra. Esse talvez seja um dos pontos centrais da questão.

  Para uma família de maior renda, juros elevados podem significar apenas adiar a compra de determinado produto. Para uma família de menor renda, podem significar simplesmente não comprar. Um eletrodoméstico ou um eletrônico muitas vezes só cabem no orçamento porque podem ser parcelados. Quando o crédito deixa de ser acessível, a demanda diminui.

    Os efeitos da crise econômica

  Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego. A crise, que começou como financeira, transforma-se em econômica.

  Os números mostram que o problema não está restrito às grandes companhias. Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026. Ou seja, as dificuldades também atingem empresas menores, que possuem menos capital para absorver uma queda de faturamento ou um atraso relevante de seus clientes.

  O Brasil precisa de estabilidade monetária e controle da inflação, mas também precisa de crédito para produzir, investir e consumir. As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais. São sinais de que a engrenagem econômica pode estar perdendo velocidade. Uma empresa que deixa de investir hoje não recupera automaticamente esse investimento amanhã. Um fornecedor que quebra não recupera seus clientes imediatamente. Um trabalhador que perde o emprego não recompõe sua renda de um dia para o outro. E uma família que deixa de consumir reduz a receita de toda uma cadeia produtiva. Quando empresários perdem, trabalhadores também perdem e a economia retrai. Todos pagamos a conta! 


Fonte: GRAÇA, João Alberto. Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país. https://revistaoeste.com/economia/onda-de-recuperacoes-judiciais-acende-alerta-de-crise-no-pais/ (adaptado). 
Marque a alternativa cuja indicação do processo de formação de palavras esteja correta para a expressão em destaque.
Alternativas
Q4391410 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão



    Há coisa de duas semanas, circulou a notícia de que dois modelos de inteligência artificial de uma empresa saíram de controle e invadiram arquivos de uma concorrente. Como o desvio foi rapidamente identificado e não sucedeu nada de mais sério, ninguém parece ter ficado muito preocupado. O fato foi recebido como “parte da rotina”. Nas big techs, os mandachuvas deram de ombros e tocaram adiante.


    Talvez o improvável leitor queira mais detalhes do ocorrido. É legítimo. Vamos lá. No dia 21 de julho, durante um teste de cibersegurança interno em uma empresa de pesquisa e tecnologia em inteligência artificial, dois desses seres de silício, tecnicamente dotados de um módico poder de raciocínio, escapuliram pela internet e entraram clandestinamente no sistema de outro gigante do setor. A organização invadida, percebendo movimentos estranhos em seus domínios privativos e fechados, chamou a polícia. Logo depois, o imbróglio se resolveu sem maiores danos.


    Pequenos episódios anteriores, que já deveriam ter feito soar o alarme, também foram recebidos com indiferença. Em março de 2023, ganhou repercussão a traquinagem do robô virtual que entrou nas redes, fez contato com uma pessoa e pediu que ela o ajudasse a preencher um captcha (aquela verificação chata e enervante, inventada exatamente para barrar a ação de robôs, que nos obriga a ler números e letras de uma imagem toda torta e depois digitá-los num campo em branco). A pessoa abordada achou aquilo esquisito, desconfiou e perguntou: “Ei, mas você é um robô?”. Então, o sintético larápio mentiu, disse que era apenas um deficiente visual, e conseguiu o que queria.


(Eugenio Bucci. “O motim das máquinas”, 09.08.2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/. Adaptado)

Considere os fragmentos do 3o parágrafo apresentados seguir:



• Pequenos episódios (...) também foram recebidos com indiferença.


• ... inventada exatamente para barrar a ação de robôs...



As palavras destacadas apresentam, correta e respectivamente, sentidos de

Alternativas
Ano: 2026 Banca: IASPE Órgão: UNIFAI Prova: IASPE - 2026 - UNIFAI - Analista Jurídico |
Q4391215 Português
Considere as palavras em destaque no texto abaixo, atentando-se para as regras de derivação morfológica da língua portuguesa:
Ao entardecer, a multidão desnorteada aguardava que o povo se mobilizasse de forma fervorosa. Não havia espaço para o combate nem tempo para o jantar; apenas a repulsa à desonestidade movia o cidadão brasileiro.
I. O vocábulo entardecer é formado por derivação parassintética, enquanto desnorteada resulta de derivação prefixal e sufixal não simultânea, visto que a base admite a existência prévia da forma autônoma norteada.
II. As palavras combate e jantar exemplificam, respectivamente, casos de derivação regressiva (ou deverbal) e derivação imprópria (ou conversão), pois na primeira há redução da forma verbal com mudança de classe gramatical, e na segunda ocorre mudança de classe sem alteração da estrutura fônica.
III. Os termos fervorosa, desonestidade e brasileiro representam casos de derivação afixal (sufixal ou prefixal e sufixal), sendo que a palavra povo constitui a forma primitiva da qual derivam cognatos por afixação no mesmo campo semântico.
Em relação às assertivas acima, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4390583 Português
TEXTO I

Confiança do consumidor cai e ameaça empregos

Pessimismo das famílias pode reduzir consumo e pressionar empresas neste segundo semestre


    A confiança dos consumidores brasileiros caiu pelo quarto mês consecutivo em agosto. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 3,6 pontos, para 84,7 pontos, o menor nível desde novembro de 2022. O resultado mostra que as famílias estão mais pessimistas tanto sobre o momento atual quanto sobre os próximos meses.

    O principal problema está nas expectativas. O indicador, que mede a percepção dos consumidores sobre o futuro, caiu 5,4 pontos, para 86,1 pontos. A disposição para comprar bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos e outros produtos de maior valor, despencou 10 pontos, para 74,7 pontos, o menor nível desde julho de 2022.

    Confiança: menos consumo; mais pressão e riscos

    O cenário preocupa, porque o consumidor menos confiante tende a adiar compras e controlar mais os gastos. Segundo a FGV, o movimento reflete as dificuldades financeiras das famílias, marcadas por endividamento e inadimplência elevados em um ambiente de juros altos.

     Essa retração pode atingir diretamente o comércio e a indústria. Se as empresas vendem menos, começam a reduzir estoques, investimentos e, em alguns casos, custos com pessoal.

    Risco para os empregos

    O dado ganha ainda maior importância porque o mercado de trabalho brasileiro continua forte. A própria FGV ressalta, porém, que a sequência de quedas na confiança pode sinalizar uma desaceleração do consumo das famílias no segundo semestre.

     Na prática, existe o risco de uma reação em cadeia: consumidores mais cautelosos compram menos, empresas faturam menos, e negócios pressionados podem reduzir contratações ou até cortar postos de trabalho.

    O indicador, portanto, não significa que haverá uma onda imediata de demissões. Mas funciona como um sinal de alerta para a economia. Se o pessimismo persistir e o consumo perder força, a manutenção do emprego pode se tornar mais difícil nos próximos meses.


Fonte: BOUÉRI, Fábio. Confiança do consumidor cai e ameaça empregos. https://revistaoeste.com/economia/confianca-doconsumidor-cai-e-ameaca-empregos/ (adaptado).  
Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede.

( ) Em “O resultado mostra que as famílias estão mais pessimistas tanto sobre o momento atual quanto sobre os próximos meses.” (1º par.), nota-se que a conjunção integrante em destaque inicia uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
( ) Em “Segundo a FGV, o movimento reflete as dificuldades financeiras das famílias...” (3º par.), há em destaque um Substantivo exercendo função sintática de núcleo do Sujeito.
( ) Em “O dado ganha ainda maior importância porque o mercado de trabalho brasileiro continua forte.” (5º par.), há em destaque uma oração subordinada adverbial consecutiva.
( ) Em “Na prática, existe o risco de uma reação em cadeia...” (6º par.), o termo em destaque exerce a função sintática de complemento verbal de “existe”.
( ) Em “O indicador, portanto, não significa que haverá uma onda imediata de demissões.” (7º par.), percebe-se que o verbo em destaque se encontra na terceira pessoa do singular por fazer concordância verbal com o Sujeito simples “onda imediata de demissões”.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem pela ordem a seguinte sequência. 
Alternativas
Q4390582 Português
TEXTO I

Confiança do consumidor cai e ameaça empregos

Pessimismo das famílias pode reduzir consumo e pressionar empresas neste segundo semestre


    A confiança dos consumidores brasileiros caiu pelo quarto mês consecutivo em agosto. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 3,6 pontos, para 84,7 pontos, o menor nível desde novembro de 2022. O resultado mostra que as famílias estão mais pessimistas tanto sobre o momento atual quanto sobre os próximos meses.

    O principal problema está nas expectativas. O indicador, que mede a percepção dos consumidores sobre o futuro, caiu 5,4 pontos, para 86,1 pontos. A disposição para comprar bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos e outros produtos de maior valor, despencou 10 pontos, para 74,7 pontos, o menor nível desde julho de 2022.

    Confiança: menos consumo; mais pressão e riscos

    O cenário preocupa, porque o consumidor menos confiante tende a adiar compras e controlar mais os gastos. Segundo a FGV, o movimento reflete as dificuldades financeiras das famílias, marcadas por endividamento e inadimplência elevados em um ambiente de juros altos.

     Essa retração pode atingir diretamente o comércio e a indústria. Se as empresas vendem menos, começam a reduzir estoques, investimentos e, em alguns casos, custos com pessoal.

    Risco para os empregos

    O dado ganha ainda maior importância porque o mercado de trabalho brasileiro continua forte. A própria FGV ressalta, porém, que a sequência de quedas na confiança pode sinalizar uma desaceleração do consumo das famílias no segundo semestre.

     Na prática, existe o risco de uma reação em cadeia: consumidores mais cautelosos compram menos, empresas faturam menos, e negócios pressionados podem reduzir contratações ou até cortar postos de trabalho.

    O indicador, portanto, não significa que haverá uma onda imediata de demissões. Mas funciona como um sinal de alerta para a economia. Se o pessimismo persistir e o consumo perder força, a manutenção do emprego pode se tornar mais difícil nos próximos meses.


Fonte: BOUÉRI, Fábio. Confiança do consumidor cai e ameaça empregos. https://revistaoeste.com/economia/confianca-doconsumidor-cai-e-ameaca-empregos/ (adaptado).  
De acordo com as regras de Morfologia, assinale a alternativa cujo vocábulo em destaque seja diferente dos demais enquanto Classe de palavra.
Alternativas
Q4390580 Português
TEXTO I

Confiança do consumidor cai e ameaça empregos

Pessimismo das famílias pode reduzir consumo e pressionar empresas neste segundo semestre


    A confiança dos consumidores brasileiros caiu pelo quarto mês consecutivo em agosto. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 3,6 pontos, para 84,7 pontos, o menor nível desde novembro de 2022. O resultado mostra que as famílias estão mais pessimistas tanto sobre o momento atual quanto sobre os próximos meses.

    O principal problema está nas expectativas. O indicador, que mede a percepção dos consumidores sobre o futuro, caiu 5,4 pontos, para 86,1 pontos. A disposição para comprar bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos e outros produtos de maior valor, despencou 10 pontos, para 74,7 pontos, o menor nível desde julho de 2022.

    Confiança: menos consumo; mais pressão e riscos

    O cenário preocupa, porque o consumidor menos confiante tende a adiar compras e controlar mais os gastos. Segundo a FGV, o movimento reflete as dificuldades financeiras das famílias, marcadas por endividamento e inadimplência elevados em um ambiente de juros altos.

     Essa retração pode atingir diretamente o comércio e a indústria. Se as empresas vendem menos, começam a reduzir estoques, investimentos e, em alguns casos, custos com pessoal.

    Risco para os empregos

    O dado ganha ainda maior importância porque o mercado de trabalho brasileiro continua forte. A própria FGV ressalta, porém, que a sequência de quedas na confiança pode sinalizar uma desaceleração do consumo das famílias no segundo semestre.

     Na prática, existe o risco de uma reação em cadeia: consumidores mais cautelosos compram menos, empresas faturam menos, e negócios pressionados podem reduzir contratações ou até cortar postos de trabalho.

    O indicador, portanto, não significa que haverá uma onda imediata de demissões. Mas funciona como um sinal de alerta para a economia. Se o pessimismo persistir e o consumo perder força, a manutenção do emprego pode se tornar mais difícil nos próximos meses.


Fonte: BOUÉRI, Fábio. Confiança do consumidor cai e ameaça empregos. https://revistaoeste.com/economia/confianca-doconsumidor-cai-e-ameaca-empregos/ (adaptado).  
Marque a alternativa cuja indicação do processo de formação de palavras esteja incorreta para a expressão em destaque.
Alternativas
Q4390384 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

AS ESCOLHAS DE VIDA ORGANIZACIONAL

(1º§) M. Scott Peck escreveu o livro “O Caminho Menos Percorrido” e dedicou o Capítulo V à defesa das “Escolhas de Vida Organizacional”, focando que os seres humanos são, por natureza, criaturas sociais, e quase todas as nossas escolhas são influenciadas pelas organizações das quais fazemos parte, sejam famílias, empresas ou estruturas sociais maiores. Ele enfatizou a importância de entender como nossas decisões afetam os outros e as implicações éticas que surgem dessas decisões.

(2º§) M. Scott Peck, no Capítulo V, discute os conceitos de comunidade e civilidade, argumentando que a verdadeira comunidade envolve uma comunicação de alta qualidade entre seus membros, afastando-se da noção superficial de civilidade prevalente na sociedade. Ele define “civilidade” como um comportamento organizacional ético motivado por uma consciência das próprias ações e seu impacto sobre os outros, exigindo uma consciência que reflete tanto sobre dinâmicas pessoais quanto organizacionais.

(3º§) M. Scott Peck explora a interconectividade da vida humana, traçando paralelos com sistemas biológicos. Cada indivíduo opera dentro de muitos sistemas sobrepostos, como família e sociedade, e ele destaca que mudanças em uma parte de um sistema afetam o todo. Compreender a teoria dos sistemas é vital para navegar essas relações de forma eficaz. Ele enfatiza a distinção entre ética de código e ética de situação, onde a ética de código é rígida e inflexível, enquanto a ética de situação considera o contexto. Esse reconhecimento é essencial para tomar decisões morais, especialmente aquelas que envolvem relações humanas complexas.

(4º§) M. Scott Peck critica a ideia do individualismo extremo, sugerindo que a interdependência é a chave para a saúde pessoal e relacional. Através de exemplos de seu casamento e vida profissional, Peck ilustra como diferentes papéis nas relações requerem reconhecimento e apreciação para promover a colaboração. Ele defende que a relação entre responsabilidade, estrutura e papéis nas organizações é explorada. Peck observa que, enquanto as responsabilidades podem ser informais em pequenas organizações, as maiores necessitam de estruturas formais para garantir eficiência e eficácia, emprestando conceitos da teoria organizacional.

(5º§) M. Scott Peck discute a importância de estabelecer limites dentro das relações, reconhecendo a complexidade da vulnerabilidade. Ele enfatiza que estar aberto a riscos emocionais pode levar a conexões mais profundas, embora se deva equilibrar essa abertura com a autoproteção.

(6º§) M. Scott Peck faz uma distinção entre poder político e poder espiritual. O poder espiritual emana do ser de um indivíduo e pode influenciar os outros de forma positiva, enquanto o poder político muitas vezes se foca no controle através das estruturas organizacionais. O uso eficaz do poder é emponderar os outros em vez de dominá-los.

(7º§) M. Scott Peck afirma que esta seção reflete sobre a cultura organizacional, enfatizando que cada organização tem suas próprias normas e valores. Peck destaca a ideia do relativismo cultural e alerta contra julgamentos não fundamentados sobre outras culturas. Ele também discute a atual desintegração cultural na América, sugerindo a necessidade de novas normas funcionais.

(M. Scott Peck. In: O Caminho Menos Percorrido — Cap. 5 — Adaptado)
Marque a alternativa com a série de termos invariáveis pertencentes à mesma classe gramatical.
Alternativas
Q4389436 Português
A língua portuguesa herdou do latim um repertório extenso de adjetivos cultos, muitas vezes empregados no lugar da locução 'relativo a + substantivo'. Essa herança, porém, nem sempre é intuitiva: a proximidade sonora entre certas palavras pode induzir o falante a associações etimológicas equivocadas, atribuindo a um substantivo um adjetivo que, na verdade, pertence a outro campo semântico e a outra raiz latina. Com base nisso, analise as correspondências entre os substantivos e os adjetivos destacados nas frases a seguir.
I. A primavera costuma ser associada ao florescimento das plantas, e por isso muitos poemas descrevem esse período com o adjetivo vernal.
II. Como a região sofre com a falta de chuva, o governo anunciou um plano fluvial para captação de água na estação seca.
III. O réu apresentou um pedido de revisão sem qualquer razão jurídica, com argumentos mal arrazoados e pouco convincentes.
IV. No outono, as folhas das árvores começam a cair, fenômeno que os biólogos também descrevem como mudança autunal na vegetação. 
V.O soldado surpreendeu os superiores pelo seu temor, por isso foi descrito nos relatórios como um militar intimorato.
Assinale a alternativa CORRETA que apresenta a correspondência etimológica adequada entre o substantivo e o adjetivo destacados.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Concórdia - SC Provas: FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Auxiliar de Educação Básica - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Arte - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Ciências - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor -Educação Digital - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Especial (AEE) - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Especial – Intérprete de Libras - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Física - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Ensino Religioso - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Geografia - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - História - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico I - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico II - Língua Portuguesa - Anos Finais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico II - Matemática - Anos Finais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Espanhola - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Portuguesa - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Literatura Dramatizada - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Matemática - Edital nº 5 |
Q4389308 Português
Conselho veta uso de IA sem supervisão para alunos até o 5º ano do fundamental


— Ministério da Educação precisa referendar diretrizes, que criam primeiro marco para adoção da tecnologia


— Texto define quatro categorias de risco para aplicação da inteligência artificial nas atividades escolares


O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou na tarde desta terça-feira (1º) a primeira regulamentação oficial para o uso de inteligência artificial no ensino brasileiro. Entre as regras está o veto do uso dessas ferramentas sem supervisão para alunos até o 5º ano do ensino fundamental.


O texto ainda precisa ser homologado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini. Quando oficializadas, as normas valerão para todas as redes de ensino, escolas e universidades públicas e privadas do país. As instituições terão 12 meses para adequar políticas e práticas.


O documento estabelece que essas ferramentas devem ser usadas para ampliar as capacidades humanas e educacionais, sem substituir a responsabilidade, a mediação pedagógica e o julgamento das pessoas. Para o conselho, as regras buscam orientar as escolas e sistemas de ensino diante de um dos “fenômenos mais relevantes” que já incidiram sobre a educação.


Crianças até o 5º ano (com idade de 10 anos) do ensino fundamental só poderão ter contato com a inteligência artificial sob cuidado de professores ou em atividades pedagógicas previamente planejadas.


“Na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, compreendidos até o 5º ano, não deverá ser permitido o acesso direto, autônomo, individual ou não supervisionado dos estudantes a ferramentas de Inteligência Artificial, especialmente aquelas de caráter generativo, conversacional, preditivo ou adaptativo”, diz o texto.


“Nessa etapa, a eventual utilização de recursos baseados em Inteligência Artificial deverá ocorrer exclusivamente por meio de atividades pedagógicas planejadas, conduzidas e mediadas por profissionais da educação, sem interação direta livre da criança com a ferramenta e sem coleta desnecessária de dados pessoais dos estudantes”, continua.


O texto ainda define que, mesmo quando houver o uso dessas ferramentas em atividades pedagógicas, a escola deve reforçar a proteção de dados das crianças e avisar as famílias.


Segundo o documento, em toda a educação básica (ou seja, da educação infantil ao ensino médio), a IA deve ser tratada como objeto de aprendizagem e recurso pedagógico. As escolas devem ajudar os estudantes a compreender o funcionamento dessas ferramentas, o papel dos dados, riscos e vieses, cidadania digital, ética, honestidade acadêmica e metacognição.


[…]


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/09/conselho-veta-uso-de-ia-sem-supervisao-para-alunos-ate-o-5o-ano-do-fundamental.shtml
Leia o trecho a seguir:

“O projeto de pesquisa reuniu uma linguista belo-horizontina, um historiador norte-americano e um sociólogo porto-riquenho para debater os impactos das novas políticas de imigração.”

De acordo com as regras estabelecidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa vigente, assinale a alternativa que apresenta a correta justificativa para o emprego do hífen nos vocábulos destacados.
Alternativas
Q4389106 Português
O texto a seguir é uma crônica de autoria de Clarice Lispector. Leia-o atentamente para resolver a questão a ele referente.

Escrever (II)

Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.

Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.

Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.

Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.

Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros.

LISPECTOR, Clarice. Crônicas para jovens: de escrita e vida. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010. p. 91-92.
No trecho “Fico assim à mercê do tempo”, a expressão “à mercê de” atua como locução.

Contudo, analisada isoladamente (fora do contexto da frase em questão), a palavra “mercê” é classificada morfologicamente como:
Alternativas
Respostas
61: A
62: C
63: C
64: A
65: B
66: B
67: E
68: C
69: E
70: E
71: B
72: B
73: D
74: A
75: C
76: D
77: D
78: C
79: E
80: B