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Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 27.227 questões

Q4244999 Português
A gentileza da espera

Por Pedro Guerra Kuman


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/07/a-
gentileza-da-espera-cmrfbma2e01zt013vzslhweto.html – texto especialmente adaptado para esta
prova).  
Considerando a palavra que apresenta uma lacuna pontilhada no trecho a seguir, retirado do texto, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
“Até porque, existe uma honestidade ava...aladora e urgente no respeitar-se”.
( ) A lacuna pontilhada deve ser preenchida com “ss”.
( ) Um sinônimo possível para a palavra é “devastadora”.
( ) É um adjetivo biforme formado por derivação prefixal.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4244760 Português
O sonho da aposentadoria no Brasil está com os dias contados?

Por Welligton Fonseca

  (Disponível em: https://movimentoeconomico.com.br/opiniao/artigos/2026/03/09/o-sonho-da-aposentadoria-
no-brasil-esta-com-os-dias-contados/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
No trecho a seguir, retirado do texto, todas as palavras sublinhadas são adjetivos, EXCETO:
“Não se trata de alarmismo, mas de projeção atuarial. A sustentabilidade previdenciária não é tema ideológico; é matemática demográfica e fiscal”. 
Alternativas
Q4244759 Português
O sonho da aposentadoria no Brasil está com os dias contados?

Por Welligton Fonseca

  (Disponível em: https://movimentoeconomico.com.br/opiniao/artigos/2026/03/09/o-sonho-da-aposentadoria-
no-brasil-esta-com-os-dias-contados/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que NÃO tenha sido formada por derivação prefixal.
Alternativas
Q4244757 Português
O sonho da aposentadoria no Brasil está com os dias contados?

Por Welligton Fonseca

  (Disponível em: https://movimentoeconomico.com.br/opiniao/artigos/2026/03/09/o-sonho-da-aposentadoria-
no-brasil-esta-com-os-dias-contados/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada NÃO pertença à classe gramatical dos advérbios. 
Alternativas
Q4244391 Português
Assinale a alternativa em que a palavra apresenta um prefixo que indica ideia de negação ou oposição:
Alternativas
Q4244231 Português

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice 



Por Amanda Nascimento 





(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitardeclinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual o numeral, no contexto em que ocorre, expresse uma quantidade exata.
Alternativas
Q4244230 Português

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice 



Por Amanda Nascimento 





(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitardeclinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra de sentido oposto ao de “significativas” no trecho a seguir, retirado do texto:



“constatou que o hábito estava associado a melhorias significativas no peso corporal”.  

Alternativas
Q4244229 Português

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice 



Por Amanda Nascimento 





(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitardeclinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as classes gramaticais das palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto:



Entre elas, 26 foram orientadas a se alimentar apenas em uma janela de nove horas”.

Alternativas
Q4244225 Português

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice 



Por Amanda Nascimento 





(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitardeclinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho a seguir, retirado do texto, todas as palavras ou expressões sublinhadas têm a função sintática de adjunto adnominal, EXCETO:



“o hábito estava associado a melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão arterial e em marcadores de saúde metabólica”.

Alternativas
Q4244221 Português

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice 



Por Amanda Nascimento 





(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitardeclinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “plausível” no trecho a seguir, retirado do texto, por não lhe causar alterações significativas ao sentido.



“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a saúde cognitiva”. 

Alternativas
Q4244186 Português

Os medos que nos definem


Por Tríssia Ordovás Sartori



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Considerando o emprego da palavra “pê...ames” no trecho a seguir, retirado do texto, analise as assertivas subsequentes:

“Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pê...ames”.

I. A lacuna pontilhada deve ser preenchida pela letra “z”.
II. Trata-se de substantivo masculino empregado, quase sempre, no plural.
III. Um sinônimo adequado para substituir “pê...ames”, exigindo concordância de gênero da palavra “sentidos”, é “condolências”.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4244062 Português
Farmar Aura: Pertencimento e juventude na Era Digital


    Inundou o espaço entre adolescentes e jovens nas redes sociais: farmar aura. E gerou muitas dúvidas entre os parentes sobre o que seria exatamente isso. Pois bem. A expressão combina um termo usado pelos jogadores ou gamers (farmar, vem do verbo em inglês to farm, cultivar em uma fazenda, mas nos jogos é usado como sinônimo de acumulação de recursos), somada a uma palavra ligada ao campo do simbólico (aura, ou atmosfera transmitida por alguém), revelando muito mais do que uma simples brincadeira. Ela oferece uma oportunidade para compreendermos como a linguagem se transforma, como os grupos sociais constroem identidades coletivas e como as novas gerações produzem seus próprios códigos culturais.

    As gírias podem ser consideradas como sinais de empobrecimento da língua, mas representam um fenômeno complexo e profundamente humano. São manifestações da criatividade linguística, da necessidade de pertencimento e dessa renovação cultural da sociedade. Nas redes digitais, percebe-se o fluxo contínuo de novas palavras, expressões e significados.

    Por mais que exista a ideia de que a linguagem seja apenas um instrumento para transmitir informações, diversos estudiosos demonstraram que ela é muito mais do que isso. Porque ela não só descreve a realidade, mas participa da sua construção.

    O filósofo e teórico russo Mikhail Bakhtin defendia que toda palavra nasce em um contexto social e carrega marcas dos seus interlocutores. Para ele, a linguagem é dialógica, a partir de diferentes vozes, perspectivas e experiências. É necessário compreender quem fala, para quem fala e o contexto da fala. Nenhuma palavra é neutra, todas trazem valores, memórias e significados.

    Essa perspectiva nos ajuda a compreender por que as gírias estão sempre surgindo. Elas não são desvios da língua, são criações de novos sentidos para acompanhar os novos tempos e as transformações sociais. Quando jovens utilizam expressões como “farmar aura”, não estão apenas criando uma moda passageira; estão criando um discurso com elementos da cultura digital desse tempo de jogos eletrônicos e das redes sociais; criando expressão que comunicam experiências.

    As gírias sempre existiram. Cada geração desenvolveu seu próprio repertório: bacana, legal, maneiro, massa ou irado foram, em algum momento, expressões específicas de grupos e tribos. O que mudou nas últimas décadas foi a velocidade que circulam essas novidades. Antes, uma gíria podia levar anos para se espalhar por uma região ou país, mas atualmente, uma expressão criada no meio virtual pode se difundir em questão de dias.

    As plataformas digitais funcionam como laboratórios permanentes de criação linguística. Influenciadores, criadores de conteúdo, jogadores, músicos e usuários comuns produzem diariamente novas palavras que circulam em vídeos, memes, comentários e mensagens instantâneas. As palavras estão vivas, se reinventando a cada geração, ganhando novos significados de acordo com as mudanças culturais e tecnológicas. Cancelar virou rejeitar publicamente alguém; viralizar agora é espalhar um conteúdo rapidamente na internet; stalkear é investigar as redes sociais de alguém, e por aí vai. A linguagem contemporânea está rápida e dinâmica, o que reflete a própria velocidade das interações digitais.

    Minha compreensão desse fenômeno não vem apenas da leitura de autores que estudam a linguagem. Ela também nasce da convivência cotidiana com meu filho Matias, de 12 anos. Foi por meio dele que ouvi pela primeira vez expressões como “farmar aura” e tantas outras que surgem e desaparecem com rapidez nas redes sociais.

Num primeiro momento, essas expressões podem soar estranhas para quem pertence a outra geração. Porém, ao observá-las mais atentamente, percebi que elas cumprem uma função importante na construção das relações entre os adolescentes. Mais do que palavras, elas representam formas de acolhimento, reconhecimento, pertencimento e compartilhamento de experiências. Ao acompanhar as conversas de Matias e de seus amigos, fica evidente que essas gírias funcionam como marcadores culturais. Os jovens se identificam entre si, constroem referências comuns e expressam suas vivências nesse mundo conectado virtualmente.

    Essa experiência em casa me levou a compreender que, muitas vezes, os adultos podem observar as transformações da linguagem com desconfiança, quando talvez devessem enxergá-las também como oportunidades para compreender melhor essas novas gerações. Em vez de representar uma ameaça à língua, percebemos que a invenção de novas expressões revela a criatividade e a vitalidade da cultura juvenil.

    A linguagem desempenha papel fundamental na adolescência, que é um período marcado pela busca de identidade. Nessa fase, meninos e meninas procuram referências para compreenderem quem são e a qual grupo pertencem. Quando adolescentes utilizam as mesmas gírias, buscam identificação, demonstram familiaridade com um conjunto comum de referências culturais. Funciona como uma espécie de senha simbólica que comunica esse pertencimento a um grupo.

    Além disso, as gírias fortalecem vínculos afetivos. Piadas internas, memes e formas específicas de falar criam um sentimento de proximidade que favorece a formação de amizades e comunidades, construindo laços sociais. Entretanto, a linguagem não é apenas um instrumento de integração. Ela também pode produzir distinções e exclusões.

    Nesse âmbito, o sociólogo francês Pierre Bourdieu demonstrou que diferentes formas de falar possuem valores distintos dentro da sociedade. Segundo ele, existe aquilo que chamou de capital linguístico: determinadas maneiras de se expressar são mais  valorizadas socialmente do que outras. Essa reflexão ajuda a compreender por que algumas gírias são celebradas enquanto outras são estigmatizadas. Muitas vezes, os julgamentos sobre a linguagem não estão relacionados à qualidade das palavras em si, mas aos grupos sociais que as utilizam.

    Ademais, as próprias gírias podem funcionar como mecanismos de inclusão e exclusão. Ao mesmo tempo que fortalecem o sentimento de pertencimento entre aqueles que compartilham os mesmos códigos, podem gerar estranhamento ou afastamento para quem não os conhece. Assim, a linguagem revela-se um espaço de negociação constante entre identidade, poder e reconhecimento social.

    Segundo o educador brasileiro Paulo Freire, que também oferece contribuições valiosas para essa discussão, aprender a linguagem envolve muito mais do que decodificar palavras. Trata-se de aprender a ler o mundo. Segundo Freire, as palavras ganham sentido a partir da experiência concreta das pessoas. Por isso, toda linguagem está ligada à cultura, à história e às condições de vida dos sujeitos.

    Sob essa perspectiva, as gírias juvenis não devem ser vistas apenas como fenômenos da linguagem, mas como expressões de uma geração que busca interpretar sua realidade e construir formas próprias de comunicação. Ao criar novas palavras, os jovens não estão apenas modificando a língua. Estão também produzindo novas maneiras de compreender suas relações sociais, seus valores e suas experiências no mundo.

    As gírias constituem muito mais do que modismos passageiros. Elas revelam processos profundos de transformação cultural, construção de identidade e interação. Expressões como farmar aura demonstram como a linguagem acompanha as mudanças tecnológicas e culturais de cada época, incorporando referências dos jogos eletrônicos, das redes sociais e da vida digital. Ao mesmo tempo, mostram como os jovens utilizam a criatividade linguística para fortalecer vínculos, construir pertencimento e expressar novas formas de ver o mundo.

    Autores como Bakhtin, Bourdieu e Paulo Freire ajudam a compreender que a linguagem não é apenas um meio de comunicação, mas um espaço onde identidades são construídas, relações de poder são negociadas e culturas são continuamente reinventadas.

    Em vez de enxergar as gírias como ameaças à língua, talvez seja mais produtivo reconhecê-las como sinais de vitalidade. Afinal, uma língua viva é aquela que continua sendo recriada por seus falantes. E, nesse processo permanente de invenção, cada geração deixa sua marca na história da linguagem.


Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/farmar-aura-pertencimento-e-juventude-na-era-digital/. Acesso em: 2 jul. 2026. Adaptado. 
“Em vez de enxergar as gírias como ameaças à língua, talvez seja mais produtivo reconhecê-las como sinais de vitalidade.”

Atente-se à estrutura da palavra vitalidade para indicar o item correto a seguir.
Alternativas
Q4243542 Português
Considere que um portal governamental publicou a seguinte mensagem: “O sistema ficará indisponível das 22h às 2h para atualização da plataforma.” Com base nisso, a função da linguagem predominante nesse enunciado é a:
Alternativas
Q4243515 Português
As palavras podem pertencer a classes gramaticais diferentes, conforme o contexto de uso. Assinale a alternativa em que a classificação da classe gramatical da palavra em destaque está correta. 
Alternativas
Q4243446 Português
Farmar Aura: Pertencimento e juventude na Era Digital


    Inundou o espaço entre adolescentes e jovens nas redes sociais: farmar aura. E gerou muitas dúvidas entre os parentes sobre o que seria exatamente isso. Pois bem. A expressão combina um termo usado pelos jogadores ou gamers (farmar, vem do verbo em inglês to farm, cultivar em uma fazenda, mas nos jogos é usado como sinônimo de acumulação de recursos), somada a uma palavra ligada ao campo do simbólico (aura, ou atmosfera transmitida por alguém), revelando muito mais do que uma simples brincadeira. Ela oferece uma oportunidade para compreendermos como a linguagem se transforma, como os grupos sociais constroem identidades coletivas e como as novas gerações produzem seus próprios códigos culturais.

    As gírias podem ser consideradas como sinais de empobrecimento da língua, mas representam um fenômeno complexo e profundamente humano. São manifestações da criatividade linguística, da necessidade de pertencimento e dessa renovação cultural da sociedade. Nas redes digitais, percebe-se o fluxo contínuo de novas palavras, expressões e significados.

    Por mais que exista a ideia de que a linguagem seja apenas um instrumento para transmitir informações, diversos estudiosos demonstraram que ela é muito mais do que isso. Porque ela não só descreve a realidade, mas participa da sua construção.

    O filósofo e teórico russo Mikhail Bakhtin defendia que toda palavra nasce em um contexto social e carrega marcas dos seus interlocutores. Para ele, a linguagem é dialógica, a partir de diferentes vozes, perspectivas e experiências. É necessário compreender quem fala, para quem fala e o contexto da fala. Nenhuma palavra é neutra, todas trazem valores, memórias e significados.

    Essa perspectiva nos ajuda a compreender por que as gírias estão sempre surgindo. Elas não são desvios da língua, são criações de novos sentidos para acompanhar os novos tempos e as transformações sociais. Quando jovens utilizam expressões como “farmar aura”, não estão apenas criando uma moda passageira; estão criando um discurso com elementos da cultura digital desse tempo de jogos eletrônicos e das redes sociais; criando expressão que comunicam experiências.

    As gírias sempre existiram. Cada geração desenvolveu seu próprio repertório: bacana, legal, maneiro, massa ou irado foram, em algum momento, expressões específicas de grupos e tribos. O que mudou nas últimas décadas foi a velocidade que circulam essas novidades. Antes, uma gíria podia levar anos para se espalhar por uma região ou país, mas atualmente, uma expressão criada no meio virtual pode se difundir em questão de dias.

    As plataformas digitais funcionam como laboratórios permanentes de criação linguística. Influenciadores, criadores de conteúdo, jogadores, músicos e usuários comuns produzem diariamente novas palavras que circulam em vídeos, memes, comentários e mensagens instantâneas. As palavras estão vivas, se reinventando a cada geração, ganhando novos significados de acordo com as mudanças culturais e tecnológicas. Cancelar virou rejeitar publicamente alguém; viralizar agora é espalhar um conteúdo rapidamente na internet; stalkear é investigar as redes sociais de alguém, e por aí vai. A linguagem contemporânea está rápida e dinâmica, o que reflete a própria velocidade das interações digitais.

    Minha compreensão desse fenômeno não vem apenas da leitura de autores que estudam a linguagem. Ela também nasce da convivência cotidiana com meu filho Matias, de 12 anos. Foi por meio dele que ouvi pela primeira vez expressões como “farmar aura” e tantas outras que surgem e desaparecem com rapidez nas redes sociais.

    Num primeiro momento, essas expressões podem soar estranhas para quem pertence a outra geração. Porém, ao observá-las mais atentamente, percebi que elas cumprem uma função importante na construção das relações entre os adolescentes. Mais do que palavras, elas representam formas de acolhimento, reconhecimento, pertencimento e compartilhamento de experiências. Ao acompanhar as conversas de Matias e de seus amigos, fica evidente que essas gírias funcionam como marcadores culturais. Os jovens se identificam entre si, constroem referências comuns e expressam suas vivências nesse mundo conectado virtualmente.

    Essa experiência em casa me levou a compreender que, muitas vezes, os adultos podem observar as transformações da linguagem com desconfiança, quando talvez devessem enxergá-las também como oportunidades para compreender melhor essas novas gerações. Em vez de representar uma ameaça à língua, percebemos que a invenção de novas expressões revela a criatividade e a vitalidade da cultura juvenil.

    A linguagem desempenha papel fundamental na adolescência, que é um período marcado pela busca de identidade. Nessa fase, meninos e meninas procuram referências para compreenderem quem são e a qual grupo pertencem. Quando adolescentes utilizam as mesmas gírias, buscam identificação, demonstram familiaridade com um conjunto comum de referências culturais. Funciona como uma espécie de senha simbólica que comunica esse pertencimento a um grupo.

    Além disso, as gírias fortalecem vínculos afetivos. Piadas internas, memes e formas específicas de falar criam um sentimento de proximidade que favorece a formação de amizades e comunidades, construindo laços sociais. Entretanto, a linguagem não é apenas um instrumento de integração. Ela também pode produzir distinções e exclusões.

    Nesse âmbito, o sociólogo francês Pierre Bourdieu demonstrou que diferentes formas de falar possuem valores distintos dentro da sociedade. Segundo ele, existe aquilo que chamou de capital linguístico: determinadas maneiras de se expressar são mais valorizadas socialmente do que outras. Essa reflexão ajuda a compreender por que algumas gírias são celebradas enquanto outras são estigmatizadas. Muitas vezes, os julgamentos sobre a linguagem não estão relacionados à qualidade das palavras em si, mas aos grupos sociais que as utilizam.

    Ademais, as próprias gírias podem funcionar como mecanismos de inclusão e exclusão. Ao mesmo tempo que fortalecem o sentimento de pertencimento entre aqueles que compartilham os mesmos códigos, podem gerar estranhamento ou afastamento para quem não os conhece. Assim, a linguagem revela-se um espaço de negociação constante entre identidade, poder e reconhecimento social.

     Segundo o educador brasileiro Paulo Freire, que também oferece contribuições valiosas para essa discussão, aprender a linguagem envolve muito mais do que decodificar palavras. Trata-se de aprender a ler o mundo. Segundo Freire, as palavras ganham sentido a partir da experiência concreta das pessoas. Por isso, toda linguagem está ligada à cultura, à história e às condições de vida dos sujeitos.

    Sob essa perspectiva, as gírias juvenis não devem ser vistas apenas como fenômenos da linguagem, mas como expressões de uma geração que busca interpretar sua realidade e construir formas próprias de comunicação. Ao criar novas palavras, os jovens não estão apenas modificando a língua. Estão também produzindo novas maneiras de compreender suas relações sociais, seus valores e suas experiências no mundo.

    As gírias constituem muito mais do que modismos passageiros. Elas revelam processos profundos de transformação cultural, construção de identidade e interação. Expressões como farmar aura demonstram como a linguagem acompanha as mudanças tecnológicas e culturais de cada época, incorporando referências dos jogos eletrônicos, das redes sociais e da vida digital. Ao mesmo tempo, mostram como os jovens utilizam a criatividade linguística para fortalecer vínculos, construir pertencimento e expressar novas formas de ver o mundo.

    Autores como Bakhtin, Bourdieu e Paulo Freire ajudam a compreender que a linguagem não é apenas um meio de comunicação, mas um espaço onde identidades são construídas, relações de poder são negociadas e culturas são continuamente reinventadas.

     Em vez de enxergar as gírias como ameaças à língua, talvez seja mais produtivo reconhecê-las como sinais de vitalidade. Afinal, uma língua viva é aquela que continua sendo recriada por seus falantes. E, nesse processo permanente de invenção, cada geração deixa sua marca na história da linguagem.


Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/farmar-aura-pertencimento-e-juventude-na-era-digital/. Acesso em: 2 jul. 2026. Adaptado. 
“Inundou o espaço entre adolescentes e jovens nas redes sociais: farmar aura. E gerou muitas dúvidas entre os parentes sobre o que seria exatamente isso.”

Acerca da formação do vocábulo farmar, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4243278 Português
Rota do Café


A rota resgata a tradição e a cultura cafeeira do Estado. É uma aventura que proporciona aos visitantes a oportunidade única e envolvente de volta às origens, conhecimento da história regional e vivência dos atrativos naturais e culturais do norte do Paraná. É possível também agradar ao paladar provando os quitutes e o fruto que dá nome à rota.

Fonte: www.viajeparana.com/Ibipora (adaptado)
Todas as palavras em destaque são adjetivos que modificam um substantivo, atribuindo-lhe uma qualidade, EXCETO em:
Alternativas
Q4243277 Português
Rota do Café


A rota resgata a tradição e a cultura cafeeira do Estado. É uma aventura que proporciona aos visitantes a oportunidade única e envolvente de volta às origens, conhecimento da história regional e vivência dos atrativos naturais e culturais do norte do Paraná. É possível também agradar ao paladar provando os quitutes e o fruto que dá nome à rota.

Fonte: www.viajeparana.com/Ibipora (adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA de elemento(s) empregado(s) no fragmento acima.
Alternativas
Q4242919 Português
"A leitura amplia o conhecimento, desenvolve o senso crítico e fortalece a capacidade de comunicação. Por isso, ler diariamente é um hábito importante para a formação do cidadão."

Com base no texto acima, assinale a alternativa em que a classificação gramatical da palavra destacada está CORRETA: 
Alternativas
Q4242207 Português
Texto


Já notou que seus avós encolhem enquanto você cresce? A medicina explica


— Como em uma gangorra, idosos perdem até sete centímetros, enquanto a altura dos netos aumenta


— Funcionamento dos ossos e dos músculos em idades avançadas contribuem para o encolhimento


Autor: João Kawada


Beatriz, de 11 anos, passa parte das férias na casa da avó Thereza, de 80. Juntas, adoram pintar quadros de gatinhos e paisagens coloridas.

Entre uma visita e outra, Bibi, o apelido da mais nova, foi percebendo que a avó parecia menor diante do cavalete, enquanto ela o alcançava sem esforço. Dona Thereza até brinca com a situação: “Vou começar a pintar de salto alto”.

Talvez você já tenha percebido esse fenômeno. Com o tempo, os netos crescem, ficando cada vez mais altos, e os avós decrescem, encolhendo conforme avança a idade. É como numa gangorra: as coisas se invertem. E isso não é mera impressão, segundo a medicina.

A partir dos 40 anos, o ser humano a perde cerca de 1 centímetro por década, segundo o MedlinePlus, site que funciona como uma enorme biblioteca de medicina. Depois dos 70, o processo acelera, podendo variar de 2,5 cm a 7,5 cm ao longo do restante da vida — equivalente ao tamanho de uma bola de tênis.

Isso acontece por vários motivos. É comum, por exemplo, a postura encurvar, em especial na parte de cima das costas, explica o ortopedista Henrique Motizuki, da Sociedade Brasileira de Coluna — ortopedista é o médico que cuida de ossos, músculos e coluna.

Os ossos funcionam como pilares que sustentam o corpo, parecidos com os mesmos pilares usados para segurar uma casa ou os famosos templos da Grécia. Sem eles, seríamos moles como gelatina. Com o tempo, eles ficam mais fracos e achatados, o que nos faz diminuir.

Se você já notou que sua avó encolhe mais do que o seu avô, há uma explicação também para isso. Os ossos dela tendem a ficar mais frágeis depois da menopausa, fase na qual o corpo da mulher deixa de poder ter filhos e diminui a produção de hormônios — substâncias mensageiras que indicam ao organismo suas tarefas.

[…]


Os músculos também mudam. São como elásticos que puxam ossos para correr, brincar, falar e até respirar. Com o passar dos anos, ficam menores e mais fracos, o que pode dificultar movimentos simples, como levantar-se de uma cadeira ou carregar peso. E tem mais: a coluna é um tubo de ossos empilhados nas costas com a função de mexer, virar e dobrar. Nela, há 23 discos —parecidos com almofadinhas cheias de água— que amortecem movimentos.

Durante o dia, eles perdem líquido quando andamos e pulamos. À noite, recuperam parte da água, mas, com os anos, param de “inchar” como antes. Nesse processo, alguns centímetros também se vão.

Mas dá para prevenir tudo isso? Sim. O ortopedista Lucas Jacobus, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, recomenda alguns cuidados durante a juventude: alimentar-se bem, com cálcio e vitamina D, tomar sol e praticar atividades físicas de força e equilíbrio.

Também é importante, ele diz, evitar o cigarro e o excesso de álcool, além de tratar cedo doenças que enfraquecem.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2025/09/ja-notouque-seus-avos-encolhem-enquanto-voce-cresce-a-medicinaexplica.shtml

 Considere a parte a seguir.


“Beatriz, de 11 anos, passa parte das férias na casa da avó Thereza, de 80.”


Assinale a alternativa em que a palavra mencionada é um substantivo próprio.

Alternativas
Q4242189 Português
Nos processos de formação de palavras, marque a coluna com parênteses de acordo com os significados das palavras da coluna numerada.
1- Derivação prefixal ou prefixação. 2- Derivação sufixal ou sufixação. 3- Derivação sufixal e prefixal. 4- Composição por aglutinação. 
( ) Rever. ( ) Petróleo. ( ) Bebedouro. ( ) Descortesia.
Alternativas
Respostas
41: D
42: A
43: B
44: B
45: B
46: D
47: A
48: B
49: A
50: C
51: C
52: A
53: C
54: E
55: E
56: B
57: A
58: C
59: B
60: A