Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
Em meio ao crescente impacto ambiental da indústria da moda, os brechós surgem como uma resposta consciente e sustentável ao fenômeno do fast fashion, termo usado para definir a constante renovação das peças vendidas no varejo.
Com peças até 60% mais acessíveis do que as de grandes marcas, os brechós não apenas oferecem uma alternativa econômica, mas também promovem o consumo consciente de roupas, contrapondo a tendência de descarte rápido que domina o mercado atual.
A indústria têxtil é uma das responsáveis pelo consumo excessivo dos recursos naturais, uma vez que necessita de muita água e de terrenos para o cultivo de algodão e outras fibras.
Segundo relatório da Agência Europeia do Ambiente, a produção de uma única camiseta de algodão consome cerca de 2700 litros de água doce, quantidade média de água que uma pessoa bebe em dois anos e meio.
Além disso, estima-se que essa indústria seja responsável por 10% de emissão dos gases causadores do efeito estufa, superando as emissões da aviação e do transporte marítimo juntos.
Disponível em: <https://www.brasildefato.com.br/2024/04/17/brechos-populares-sao-alternativas-para-consumo-consciente-e-sustentavel-no-parana>. Acesso em: 19 set. 2024.
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
O consumo consciente é a prática de repensar os hábitos de consumo promovendo um estilo de vida mais sustentável e equilibrado. Trata-se de consumir de forma responsável, considerando o impacto positivo ou negativo que nossas escolhas provocam no meio ambiente, na economia e na sociedade.
Isso significa planejar melhor as compras, refletindo sobre a necessidade real dos itens que desejamos adquirir e buscando alternativas mais sustentáveis. É fundamental considerar a procedência dos produtos, dando preferência aos produzidos localmente, com menor impacto ambiental em sua fabricação e respeito às leis trabalhistas.
É pertinente privilegiar os alimentos frescos, evitando o consumo excessivo de processados e industrializados. Deve-se atentar às embalagens, optando pelas recicláveis. O descarte adequado dos resíduos e seu encaminhamento correto também são importantes.
Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/a-camara/estruturaadm/gestaona-camara-dos-deputados/responsabilidade-social-e-ambiental/ecocamara/consumo-consciente>. Acesso em: 16 set. 2024.
[Adaptado].
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
O texto que segue é um excerto da música É tudo pra ontem , composta por Emicida e Gilberto Gil.
Talvez seja bom partir do final
Afinal, é um ano todo só de sexta-feira treze
'Cê também podia me ligar de vez em quando
Eu ando igual lagarta, triste, sem poder sair
Aqui o mantra que nos traz o centro
Enquanto lavo um banheiro, uma louça, querendo lavar a alma
Na calma da semente que germina
Que eu preciso olhar minhas menina
A folha amarela, igual comida, envelhece
É a vida, acontece com pessoa e documento
É tão triste ter que vir, coisa ruim pra nos unir
E nem assim agora, mano, vamo' embora a tempo
[...]
Nos versos "Eu ando igual lagarta, triste, sem poder sair" e "A folha amarela, igual comida, envelhece", a palavra igual estabelece uma relação de ____________________ e exerce a função de ___________________________.
Assinale a alternativa em que as expressões completam correta e respectivamente as lacunas no excerto.
Texto para responder à questão.

(MEIRELES, Cecília. Motivo. In: Poemas escolhidos. São Paulo: Global Editora, 2002.)
Leia o excerto:
"Não é apenas uma região de refúgio diante das guerras, mas também pode oferecer soluções para problemas globais em energia, segurança alimentar, biodiversidade, conhecimento e na construção de políticas públicas com enfoque em direitos humanos."
A respeito do uso da conjunção adversativa mas, pode-se afirmar que, no excerto:
I. Ela relaciona duas ideias opostas, tratando-se de uma oração coordenada adversativa.
II. Ela carrega o sentido enfático da conjunção aditiva e e exerce a função de adição e não de adversidade, posto que compõe a série "Não é apenas... mas também...".
III. Ela pode ser facilmente substituída por qualquer outra conjunção adversativa porque todas podem assumir o valor de adição.
IV. Por compor uma locução conjuntiva, o mas pode ser substituído por como, sem prejuízo no sentido.
É o correto o que se afirma em:
A formação do plural de grão-senhor dá-se da mesma forma que a do vocábulo:
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
Por que é importante incluir os direitos humanos no debate sobre as mudanças climáticas e outros contextos de emergência?
Gerar espaços de participação, diálogo e intercâmbio com a sociedade civil continua sendo um mecanismo fundamental
Andressa Caldas, Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 21 de outubro de
2024
A América Latina enfrenta hoje um grande desafio. Além de ser a região mais desigual do planeta, nos últimos tempos também temos assistido a eventos que tensionam os Estados e suas possibilidades de intervenção e resposta, como as diferentes crises provocadas por fenômenos até então desconhecidos ou que já conhecíamos, mas que estão adquirindo novas formas.
Basta observar as recentes inundações no Rio Grande do Sul, os incêndios florestais na Amazônia, as históricas secas ou as doenças epidêmicas (como dengue, chikungunya, cólera e o vírus Zika) e pandemias que não cessam, para perceber essas consequências. Esses eventos aprofundam as desigualdades já existentes e prejudicam certos grupos populacionais, especialmente vulneráveis, em detrimento de outros.
São fatos que podemos chamar de contextos críticos e de emergência, e que ocorrem em um mundo cada vez mais afetado por crises interconectadas que envolvem crises ambientais (que podem provocar migrações forçadas), insegurança alimentar e pandemias com novas doenças.
Embora muitos Estados da região tenham feito esforços para mitigar os efeitos das crises, esses esforços muitas vezes se mostraram fragmentários e insuficientes. Da mesma forma, as coordenações regionais para gerenciar as ameaças e responder aos contextos críticos e de emergência, incluindo a pandemia de covid-19 e seus impactos posteriores, tiveram algumas limitações.
Nesse cenário, o papel da sociedade civil, redes, movimentos e organizações sociais que atuam em conjunto com a comunidade tem sido fundamental para enfrentar os desafios impostos por esses novos cenários em toda a região. Além disso, a necessidade de proteção, assistência humanitária e afirmação dos direitos humanos se tornou um tema cada vez mais relevante.
É essencial integrar a perspectiva de direitos humanos no discurso e nas políticas públicas para criar soluções justas e equitativas frente às consequências das mudanças climáticas. A América Latina tem um papel estratégico em relação aos contextos críticos e de emergência. Não é apenas uma região de refúgio diante das guerras, mas também pode oferecer soluções para problemas globais em energia, segurança alimentar, biodiversidade, conhecimento e na construção de políticas públicas com enfoque em direitos humanos.
A incorporação da perspectiva de direitos humanos como uma ferramenta indispensável que fornece orientações claras sobre como pensar as políticas públicas, as respostas às crises e os cenários de recuperação pode colaborar em como enfrentamos esses cenários de crise e emergência.
Valorizar o papel e protagonismo dos diversos movimentos, redes e organizações sociais que estão nos territórios e trabalham articulados com as comunidades afetadas é imprescindível para alcançar uma gestão e planejamento eficazes das políticas públicas. Gerar espaços de participação, diálogo e intercâmbio com a sociedade civil continua sendo um mecanismo fundamental para enfrentar esses novos riscos e desafios.
(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2024/10/21/por-que-e-importante-incluir -os-direitos-humanos-no-debate-sobre-as-mudancas-climaticas-e-outro s-contextos-de-emergencia. Acesso em 03 nov. 2024. Adaptado.)
Leia o excerto:
"Não é apenas uma região de refúgio diante das guerras, mas também pode oferecer soluções para problemas globais em energia, segurança alimentar, biodiversidade, conhecimento e na construção de políticas públicas com enfoque em direitos humanos."
A respeito do uso da conjunção adversativa mas, pode-se afirmar que, no excerto:
I. Ela relaciona duas ideias opostas, tratando-se de uma oração coordenada adversativa.
II. Ela carrega o sentido enfático da conjunção aditiva e e exerce a função de adição e não de adversidade, posto que compõe a série "Não é apenas... mas também...".
III. Ela pode ser facilmente substituída por qualquer outra conjunção adversativa porque todas podem assumir o valor de adição.
IV. Por compor uma locução conjuntiva, o mas pode ser substituído por como , sem prejuízo no sentido.
É o correto o que se afirma em:
INSTRUÇÃO: Leia a tira a seguir e responda a questão.
Texto 01

Eletrônicos: cuidado com o uso em excesso
Quem nunca ouviu a seguinte exclamação: “Parece que as crianças de hoje nasceram sabendo manusear o celular e o tablet!”. Pois é... e parece mesmo. Os pequenos têm tanta facilidade para utilizar os equipamentos eletrônicos, que parece ser algo inerente a eles, ou seja, já nasceram com essa capacidade. No entanto, se pararmos para refletir, perceberemos que as crianças têm cada vez mais acesso a tais componentes [...]
[...] Bom, na verdade, quem precisa colocar limite são os adultos. É preciso verificar o que os pequenos estão acessando, monitorar a quantidade de tempo que eles ficam expostos ao mundo virtual, sempre explicar a importância dos relacionamentos pessoais, das amizades no “mundo real”, das brincadeiras de “antigamente”, como brincar [...] de esconde-esconde, pular corda, etc. Tudo isso é de extrema importância para fortalecer os vínculos interpessoais, para o desenvolvimento psíquico, emocional e físico dos pequenos. É óbvio que as atividades realizadas nos equipamentos eletrônicos não devem ser encaradas como vilãs. Nada disso. Elas devem ser um complemento às demais tarefas e afazeres do cotidiano das crianças. Como sempre, a palavra de ordem é: equilíbrio!
O IMPARCIAL. Eletrônicos: cuidado com o uso em excesso. 2022.De acordo com o texto da questão 35, quanto à análise e reflexão linguística, marque a alternativa correta.
“...essa capacidade.”, “adultos”, “extrema”, “interpessoais” e “eletrônicos”, essas palavras desempenham quais papéis?
SÃO PAULO TEVE O PIOR AR DO MUNDO POR CINCO DIAS
Revista Pesquisa FAPESP
setembro 2024
Entre 120 metrópoles do globo, São Paulo figurou como a grande cidade com a pior qualidade do ar por cinco dias consecutivos, entre 9 e 13 de setembro, segundo ranking feito pelo site suíço IQAir. No período, a maior cidade brasileira passou por dias extremamente secos, com o céu tomado por fumaça proveniente de queimadas em diferentes partes do país, como Amazônia e Pantanal, além de incêndios no próprio território paulista. A qualidade do ar foi considerada como não saudável em vários momentos desses dias e ultrapassou os 150 pontos de uma escala adotada pelo IQAir. O site atualiza a classificação praticamente em tempo real – geralmente a cada hora – da qualidade média do ar das cidades monitoradas. Isso é feito a partir de uma média das informações fornecidas por estações de medição da poluição atmosférica instaladas nesses centros urbanos. O poluente usado como referência para fazer o ranking são as partículas finas inaláveis de até 2,5 micrômetros (MP2,5), que podem ficar em suspensão por muito tempo, serem absorvidas pelo organismo humano e causar problemas de saúde. Elas são provenientes da queima de combustíveis fósseis, de incêndios florestais e da combustão de vegetação. O ranking é mantido por uma empresa que produz equipamentos para tratamento do ar (IQAir) em parceria com organizações não governamentais, como o grupo ambientalista Greenpeace, e os programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).
Retirado e adaptado de: https://revistapesquisa.fapesp.br/risco-decolesterol-alto-em-jovens/. Acesso em 10 nov 2024.
Leia o texto apresentado para responder a questão a seguir:

“Embora sem saber da missa a metade, os presunçosos queriam ensinar padre-nosso ao vigário, e com isso punham a mão em cumbuca. Era natural que com eles se perdesse a tramontana. A pessoa cheia de melindres ficava sentida com a desfeita que lhe faziam quando, por exemplo, insinuavam que seu filho era artioso. É verdade que às vezes os meninos eram encapetados, e chegavam a pitar escondido atrás da igreja. As meninas não: verdadeiros cromos, umas teteias.”
(Carlos Drummond de Andrade, Quadrante, 14ª Edição, Rio de Janeiro, Editora do Autor, 1966)
