Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Foram encontradas 26.928 questões

Q2580733 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 7.


Como tamanho e formato do crânio influenciam na longevidade de um cão


Cachorros são uma das espécies animais mais diversas do ponto de vista do fenótipo (ou seja, das características morfológicas, físicas e até comportamentais). Um dos aspectos que pode variar conforme a raça é a longevidade.

Pensando nisso, pesquisadores analisaram dados de milhares de cachorros do Reino Unido, com o objetivo de identificar as raças que geralmente estão associadas a um menor tempo de vida. Os resultados foram publicados na revista Scientific Reports, na última quinta-feira (1º).

Para realizar esse estudo, os pesquisadores utilizaram dados de mais de 580 mil cães do Reino Unido, de 150 raças. As informações dizem respeito a raça, sexo, data de nascimento e data da morte (em cerca de 280 mil casos, os cachorros já haviam morrido).

Os animais foram classificados em raças puras ou mistas, seguindo as diretrizes da organização inglesa Kennel Club. Eles foram divididos de acordo com o tamanho (pequeno, médio ou grande) e o formato do crânio: braquicefálicos (com focinho achatado), mesocefálicos (com focinho médio) ou dolicocefálicos (com focinho longo).

Os cálculos feitos pelos pesquisadores indicam que cachorros dolicocefálicos pequenos têm expectativa de vida mais alta no Reino Unido: 13,3 anos, em média, para machos e fêmeas. É o caso, por exemplo, de Dachshund miniatura, Pastor-de-shetland e Whippet. Já os braquicefálicos de tamanho médio (como o buldogue inglês) têm menor expectativa de vida: 9,1 anos para machos e 9,6 anos para fêmeas. O artigo ainda destaca a média para outras raças comuns: Labrador (13,1 anos), Jack Russell Terrier (13,3 anos) e Cavalier King Charles Spaniel (11,8 anos). Além disso, no estudo, raças puras apresentaram expectativa de vida maior que as mistas: 12,7 anos para as puras e 12 anos para as mistas. Também foi observada uma diferença entre fêmeas (12,7 anos) e machos (12,4 anos).

Conduzir trabalhos científicos focados em cachorros é uma forma importante de aprimorar as discussões sobre a saúde e o bem-estar desses animais. No entanto, vale ressaltar que esses resultados são válidos no contexto do Reino Unido, como constatam os autores da pesquisa, em nota. Considerando que as raças de cachorros apresentam uma série de diferenças – quanto a morfologia, comportamento e longevidade, por exemplo –, é necessário que também sejam feitas outras pesquisas com amostras mais variadas.


Revista Galileu. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/biologia/noticia/2024/02/como-tamanho-e-formato-do-cranio-influenciam-na-longevidade-de-um-cao.ghtml

Considere o excerto a seguir para responder às questões 2 e 3:


“Conduzir trabalhos científicos focados em cachorros é uma forma importante de aprimorar as discussões sobre a saúde e o bem-estar desses animais. No entanto, vale ressaltar que esses resultados são válidos no contexto do Reino Unido, como constatam os autores da pesquisa, em nota.”


As palavras “desses” e “no” são classificadas gramaticalmente como contrações. Isso porque cada uma delas envolve duas palavras contraídas em uma só forma. No primeiro caso, uma palavra de uma classe gramatical “X” é contraída com um pronome demonstrativo. No segundo caso, outra palavra da mesma classe gramatical “X” é contraída com um artigo definido. Essa classe gramatical denominada “X” é:

Alternativas
Q2580680 Português

Leia o texto a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh25nEDPc7cFMM6CE5szBDwEXP9w7TDuDiXQBrNUDUOP2R_PRl2BHKaiF6hTpb3QGbmJ19Dp6-U2EW02maTPE82c7pIcUN3-BxRdDKznMZVouWjywZyB5u3SvukQfVvGK7Y9TUR3PLL-ghO/s1600/Charge+meio+ambiente.jpg>. Acesso em: 2 mar. 2024.


Na pergunta do filhote de tartaruga para sua mãe, segundo critérios semântico e morfológicos, a palavra “meio” está sendo empregada como um

Alternativas
Q2580673 Português

Leia o Texto 1 para responder às questões de 01 a 04.


Texto 1


13/03 – Dia do conservacionismo


É comum confundir o conservacionismo com o preservacionismo, que preconiza a ideia de preservar a natureza apenas quando ela está em risco.

Embora ambos os movimentos tenham em comum o compromisso com a preservação do meio ambiente e dos animais, contribuindo para a elaboração de leis, projetos e ações que visam a proteger a natureza, o conservacionismo, comemorado em 13 de março, é um movimento político, social e ambiental que defende a utilização responsável dos recursos naturais do planeta.

Inicialmente, o conservacionismo teve como um de seus principais personagens Gifford Pinchot, engenheiro florestal estadunidense que cunhou a expressão "conservação dos recursos naturais". Em meados de 1862, o movimento estava focado na pesca, na vida animal, na água, na conservação do solo e na exploração sustentável das florestas.

Com o tempo, o movimento ampliou sua atuação e ganhou força no mundo contemporâneo com o objetivo de proteger a fauna, a flora e os habitats naturais, garantindo a sustentabilidade para as futuras gerações.

Enfim, para os conservacionistas, é fundamental evitar qualquer tipo de degradação ambiental e buscar um equilíbrio entre os interesses sociais e ambientais.


Disponível em: https://newsrondonia.com.br/noticias/2023/03/13/1303-dia-do-conservacionismo/. Acesso em: 3 mar. 2024. [Adaptado].

Na formação das palavras “conservacionismo” e “preservacionismo”, identifica-se o processo morfológico

Alternativas
Q2580627 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 6.

Os raros 'dragões azuis' que invadem praias nos EUA

O oceano é repleto de criaturas misteriosas. Muitas delas raramente são observadas pelos seres humanos.

Se você pesquisar na internet "dragões azuis", ou lesmas-do-mar azuis, encontrará uma espécie de animal cujo nome científico é Glaucus atlanticus. Trata-se de uma espécie deslumbrante e urticante que tem sido encontrada recentemente nas praias do Texas, prejudicando os planos de férias de muitas pessoas.

Segundo a ONG One Earth, a queimadura do dragão azul causa náusea, dor, vômito, dermatite alérgica aguda e hiperpigmentação pós-inflamatória.

"Eles são muito maus nadadores e vão aonde o vento e as correntes os levarem", explica Campbell, fundador da Sociedade de Conservação MarineBio.

Os dragões azuis têm uma aparência fascinante, mas são perigosos. Por isso, seus avistamentos alertaram organizações texanas a emitir sinais de atenção para os banhistas incautos.

O fundador da Sociedade destacou que os ventos da primavera no hemisfério norte causaram o aparecimento de certas espécies, como a caravela-portuguesa, o botão-azul, uma criatura parecida com a água-viva, e os dragões azuis, raramente observados no litoral.

Campbell explica que esses animais se alimentam dos tentáculos das caravelas-portuguesas e deles retiram suas células urticantes. Eles as armazenam nos seus apêndices para usar mais tarde e as liberam quando se sentem ameaçados.

"É isso o que os torna tão perigosos, pois eles liberam todas as células urticantes de uma vez", explica ele. "Isso é três vezes mais intenso do que a caravela-portuguesa"

Campbell já sentiu essa dor pessoalmente. "Eu pisei em um deles em uma praia na Austrália quando era criança e meu pai exibe até hoje as cicatrizes nas mãos por me ajudar", ele conta.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c7204yzy4zwo.adaptado.

Os dragões azuis têm uma aparência fascinante, mas são perigosos.

Assinale a opção correta quanto à função sintática dos termos mencionados.

Alternativas
Q2580584 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 6.

Os raros 'dragões azuis' que invadem praias nos EUA

O oceano é repleto de criaturas misteriosas. Muitas delas raramente são observadas pelos seres humanos.

Se você pesquisar na internet "dragões azuis", ou lesmas-do-mar azuis, encontrará uma espécie de animal cujo nome científico é Glaucus atlanticus. Trata-se de uma espécie deslumbrante e urticante que tem sido encontrada recentemente nas praias do Texas, prejudicando os planos de férias de muitas pessoas.

Segundo a ONG One Earth, a queimadura do dragão azul causa náusea, dor, vômito, dermatite alérgica aguda e hiperpigmentação pós-inflamatória.

"Eles são muito maus nadadores e vão aonde o vento e as correntes os levarem", explica Campbell, fundador da Sociedade de Conservação MarineBio.

Os dragões azuis têm uma aparência fascinante, mas são perigosos. Por isso, seus avistamentos alertaram organizações texanas a emitir sinais de atenção para os banhistas incautos.

O fundador da Sociedade destacou que os ventos da primavera no hemisfério norte causaram o aparecimento de certas espécies, como a caravela-portuguesa, o botão-azul, uma criatura parecida com a água-viva, e os dragões azuis, raramente observados no litoral.

Campbell explica que esses animais se alimentam dos tentáculos das caravelas-portuguesas e deles retiram suas células urticantes. Eles as armazenam nos seus apêndices para usar mais tarde e as liberam quando se sentem ameaçados.

"É isso o que os torna tão perigosos, pois eles liberam todas as células urticantes de uma vez", explica ele. "Isso é três vezes mais intenso do que a caravela-portuguesa"

Campbell já sentiu essa dor pessoalmente. "Eu pisei em um deles em uma praia na Austrália quando era criança e meu pai exibe até hoje as cicatrizes nas mãos por me ajudar", ele conta.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c7204yzy4zwo.adaptado.

[...] como a 'caravela-portuguesa', o 'botão-azul', uma criatura parecida com a 'água-viva', e os dragões azuis, raramente observados no litoral.

Assinale a opção correta quanto à formação dos elementos destacados morfologicamente.

Alternativas
Q2580518 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 6.

A peste bubônica e o sistema imunológico humano

Observada com o microscópio, a bactéria Yersinia pestis não parece ter nada de especial. Seu formato está mais ou menos dentro dos padrões das bactérias − uma espécie de bastão curto com extremidades arredondadas. Ela também é relativamente imóvel.

Mas essa bactéria é a responsável por uma doença que chegou a varrer um terço da população da Europa e causou milhões de mortes em todo o mundo.

A simples menção da peste bubônica provoca medo e fascinação até hoje. Atualmente, a doença é incrivelmente rara nos Estados Unidos e na Europa − em grande parte, graças às mudanças de estilo de vida que evitam sua transmissão das pulgas infectadas para os seres humanos com tanta facilidade.

O caso mais recente é de um homem no Estado americano que contraiu peste bubônica do seu gato de estimação. Esta notícia não é uma surpresa muito grande para o geneticista evolutivo Paul Norman.

"Existem pequenos bolsões da peste nos Estados Unidos", segundo ele. Ela ainda circula em animais selvagens, como esquilos e cães da pradaria.

A doença é mais comum em certas partes do mundo, como Madagascar. O Brasil não registra casos de peste em seres humanos desde 2005, segundo o site do Ministério da Saúde.

Embora seja relativamente rara em comparação ao passado, a peste bubônica deixou sua marca na espécie humana, sendo encontrada no genoma das pessoas nos dias de hoje.

A Yersinia pestis infectou a espécie humana por milhares de anos. Evidências da bactéria foram encontradas no DNA de esqueletos datados de quatro mil anos atrás.

No início dos anos 1300, uma linhagem da bactéria explodiu na Europa, causando a chamada Peste Negra.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nmvjdkngpo.adaptado.

A simples menção da peste bubônica provoca medo e fascinação até hoje. Atualmente, a doença é incrivelmente rara nos Estados Unidos e na Europa.

Assinale a expressão que contenha, respectivamente, um adjetivo e um substantivo.

Alternativas
Q2580510 Português

O Leão e o Rato:


Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado à sombra de uma boa árvore. Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.

Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu embaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.

Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguia se soltar, e fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.

Nisso, apareceu o ratinho. Com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.

MORAL DA HISTÓRIA: Uma boa ação ganha outra.


Esopo Fonte:(https://www.culturagenial.com/fabulas-de-esopo/)

Indique a alternativa em que todas as palavras são preposições:

Alternativas
Q2580504 Português

O Leão e o Rato:


Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado à sombra de uma boa árvore. Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.

Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu embaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.

Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguia se soltar, e fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.

Nisso, apareceu o ratinho. Com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.

MORAL DA HISTÓRIA: Uma boa ação ganha outra.


Esopo Fonte:(https://www.culturagenial.com/fabulas-de-esopo/)

As classes “advérbio” e “substantivo” estão, respectivamente, representadas na opção:

Alternativas
Q2580305 Português

Texto 2


COMBATE À DENGUE


42% dos criadouros do mosquito da dengue estão em depósitos de água para consumo humano


Levantamento foi realizado pelo Ministério da Saúde, que chama a atenção para a eliminação de criadouros do Aedes aegypti


(https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/maio/42-dos-criadouros-do-mosquito-da-dengue-estao-em-depositos-de-agua-para-consumo-humano Acesso em 20/03/2024)

No fragmento: “42% dos criadouros do mosquito da dengue”, o numeral grifado corresponde adequadamente à sua forma ordinal, por extenso, na alternativa:

Alternativas
Q2580302 Português

Texto 1



(https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-da-saude/2024/brasil-unido-contra-a-dengue. Acesso em 20/03/2024)

O vocábulo ‘caixa-d’água’ é considerado gramaticalmente um substantivo:

Alternativas
Q2580243 Português

As questões de 01 a 10 referem-se ao texto a seguir.


O que as mulheres querem


Por Natalia Pasternak


Maternidade e carreira são temas de discussão em diversas áreas. Diferentes estudos científicos, analisando como as diferenças de gênero influenciam a vida acadêmica, chegaram a conclusões similares: ter filhos impacta muito mais a carreira científica das mulheres do que dos homens.

Estudos comparando homens com e sem filhos, e mulheres com e sem filhos, mostram que, para os homens, a decisão de ser pai passa quase despercebida em termos de impacto na carreira, enquanto, para as mulheres, traz um excesso de novas obrigações e complicações, incluindo a misoginia implícita que favorece mulheres sem filhos, porque o senso-comum acredita que o comprometimento da cientista com a ciência, uma vez que vira mãe, fica “dividido”.

Pesquisas feitas na pandemia mostraram que a sobrecarga de tarefas domésticas no período de isolamento, e com as crianças em casa, afetou muito mais a produtividade cientifica de mulheres. Há uma pressão social muito maior sobre as mulheres para que sejam responsáveis pela criança e pela casa. Some-se a isso o fato de que, em grande parte das carreiras científicas, os horários de trabalho não são nada convencionais. Trabalhar mais do que 48 horas semanais, e aos fins de semana, é rotina.

Na fantasia meritocrática, o fardo dos filhos deve ser estoicamente suportado por quem escolhe tê-los. Na realidade patriarcal, o fardo recai preferencialmente sobre a mulher. Quando realidade e fantasia se encontram, temos a carreira prejudicada pela maternidade convertida em “fato da vida”: ninguém mandou a mulher gostar mais de bebê do que de ciência.

Já os homens (no estado atual da tecnologia ainda indispensáveis para a reprodução da espécie) têm o privilégio de gostar tanto de bebês quanto de ciência, e não sofrer nada com isso. Não é “fato da vida”. É problema social que pode – e deve – ser resolvido com políticas públicas adequadas. Garantir que as oportunidades de ingresso e progressão de carreira sejam igualitárias deve levar em conta a questão da maternidade, e de como esta escolha “atrapalha”. Afinal, é a existência dos filhos que atrapalha? Ou a falta de estrutura e políticas adequadas?

A fala recente do presidente do CNPq Ricardo Galvão, queixando-se do movimento Parent in Science, que pede ações afirmativas e melhores condições de trabalho e progressão na carreira para mulheres cientistas, e o vazamento, também recente, de um parecer da mesma instituição que imputava a falta de experiência internacional de uma pesquisadora às suas duas gestações, chamaram atenção para o confortável aconchego com que a fantasia meritocrática e a realidade machista convivem ainda na academia brasileira.

Deveríamos pôr esse senso-comum informado por preconceitos de lado e concentrar a atenção em resolver o que realmente “atrapalha”. Falta de creche atrapalha. Falta de sala de amamentação em congresso atrapalha. Falta de licença compartilhada para ambos os genitores atrapalha. Falta de horas adequadas de trabalho para famílias com crianças pequenas atrapalha. Falta de treinamento para entender vieses cognitivos e machismo estrutural atrapalha – e rende pareceres carregados de machismo.

Para que a maternidade pare de “atrapalhar” a carreira das mulheres cientistas, precisamos garantir que estas questões sejam discutidas, e políticas públicas adequadas sejam implementadas. As mulheres não querem confete nem “privilégios”. Querem oportunidades, estrutura e avaliações adequadas à realidade. Querem ter o direito de balancear carreira e família sem que recaia sobre elas toda a responsabilidade de ambas. As mulheres concordam que maternidade “atrapalha”. Mas sabem que a culpa não é dos filhos. É da misoginia.


Disponível em: <https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da-ciencia/post/2024/02/o-que-as-mulheres-querem.ghtml>. Acesso em: 18 de mar. de 2024. [Adaptado]

No início do último parágrafo, a locução conjuntiva “para que” é utilizada com o objetivo de interligar

Alternativas
Q2580240 Português

As questões de 01 a 10 referem-se ao texto a seguir.


O que as mulheres querem


Por Natalia Pasternak


Maternidade e carreira são temas de discussão em diversas áreas. Diferentes estudos científicos, analisando como as diferenças de gênero influenciam a vida acadêmica, chegaram a conclusões similares: ter filhos impacta muito mais a carreira científica das mulheres do que dos homens.

Estudos comparando homens com e sem filhos, e mulheres com e sem filhos, mostram que, para os homens, a decisão de ser pai passa quase despercebida em termos de impacto na carreira, enquanto, para as mulheres, traz um excesso de novas obrigações e complicações, incluindo a misoginia implícita que favorece mulheres sem filhos, porque o senso-comum acredita que o comprometimento da cientista com a ciência, uma vez que vira mãe, fica “dividido”.

Pesquisas feitas na pandemia mostraram que a sobrecarga de tarefas domésticas no período de isolamento, e com as crianças em casa, afetou muito mais a produtividade cientifica de mulheres. Há uma pressão social muito maior sobre as mulheres para que sejam responsáveis pela criança e pela casa. Some-se a isso o fato de que, em grande parte das carreiras científicas, os horários de trabalho não são nada convencionais. Trabalhar mais do que 48 horas semanais, e aos fins de semana, é rotina.

Na fantasia meritocrática, o fardo dos filhos deve ser estoicamente suportado por quem escolhe tê-los. Na realidade patriarcal, o fardo recai preferencialmente sobre a mulher. Quando realidade e fantasia se encontram, temos a carreira prejudicada pela maternidade convertida em “fato da vida”: ninguém mandou a mulher gostar mais de bebê do que de ciência.

Já os homens (no estado atual da tecnologia ainda indispensáveis para a reprodução da espécie) têm o privilégio de gostar tanto de bebês quanto de ciência, e não sofrer nada com isso. Não é “fato da vida”. É problema social que pode – e deve – ser resolvido com políticas públicas adequadas. Garantir que as oportunidades de ingresso e progressão de carreira sejam igualitárias deve levar em conta a questão da maternidade, e de como esta escolha “atrapalha”. Afinal, é a existência dos filhos que atrapalha? Ou a falta de estrutura e políticas adequadas?

A fala recente do presidente do CNPq Ricardo Galvão, queixando-se do movimento Parent in Science, que pede ações afirmativas e melhores condições de trabalho e progressão na carreira para mulheres cientistas, e o vazamento, também recente, de um parecer da mesma instituição que imputava a falta de experiência internacional de uma pesquisadora às suas duas gestações, chamaram atenção para o confortável aconchego com que a fantasia meritocrática e a realidade machista convivem ainda na academia brasileira.

Deveríamos pôr esse senso-comum informado por preconceitos de lado e concentrar a atenção em resolver o que realmente “atrapalha”. Falta de creche atrapalha. Falta de sala de amamentação em congresso atrapalha. Falta de licença compartilhada para ambos os genitores atrapalha. Falta de horas adequadas de trabalho para famílias com crianças pequenas atrapalha. Falta de treinamento para entender vieses cognitivos e machismo estrutural atrapalha – e rende pareceres carregados de machismo.

Para que a maternidade pare de “atrapalhar” a carreira das mulheres cientistas, precisamos garantir que estas questões sejam discutidas, e políticas públicas adequadas sejam implementadas. As mulheres não querem confete nem “privilégios”. Querem oportunidades, estrutura e avaliações adequadas à realidade. Querem ter o direito de balancear carreira e família sem que recaia sobre elas toda a responsabilidade de ambas. As mulheres concordam que maternidade “atrapalha”. Mas sabem que a culpa não é dos filhos. É da misoginia.


Disponível em: <https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da-ciencia/post/2024/02/o-que-as-mulheres-querem.ghtml>. Acesso em: 18 de mar. de 2024. [Adaptado]

Para responder às questões 5 e 6, considere o período a seguir.


Na fantasia meritocrática, o fardo dos filhos deve ser estoicamente suportado por quem escolhe tê-los.


A palavra “estoicamente” é classificada como

Alternativas
Q2580130 Português

Autoridades e cientistas irlandeses estão intrigados após a descoberta de um peixe Pacu, nativo da Amazônia, em um lago no interior da Irlanda.

O peixe de aproximadamente 2 quilos foi encontrado pelo empresário Steve Clinch, de 68 anos, pescador veterano e dono de uma pousada de pesca da região. Clinch explicou que o peixe não foi capturado por ele, mas encontrado já sem vida ___ margens do lago. "Parece que ele foi colocado vivo e, posteriormente, morreu. Eu simplesmente o retirei e relatei às autoridades locais, que o levaram para inspeção, considerando ser uma espécie _________ da região", afirmou.

O Lago Garadice fica no interior da Irlanda, a 140 quilômetros da capital Dublin. O lago é relativamente pequeno, de cerca quatro quilômetros quadrados, mas é conhecido por sua beleza cênica e atividades recreativas como pesca e passeios de barco. Os peixes de água doce comuns na região são de pequeno e médio portes como as espécies Truta-marrom, Lúcio, Roquete e Perca.

O Inland Fisheries Ireland, instituto irlandês responsável pela proteção, gestão e conservação dos recursos de água doce e de pesca na Irlanda, iniciou uma investigação. Segundo o Instituto o peixe está refrigerado em um laboratório para análise dos restos mortais.

Embora não haja uma proibição absoluta da criação de peixes não nativos, as autoridades irlandesas adotam medidas para controlar o cultivo de espécies consideradas exóticas, ________ de proteger os ecossistemas aquáticos e a biodiversidade local.

Em nota enviada ___ reportagem, o Ibama afirmou que, em pesquisa feita pela Coordenação de Comércio Exterior do órgão, não foram identificadas exportações de peixes nativos do Brasil para a Irlanda nos últimos 12 meses.


Clara Franco – BBC News Brasil. Adaptado.

As palavras sublinhadas no texto são:

Alternativas
Q2580064 Português

Leia o texto a seguir para responder as questões de 05 a 07.



Fonte: Disponível em: https://vidadesuporte.com.br/suporte-aserie/desinteligencia-artificial/ (Publicado em 18/04/2023). Acesso em: 17 fev. 2024.

Sobre os aspectos gramaticais e seus respectivos contextos, analise as afirmativas.


I. Em: “não me sinto mais tão inteligente” (4º quadrinho), o verbo “sentir” é considerado verbo de ligação, pois expressa um estado.

II. Em: “não me sinto mais tão inteligente” (4º quadrinho), o advérbio “tão” acompanha o adjetivo, modificando-o.

III. Em: “preciso de uma formatação urgente aqui” (4º quadrinho), o sujeito é simples.


Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q2579855 Português

Leia o texto a seguir:


Vítima de pólio vive dentro de pulmão de aço há 70 anos e viraliza no TikTok


Pessoa que está há mais tempo dentro do aparelho no mundo, Paul Alexander se formou em advocacia e escreveu um livro sobre sua história


Com 77 anos, Paul Alexander é o paciente que vive há mais tempo dentro de um pulmão de aço, também chamado de pulmão de ferro, segundo o Guinness World Records. Vítima de uma paralisia dos músculos do peito decorrente da poliomielite, Paul precisou ser colocado no aparelho ainda em 1952, quando tinha apenas 6 anos de idade.

Agora, com o perfil “ironlungman” (“homem pulmão de aço”), o morador de Dallas, nos Estados Unidos, viraliza no TikTok com vídeos sobre como foi crescer dentro da máquina e a sua rotina hoje em dia. Na primeira postagem, que conta com mais de 25 milhões de visualizações, Paul falou que, embora viva há mais de 70 anos no aparelho, fez faculdade, escreveu um livro e tem sonhos como qualquer outra pessoa.

— Em 1952, durante uma epidemia de poliomielite, contraí a doença e estou paralisado desde então. E vivo num pulmão de aço porque não consigo respirar sozinho. Fui para a escola com o meu pulmão de aço, agora sou advogado, exerci a advocacia durante 30 anos, escrevi um livro e o divulguei ao mundo sobre mim e a minha poliomielite, e milhões de pessoas sabem o meu nome hoje. Tenho objetivos e sonhos de fazer mais algumas coisas (...) — disse.

Na publicação, ele passa uma mensagem ainda para todas as crianças que não se vacinaram contra a doença: — Quero falar ao mundo sobre a poliomielite e sobre as milhões de crianças que não estão protegidas contra a poliomielite, que precisam ser protegidas antes que haja outra epidemia.


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/2024/02/02/vitima-de-polio-vive-dentro-de-pulmao-de-aco-ha-70-anos-e-viraliza-no-tiktok.ghtml?utm_source=Facebook&utm_ medium=Social&utm_campaign=OGlobo. Acesso em: 03 fev. 2024.

A partir do verbo PUBLICAR, obtém-se PUBLICAÇÃO, que é uma palavra derivada. O elemento destacado é classificado como:

Alternativas
Q2579851 Português

Leia o texto a seguir:


Vítima de pólio vive dentro de pulmão de aço há 70 anos e viraliza no TikTok


Pessoa que está há mais tempo dentro do aparelho no mundo, Paul Alexander se formou em advocacia e escreveu um livro sobre sua história


Com 77 anos, Paul Alexander é o paciente que vive há mais tempo dentro de um pulmão de aço, também chamado de pulmão de ferro, segundo o Guinness World Records. Vítima de uma paralisia dos músculos do peito decorrente da poliomielite, Paul precisou ser colocado no aparelho ainda em 1952, quando tinha apenas 6 anos de idade.

Agora, com o perfil “ironlungman” (“homem pulmão de aço”), o morador de Dallas, nos Estados Unidos, viraliza no TikTok com vídeos sobre como foi crescer dentro da máquina e a sua rotina hoje em dia. Na primeira postagem, que conta com mais de 25 milhões de visualizações, Paul falou que, embora viva há mais de 70 anos no aparelho, fez faculdade, escreveu um livro e tem sonhos como qualquer outra pessoa.

— Em 1952, durante uma epidemia de poliomielite, contraí a doença e estou paralisado desde então. E vivo num pulmão de aço porque não consigo respirar sozinho. Fui para a escola com o meu pulmão de aço, agora sou advogado, exerci a advocacia durante 30 anos, escrevi um livro e o divulguei ao mundo sobre mim e a minha poliomielite, e milhões de pessoas sabem o meu nome hoje. Tenho objetivos e sonhos de fazer mais algumas coisas (...) — disse.

Na publicação, ele passa uma mensagem ainda para todas as crianças que não se vacinaram contra a doença: — Quero falar ao mundo sobre a poliomielite e sobre as milhões de crianças que não estão protegidas contra a poliomielite, que precisam ser protegidas antes que haja outra epidemia.


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/2024/02/02/vitima-de-polio-vive-dentro-de-pulmao-de-aco-ha-70-anos-e-viraliza-no-tiktok.ghtml?utm_source=Facebook&utm_ medium=Social&utm_campaign=OGlobo. Acesso em: 03 fev. 2024.

Em “Na primeira postagem, que conta com mais de 25 milhões de visualizações, Paul falou que, embora viva há mais de 70 anos no aparelho, fez faculdade, escreveu um livro e tem sonhos como qualquer outra pessoa” (2.º parágrafo), o conectivo destacado veicula o sentido de:

Alternativas
Q2579850 Português

Leia o texto a seguir:


Vítima de pólio vive dentro de pulmão de aço há 70 anos e viraliza no TikTok


Pessoa que está há mais tempo dentro do aparelho no mundo, Paul Alexander se formou em advocacia e escreveu um livro sobre sua história


Com 77 anos, Paul Alexander é o paciente que vive há mais tempo dentro de um pulmão de aço, também chamado de pulmão de ferro, segundo o Guinness World Records. Vítima de uma paralisia dos músculos do peito decorrente da poliomielite, Paul precisou ser colocado no aparelho ainda em 1952, quando tinha apenas 6 anos de idade.

Agora, com o perfil “ironlungman” (“homem pulmão de aço”), o morador de Dallas, nos Estados Unidos, viraliza no TikTok com vídeos sobre como foi crescer dentro da máquina e a sua rotina hoje em dia. Na primeira postagem, que conta com mais de 25 milhões de visualizações, Paul falou que, embora viva há mais de 70 anos no aparelho, fez faculdade, escreveu um livro e tem sonhos como qualquer outra pessoa.

— Em 1952, durante uma epidemia de poliomielite, contraí a doença e estou paralisado desde então. E vivo num pulmão de aço porque não consigo respirar sozinho. Fui para a escola com o meu pulmão de aço, agora sou advogado, exerci a advocacia durante 30 anos, escrevi um livro e o divulguei ao mundo sobre mim e a minha poliomielite, e milhões de pessoas sabem o meu nome hoje. Tenho objetivos e sonhos de fazer mais algumas coisas (...) — disse.

Na publicação, ele passa uma mensagem ainda para todas as crianças que não se vacinaram contra a doença: — Quero falar ao mundo sobre a poliomielite e sobre as milhões de crianças que não estão protegidas contra a poliomielite, que precisam ser protegidas antes que haja outra epidemia.


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/2024/02/02/vitima-de-polio-vive-dentro-de-pulmao-de-aco-ha-70-anos-e-viraliza-no-tiktok.ghtml?utm_source=Facebook&utm_ medium=Social&utm_campaign=OGlobo. Acesso em: 03 fev. 2024.

Em “Com 77 anos, Paul Alexander é o paciente que vive há mais tempo dentro de um pulmão de aço, também chamado de pulmão de ferro, segundo o Guinness World Records” (1.º parágrafo), as palavras destacadas são respectivamente classificadas, no contexto de uso, como:

Alternativas
Q2579790 Português

Assinale a alternativa em que o plural do substantivo está correto.

Alternativas
Q2579726 Português

Como os escritórios ‘zumbis’, impactados pelo home office, viraram um problema para os bancos.


Graciosos edifícios art-deco erguidos no principal distrito comercial de Chicago registram taxas de ocupação de 17%. Um conjunto de torres de escritórios reluzentes em Denver, que estava cheio de inquilinos e valia US$ 176 milhões em 2013, agora está praticamente vazio e foi avaliado pela última vez em apenas US$ 82 milhões, de acordo com dados fornecidos pela Trepp, uma empresa de pesquisa que rastreia empréstimos imobiliários. Até mesmo os famosos edifícios de Los Angeles estão custando cerca de metade de seus preços antes da pandemia.

De São Francisco a Washington, a história é a mesma. Os edifícios de escritórios continuam presos em uma crise de combustão lenta. Os funcionários enviados para trabalhar em casa no início da pandemia ainda não retornaram totalmente, uma situação que, combinada com as altas taxas de juros, está eliminando o valor de uma importante classe de imóveis comerciais. Os preços de imóveis comerciais de qualidade ainda mais alta caíram 35% em relação ao pico registrado no início de 2022, com base em dados da empresa de análise de imóveis Green Street.

Essas forças colocaram os bancos que detêm uma grande parte da dívida imobiliária comercial dos Estados Unidos na berlinda — e os analistas e até mesmo os órgãos reguladores disseram que o acerto de contas ainda não foi totalmente realizado. A questão não é se grandes perdas estão chegando. A questão é se elas serão um sangramento lento ou uma onda indutora de pânico.

A semana passada trouxe uma amostra dos problemas que estão se formando, quando as ações do New York Community Bancorp despencaram depois que o credor divulgou perdas inesperadas em empréstimos imobiliários vinculados a edifícios de escritórios e apartamentos.

Até agora, “as manchetes foram mais rápidas do que o estresse real”, disse Lonnie Hendry, diretor de produtos da Trepp. “Os bancos estão sentados em um monte de perdas não realizadas. Se esse vazamento lento for exposto, ele poderá ser liberado muito rapidamente.” Quando uma série de bancos faliu na primavera passada — em parte devido ao aumento das taxas de juros que reduziram o valor de seus ativos — os analistas temiam que os imóveis comerciais pudessem desencadear um conjunto mais amplo de problemas.

Os bancos detêm cerca de US$ 1,4 trilhão dos US$ 2,6 trilhões em empréstimos para imóveis comerciais que devem vencer nos próximos cinco anos, com base em dados da Trepp, e os credores pequenos e regionais são especialmente ativos no mercado. Os economistas e os órgãos reguladores temiam que a forte exposição ao setor de aparência arriscada pudesse assustar os depositantes dos bancos, principalmente aqueles com poupanças acima do limite de US$ 250 mil para o seguro do governo, e levá-los a sacar seus fundos.

No entanto, as autoridades governamentais reagiram vigorosamente à turbulência de 2023. Eles ajudaram a vender as instituições falidas e o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) criou uma opção de financiamento bancário barato. As ações restauraram a confiança, e o nervosismo dos bancos desapareceu de vista. Isso mudou nos últimos dias com os problemas do New York Community Bancorp. Alguns analistas estão descartando o fato como algo isolado. O New York Community Bancorp absorveu o falido Signature Bank na primavera passada, acelerando seus problemas. E, até o momento, os depositantes não estão retirando seu dinheiro dos bancos em grande número.

Mas outros veem a situação do banco como um lembrete de que muitos credores estão sujeitos a sofrer, mesmo que isso não provoque pânico em todo o sistema. O alívio que o governo deu ao sistema bancário no ano passado foi temporário: O programa de financiamento do Fed deve ser encerrado no próximo mês, por exemplo. Os problemas dos imóveis comerciais são duradouros.

Fonte: Como os escritórios ‘zumbis’, impactados pelo home office, viraram um problema para os bancos (msn.com)

Assinale a alternativa que apresente palavra que possua prefixo:

Alternativas
Q2579725 Português

Como os escritórios ‘zumbis’, impactados pelo home office, viraram um problema para os bancos.


Graciosos edifícios art-deco erguidos no principal distrito comercial de Chicago registram taxas de ocupação de 17%. Um conjunto de torres de escritórios reluzentes em Denver, que estava cheio de inquilinos e valia US$ 176 milhões em 2013, agora está praticamente vazio e foi avaliado pela última vez em apenas US$ 82 milhões, de acordo com dados fornecidos pela Trepp, uma empresa de pesquisa que rastreia empréstimos imobiliários. Até mesmo os famosos edifícios de Los Angeles estão custando cerca de metade de seus preços antes da pandemia.

De São Francisco a Washington, a história é a mesma. Os edifícios de escritórios continuam presos em uma crise de combustão lenta. Os funcionários enviados para trabalhar em casa no início da pandemia ainda não retornaram totalmente, uma situação que, combinada com as altas taxas de juros, está eliminando o valor de uma importante classe de imóveis comerciais. Os preços de imóveis comerciais de qualidade ainda mais alta caíram 35% em relação ao pico registrado no início de 2022, com base em dados da empresa de análise de imóveis Green Street.

Essas forças colocaram os bancos que detêm uma grande parte da dívida imobiliária comercial dos Estados Unidos na berlinda — e os analistas e até mesmo os órgãos reguladores disseram que o acerto de contas ainda não foi totalmente realizado. A questão não é se grandes perdas estão chegando. A questão é se elas serão um sangramento lento ou uma onda indutora de pânico.

A semana passada trouxe uma amostra dos problemas que estão se formando, quando as ações do New York Community Bancorp despencaram depois que o credor divulgou perdas inesperadas em empréstimos imobiliários vinculados a edifícios de escritórios e apartamentos.

Até agora, “as manchetes foram mais rápidas do que o estresse real”, disse Lonnie Hendry, diretor de produtos da Trepp. “Os bancos estão sentados em um monte de perdas não realizadas. Se esse vazamento lento for exposto, ele poderá ser liberado muito rapidamente.” Quando uma série de bancos faliu na primavera passada — em parte devido ao aumento das taxas de juros que reduziram o valor de seus ativos — os analistas temiam que os imóveis comerciais pudessem desencadear um conjunto mais amplo de problemas.

Os bancos detêm cerca de US$ 1,4 trilhão dos US$ 2,6 trilhões em empréstimos para imóveis comerciais que devem vencer nos próximos cinco anos, com base em dados da Trepp, e os credores pequenos e regionais são especialmente ativos no mercado. Os economistas e os órgãos reguladores temiam que a forte exposição ao setor de aparência arriscada pudesse assustar os depositantes dos bancos, principalmente aqueles com poupanças acima do limite de US$ 250 mil para o seguro do governo, e levá-los a sacar seus fundos.

No entanto, as autoridades governamentais reagiram vigorosamente à turbulência de 2023. Eles ajudaram a vender as instituições falidas e o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) criou uma opção de financiamento bancário barato. As ações restauraram a confiança, e o nervosismo dos bancos desapareceu de vista. Isso mudou nos últimos dias com os problemas do New York Community Bancorp. Alguns analistas estão descartando o fato como algo isolado. O New York Community Bancorp absorveu o falido Signature Bank na primavera passada, acelerando seus problemas. E, até o momento, os depositantes não estão retirando seu dinheiro dos bancos em grande número.

Mas outros veem a situação do banco como um lembrete de que muitos credores estão sujeitos a sofrer, mesmo que isso não provoque pânico em todo o sistema. O alívio que o governo deu ao sistema bancário no ano passado foi temporário: O programa de financiamento do Fed deve ser encerrado no próximo mês, por exemplo. Os problemas dos imóveis comerciais são duradouros.

Fonte: Como os escritórios ‘zumbis’, impactados pelo home office, viraram um problema para os bancos (msn.com)

Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: “No entanto, as autoridades governamentais reagiram vigorosamente à turbulência de 2023”.

Alternativas
Respostas
7601: C
7602: A
7603: B
7604: D
7605: B
7606: C
7607: D
7608: B
7609: E
7610: D
7611: C
7612: B
7613: B
7614: B
7615: D
7616: C
7617: A
7618: B
7619: E
7620: D