Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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Leia o poema “Guarda-chuvas” de Rosana Rios e responda a questão.
Guarda-chuvas
Rosana Rios
Tenho quatro guarda-chuvas
todos os quatro com defeito;
Um emperra quando abre,
outro não fecha direito.
Um deles vira ao contrário
seu eu abro sem ter cuidado.
Outro, então, solta as varetas
e fica todo amassado.
O quarto é bem pequenino,
pra carregar por aí;
Porém, toda vez que chove,
eu descubro que esqueci …
Por isso, não falha nunca:
se começa a trovejar,
nenhum dos quatro me vale –
eu sei que vou me molhar.
Quem me dera um guarda-chuva
pequeno como uma luva
Que abrisse sem emperrar
ao ver a chuva chegar!
Tenho quatro guarda-chuvas
que não me servem de nada;
Quando chove de repente,
acabo toda encharcada.
E que fria cai a água
sobre a pele ressecada!
Ai…
Um gentílico é a palavra que indica a origem geográfica de uma pessoa, ou seja, o local onde ela nasceu ou vive. Sobre isso, qual é o gentílico atribuído a Monte Alegre de Goiás?
Complete a frase com a preposição adequada:
Ele saiu _______ casa pela manhã.
Leia o poema “Borboletas” de Vinícius de Moraes e responda à questão.
Borboletas
Vinícius de Moraes
Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam Na luz
As belas
Borboletas.
Borboletas brancas
São alegres e francas.
borboletas azuis
Gostam muito de luz.
As amarelinhas
São tão bonitinhas!
E as pretas, então...
Oh, que escuridão!
Leia o poema “Borboletas” de Vinícius de Moraes e responda à questão.
Borboletas
Vinícius de Moraes
Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam Na luz
As belas
Borboletas.
Borboletas brancas
São alegres e francas.
borboletas azuis
Gostam muito de luz.
As amarelinhas
São tão bonitinhas!
E as pretas, então...
Oh, que escuridão!
Leia o poema “Borboletas” de Vinícius de Moraes e responda à questão.
Borboletas
Vinícius de Moraes
Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam Na luz
As belas
Borboletas.
Borboletas brancas
São alegres e francas.
borboletas azuis
Gostam muito de luz.
As amarelinhas
São tão bonitinhas!
E as pretas, então...
Oh, que escuridão!
“NO MESMO BARCO”

NO MESMO BARCO. Disponível em: https://leonardoconcon.com.br/cidade/geral/opiniao/nao-estamos-no-mesmo-barco/. Acesso
Porto de Santana é destaque pelo terceiro ano consecutivo no prêmio Portos+Brasil
8 de agosto de 2024
A Companhia Docas de Santana (CDSA) foi premiada na 5ª edição do Prêmio Portos + Brasil, em solenidade realizada na noite desta quarta-feira (7), em Brasília. O prêmio é um reconhecimento aos avanços conquistados pelos Portos Organizados e Terminais de Uso Privado (TUPs) brasileiros que mais se destacaram em categorias relacionadas à movimentação, resultados financeiros e boa gestão. O prêmio também contribui para a criação de um banco de dados histórico do setor portuário brasileiro além de incentivar a melhoria na gestão e modernização dos portos.
[…]
Destaque pelo terceiro ano consecutivo
É o terceiro ano consecutivo que a Companhia Docas de Santana figura entre os destaques da premiação, acumulando o primeiro lugar na categoria Crescimento da Movimentação Total dos Portos Públicos em 2022 e o terceiro lugar na categoria Avanço IGAP em 2023.
[…]
PREFEITURA DE SANTANA. Disponível em: https://santana.ap.gov.br/porto-de-samtana-e-destaque-pelo-terceiroano-consecutivo-no-premio-portos-brasil/. Acesso em: 04 set. 2024.
Leia o texto a seguir para responder à questão
Seu Afredo
Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Alfredo estava sozinho.
Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:
– Onde vais assim tão elegante?
Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide caseira, queixou-se do fatigante ramerrão do trabalho doméstico. Seu Alfredo virou-se para ela e disse:
– Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.
De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Alfredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:
– Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:
– É, canto às vezes, de brincadeira…
Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador: –
Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática. Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:
– Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!
E, a seguir, ponderou:
– Agora, piano é diferente. Pianista ela é!
E acrescentou:
– Eximinista pianista!
MORAES, V. Seu Afredo. In: Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 65-66.