Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Foram encontradas 27.780 questões

Q3231736 Português

Leia a reportagem a seguir para responder à questão. 


TDAH: O QUE O TIKTOK NÃO CONTA 


Por Rafael Battaglia

Atualizado em 19 ago 2024, 09h38 - Publicado em 16 ago 2024, 10h00 



O TDAH atinge 5,3% das crianças e adolescentes em todo o mundo, e 2,5% da população adulta. A condição está presente há décadas nos principais manuais de transtornos mentais – mas nunca se falou tanto sobre ela como nos últimos anos.

Nos EUA, vídeos com a hashtag “#adhd” (sigla em inglês do transtorno) somaram 35 bilhões de visualizações nos últimos três anos no TikTok. A plataforma virou palco para milhares de pessoas com TDAH, que compartilharam ali suas experiências de vida e as técnicas que desenvolveram para vencer as dificuldades impostas pelo transtorno na escola, no trabalho e dentro de casa.

O lado positivo, é claro, é o aumento da conscientização – o que tem levado a mais diagnósticos.

Mas a ascensão do TDHA no TikTok e em outras redes tem um lado indigesto: não faltam vídeos que prometem um diagnóstico em poucos minutos, supostas curas ou que apresentam testes sem validade científica. Em 2022, uma pesquisa canadense analisou os 100 vídeos mais populares sobre o transtorno na plataforma e concluiu que metade continha informações falsas. 

Por que esses conteúdos viralizam? Porque é fácil se identificar com as situações e os sintomas descritos. Afinal, quem nunca esqueceu a carteira em casa, perdeu o foco graças ao Instagram ou procrastinou até o último dia para entregar um relatório no trabalho?

Episódios pontuais, porém, não bastam. O TDAH é uma condição séria que se não tratada da maneira adequada pode trazer uma série de problemas. Indivíduos com o transtorno sofrem mais acidentes, demissões no trabalho e reprovações na escola. Também se divorciam mais e são mais propensos a desenvolver ansiedade e depressão. Dentre as pessoas com TDAH, há maior incidência de abuso de álcool e drogas, obesidade e suicídio.

No final dos anos 1980, o DDA [déficit de atenção] foi rebatizado para o nome que usamos hoje, “Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade”. E, em 2000, o manual [DSM – Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais] definiu que o TDAH poderia se manifestar de três formas possíveis: predominantemente desatenta, predominantemente hiperativa e impulsiva ou de maneira combinada. Essa é a classificação usada pelos profissionais da saúde atuais.

Não faltam ferramentas para controlar o TDAH, e o esforço para que elas cheguem a mais pessoas precisa ser constante. De preferência, sem informações falsas. Viver com o transtorno é um quebra-cabeça complexo. Mas as peças não precisam ficar ainda mais misturadas. 


BATTAGLIA, Rafael. TDAH: o que o TikTok não conta. Revista Superinteressante [on-line], 19 ago. 2024. Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/tdah-o- que-o-tiktok-nao-conta/. Acesso em: 31 ago. 2024. Adaptado.

Com relação aos processos de formação de palavras, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3231650 Português

Leia o texto para responder à questão. 


Nocaute tecnológico 


    Abro o freezer e vasculho até capturar uma lasanha. Devorado pela fome, seria capaz de comê-la tal como está, fingindo ser sorvete. Mas ainda não cheguei a esse estado de selvageria. Com um nó no estômago, disponho-me a enfrentar meu novo micro-ondas. Provavelmente é mais fácil pilotar um avião. Possui um painel cheio de opções. Determina como descongelar carne, frango ou peixe. De massas, nenhuma indicação. Minto e, ao tocar as teclas digitais, finjo que não é lasanha, mas peixe. Irredutível, o aparelho marca o tempo que considera adequado. No final, sou constrangido a jantar pedaços de massa ferventes misturados com cubos de gelo.

    Meu sonho é o aparelho capaz de fazer uma única coisa, com um único botão. De fato, a tecnologia ainda não resolveu alguns dilemas mais simples do ser humano. Não conheço nenhuma máquina de descascar batatas realmente efetiva. Ou que nos livre das panelas engorduradas. Merece medalha olímpica o sujeito capaz de usar a agenda do celular sem perder nenhum telefone. O mesmo vale para as agendas eletrônicas de bolso. A minha é seletiva: andou perdendo certos endereços repletos de esperanças amorosas. Que raiva! Diante de tantos comandos, utilidades e possibilidades, tenho a sensação de que comprei um jatinho quando só queria uma bicicleta.

    Recordo o amigo que recomenda uma agenda de bolso, pequena, prática, barata e à prova de qualquer distúrbio eletrônico. Trata-se do velho e bom caderninho de telefones, acompanhado de uma caneta. É isso aí, e estamos conversados!


(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 11.09.1996. Adaptado) 


Pela eficácia contra nocautes eletrônicos (1), recentemente (2) um amigo do autor lhe recomendou com entusiasmo (3) o uso de um caderno de telefones: pequeno, prático, certamente (4) barato e que com grande probabilidade (5) virá acompanhado de lápis ou caneta. Na frase elaborada com base no texto, a circunstância adverbial de causa está indicada pelo número 
Alternativas
Q3231581 Português

Uma palavrinha



Uma senhora chegou perto de mim enquanto eu almoçava com a minha esposa no restaurante O Italiano. Pensei que quisesse uma selfie. Nada a ver, não era tietagem. Você se sente ainda mais anônimo quando deduz equivocadamente que alguém o reconheceu. A confusão levou-me a um profundo constrangimento.


Ela pediu uma palavrinha comigo.


Beatriz estranhou: que ser era aquele que aparecia de paraquedas, de repente, e solicitava uma conversa a sós com o marido?


A senhora unicamente me perguntou:


— Separar-se é complicado, não é?


E saiu. Foi embora. Largou a pergunta, a encomenda, a bomba reflexiva, e seguiu o seu rumo como um fantasma, entre mesas e mesas lotadas naquele domingo ensolarado. Sequer aguardou a minha resposta. Acabou sendo um consultório sentimental incidental.


Separar-se não é virar as costas, mas enfrentar de olhos arregalados uma mudança. Por isso é tão difícil. É mudar de casa, mudar de cenário, mudar de vida.


É ter que lidar com a frustração dos parentes que haviam se apegado à companhia de tanto tempo. É perder igualmente a família do par − o sogro, a sogra, os cunhados, os enteados.


É aguentar a saudade do que foi bom, o arrependimento do que foi ruim e, além disso, a tristeza do futuro irrealizado − os objetivos do casal que nunca serão alcançados, confinados nos rascunhos hipotéticos dos sonhos.

Separar-se, portanto, exige uma coragem monstruosa. É quando vocês não têm mais opção, não suportam mais se anular por alguém, não consegue mais ceder nada, restando apenas salvar a si mesmo.


Jamais diga a qualquer pessoa que se separar é fácil. É um desserviço. Pode ser necessário, a única saída, mas é duro. Pode ser imprescindível, mas é desolador.


Não é uma chave que você vira na porta, é uma chave que você devolve.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado.


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/6/7/uma-pa lavrinha 

Assinale a alternativa, cuja oração em destaque tem função de substantivo: 
Alternativas
Q3231578 Português

Uma palavrinha



Uma senhora chegou perto de mim enquanto eu almoçava com a minha esposa no restaurante O Italiano. Pensei que quisesse uma selfie. Nada a ver, não era tietagem. Você se sente ainda mais anônimo quando deduz equivocadamente que alguém o reconheceu. A confusão levou-me a um profundo constrangimento.


Ela pediu uma palavrinha comigo.


Beatriz estranhou: que ser era aquele que aparecia de paraquedas, de repente, e solicitava uma conversa a sós com o marido?


A senhora unicamente me perguntou:


— Separar-se é complicado, não é?


E saiu. Foi embora. Largou a pergunta, a encomenda, a bomba reflexiva, e seguiu o seu rumo como um fantasma, entre mesas e mesas lotadas naquele domingo ensolarado. Sequer aguardou a minha resposta. Acabou sendo um consultório sentimental incidental.


Separar-se não é virar as costas, mas enfrentar de olhos arregalados uma mudança. Por isso é tão difícil. É mudar de casa, mudar de cenário, mudar de vida.


É ter que lidar com a frustração dos parentes que haviam se apegado à companhia de tanto tempo. É perder igualmente a família do par − o sogro, a sogra, os cunhados, os enteados.


É aguentar a saudade do que foi bom, o arrependimento do que foi ruim e, além disso, a tristeza do futuro irrealizado − os objetivos do casal que nunca serão alcançados, confinados nos rascunhos hipotéticos dos sonhos.

Separar-se, portanto, exige uma coragem monstruosa. É quando vocês não têm mais opção, não suportam mais se anular por alguém, não consegue mais ceder nada, restando apenas salvar a si mesmo.


Jamais diga a qualquer pessoa que se separar é fácil. É um desserviço. Pode ser necessário, a única saída, mas é duro. Pode ser imprescindível, mas é desolador.


Não é uma chave que você vira na porta, é uma chave que você devolve.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado.


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/6/7/uma-pa lavrinha 

Caso na frase "A confusão levou-me a um profundo constrangimento" fosse inserido o advérbio NÃO posteriormente ao substantivo "confusão":
Alternativas
Q3231490 Português

  

Revista Brasileira de História do Direito (com adaptações).

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as classes gramaticais em que estão empregadas as palavras: "reduzir" (linha 13), "inerente" (linha 21) e "família" (linha 34) no texto.
Alternativas
Q3229553 Português
Na frase “Filme brasileiro 'Ainda Estou Aqui' ganha prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza”, as palavras destacadas são, respectivamente:
Alternativas
Q3229241 Português
Tratando-se da flexão de número dos substantivos, marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3229240 Português
Referindo-se à estrutura e formação das palavras, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa devida.

( ) Exemplo de derivação parassintética ou parassíntese: desalmado.
( ) Exemplo de derivação sufixal ou sufixação: incapaz.
( ) Exemplo de derivação prefixal ou prefixação: papelaria.
( ) Exemplo de derivação regressiva: comprar (verbo), compra(substantivo).
( ) Exemplo de derivação imprópria: O olhar de Aurora era fascinante.
Alternativas
Q3229239 Português

Q6.png (312×133)

http://pensador.uol.com.br/img/pens/3e/b0/3eb0fad427de0156b81721aba97266ea.jpg


No texto, as palavras (e, de, se) são respectivamente:

Alternativas
Q3229089 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Um comportamento fascinante


Aprisionar o ar em bolhas para respirar debaixo d'água é um movimento praticado por alguns tipos de insetos e aracnídeos, como besouros aquáticos e aranhas-de-sino-mergulhadoras. Até agora, os anolis são os únicos animais com espinha dorsal conhecidos por respirar usando bolhas.

"Este é um comportamento fascinante em lagartos", disse o Dr. Earyn McGee, um herpetologista especializado em lagartos e coordenador de engajamento de conservação no Zoológico de Los Angeles. "Este tipo de pesquisa aumentará nossa compreensão de como esses lagartos e possivelmente outros animais desenvolveram suas técnicas de respiração subaquática."

Para dar uma olhada mais de perto no método de respiração de bolhas dos anolis, Swierk coletou animais da espécie Anolis aquaticus na Estação Biológica de Las Cruces, na Costa Rica. O destino deles era uma "arena" próxima — um tanque de plástico transparente contendo água de riacho e pedras.

Em um grupo de anolis, os pesquisadores cobriram os focinhos e cabeças dos répteis (evitando cobrir as narinas) com uma fina camada de emoliente hidratante para evitar que bolhas de ar aderissem às cabeças dos anolis. Os cientistas então submergiram os anolis e os filmaram na arena até que eles emergissem.

No grupo de controle sem hidratante, todos os anolis produziram grandes bolhas que eles repetidamente usavam para respirar, a uma taxa de cerca de seis por minuto. Alguns anolis no grupo tratado com emoliente também produziram bolhas, mas elas eram muito menores e não grudavam na pele dos lagartos, como as bolhas de ar que puderam ser inaladas.

Em ambos os grupos, os anolis realizaram uma ação de bombeamento na garganta chamada bombeamento gular, que muitos tipos de lagartos usam para suplementar seus pulmões com oxigênio.

Para anolis mergulhadores, o bombeamento gular também pode desempenhar um papel na circulação do oxigênio armazenado, afetando o tempo que os anolis podem permanecer debaixo d'água. Mas nos experimentos, anolis hidratados que não conseguiam produzir bolhas cheias de oxigênio emergiram 67 segundos antes do que aqueles que usaram bolhas para respirar.

No entanto, essa tática de mergulho tem uma desvantagem.

"Um dos custos do mergulho é que eles ficam muito frios", disse Swierk. Riachos de montanha geralmente são frios e, como ectotérmicos, os anolis regulam a temperatura corporal por meio de seu ambiente.

"Eles pagam um custo de temperatura quando mergulham", ela disse. Estar muito frio "poderia reduzir sua capacidade de correr rapidamente, defender seus territórios contra invasores, cortejar companheiros ou digerir sua comida".

Outra desvantagem pode ser que, se um lagarto submerso ainda estiver visível, um predador pode simplesmente esperar que ele ressurja, disse McGee.

"Os lagartos só podem ficar submersos por um tempo", ela disse. "Como o lagarto sabe quando é seguro sair — ou eles apenas esgotam todo o ar e então emergem?"

O mecanismo da respiração de bolhas dos anolis é algo que Swierk espera entender por meio de colaborações com vários grupos de pesquisa. Uma parte do quebra-cabeça é se os formatos da cabeça dos anolis ou as estruturas microscópicas em suas escamas afetam o volume de ar que preenche suas bolhas. Outra questão não resolvida é como os anolis mergulhadores armazenam e circulam oxigênio enquanto estão debaixo d'água.

"Até onde sabemos agora, o oxigênio que o lagarto está usando, ele leva para debaixo d'água com ele", disse Swierk. Esse oxigênio pode ser armazenado em seus pulmões, em outras partes do sistema respiratório ou em bolsas de ar aderidas à sua pele, que são então incorporadas à bolha da cabeça.

O oxigênio também poderia se difundir para dentro da bolha a partir da água. "Mas não sabemos disso com certeza", Swierk acrescentou "Ainda estamos trabalhando nisso."

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lagarto-faz-seu-p roprio-tanque-de-oxigenio-para-respirar-embaixo-dagua/

(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lagarto-faz-seu-proprio-tanque -de-oxigenio-para-respirar-embaixo-dagua/)
"Para anolis mergulhadores , o bombeamento gular também pode desempenhar um papel na circulação do oxigênio armazenado, afetando o tempo que os anolis podem permanecer debaixo d'água. Mas nos experimentos, anolis hidratados que não conseguiam produzir bolhas cheias de oxigênio emergiram 67 segundos antes do que aqueles que usaram bolhas para respirar."

Os vocábulos destacados no texto são, respectivamente, classificados como: 
Alternativas
Q3229086 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Um comportamento fascinante


Aprisionar o ar em bolhas para respirar debaixo d'água é um movimento praticado por alguns tipos de insetos e aracnídeos, como besouros aquáticos e aranhas-de-sino-mergulhadoras. Até agora, os anolis são os únicos animais com espinha dorsal conhecidos por respirar usando bolhas.

"Este é um comportamento fascinante em lagartos", disse o Dr. Earyn McGee, um herpetologista especializado em lagartos e coordenador de engajamento de conservação no Zoológico de Los Angeles. "Este tipo de pesquisa aumentará nossa compreensão de como esses lagartos e possivelmente outros animais desenvolveram suas técnicas de respiração subaquática."

Para dar uma olhada mais de perto no método de respiração de bolhas dos anolis, Swierk coletou animais da espécie Anolis aquaticus na Estação Biológica de Las Cruces, na Costa Rica. O destino deles era uma "arena" próxima — um tanque de plástico transparente contendo água de riacho e pedras.

Em um grupo de anolis, os pesquisadores cobriram os focinhos e cabeças dos répteis (evitando cobrir as narinas) com uma fina camada de emoliente hidratante para evitar que bolhas de ar aderissem às cabeças dos anolis. Os cientistas então submergiram os anolis e os filmaram na arena até que eles emergissem.

No grupo de controle sem hidratante, todos os anolis produziram grandes bolhas que eles repetidamente usavam para respirar, a uma taxa de cerca de seis por minuto. Alguns anolis no grupo tratado com emoliente também produziram bolhas, mas elas eram muito menores e não grudavam na pele dos lagartos, como as bolhas de ar que puderam ser inaladas.

Em ambos os grupos, os anolis realizaram uma ação de bombeamento na garganta chamada bombeamento gular, que muitos tipos de lagartos usam para suplementar seus pulmões com oxigênio.

Para anolis mergulhadores, o bombeamento gular também pode desempenhar um papel na circulação do oxigênio armazenado, afetando o tempo que os anolis podem permanecer debaixo d'água. Mas nos experimentos, anolis hidratados que não conseguiam produzir bolhas cheias de oxigênio emergiram 67 segundos antes do que aqueles que usaram bolhas para respirar.

No entanto, essa tática de mergulho tem uma desvantagem.

"Um dos custos do mergulho é que eles ficam muito frios", disse Swierk. Riachos de montanha geralmente são frios e, como ectotérmicos, os anolis regulam a temperatura corporal por meio de seu ambiente.

"Eles pagam um custo de temperatura quando mergulham", ela disse. Estar muito frio "poderia reduzir sua capacidade de correr rapidamente, defender seus territórios contra invasores, cortejar companheiros ou digerir sua comida".

Outra desvantagem pode ser que, se um lagarto submerso ainda estiver visível, um predador pode simplesmente esperar que ele ressurja, disse McGee.

"Os lagartos só podem ficar submersos por um tempo", ela disse. "Como o lagarto sabe quando é seguro sair — ou eles apenas esgotam todo o ar e então emergem?"

O mecanismo da respiração de bolhas dos anolis é algo que Swierk espera entender por meio de colaborações com vários grupos de pesquisa. Uma parte do quebra-cabeça é se os formatos da cabeça dos anolis ou as estruturas microscópicas em suas escamas afetam o volume de ar que preenche suas bolhas. Outra questão não resolvida é como os anolis mergulhadores armazenam e circulam oxigênio enquanto estão debaixo d'água.

"Até onde sabemos agora, o oxigênio que o lagarto está usando, ele leva para debaixo d'água com ele", disse Swierk. Esse oxigênio pode ser armazenado em seus pulmões, em outras partes do sistema respiratório ou em bolsas de ar aderidas à sua pele, que são então incorporadas à bolha da cabeça.

O oxigênio também poderia se difundir para dentro da bolha a partir da água. "Mas não sabemos disso com certeza", Swierk acrescentou "Ainda estamos trabalhando nisso."

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lagarto-faz-seu-p roprio-tanque-de-oxigenio-para-respirar-embaixo-dagua/

(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lagarto-faz-seu-proprio-tanque -de-oxigenio-para-respirar-embaixo-dagua/)
Acerca dos substantivos retirados do texto, marque com V (verdadeiro) ou com F(falso) para as afirmativas:

(__)O coletivo de 'insetos' é nuvem.
(__)'Animal' tem a mesma flexão no plural que 'fuzil'.
(__)Substantivo é a palavra que classifica o adjetivo.
(__)'Companheiro' é um substantivo que flexiona em gênero e número.

A sequência correta de preenchimentos dos parênteses é:
Alternativas
Q3229055 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O vinho de banana que salvou produtoras afetadas por calor extremo

Emily Nkhana, uma pequena agricultora no norte do Malawi, costumava jogar fora as bananas que estavam maduras demais ou simplesmente deixá-las apodrecer, até encontrar um uso lucrativo para elas: o vinho de banana.

O calor extremo estava fazendo as bananas amadurecerem rápido demais, resultando em grandes perdas para Emily e diversos outros agricultores que vivem no distrito de Karonga.

"Então descobrimos como fazer vinho de banana", conta ela à BBC, enquanto descasca os limões usados para preservar o sabor das bananas na planta de processamento da Cooperativa Twitule.

Para os agricultores, não se trata apenas de fazer vinho, mas também de sobrevivência, resiliência e de abraçar as novas possibilidades que vêm diante das mudanças climáticas.

O cultivo era feito perto das margens do Lago Malawi. Mas, com aumento do nível das águas causado pelo aumento das chuvas, as plantações de banana passaram a ser inundadas, forçando os produtores a migrar para terras mais altas, mas mais quentes, onde as temperaturas chegam a 42°C.

"Na antiga fazenda, nosso desafio era a grande quantidade de água do lago. Algumas das bananas se afogavam na água, ou nem conseguíamos ver onde tínhamos plantado. Aqui em cima, temos calor demais. Isso faz com que nossas bananas amadureçam muito rápido e sejam desperdiçadas", diz Emily.

Ela faz parte de um grupo de mulheres unidas pela cooperativa para melhorar suas condições econômicas por meio da agricultura.

A produção de vinho é um empreendimento de pequena escala nos quintais dessas mulheres, onde elas plantam bananas.

O processo de vinificação acontece em um pequeno complexo com uma casa de quatro cômodos na vila de Mchenjere.

E é bem simples: as bananas maduras são descascadas, cortadas em pedaços pequenos, pesadas e misturadas com açúcar, fermento, passas, água, e cobertas com limões.

A mistura é então deixada para fermentar por várias semanas, transformando a polpa da banana em um vinho potente e aromático, contendo 13% de álcool - semelhante ao vinho feito de uvas.

"É um vinho de ótima qualidade. Você tem que bebê-lo sentado para poder aproveitar o sabor doce", diz Emily.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwy3ygg4n3vo fragmento adaptado) 
Após ler os trechos, analise as afirmativas:

"O calor extremo estava fazendo as bananas amadurecerem rápido demais, resultando em grandes perdas para Emily e diversos outros agricultores que vivem no distrito de Karonga." "Então descobrimos como fazer vinho de banana", conta ela à BBC, enquanto descasca os limões usados para preservar o sabor das bananas na planta de processamento da Cooperativa Twitule."

I.O verbo "amadurecer" é intransitivo.
II."rápido" é predicativo do sujeito.
III."no distrito de Karonga" é adjunto adverbial de lugar.
IV.O "que" está como sujeito do verbo "viver".
V."descobrimos" apresenta um sujeito indeterminado. VI."de banana" é complemento nominal.

Estão corretas:
Alternativas
Q3228551 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Um comportamento fascinante



Aprisionar o ar em bolhas para respirar debaixo d'água é um movimento praticado por alguns tipos de insetos e aracnídeos, como besouros aquáticos e aranhas-de-sino-mergulhadoras. Até agora, os anolis são os únicos animais com espinha dorsal conhecidos por respirar usando bolhas.


"Este é um comportamento fascinante em lagartos", disse o Dr. Earyn McGee, um herpetologista especializado em lagartos e coordenador de engajamento de conservação no Zoológico de Los Angeles. "Este tipo de pesquisa aumentará nossa compreensão de como esses lagartos e possivelmente outros animais desenvolveram suas técnicas de respiração subaquática."


Para dar uma olhada mais de perto no método de respiração de bolhas dos anolis, Swierk coletou animais da espécie Anolis aquaticus na Estação Biológica de Las Cruces, na Costa Rica. O destino deles era uma "arena" próxima — um tanque de plástico transparente contendo água de riacho e pedras.


Em um grupo de anolis, os pesquisadores cobriram os focinhos e cabeças dos répteis (evitando cobrir as narinas) com uma fina camada de emoliente hidratante para evitar que bolhas de ar aderissem às cabeças dos anolis. Os cientistas então submergiram os anolis e os filmaram na arena até que eles emergissem.


No grupo de controle sem hidratante, todos os anolis produziram grandes bolhas que eles repetidamente usavam para respirar, a uma taxa de cerca de seis por minuto. Alguns anolis no grupo tratado com emoliente também produziram bolhas, mas elas eram muito menores e não grudavam na pele dos lagartos, como as bolhas de ar que puderam ser inaladas.


Em ambos os grupos, os anolis realizaram uma ação de bombeamento na garganta chamada bombeamento gular, que muitos tipos de lagartos usam para suplementar seus pulmões com oxigênio.


Para anolis mergulhadores, o bombeamento gular também pode desempenhar um papel na circulação do oxigênio armazenado, afetando o tempo que os anolis podem permanecer debaixo d'água. Mas nos experimentos, anolis hidratados que não conseguiam produzir bolhas cheias de oxigênio emergiram 67 segundos antes do que aqueles que usaram bolhas para respirar.


No entanto, essa tática de mergulho tem uma desvantagem.


"Um dos custos do mergulho é que eles ficam muito frios", disse Swierk. Riachos de montanha geralmente são frios e, como ectotérmicos, os anolis regulam a temperatura corporal por meio de seu ambiente.


"Eles pagam um custo de temperatura quando mergulham", ela disse. Estar muito frio "poderia reduzir sua capacidade de correr rapidamente, defender seus territórios contra invasores, cortejar companheiros ou digerir sua comida".


Outra desvantagem pode ser que, se um lagarto submerso ainda estiver visível, um predador pode simplesmente esperar que ele ressurja, disse McGee.


"Os lagartos só podem ficar submersos por um tempo", ela disse. "Como o lagarto sabe quando é seguro sair — ou eles apenas esgotam todo o ar e então emergem?" 


O mecanismo da respiração de bolhas dos anolis é algo que Swierk espera entender por meio de colaborações com vários grupos de pesquisa. Uma parte do quebra-cabeça é se os formatos da cabeça dos anolis ou as estruturas microscópicas em suas escamas afetam o volume de ar que preenche suas bolhas. Outra questão não resolvida é como os anolis mergulhadores armazenam e circulam oxigênio enquanto estão debaixo d'água.


"Até onde sabemos agora, o oxigênio que o lagarto está usando, ele leva para debaixo d'água com ele", disse Swierk. Esse oxigênio pode ser armazenado em seus pulmões, em outras partes do sistema respiratório ou em bolsas de ar aderidas à sua pele, que são então incorporadas à bolha da cabeça.


O oxigênio também poderia se difundir para dentro da bolha a partir da água. "Mas não sabemos disso com certeza", Swierk acrescentou "Ainda estamos trabalhando nisso."


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lagarto-faz-seu-p roprio-tanque-de-oxigenio-para-respirar-embaixo-dagua/


(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lagarto-faz-seu-proprio-tanque -de-oxigenio-para-respirar-embaixo-dagua/) 

O plural de 'quebra-cabeça' é 'quebra-cabeças'. Identifique a alternativa em que o substantivo composto apresenta o seu plural de forma INCORRETA: 
Alternativas
Q3228113 Português
Como aumentar sua flexibilidade, a arma do corpo para a longevidade

A flexibilidade pode não ser a primeira coisa que vem à mente quando você pensa em saúde e preparo físico, mas é um dos aspectos mais importantes para manter o bem-estar do corpo como um todo.

Em resumo, a flexibilidade tem a ver com a facilidade com que seus músculos e articulações são capazes de se esticar e se mover. Até mesmo movimentos simples do dia-a-dia, como alcançar algo em uma prateleira mais alta ou se abaixar para amarrar o sapato, exigem um certo nível de flexibilidade.

A flexibilidade é fundamental para manter seu corpo em ótima forma, desempenhando um papel importante na sua saúde geral e na maneira como seu corpo funciona diariamente.

A seguir, compartilhamos alguns exemplos de por que ela é importante — e damos dicas de como manter sua flexibilidade:

Uma boa circulação é essencial para nossa saúde como um todo — e os exercícios de flexibilidade podem ajudar a melhorar este aspecto.

Quando você alonga, você aumenta o fluxo sanguíneo para os músculos, o que os ajuda a se recuperarem mais rápido e a se manterem saudáveis. A melhora da circulação também beneficia seu coração, e pode ajudar a prevenir problemas de saúde de longo prazo, como doenças cardiovasculares.

Pesquisas indicam que praticar exercícios de flexibilidade, especialmente alongamento, com regularidade pode aumentar a circulação e contribuir para uma melhor saúde cardiovascular.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1wnn9155y4o-adaptado)
A alternativa que apresenta, respectivamente, vocábulos retirados do texto classificados como: substantivo comum, adjetivo, substantivo no plural e adjetivo no feminino é: 
Alternativas
Q3227975 Português
Insetos são o alimento do futuro?

Pensa num bolinho de grilo, tipo um bolinho de peixe", disse o chef ao sugerir que o homem na fila do bufê experimentasse a fumegante e apimentada laksa — sopa de noodle com leite de coco — repleta de "proteína texturizada de grilo".

Ao lado, havia uma travessa de chilli crickets (grilos picantes), a versão com inseto de um dos pratos mais amados de Cingapura (chilli crab) — carangueijo servido com um molho denso de pimenta doce.

Parecia um bufê como outro qualquer, exceto pelo ingrediente principal de cada prato: grilos.

Na fila, havia uma mulher que colocava cuidadosamente noodles coreano coberto com grilo moído em seu prato, e um homem que não parava de fazer perguntas ao jovem chef.

Era de se esperar que os clientes se deliciassem com o banquete. Afinal de contas, eles estavam entre os mais de 600 cientistas, empresários e ambientalistas de todo o mundo que desembarcaram em Cingapura como parte de uma missão para tornar os insetos saborosos. O nome da conferência já dizia tudo: "Insetos para Alimentar o Mundo".

E ainda mais pessoas foram atraídas para o bufê ao lado do banquete repleto de insetos. Alguns teriam argumentado que era o de sempre: peixe selvagem com infusão de capim-limão e limão, lombo grelhado com geleia de cebola, curry de legumes com leite de coco.

Cerca de dois bilhões de pessoas, aproximadamente um quarto da população mundial, já consomem insetos como parte de sua alimentação diária, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Mais gente deveria se juntar a elas, de acordo com um grupo cada vez maior de ativistas dos insetos, que defendem estes animais invertebrados como uma escolha saudável e sustentável.

Mas será que a perspectiva de salvar o planeta é suficiente para fazer com que as pessoas experimentem estes bichinhos, capazes de provocar arrepios?


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c62ryw9lrnyo adaptado)
Leia os trechos e analise as afirmativas pospostas:
"E ainda mais pessoas foram atraídas para o bufê ao lado do banquete repleto de insetos."
"Alguns teriam argumentado que era o de sempre: peixe selvagem com infusão de capim-limão e limão, lombo grelhado com geleia de cebola, curry de legumes com leite de coco."
I.O vocábulo 'para o bufe' é agente da passiva.
II.'pessoas' é o núcleo do sujeito de 'foram'.
III.O vocábulo 'atraídas' é predicativo do sujeito.
IV.A forma verbal 'teriam' apresenta sujeito indeterminado.
V.'selvagem', 'grelhado' e 'de cebola' são adjuntos adnominais.
VI.No segundo período, há predicado verbal e predicado nominal.

Estão corretas:
Alternativas
Q3227801 Português


Internet:: <sema.df.gov.br>  (com adaptações).

Quanto aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


Na oração “e ainda foram implementadas ações de proteção das bacias do Descoberto e do Paranoá” (linhas 41 e 42), o vocábulo “ainda” (linha 42) é empregado como advérbio de tempo.  

Alternativas
Q3227799 Português


Internet:: <sema.df.gov.br>  (com adaptações).

Quanto aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


O termo “destinadas” (linha 45) funciona, no contexto sintático em que se insere, como adjetivo e pode ser correta e coerentemente substituído pela oração que se destinam. 

Alternativas
Q3227794 Português


Internet:: <sema.df.gov.br>  (com adaptações).

Quanto aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


No segmento “a dados, metodologias e ferramentas” (linhas 22 e 23), o emprego da preposição “a” justifica‑se pela função sintática de objeto indireto exercida pelo referido segmento.

Alternativas
Q3227158 Português
A MULHER DO VIZINHO
Fernando Sabino


        Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
        O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
        O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo à ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer- lhe o seguinte:

— O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

        Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

        — Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
        O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
 
        — Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
        Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

— Da ativa, minha senhora?

    E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

— Da ativa, Motinha! Sai dessa…


Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/
Assinale qual das palavras abaixo é formada por derivação parassintética.
Alternativas
Q3227157 Português
A MULHER DO VIZINHO
Fernando Sabino


        Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
        O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
        O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo à ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer- lhe o seguinte:

— O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

        Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

        — Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
        O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
 
        — Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
        Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

— Da ativa, minha senhora?

    E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

— Da ativa, Motinha! Sai dessa…


Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/
No trecho “O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer?”, a palavra “neste” é classificada como um:
Alternativas
Respostas
6941: C
6942: A
6943: C
6944: A
6945: B
6946: D
6947: D
6948: B
6949: A
6950: D
6951: A
6952: D
6953: A
6954: D
6955: B
6956: E
6957: C
6958: E
6959: A
6960: D