Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q4244230 Português

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice 



Por Amanda Nascimento 





(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitardeclinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra de sentido oposto ao de “significativas” no trecho a seguir, retirado do texto:



“constatou que o hábito estava associado a melhorias significativas no peso corporal”.  

Alternativas
Q4244229 Português

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice 



Por Amanda Nascimento 





(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitardeclinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as classes gramaticais das palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto:



“Entre elas, 26 foram orientadas a se alimentar apenas em uma janela de nove horas”.

Alternativas
Q4244225 Português

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice 



Por Amanda Nascimento 





(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitardeclinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho a seguir, retirado do texto, todas as palavras ou expressões sublinhadas têm a função sintática de adjunto adnominal, EXCETO:



“o hábito estava associado a melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão arterial e em marcadores de saúde metabólica”.

Alternativas
Q4244221 Português

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice 



Por Amanda Nascimento 





(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitardeclinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “plausível” no trecho a seguir, retirado do texto, por não lhe causar alterações significativas ao sentido.



“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a saúde cognitiva”. 

Alternativas
Q4244186 Português

Os medos que nos definem


Por Tríssia Ordovás Sartori



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Considerando o emprego da palavra “pê...ames” no trecho a seguir, retirado do texto, analise as assertivas subsequentes:

“Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pê...ames”.

I. A lacuna pontilhada deve ser preenchida pela letra “z”.
II. Trata-se de substantivo masculino empregado, quase sempre, no plural.
III. Um sinônimo adequado para substituir “pê...ames”, exigindo concordância de gênero da palavra “sentidos”, é “condolências”.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4244062 Português
Farmar Aura: Pertencimento e juventude na Era Digital


    Inundou o espaço entre adolescentes e jovens nas redes sociais: farmar aura. E gerou muitas dúvidas entre os parentes sobre o que seria exatamente isso. Pois bem. A expressão combina um termo usado pelos jogadores ou gamers (farmar, vem do verbo em inglês to farm, cultivar em uma fazenda, mas nos jogos é usado como sinônimo de acumulação de recursos), somada a uma palavra ligada ao campo do simbólico (aura, ou atmosfera transmitida por alguém), revelando muito mais do que uma simples brincadeira. Ela oferece uma oportunidade para compreendermos como a linguagem se transforma, como os grupos sociais constroem identidades coletivas e como as novas gerações produzem seus próprios códigos culturais.

    As gírias podem ser consideradas como sinais de empobrecimento da língua, mas representam um fenômeno complexo e profundamente humano. São manifestações da criatividade linguística, da necessidade de pertencimento e dessa renovação cultural da sociedade. Nas redes digitais, percebe-se o fluxo contínuo de novas palavras, expressões e significados.

    Por mais que exista a ideia de que a linguagem seja apenas um instrumento para transmitir informações, diversos estudiosos demonstraram que ela é muito mais do que isso. Porque ela não só descreve a realidade, mas participa da sua construção.

    O filósofo e teórico russo Mikhail Bakhtin defendia que toda palavra nasce em um contexto social e carrega marcas dos seus interlocutores. Para ele, a linguagem é dialógica, a partir de diferentes vozes, perspectivas e experiências. É necessário compreender quem fala, para quem fala e o contexto da fala. Nenhuma palavra é neutra, todas trazem valores, memórias e significados.

    Essa perspectiva nos ajuda a compreender por que as gírias estão sempre surgindo. Elas não são desvios da língua, são criações de novos sentidos para acompanhar os novos tempos e as transformações sociais. Quando jovens utilizam expressões como “farmar aura”, não estão apenas criando uma moda passageira; estão criando um discurso com elementos da cultura digital desse tempo de jogos eletrônicos e das redes sociais; criando expressão que comunicam experiências.

    As gírias sempre existiram. Cada geração desenvolveu seu próprio repertório: bacana, legal, maneiro, massa ou irado foram, em algum momento, expressões específicas de grupos e tribos. O que mudou nas últimas décadas foi a velocidade que circulam essas novidades. Antes, uma gíria podia levar anos para se espalhar por uma região ou país, mas atualmente, uma expressão criada no meio virtual pode se difundir em questão de dias.

    As plataformas digitais funcionam como laboratórios permanentes de criação linguística. Influenciadores, criadores de conteúdo, jogadores, músicos e usuários comuns produzem diariamente novas palavras que circulam em vídeos, memes, comentários e mensagens instantâneas. As palavras estão vivas, se reinventando a cada geração, ganhando novos significados de acordo com as mudanças culturais e tecnológicas. Cancelar virou rejeitar publicamente alguém; viralizar agora é espalhar um conteúdo rapidamente na internet; stalkear é investigar as redes sociais de alguém, e por aí vai. A linguagem contemporânea está rápida e dinâmica, o que reflete a própria velocidade das interações digitais.

    Minha compreensão desse fenômeno não vem apenas da leitura de autores que estudam a linguagem. Ela também nasce da convivência cotidiana com meu filho Matias, de 12 anos. Foi por meio dele que ouvi pela primeira vez expressões como “farmar aura” e tantas outras que surgem e desaparecem com rapidez nas redes sociais.

Num primeiro momento, essas expressões podem soar estranhas para quem pertence a outra geração. Porém, ao observá-las mais atentamente, percebi que elas cumprem uma função importante na construção das relações entre os adolescentes. Mais do que palavras, elas representam formas de acolhimento, reconhecimento, pertencimento e compartilhamento de experiências. Ao acompanhar as conversas de Matias e de seus amigos, fica evidente que essas gírias funcionam como marcadores culturais. Os jovens se identificam entre si, constroem referências comuns e expressam suas vivências nesse mundo conectado virtualmente.

    Essa experiência em casa me levou a compreender que, muitas vezes, os adultos podem observar as transformações da linguagem com desconfiança, quando talvez devessem enxergá-las também como oportunidades para compreender melhor essas novas gerações. Em vez de representar uma ameaça à língua, percebemos que a invenção de novas expressões revela a criatividade e a vitalidade da cultura juvenil.

    A linguagem desempenha papel fundamental na adolescência, que é um período marcado pela busca de identidade. Nessa fase, meninos e meninas procuram referências para compreenderem quem são e a qual grupo pertencem. Quando adolescentes utilizam as mesmas gírias, buscam identificação, demonstram familiaridade com um conjunto comum de referências culturais. Funciona como uma espécie de senha simbólica que comunica esse pertencimento a um grupo.

    Além disso, as gírias fortalecem vínculos afetivos. Piadas internas, memes e formas específicas de falar criam um sentimento de proximidade que favorece a formação de amizades e comunidades, construindo laços sociais. Entretanto, a linguagem não é apenas um instrumento de integração. Ela também pode produzir distinções e exclusões.

    Nesse âmbito, o sociólogo francês Pierre Bourdieu demonstrou que diferentes formas de falar possuem valores distintos dentro da sociedade. Segundo ele, existe aquilo que chamou de capital linguístico: determinadas maneiras de se expressar são mais  valorizadas socialmente do que outras. Essa reflexão ajuda a compreender por que algumas gírias são celebradas enquanto outras são estigmatizadas. Muitas vezes, os julgamentos sobre a linguagem não estão relacionados à qualidade das palavras em si, mas aos grupos sociais que as utilizam.

    Ademais, as próprias gírias podem funcionar como mecanismos de inclusão e exclusão. Ao mesmo tempo que fortalecem o sentimento de pertencimento entre aqueles que compartilham os mesmos códigos, podem gerar estranhamento ou afastamento para quem não os conhece. Assim, a linguagem revela-se um espaço de negociação constante entre identidade, poder e reconhecimento social.

    Segundo o educador brasileiro Paulo Freire, que também oferece contribuições valiosas para essa discussão, aprender a linguagem envolve muito mais do que decodificar palavras. Trata-se de aprender a ler o mundo. Segundo Freire, as palavras ganham sentido a partir da experiência concreta das pessoas. Por isso, toda linguagem está ligada à cultura, à história e às condições de vida dos sujeitos.

    Sob essa perspectiva, as gírias juvenis não devem ser vistas apenas como fenômenos da linguagem, mas como expressões de uma geração que busca interpretar sua realidade e construir formas próprias de comunicação. Ao criar novas palavras, os jovens não estão apenas modificando a língua. Estão também produzindo novas maneiras de compreender suas relações sociais, seus valores e suas experiências no mundo.

    As gírias constituem muito mais do que modismos passageiros. Elas revelam processos profundos de transformação cultural, construção de identidade e interação. Expressões como farmar aura demonstram como a linguagem acompanha as mudanças tecnológicas e culturais de cada época, incorporando referências dos jogos eletrônicos, das redes sociais e da vida digital. Ao mesmo tempo, mostram como os jovens utilizam a criatividade linguística para fortalecer vínculos, construir pertencimento e expressar novas formas de ver o mundo.

    Autores como Bakhtin, Bourdieu e Paulo Freire ajudam a compreender que a linguagem não é apenas um meio de comunicação, mas um espaço onde identidades são construídas, relações de poder são negociadas e culturas são continuamente reinventadas.

    Em vez de enxergar as gírias como ameaças à língua, talvez seja mais produtivo reconhecê-las como sinais de vitalidade. Afinal, uma língua viva é aquela que continua sendo recriada por seus falantes. E, nesse processo permanente de invenção, cada geração deixa sua marca na história da linguagem.


Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/farmar-aura-pertencimento-e-juventude-na-era-digital/. Acesso em: 2 jul. 2026. Adaptado. 
“Em vez de enxergar as gírias como ameaças à língua, talvez seja mais produtivo reconhecê-las como sinais de vitalidade.”

Atente-se à estrutura da palavra vitalidade para indicar o item correto a seguir.
Alternativas
Q4243542 Português
Considere que um portal governamental publicou a seguinte mensagem: “O sistema ficará indisponível das 22h às 2h para atualização da plataforma.” Com base nisso, a função da linguagem predominante nesse enunciado é a:
Alternativas
Q4243515 Português
As palavras podem pertencer a classes gramaticais diferentes, conforme o contexto de uso. Assinale a alternativa em que a classificação da classe gramatical da palavra em destaque está correta. 
Alternativas
Q4243446 Português
Farmar Aura: Pertencimento e juventude na Era Digital


    Inundou o espaço entre adolescentes e jovens nas redes sociais: farmar aura. E gerou muitas dúvidas entre os parentes sobre o que seria exatamente isso. Pois bem. A expressão combina um termo usado pelos jogadores ou gamers (farmar, vem do verbo em inglês to farm, cultivar em uma fazenda, mas nos jogos é usado como sinônimo de acumulação de recursos), somada a uma palavra ligada ao campo do simbólico (aura, ou atmosfera transmitida por alguém), revelando muito mais do que uma simples brincadeira. Ela oferece uma oportunidade para compreendermos como a linguagem se transforma, como os grupos sociais constroem identidades coletivas e como as novas gerações produzem seus próprios códigos culturais.

    As gírias podem ser consideradas como sinais de empobrecimento da língua, mas representam um fenômeno complexo e profundamente humano. São manifestações da criatividade linguística, da necessidade de pertencimento e dessa renovação cultural da sociedade. Nas redes digitais, percebe-se o fluxo contínuo de novas palavras, expressões e significados.

    Por mais que exista a ideia de que a linguagem seja apenas um instrumento para transmitir informações, diversos estudiosos demonstraram que ela é muito mais do que isso. Porque ela não só descreve a realidade, mas participa da sua construção.

    O filósofo e teórico russo Mikhail Bakhtin defendia que toda palavra nasce em um contexto social e carrega marcas dos seus interlocutores. Para ele, a linguagem é dialógica, a partir de diferentes vozes, perspectivas e experiências. É necessário compreender quem fala, para quem fala e o contexto da fala. Nenhuma palavra é neutra, todas trazem valores, memórias e significados.

    Essa perspectiva nos ajuda a compreender por que as gírias estão sempre surgindo. Elas não são desvios da língua, são criações de novos sentidos para acompanhar os novos tempos e as transformações sociais. Quando jovens utilizam expressões como “farmar aura”, não estão apenas criando uma moda passageira; estão criando um discurso com elementos da cultura digital desse tempo de jogos eletrônicos e das redes sociais; criando expressão que comunicam experiências.

    As gírias sempre existiram. Cada geração desenvolveu seu próprio repertório: bacana, legal, maneiro, massa ou irado foram, em algum momento, expressões específicas de grupos e tribos. O que mudou nas últimas décadas foi a velocidade que circulam essas novidades. Antes, uma gíria podia levar anos para se espalhar por uma região ou país, mas atualmente, uma expressão criada no meio virtual pode se difundir em questão de dias.

    As plataformas digitais funcionam como laboratórios permanentes de criação linguística. Influenciadores, criadores de conteúdo, jogadores, músicos e usuários comuns produzem diariamente novas palavras que circulam em vídeos, memes, comentários e mensagens instantâneas. As palavras estão vivas, se reinventando a cada geração, ganhando novos significados de acordo com as mudanças culturais e tecnológicas. Cancelar virou rejeitar publicamente alguém; viralizar agora é espalhar um conteúdo rapidamente na internet; stalkear é investigar as redes sociais de alguém, e por aí vai. A linguagem contemporânea está rápida e dinâmica, o que reflete a própria velocidade das interações digitais.

    Minha compreensão desse fenômeno não vem apenas da leitura de autores que estudam a linguagem. Ela também nasce da convivência cotidiana com meu filho Matias, de 12 anos. Foi por meio dele que ouvi pela primeira vez expressões como “farmar aura” e tantas outras que surgem e desaparecem com rapidez nas redes sociais.

    Num primeiro momento, essas expressões podem soar estranhas para quem pertence a outra geração. Porém, ao observá-las mais atentamente, percebi que elas cumprem uma função importante na construção das relações entre os adolescentes. Mais do que palavras, elas representam formas de acolhimento, reconhecimento, pertencimento e compartilhamento de experiências. Ao acompanhar as conversas de Matias e de seus amigos, fica evidente que essas gírias funcionam como marcadores culturais. Os jovens se identificam entre si, constroem referências comuns e expressam suas vivências nesse mundo conectado virtualmente.

    Essa experiência em casa me levou a compreender que, muitas vezes, os adultos podem observar as transformações da linguagem com desconfiança, quando talvez devessem enxergá-las também como oportunidades para compreender melhor essas novas gerações. Em vez de representar uma ameaça à língua, percebemos que a invenção de novas expressões revela a criatividade e a vitalidade da cultura juvenil.

    A linguagem desempenha papel fundamental na adolescência, que é um período marcado pela busca de identidade. Nessa fase, meninos e meninas procuram referências para compreenderem quem são e a qual grupo pertencem. Quando adolescentes utilizam as mesmas gírias, buscam identificação, demonstram familiaridade com um conjunto comum de referências culturais. Funciona como uma espécie de senha simbólica que comunica esse pertencimento a um grupo.

    Além disso, as gírias fortalecem vínculos afetivos. Piadas internas, memes e formas específicas de falar criam um sentimento de proximidade que favorece a formação de amizades e comunidades, construindo laços sociais. Entretanto, a linguagem não é apenas um instrumento de integração. Ela também pode produzir distinções e exclusões.

    Nesse âmbito, o sociólogo francês Pierre Bourdieu demonstrou que diferentes formas de falar possuem valores distintos dentro da sociedade. Segundo ele, existe aquilo que chamou de capital linguístico: determinadas maneiras de se expressar são mais valorizadas socialmente do que outras. Essa reflexão ajuda a compreender por que algumas gírias são celebradas enquanto outras são estigmatizadas. Muitas vezes, os julgamentos sobre a linguagem não estão relacionados à qualidade das palavras em si, mas aos grupos sociais que as utilizam.

    Ademais, as próprias gírias podem funcionar como mecanismos de inclusão e exclusão. Ao mesmo tempo que fortalecem o sentimento de pertencimento entre aqueles que compartilham os mesmos códigos, podem gerar estranhamento ou afastamento para quem não os conhece. Assim, a linguagem revela-se um espaço de negociação constante entre identidade, poder e reconhecimento social.

     Segundo o educador brasileiro Paulo Freire, que também oferece contribuições valiosas para essa discussão, aprender a linguagem envolve muito mais do que decodificar palavras. Trata-se de aprender a ler o mundo. Segundo Freire, as palavras ganham sentido a partir da experiência concreta das pessoas. Por isso, toda linguagem está ligada à cultura, à história e às condições de vida dos sujeitos.

    Sob essa perspectiva, as gírias juvenis não devem ser vistas apenas como fenômenos da linguagem, mas como expressões de uma geração que busca interpretar sua realidade e construir formas próprias de comunicação. Ao criar novas palavras, os jovens não estão apenas modificando a língua. Estão também produzindo novas maneiras de compreender suas relações sociais, seus valores e suas experiências no mundo.

    As gírias constituem muito mais do que modismos passageiros. Elas revelam processos profundos de transformação cultural, construção de identidade e interação. Expressões como farmar aura demonstram como a linguagem acompanha as mudanças tecnológicas e culturais de cada época, incorporando referências dos jogos eletrônicos, das redes sociais e da vida digital. Ao mesmo tempo, mostram como os jovens utilizam a criatividade linguística para fortalecer vínculos, construir pertencimento e expressar novas formas de ver o mundo.

    Autores como Bakhtin, Bourdieu e Paulo Freire ajudam a compreender que a linguagem não é apenas um meio de comunicação, mas um espaço onde identidades são construídas, relações de poder são negociadas e culturas são continuamente reinventadas.

     Em vez de enxergar as gírias como ameaças à língua, talvez seja mais produtivo reconhecê-las como sinais de vitalidade. Afinal, uma língua viva é aquela que continua sendo recriada por seus falantes. E, nesse processo permanente de invenção, cada geração deixa sua marca na história da linguagem.


Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/farmar-aura-pertencimento-e-juventude-na-era-digital/. Acesso em: 2 jul. 2026. Adaptado. 
“Inundou o espaço entre adolescentes e jovens nas redes sociais: farmar aura. E gerou muitas dúvidas entre os parentes sobre o que seria exatamente isso.”

Acerca da formação do vocábulo farmar, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4243278 Português
Rota do Café


A rota resgata a tradição e a cultura cafeeira do Estado. É uma aventura que proporciona aos visitantes a oportunidade única e envolvente de volta às origens, conhecimento da história regional e vivência dos atrativos naturais e culturais do norte do Paraná. É possível também agradar ao paladar provando os quitutes e o fruto que dá nome à rota.

Fonte: www.viajeparana.com/Ibipora (adaptado)
Todas as palavras em destaque são adjetivos que modificam um substantivo, atribuindo-lhe uma qualidade, EXCETO em:
Alternativas
Q4243277 Português
Rota do Café


A rota resgata a tradição e a cultura cafeeira do Estado. É uma aventura que proporciona aos visitantes a oportunidade única e envolvente de volta às origens, conhecimento da história regional e vivência dos atrativos naturais e culturais do norte do Paraná. É possível também agradar ao paladar provando os quitutes e o fruto que dá nome à rota.

Fonte: www.viajeparana.com/Ibipora (adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA de elemento(s) empregado(s) no fragmento acima.
Alternativas
Q4242919 Português
"A leitura amplia o conhecimento, desenvolve o senso crítico e fortalece a capacidade de comunicação. Por isso, ler diariamente é um hábito importante para a formação do cidadão."

Com base no texto acima, assinale a alternativa em que a classificação gramatical da palavra destacada está CORRETA: 
Alternativas
Q4242207 Português
Texto


Já notou que seus avós encolhem enquanto você cresce? A medicina explica


— Como em uma gangorra, idosos perdem até sete centímetros, enquanto a altura dos netos aumenta


— Funcionamento dos ossos e dos músculos em idades avançadas contribuem para o encolhimento


Autor: João Kawada


Beatriz, de 11 anos, passa parte das férias na casa da avó Thereza, de 80. Juntas, adoram pintar quadros de gatinhos e paisagens coloridas.

Entre uma visita e outra, Bibi, o apelido da mais nova, foi percebendo que a avó parecia menor diante do cavalete, enquanto ela o alcançava sem esforço. Dona Thereza até brinca com a situação: “Vou começar a pintar de salto alto”.

Talvez você já tenha percebido esse fenômeno. Com o tempo, os netos crescem, ficando cada vez mais altos, e os avós decrescem, encolhendo conforme avança a idade. É como numa gangorra: as coisas se invertem. E isso não é mera impressão, segundo a medicina.

A partir dos 40 anos, o ser humano a perde cerca de 1 centímetro por década, segundo o MedlinePlus, site que funciona como uma enorme biblioteca de medicina. Depois dos 70, o processo acelera, podendo variar de 2,5 cm a 7,5 cm ao longo do restante da vida — equivalente ao tamanho de uma bola de tênis.

Isso acontece por vários motivos. É comum, por exemplo, a postura encurvar, em especial na parte de cima das costas, explica o ortopedista Henrique Motizuki, da Sociedade Brasileira de Coluna — ortopedista é o médico que cuida de ossos, músculos e coluna.

Os ossos funcionam como pilares que sustentam o corpo, parecidos com os mesmos pilares usados para segurar uma casa ou os famosos templos da Grécia. Sem eles, seríamos moles como gelatina. Com o tempo, eles ficam mais fracos e achatados, o que nos faz diminuir.

Se você já notou que sua avó encolhe mais do que o seu avô, há uma explicação também para isso. Os ossos dela tendem a ficar mais frágeis depois da menopausa, fase na qual o corpo da mulher deixa de poder ter filhos e diminui a produção de hormônios — substâncias mensageiras que indicam ao organismo suas tarefas.

[…]


Os músculos também mudam. São como elásticos que puxam ossos para correr, brincar, falar e até respirar. Com o passar dos anos, ficam menores e mais fracos, o que pode dificultar movimentos simples, como levantar-se de uma cadeira ou carregar peso. E tem mais: a coluna é um tubo de ossos empilhados nas costas com a função de mexer, virar e dobrar. Nela, há 23 discos —parecidos com almofadinhas cheias de água— que amortecem movimentos.

Durante o dia, eles perdem líquido quando andamos e pulamos. À noite, recuperam parte da água, mas, com os anos, param de “inchar” como antes. Nesse processo, alguns centímetros também se vão.

Mas dá para prevenir tudo isso? Sim. O ortopedista Lucas Jacobus, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, recomenda alguns cuidados durante a juventude: alimentar-se bem, com cálcio e vitamina D, tomar sol e praticar atividades físicas de força e equilíbrio.

Também é importante, ele diz, evitar o cigarro e o excesso de álcool, além de tratar cedo doenças que enfraquecem.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2025/09/ja-notouque-seus-avos-encolhem-enquanto-voce-cresce-a-medicinaexplica.shtml

 Considere a parte a seguir.


“Beatriz, de 11 anos, passa parte das férias na casa da avó Thereza, de 80.”


Assinale a alternativa em que a palavra mencionada é um substantivo próprio.

Alternativas
Q4242189 Português
Nos processos de formação de palavras, marque a coluna com parênteses de acordo com os significados das palavras da coluna numerada.
1- Derivação prefixal ou prefixação. 2- Derivação sufixal ou sufixação. 3- Derivação sufixal e prefixal. 4- Composição por aglutinação. 
( ) Rever. ( ) Petróleo. ( ) Bebedouro. ( ) Descortesia.
Alternativas
Q4241867 Português

Texto para o item.



Por que tantas indústrias estão trocando

as capitais pelo interior do Brasil


    Entre os estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém‑publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 – e confirmaram com números uma “neoindustrialização” do país puxada pelas cidades do interior.


    Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos estados do Centro‑Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas.


    “Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos”, exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. “O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa”, diz ele.


    Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista – polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo –, agora florescem em outras partes do Brasil.


Internet: (com adaptações).



A respeito dos aspectos linguísticos e do vocabulário empregado no texto, julgue o item seguinte.

Com intuito de conferir maior formalidade ao texto, o trecho “puxada pelo agronegócio” poderia ser substituído por impulsionada pelo agronegócio, sem prejuízo da coerência textual ou da adequação gramatical do texto.
Alternativas
Q4240959 Português
Por que utilizar o Cadúnico como fonte de informação para orientar políticas públicas?


        O CadUnico reúne dados da população com renda per capita de ate meio salário-mínimo, ou ate três salários_ mínimos como renda familiar total. Os dados do cadastro contribuem para subsidiar dezenas de programas federais, notadamente aqueles voltados à população de baixa renda. Nesse sentido, aponta-se que o CadUnico possui ampla abrangência da população pobre.

    No período 2016-2022 o CadUnico foi alvo de desmontes e desmobilizações. A partir de ZO23 foram despendidos esforços no sentido do aprimoramento da base, inclusão de novas famílias via programas sociais, revisão de normas para aprimorar a averiguação e revisão cadastral, além do esforço do Ipea na geocodificação de toda a base que permite cruzamentos detalhados com bases diversas de dados, inclusive municipais.

        A principal desvantagem no uso dos dados do CadUnico diz respeito ao fato de que se tratam de dados autodeclarados. Nesse sentido, há a recomendação de que o ministério responsável desenvolva uma estratégia de verificação, que pode ocorrer por amostragem, com o potencial de garantir maior confiabilidade aos dados.

        Um ponto que pode ser considerado uma desvantagem a longo prazo diz respeito ao maior foco do CadÚnico nas famílias mais vulneráveis, de modo que não necessariamente todas as famÍlias que deveriam ser atendidas pela Lei de ATHIS - aquelas com renda de até três salários-mínimos - estejam incluídas no Cadastro. Contudo, tendo em vista a necessidade de priorização dos beneficiários devido aos usualmente limitados recursos para implementação da referida legislação, vislumbra-se esta como uma vantagem, já que revela a parcela de maior vulnerabilidade e, nesse sentido, prioritária.

       Complementarmente, o cadastro tem sido utilizado em distintas iniciativas para acompanhamento da situação habitacional. Os principais exemplos são do Espírito Santo, iniciativa do Instituto Jones dos Santos Neves desde 2015, que se beneficia também da possibilidade de desagregação dos dados para monitorar o déf icit habitacional quantitativo municipal em periodicidade anual. A partir desta referência, o Instituto Mauro Borges desenvolveu metodologia semelhante em Goiás. Posteriormente, esta metodologia foi adaptada pelo Ipea para investigar a existência de deficit habitacional na situação de moradia anterior das famílias contempladas pelo Minha Casa Minha Vida, enquadradas na Faixa 1 do programa, nas 20 maiores cidades do país.

Fonte: INSTITUTO DE PESeUISA ECONOMICA ApLICADA (tpEA) Nota
Tecnica no 55. BrasÍlia, DF. Ipea, 2025
Considerando a estrutura e a formação das palavras extraídas do texto, assinale a alternativa em que o elemento sublir-rhado está INCORRETAMENTE classificado.
Alternativas
Q4236254 Português
Considerando o sentido das palavras no contexto em que foram empregadas no texto, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras sublinhadas nos trechos abaixo, retirados do texto, a seus respectivos sinônimos.

Coluna 1

1. “para dar lugar ao cuidado e ao vínculo com aqueles animais”.
2. “Meu cão Franc foi treinado para dar suporte emocional a pacientes internados”.
3. “Mas eles reforçam a sensação de não estar sozinho”.

Coluna 2

( ) Impressão.
( ) Ligação.
( ) Amparo.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4235828 Português

Um pé de cedro


                                                                                                                                             Por Adriana Antunes


q_1 t.png (627×492)


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/um-pede-cedro-cmqznhwxg00c2015tlwtwlvqp.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho abaixo, retirado do texto, qual é, respectivamente, a classificação gramatical dos vocábulos sublinhados “já”, “que” e “a”?
“Ela já existia no terreno, mas ele disse que eu poderia considerar a árvore como sendo minha”. 
Alternativas
Q4235768 Português
Por que existem dois Congos na África?





(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-emais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra do trecho abaixo, retirado do texto, que seja um substantivo.

“Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder”.
Alternativas
Q4235767 Português
Por que existem dois Congos na África?





(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-emais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa em que a palavra iniciada por letra maiúscula NÃO indica o nome de um país.
Alternativas
Respostas
641: A
642: B
643: A
644: C
645: C
646: A
647: C
648: E
649: E
650: B
651: A
652: C
653: B
654: A
655: C
656: D
657: D
658: C
659: D
660: B