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Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Foram encontradas 26.992 questões

Q3405230 Português
Grama, geladeira, dica. Essas e outras palavras e expressões brasileiras têm se tornado cada vez mais comuns no vocabulário dos portugueses, segundo linguistas e estudiosos do tema.
Fonte: (https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51jkl0y9nlo.adaptado.)
Assinale a opção correta quanto às classes de palavras apresentadas.
Alternativas
Q3405228 Português
Elas são usadas principalmente por crianças e adolescentes, que seguem com 'assiduidade' influencers e youtubers do Brasil nas redes sociais.
Fonte: (https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51jkl0y9nlo.adaptado.)
O vocábulo destacado é formado pelo processo de: 
Alternativas
Q3405183 Português

COMO USO EXCESSIVO DE CELULAR IMPACTA CÉREBRO DA CRIANÇA


    O caso de um menino de 13 anos da Paraíba que, no dia 19 de março, confessou ter matado a mãe e o irmão e ferido o pai com uma arma de fogo após ser proibido de usar o celular reacendeu o debate sobre os efeitos que smartphones, tablets e outros aparelhos eletrônicos podem ter na saúde mental de crianças e adolescentes.

    Embora esse seja um episódio extremo, especialistas consultados pela BBC News Brasil relatam que é possível notar um aumento nas queixas que chegam até os consultórios relacionadas ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos.

    Nesta reportagem, mostramos que pesquisa com famílias brasileiras apontou que o uso de dispositivos eletrônicos diminuiu a capacidade de comunicação, de resolução de problemas e de sociabilidade de crianças até 5 anos. E o problema não se limita à primeira infância — o contato excessivo com telas mexe com o cérebro de jovens, que ainda não está suficientemente amadurecido para controlar impulsos, fazer julgamentos, manter a atenção e tomar decisões.

    "Faço parte de uma rede de pediatras e médicos de adolescentes e nunca vi tantos relatos de problemas causados pelo exagero na internet, seja nas redes sociais, seja pelos jogos online", analisa a médica Evelyn Eisenstein, que coordena o Grupo de Trabalho em Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

    E uma pesquisa feita em 2019 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil dá uma ideia da popularidade das plataformas online entre os jovens do país. O levantamento aponta que 89% da população de 9 a 17 anos está conectada, o que representa 24,3 milhões de crianças e adolescentes. Desses, 95% (ou 23 milhões) usam o celular como o principal dispositivo para acessar sites e aplicativos.

    Mas os números que mais preocupam os especialistas vêm a seguir: 43% dos jovens brasileiros já testemunharam episódios de discriminação online. E as meninas são as mais impactadas por conteúdos prejudiciais: 31% foram tratadas de forma ofensiva, 27% acabaram expostas à violência e 21% acessaram materiais sobre estratégias para ficar muito magra.

    O levantamento ainda indica que um quarto dos jovens brasileiros consideram que ficam muito tempo conectados e não conseguem controlar muito bem esse período na frente das telas.

    Por um lado, é preciso considerar que os celulares fazem parte da rotina e é muito difícil viver sem eles. Inclusive, quando utilizados na medida certa, esses dispositivos trazem mais benefícios que prejuízos.

    "Nem tudo é ruim quando falamos dos smartphones. Eles também trazem coisas boas e fazem parte da vivência do que é ser jovem hoje em dia", pondera o psicólogo Thiago Viola, do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul.

    Por outro, o exagero faz mal à saúde da mente e do corpo — e os efeitos podem ser ainda mais danosos nas duas primeiras décadas de vida.

    "Como tudo, o problema está no excesso e na falta de controle adequado", complementa Viola, que também é professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. (...)


PROBLEMA QUE VEM DE BERÇO

   

     Uma cena que se torna cada vez mais comum em shoppings centers, restaurantes e outros espaços públicos é a de um adulto colocando vídeos cheios de estímulos sonoros e visuais na frente de um bebê. A ideia é que a criança fique entretida enquanto os pais ou os tutores fazem uma determinada atividade (como almoçar ou comprar algo, por exemplo).

    Os especialistas alertam que exagerar nessa exposição às telas, ainda mais numa idade tão precoce, pode prejudicar o desenvolvimento do recém-nascido.

    "Quando os pais fornecem à criança um vídeo no celular ou no tablet, isso ativa as vias de processamento cerebral que são predominantemente passivas", explica o médico Rodrigo Machado, do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

    "E esse tipo de atividade passiva ocupa um tempo em que o bebê poderia ser estimulado com atividades mais ativas, que aperfeiçoam a capacidade de coordenação motora e outras habilidades importantes nessa faixa etária." [...]


COMO DESATAR ESSE NÓ?

  

      Considerando o fato de que os celulares são parte da rotina da vasta maioria das pessoas, será que é possível ter uma relação mais saudável com a tecnologia? E como identificar as situações em que o uso desses dispositivos ultrapassou os limites, especialmente na infância e na adolescência?

    "A primeira coisa é estabelecer limites. A criança e o adolescente precisam saber que podem entrar na internet por um determinado número de horas por dia", sugere Viola.

    A recomendação de tempo varia de acordo com a faixa etária. Em diretrizes publicadas recentemente, a SBP indica que crianças menores de dois anos não tenham nenhum acesso às telas. Dos três aos seis anos, é possível ofertar atividades em dispositivos eletrônicos por 30 minutos a uma hora, sempre com a supervisão de um adulto.

    E, entre o sexto e o décimo ano de vida, é possível ampliar um pouquinho esse limite, desde que exista um acompanhamento de alguém responsável.

    "É muito importante mesclar as atividades online com outros momentos de lazer, brincadeiras e conversas presenciais entre familiares e amigos", continua o psicólogo.

    "Já os pais de crianças menores não podem usar o celular ou o tablet como bengala, para deixar a criança entretida enquanto eles fazem outras atividades", acrescenta.

    Eisenstein também joga a responsabilidade no colo das grandes empresas de tecnologia. "Elas ganham bilhões todos os anos e querem justamente fisgar esse público mais jovem, para que eles se transformem em novos consumidores", critica.

    "É preciso pensar na responsabilidade social de companhias como Google, YouTube, Facebook, entre outras, que só estão começando a se preocupar com esse aspecto mais recentemente", cita.

    A pediatra também entende que os governos devem criar leis para proteger melhor a população mais jovem de todos os malefícios do abuso das plataformas digitais.

    Por fim, vale reforçar que existem formas de identificar e tratar os quadros de vício no uso de celular e outros dispositivos eletrônicos.

    "A primeira coisa é observar se a prática está prejudicando algum aspecto da vida daquele indivíduo. Se ele apresenta dificuldades nos âmbitos social, profissional, educacional ou familiar, é necessário buscar a avaliação de um profissional de saúde", orienta Machado.

    Alguns exemplos práticos desse prejuízo são a queda no rendimento escolar, a substituição do dia pela noite, a ausência do jovem nas refeições e a falta de uma rotina estabelecida.

    Para os casos em que há diagnóstico de um transtorno, é possível intervir por meio da terapia cognitivo comportamental, uma abordagem da psicologia que busca analisar, racionalizar e propor intervenções nos hábitos e nos pensamentos do paciente.

    "Nesse contexto, a primeira intervenção é se desconectar aos poucos. De nada adianta castigar ou tirar o celular da criança ou do adolescente de forma brusca e definitiva", aponta Eisenstein. "E, claro, esse ato de se desconectar da internet precisa envolver todos os integrantes da família, não apenas os jovens", destaca a pediatra. [...]



André Biernath. Da BBC News Brasil em Londres. Disponível em: Como uso excessivo de celular impacta cérebro da criança - BBC News Brasil acesso em:04/12/2023.

Identifique a classificação morfológica das palavras destacadas na frase a seguir: "Nesse contexto, a primeira intervenção é se desconectar aos poucos." Qual é a classificação morfológica da palavra "aos" na frase?
Alternativas
Q3405180 Português

COMO USO EXCESSIVO DE CELULAR IMPACTA CÉREBRO DA CRIANÇA


    O caso de um menino de 13 anos da Paraíba que, no dia 19 de março, confessou ter matado a mãe e o irmão e ferido o pai com uma arma de fogo após ser proibido de usar o celular reacendeu o debate sobre os efeitos que smartphones, tablets e outros aparelhos eletrônicos podem ter na saúde mental de crianças e adolescentes.

    Embora esse seja um episódio extremo, especialistas consultados pela BBC News Brasil relatam que é possível notar um aumento nas queixas que chegam até os consultórios relacionadas ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos.

    Nesta reportagem, mostramos que pesquisa com famílias brasileiras apontou que o uso de dispositivos eletrônicos diminuiu a capacidade de comunicação, de resolução de problemas e de sociabilidade de crianças até 5 anos. E o problema não se limita à primeira infância — o contato excessivo com telas mexe com o cérebro de jovens, que ainda não está suficientemente amadurecido para controlar impulsos, fazer julgamentos, manter a atenção e tomar decisões.

    "Faço parte de uma rede de pediatras e médicos de adolescentes e nunca vi tantos relatos de problemas causados pelo exagero na internet, seja nas redes sociais, seja pelos jogos online", analisa a médica Evelyn Eisenstein, que coordena o Grupo de Trabalho em Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

    E uma pesquisa feita em 2019 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil dá uma ideia da popularidade das plataformas online entre os jovens do país. O levantamento aponta que 89% da população de 9 a 17 anos está conectada, o que representa 24,3 milhões de crianças e adolescentes. Desses, 95% (ou 23 milhões) usam o celular como o principal dispositivo para acessar sites e aplicativos.

    Mas os números que mais preocupam os especialistas vêm a seguir: 43% dos jovens brasileiros já testemunharam episódios de discriminação online. E as meninas são as mais impactadas por conteúdos prejudiciais: 31% foram tratadas de forma ofensiva, 27% acabaram expostas à violência e 21% acessaram materiais sobre estratégias para ficar muito magra.

    O levantamento ainda indica que um quarto dos jovens brasileiros consideram que ficam muito tempo conectados e não conseguem controlar muito bem esse período na frente das telas.

    Por um lado, é preciso considerar que os celulares fazem parte da rotina e é muito difícil viver sem eles. Inclusive, quando utilizados na medida certa, esses dispositivos trazem mais benefícios que prejuízos.

    "Nem tudo é ruim quando falamos dos smartphones. Eles também trazem coisas boas e fazem parte da vivência do que é ser jovem hoje em dia", pondera o psicólogo Thiago Viola, do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul.

    Por outro, o exagero faz mal à saúde da mente e do corpo — e os efeitos podem ser ainda mais danosos nas duas primeiras décadas de vida.

    "Como tudo, o problema está no excesso e na falta de controle adequado", complementa Viola, que também é professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. (...)


PROBLEMA QUE VEM DE BERÇO

   

     Uma cena que se torna cada vez mais comum em shoppings centers, restaurantes e outros espaços públicos é a de um adulto colocando vídeos cheios de estímulos sonoros e visuais na frente de um bebê. A ideia é que a criança fique entretida enquanto os pais ou os tutores fazem uma determinada atividade (como almoçar ou comprar algo, por exemplo).

    Os especialistas alertam que exagerar nessa exposição às telas, ainda mais numa idade tão precoce, pode prejudicar o desenvolvimento do recém-nascido.

    "Quando os pais fornecem à criança um vídeo no celular ou no tablet, isso ativa as vias de processamento cerebral que são predominantemente passivas", explica o médico Rodrigo Machado, do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

    "E esse tipo de atividade passiva ocupa um tempo em que o bebê poderia ser estimulado com atividades mais ativas, que aperfeiçoam a capacidade de coordenação motora e outras habilidades importantes nessa faixa etária." [...]


COMO DESATAR ESSE NÓ?

  

      Considerando o fato de que os celulares são parte da rotina da vasta maioria das pessoas, será que é possível ter uma relação mais saudável com a tecnologia? E como identificar as situações em que o uso desses dispositivos ultrapassou os limites, especialmente na infância e na adolescência?

    "A primeira coisa é estabelecer limites. A criança e o adolescente precisam saber que podem entrar na internet por um determinado número de horas por dia", sugere Viola.

    A recomendação de tempo varia de acordo com a faixa etária. Em diretrizes publicadas recentemente, a SBP indica que crianças menores de dois anos não tenham nenhum acesso às telas. Dos três aos seis anos, é possível ofertar atividades em dispositivos eletrônicos por 30 minutos a uma hora, sempre com a supervisão de um adulto.

    E, entre o sexto e o décimo ano de vida, é possível ampliar um pouquinho esse limite, desde que exista um acompanhamento de alguém responsável.

    "É muito importante mesclar as atividades online com outros momentos de lazer, brincadeiras e conversas presenciais entre familiares e amigos", continua o psicólogo.

    "Já os pais de crianças menores não podem usar o celular ou o tablet como bengala, para deixar a criança entretida enquanto eles fazem outras atividades", acrescenta.

    Eisenstein também joga a responsabilidade no colo das grandes empresas de tecnologia. "Elas ganham bilhões todos os anos e querem justamente fisgar esse público mais jovem, para que eles se transformem em novos consumidores", critica.

    "É preciso pensar na responsabilidade social de companhias como Google, YouTube, Facebook, entre outras, que só estão começando a se preocupar com esse aspecto mais recentemente", cita.

    A pediatra também entende que os governos devem criar leis para proteger melhor a população mais jovem de todos os malefícios do abuso das plataformas digitais.

    Por fim, vale reforçar que existem formas de identificar e tratar os quadros de vício no uso de celular e outros dispositivos eletrônicos.

    "A primeira coisa é observar se a prática está prejudicando algum aspecto da vida daquele indivíduo. Se ele apresenta dificuldades nos âmbitos social, profissional, educacional ou familiar, é necessário buscar a avaliação de um profissional de saúde", orienta Machado.

    Alguns exemplos práticos desse prejuízo são a queda no rendimento escolar, a substituição do dia pela noite, a ausência do jovem nas refeições e a falta de uma rotina estabelecida.

    Para os casos em que há diagnóstico de um transtorno, é possível intervir por meio da terapia cognitivo comportamental, uma abordagem da psicologia que busca analisar, racionalizar e propor intervenções nos hábitos e nos pensamentos do paciente.

    "Nesse contexto, a primeira intervenção é se desconectar aos poucos. De nada adianta castigar ou tirar o celular da criança ou do adolescente de forma brusca e definitiva", aponta Eisenstein. "E, claro, esse ato de se desconectar da internet precisa envolver todos os integrantes da família, não apenas os jovens", destaca a pediatra. [...]



André Biernath. Da BBC News Brasil em Londres. Disponível em: Como uso excessivo de celular impacta cérebro da criança - BBC News Brasil acesso em:04/12/2023.

Leia o trecho a seguir e assinale a alternativa correta, com base nos conceitos morfossintáticos.



"Faço parte de uma rede de pediatras e médicos de adolescentes e nunca vi tantos relatos de problemas causados pelo exagero na internet, seja nas redes sociais, seja pelos jogos online", analisa a médica Evelyn Eisenstein, que coordena o Grupo de Trabalho em Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).



I. No trecho destacado, a palavra "adolescentes" pode ser analisada morfologicamente como um substantivo.



II. (SBP) é uma sigla, e não uma redução de palavras.



III. “Faço parte de uma rede de pediatras e médicos de adolescentes” o verbo FAZER possui um sujeito implícito, também chamado de oculto. Qual(is) afirmativa(s) é(são) verdadeira(s)?

Alternativas
Q3405010 Português

TEXTO PARA  A QUESTÃO.


Obesidade atinge mais de 1 bilhão de pessoas no mundo,

mostra análise global 


    Mais de 1 bilhão de pessoas estão vivendo com obesidade no mundo, de acordo com uma análise global publicada na revista The Lancet nesta quinta-feira (29). A pesquisa foi feita em colaboração com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Os dados mostram que a doença mais do que dobrou entre adultos e quadruplicou entre crianças e adolescentes de 5 a 19 anos, no período entre 1990 e 2022.


    Segundo a análise, 159 milhões de crianças e adolescentes e 879 milhões de adultos viviam com obesidade em 2022. Em 1990, o número de meninos e meninas obesos era de 31 milhões, enquanto o de adultos era de 195 milhões.


    Entre meninas e meninos, as taxas de obesidade foram quatro vezes maiores do que em 1990 (de 1,7% para 6,9% e de 2,1% para 9,3%, respectivamente). O número de crianças e adolescentes que estavam em baixo peso em 2022 também reduziu, de 10,3% em 1990 para 8,2% em 2022, em meninas, e de 16,7% para 10,8%, em meninos.


    Em adultos, as taxas de obesidade mais do que dobraram entre as mulheres (8,8% para 18,5%) e quase triplicaram nos homens (4,8% para 14%), entre 1990 e 2022. A proporção de adultos com baixo peso também caiu pela metade nesse período, indo de 14,5% para 7%, nas mulheres e 13,7% para 6,2%, nos homens. 


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude (adaptado)

Em "publicada na revista The Lancet", a expressão "na revista" utiliza "na" que é a contração da preposição "em" com o artigo: 
Alternativas
Q3404966 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.


Texto 04 




Fonte: ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/269512358931613483/. Acesso em: 1 abr. 2024.

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura de composição do texto 04.


I- Verifica-se a presença de marcas de coloquialidade, o uso da linguagem denotativa e do registro formal.
II- Observa-se que o verbo “sentir” passou pelo processo de derivação imprópria, já que foi substantivado.
III- Observa-se que, no primeiro período, no trecho “A gente carece de fingir às vezes que raiva tem [...]”, houve a inversão do objeto direto.
IV- Nota-se que a posição proclítica do pronome “se”, em todos os seus usos, deve-se à presença de palavra atrativa.
V- Ressalta-se que o uso do sinal grave indicativo de crase em às vezes” se justifica por essa expressão se tratar de uma locução adverbial feminina.


Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Q3404872 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere. 


Texto 02 




Disponível em: https://www.pensador.com/frase. Acesso em: 1 abr. 2024. 

No texto, em “deixar-me”, o pronome “me” insere uma ideia de 
Alternativas
Q3404720 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.  



Texto 01



Por que a Geração Z é alvo de críticas no mercado de trabalho?


            A crença de muitos é a de que a Geração Z não é tão esforçada, resiliente ou motivada quanto o resto do mercado de trabalho. Um levantamento do site de currículos Resume Builder mostrou que, para os profissionais mais experientes, os nascidos entre os anos 1995 e 2009, que estão começando sua vida profissional, são mais difíceis de se trabalhar junto do que as outras gerações.


            Na pesquisa, 12% dos profissionais apontaram que já demitiram um funcionário da Geração Z com menos de uma semana de serviço. Entre os principais motivos, os profissionais relatam sentirem que existe uma falta de habilidades de comunicação, de motivação e de esforço desses jovens.  


            A mesma pesquisa aponta que, para os gerentes e chefes de equipe, 1 a cada 3 prefere contratar Millennials (os nascidos entre 1982 e 1994), ou a Geração X (de 1965 até 1981). O que pouca gente comenta é que essas gerações, quando entraram no mercado de trabalho, também foram alvo de críticas e desafiaram os modelos já existentes.


            Quando os Millennials entraram no mercado de trabalho, havia muitos embates. Eles também foram considerados impacientes, irresponsáveis e insubordinados. Daniela Diniz, jornalista e especialista em relações institucionais na Great People e Great Place to Work, explica que isso aconteceu com cada uma das gerações, pois todas são marcadas por trazerem propostas diferentes para o mercado.


            A Geração X, nascida durante os anos de ditadura no Brasil, entrou no mercado de trabalho no momento em que estava acontecendo no mundo corporativo um processo chamado de downsizing. Em outras palavras, empresas começavam a passar por corte de gastos e, consequentemente, desligamentos de trabalhadores.


            “Isso fez com que muitas organizações enxugassem os seus quadros, demitindo esses profissionais que eram extremamente fiéis”, contextualiza Daniela. E é nesse contexto que a Geração X entra no mercado de trabalho e começa a questionar a lealdade dos trabalhadores a apenas uma corporação.  


            Segundo a especialista, foi um componente muito importante para o mercado de trabalho, pois a Geração X rompeu com essa lealdade e começou a procurar empresas que pagassem melhor e que oferecessem melhores possibilidades de desenvolvimento e crescimento na carreira. Esse movimento levou as corporações a buscarem melhorar seus benefícios para atrair profissionais.


            “A entrada de uma nova geração sempre vai dar uma chacoalhada, porque a gente está falando de jovens que vêm com um conceito diferente de mundo”, explica a profissional. Ela complementa que os mais novos têm uma maturidade diferente de quem já está no mercado de trabalho. Para Daniela, eles precisam ainda adquirir uma certa experiência, conhecer o que é uma corporação, e tudo isso leva tempo.


            “A imaturidade é um traço da juventude. Quando a gente tem 20 anos, a gente é muito mais imaturo do que quando a gente tem 30, 40 e por assim vai”, complementa Daniela. “São anos de vida que você vai acumulando experiência, leituras de cenário, adversidades, conquistas e derrotas, e tudo isso vai moldando a sua personalidade e a sua resiliência. [...]


Disponível em: vidasimples.com. Acesso em: 1 abr. 2024. Adaptado. 
 

Considere a passagem do texto:


“Quando os Millennials entraram no mercado de trabalho, havia muitos embates. Eles também foram considerados impacientes, irresponsáveis e insubordinados.” 


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística do trecho. 


I- O termo “quando” insere na passagem uma circunstância de tempo.

II- O verbo “havia” foi usado no singular por se tratar de verbo impessoal.

III- As vírgulas, usadas nos dois períodos da passagem, separam orações.

IV- Os adjetivos presentes no segundo período, referem-se ao termo “eles”.

V- O termo “também” foi usado, no segundo período, com ideia de adição.



Estão CORRETAS as afirmativas 

Alternativas
Q3404485 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



As Viagens de Marco Polo: a verdadeira história do livro do século XIV



É possível confiar em um homem que afirma ter visto um unicórnio na ilha de Sumatra, na Indonésia?


Esta e outras questões igualmente válidas lançam dúvidas sobre a confiabilidade dos relatos de Marco Polo (1254-1324), desde que o livro As Viagens de Marco Polo se tornou um best-seller, no século XIV.


A obra foi traduzida para dezenas de idiomas, copiada à mão em incontáveis manuscritos e era disponível em qualquer local sofisticado da Europa.


O livro de Marco Polo é o primeiro relato europeu sobre a Rota da Seda. Suas histórias são repletas de maravilhas, especiarias, ouro e pedras preciosas.


Elas também descrevem hábitos extravagantes e fascinantes estratégias de guerra. Tudo isso faz com que a leitura do relato de viagem seja um verdadeiro prazer — mas também, em parte, algo "difícil de acreditar", como observou um copista particularmente escrupuloso ao lado da sua cópia.


Mas não é preciso ser tão cético. Atualmente, setecentos anos após a morte de Marco Polo, no dia 8 de janeiro de 1324, podemos dizer com bastante certeza de que o famoso comerciante, explorador, escritor e antropólogo autodidata veneziano, de fato, viu um unicórnio — ou, pelo menos, não teria mentido a respeito.


"Veneza era a Nova York do mundo da época", segundo o historiador italiano Pieralvise Zorzi. Sua família tem raízes que remontam aos tempos de Marco Polo e mais além.


A cidade era uma metrópole multicultural e receptiva — um centro comercial vibrante que conectava o Ocidente ao Oriente e onde a única religião verdadeira era o comércio. E a família Polo se destacou nesta atividade.


O pai de Marco Polo, Niccolò, e seu tio, Matteo, tinham um palácio muito próximo onde hoje fica o apartamento de Zorzi no Grande Canal de Veneza.


Eles também mantinham escritórios em Istambul, na Turquia, mas sua perspicácia os levou a fechá-los pouco antes que os gregos tomassem a cidade e expulsassem os venezianos.


Niccolò e Matteo Polo venderam tudo na hora certa e saíram para o Oriente, em busca de novos mercados. Eles comercializaram seda, especiarias, pedras preciosas e a cobiçada glândula de um pequeno animal, o veado-almiscareiro, usada no preparo de perfumes.


Eles voltaram a Veneza depois de alguns anos e, na sua segunda viagem à China, em 1271, levaram Marco Polo, então com dezessete anos de idade.


Segundo o relato de Marco Polo, eles viajaram por três anos ao longo da Rota da Seda, a partir de Israel. Eles cruzaram o Oriente Médio e boa parte da Ásia Central, até a corte do imperador mongol Kublai Khan, neto de Gengis Khan, em Pequim, na China.


Os viajantes passaram cerca de vinte anos na China, negociando e trabalhando como uma espécie de embaixadores do governo local.


A família Polo voltou à Europa via Sumatra e ilhas Andaman, no Oceano Índico. Eles contornaram a Índia pelo mar até chegar ao Iêmen, Istambul e, finalmente, Veneza.


Quando os três comerciantes chegaram, Marco Polo estava na casa dos quarenta anos. A lenda conta que, quando eles bateram à porta do seu palácio, o servo perguntou quem era e eles responderam: os donos.


Mas, um ano depois, Marco Polo foi preso. Ele foi capturado pelos genoveses em uma das batalhas entre as cidades marítimas rivais de Veneza e Gênova.


Na prisão, ele teve a sorte de conhecer o escritor e editor Rustichello de Pisa, que percebeu o potencial literário do relato de Marco Polo sobre um mundo que, na época, era bastante desconhecido dos europeus. Eles, então, escreveram a história.


O livro foi um sucesso. O texto era tão envolvente que foi copiado inúmeras vezes e traduzido para diversos idiomas.


E quanto ao unicórnio?


Marco Polo explicou que seu chifre é grosso e preto. Sua cabeça parece a de um javali selvagem, ele está sempre olhando para baixo e adora a lama.


"Ele é muito feio e não se parece em nada com o que imaginamos, nem com uma criatura que pudesse ser embalada por uma mulher virgem, pelo contrário", escreveu ele.


Marco Polo realmente viu esse animal. Era o que hoje chamamos de rinoceronte.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8v2zrnqpe4o. Adaptado.

A cidade era uma metrópole multicultural e receptiva — um centro comercial vibrante que conectava o Ocidente ao Oriente e onde a única religião verdadeira era o comércio. E a família Polo se destacou nesta atividade.
Na frase em questão, existem:
Alternativas
Q3404209 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Algumas pessoas se sentem cansadas o tempo todo

O cansaço é uma queixa muito comum entre os pacientes da médica Rosalind Adam, que trabalha em Aberdeen, no Reino Unido, há mais de uma década.
A condição é tão comum que o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido tem seu próprio nome para ela: "cansado o tempo todo".
Mas, apesar da sua onipresença, a compreensão dos cientistas sobre a fadiga é incrivelmente limitada, incluindo suas causas, como ela altera o nosso corpo e o cérebro e sua melhor forma de tratamento. Até a sua definição é complicada.
O cansaço é diferente do sono, que é mais uma propensão a adormecer. Os dois estão relacionados, mas a fadiga é muito mais multidimensional. É uma espécie de conceito geral da sensação de cansaço. E existem muitas formas de se sentir cansado. Existe, por exemplo, a fadiga física, que você sente depois de uma longa caminhada ou de uma sessão particularmente extenuante na academia.
Esta é a fadiga fisiológica normal, pois ela é fácil de compreender e as pessoas estudam a fadiga muscular há muito tempo. Mas a fadiga pode também englobar um aspecto emocional e cognitivo. Isso explica por que, quando estamos cansados, podemos sentir nevoeiro cerebral, ter dificuldade para fazer as coisas ou cochilar em meio às outras pessoas.
Somente na última década, os cientistas conseguiram estudar mais a fundo essas outras formas de fadiga, graças aos avanços da tecnologia de formação de imagens e dos testes bioquímicos que nos permitem estudar as mudanças cerebrais em tempo real.
Outra dificuldade é o fato de que a fadiga é incrivelmente subjetiva e pode surgir por inúmeras razões. Ela é um sintoma de muitas doenças e condições crônicas, incluindo câncer, esclerose múltipla, covid longa, depressão e encefalomielite miálgica. Mas pode também ter outras causas, de menor gravidade.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g09w3e4pyo. Adaptado.
Mas, apesar da sua onipresença, a compreensão dos cientistas sobre a fadiga é incrivelmente limitada, incluindo suas causas, como ela altera o nosso corpo e o cérebro e sua melhor forma de tratamento.
Assinale a opção correta quanto às classes gramaticais dos vocábulos apresentados.
Alternativas
Q3404208 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Algumas pessoas se sentem cansadas o tempo todo

O cansaço é uma queixa muito comum entre os pacientes da médica Rosalind Adam, que trabalha em Aberdeen, no Reino Unido, há mais de uma década.
A condição é tão comum que o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido tem seu próprio nome para ela: "cansado o tempo todo".
Mas, apesar da sua onipresença, a compreensão dos cientistas sobre a fadiga é incrivelmente limitada, incluindo suas causas, como ela altera o nosso corpo e o cérebro e sua melhor forma de tratamento. Até a sua definição é complicada.
O cansaço é diferente do sono, que é mais uma propensão a adormecer. Os dois estão relacionados, mas a fadiga é muito mais multidimensional. É uma espécie de conceito geral da sensação de cansaço. E existem muitas formas de se sentir cansado. Existe, por exemplo, a fadiga física, que você sente depois de uma longa caminhada ou de uma sessão particularmente extenuante na academia.
Esta é a fadiga fisiológica normal, pois ela é fácil de compreender e as pessoas estudam a fadiga muscular há muito tempo. Mas a fadiga pode também englobar um aspecto emocional e cognitivo. Isso explica por que, quando estamos cansados, podemos sentir nevoeiro cerebral, ter dificuldade para fazer as coisas ou cochilar em meio às outras pessoas.
Somente na última década, os cientistas conseguiram estudar mais a fundo essas outras formas de fadiga, graças aos avanços da tecnologia de formação de imagens e dos testes bioquímicos que nos permitem estudar as mudanças cerebrais em tempo real.
Outra dificuldade é o fato de que a fadiga é incrivelmente subjetiva e pode surgir por inúmeras razões. Ela é um sintoma de muitas doenças e condições crônicas, incluindo câncer, esclerose múltipla, covid longa, depressão e encefalomielite miálgica. Mas pode também ter outras causas, de menor gravidade.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g09w3e4pyo. Adaptado.
O cansaço é diferente do sono, que é mais uma propensão a adormecer. Os dois estão relacionados, mas a fadiga é muito mais multidimensional.
Assinale a opção que contenha apenas adjetivos.
Alternativas
Q3404125 Português
Rodovia polêmica


A BR-319 foi construída nos anos 1970, durante a ditadura militar, mas foi abandonada por sucessivas administrações posteriormente.

Ela tem 880 quilômetros e corta a região localizada entre os rios Purus e Madeira.

Cientistas avaliam que a rodovia se localiza em uma das regiões mais ricas em biodiversidade de toda a Amazônia e alertam que a região do seu entorno já vem sendo alvo de pressão por conta do avanço do desmatamento ilegal e do agronegócio.

Atualmente, apenas os trechos próximos a Porto Velho e Manaus são trafegáveis durante a maior parte do ano.

O chamado "trecho do meio", com mais de 400 quilômetros, não é asfaltado e fica intrafegável durante a maior parte do ano devido à temporada de chuvas.

No início de 2023, a obra foi incluída pelo governo Lula na lista de projetos prioritários.

Em 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já havia concedido a licença-prévia da obra de asfaltamento do "trecho do meio".

A licença não autorizou o início das obras, mas é interpretada legalmente como uma espécie de atestado da viabilidade econômica e ambiental da obra.

Apesar disso, os trabalhos de asfaltamento não começaram porque ainda dependem de outras duas licenças: a de instalação e de operação.

O processo ainda está em curso no Ibama. O órgão pediu estudos complementares ao Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), vinculado ao Ministério dos Transportes.

Em nota enviada à BBC News Brasil, o Ibama afirmou que aguarda o envio das documentações solicitadas e do requerimento da licença de instalação, que, na prática, autorizaria o início das obras.

Procurado, o Ministério dos Transportes mencionou que o relatório do grupo de trabalho concluiu que haveria viabilidade para as obras na rodovia, mas não respondeu sobre o andamento do processo de licenciamento.

Um dos exemplos usados por parlamentares da bancada da região Norte para defender a conclusão da rodovia é o caos no abastecimento de oxigênio no Amazonas durante a pandemia de Covid-19, em 2021.

Na época, em meio a uma onda da doença, hospitais ficaram sem oxigênio hospitalar durante praticamente um dia, o que teria levado à morte de pacientes graves. Sem ligação terrestre com o restante do país, o Estado dependeu do envio de oxigênio hospitalar por avião e barcos.

Outro argumento usado por eles é de que a rodovia poderia gerar desenvolvimento a uma região historicamente menos favorecida por políticas públicas como a região Norte.

A tese de que a rodovia poderia gerar desenvolvimento aparece no relatório do Ministério dos Transportes divulgado na terça-feira.

"Ficou claro durante as atividades do Grupo de Trabalho que a pavimentação da BR-319 é uma demanda dos cidadãos da região, que anseiam por mobilidade terrestre adequada, que conecte Manaus a Porto Velho e ao restante do Brasil. A rodovia pavimentada garantirá o provimento de serviços básicos, necessários ao desenvolvimento social e econômico da região", diz um trecho do relatório ao qual a BBC News Brasil teve acesso.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/clkk12xnmj2o fragmento)
Em "... o Ibama afirmou que aguarda o envio das documentações solicitadas e do requerimento da licença de instalação".
A concordância estabelecida entre "solicitadas" e "documentações" está de acordo com as regras de concordância nominal regidas pela norma-padrão.
Qual das concordâncias abaixo NÃO será possível, de acordo com essas mesmas regras? 
Alternativas
Q3404083 Português

Leia o cartum a seguir para responder à questão. 



Na frase “Encontrei minha nova morada.”, o verbo sublinhado está no tempo
Alternativas
Q3403914 Português

Leia o texto a seguir.



A professora tenta ensinar Matemática ao Joãozinho.


— Se eu te der 4 chocolates hoje e mais 3 amanhã, tu vais ficar com... com... com...


E o Joãozinho:


Contente!


Disponível em: https://www.ipiadas.com.br/joaozinho/joaozinho-e

a-matematica. Acesso em: 20 jan. 2024.



Sobre as palavras destacadas no texto da anedota, é incorreto afirmar que

Alternativas
Q3403801 Português
A inteligência artificial vai acabar com os testes em animais?

Dos amantes da causa animal aos técnicos de laboratório, ninguém gosta de submeter os animais a testes científicos.

Mas isso acaba sendo feito para ajudar a garantir que os medicamentos e outras substâncias sejam seguros para eventual uso humano.

Os pesquisadores há muito tempo buscam alternativas que não envolvam os animais. Os sistemas de inteligência artificial (IA) agora estão acelerando o trabalho nessa área.

Uma aplicação da IA neste campo pode ser considerada simples e especialistas acreditam que ela está se revelando eficaz. Isso porque a tecnologia utiliza todos os resultados globais de testes em animais existentes e disponíveis e evita a necessidade de novos testes desnecessários.

Isso é útil porque pode ser difícil para os cientistas examinarem décadas de dados para encontrar e analisar exatamente o que procuram, diz Joseph Manuppello, analista de investigação sênior do Comitê de Medicina Responsável, uma organização sem fins lucrativos dos EUA.

"Estou muito entusiasmado com a aplicação de modelos de IA como o ChatGPT para extrair e sintetizar todos esses dados disponíveis e tirar o máximo proveito deles", diz.

Thomas Hartung é professor de Toxicologia na Universidade Johns Hopkins, nos EUA, e também diretor do Centro de Alternativas aos Testes em Animais. Ele diz: "A IA é tão boa quanto um ser humano, ou melhor, na extração de informações de artigos científicos".

Quando se trata dos atuais testes em animais, Hartung diz que a necessidade de testar novos produtos químicos é uma das principais razões. E com mais de 1.000 desses novos compostos entrando no mercado todos os anos, há muito a ser testado.

O professor Hartung diz que sistemas de IA treinados estão começando a ser capazes de determinar a toxicidade de um novo produto químico.

"Ter ferramentas disponíveis onde podemos pressionar um botão e obter uma avaliação preliminar, que nos dá alguns sinais de 'aqui está um problema'... será extremamente útil."

Hartung acrescenta que, embora os sistemas de software sejam usados há muito tempo na Toxicologia, a IA está proporcionando um "enorme salto em frente" tanto em potência quanto em precisão.

"Isso está subitamente criando oportunidades que não existiam antes", diz ele, acrescentando que a IA está agora envolvida em todas as fases dos testes de toxicidade.

A inteligência artificial está sendo usada até mesmo para criar novos medicamentos.

É claro que os sistemas de IA não são perfeitos para determinar a segurança química. Um problema é o fenômeno conhecido como viés de dados.

Um exemplo disso é se um sistema de IA e o seu algoritmo tiverem sido treinados utilizando dados de saúde predominantemente de um grupo étnico.

O risco é que os seus cálculos ou conclusões não sejam inteiramente adequados para pessoas de outra origem étnica.

Mas, como salienta o professor Hartung, testar medicamentos humanos em animais pode, por vezes, ser de pouca utilidade também.

Por exemplo, o medicamento para artrite Vioxx passou pela fase de testes em animais, mas depois foi retirado da venda após estudos terem demonstrado que o uso a longo prazo por seres humanos levou a um risco aumentado de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral.

Por outro lado, alguns medicamentos amplamente utilizados teriam falhado em testes em animais, como o analgésico aspirina, que é tóxico para embriões de ratos.

Hartung conclui que, em vários casos, a IA já tem se revelado mais precisa do que os testes em animais.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nnp21 zxe4o fragmento)
Leia os trechos retirados do texto e analise as afirmativas pospostas:
"Mas , como salienta o professor Hartung, testar medicamentos humanos em animais pode , por vezes, ser de pouca utilidade também".
"Isso está subitamente criando oportunidades que não existiam antes."
"A inteligência artificial está sendo usada até mesmo para criar novos medicamentos".
I.O vocábulo "mas" pode ser substituído por "contudo" sem alterar o sentido da oração.
II.A forma verbal "pode" pode ser substituída pela forma verbal "é" sem alterar o sentido da frase.
III."subitamente" é um advérbio de modo.
IV.A forma verbal "existiam" pode ser substituído por "haviam" sem alteração gramatical da oração.
V.Os vocábulos "artificial" e "novos" são nomeados pelos substantivos " Inteligência" e "medicamentos."
Estão CORRETAS:
Alternativas
Q3403228 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        
Leia as afirmações abaixo sobre alguns fragmentos do texto I antes de avaliar o que se pede:

() No fragmento “Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma ‘confusão muito grande’ em relação à isenção do imposto de renda e que houve ‘ruído’.”, a expressão destacada possui respectivamente um verbo impessoal a fim de indicar a inexistência do sujeito e um substantivo comum usado em sentido denotativo.
() No trecho, “Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais.”, a expressão em destaque é formada morfologicamente por uma preposição mais um pronome relativo, cumprindo um papel coesivo anafórico quanto a um nome citado.
() Na passagem “No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.”, a expressão em destaque retifica a informação contida anteriormente em “efeitos negativos” no que tange à abordagem econômica feita.
() Em “Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo.”, o elemento coesivo destacado, enquanto conjunção integrante, cumpre o papel textual de iniciar uma oração subordinada substantiva subjetiva.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem respectivamente a seguinte ordem a partir do que fora afirmado acima.
Alternativas
Q3403226 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        
A partir do entendimento e da leitura do Texto I, julgue sua composição gramatical e as ideias apresentadas nele conforme as afirmações abaixo, escrevendo entre parênteses C para o que for correto e E para o errado.

() Em “O dólar não para de bater recorde atrás de recorde...”, pode-se dizer que a palavra destacada é um estrangeirismo cuja sílaba tônica é gramaticalmente paroxítona.
() Em “...o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês.”, o vocábulo em destaque é considerado para a morfossintaxe um pronome substantivo relativo com função de objeto direto no contexto. 
() Em “Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030.”, há um erro gramatical que desconsiderou a quebra da ordem frasal direta.
() Em “Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.”, o vocábulo em destaque possui como radical a palavra “dívida”.

A partir da análise dos elementos enfatizados acima, pode-se considerar a sequência devida a que se encontra em:
Alternativas
Q3403144 Português
“Como viver até os 100’’

Ana Adelaide Peixoto


E “Os Segredos das zonas azuis”. Esse é o título de um delicioso documentário, viajando pelo mundo com o escritor Dan Buettner e descobrindo cinco comunidades únicas, onde as pessoas têm vidas muito longas e felizes e tem saúde até o fim da vida. Nada de novo no front! Ou do que já sabemos. Mas, outra coisa é ver tudo registrado. Entrevistas; lugares lindos e as suas longevas pessoas.

Okinaya, no Japão; Sardenha, na Itália; Ikaria, na Grécia; Nicoya na Cosa Rica; e Loma Linda, na California-EUA, foram os lugares escolhidos, ou melhor observados que tinham algo em comum, para que se vivesse tanto e com tanta qualidade de vida. De quebra ainda teve matéria em Singapura e numa pesquisa aplicada especial na pequena comunidade de Albert Lea, nos EUA, e o resultado em um ano foi o aumento da expectativa de vida de seus habitantes, o que pode indicar que seus resultados puderam, de algum modo, ser comprovados.

Claro que a comida (vegetais, raízes, mel ao invés do açúcar), outros ingredientes são vitais. As pessoas trabalham muito e por menos tempo, para que sobre tempo para o lazer. Andam muito. Fazem coisas com as mãos, como jardinagem. Tem um plano de vida, um propósito que os alimentam ao acordar. Rituais sagrados diários para aliviar o stress, as inflamações, e evitar a diabetes e o câncer. Pensar em deixar algo para a posteridade, conversar com amigos, a religiosidade, a fé. Tudo no pacote. Bebem, mas fazem o seu próprio vinho. Em Costa Rica colhem o seu feijão, o milho e o jerimum. Em Loma Linda, tem muito voluntariado. Estar em paz, cochilar, preocupação de pertencimento à uma comunidade de fé; fazer happy hours. Tem até um vocabulário específico para denominar a razão que os fazem levantar pela manhã. Seus gostos não funcionam todos os dias. Alimentos integrais e naturais. E os carboidratos, contém substancias outras, e se juntam ao milho, batata doce, verdes, castanhas, chás. E comem pouco, até 80% da saciedade.

Atitude, outra coisa importante. Comer com a família, cuidar dos idosos, comem devagar, e comida plantada por eles; e com moderação, conversam. Como se conectar? Priorizam a família. Parceria, amor, cuidar e amar. Círculo de amigos – investem a vida toda. Ter os amigos certos! Para fazer as coisas certas![...]

Singapura é um país inteiro de longevidade saudável. Expectativa de vida mais alta do mundo. E até outro dia era uma Vila de pescadores. Trabalhar duro, ser honesto, ser humilde. Quem joga tênis, vive mais (viu Teca e Anthony?). Políticas públicas que melhora a vida das pessoas. Interações ocasionais com porteiros e pessoais em geral. Proporcionam pequenos povoados artificiais para idosos. Com centro médico, praça de alimentação, e promovem encontros. A solidão existe como função do nosso ambiente. Sair para interagir com pessoas, um remédio que se opõe ao sentar e assistir TV. Não se consegue viver sozinho. Criar moradias de proximidade, pais e filhos, o que se opõe veementemente às Casas de Repousos, impessoais e tristes. O investimento econômico de adesão gera mais saúde e se constitui num benefício humano.

Setembro foi o mês Amarelo/Saúde Mental, e vejo ao meu redor muita gente com depressão, ansiedade, e outras doenças da alma. Nesse filme, e a vida nesses lugares, todos os espaços do corpo e do espírito são preenchidos com sabedoria. Comida, descanso, pausa, tempo, diversão, comunhão, compartilhamento, olhar ao outro, sono, trabalho, propósito, destino, ritmo lento, e amor.

Eu que já estou quase dobrando outro cabo da esperança, vivo a pensar na vida. Nas realizações, nas faltas, nas conquistas, no tempo do dia, nos prazeres, nos amigos, no social que falta, no que sobra, nas recusas, nos filhos, e no bemestar deles, nas minhas responsabilidades, ou nas ausências, mas principalmente no amor, aquilo que nos define aqui e lá. Jovem ou velho. Nesta ou em qualquer outra vida [...]

Disponível em: <https://www.carlosromero.com.br/2023/10/>. Acesso em 04 de março de 2024.
Considere o emprego das palavras destacadas no seguinte trecho: “Entrevistas; lugares lindos e as suas longevas pessoas.”
Quanto à classe gramatical das palavras, pode-se afirmar que as palavras destacadas são, respectivamente:
Alternativas
Q3402998 Português

TEXTO PARA AS QUESTÕES.


    Quando tudo desmorona


Sacaste apenas un naipe / Pero era el que sostenía el castillo diz a abertura da canção Derrumbe, recém-lançada por Jorge Drexler. A música é de 2020 e tinha ficado de fora de Tinta y Tiempo, por ter sido considerada, inicialmente, muito triste e destoante do tom do álbum. Anos mais tarde, o uruguaio reconsiderou e decidiu inclui-la nos shows do final da turnê e, assim, foi parar nas plataformas de streaming. Assim que ouvi, fiquei viajando na poética da letra: um dos naipes tirados era justamente o que sustentava o castelo. O final de uma relação amorosa, a partir dos olhos dos protagonistas, é narrado fazendo analogia ao desmoronamento de uma casa. Achei bem lindo.


Drexler, ao falar da música, diz que “a vida também é feita dessas dores. Não consigo deixar de pensar que, de alguma forma, também fala de um mundo que vemos desmoronar diante de nossos olhos, afundado em conflitos que parecem não ter solução. Espero que vejamos dias melhores em breve”.


Tenho certeza que todo mundo já sentiu, em maior ou menor medida, o próprio mundo desabar. Talvez seja a melhor metáfora para as perdas sucessivas que acontecem lentamente à medida em que amadurecemos. E até estruturas mais sólidas, após abalos, tendem a sucumbir.


É exatamente como na poesia: a gente raramente sabe qual é a pecinha que sustenta, de fato, nossa construção inteira. Por outro lado, a gente consegue reconhecer quem nos ampara.


Na quinta-feira, no percurso entre a redação e minha casa, encontrei um amigo queridíssimo entrando no prédio onde mora. Viu que estava perto e parou para conversar: ficamos uns 20 ou 30 minutos filosofando, sentados na mureta da portaria dele, num edifício localizado no Centro da cidade.


Falávamos sobre pequenas gentilezas, sobre o dom dele elogiar as pessoas e ser reconhecido, despretensiosamente, por isso. Confessou que não conseguia invejar ninguém: tinha sido criado para servir. Lembrei-o que era mais do que isso: uma presença luminosa capaz de transformar o instante. Nos abraçamos e voltei para casa sorrindo pelo caminho.


A gente pode até não saber qual é o naipe que sustenta nosso castelo, mas sempre sabe com quem pode contar quando ele começar a desmoronar.


Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado)

Considerando o uso numérico em "2020" na frase "A música é de 2020", essa referência temporal é um exemplo de numeral: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDESG Órgão: Prefeitura de Nova Venécia - ES Provas: IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Enfermagem | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico Agrícola | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Laboratório | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Contabilidade | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Edificações | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Imobilização Ortopédica | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Meio Ambiente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Prótese Dentária | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Segurança do Trabalho | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Radiologia | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Tesoureiro | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Controle Interno | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Defesa Civil | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Atendente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar Administrativo | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Biblioteca | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Saúde Bucal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Cuidador (Masculino e Feminino) | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Escriturário | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Guarda Civil Municipal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Secretário Escolar |
Q3402950 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Brincando com senso de ridículo, Argylle se perde na própria piada.

Trama metalinguística aposta no humor por constrangimento, mas não sabe a hora de parar.

Mariana Canhisares


    O que aconteceria se, um dia, um dos bruxos da saga Harry Potter aparecesse para J.K Rowling, dizendo “somos reais. Hogwarts é real.”? Foi assim que o diretor Matthew Vaughn explicou Argylle para o público na New York Comic-Con no ano passado — e, se você trocar magia por espionagem, de fato é uma descrição bastante precisa para o choque que sua protagonista Elly Conway (Bryce Dallas Howard) encara ao se ver dentro de uma trama mirabolante, digna dos seus livros. Autora de uma série literária de sucesso, a escritora caseira e tímida descobre que o intrincado conflito que criou nas páginas não é apenas uma obra de ficção. Na realidade, ele se desenrola na vida real, e os próximos passos que planejou para Argylle (Henry Cavill), seu herói canastrão de estilo peculiar, podem ser a chave para derrubar uma organização secreta de agentes corruptos.

    A metalinguagem é, portanto, a engrenagem através da qual o filme se desenrola, a ponto do Argylle fictício surgir como visões para Elly, ora como uma manifestação da sua consciência, ora substituindo seu único aliado, o espião Aidan (Sam Rockwell), na porradaria. Quer dizer, o limite entre ficção e realidade é propositalmente turvo para a protagonista, e para isso há uma razão sobretudo cômica. Baseando-se em uma obra ainda a ser publicada, escrita por uma figura misteriosa também chamada Elly Conway, o diretor se propõe a fazer do que chamou de “melhor thriller de espionagem” que já leu um meio para rir dos clichês do gênero. Desde a conveniência com que seus personagens descobrem pistas, as reviravoltas apressadas e até as frases de efeito fora do tom, não há um recurso clássico do gênero que fique de fora da aventura da sua protagonista.

    Inicialmente, Vaughn trabalha esse conceito de forma muito satisfatória pelo contraste. Enquanto o Argylle da imaginação de Elly, apresentado na pele do ex-Superman Cavill, é um brutamontes exibido, convencido dos seus charmes, o espião da vida real não exibe seus músculos. Na verdade, o personagem de Rockwell (que já viveu um espião trapalhão em outro jogo de metalinguagem, o de Confissões de uma Mente Perigosa em 2002), é consideravelmente menor e, quando se apresenta, não demonstra nenhuma vaidade de propósito para passar despercebido pela multidão. Quando Argylle luta, ele dá golpes estilosos e, em raras ocasiões, é atingido no rosto. Já quando Aidan toma conta da ação, a dor é visível, e o ridículo de se atracar com alguém em um corredor de trem estreito fica óbvio.

    Conforme o filme avança, porém, a dinâmica se inverte, e a nova realidade de Elly toma para si os exageros das tramas de espionagem: há plot twists dentro do plot twist, as caretas e os discursos gritados dos vilões se tornam mais recorrentes e as sequências de ação testam os limites da lógica, sem pudor. A cada nova pista, Vaughn dobra a aposta no humor por constrangimento e eleva o tom — até não sobrar nem sentido, nem envolvimento emocional.

    O humor exagerado e sua disposição ao cafona se sobressaem de tal maneira em Argylle que são menos uma linguagem para narrar a história de Elly, e mais uma muleta para dar coesão ao que, no fundo, é um aglomerado de piadas — algumas mais inventivas que outras. No caminho da autora podem ter bombas, hordas de capangas ou a dúvida simples, mas angustiante de não saber em quem confiar, não importa. Não há risco verdadeiro, porque ela mesma é um acessório. Ou, melhor, o setup para a avalanche de punchlines que, na maior parte das vezes, não são lá muito engraçadas.

    Esse descaso com a protagonista, a âncora emocional do filme, é aparente desde o começo. Na verdade, Argylle chega a chamar a atenção para esse seu desapego rindo de como Elly é estereótipo da cat lady, sem nem tentar construir uma personalidade que vá muito além disso — de tal modo, aliás, que não é nada surpreendente quando Sam Rockwell começa a roubar a cena com seu galã pouco convencional. Contudo, isso se torna especialmente prejudicial na reta final, quando atinge o ápice do absurdo. Prolongando a história mais do que o necessário para incluir três sequências de ação extravagantes, propostas que devem ter soado muito engraçadas no papel, não é mais o humor que gera constrangimento, e sim o fato de Vaughn não saber a hora de parar. Sem motivo para se importar com tudo aquilo, no final até a duração do filme se prova um exagero.

    Não se levar a sério não seria necessariamente um problema, embora hoje soe bem pouco interessante — todo mundo já fez e, ainda assim, continua a fazer (incluindo o próprio Vaughn, cujo Kingsman já propunha inverter clichês de espionagem e ação em chave cômica). O problema é quando, sob o pretexto de que tudo é uma grande piada, Argylle justifica o esgarçamento das regras do seu próprio universo e, com uma piscadela ou um comentário autorreferente, tenta disfarçar que não tem muito a oferecer além da sua premissa divertida. O filme poderia ser bom. Poderia até ser ótimo. Mas, para o azar de todos os envolvidos, Argylle se perde na própria piada.


(Fonte: https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/argylle. Adaptado.)
A palavra “metalinguagem” é formada pelo seguinte processo de formação de palavras:
Alternativas
Respostas
5701: D
5702: A
5703: D
5704: A
5705: A
5706: E
5707: A
5708: B
5709: C
5710: B
5711: D
5712: D
5713: B
5714: A
5715: A
5716: D
5717: C
5718: B
5719: D
5720: A