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Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Foram encontradas 26.992 questões

Q3514773 Português
Leia a tirinha abaixo e responda a questão seguinte.
Imagem associada para resolução da questão
As palavras “doador” (quadro 1) “dói” (quadro 1) “sendo” (quadro 2) e “essa” (quadro 3) são classificadas, respectivamente, como:
Alternativas
Q3514282 Português

A pergunta que me fazem em Porto Alegre

                                                                                                                                   Por David Coimbra 


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasjohr501mvys0c2dvv.html - texto adaptado especialmente para esta prova). 

Considerando a palavra sublinhada no período “As imagens que ele emprega para explicar suas ideias são, quase sempre, temerárias”, analise as assertivas a seguir:
I. Quanto a classe gramatical, a palavra é um adjetivo. II. Quanto a função sintática, ela é o predicativo do sujeito. III. Quanto ao significado, ela é sinônimo de “prudente”.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3514226 Português

A pergunta que me fazem em Porto Alegre

Por David Coimbra 


(Disponivel em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2020/02/a-pergunta-queme-fazem-em-porto-alegre-ck6qvsasjohr501mvys0c2dvv.html - texto adaptado especialmente para esta prova). 

Assinale a alternativa que apresenta a preposição que completa corretamente a lacuna pontilhada na linha 23. 
Alternativas
Q3512196 Português
Instrução: Leia a crônica a seguir e responda à questão.

Casamento

    Eu e a minha esposa desenvolvemos uma estratégia para fazer durar o matrimônio. Nós vamos a um bom restaurante sempre duas vezes na semana, um lugar com comida boa e bebida de qualidade. Geralmente eu vou às quintas, enquanto ela vai às sextas.
    Outra estratégia foi dormir em camas separadas, a minha fica em São Paulo e a dela em Porto Alegre.
    Sugeri a ela que na data de comemoração do casamento fôssemos a algum lugar comemorar, de preferência um onde não tivéssemos ido há muito tempo. Ela pensou, pensou, e eu sugeri a cozinha.
    Outra coisa essencial é que sempre que estamos nas ruas caminhamos com as mãos dadas, afinal, se eu soltar um segundo ela já vai comprar alguma coisa.
    Ela já possui uma torradeira, forno elétrico, fritadeira elétrica e vários eletrodomésticos. Mas, outro dia estava reclamando de que possuímos em casa muitos aparelhos, porém nos faltam lugares para sentar. Então, resolvi o problema comprando para ela uma cadeira elétrica.
    É preciso saber que estar casado é a primeira causa de se passar por um divórcio. Estatísticas apontam que todos os divórcios do mundo começaram justamente em um casamento.
    Eu considero que me casei com a pessoa certa. O que eu não imaginava é que ela estaria sempre certa.
    Porém, apesar de tudo, preciso admitir que a última briga que tivemos foi totalmente por minha culpa. Era final de tarde, eu estava sentado na sala, ela chegou lentamente e perguntou o que tinha na tv. Sem hesitar, fui logo respondendo que tinha poeira.
    Bem, o resto você já deve imaginar como foi.

(Disponível em: www.tediado.com.br./Acesso em: junho/24.)
Em relação à análise linguística de palavras no texto, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3511631 Português
Os substantivos sofrem flexões (gênero, número e grau) que são essenciais para a construção dos enunciados e a comunicação eficiente. Sobre esse tema, leia atentamente os trechos a seguir.
I. A rainha do pop afirmou com todas as letras que, para chegar ao sucesso, sofreu muitos e variados reveses que ela considerou como desafios a exigir esforços e resiliência. → A palavra reveses é plural de revés.
II. Os investigadores não conseguiram encontrar nenhuma testemunha que pudesse ter presenciado o assassinato da advogada no domingo. → A palavra testemunha, por estar no feminino, refere-se à pessoa do sexo feminino.
III. Quase todos os dias, recebo informações dos grupos policiais do bairro sobre charlatães agindo nas proximidades do shopping e das agências bancárias. → A palavra charlatães é plural de charlatão.
IV. As bandeirolas tremulavam ao vento quando o carro do ditador passou em direção ao estádio onde estavam aprisionados os políticos contrários ao regime. → A palavra bandeirolas está no grau diminutivo de bandeiras.
Estão corretos os trechos
Alternativas
Q3511629 Português
Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.

Eu, modo de usar:
    Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor, mas… permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos, e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar, e não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).
    Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem… gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar às vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
    Me enlouqueça uma vez por mês, mas me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca… Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família… isso a gente vê depois… se calhar…deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos… me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar… experimente me amar!
(MEDEIROS, M. Cartas Extraviadas e Outros Poemas. Porto Alegre: LP&M, 2010.)
Há no texto uso de adjetivos que se flexionam somente em número. Assinale o trecho em que há exemplos desse fato linguístico.
Alternativas
Q3509563 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Literatura para ver

Georgina Martins

    “Mas eles não são cegos, como é que não conseguem ler Machado de Assis?” Em 2008, esta foi a minha resposta ao pedido de ajuda de uma aluna do curso de especialização em literatura infantil e juvenil da Faculdade de Letras da UFRJ. Ela era professora do Ensino Médio da rede pública e precisava de sugestões metodológicas para ensinar literatura aos seus alunos surdos. Minha resposta, na verdade, minha pergunta, foi resultado do meu primeiro espanto diante de uma questão a qual sequer poderia supor que se tornaria minha principal indagação e meu maior desafio na prática docente.
    A professora desejava que seus alunos surdos lessem Machado de Assis, o que, para minha ignorância, não se constituía em um problema diferente daqueles que a grande maioria dos professores de literatura enfrenta. Por isso me pus a sugerir os mais batidos conselhos: ler com eles, explicar a sintaxe de Machado, mostrar que a estrutura frasal é mais complexa do que a dos textos com os quais estão acostumados, fazer um passeio pelo contexto histórico e cultural do Brasil do século XIX, e, principalmente, fazê-los acreditar que a professora deles é uma leitora, e todo aquele papo de educação pelo exemplo.
    A professora me repetiu que os alunos eram surdos e que, por isso, tinham muitas dificuldades com a leitura, logo, ensinar literatura para eles não era uma tarefa fácil. Confesso que não entendi quase nada do problema, porque minha ignorância no assunto me fazia pensar que a surdez não se configurava em impedimento para o aprendizado da língua portuguesa.
    Movida pela curiosidade em adentrar em um universo de novas possibilidades e pelo desejo de ajudar a tal aluna, procurei auxílio com a professora Deize Santos, que, à época, atuava no departamento de linguística da Faculdade de Letras. Coincidentemente, ela estava às voltas com a aprovação de dois importantes cursos nessa área – uma graduação em Letras-Libras e uma pós-graduação em tradução e interpretação em língua de sinais – e não mediu esforços em partilhar todo conhecimento que havia acumulado sobre o tema. Três anos depois, por ocasião da aprovação do curso de “pós”, convidou-me para ministrar a disciplina de literatura infantil e juvenil para a turma de surdos e ouvintes que começava na Faculdade de Letras. A experiência não só me fez rever toda prática de ensino, como ainda proporcionou minha plena realização profissional, confirmando a crença de que ensinar literatura é preciso e aprender literatura é um direito de todo ser humano.
    Tenho por hábito começar minhas aulas buscando esclarecer a origem e a natureza do objeto sobre o qual vamos nos debruçar durante o período letivo, daí a necessidade de começar investigando, juntamente com a turma, os diferentes modos de conceituar literatura e seus principais gêneros discursivos, como poesia e prosa, para, logo em seguida, entrar na discussão sobre o literário e o literal, tendo como suporte as noções linguísticas de denotação e conotação. Mas como fazer isso com alunos surdos que não têm a língua portuguesa como primeira língua?
    Descobri que os surdos acabam por ser estrangeiros na própria pátria. Era preciso pensar o ensino de literatura de outro modo, uma literatura para ver, e só depois para ler […]


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/literatura-para-ver/. Adaptado. 
As expressões logo e porque, destacadas no texto, podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido, por, respectivamente: 
Alternativas
Q3509295 Português
Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


MOTIVO

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
(Mia Couto)


Meu filho chegou da escola mais contente hoje. Não tem sido assim. Desde que mudamos de cidade e de escola, é uma queixa atrás da outra.

Um colega empurra, outro debocha, outro se junta com outro e brinca de repórter de TV pra gravar a fala dele. Coração de mãe, você já sabe. Tenho vontade de ir lá e rufar a mão na cara da molecada. Falo com a diretora, entendo que as crianças são danadas, que revidar não é o melhor caminho, que é preciso uma orientação adequada.

Em casa faço o que posso. Escuto meu filho, aconselho, digo que o melhor a fazer é não dar tanta bola pra isso. Vai saber o motivo de esses meninos serem tão agressivos. Vai ver são maltratados em casa. Conto que minha mãe, no meu tempo, nem me escutava.

Eu tentava dizer alguma coisa e ela: não me venha com queixa. Não repito o procedimento. Acredito que muita coisa pode melhorar com a força de uma boa palavra.

Depois de algum tempo, de muita conversa e idas e vindas à escola, finalmente chegou o dia em que ele se sentiu mais ambientado, mais feliz.

Reparei, no final da tarde, naquele intervalo em que ficam brincando antes de virem pra casa, que o grupinho de uns três se fortalecia. Falei. Eu já sei por que você acabou tendo mais afinidade com o Vinícius e o Julio. Porque, coincidentemente, vocês três são filhos únicos, a falta de um irmãozinho a gente acaba compensando com o colega, não é mesmo?

A reposta que veio a seguir me arrebentou por dentro. Ainda teria muito por fazer.

— Não, mamãe, nós três ficamos amigos porque somos os três da sala que têm defeito.

— Como assim, defeito?

— Sim, o Vinícius é gordo, o Julio é negro e eu sou gago.


(COCCO, Marta H. Não presta pra nada. Carlini & Caniato: Cuiabá-MT, 2016.)
É correto afirmar que no trecho Porque, coincidentemente, vocês três são filhos únicos (...), as palavras destacadas têm, respectivamente, a seguinte classificação:
Alternativas
Q3509290 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.


Discórdia em Concórdia

Um voo por entre os buracos das nuvens.


"Essa cerração estava bem fechada na serra, mas aqui em Ilhabela o céu estava cheio de buracos". Foi o que informou o dono do heliponto ao piloto do helicóptero no fatídico acidente que abriu o ano.

Esses buracos são espaços abertos entre as nuvens, o que, segundo ele, permitiria o pouso. Ao ler aqueles fatos na internet, na hora, recuei no tempo. Revivi o dia em que viajei para Concórdia, Santa Catarina, a bordo de um jatinho privado.

Fui orientado pela secretária do dono da aeronave a comparecer ao hangar de Congonhas às 16h30 para a importante reunião catarinense. No horário combinado, subi os estribos do Learjet rumo à avionada.

Decolamos com céu de brigadeiro. Era a primeira vez que tinha um aeroplano inteiro a meu dispor. Fui me sentindo uma celebridade até Curitiba. Naquele ponto, entretanto, o clima virou. A bem da verdade, capotou. Tudo nublou, não se via um milímetro de horizonte, e trovões rimbombavam a todo instante.

Não demorou para que o Lear passasse a sacudir mais do que coqueteleira em mão de barman. O chacoalhar era tamanho que a maleta do comandante, acomodada nos porta bagagens, desabou sobre o meu cocuruto. Ainda tonto, fui de gatinhas, pelo corredor, até a cabine.

Ali, notei que o copiloto dava pancadas no rádio.

"O que está acontecendo?", quis saber.

"Estamos sem comunicação, estou vendo se volta...", anunciou com aquela mansidão dos aeronautas.

Engoli em seco. A cerração continuava reinando, mas felizmente conseguiram contato com o aeroporto de Concórdia.

Apenas para que o leitor assimile o local onde seria nosso pouso, eu diria que se tratava de uma extensão de asfalto pouco maior do que uma pista de autorama no pico de uma alta montanha. Em volta, mata fechada.

Houve a primeira tentativa de aterrissagem, porém, não se divisava um palmo adiante do nariz do jatinho.

Quando arremetemos, se apresentou a voz do dono do avião no rádio, num forte sotaque gaúcho:

"Epa, peralá! Por que no descero, tchê?"

O piloto explicou:

"Visibilidade zero, doutor."

"Aqui tão dizeno que tem buraco. Encontra um aí, compadre, e mete o bicho nele que tem hora pra começá os trabalho!"

"Sim, senhor!", respondeu o piloto.

Eu já tinha me sentado mais ao fundo possível pois ouvira dizer que, em acidentes aéreos, o estrago é menor aos que se localizam na popa. "Acharo o buraco?", insistia o gaúcho.

"Localizamos um a estibordo, doutor, vamos tentar o procedimento", prometeu o comandante.

Dei início ao rosário apressado que aprendi com minha avó. Usava os dedos como as contas do terço. O jato mergulhou na pequena fenda da nuvem em direção à pistinha, as turbinas gritavam em dramática desaceleração.

Assaltou-me a inconveniente lembrança de que meu sobrenome é Castelo Branco e certo marechal, com o mesmo nome, morrera num famoso desastre de avião.

O solo veio se aproximando. Foquei na minha janela. Antes de atingirmos a cabeceira, o trem de pouso triscou o galho de uma araucária. Bah, tri legal!" - urrou o gaúcho no rádio ao presenciar a descida.

Saí bambo da aeronave e, feito João Paulo II, beijei o asfalto.

O chefão me deu as boas-vindas e comunicou:

"Reunião ficou pra amanhã. O bão é que dá tempo de nóis assar um costelão pra ti".


(CASTELO BRANCO, Carlos. Um voo por entre os buracos das nuvens. Estadão. 17/01/2024. Disponível em https://www.estadao.com.br/emais/cronica-por-quilo/discordia-em-concordia/. Acesso em 20 de março de 2024.)
No que trata dos aspectos gramaticais do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Aqui tão dizeno que tem buraco. Encontra um aí, compadre, e mete o bicho nele que tem hora pra começá os trabalho! – esse trecho demonstra uma variante linguística brasileira muito utilizada na oralidade.
( ) O vocábulo ‘avionada’ é formado pelo processo de composição por justaposição.
( ) O chacoalhar era tamanho que a maleta do comandante, acomodada nos porta bagagens, desabou sobre o meu cocuruto – pode-se observar nesse excerto uma relação de causa e consequência.
( ) O jato mergulhou na pequena fenda da nuvem em direção à pistinha, as turbinas gritavam em dramática desaceleração. – nesse trecho há linguagem denotativa.
( ) Em Visibilidade zero, doutor. e Estamos sem comunicação, estou vendo se volta..., – o uso da vírgula se justifica pela mesma razão: separar orações.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q3509245 Português
Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


Emergência neurológica


Governos devem focar nessas doenças, ligadas ao envelhecimento populacional


Da perspectiva da saúde individual, efeitos importam mais que causas. São eles a diminuir a qualidade de vida dos pacientes, e foi ajustando esse foco que nova análise do relatório "Fardo Global da Doença" apontou as enfermidades neurológicas como problema central do presente.

O estudo publicado no periódico The Lancet Neurology revela que, em 2021, 43% da população mundial, 3,4 bilhões de pessoas, enfrentaram doenças do sistema nervoso, como demências, cefaleias ou acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Essas patologias cresceram mais de 50% desde a década de 1990 e ultrapassaram as cardiovasculares, antes consideradas mais prevalentes. Tal mudança decorre de vários fatores, até metodológicos.

O escopo de distúrbios neurológicos do relatório avançou de 15 para 37, incluindo síndromes como complicações da Covid-19. Além disso, o AVC passou a ser classificado como problema neurológico, e não mais cadiovascular.

O AVC não deixou de ter como origem a obstrução de vaso sanguíneo no cérebro. Os efeitos desses acidentes num órgão vital, como paralisias, é que pesaram mais que a etiologia para classificá-los entre as patologias neurológicas.

Há, porém, fenômeno subjacente mais significativo que alterações de critérios: o envelhecimento da população. Com mais idosos, aumenta a prevalência de moléstias características dessa faixa etária, como Alzheimer, Parkinson e AVCs.

A tendência é global e se manifesta também em países de renda média, como o Brasil. Entre os censos de 2010 e 2022, a parcela de habitantes com 65 anos ou mais no país passou de 14 milhões (7,4%) para 22 milhões (10,9%) — o aumento absoluto foi de 57,4%.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que a região das Américas não conta com o preparo desejável para lidar com o envelhecimento progressivo.

Nada menos que 75% dos brasileiros idosos dependem exclusivamente do SUS. Desde 2018, o serviço tem diretrizes para essa fase da vida, com foco em tratamento, prevenção e qualidade de vida — como deve ser e como se torna doravante imperioso aprofundar.


([email protected]. 17.03.2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/03/emergencianeurologica.shtml. Acesso em 06 de abril de 2024.) 
Sobre recursos linguísticos e gramaticais usados nesse texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Da perspectiva da saúde individual, efeitos importam mais que causas. São eles a diminuir a qualidade de vida dos pacientes. O termo em destaque colabora para a coesão do texto, já que referencia um termo anterior.
( ) Há, porém, fenômeno subjacente mais significativo que alterações de critérios. Esse trecho exemplifica o registro formal da linguagem.
( ) O vocábulo envelhecimento é um substantivo comum, formado pelo processo de derivação imprópria.
( ) O trecho A Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que a região das Américas não conta com o preparo desejável para lidar com o envelhecimento progressivo é um exemplo de um período composto por subordinação.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q3509216 Português
Instrução: Leia a propaganda e responda à questão.


Q9_10.png (324×448)


(Disponível em: br.pinterest.com. Acesso em: 06/03/2024.)
Os verbos desapontar e doar expressam um pedido em relação ao leitor. Estão conjugados no
Alternativas
Q3509211 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.


O caminho das pedras


    Era um rapaz quieto, de poucos amigos. Gostava de pescar, mas sempre sozinho. Sonhador, também era. Acalentava sonhos elaborados, que sabia quase impossíveis. Sonhos de um dia ser um grande artista, um pintor, talvez, ou um músico. Quem sabe um maestro. Nada fazia para concretizar tais sonhos, mas tampouco sofria. Talvez se convencesse de que sonhar é melhor do que viver.

    Talvez, pela mesma razão, gostasse tanto de pescar. Alguém já disse que pescar é um esporte que consiste de uma vara, com um peixe numa ponta e um idiota na outra. Mas o rapaz achava isso uma injustiça. A pescaria, principalmente se solitária, é um momento em que o pescador se vê propenso às mais profundas reflexões. É um ato de inteligência.

     E foi pensando assim que, naquele fim de tarde, pegou seus apetrechos - a maleta de duas cores, cheia de faquinhas, chumbadas, anzóis e mais a vara de pesca – e tomou o caminho do mirante, beirando os costões de pedra. Caminhou pela amurada estreita, de pedras sobrepostas, vendo o brilho do mar lá embaixo, de um verde escuro, denso, tão diverso do verde aguado do capinzal que se estendia pela encosta. O sol de verão já ia baixo no horizonte, na certa uma bola vermelha, mas dali de onde estava não podia vê-lo, as montanhas impediam. Via apenas o avermelhado do céu no ponto em que este se juntava ao mar.


(SEIXAS, H. O amigo do vento. Crônicas. São Paulo: Moderna, 2015.)
Sobre a análise gramatical de palavras da frase Talvez se convencesse de que sonhar é melhor do que viver., assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3504949 Português
texto 4


Leia o trecho do jornal Folha de S. Paulo abaixo:

Ressurreição digital: é ético, legal e saudável falar com mortos via inteligência artificial?

Prática de recriar entes queridos falecidos usando IA gera dilemas sobre identidade, consentimento e no papel da memória no processo de luto

(…) Então, qual é o papel da memória nesse processo? A ressurreição digital pode ser vista como uma tentativa de preservar ............... memória, de manter viva .................  presença daqueles que perdemos. Mas é ético apegar-se .................... representação artificial em vez de permitir que a memória evolua e se transforme ao longo do tempo?

A memória humana não é estática: ela é seletiva, muda e se adapta. Ao recriar digitalmente uma pessoa, corremos o risco de alterar nossas próprias lembranças autênticas dela?

Damián Tuset Varela - Folha de S. Paulo, 09/05/2024 
Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto 4.

1. A palavra representação (grifada no texto 4) sofreu processo de derivação sufixal.
2. A palavra processo (grifada no texto 4) sofreu processo de derivação parassintética.
3. A palavra recriar (grifada no texto 4) sofreu processo de derivação prefixal.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3501290 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.

A Lenda da Vitória-Régia

    Há muitos e muitos anos, em certas noites, a Lua, chamada Jaci pelos índios tupis-guaranis, aparecia com todo o seu esplendor para iluminar uma aldeia na Amazônia brasileira.
    Sabia-se que Jaci, quando se escondia atrás das montanhas, sempre levava consigo as jovens de sua preferência e as transformava em estrelas no céu.
    Acontece que uma moça da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com esse encontro, e seus olhos brilhavam quando pensava no grande dia em que seria convidada pela deusa Jaci. No entanto, os anciões da tribo alertavam:
    — Naiá, as moças são transformadas em estrelas depois que são tocadas pela formosa deusa. Não tem volta, Naiá!
    Mas quem conseguia convencê-la? Naiá queria porque queria ser levada pela Lua, para ser estrela no céu e brilhar ao lado de Jaci!
    Nas noites claras da floresta, ou quando apenas um pedacinho da Lua aparecia no céu, a índia sonhadora corria e implorava pelo toque de Jaci, sem nunca a alcançar. Naiá subia nos galhos mais altos das árvores ou pernoitava no cume dos morros silenciosos, na esperança de ascender ao céu pelo convite da deusa.
    Mas Jaci sumia na imensidão do céu, para depois ressurgir linda, redonda e brilhante. Enquanto isso, a jovem índia apenas definhava. Naiá já não sentia fome nem sede. E não havia pajé que a curasse do seu imenso desejo.
    Uma noite, tendo parado para descansar após longa caminhada, Naiá sentou-se à beira de um lago. Viu, então, na superfície, a imagem da deusa: a Lua estava bem ali, ao seu alcance, refletida no espelho d’água. Naiá, pensando que a Lua descera para se banhar, mergulhou fundo ao seu encontro e se afogou.
    Jaci, comovida com tão intenso desejo, quis recompensar o sacrifício da bela jovem índia e resolveu metamorfoseá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilhavam no céu. Assim, Naiá foi transformada na “Estrela das Águas”, única e majestosa, que é a vitória-régia ou mumuru, como é chamada pelos índios tupis-guaranis.
    Conta-se que, por isso, as flores perfumadas e brancas da vitória-régia só se abrem à noite: uma homenagem à Jaci, a deusa Lua. E, ao nascer do sol, as flores ficam rosadas, como o rosto da índia guerreira Naiá.

(Disponível em: indagação.com.br/20.09. Acesso em: 24/04/2023.)
Releia o trecho: Nas noites claras da floresta, ou quando apenas um pedacinho da Lua aparecia no céu, a índia sonhadora corria e implorava pelo toque de Jaci, sem nunca a alcançar. Naiá subia nos galhos mais altos das árvores ou pernoitava no cume dos morros silenciosos, na esperança de ascender ao céu pelo convite da deusa. Sobre a análise linguística de palavras desse trecho, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(   ) As palavras apenas e nunca exercem a função de adjetivos, pois acrescentam detalhes aos substantivos a que estão ligados, modificando-lhes o sentido.

(   ) As palavras claras, altos e silenciosos concordam em gênero e número com os substantivos a que se referem.


(   ) O plural das palavras floresta, céu e toque obedece à mesma regra de pluralização: acréscimo da letra s.


(   ) As palavras no, pelo e das são locuções prepositivas, pois são formadas por preposição mais artigo.


Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q3498772 Português
Leia o texto para responder à questão.


Saúde mental dos brasileiros pós-pandemia é uma das piores do mundo

O mundo ainda não se recuperou do impacto da pandemia de Covid-19 na saúde emocional, e o Brasil é um dos países mais afetados, de acordo com um relatório do Global Mind Project, que divulga dados anuais sobre o bem-estar no planeta. O projeto busca mapear a situação, entender as tendências e propor medidas de prevenção.

O documento foi elaborado a partir de enquetes feitas com 420 mil pessoas, em 71 países e em 13 idiomas, e usou um quociente de saúde mental que avalia capacidades cognitivas e emocionais, incluindo a habilidade de lidar com o estresse e de funcionar de forma produtiva. Segundo os autores, o índice não é um sinônimo de felicidade ou satisfação, já que a pessoa pode passar por momentos difíceis ou tristes e, ainda assim, ter condições de lidar bem com eles.

A pontuação média de todos os países mostra que o bem-estar mental permaneceu nos mesmos níveis da pandemia, sem mudanças nos índices de 2021 e 2022. República Dominicana, Sri Lanka e Tanzânia têm as melhores pontuações. Já o Brasil, ao lado da África do Sul e do Reino Unido, ocupa a última posição. De todos os entrevistados, 38% se sentem “melhorando” e 27% estão “angustiados” e “se debatendo”. No Brasil, a proporção dos angustiados é maior (34%). Jovens com menos de 35 anos são os mais afetados.

“A pandemia de Covid-19 teve um impacto significativo na saúde mental devido a uma série de fatores estressantes, como isolamento social, preocupações com a saúde, incertezas econômicas e perda de entes queridos”, avalia o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein. “O Brasil foi afetado de forma significativa, com altas taxas de infecção, mortalidade e abalo econômico. O impacto prolongado da pandemia pode ter contribuído para o quadro de estresse crônico e ansiedade, comprometendo a saúde mental da população.”

Segundo o estudo, a persistência dos baixos índices de saúde mental pode indicar que as novas dinâmicas trazidas pela pandemia, como trabalho remoto, hiperconectividade e mudanças no estilo de vida, podem estar dificultando o retorno aos níveis anteriores de bem-estar emocional.


Fatores associados

A pesquisa também detectou que fatores como ganhar o primeiro smartphone precocemente, comer com frequência alimentos ultraprocessados e a falta de relações familiares e amizades estão associados à piora na saúde mental. “O acesso constante à tecnologia pode levar a dependência digital, pior qualidade do sono e diminuição do contato direto e interação com as outras pessoas, o que pode afetar negativamente o bem-estar emocional”, diz Kanomata.

Os alimentos ultraprocessados, por sua vez, são geralmente ricos em gorduras saturadas, açúcares refinados e aditivos, e diversos estudos sugerem que a qualidade da dieta pode afetar a saúde mental. O relatório apontou que mais da metade dos que comem ultraprocessados diariamente está na categoria “angustiados” ou “se debatendo”, comparado a apenas 18% dos que raramente comem esse tipo de alimento.

Já as relações sociais e familiares têm um papel crucial na saúde mental das pessoas. “Um ambiente familiar positivo, com apoio emocional, comunicação aberta e relações saudáveis, promove o bem-estar emocional e ajuda a proteger contra problemas de saúde mental. Por outro lado, conflitos familiares, falta de apoio e disfunção familiar podem aumentar o risco de desenvolver problemas de saúde mental”, lembra o psiquiatra do Einstein. Para o especialista, é importante reconhecer esses desafios e implementar estratégias eficazes de autocuidado e suporte emocional para lidar com eles.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2024/05/saude-mental-dos-brasileiros-pospandemia-e-uma-das-piores-do-mundo.ghtml>
O plural da palavra “bem-estar”, que ocorre no texto, é bem-estares. A palavra composta em que apenas o segundo elemento varia em número, assim como o exemplo dado, pelo mesmo motivo, é: 
Alternativas
Q3498770 Português
Leia o texto para responder à questão.


Saúde mental dos brasileiros pós-pandemia é uma das piores do mundo

O mundo ainda não se recuperou do impacto da pandemia de Covid-19 na saúde emocional, e o Brasil é um dos países mais afetados, de acordo com um relatório do Global Mind Project, que divulga dados anuais sobre o bem-estar no planeta. O projeto busca mapear a situação, entender as tendências e propor medidas de prevenção.

O documento foi elaborado a partir de enquetes feitas com 420 mil pessoas, em 71 países e em 13 idiomas, e usou um quociente de saúde mental que avalia capacidades cognitivas e emocionais, incluindo a habilidade de lidar com o estresse e de funcionar de forma produtiva. Segundo os autores, o índice não é um sinônimo de felicidade ou satisfação, já que a pessoa pode passar por momentos difíceis ou tristes e, ainda assim, ter condições de lidar bem com eles.

A pontuação média de todos os países mostra que o bem-estar mental permaneceu nos mesmos níveis da pandemia, sem mudanças nos índices de 2021 e 2022. República Dominicana, Sri Lanka e Tanzânia têm as melhores pontuações. Já o Brasil, ao lado da África do Sul e do Reino Unido, ocupa a última posição. De todos os entrevistados, 38% se sentem “melhorando” e 27% estão “angustiados” e “se debatendo”. No Brasil, a proporção dos angustiados é maior (34%). Jovens com menos de 35 anos são os mais afetados.

“A pandemia de Covid-19 teve um impacto significativo na saúde mental devido a uma série de fatores estressantes, como isolamento social, preocupações com a saúde, incertezas econômicas e perda de entes queridos”, avalia o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein. “O Brasil foi afetado de forma significativa, com altas taxas de infecção, mortalidade e abalo econômico. O impacto prolongado da pandemia pode ter contribuído para o quadro de estresse crônico e ansiedade, comprometendo a saúde mental da população.”

Segundo o estudo, a persistência dos baixos índices de saúde mental pode indicar que as novas dinâmicas trazidas pela pandemia, como trabalho remoto, hiperconectividade e mudanças no estilo de vida, podem estar dificultando o retorno aos níveis anteriores de bem-estar emocional.


Fatores associados

A pesquisa também detectou que fatores como ganhar o primeiro smartphone precocemente, comer com frequência alimentos ultraprocessados e a falta de relações familiares e amizades estão associados à piora na saúde mental. “O acesso constante à tecnologia pode levar a dependência digital, pior qualidade do sono e diminuição do contato direto e interação com as outras pessoas, o que pode afetar negativamente o bem-estar emocional”, diz Kanomata.

Os alimentos ultraprocessados, por sua vez, são geralmente ricos em gorduras saturadas, açúcares refinados e aditivos, e diversos estudos sugerem que a qualidade da dieta pode afetar a saúde mental. O relatório apontou que mais da metade dos que comem ultraprocessados diariamente está na categoria “angustiados” ou “se debatendo”, comparado a apenas 18% dos que raramente comem esse tipo de alimento.

Já as relações sociais e familiares têm um papel crucial na saúde mental das pessoas. “Um ambiente familiar positivo, com apoio emocional, comunicação aberta e relações saudáveis, promove o bem-estar emocional e ajuda a proteger contra problemas de saúde mental. Por outro lado, conflitos familiares, falta de apoio e disfunção familiar podem aumentar o risco de desenvolver problemas de saúde mental”, lembra o psiquiatra do Einstein. Para o especialista, é importante reconhecer esses desafios e implementar estratégias eficazes de autocuidado e suporte emocional para lidar com eles.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2024/05/saude-mental-dos-brasileiros-pospandemia-e-uma-das-piores-do-mundo.ghtml>
As formas verbais empregadas em “A pontuação média de todos os países mostra que o bem-estar mental permaneceu nos mesmos níveis da pandemia [...]” estão conjugadas, respectivamente, nos tempos: 
Alternativas
Q3498769 Português
Leia o texto para responder à questão.


Saúde mental dos brasileiros pós-pandemia é uma das piores do mundo

O mundo ainda não se recuperou do impacto da pandemia de Covid-19 na saúde emocional, e o Brasil é um dos países mais afetados, de acordo com um relatório do Global Mind Project, que divulga dados anuais sobre o bem-estar no planeta. O projeto busca mapear a situação, entender as tendências e propor medidas de prevenção.

O documento foi elaborado a partir de enquetes feitas com 420 mil pessoas, em 71 países e em 13 idiomas, e usou um quociente de saúde mental que avalia capacidades cognitivas e emocionais, incluindo a habilidade de lidar com o estresse e de funcionar de forma produtiva. Segundo os autores, o índice não é um sinônimo de felicidade ou satisfação, já que a pessoa pode passar por momentos difíceis ou tristes e, ainda assim, ter condições de lidar bem com eles.

A pontuação média de todos os países mostra que o bem-estar mental permaneceu nos mesmos níveis da pandemia, sem mudanças nos índices de 2021 e 2022. República Dominicana, Sri Lanka e Tanzânia têm as melhores pontuações. Já o Brasil, ao lado da África do Sul e do Reino Unido, ocupa a última posição. De todos os entrevistados, 38% se sentem “melhorando” e 27% estão “angustiados” e “se debatendo”. No Brasil, a proporção dos angustiados é maior (34%). Jovens com menos de 35 anos são os mais afetados.

“A pandemia de Covid-19 teve um impacto significativo na saúde mental devido a uma série de fatores estressantes, como isolamento social, preocupações com a saúde, incertezas econômicas e perda de entes queridos”, avalia o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein. “O Brasil foi afetado de forma significativa, com altas taxas de infecção, mortalidade e abalo econômico. O impacto prolongado da pandemia pode ter contribuído para o quadro de estresse crônico e ansiedade, comprometendo a saúde mental da população.”

Segundo o estudo, a persistência dos baixos índices de saúde mental pode indicar que as novas dinâmicas trazidas pela pandemia, como trabalho remoto, hiperconectividade e mudanças no estilo de vida, podem estar dificultando o retorno aos níveis anteriores de bem-estar emocional.


Fatores associados

A pesquisa também detectou que fatores como ganhar o primeiro smartphone precocemente, comer com frequência alimentos ultraprocessados e a falta de relações familiares e amizades estão associados à piora na saúde mental. “O acesso constante à tecnologia pode levar a dependência digital, pior qualidade do sono e diminuição do contato direto e interação com as outras pessoas, o que pode afetar negativamente o bem-estar emocional”, diz Kanomata.

Os alimentos ultraprocessados, por sua vez, são geralmente ricos em gorduras saturadas, açúcares refinados e aditivos, e diversos estudos sugerem que a qualidade da dieta pode afetar a saúde mental. O relatório apontou que mais da metade dos que comem ultraprocessados diariamente está na categoria “angustiados” ou “se debatendo”, comparado a apenas 18% dos que raramente comem esse tipo de alimento.

Já as relações sociais e familiares têm um papel crucial na saúde mental das pessoas. “Um ambiente familiar positivo, com apoio emocional, comunicação aberta e relações saudáveis, promove o bem-estar emocional e ajuda a proteger contra problemas de saúde mental. Por outro lado, conflitos familiares, falta de apoio e disfunção familiar podem aumentar o risco de desenvolver problemas de saúde mental”, lembra o psiquiatra do Einstein. Para o especialista, é importante reconhecer esses desafios e implementar estratégias eficazes de autocuidado e suporte emocional para lidar com eles.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2024/05/saude-mental-dos-brasileiros-pospandemia-e-uma-das-piores-do-mundo.ghtml>
Nas palavras “mortalidade”, “hiperconectividade” e “flexibilidade” verifica-se: 
Alternativas
Q3498768 Português
Leia o texto para responder à questão.


Saúde mental dos brasileiros pós-pandemia é uma das piores do mundo

O mundo ainda não se recuperou do impacto da pandemia de Covid-19 na saúde emocional, e o Brasil é um dos países mais afetados, de acordo com um relatório do Global Mind Project, que divulga dados anuais sobre o bem-estar no planeta. O projeto busca mapear a situação, entender as tendências e propor medidas de prevenção.

O documento foi elaborado a partir de enquetes feitas com 420 mil pessoas, em 71 países e em 13 idiomas, e usou um quociente de saúde mental que avalia capacidades cognitivas e emocionais, incluindo a habilidade de lidar com o estresse e de funcionar de forma produtiva. Segundo os autores, o índice não é um sinônimo de felicidade ou satisfação, já que a pessoa pode passar por momentos difíceis ou tristes e, ainda assim, ter condições de lidar bem com eles.

A pontuação média de todos os países mostra que o bem-estar mental permaneceu nos mesmos níveis da pandemia, sem mudanças nos índices de 2021 e 2022. República Dominicana, Sri Lanka e Tanzânia têm as melhores pontuações. Já o Brasil, ao lado da África do Sul e do Reino Unido, ocupa a última posição. De todos os entrevistados, 38% se sentem “melhorando” e 27% estão “angustiados” e “se debatendo”. No Brasil, a proporção dos angustiados é maior (34%). Jovens com menos de 35 anos são os mais afetados.

“A pandemia de Covid-19 teve um impacto significativo na saúde mental devido a uma série de fatores estressantes, como isolamento social, preocupações com a saúde, incertezas econômicas e perda de entes queridos”, avalia o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein. “O Brasil foi afetado de forma significativa, com altas taxas de infecção, mortalidade e abalo econômico. O impacto prolongado da pandemia pode ter contribuído para o quadro de estresse crônico e ansiedade, comprometendo a saúde mental da população.”

Segundo o estudo, a persistência dos baixos índices de saúde mental pode indicar que as novas dinâmicas trazidas pela pandemia, como trabalho remoto, hiperconectividade e mudanças no estilo de vida, podem estar dificultando o retorno aos níveis anteriores de bem-estar emocional.


Fatores associados

A pesquisa também detectou que fatores como ganhar o primeiro smartphone precocemente, comer com frequência alimentos ultraprocessados e a falta de relações familiares e amizades estão associados à piora na saúde mental. “O acesso constante à tecnologia pode levar a dependência digital, pior qualidade do sono e diminuição do contato direto e interação com as outras pessoas, o que pode afetar negativamente o bem-estar emocional”, diz Kanomata.

Os alimentos ultraprocessados, por sua vez, são geralmente ricos em gorduras saturadas, açúcares refinados e aditivos, e diversos estudos sugerem que a qualidade da dieta pode afetar a saúde mental. O relatório apontou que mais da metade dos que comem ultraprocessados diariamente está na categoria “angustiados” ou “se debatendo”, comparado a apenas 18% dos que raramente comem esse tipo de alimento.

Já as relações sociais e familiares têm um papel crucial na saúde mental das pessoas. “Um ambiente familiar positivo, com apoio emocional, comunicação aberta e relações saudáveis, promove o bem-estar emocional e ajuda a proteger contra problemas de saúde mental. Por outro lado, conflitos familiares, falta de apoio e disfunção familiar podem aumentar o risco de desenvolver problemas de saúde mental”, lembra o psiquiatra do Einstein. Para o especialista, é importante reconhecer esses desafios e implementar estratégias eficazes de autocuidado e suporte emocional para lidar com eles.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2024/05/saude-mental-dos-brasileiros-pospandemia-e-uma-das-piores-do-mundo.ghtml>
O adjetivo “maior”, que ocorre em “No Brasil, a proporção dos angustiados é maior (34%).”, exprime sua qualidade de forma: 
Alternativas
Q3496961 Português

Leia o texto para responder à questão


O homem da Rabeca


    A casa para onde me mudei nada tinha de confortável e resguardada. Somente alta e mais clara que o primeiro andar da rua do Sol.


    Devia já ser velha; os tetos baixos e o soalho carunchoso tremiam em os chinelos arrastando. Pelos buracos do rodapé, as baratas saltavam de noite aos rebanhos, em cata de alimento. Mas de manhã a coisa mudava – rompia alegremente o sol, como um companheiro folgazão, e no parapeito da varanda, as pombas do marceneiro vinham arrulhar beijando-se, com esse movimento coquette1 de cabecinhas graciosas. Um pé de eloendro florido chamava as abelhas, abrindo-lhes as corolas róseas num cândido aroma de beijos, e em anfiteatro, alargando-se da Baixa ao cimo das colinas de uma banda, e até ao azul do rio da outra, a casaria da cidade, liberta dos últimos vapores da noite, expunha as suas fachadas brancas, monotonamente cortadas de janelas, sobre que os tetos caíam em pirâmides alongadas, e de que as chaminés furavam agressivamente aqui e além, fumando na risonha luz recém-nascida.


    A primeira coisa que pude notar na vizinhança foi que não havia uma cara bonita. Em baixo, na loja do prédio fronteiro, a mulher do lugar, suja e gasta, era repelente com os seus enormes sapatos de ourelo e o corpete do vestido constantemente descerrado. No primeiro andar, engomadeiras com cara de homem, cabeludas e amarelas, vinham raro à janela para lançar olhares oblíquos sobre as casas alheias. Por cima era uma mestra – ao lado um veterano eternamente à janela, de barrete azul, fumando no seu cachimbo disforme. Na rua estreita e tortuosa, todos se conheciam; crianças brincavam descalças e ranhosas, tocando latas; de manhã era uma gralhada de janela para janela sobre a carestia das coisas e as carraspanas dos maridos – e o mesmo padeiro servia as famílias, demorando-se de palestra pelas escadas.


(Fialho de Almeida, “O homem da Rabeca”. Em: Massaud Moisés.

A Literatura Portuguesa Através Dos Textos, 2012. Adaptado)


1sedutor

Assinale a alternativa em que o termo destacado está empregado como advérbio de tempo.
Alternativas
Q3496036 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Conscientização e ação para prevenir acidentes de trânsito

Jorge Carlos Machado Curi

        Assim como o acidente que matou Ayrton Senna não causaria mais a morte de motoristas de Fórmula 1 se sofressem algo similar hoje por conta da evolução da segurança no automobilismo, o número de iniciativas e tecnologias que proporcionam maior segurança no trânsito cotidiano cresceu nas últimas décadas. Pode-se observar esse fenômeno desde que virou obrigação, por lei, usar cinto de segurança em carros e capacetes nas motos e, mais recentemente, quando os “airbags” e freios ABS também se tornaram obrigatórios nos veículos brasileiros. A criação da Faixa Azul também ajudou a reduzir o número de mortes de motociclistas em vias movimentadas.

        No entanto, apesar das campanhas de conscientização, como Maio Amarelo, e dos avanços dessas tecnologias desenvolvidas para minimizar traumas — como é chamada a lesão causada por um evento inesperado externo ao corpo —, muitos não as utilizam. Segundo dados de 2023 da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), uma média de 275 motoristas são multados por hora, nas rodovias do país, por não usarem o cinto de segurança. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, apenas 60,7% dos motociclistas que moram em áreas rurais usam capacete. Poucas pessoas usam roupas de proteção, além do capacete, ao andar de moto, mesmo sabendo que elas oferecem maior segurança em caso de acidentes.

        O Brasil ainda é o terceiro país que mais registra mortes no trânsito, de acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde, ficando atrás apenas de Índia e China, países com populações várias vezes maiores que a do nosso país. Quando se trata de motociclistas, os números são ainda mais graves. Em dezembro do ano passado, foram 55 mortes de motoqueiros e/ou garupas em São Paulo, quase dois por dia em apenas um mês, de acordo com o Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito (Infosiga). De cada 10 mortos, quatro faleceram na via em que se acidentaram, enquanto seis morreram em hospitais, mesmo depois de terem recebido socorro. Ao todo, só em São Paulo, foram registradas 426 mortes de motociclistas no ano passado.

        A nível nacional, a taxa de internação de motociclistas que sofreram acidentes de trânsito aumentou 55% em uma década, de 2011 a 2021, segundo boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde. Da mesma forma, nos últimos 20 anos, a frota de motos registradas no Brasil cresceu mais de cinco vezes, chegando a um número de 32,3 milhões em setembro de 2023, de acordo com a Senatran.

        Nesse cenário e em meio ao crescimento dos aplicativos de entrega, os acidentes com motoboys também são uma triste realidade atual. De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, motociclistas e ciclistas de entregas rápidas estão entre as profissões mais perigosas do ponto de vista da incidência de acidentes de trabalho, com uma média de 362 casos para cada 10 mil empregos. Outra pesquisa feita por uma seguradora focada em profissionais autônomos revelou que motoboys ficaram, em média, 41 dias afastados de suas atividades em 2023 devido a acidentes sofridos durante a prestação do serviço.

        Para mudar essa realidade, é necessária uma via de mão dupla: a conscientização e a ação. E essa ação passa por uma mudança de mentalidade de nossos motoristas, voltada à prevenção de acidentes. Para isso, precisamos de uma intensa e contínua educação no trânsito. Atitudes simples, como a utilização de cinto de segurança, limite de velocidade, atenção às placas de sinalização e advertência, são essenciais, além do básico: não beber ou utilizar qualquer tipo de droga antes de dirigir.

        Por parte do governo, campanhas, fiscalização e punição de infrações devem ser constantes, a fim de inibir comportamentos perigosos por parte dos motoristas. Às empresas, aos estabelecimentos e aos aplicativos que se valem dos serviços de entregadores motoboys, caberia prestar assistência, melhorando as condições de trabalho dessa categoria.

        Além disso, a assistência médica não pode falhar no atendimento das vítimas. Quando um acidente acontece e a pessoa sofre um trauma, é fundamental que os profissionais que farão o atendimento inicial do traumatizado — sejam os médicos, bombeiros, profissionais de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), entre outros — estejam preparados e tenham sido devidamente treinados para prestar a assistência adequada, seguindo protocolos aprovados mundialmente. Afinal, o sucesso do tratamento de qualquer tipo de trauma depende muito de como a pessoa é atendida desde o primeiro momento.

        Em suma, o conceito fundamental — não apenas para o Maio Amarelo, mas para todos os meses do ano — é estarmos sempre aprimorando a educação para que possamos reduzir, ano a ano, o número de pessoas acidentadas no trânsito. É importante lembrar sempre que evitar acidentes de trânsito é evitar milhares de mortes e sequelas e, consequentemente, grande dor para os acometidos e suas famílias, além das severas consequências na saúde das vítimas e os impactos econômicos e sociais resultantes.

        Na área da saúde, a redução do número de traumas facilmente evitáveis no trânsito liberaria os médicos para tratar de outras condições de saúde que as tecnologias e inovações médicas, infelizmente, ainda não conseguem evitar.

*Cirurgião geral e intensivista, integrante das câmaras técnicas de Cirurgia Geral e de Segurança do Paciente no Conselho Federal de Medicina


Disponível em: <https://www.correiobraziliense.com.br/>
Analise o trecho a seguir.
   Outra pesquisa feita por uma seguradora focada em profissionais autônomos revelou que motoboys ficaram, em média, 41 dias afastados de suas atividades em 2023 devido a [1] acidentes sofridos durante a [2] prestação do serviço.
Em conformidade com a regência da língua portuguesa, o autor não utilizou, nos termos em destaque, o acento grave por ser tratar, 
Alternativas
Respostas
5221: C
5222: C
5223: B
5224: B
5225: D
5226: C
5227: B
5228: D
5229: B
5230: B
5231: D
5232: C
5233: C
5234: D
5235: A
5236: A
5237: B
5238: D
5239: E
5240: A