Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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Seres humanos e animais selvagens podem cooperar de maneiras que você nem imagina!
Diferentes espécies de animais podem cooperar para obter benefícios mútuos, e isso não é lá grande novidade! Mesmo nós, humanos, estabelecemos esse tipo de relacionamento com outros animais, como acontece com as abelhas que polinizam nossos jardins e plantações. Mas nossa cooperação com animais selvagens pode atingir um outro nível, que exige coordenação ativa e voluntária de comportamentos entre as duas espécie.
Imagine, por exemplo, um cavaleiro e seu cavalo. Para trabalharem juntos, eles precisam estar muito sintonizados e compreender os sinais sutis um do outro. Pois saiba que a nossa espécie já conseguiu estabelecer o mesmo tipo de parceria também com diversas espécies de animais selvagens, como lobos, orcas, aves e golfinhos.
Um ótimo exemplo vem do continente africano, de onde se conhece há centenas de anos uma incrível relação entre humanos e uma ave chamada pássaro-do-mel (Indicator indicator). Quando querem coletar mel, as pessoas emitem sons específicos, como assobios ou batuques, que variam dependendo da região na África, mas que são prontamente reconhecidos e atendidos por algum pássaro-do-mel presente nas redondezas. A ave logo inicia a busca por uma colmeia e, ao encontrá-la, emite também piados específicos, que facilitam sua localização pelos humanos. Os coletores de mel afugentam as abelhas com fumaça e abrem a colmeia com facas e machados, deixando para a ave parceira a cera de abelha que ela tanto aprecia.
Disponível em:https://chc.org.br/artigo/trabalho-em-equipe
Com base nos elementos linguísticos presentes no texto, julgue as afirmativas a seguir, assinalando (V) para as verdadeiras ou (F) para as falsas:
(__)A frase 'Isso não é lá grande novidade', é classificada como negativa, classificação igualmente atribuída à construção 'Ela jamais esqueceria aquele dia tão especial'.
(__)O coletivo é um tipo de substantivo que, mesmo estando no singular, indica vários seres de uma mesma espécie. O vocábulo 'abelha', por exemplo, forma o coletivo em 'enxame'. São exemplos também de palavras que formam o coletivo: fogos de artifício = girândola; bois, médicos, examinadores = junta.
(__)O vocábulo 'coordenação' é separado em sílabas da seguinte forma: co-or-de-na-ção, apresentando o mesmo número de sílabas que o vocábulo 'expectativa'. Já 'voo' apresenta um encontro vocálico inseparável e, por isso, é considerado uma palavra monossílaba.
(__)Em 'um cavaleiro e seu cavalo', há a presença de um substantivo coletivo e de um substantivo que forma o feminino com radical diferente do masculino. Exemplo de radical diferente ocorre em: genro=nora.
(__)O vocábulo 'humano' é um adjetivo com diferentes acepções. Nos trechos 'Mesmo nós, humanos ' e 'que facilitam sua localização pelos humanos ', foi empregado como adjetivo, referindo-se à natureza do homem. Em outros contextos, também pode denotar compaixão, como em 'Um chefe humano não sobrecarrega os funcionários'.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses é:
Como nasceram as estrelas
Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.
Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.
Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.
Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.
– Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.
E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.
Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.
Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.
(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)
Por Fabrício Carpinejar


Por Fabrício Carpinejar


Coluna 1
1. "confortáveis" (l. 11).
2. "outros" (l. 20).
3. "talvez" (l. 26).
Coluna 2
( ) Adjetivo.
( ) Advérbio.
( ) Pronome.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


Coluna 1
1. "por" (1. 02).
2. "não" (1. 03).
3. "mas" (I. 05).
4. "primeiro" (I. 27).
Coluna 2
( ) Advérbio.
( ) Conjunção.
( ) Preposição.
( ) Pronome.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O manicômio vive dentro de nós
No dia 18 de maio, comemora-se o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, data que lembra a mobilização do movimento da reforma psiquiátrica, iniciado na década de 1970, que reúne, desde então, pessoas com transtornos mentais, familiares, profissionais de saúde e setores da academia em prol de uma atenção à saúde humanizada e com respeito aos direitos fundamentais.
No cuidado à pessoa com transtornos mentais, dois modelos estão em tensão. De um lado, a proposta de tratamento como segregação do louco do convívio familiar e social. De outro, parte-se da premissa de que é necessário priorizar a atenção ambulatorial e a convivência familiar e comunitária, sendo cabível a internação apenas mediante solicitação médica, quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes, tendo como objetivo a reinserção do paciente no meio social.
As incoerências e as graves violações de direitos humanos pelas quais passaram os pacientes com transtornos mentais foram vastamente relatadas pelos pacientes e estão documentadas na literatura e no cinema. Apenas como referência, convidamos o leitor a se familiarizar e se conscientizar sobre o tema a partir da leitura de obras como “O Alienista”, de Machado de Assis, “Nos porões da loucura”, de Hiram Firmino, e, mais recente, o chocante livro “Holocausto Brasileiro”, de Daniela Arbex, que baseou o documentário produzido pela rede de TV HBO. Ainda, filmes como “O bicho de sete cabeças” e “Em nome da razão” são obras obrigatórias sobre o universo de violações de direitos vivido por pacientes psiquiátricos.
A história revela que o isolamento e a institucionalização dos doentes rapidamente conduziram à superlotação de hospitais, que se tornaram depósitos de pessoas sem atenção clínica e psiquiátrica adequada, ao uso de práticas sem devido fundamento científico, à privação de liberdade, ao isolamento, à perda da privacidade e à violência, entre outras gravíssimas violações de direitos humanos.
Muitas vezes, sequer, essas pessoas tiveram um diagnóstico adequado e justificativa para sua internação. Muitas dessas pessoas não encontraram a luz da porta de saída e morreram ainda no ambiente hospitalar. Teriam sido 60 mil apenas no Hospital Colônia de Barbacena, segundo nos conta Daniela Arbex.
Mesmo diante desses fatos, ainda hoje, muitas vozes, por vezes camuflando suas reais intenções, insistem em práticas segregacionistas, que “coisificam” o doente, que perde sua condição de pessoa e de sujeito de direitos. Não há dúvidas de que o cuidado com o paciente com transtornos mentais é complexo e impacta gravemente a vida de sua família. No entanto, a institucionalização e a segregação trazem tranquilidade apenas para a consciência daqueles que acreditam que “o que os olhos não veem o coração não sente”.
Em visita ao Hospital Colônia de Barbacena, o jornalista Hiram Firmino testemunhou: “Não encontramos os loucos terríveis que supúnhamos encontrar. Mas seres humanos como nós. Pessoas que, fora das crises, vivem lúcidas o tempo todo”.
Portanto, neste dia 18 de maio, proponho que lutemos contra o manicômio que está dentro de cada um de nós e que o poder público, em vez de admitir práticas que configuram retrocesso no cuidado das pessoas com transtornos mentais, esteja empenhado em fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial do SUS (RAPS), promover a inclusão social, resgatar a cidadania e dispensar apoio intersetorial ao paciente e sua família.
(Luciano Moreira de Oliveira, Promotor de Justiça, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde do MPMG, Estado de Minas. Em: maio de 2023.)
A expressão em destaque, considerado o núcleo ao qual se liga, deve ser classificada morfologicamente como uma locução de valor:
I. Adjetivos uniformes - apresentam uma forma para os dois gêneros (feminino e masculino). Exemplo: menino feliz; menina feliz.
II. Adjetivos biformes - a forma varia conforme o gênero (masculino e feminino). Exemplo: homem carinhoso; mulher carinhosa.
III. Os adjetivos podem estar no singular ou no plural, concordando com o número do substantivo a que se referem. Assim, a sua formação se assemelha à dos substantivos: Pessoa feliz - pessoas felizes.
Estão corretas:
Quanto à classificação dos substantivos do trecho, marque com(V)verdadeiro e (F) falso para as afirmativas:
(__) O substantivo 'ovo' é masculino, e não flexiona em gênero e número.
(__) O substantivo 'peixes' é classificado em simples e concreto, podendo ser flexionado em número.
(__) O vocábulo 'marinha' é um substantivo que nomeia o adjetivo 'vida'.
(__) Os vocábulos 'coral' e 'recifes' são substantivos simples e concretos.
A sequência que preenche os parênteses corretamente está na alternativa:
O masculino de 'mulher' é 'homem'. A seguir, Identifique a alternativa que relaciona masculino e feminino de forma INCORRETA.
Em relação ao emprego e concordância dos adjetivos do trecho, analise uma informação INCORRETA.