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Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Foram encontradas 27.099 questões

Q3805529 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão:

legado

a casa não foi partida ao meio
não foram deixados quartos
para filhos, sobrinhos ou netos
não foi resumida à lembrança
ou teve as portas lacradas

talvez as paredes ganhassem nova pintura
ou novos quadros ou um relógio mais atual
quem sabe as portas e janelas substituídas
alguns novos ladrilhos e espelhos de tomadas
ou os caibros que o avô nos últimos dias
viu cheios de brocas e garantiu trocar

imaginei a casa com portas nos quartos
um forro de gesso ou madeirite talvez aparelhos de ar condicionado
coisas que nunca teve

mas a casa não ganhou nem pintura nem quadros
nem portas ou janelas ou relógios novos
muito menos ladrinhos ou forro de gesso
muito menos foi partida ao meio


(PACHECO, Abilio. Inventário de andanças. Belém: Folheando, 2025, p.53)
No excerto do poema: “a casa não foi partida ao meio / não foram deixados quartos / para filhos, sobrinhos ou netos”. As palavras destacadas pertencem, respectivamente, a quais classes gramaticais?
Alternativas
Q3805036 Português
Marque a alternativa em que o adjetivo destacado é classificado como biforme:
Alternativas
Q3805035 Português
A flexão em grau do adjetivo não está correta na alternativa:  
Alternativas
Q3805033 Português
O vocábulo destacado está empregado como adjetivo na frase da alternativa: 
Alternativas
Q3805031 Português
Marque a alternativa em que o plural do adjetivo composto destacado está incorreto: 
Alternativas
Q3805030 Português
Indique a alternativa em que se deve usar o artigo masculino com todas as palavras:
Alternativas
Q3805029 Português
Qual é a frase que usa corretamente um artigo indefinido? 
Alternativas
Q3805027 Português
Marque a alternativa em que está correta a formação do plural do substantivo: 
Alternativas
Q3804798 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como é viver nas cidades com tecnologia mais avançada do mundo



A inteligência artificial (IA), os carros autônomos e as fontes de energia verde deixam de ser exceções para se tornarem o padrão em escala global. A inovação avança em ritmo sem precedentes, e novas invenções, registradas em patentes, surgem continuamente em países e cidades de todos os continentes. Ainda assim, alguns centros urbanos se destacam por promoverem um progresso mais intenso e integrado.


O Índice de Inovação Global 2025 (GII, na sigla em inglês), publicado anualmente pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), identifica os principais polos e países inovadores com base em critérios como investimento, desenvolvimento tecnológico, adoção de inovações e impacto socioeconômico. Segundo o relatório, os cem maiores polos de inovação do planeta — que vão de São Francisco, nos Estados Unidos, até Shenzhen, na China — respondem juntos por mais de 70% do capital de risco e das patentes mundiais.


Para compreender como a tecnologia influencia a vida cotidiana, a BBC conversou com moradores dos cinco principais polos de inovação do mundo, explorando de que forma esses ambientes transformam o cotidiano de quem vive neles e oferecem aos visitantes experiências futurísticas antes mesmo que elas cheguem a outras regiões.


O polo formado por Shenzhen, Hong Kong e Guangzhou, no sul da China, ocupa o primeiro lugar no ranking. Em 2025, a China aparece pela primeira vez entre os dez primeiros países mais inovadores, resultado do aumento de patentes, do avanço científico e do investimento em capital de risco. Nessa região, a inovação é parte inseparável da vida diária.


O britânico Jamie River, residente em Hong Kong há três anos, relata que é possível visitar mercados de rua e encontrar vendedores aceitando pagamentos via QR code ao lado de placas com preços escritos à mão. Pequenos lojistas usam vários aplicativos para gerenciar pedidos de entrega. "A combinação do novo com o antigo cria uma energia peculiar. Ninguém tem medo de testar coisas novas", comenta.


O cartão Octopus, lançado em 1997 para o transporte público, transformou-se em ferramenta de pagamento para compras cotidianas, de máquinas automáticas a parquímetros. River recomenda aos visitantes o passeio de barca Star Ferry à noite, quando ocorre o espetáculo Sinfonia das Luzes, que sincroniza música, lasers e telas de LED em quarenta e três edifícios. Outro ponto de visita é a antiga delegacia PMQ, hoje ocupada por escritórios, lojas e cafés, onde convivem ateliês de caligrafia tradicional e oficinas de impressão 3D.


Sede de gigantes como Huawei e Tencent, Shenzhen evoluiu de uma vila de pescadores para um centro global de tecnologia. A cidade foi escolhida em 1980 como a primeira Zona Econômica Especial da China, recebendo incentivos para impulsionar a inovação. Desde 2008, quando foi nomeada Cidade Criativa da Unesco, passou a abrigar espaços como o Laboratório Aberto de Inovação e o OCT Loft, que oferecem infraestrutura tecnológica acessível.


O morador Leon Huang destaca que esses locais reúnem estudantes, profissionais e entusiastas em um ambiente colaborativo e inclusivo. Entre as atrações, estão os espetáculos de drones na Baía do Parque de Talentos, que chegaram a reunir doze mil aparelhos, estabelecendo recorde mundial.


Em segundo lugar está o polo Tóquio−Yokohama, no Japão, responsável por mais de 10% das patentes internacionais. Para a moradora Dana Yao, o avanço tecnológico japonês é discreto, prático e profundamente humano. Sensores de IA em lojas de conveniência, cartões integrados de transporte e máquinas automáticas são parte do cotidiano.


Entre as experiências recomendadas estão o Henn Na Hotel, em que o check-in é automatizado e o serviço é realizado por robôs, o trem autônomo da linha Yurikamome, com vista panorâmica da baía, e o museu interativo teamLab Planets, que oferece salas imersivas de luz e cor que reagem ao movimento dos visitantes.


Em terceiro lugar, o polo San José−São Francisco, nos Estados Unidos, conhecido como Vale do Silício, concentra a maior quantidade de capital de risco do planeta, gerando 7% de todos os negócios globais e atraindo empreendedores de diversas áreas.


O empresário Ritesh Patel, fundador da Ticket Fairy, afirma que a cidade vive um renascimento tecnológico impulsionado pela inteligência artificial. "Você conversa em um jantar sobre o desafio da sua start-up, e alguém já conhece a pessoa certa para ajudar", diz. Para ele, é possível testar tecnologias que o resto do mundo só conhecerá meses depois — como os carros autônomos Waymo, amplamente usados na região.


A quarta posição pertence a Pequim, que lidera em número de publicações científicas e se destaca por combinar alta tecnologia e tradição. A futurista Elle Farrell-Kingsley descreve a cidade como um ambiente em que inovação, cultura e qualidade de vida coexistem. Aplicativos como Alipay e WeChat concentram pagamentos, tradução e entrega de alimentos. Ela cita o robotáxi Apollo, da Baidu, como símbolo dessa modernidade: "É um carro sem volante e completamente seguro."


Em quinto lugar, Seul, na Coreia do Sul, responde por 5,4% dos pedidos de patentes globais e é líder asiática em investimentos de capital de risco. O morador Chris Oberman afirma que a busca pela inovação vem da escassez de recursos naturais: "Há um impulso coletivo para crescer e não ficar para trás."


Na capital sul-coreana, portas digitais, pagamentos sem dinheiro e lojas automatizadas abertas 24 horas fazem parte da rotina. O rio Cheongyecheon, no centro, é exemplo do planejamento sustentável: mistura natureza, transporte autônomo e design urbano inteligente.


Entre as cidades latino-americanas, São Paulo aparece em quadragésimo nono lugar, e Cidade do México, pela primeira vez no ranking, em septuagésimo nono. Ambas representam o esforço da região em acompanhar o avanço tecnológico global, reforçando a presença latino-americana entre os cem principais polos de inovação do mundo, segundo o relatório da OMPI.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2prv3pm8no.adaptado.

A quarta posição pertence a Pequim, que lidera em número de publicações científicas e se destaca por combinar alta tecnologia e tradição. A futurista Elle Farrell-Kingsley descreve a cidade como um ambiente em que inovação, cultura e qualidade de vida coexistem.



De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que: 

Alternativas
Q3803926 Português
Marque a alternativa que NÃO contêm adjetivo na frase: 
Alternativas
Q3803684 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Desigualdades sociais dificultam acesso à educação infantil no Brasil

        As desigualdades socioeconômicas repercutem também no acesso à educação infantil no Brasil. Essa é uma constatação do estudo inédito. O desafio da equidade no acesso à educação infantil: uma análise do CadÚnico e do Censo Escolar, realizado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

        O estudo cruza informações do CadÚnico com o Censo Escolar, a partir de microdados de 2023. A desigualdade pode ser comprovada pelo fato de apenas 30% do total de 10 milhões de crianças de baixa renda na primeira infância, inscritas no CadÚnico, estarem em creches, em dezembro daquele ano. Já na pré-escola, etapa obrigatória da educação básica, apenas 72,5% das crianças de 4 e 5 anos que vivem em famílias de baixa renda no CadÚnico estavam matriculadas.

        A presidente da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Mariana Luz, defende muito a creche na vida das crianças, sobretudo na primeira etapa (até 3 anos de idade).

        “Ela é muito benéfica, em especial para crianças que estão em alguma situação de vulnerabilidade, porque a gente está falando de a creche ser um espaço de aprendizagem, desenvolvimento, mas também um espaço de segurança”, avaliou.

        A desigualdade de acesso à educação infantil pelas famílias de baixa renda é ainda mais acentuada na Região Norte, com taxa de matrícula na creche entre as crianças de baixa renda de 16,4%, em 2023, seguida do Centro-Oeste (25%) e Nordeste (28,7%). Apenas Sudeste (37,6%) e Sul (33,2%) apresentavam taxas um pouco superiores à média nacional de 30% para a população do CadÚnico.

        De acordo com o estudo, as diferenças são notadas também na pré-escola, com a taxa de matrícula para as crianças inscritas no CadÚnico variando de 68% a 78% nas regiões do país, com Norte e Nordeste mostrando as menores taxas.

        O estudo revela que os municípios menores e com menor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) enfrentam mais dificuldades para garantir vagas, em função de restrições financeiras, ou por falta de capacidade técnica, o que reforça a importância de políticas públicas que apoiem os territórios mais vulneráveis, com objetivo de gerar mais equilíbrio na oferta de educação infantil em todo o país. Mariana Luz afirmou que o papel do setor público é alcançar as comunidades e ofertar o direito das crianças, sejam indígenas, quilombolas, brancas, negras, e garantir que esse direito seja também de qualidade e adequado à realidade de cada grupo, lembrando sempre que a educação básica é um direito da criança. Fonte:

https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025- 12/desigualdades-sociais-dificulta-acesso-educacao-infantil-no-brasil (adaptado).
No texto, aparece a forma “MEC” para designar um órgão da administração pública federal. Esse tipo de formação lexical é característico de um processo específico da língua portuguesa, utilizado para condensar nomes extensos em unidades gráficas autônomas. Do ponto de vista linguístico, a forma “MEC” enquadra-se corretamente como:
Alternativas
Q3803683 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Desigualdades sociais dificultam acesso à educação infantil no Brasil

        As desigualdades socioeconômicas repercutem também no acesso à educação infantil no Brasil. Essa é uma constatação do estudo inédito. O desafio da equidade no acesso à educação infantil: uma análise do CadÚnico e do Censo Escolar, realizado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

        O estudo cruza informações do CadÚnico com o Censo Escolar, a partir de microdados de 2023. A desigualdade pode ser comprovada pelo fato de apenas 30% do total de 10 milhões de crianças de baixa renda na primeira infância, inscritas no CadÚnico, estarem em creches, em dezembro daquele ano. Já na pré-escola, etapa obrigatória da educação básica, apenas 72,5% das crianças de 4 e 5 anos que vivem em famílias de baixa renda no CadÚnico estavam matriculadas.

        A presidente da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Mariana Luz, defende muito a creche na vida das crianças, sobretudo na primeira etapa (até 3 anos de idade).

        “Ela é muito benéfica, em especial para crianças que estão em alguma situação de vulnerabilidade, porque a gente está falando de a creche ser um espaço de aprendizagem, desenvolvimento, mas também um espaço de segurança”, avaliou.

        A desigualdade de acesso à educação infantil pelas famílias de baixa renda é ainda mais acentuada na Região Norte, com taxa de matrícula na creche entre as crianças de baixa renda de 16,4%, em 2023, seguida do Centro-Oeste (25%) e Nordeste (28,7%). Apenas Sudeste (37,6%) e Sul (33,2%) apresentavam taxas um pouco superiores à média nacional de 30% para a população do CadÚnico.

        De acordo com o estudo, as diferenças são notadas também na pré-escola, com a taxa de matrícula para as crianças inscritas no CadÚnico variando de 68% a 78% nas regiões do país, com Norte e Nordeste mostrando as menores taxas.

        O estudo revela que os municípios menores e com menor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) enfrentam mais dificuldades para garantir vagas, em função de restrições financeiras, ou por falta de capacidade técnica, o que reforça a importância de políticas públicas que apoiem os territórios mais vulneráveis, com objetivo de gerar mais equilíbrio na oferta de educação infantil em todo o país. Mariana Luz afirmou que o papel do setor público é alcançar as comunidades e ofertar o direito das crianças, sejam indígenas, quilombolas, brancas, negras, e garantir que esse direito seja também de qualidade e adequado à realidade de cada grupo, lembrando sempre que a educação básica é um direito da criança. Fonte:

https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025- 12/desigualdades-sociais-dificulta-acesso-educacao-infantil-no-brasil (adaptado).
No trecho “defende muito a creche na vida das crianças, sobretudo na primeira etapa”, a palavra “sobretudo”, nesse contexto, classifica-se gramaticalmente como: 
Alternativas
Q3803624 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Creatina: os efeitos reais do suplemento na performance e na saúde


Enquanto as tendências do mundo fitness se transformam com rapidez — e certas modalidades, técnicas e suplementos logo perdem popularidade —, a creatina mantém-se como uma das substâncias mais recomendadas por profissionais de saúde, graças aos benefícios amplamente comprovados por estudos científicos.

O corpo humano produz naturalmente a creatina a partir de três aminoácidos — glicina, metionina e arginina — sintetizados no fígado, nos rins e no pâncreas. Além disso, ela é obtida por meio de alimentos de origem animal, como carnes e leite. Parte da substância é eliminada pela urina, enquanto entre 60% e 80% é armazenada pelo organismo. Segundo Felipe Henning Gaia Duarte, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Regional São Paulo), a suplementação serve para preencher esses estoques, auxiliando na melhora da força e do desempenho físico durante a prática de exercícios.

A creatina aprimora a disponibilidade de energia necessária para sustentar a contração muscular em atividades intensas. Isso se traduz em melhor desempenho, maior capacidade de resistência, recuperação acelerada entre séries e favorecimento do ganho de força e de massa muscular. Sua principal função é a conversão em fosfocreatina nas fibras musculares, que atua como reserva imediata de energia ao fornecer grupos de fosfato responsáveis pela rápida regeneração do ATP — a principal fonte energética das células.

De acordo com Fabrício Buzatto, médico do esporte e membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, essa reserva energética permite adiar a fadiga e executar séries mais intensas e longas, fundamentais para o desenvolvimento muscular. O suplemento também favorece a recuperação entre treinos, possibilitando maior frequência e intensidade de exercícios, fatores decisivos para o crescimento dos músculos.

A manutenção de uma boa massa muscular vai além da estética e do desempenho atlético: contribui para o controle do peso, a prevenção de lesões, o fortalecimento ósseo, a regulação da glicose e a saúde cardiovascular. Além disso, promove envelhecimento saudável e equilíbrio metabólico, evitando distúrbios como obesidade e desequilíbrios hormonais.

A creatina pode ainda provocar leve inchaço celular, decorrente da retenção de água dentro das fibras musculares — e não no tecido adiposo —, o que demonstra que o aumento de peso não se deve ao acúmulo de gordura. Um estudo mostrou que, após doze semanas de suplementação, houve aumento expressivo de massa muscular e força em comparação a um grupo que recebeu placebo, com destaque para os ganhos observados em exercícios de supino e agachamento. Há também indícios de que a creatina beneficie a função cerebral e a cognição sob estresse, embora ainda faltem comprovações definitivas nesse campo.

A suplementação é indicada para atletas, idosos e pessoas que necessitam aumentar massa muscular, sempre com orientação médica. A forma mais comum e eficaz é a creatina monoidratada. Segundo Buzatto, vegetarianos e veganos tendem a se beneficiar mais, pois não consomem as principais fontes naturais da substância. Produzida sinteticamente em laboratório, a creatina resulta de reações químicas entre sarcosinato e cianamida, seguida de purificação e secagem até se obter o pó final.

Em relação às contraindicações, Duarte afirma que a creatina é segura para a maioria das pessoas, mas requer cautela em casos de comprometimento renal ou hepático, com acompanhamento médico e monitoramento laboratorial. O uso do suplemento isoladamente, sem atividade física, não traz benefícios. Mesmo em situações clínicas, como osteopenia ou sarcopenia, a creatina só é eficaz quando associada à prática de exercícios e a uma alimentação equilibrada.

A dosagem usual varia entre três e cinco gramas por dia, de acordo com as características individuais. A substância pode ser ingerida em cápsulas ou em pó, sendo que as cápsulas oferecem praticidade, mas absorção ligeiramente mais lenta. O uso contínuo é recomendado, sem necessidade de ciclos, e o consumo excessivo — acima de trinta gramas diárias — deve ser evitado, pois afeta o fígado, os rins e o ritmo cardíaco.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxe36g83jl0o.adaptado.
Sua principal função é a conversão em fosfocreatina nas fibras musculares, que atua como reserva imediata de energia ao fornecer grupos de fosfato responsáveis pela rápida regeneração do ATP — a principal fonte energética das células.

De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3803504 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Creatina: os efeitos reais do suplemento na performance e na saúde


Enquanto as tendências do mundo fitness se transformam com rapidez — e certas modalidades, técnicas e suplementos logo perdem popularidade —, a creatina mantém-se como uma das substâncias mais recomendadas por profissionais de saúde, graças aos benefícios amplamente comprovados por estudos científicos.

O corpo humano produz naturalmente a creatina a partir de três aminoácidos — glicina, metionina e arginina — sintetizados no fígado, nos rins e no pâncreas. Além disso, ela é obtida por meio de alimentos de origem animal, como carnes e leite. Parte da substância é eliminada pela urina, enquanto entre 60% e 80% é armazenada pelo organismo. Segundo Felipe Henning Gaia Duarte, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Regional São Paulo), a suplementação serve para preencher esses estoques, auxiliando na melhora da força e do desempenho físico durante a prática de exercícios.

A creatina aprimora a disponibilidade de energia necessária para sustentar a contração muscular em atividades intensas. Isso se traduz em melhor desempenho, maior capacidade de resistência, recuperação acelerada entre séries e favorecimento do ganho de força e de massa muscular. Sua principal função é a conversão em fosfocreatina nas fibras musculares, que atua como reserva imediata de energia ao fornecer grupos de fosfato responsáveis pela rápida regeneração do ATP — a principal fonte energética das células.

De acordo com Fabrício Buzatto, médico do esporte e membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, essa reserva energética permite adiar a fadiga e executar séries mais intensas e longas, fundamentais para o desenvolvimento muscular. O suplemento também favorece a recuperação entre treinos, possibilitando maior frequência e intensidade de exercícios, fatores decisivos para o crescimento dos músculos.

A manutenção de uma boa massa muscular vai além da estética e do desempenho atlético: contribui para o controle do peso, a prevenção de lesões, o fortalecimento ósseo, a regulação da glicose e a saúde cardiovascular. Além disso, promove envelhecimento saudável e equilíbrio metabólico, evitando distúrbios como obesidade e desequilíbrios hormonais.

A creatina pode ainda provocar leve inchaço celular, decorrente da retenção de água dentro das fibras musculares — e não no tecido adiposo —, o que demonstra que o aumento de peso não se deve ao acúmulo de gordura. Um estudo mostrou que, após doze semanas de suplementação, houve aumento expressivo de massa muscular e força em comparação a um grupo que recebeu placebo, com destaque para os ganhos observados em exercícios de supino e agachamento. Há também indícios de que a creatina beneficie a função cerebral e a cognição sob estresse, embora ainda faltem comprovações definitivas nesse campo.

A suplementação é indicada para atletas, idosos e pessoas que necessitam aumentar massa muscular, sempre com orientação médica. A forma mais comum e eficaz é a creatina monoidratada. Segundo Buzatto, vegetarianos e veganos tendem a se beneficiar mais, pois não consomem as principais fontes naturais da substância. Produzida sinteticamente em laboratório, a creatina resulta de reações químicas entre sarcosinato e cianamida, seguida de purificação e secagem até se obter o pó final.

Em relação às contraindicações, Duarte afirma que a creatina é segura para a maioria das pessoas, mas requer cautela em casos de comprometimento renal ou hepático, com acompanhamento médico e monitoramento laboratorial. O uso do suplemento isoladamente, sem atividade física, não traz benefícios. Mesmo em situações clínicas, como osteopenia ou sarcopenia, a creatina só é eficaz quando associada à prática de exercícios e a uma alimentação equilibrada.

A dosagem usual varia entre três e cinco gramas por dia, de acordo com as características individuais. A substância pode ser ingerida em cápsulas ou em pó, sendo que as cápsulas oferecem praticidade, mas absorção ligeiramente mais lenta. O uso contínuo é recomendado, sem necessidade de ciclos, e o consumo excessivo — acima de trinta gramas diárias — deve ser evitado, pois afeta o fígado, os rins e o ritmo cardíaco.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxe36g83jl0o.adaptado.
O suplemento também favorece a recuperação entre treinos, possibilitando maior frequência e intensidade de exercícios, fatores decisivos para o crescimento dos músculos. A manutenção de uma boa massa muscular vai além da estética e do desempenho atlético.

De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3803102 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como é viver nas cidades com tecnologia mais avançada do mundo

A inteligência artificial (IA), os carros autônomos e as fontes de energia verde deixam de ser exceções para se tornarem o padrão em escala global. A inovação avança em ritmo sem precedentes, e novas invenções, registradas em patentes, surgem continuamente em países e cidades de todos os continentes. Ainda assim, alguns centros urbanos se destacam por promoverem um progresso mais intenso e integrado.

O Índice de Inovação Global 2025 (GII, na sigla em inglês), publicado anualmente pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), identifica os principais polos e países inovadores com base em critérios como investimento, desenvolvimento tecnológico, adoção de inovações e impacto socioeconômico. Segundo o relatório, os cem maiores polos de inovação do planeta — que vão de São Francisco, nos Estados Unidos, até Shenzhen, na China — respondem juntos por mais de 70% do capital de risco e das patentes mundiais.

Para compreender como a tecnologia influencia a vida cotidiana, a BBC conversou com moradores dos cinco principais polos de inovação do mundo, explorando de que forma esses ambientes transformam o cotidiano de quem vive neles e oferecem aos visitantes experiências futurísticas antes mesmo que elas cheguem a outras regiões. 

O polo formado por Shenzhen, Hong Kong e Guangzhou, no sul da China, ocupa o primeiro lugar no ranking. Em 2025, a China aparece pela primeira vez entre os dez primeiros países mais inovadores, resultado do aumento de patentes, do avanço científico e do investimento em capital de risco. Nessa região, a inovação é parte inseparável da vida diária.

O britânico Jamie River, residente em Hong Kong há três anos, relata que é possível visitar mercados de rua e encontrar vendedores aceitando pagamentos via QR code ao lado de placas com preços escritos à mão. Pequenos lojistas usam vários aplicativos para gerenciar pedidos de entrega. "A combinação do novo com o antigo cria uma energia peculiar. Ninguém tem medo de testar coisas novas", comenta.

O cartão Octopus, lançado em 1997 para o transporte público, transformou-se em ferramenta de pagamento para compras cotidianas, de máquinas automáticas a parquímetros. River recomenda aos visitantes o passeio de barca Star Ferry à noite, quando ocorre o espetáculo Sinfonia das Luzes, que sincroniza música, lasers e telas de LED em quarenta e três edifícios. Outro ponto de visita é a antiga delegacia PMQ, hoje ocupada por escritórios, lojas e cafés, onde convivem ateliês de caligrafia tradicional e oficinas de impressão 3D.

Sede de gigantes como Huawei e Tencent, Shenzhen evoluiu de uma vila de pescadores para um centro global de tecnologia. A cidade foi escolhida em 1980 como a primeira Zona Econômica Especial da China, recebendo incentivos para impulsionar a inovação. Desde 2008, quando foi nomeada Cidade Criativa da Unesco, passou a abrigar espaços como o Laboratório Aberto de Inovação e o OCT Loft, que oferecem infraestrutura tecnológica acessível.

O morador Leon Huang destaca que esses locais reúnem estudantes, profissionais e entusiastas em um ambiente colaborativo e inclusivo. Entre as atrações, estão os espetáculos de drones na Baía do Parque de Talentos, que chegaram a reunir doze mil aparelhos, estabelecendo recorde mundial.

Em segundo lugar está o polo Tóquio−Yokohama, no Japão, responsável por mais de 10% das patentes internacionais. Para a moradora Dana Yao, o avanço tecnológico japonês é discreto, prático e profundamente humano. Sensores de IA em lojas de conveniência, cartões integrados de transporte e máquinas automáticas são parte do cotidiano.

Entre as experiências recomendadas estão o Henn Na Hotel, em que o check-in é automatizado e o serviço é realizado por robôs, o trem autônomo da linha Yurikamome, com vista panorâmica da baía, e o museu interativo teamLab Planets, que oferece salas imersivas de luz e cor que reagem ao movimento dos visitantes.

Em terceiro lugar, o polo San José−São Francisco, nos Estados Unidos, conhecido como Vale do Silício, concentra a maior quantidade de capital de risco do planeta, gerando 7% de todos os negócios globais e atraindo empreendedores de diversas áreas.

O empresário Ritesh Patel, fundador da Ticket Fairy, afirma que a cidade vive um renascimento tecnológico impulsionado pela inteligência artificial. "Você conversa em um jantar sobre o desafio da sua start-up, e alguém já conhece a pessoa certa para ajudar", diz. Para ele, é possível testar tecnologias que o resto do mundo só conhecerá meses depois — como os carros autônomos Waymo, amplamente usados na região.

A quarta posição pertence a Pequim, que lidera em número de publicações científicas e se destaca por combinar alta tecnologia e tradição. A futurista Elle Farrell-Kingsley descreve a cidade como um ambiente em que inovação, cultura e qualidade de vida coexistem. Aplicativos como Alipay e WeChat concentram pagamentos, tradução e entrega de alimentos. Ela cita o robotáxi Apollo, da Baidu, como símbolo dessa modernidade: "É um carro sem volante e completamente seguro."

Em quinto lugar, Seul, na Coreia do Sul, responde por 5,4% dos pedidos de patentes globais e é líder asiática em investimentos de capital de risco. O morador Chris Oberman afirma que a busca pela inovação vem da escassez de recursos naturais: "Há um impulso coletivo para crescer e não ficar para trás."

Na capital sul-coreana, portas digitais, pagamentos sem dinheiro e lojas automatizadas abertas 24 horas fazem parte da rotina. O rio Cheongyecheon, no centro, é exemplo do planejamento sustentável: mistura natureza, transporte autônomo e design urbano inteligente.

Entre as cidades latino-americanas, São Paulo aparece em quadragésimo nono lugar, e Cidade do México, pela primeira vez no ranking, em septuagésimo nono. Ambas representam o esforço da região em acompanhar o avanço tecnológico global, reforçando a presença latino-americana entre os cem principais polos de inovação do mundo, segundo o relatório da OMPI.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2prv3pm8no.adaptado.
Em quinto lugar, Seul, na Coreia do Sul, responde por 5,4% dos pedidos de patentes globais e é líder asiática em investimentos de capital de risco. O morador Chris Oberman afirma que a busca pela inovação vem da escassez de recursos naturais: "Há um impulso coletivo para crescer e não ficar para trás."

De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3803024 Português
Analise as assertivas abaixo e classifique-as em verdadeiro (V) ou falso (F). Em seguida, assinale a alternativa correta.

(_) A palavra “oito” é um numeral, pois indica uma quantidade.
(_) A palavra “triplo” é um numeral, pois representa um multiplicativo.
(_) A palavra “quinto” é um numeral, pois indica um ordinal.
(_) A palavra “penúltimo” é um numeral, pois mostra posição.

Alternativas:
Alternativas
Q3803023 Português
Marque a alternativa que preenche a lacuna a seguir corretamente com um adjetivo:

“A menina escreveu um texto __________, que emocionou toda a turma.”
Alternativas
Respostas
2581: B
2582: C
2583: B
2584: A
2585: D
2586: B
2587: C
2588: B
2589: C
2590: D
2591: A
2592: A
2593: B
2594: A
2595: B
2596: C
2597: B
2598: C
2599: B
2600: C