Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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A palavra “prisão” não é uma palavra difícil de ser entendida: é um lugar onde sua liberdade, seus movimentos e seu acesso a basicamente tudo é restrito,em geral como uma punição por ter cometido um crime. Mas para quem já foi condenado, uma prisão é muito mais do que isso: é um lugar onde dignidade, privacidade e controle são entregues aos guardas e administradores da prisão, onde isolamento e tédio podem deixar alguém louco e onde a mais simples das necessidades parece um luxo. Nos Estados Unidos, mais de dois milhões de pessoas estão em presídios e mais de 400 mil trabalham neles.
(…)
As pessoas costumam pensar em prisões de segurança máxima quando pensam em como seria a prisão. No entanto, apenas um quarto de todos os presidiários dos Estados Unidos está em presídios de segurança máxima. Esse tipo de prisão é reservado para infratores violentos, para quem já fugiu (ou tentou fugir) ou para presos que podem causar problemas em prisões de menor segurança. Elas são rodeadas por muros altos e cercas farpadas.
“As pessoas costumam pensar em prisões de segurança máxima quando pensam em como seria a prisão”
1. As palavras sublinhadas pertencem à categoria de palavras gramaticais variáveis e, portanto, passíveis de flexão.
2. As palavras sublinhadas classificam-se em: artigo, substantivo, adjetivo, verbo e substantivo, respectivamente.
3. Na última oração da frase: “quando pensam em como seria a prisão”, o termo sublinhado é objeto direto e poderia estar anteposto ao verbo a que se refere sem prejuízo de sentido ao contexto.
4. A frase mescla dois tempos verbais: presente e futuro, respectivamente.
5. O termo “de segurança máxima” é um objeto indireto do verbo pensar. É indireto pela presença da preposição “em” que pode ser substituída por “nas”, mantendo o mesmo significado.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Salvo uma improvável grande decepção __1__economia americana, nos próximos anos haverá um enxugamento do capital farto __2__ circulação __3__ mundo. O Brasil está mais preparado __4__ no passado para enfrentar a turbulência: tem US$ 375 bilhões __5__ reservas, e a dívida __6__ dólar do governo foi eliminada, entre outros fatores.
(Folha de S. Paulo, 21/6/2013).
Segunda maior etnia (1) indígena da região central do Brasil, com mais de 27 mil indivíduos, os terenas reinvindicam (2) há anos a posse de várias propriedades rurais exploradas por criadores de gado, a maioria com titulação em cartório e sujeita a (3) cobrança de impostos. A disputa se (4) arrasta, tendo a Justiça alternado decisões contraditórias, ora concedendo a posse aos fazendeiros, ora atendendo recursos da parte dos índios. O fato é que, à (5) falta de referências sólidas que permitam decisão cabal, surge um vácuo que tem sido, infelizmente, típico da questão indígena no país. (Estado de Minas, 7/6/2013, com adaptações).
Preenche corretamente a lacuna da frase acima o que se encontra em:
"Certa vez, ante o espanto da opinião pública com a violência de uma rebelião de presos, o memorável jurista Evandro Lins e Silva saiu-se com esta: espantoso, mesmo, é que os detentos enjaulados em condições subumanas não estejam realizando mais motins pelo país afora.
Lins era um humanista por excelência e sempre achou equivocada a política penitenciária. Não havia ironia no que disse. Com mais de 500 mil presos, o sistema atual tem capacidade para receber pouco mais de 300 mil. O que sobra fica amontoado em celas fétidas, sujeito à disseminação de doenças e, o que é pior, a mais violência. Como é possível imaginar que um ser humano se adapte a tais condições?
Do outro lado dos muros das prisões, uma sociedade acuada pela escalada da violência urbana prefere imaginar que lugar de bandido é na cadeia, deixando o Estado à vontade para varrer a sujeira tapete abaixo. Construir presídios e dar tratamento digno ao preso não rendem votos. Punir, sim.
Daí porque se discute tanto um novo Código Penal, como se fossem frouxas as 117 leis penais especiais e os 1.170 crimes tipificados de que dispomos. Inclusive trazendo de volta a ideia da maioridade penal, que na prática significa transformar menino em delinquente e sujeitá-lo à crueldade das prisões. Nada mais autoritário. O que a juventude precisa é de amparo, de oportunidade, de educação, e não de medidas que visem a puni-la.
A sociedade não pode virar as costas ao drama dos presídios".
(Marcus Vinicius Furtado)
I. Em “segundo números divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC)” (linhas 2-3), o termo sublinhado é preposição acidental que equivale semanticamente a conforme e consoante.
II. Em “a captação líquida não chegou a um terço da do ano passado.” (linhas 7-8), o segmento sublinhado pressupõe a omissão de “captação líquida”.
III. Em “– que destina 65% dos recursos ao financiamento imobiliário –“ (linhas 12-13), o emprego dos travessões fundamenta-se na necessidade de destacar a mudança de assunto dentro do parágrafo.
IV. Em “Mesmo que a Selic mude ao longo do período mensal considerado” (linhas 22-23), substitui-se a locução sublinhada, sem prejuízo do sentido ou do valor gramatical, por ainda que.
Estão corretas as descrições:
Os dois verbos que formam substantivos derivados grafados com ç são

Fonte: Jornal Zero Hora, 11/03/2013. (adaptado)
Para responder à questão, considere as seguintes informações:
descansando sozinho ouvindo jazz (l.17)
Posicionar sozinho entre duas orações provocou a ambiguidade, explorada na publicidade expressivamente. Entretanto, em outros gêneros em que a possibilidade de mais de uma interpretação não é desejável, haveria necessidade de estabelecer uma única leitura para a frase, como mostrado pelas reescritas a seguir.
A - Enquanto descanso sozinho, ouço jazz.
B - Enquanto descanso, ouço jazz sozinho.
C - Descanso enquanto, sozinho, ouço jazz.
Assinale a afirmativa em DESACORDO com o sentido e a organização dos períodos reescritos.
( ) A palavra inaceitável (L. 7) contém o mesmo prefixo que a palavra impessoalidade (L. 24).
( ) As palavras publicidade (L. 8) e entendimento (L. 12) apresentam sufixos que formam substantivos a partir de verbos.
( ) A palavra características (L. 11) é acentuada pela mesma regra que preceitua o uso do acento em árida (L. 22).
( ) A palavra burocratês (L.16) recebe acento gráfico pela mesma regra que preceitua a acentuação da palavra clichês (L. 19).
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
I. O emprego de inicial maiúscula na palavra Estado (L. 6) justifica-se à medida que, no texto, essa palavra designa divisão territorial e política no interior de uma Nação.
II. O sufixo -mente da palavra coloquialmente (L. 15) poderia ser suprimido, sem acarretar erro gramatical ou alteração do significado.
III. A palavra burocratês (L. 16) é um neologismo, criado pelos autores do texto, que significa „uso abusivo de linguagem retórica na redação de documentos oficiais?.
Quais estão corretas?
É um mundo estranho este. De repente, começaram a ser apresentados fósseis de animais pré-históricos descobertos recentemente no estado. Parece até coisa de novela. Primeiro foram as ossadas encontradas em São Gabriel, agora as de Dona Francisca. E eu que achava que os nossos mais antigos ancestrais eram os açorianos. Pois soube agora que tivemos Tiarajudens e Decuriasuchus residentes. Tivemos, e ainda temos.
Estou só esperando tocarem a campainha aqui de casa. Posso imaginar os paleontólogos entrando com suas escovinhas e pás, buscando embaixo do meu porcelanato algum resíduo de esqueleto. “Soubemos que dinossauros habitaram esse pedaço de chão milhões de anos atrás, exatamente aqui, onde a senhora vive.” E eu responderei muito circunspecta: “Habitaram, não. Habita ainda. Muito prazer”.
Sou uma dinossaura gaúcha.
Outro dia, num encontro entre amigas, me xingaram por não estar no Facebook. Em vez de uma liberdade de escolha, consideraram minha ausência uma afronta. Não estar no Facebook significa que você é uma esnobe com mania de ser diferente. Mas não é nada disso, tenho um bom argumento de defesa: é que me sinto obrigada a dar retorno a todos os contatos que recebo e, se entrar no Facebook, somando os e-mails que recebo (sim, e-mails – é condizente com minha espécie) não terei paz. Sou uma dinossaura. Relevem.
Eu ainda uso aparelho celular com teclas. Poderia ter um iPad, um tablet ou qualquer outro equipamento de última geração lançado dois minutos atrás, mas gosto do meu telefone simplificado, que só serve para fazer e receber chamadas e torpedos (eu ainda chamo de torpedo, e não de SMS). Não leio mensagens fora de casa. Dinossaura.
Lembram quando comentei outro dia sobre a entrevista que fiz com a Patrícia Pillar? A revista que me contratou me ofereceu um gravador. Aceitei. E pedi: não esqueçam de mandar as fitas! É um mistério terem mantido a missão que me confiaram. Gravador digital era coisa que eu ainda não tinha manuseado. Poderia ter gravado a conversa pelo celular também. Mas vocês sabem: não se extraem os resíduos paleolíticos do DNA assim no mais.
Outro dia contei pro escritor Fabrício Carpinejar que, quando estou no escuro do cinema, durante a projeção, costumo anotar nas folhas do talão de cheque as frases que me tocam durante o filme. Ele ficou bege. “Tu usa cheque???”.
E ainda acredito no amor. Podem me empalhar.
Assinale a alternativa correta quanto ao que se afrma a seguir.
O prefixo presente em irrelevante (4.§) apresenta o mesmo valor semântico do prefixo presente em

