Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Ano: 2011 Banca: FUJB Órgão: MPE-RJ
Q1237952 Português
TEXTO 
A TOQUE DE CAIXA 
A conhecida expressão significa pressa, ação imediata. Vem de Portugal, onde a tradição mandava que as pessoas indesejáveis fossem expulsas de segmentos da sociedade em cerimônias de humilhação pública, sempre a toque de caixa, ou seja, dos tambores. Elas ocorrem ainda hoje, sobretudo em quartéis. Aquele que denegriu a imagem da corporação é colocado diante da tropa, despido do seu uniforme e escuta o libelo – a proclamação oficial que justifica e determina a expulsão. Tudo executado solenemente enquanto ruflam os tambores. (...) Como seria bom que no Brasil tantos picaretas e notórios ladrões públicos e privados fossem punidos diante de toda a nação, e a toque de caixa! Profilaxia urgente, eis o que reclamam os impacientes e os indignados – nós outros, repletos de razão... 
(O pulo do gato 2, Márcio Cotrim)
Assinale a alternativa em que o termo destacado NÃO funciona como adjetivo:
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Ano: 2011 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Maringá - PR
Q1205737 Português
Assinale a alternativa correta quanto ao plural dos substantivos destacados no trecho a seguir:
Toda terça-feira o professor de geografia propõe a difícil tarefa de procurar no atlas algum lugar diferente para ser localizado e estudado. Essa semana foi o vulcão Vesúvio.
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Ano: 2011 Banca: FUJB Órgão: MPE-RJ
Q1205653 Português
Em seu primeiro livro, Um estudo em vermelho, L&PM, Porto Alegre. 2011. P. 24, Sherlock Holmes fala do valor de certos conhecimentos para o homem: “Considero o cérebro de um homem como sendo inicialmente um sótão vazio, QUE você deve mobiliar conforme tenha resolvido. Um tolo atulha-o com quanto traste vai encontrando à mão, de maneira que os conhecimentos de alguma utilidade para ele ficam soterrados, ou, na melhor das hipóteses, tão escondidos entre as demais coisas que lhe é difícil alcançá-los. Um trabalhador de talento, pelo contrário, é muito cuidadoso com o QUE leva para o sótão da sua cabeça. Não quererá mais nada além dos instrumentos QUE possam ajudar o seu trabalho; destes é que possui uma larga provisão, e todos na mais perfeita ordem. É um erro pensar que o dito quartinho tem paredes elásticas e pode ser distendido à vontade. Segundo as suas dimensões, há sempre um momento em QUE para cada nova entrada de conhecimento a gente esquece qualquer coisa QUE sabia antes. Consequentemente, é da maior importância não ter fatos inúteis ocupando o espaço dos úteis.”
No trecho “É um erro pensar que o dito quartinho tem paredes elásticas”, a forma diminutiva indica dimensão, tamanho. A alternativa em que, em função dos elementos da frase, o diminutivo está empregado em sentido depreciativo é:
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Ano: 2011 Banca: FMP Concursos Órgão: TJ-RS
Q1201813 Português
Libertem a internet! A internet deve ser livre. Isso pode parecer óbvio, mas a Comissão Federal de Comunicações dos EUA, que regulamenta o setor de internet no país, teve de comprar uma briga para garantir que o princípio seja respeitado. No fim de 2010, a agência decidiu que todos os usuários têm o direito de acessar na internet o conteúdo que quiserem, usando qualquer aplicativo, programa, veículo (computador, telefone celular, etc.). Mas a indústria de provedores não concordou. E está insuflando uma disputa no Congresso dos EUA que pode mudar ou anular essas regras. O que está em jogo é o direito de provedores interferirem no acesso à internet, bloqueando sites ou reduzindo a velocidade do tráfego de dados. Quando conectamos o computador ou o celular a uma rede, seja a sem fio de um hotel, seja a banda larga de nossa casa, o que ocorre é uma conexão entre o nosso dispositivo e o provedor de acesso. Entre o provedor e a internet há outra conexão, a “conexão de trânsito”. É nela que acontecem todas as interferências que impedem a liberdade de acesso à internet. É fácil entender por quê. Assim como você, o provedor contrata acesso à internet de alguém – no caso, de grandes provedores de banda. A diferença é que o provedor leva no atacado: contrata um “lote” de banda e o reparte entre os usuários. Suponha que um provedor tenha 1 milhão de clientes conectados via banda larga a 1 Mb/s(megabit por segundo) para download. Se todos os usuários usarem essa conexão para baixar um vídeo ao mesmo tempo, o provedor precisará de uma conexão de trânsito de 1 Tb/s(um terabit por segundo), equivalente a 1 milhão de megabits por segundo. Mas os provedores apostam que nem todos os clientes vão usar sua “cota” de internet ao mesmo tempo (o que, realmente, é algo improvável). Por isso, inserem nos contratos com seus usuários finais, ilegalmente, uma cláusula que garante só 10% da velocidade que venderam. Se o usuário contrata 1Mb/s, pode ter como garantia apenas 100kb/s, pouco mais que o dobro de velocidade dos modems discados antigos. Em situações de demanda explosiva, como vivemos agora (enviamos vídeos do telefone para os amigos, compartilhamos conteúdo na internet), provedores e usuários finais precisam de mais banda. Mas os provedores não querem ver seu custo aumentar. Aí recorrem a soluções que ferem a liberdade na internet. Limitam a velocidade de usuários que estejam acessando sites como Youtube ou VImeo, que consomem muita banda. Ou impõem aos sites um sobrepreço para garantir que o conteúdo chegue a quem quiser acessá-lo. Isso acontece em todos os países, e o Brasil não é exceção. Até porque aqui a banda larga é em geral fornecida por um único provedor na maioria das localidades, o que nos deixa reféns de um monopólio. Se quisermos conteúdo livre e acesso irrestrito à rede, não podemos deixar que isso aconteça. Carlos Afonso, Superinteressante, abril/2011, p.40. Texto adaptado.
Leia as proposições abaixo.
I. O pronome demonstrativo que inicia o segundo período estabelece relação anafórica com o primeiro período do texto. II. A conjunção MAS não poderia ser substituída corretamente pela conjunção CONQUANTO, porque têm sentidos diferentes. III. A passagem - Mas os provedores apostam que nem todos os clientes vão usar sua “cota” de internet ao mesmo tempo ( o que, realmente, é algo improvável).- pode ser reescrita corretamente da seguinte forma: Os provedores, contudo apostam que nem todos os clientes usarão sua “cota” de internet ao mesmo tempo – o que realmente é algo improvável-. IV. Na passagem – É fácil entender por quê. - o verbo está no mesmo tempo e modo que na frase Quando entender a matéria, não terás problemas.
Quais proposições estão corretas?
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Ano: 2011 Banca: FAFIPA Órgão: Prefeitura de Sarandi - RS
Q1199193 Português
ATENÇÃO AO TRABALHO
"Que trabalho chato"! "Faz de qualquer jeito. "Faz do jeito que dá". "Não te desgasta, é só trabalho". Quantas vezes você já não ouviu, falou ou pensou uma dessas frases? Pois saiba que elas são veneno puro. São frases como essas que fazem com que muitos seres humanos estejam sempre abaixo de onde poderiam estar. Elas refletem uma atitude de descuido que, geralmente, contamina toda a vida da pessoa – e faz com que ela viva em "tom menor". Mas o que elas têm a ver com o tema "atenção ao trabalho"? Sua relação é direta. Fazer de qualquer jeito, considerar o trabalho chato é ser desatento. E quem é desatento está aplicando mal o seu dom mais precioso: a atenção. A atenção é um filtro que usamos. E é ela que sempre determina a qualidade de sua vida e do que faz. O tempo todo nossa mente recebe uma enorme quantidade de estímulos, mas ela não consegue lidar com todos esses estímulos simultaneamente. Está comprovado que só conseguimos "registrar" uma parte do que acontece à nossa volta. Para selecionar o que registramos, usamos a atenção. Ela que determina o que é importante. Um bom exemplo disso é dirigir e falar no celular ao mesmo tempo. Se prestar atenção na conversa, não estarei prestando total atenção no trânsito. E se acontecer algo imprevisto, meu tempo de reação (de "registro" de um fato novo) será maior do que o normal. Resultado? Batida. Outro exemplo é o trabalho cotidiano. Se achar que minhas tarefas são "chatas", estarei ocupando minha mente com essa informação. Não deixarei entrar novos "registros", que permitirão tornar essas tarefas mais criativas, ou que me deixarão ter novas idéias a partir das tarefas que executo. Estarei condenado/a pelos meus próprios pensamentos: minhas tarefas são chatas, logo minha vida é chata – porque eu penso que é chata. Isso cria um ciclo vicioso: acho que é chato, executo sem prestar atenção, não progrido, e passo o resto da vida me "chateando" sempre com as mesmas coisas... Paradoxalmente, a forma de romper esse ciclo está na própria atenção. É na atenção concentrada na tarefa que executo que está a mágica de fazer com que qualquer tarefa deixe de ser chata, a atenção às tarefas, pequenas ou grandes, faz com que as desempenhemos com maior cuidado e alcancemos maior êxito. Experimente o seguinte. Pegue aquela tarefa que você considera mais incômoda de todas e se concentre absolutamente nela. Não permita que pensamentos como "êta coisa chata" interfiram. Não se permita divagar. Faça, e faça com atenção concentrada. Certamente, você vai perceber que nem sentiu o tempo passar. E que a tarefa foi executada em menos tempo e com mais qualidade. Qual é a vantagem disso? A primeira, e óbvia, é que aumenta sua qualidade de vida, pois reduz os momentos de insatisfação. A segunda é que cria uma "disciplina" de observar calmamente os seus pensamentos. Mas a terceira e mais significativa vantagem é que, ao aprender a executar as pequenas tarefas, as tarefas desagradáveis com perfeição, você está, na verdade, se treinando para as grandes tarefas e para a liderança. Porque não pense que a liderança é feita apenas de momentos felizes. Nada disso – e basta perguntar a alguém que esteja em um posto de liderança para confirmar. Mas a diferença entre o líder e o comum das pessoas é que o líder, tendo em vista sua meta máxima, se aplica em cada uma de suas tarefas – pequenas ou grandes. E com isso estabelece um diferencial que faz com que os demais se sintam movidos a seguir sua liderança. Pense um pouco sobre aqueles líderes que admira, e verá que isso é verdade. E pense que, se quiser seguir o exemplo que eles dão, terá que aprender a prestar atenção e a fazer bem, mesmo as pequenas tarefas. Adaptado de http://www.femininoplural.com.br/ar/decolar/abc/a4.html 
Assinale a alternativa cuja palavra destacada NÃO funciona no texto como adjetivo. 
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Ano: 2011 Banca: FUNJAB-SC Órgão: Prefeitura de Florianópolis - SC
Q1195870 Português
Assinale a alternativa CORRETA.
Qual dos substantivos abaixo apresenta uma significação no masculino e outra no feminino?
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Ano: 2011 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Baião - PA
Q1185478 Português
                   Língua e Ignorância                    Maria José Foltran
  1   Nas duas últimas semanas, o Brasil acompanhou uma discussão a   2   respeito do livro didático Por uma vida melhor, da coleção Viver,   3   aprender, distribuída pelo Programa Nacional do Livro Didático do   4   MEC. Diante de posicionamentos virulentos externados na mídia, alguns   5   até histéricos, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINGUÍSTICA   6   (ABRALIN) vê a necessidade de vir a público manifestar-se a respeito,   7   no sentido de endossar o posicionamento dos linguistas, pouco ouvidos   8   até o momento. [...]   9   O fato que, inicialmente, chamou a atenção foi que os críticos não 10   tiveram sequer o cuidado de analisar o livro em questão mais 11   atentamente. As críticas se pautaram sempre nas cinco ou seis linhas 12   largamente citadas. Vale notar que o livro acata orientações dos PCN 13   (Parâmetros Curriculares Nacionais) em relação à concepção de 14   língua/linguagem, orientações que já estão em andamento há mais de 15   uma década. Além disso, não somente este, mas outros livros didáticos 16   englobam a discussão da variação linguística com o intuito de ressaltar o 17   papel e a importância da norma culta no mundo letrado. Portanto, em 18   nenhum momento houve ou há a defesa de que a norma culta não deva 19   ser ensinada. Ao contrário, entende-se que esse é o papel da escola, 20   garantir o domínio da norma culta para o acesso efetivo aos bens 21   culturais, ou seja, para a garantia do pleno exercício da cidadania. Esta é 22   a única razão que justifica a existência de uma disciplina que ensine 23   língua portuguesa a falantes nativos de português. [...]                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Disponívele<http://www.abralin.org/noticia/Did.pdf>.
No que diz respeito à coesão, é incorreto afirmar que o(a)
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Q1164660 Português
Todas as palavras são formadas pelo mesmo processo derivacional de “conquista” em
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Q948369 Português
Leia o texto para responder à questão.

Veja – A senhora teve uma infância humilde em um bairro pobre de Nova York. Como explica ter atingido o topo de uma das maiores empresas do mundo?

Ursula Burns (presidente da Xerox) – Em primeiro lugar, educação. Meus dois irmãos e eu fomos criados apenas por nossa mãe. Meu pai nunca esteve presente. Éramos muito pobres. Muito pobres mesmo. Minha mãe trabalhava cuidando de crianças e fazendo faxina. Ela fazia limpeza em clínicas médicas e dentárias em troca de tratamento clínico e dentário para os filhos. Sua ideia de sucesso não era fazer dos filhos pessoas ricas. Ela nos dizia que era preciso trabalhar com afinco e ser bom em alguma coisa. Se agíssemos assim, ela dizia, o reconhecimento um dia chegaria. Ela exigia que tivéssemos bom desempenho na escola. Minha mãe acreditava que a educação, entre todos os fatores sobre os quais pudéssemos ter alguma influência, era justamente o que nos abriria maiores oportunidades no futuro. Nossa maior preocupação, quando crianças, era ir bem nas provas. Já minha mãe fazia todo o esforço para conseguir nos manter na melhor escola possível. Mais da metade de tudo o que ela ganhava ia para custear as mensalidades do colégio dos três filhos.

(Veja, 25.05.2011)
Sobre a frase – Éramos muito pobres. – afirma-se que:
I. o verbo que a inicia está flexionado no passado, no mesmo tempo em que está empregado o verbo destacado na última oração do texto — Mais da metade de tudo o que ela ganhava ia para custear as mensalidades do colégio dos três filhos; II. a expressão muito pobres pode ser substituída por pobríssimos, sem alteração de sentido; III. pobres é um adjetivo, assim como a palavra melhor em: ... na melhor escola possível.
Está correto o que se afirma em
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Ano: 2011 Banca: UFES Órgão: UFES Prova: UFES - 2011 - UFES - Assistente em Administração |
Q822440 Português
Uma das alternativas contém escolha correta de palavra para o preenchimento da lacuna da frase. Marque-a.
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Ano: 2011 Banca: UFES Órgão: UFES Prova: UFES - 2011 - UFES - Assistente Social |
Q822373 Português
Uma das alternativas contém erro de referência entre forma verbal e forma substantiva. Marque-a.
Alternativas
Q791804 Português
Assinale a opção que contém os elementos que estruturam a palavra “indefinível”, linha 63, separados e classificados corretamente.
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Q791798 Português
O plural do diminutivo das palavras “renovação”, linha 19, e “sinal”, linha 38, está corretamente escrito em
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Q766680 Português

Os cabeças-sujas e seu mundinho

A pessoa que joga lixo na rua, na calçada ou na praia se revela portadora de uma disfunção mental e social que a inabilita para o sucesso no atual estágio da civilização.

    Que tipo de gente joga lixo na rua, pela janela do carro ou deixa a praia emporcalhada quando sai? Uma das respostas corretas é: um tipo que está se tornando mais raro. Sim. A atual geração de adultos foi criança em um tempo em que jogar papel de bala ou a caixa vazia de biscoitos pela janela do carro quase nunca provocava uma bronca paterna. Foi adolescente quando amassar o maço vazio de cigarros e chutá-lo para longe não despertava na audiência nenhuma reação especial, além de um “vai ser perna de pau assim na China”. Chegou à idade adulta dando como certo que aquelas pessoas de macacão com a sigla do Serviço de Limpeza Urbana estampada nas costas precisam trabalhar e, por isso, vamos contribuir sujando as ruas. Bem, isso mudou. O zeitgeist, o espírito do nosso tempo, pode não impedir, mas, pelo menos, não impele mais ninguém com algum grau de conexão com o atual estágio civilizatório da humanidade a se livrar de detritos em lugares públicos sem que isso tenha um peso, uma consequência. É feio. É um ato que contraria a ideia tão prevalente da sustentabilidade do planeta e da preciosidade que são os mananciais de água limpa, as porções de terra não contaminadas e as golfadas de ar puro.

    E, no entanto, as pessoas ainda sujam, e muito as cidades impunemente.

    Só no mês de janeiro, 3000 toneladas de lixo foram recolhidas das praias cariocas – guimbas de cigarro, palitos de picolé, cocô de cachorro e restos de alimento. Empilhadas, essas evidências de vida pouco inteligente lotariam cinco piscinas olímpicas. Resume o historiador Marco Antônio Villa: “Ao contrário de cidadãos dos países desenvolvidos, o brasileiro só vê como responsabilidade sua a própria casa e não nutre nenhum senso de dever sobre os espaços que compartilha com os outros – um claro sinal de atraso”.

    O flagrante descaso com o bem público tem suas raízes fincadas na história, desde os tempos do Brasil colônia. No período escravocrata, a aristocracia saía a passear sempre com as mãos livres, escoltada por serviçais que não só carregavam seus pertences como limpavam a sujeira que ia atirando às calçadas. Não raro, o rei Dom João VI fazia suas necessidades no meio da rua, hábito também cultivado pelo filho, Pedro I, e ainda hoje presente. Foi com a instauração da República que o Estado assumiu, de forma sistemática, o protagonismo no recolhimento do lixo, mas isso não significou, nem de longe, nenhuma mudança de mentalidade por parte dos brasileiros. Cuidar da sujeira continuou a ser algo visto como aquilo que cabe a terceiros – jamais a si mesmo.

    Existe uma relação direta entre o nível de educação de um povo e a maneira como ele lida com o seu lixo. Não por acaso, o brasileiro está em situação pior que o cidadão do Primeiro Mundo quando se mede a montanha de lixo nas ruas deixada por cada um deles.

    Desde a Antiguidade, as grandes cidades do mundo, que já foram insalubres um dia, só conseguiram deixar essa condição à custa de um intenso processo de urbanização, aliado à mobilização dos cidadãos e a severas punições em forma de multa. “A concepção do bem público como algo valoroso nunca é espontânea, mas, sim, fruto de um forte empenho por parte do Estado e das famílias”, diz o filósofo Roberto Romano.

(Veja 09/03/2011, pág. 72 / com adaptações)

Sobre os aspectos linguísticos, assinale a alternativa correta:
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Ano: 2011 Banca: UFBA Órgão: UFBA Prova: UFBA - 2011 - UFBA - Assistente em Administração |
Q757944 Português
A expressão “já que” na frase “já que é sustentada pelo status econômico e social, a classe do ócio costuma ser hostil ao PROGRESSO.” (l. 9-10) articula, no contexto, uma ideia de causa.
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Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: CREMESP Prova: VUNESP - 2011 - CREMESP - Advogado |
Q746088 Português
Leia o texto para responder à questão.



No filão dos filmes sobre o crime organizado no Brasil, 400 Contra Um descreve a gênese do Comando Vermelho que, em tese, teria nascido da convivência entre presos políticos e comuns na Ilha Grande. (...) O resto não está à altura e padece daquela estetização da violência que aspira o sucesso de público e o impacto da denúncia social. Não se sabe se acertará muito qualquer desses dois alvos. 

(O Estado de S.Paulo, 6 de agosto de 2010, p. D8. Adaptado)


No último período do texto, as palavras “muito” e “qualquer” se classificam, respectivamente, como
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Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: CREMESP Prova: VUNESP - 2011 - CREMESP - Advogado |
Q746086 Português

Leia a tirinha e o texto para responder à questão.



(http://osimpublicaveis.wordpress.com/2009/06/page/2) 

Atiçador de incêndios, voz dos moinhos, remo de veleiros algumas vezes quebrado pelas calmarias, caminho sem princípio nem margem de todos os bichos voantes – morcegos, mariposas, aves de pequena ou grande envergadura. (...) Zagal de mastodontes, de dinossauros, de renas gigantescas, guiados em bandos sobre pastagens azuis e cujos ossos, cujo couro e chifres se convertem em chuva, em arco-íris. (...) Nosso pai gostava de animais. Ensinou um galo-de-campina a montar no dorso de uma cabra chamada Gedáblia, esporeando-a com silvos breves.
(Osman Lins, Nove, novena)
Tendo em vista a flexão nominal de número, assinale a alternativa em que a palavra destacada do texto tem a mesma forma, no singular e no plural.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: CREMESP Prova: VUNESP - 2011 - CREMESP - Advogado |
Q746085 Português

Leia a tirinha e o texto para responder à questão.



(http://osimpublicaveis.wordpress.com/2009/06/page/2) 

Atiçador de incêndios, voz dos moinhos, remo de veleiros algumas vezes quebrado pelas calmarias, caminho sem princípio nem margem de todos os bichos voantes – morcegos, mariposas, aves de pequena ou grande envergadura. (...) Zagal de mastodontes, de dinossauros, de renas gigantescas, guiados em bandos sobre pastagens azuis e cujos ossos, cujo couro e chifres se convertem em chuva, em arco-íris. (...) Nosso pai gostava de animais. Ensinou um galo-de-campina a montar no dorso de uma cabra chamada Gedáblia, esporeando-a com silvos breves.
(Osman Lins, Nove, novena)
Na tirinha, explora-se uma fictícia concordância nominal de gênero (febre amarele, febre amarela), para um termo, como “febre”, que não tem a forma masculina. Considerando essa informação, assinale a alternativa que contém duas palavras cuja forma seja única para os dois gêneros.
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Q730777 Português
O livro da solidão
     Os senhores todos conhecem a pergunta famosa universalmente repetida: “Que livro escolheria para levar consigo, se
tivesse de partir para uma ilha deserta...?”
    Vêm os que acreditam em exemplos célebres e dizem naturalmente: “Uma história de Napoleão.” Mas uma ilha deserta nem sempre é um exílio... Pode ser um passatempo...
     Não sei se muita gente haverá reparado nisso – mas o Dicionário é um dos livros mais poéticos, se não mesmo o mais
poético dos livros. O dicionário tem dentro de si o universo completo.
    O dicionário é o mais democrático dos livros. Muito recomendável, portanto, na atualidade. Ali, o que governa é a disciplina das letras. Barão vem antes de conde, conde antes de duque, duque antes de rei. Sem falar que antes do rei também está o presidente.
    O dicionário responde todas as curiosidades, e tem caminhos para todas as filosofias. Vemos as famílias de palavras, longas, acomodadas na sua semelhança, – e de repente os vizinhos tão diversos! Nem sempre elegantes, nem sempre decentes, – mas obedecendo a lei das letras, cabalística como a dos números...
     O dicionário explica a alma dos vocábulos: a sua hereditariedade e as suas mutações.
     E as surpresas de palavras que nunca se tinham visto nem ouvido! Raridades, horrores, maravilhas...
     E como o bom uso das palavras e o bom uso do pensamento são uma coisa só e a mesma coisa, conhecer o sentido de
cada uma é conduzir-se entre claridades, é construir mundos tendo como laboratório o dicionário, onde jazem, catalogados, todos os necessários elementos.
   Eu levaria o dicionário para a ilha deserta. O tempo passaria docemente, enquanto eu passeasse por entre nomes conhecidos e desconhecidos, nomes, sementes e pensamentos e sementes das flores de retórica.
    Poderia louvar melhor os amigos, e melhor perdoar os inimigos, porque o mecanismo da minha linguagem estaria mais ajustado nas suas molas complicadíssimas. E sobretudo, sabendo que germes pode conter uma palavra, cultivaria o silêncio, privilégio dos deuses, e ventura suprema dos homens.
(São Paulo, Folha da Manhã, 11 de julho de 1948, Cecília Meireles)
Em “Muito recomendável, portanto, na atualidade.” a palavra destacada exprime circunstância de:
Alternativas
Q730775 Português
O livro da solidão
     Os senhores todos conhecem a pergunta famosa universalmente repetida: “Que livro escolheria para levar consigo, se
tivesse de partir para uma ilha deserta...?”
    Vêm os que acreditam em exemplos célebres e dizem naturalmente: “Uma história de Napoleão.” Mas uma ilha deserta nem sempre é um exílio... Pode ser um passatempo...
     Não sei se muita gente haverá reparado nisso – mas o Dicionário é um dos livros mais poéticos, se não mesmo o mais
poético dos livros. O dicionário tem dentro de si o universo completo.
    O dicionário é o mais democrático dos livros. Muito recomendável, portanto, na atualidade. Ali, o que governa é a disciplina das letras. Barão vem antes de conde, conde antes de duque, duque antes de rei. Sem falar que antes do rei também está o presidente.
    O dicionário responde todas as curiosidades, e tem caminhos para todas as filosofias. Vemos as famílias de palavras, longas, acomodadas na sua semelhança, – e de repente os vizinhos tão diversos! Nem sempre elegantes, nem sempre decentes, – mas obedecendo a lei das letras, cabalística como a dos números...
     O dicionário explica a alma dos vocábulos: a sua hereditariedade e as suas mutações.
     E as surpresas de palavras que nunca se tinham visto nem ouvido! Raridades, horrores, maravilhas...
     E como o bom uso das palavras e o bom uso do pensamento são uma coisa só e a mesma coisa, conhecer o sentido de
cada uma é conduzir-se entre claridades, é construir mundos tendo como laboratório o dicionário, onde jazem, catalogados, todos os necessários elementos.
   Eu levaria o dicionário para a ilha deserta. O tempo passaria docemente, enquanto eu passeasse por entre nomes conhecidos e desconhecidos, nomes, sementes e pensamentos e sementes das flores de retórica.
    Poderia louvar melhor os amigos, e melhor perdoar os inimigos, porque o mecanismo da minha linguagem estaria mais ajustado nas suas molas complicadíssimas. E sobretudo, sabendo que germes pode conter uma palavra, cultivaria o silêncio, privilégio dos deuses, e ventura suprema dos homens.
(São Paulo, Folha da Manhã, 11 de julho de 1948, Cecília Meireles)
Quanto à classe de palavras, assinale a relação INCORRETA:
Alternativas
Respostas
25321: A
25322: B
25323: D
25324: A
25325: D
25326: E
25327: C
25328: C
25329: E
25330: E
25331: D
25332: A
25333: C
25334: A
25335: C
25336: D
25337: C
25338: D
25339: A
25340: E