Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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Analise as proposições em relação ao Texto 2.
I. Na estrutura “O expediente de vender o próximo artigo a um preço mais baixo sob a condição” (linhas 17 e 18) as palavras destacadas, quanto à morfologia, são preposição e artigo definido, sequencialmente.
II. O autor usa a expressão em latim “modus operandi ” (linha 16), que significa modo de operação, como um atrativo para despertar no cliente a aspiração pela compra.
III. Anafórico é o termo que se refere a outro enunciado anteriormente citado no texto. A palavra “nele” (linha 16) é anafórico de “mundo” (linha 16), enquanto a palavra “que” (linha 20) é anafórico de “companhias” (linha 20).
IV. A substituição do termo destacado por pelas em “mais praticado por companhias que trabalham com produtos para o lar” (linhas 20 e 21) não altera o sentido original, no texto, e nem constitui desvio do domínio da norma culta quanto à regência.
V. A palavra “ambos” (linha 6), quanto à classe gramatical, classifica-se como numeral, pois é equivalente a dois; passando-nos essa ideia de numeral, quantidade, conforme mostra a estrutura: “contentar com o que tem ou o que é” (linha 5).
Assinale a alternativa correta.
Analise as proposições em relação ao Texto 2, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) Da leitura do sintagma “perde seu poder de seduzir o público ou o seu valor de mercado” (linhas 11 e 12), depreende-se que se perde a competência de alcançar e manter a posição social a que o mercado consumista aspira e que impõe.
( ) No primeiro parágrafo do texto há quatro advérbios terminados em –mente, todos derivam de adjetivos e são usados com objetivo de persuadir a clientela consumidora.
( ) Na estrutura “é cada vez mais praticado por companhias que trabalham com produtos para o lar” (linhas 20 e 21) a palavra destacada, pode ser substituída pela expressão as quais, sem que haja alteração de sentido, de classificação morfológica e sintática, no texto.
( ) A estrutura “fazer o melhor com aquilo que o destino lhe ofereceu” (linhas 7 e 8) é uma forma de mostrar que o destino conspira a favor do consumidor, quando se trata do ato de comprar, efetivamente.
( ) A expressão “faça-você-mesmo” (linha 14) está grafada com hífen para representar um substantivo composto, valorizando a peça reciclada e assim assumir um índice maior de venda no mercado.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Analise as proposições em relação ao Texto 2.
I. No período “o que tem ou o que é” (linha 5) as palavras destacadas, quanto à morfologia, classificam-se como pronome demonstrativo.
II. No período “que o destino lhe ofereceu” (linhas 7 e 8) a palavra destacada, quanto à morfossintaxe, é pronome oblíquo/objeto indireto.
III. Crase é a fusão (ou contração) de duas vogais idênticas em uma só. Na linguagem escrita, a crase é representada pelo acento grave. No período “seja devolvido à loja” (linha 19) o uso da crase é obrigatório.
IV. Por colocação pronominal entende-se o estudo do posicionamento do pronome oblíquo, na frase, em relação ao verbo. No período “e se acredita que seja reabastecido para sempre caso seu estoque se esgote temporariamente” (linhas 3 e 4) há duas ocorrências de próclise.
V. No período “O depósito dessas peças é constante” (linhas 2 e 3), a palavra destacada é uma contração da preposição de com o pronome demonstrativo essas, sendo empregada como pronome demonstrativo correspondente à terceira pessoa do discurso.
Assinale a alternativa correta.
TEXTO I
SOBRE HIENAS E VIRA-LATAS
Aproveitando o momento de vulnerabilidade política e econômica do nosso país, os defensores de uma integração dependente do Brasil na economia internacional estão lançando uma nova ofensiva, facilitada pelas agruras do ajuste fiscal, com queda nos investimentos governamentais e o descrédito – convenientemente estimulado – das empresas estatais, na esteira do escândalo da Petrobrás. Em vez de atacar a raiz desses ilícitos, que é o financiamento empresarial das campanhas eleitorais (o que não diminui a responsabilidade dos transgressores da lei), os pós-neoliberais preferem investir contra os poucos instrumentos de política industrial que o Estado brasileiro ainda detém. A estratégia é ampla e não se limita a aspectos internos da economia. Incide diretamente sobre a forma pela qual o Brasil se insere na economia mundial.
Três linhas de ação têm sido perseguidas. Uma já faz parte do antigo receituário de boa parte dos comentaristas em matéria econômica: o Brasil deveria abandonar a sua preferência pelo sistema multilateral (representado pela Organização Mundial do Comércio) e dar mais atenção a acordos bilaterais com economias desenvolvidas, seja com a União Europeia, seja com os Estados Unidos da América. O refinamento, não totalmente novo, é o de que, para chegar a esses acordos, o Brasil deve buscar a “flexibilização” do Mercosul, privando-o de sua característica essencial de uma união aduaneira. Sem perceber que a motivação principal da integração é política – já que a Paz é o maior bem a ser preservado – os arautos da liberalização, sob o pretexto de aumentar nossa autonomia em relação aos nossos vizinhos, facilitando a abertura do mercado brasileiro, na verdade empurrarão os sócios menores (não em importância, mas em tamanho) para os braços das grandes potências. É de esperar que não venham a reclamar quando bases militares estrangeiras surgirem próximo das nossas fronteiras.
O segundo pilar do tripé, que está sendo gestado em gabinetes de peritos desprovidos de visão estratégica, consiste em tornar o Brasil membro pleno da OCDE, a organização que congrega primordialmente economias desenvolvidas. Essa atitude contraria a posição de aproximação cautelosa seguida até aqui e que nos tem permitido participar de vários grupos, sem tolher nossa liberdade de ação. A lógica para a busca ansiosa pelo status de membro pleno residiria na melhoria do nosso rating junto às agências de risco, decorrente do nosso compromisso com políticas de investimentos, compras governamentais e propriedade intelectual (entre outras) estranhas ao modelo de crescimento defendido por sucessivos governos brasileiros, independentemente de partidos ou de ideologias. O ganho no curto prazo se limitaria, se tanto, a um aspecto de marketing, e seria muito pequeno quando comparado com o custo real, representado pela perda de latitude de escolha de nossas políticas (industrial, ambiental, de saúde, etc.).
Finalmente – e esse é o aspecto mais recente da ofensiva pós-neoliberal – há quem já fale em ressuscitar a Área de Livre Comércio das Américas, cujas negociações chegaram a um impasse entre 2003 e 2004, quando ficou claro que os EUA não abandonariam suas exigências em patentes farmacêuticas (inclusive no que tange ao método para a solução de controvérsias) e pouco ou nada nos ofereceriam em agricultura. A Alca, tal como proposta, previa não apenas uma ampla abertura comercial em matéria de bens e serviços, de efeitos danosos para nosso parque industrial, mas também regras muito mais estritas e desfavoráveis aos nossos interesses do que as que haviam sido negociadas multilateralmente (isto é, no sistema GATT/OMC), inclusive por governos que antecederam ao do Presidente Lula. Tudo isso, sob a hegemonia da maior potência econômica do continente americano (e, por enquanto pelo menos, do mundo).
Medidas desse tipo não constituem ajustes passageiros. São mudanças estruturais, que, caso adotadas, alterariam profundamente o caminho de desenvolvimento que, com maior ou menor ênfase, sucessivos governos escolheram trilhar. Os que propugnam por esse redirecionamento de nossa inserção no mundo parecem ignorar que mudanças desse porte, sem um mandato popular expresso nas urnas, seriam não só prejudiciais economicamente, mas constituiriam uma violência contra a democracia. Evidentemente nosso governo não se deixará levar por pressões midiáticas, mas até alguns ardorosos defensores de um Brasil independente e soberano podem não ser de todo infensos a influências de intelectuais que granjearam alguma respeitabilidade pela obra passada. Daí a necessidade do alerta: “intelectuais progressistas, preparai-vos para o debate”. Ele vai ser duro e não se dará somente nos salões acadêmicos ou nos corredores palacianos. Terá que ir às ruas, às praças e às portas de fábrica.
(Texto de Celso Amorim, Carta Maior - 14 de abril de 2015)
A conjunção “Portanto” (linha 30) introduz oração de sentido explicativo em relação ao que se afirma no período anterior.
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
O termo “vitais” (linha 5) classifica-se como adjetivo e
significa necessários à manutenção da vida.
TEXTO II
IBGE: 24,8 milhões das pessoas de 14 a 29 anos
não frequentam escolas no país
21/12/2017 11h43 - Rio de Janeiro
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2016 divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 24,8 milhões das pessoas de 14 a 29 anos de idade não frequentavam escola, cursos pré-vestibular, técnico de nível médio ou de qualificação profissional no ano passado.
As razões mais frequentes para não estarem estudando foram por motivo de trabalho, seja porque trabalhava, estava procurando trabalho ou conseguiu trabalho que iria começar em breve (41%); não tinha interesse em continuar os estudos (19,7%); e por ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de criança, adolescente, idosos ou pessoa com necessidades especiais (12,8%).
Os motivos relacionados ao mercado de trabalho para não ir à escola foram mais frequentes entre os homens (50,5%). Além disso, entre eles, 24,1% disseram não ter interesse, e 8,2% já tinham concluído o nível de estudo que desejavam.
Para as mulheres, o motivo relacionado a trabalho para não estudar também foi o mais frequente (30,5%); 26,1% delas alegaram ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de criança, adolescente, idosos ou pessoa com necessidades especiais, proporção 30 vezes superior à observada entre os homens; e 14,9% não tinham interesse.
No Brasil, em 2016, havia 51,6 milhões de pessoas de 14 a 29 anos de idade. Desse total, 13,3% estavam ocupadas e estudavam; 20,5% não trabalhavam e não estudavam; 32,7% não trabalhavam, mas estudavam e 33,4% estavam ocupadas e não estudavam. [...]
CAMPOS, Ana Cristina. IBGE: 24,8 milhões das pessoas de 14 a
29 anos não frequentam escolas no país. Disponível em: < http://
agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2017-12/ibge-248-milhoesdas-pessoas-de-14-29-anos-nao-frequentam-escolas-no-pais>.
Acesso
em: 10 jan. 2018.
Leia o parágrafo a seguir.
“O acelerado desenvolvimento da humanidade vem gerando crescentes e apreensivos problemas em que se destacam os referentes ao equilíbrio homem / meio ambiente, tendo, muitas vezes, a interligá-los – como subprodutos danosos – as diversas modalidades de poluição que resultam, afinal, na redução dos recursos naturais, na diminuição da produtividade e na poluição biopsíquica e moral que vem definhando e matando, principalmente nas civilizações mais evoluídas. Esta é uma das razões por que a poluição, consequente do desenvolvimento industrial é considerada como um dos principais problemas da atualidade. E sendo ela geradora de desperdício, antagônica ao desenvolvimento, necessário se faz uma campanha cerrada para combatê-la. Mas, para tanto, é fundamental que tenhamos uma formação com base ecológica. Só assim estaremos contribuindo de fato para o progresso do País. “
Fonte: Revista Petrobrás, nº 271, 1975.
Escreva (CA) para o que for causa e (CO) para o que for consequência, de acordo com o parágrafo.
( ) acelerado desenvolvimento da humanidade
( ) problemas referentes ao equilíbrio homem/meio ambiente
( ) crescentes e apreensivos problemas
( ) desenvolvimento industrial
( ) desperdício
( ) contribuição para o progresso do país
A sequência correta, de cima para baixo, é:
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou seu perfil no Twitter para ameaçar o mandatário do Irã, Hassan Rohani, e disse que o país pode enfrentar "consequências que poucos na história sofreram antes".
A declaração chegou horas depois de Rohani alertar para Trump "não brincar com fogo", ou "se arrependerá". "Tenha em mente que você não pode provocar o povo iraniano com a desculpa da segurança e dos interesses de seu país. O Irã é soberano e não será o faztudo de ninguém", disse o presidente iraniano, acrescentando que um conflito entre os EUA e a nação persa seria "a mãe de todas as guerras". No Twitter, Trump disse para Rohani "nunca mais ameaçar os Estados Unidos de novo". "Ou você sofrerá consequências que poucos através da história sofreram antes. Não somos mais um país que apoiará suas dementes palavras de violência e morte.
Cuidado!", escreveu o presidente, em letras maiúsculas, como se estivesse gritando.
Além disso, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, acusou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de ter um fundo especulativo "secreto" com US$ 95 bilhões em ativos. Os recursos, segundo Pompeo, são usados pela Guarda Revolucionária do país persa. "O nível de corrupção e riqueza entre os líderes do regime demonstra que o Irã é administrado por algo que se parece mais com a máfia do que com um governo", reforçou.
A primeira resposta à Casa Branca veio do chefe da Justiça iraniana, Sadeg Larijani, que disse que as declarações de Trump foram feitas por uma "pessoa incapaz e estúpida". "Qualquer ação pouco sábia dos EUA levará a uma resposta inesquecível do Irã", disse.
Em abril passado, o presidente norte-americano rasgou o acordo sobre o programa nuclear iraniano, assinado em 2015, na gestão Obama, com outras cinco potências: China, Rússia, Reino Unido, França e Alemanha.
Desde então, os países remanescentes
tentam salvar o pacto, mas as sanções impostas
pelos EUA podem impedir que empresas
multinacionais invistam na economia iraniana.
(www.terra.com.br/noticias/mundo- 23.07.18)
Texto CB2A1-II

Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB2A1-II, julgue o item a seguir.
O trecho “para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher” (ℓ. 2 e 3) apresenta a razão pela qual a ONU aprovou a referida Convenção.
A raposa a encontrou esbaforida e parou diante dela com a maior cara de pau. Indignada, a corça arrepiou o pelo e disse: “Nunca mais você me pega, sua peste! E se chegar perto de mim, não sairá viva! Vá raposinhar com outros, inexperientes, estimulando-os a se tornarem reis!” (3° parágrafo)
No trecho transcrito, os termos destacados constituem, respectivamente,
Com relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
A correção gramatical e o sentido do texto seriam
preservados se, no trecho “a um público específico” (ℓ. 2 e
3), a preposição “a” fosse suprimida.
Sabendo que o sufixo é um elemento formador de novas palavras, atente para o que se diz a seguir e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) –mento, de “aproveitamento” (linha 14), é um sufixo formador de substantivo.
( ) –ção, de “licitação” (linha 18), é um sufixo formador de substantivo derivado de verbo.
( ) –dor, de “pescador” (linha 34), é um sufixo de adjetivo que exprime o agente.
( ) –vel, de “imprestável” (linha 42), é um sufixo formador de substantivo que exprime negação.
A sequência correta, de cima para baixo, é:




