Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Café com leite
Antonio Maria
-
É preciso amar, sabe? Ter-se uma mulher a quem se chegue, como o barco fatigado [*] sua enseada de retorno. O corpo lasso e confortável, de noite, pede um cais. A mulher a quem se chega, exausto e, com [*] força do cansaço, dá-se o espiritualíssimo amor do corpo.
Como deve ser triste a vida dos homens que ____ mulheres de tarde, em apartamentos de chaves emprestadas, nos lençóis dos outros! Como é possível deixar que a pele da amada toque os lençóis dos outros! Quem assim procede (o tom é bíblico e verdadeiro) divide a mulher com o que empresta as chaves.
Para os chamados "grandes homens" a mulher é sempre uma aventura. De tarde, sempre. Aquela mulher, que chega se desculpando; e se despe, desculpando-se; e se crispa, ao ser tocada e cerra os olhos, com toda força, com todo desgosto, enquanto dura o compromisso. E melhor ser-se um "pequeno homem".
Amor não ____ nada a ver com essas coisas. Amor não é de tarde, a não ser em alguns dias santos. Só é legítimo quando, depois, se pega no sono. E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam. O café com leite, de manhã. O lento café com leite dos amantes, com a satisfação do prazer cumprido.
No mais, tudo é menor. O socialismo, a astroísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo asceticismo da ioga... tudo é menor. O homem só ____ duas missões importantes: amar e escrever [*] máquina. Escrever com dois dedos e amar com [*] vida inteira.
Assinale a alternativa que apresenta as CORRETAS opções para preencher os espaços (___) do texto, na ordem em que aparecem.
A estrutura verbal demarcada, empregada na segunda pessoa do plural do pretérito mais-que-perfeito do indicativo, está corretamente estruturada na alternativa:
Brasil vai com 6 duplas ao mata-mata do Mundial de vôlei de praia
Duas delas disputam a fase eliminatória a partir de 3h desta terça
[...] Das 96 duplas (masculinas e femininas) que iniciaram o Mundial, 32 lutarão por vaga nas oitavas: 12 delas se classificaram de forma direta (primeiro e segundo lugares de cada chave) e as quatro melhores terceiras colocadas também carimbaram a vaga. Outras quatro terão de vencer a repescagem (com as demais terceiras colocadas) para seguir no Mundial. Todos os jogos a partir dos 32 avos de final serão eliminatórios até o fim da competição.
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2025-11/brasil-vai-com -6-duplas-ao-mata-mata-do-mundial-de-volei-de-praia. Acesso em: 19 nov. 2025. Adaptado.)
O tempo e o modo verbais marcam posição importante na construção textual e dos sentidos pretendidos pelo autor. O excerto é parte de uma notícia publicada entre a primeira fase do Mundial de vôlei de praia e as oitavas de final. Isso exige do autor escolhas temporais e de modo para que o leitor consiga transitar entre o que é passado, presente e futuro, sem confusão em sua leitura e entendimento. Dito isso, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Os verbos "iniciar", "classificar" e "carimbar" estão no pretérito perfeito do indicativo, pois se referem a ações já concluídas no passado; no caso, o referente é a primeira fase do Mundial.
(__)O verbo "lutar" está no futuro do presente do indicativo e se refere à etapa posterior à primeira fase e ainda não executada. O mesmo ocorre com os verbos "ter" e "ser".
(__)A forma como o texto foi construído, no que se refere aos tempos verbais, possibilita ao leitor perceber anterioridade e posterioridade em relação ao tempo de enunciação. Isso inclui os verbos "ir" e "disputar", no título e subtítulo respectivamente, que estão no presente do indicativo, exprimindo uma ideia de "futuro". Exprimir o sentido de futuro é uma das possibilidades desse tempo verbal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
"[...] a música estimula possibilidades expressivas, como criatividade e imaginação, o que favorece o pensamento crítico desde cedo.
Para além da introdução musical, a educação e a prática musical convida os pequenos a desenvolver habilidades de concentração e criatividade. O foco auditivo, visual e a coordenação motora sustentam a concentração. Ao mesmo tempo, a prática regula rotinas e cria persistência, organização e autocontrole."
(Disponível em: https://vidasimples.co/morar/quando-comecar-educacao-musical-na-inf ancia/. Acesso em 20 nov. 2025.)
I.O verbo "estimular" está corretamente conjugado, concordando com seu sujeito, "a música"; o mesmo ocorre com o verbo "sustentar".
II.A concordância do verbo "convidar" está correta, uma vez que ele concorda com seu sujeito − "a prática musical".
III.Os verbos "regular" e "criar" apresentam problemas na concordância, pois, "regular" deveria concordar com seu complemento ("rotinas"), que está no plural, assim como o verbo "criar", cujo complemento apresenta mais de um núcleo ("persistência, organização e autocontrole").
É correto o que se afirma em:
(Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/10/14/dna-20-an os-mais-jovem-diz-cientista-sobre-mulher-mais-idosa-do-mundo.htm. Acesso em 21 nov. 2025. Adaptado.)
Os verbos destacados no excerto estão conjugados todos no passado. Analise o tempo e modo deles, no contexto em que aparecem, e, em seguida, analise as sentenças:
I.Os verbos "morrer", "ser", "fazer" e "despertar" estão conjugados no pretérito perfeito do indicativo e sinalizam ações e fatos acontecidos e encerrados no passado.
II.Os verbos "acompanhar" e "haver" estabelecem fatos já passados, mas com sentido de continuidade, ou seja, tinham uma duração. Isso se dá pela conjugação no pretérito imperfeito do indicativo.
III.Os verbos "estudar" e "poder", conjugados no pretérito do subjuntivo, indicam um sentido de incerteza, de hipótese em relação com a vontade, o sentimento de quem se relaciona com aquela ação. Por exemplo: no caso do verbo "estudar", quando Maria Branyas pede a seus médicos que a estudassem, ela não tinha certeza de que isso aconteceria e esse sentido precisa ser construído no texto da notícia.
É correto o que se afirma em:
A respeito da concordância verbal e nominal no excerto anterior, analise as sentenças a seguir:
I.A concordância do verbo "existir", nas duas ocorrências está correta, pois ele concorda com seus sujeitos ("nenhuma possibilidade de reaproveitamento ou reciclagem" e "opções de reciclagem economicamente viáveis e de amplo alcance", respectivamente).
II.Se o verbo "existir" fosse substituído pelo verbo "haver", este ficaria no singular nas duas ocorrências: "não há nenhuma possibilidade..." e "não há opções de reciclagem...".
III.O adjetivo "viáveis" deveria estar no singular, pois ele se refere a "reciclagem" e não a "opções".
É correto o que se afirma em:
Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas
pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/
Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns
cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira
esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos
de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da
nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma
Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência
bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão
diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo,
explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca
de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário,
não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não
esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam
entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece.
Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a
própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que
venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento,
que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos
terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer
diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento
em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para
apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes
da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa
piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado
de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido
capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento
para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em
guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as
estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande
pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém,
também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a
pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na
Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos,
dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de
dedos, transformariam em água todas as armas existentes no
planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará
as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas.
Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas,
discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos
nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno
gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um
conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo
na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a
gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.
Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/
esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025
Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas
pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/
Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns
cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira
esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos
de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da
nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma
Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência
bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão
diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo,
explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca
de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário,
não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não
esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam
entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece.
Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a
própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que
venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento,
que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos
terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer
diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento
em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para
apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes
da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa
piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado
de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido
capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento
para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em
guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as
estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande
pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém,
também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a
pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na
Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos,
dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de
dedos, transformariam em água todas as armas existentes no
planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará
as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas.
Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas,
discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos
nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno
gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um
conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo
na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a
gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.
Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/
esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025
“Diante do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena” (1º parágrafo). Nesse trecho, em seu contexto de uso, o verbo em destaque está flexionado no:
I. Na frase "Tudo eram lembranças distantes daquele tempo", o verbo ser está incorreto, pois quando o sujeito é "tudo", o verbo deve concordar obrigatoriamente com o sujeito, permanecendo no singular.
II. Em "Há muitos anos não visito minha cidade natal", o verbo haver está empregado de forma correta, pois está no sentido de tempo decorrido, devendo permanecer na 3ª pessoa do singular.
III. Na construção "Devem existir razões para essa decisão", a concordância está adequada, pois o verbo existir concorda com o sujeito "razões".
IV. Na frase "Haja vistas as pesquisas realizadas", há erro gramatical, pois a forma correta é manter "vista" no singular, independentemente da flexão verbal.
Assinale a alternativa que indica quais afirmativas são verdadeiras:
"______ dez anos que não visitamos aquela cidade, e, apesar disso, ainda ______ lembranças vivas do local."
Assinale a alternativa que apresenta a forma correta de concordância verbal que preenche as lacunas acima, de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa:
Em relação à concordância verbal, assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir e responda à questão.
TEXTO II
Com licença poética [Adélia Prado]
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Bagagem (1976)
JUNIÃO. Escolas transformadoras. Disponível em .<https://juniao.com.br/chargecartum/>.
A fala da personagem na charge acima apresenta as formas verbais no(a):