Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

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Q3592502 Português

Texto para a questão.


Cotidiano – Chico Buarque


Todo dia ela faz tudo sempre igual

Me sacode às seis horas da manhã

Me sorri um sorriso pontual

E me beija com a boca de hortelã


Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar

E essas coisas que diz toda mulher

Diz que está me esperando pro jantar

E me beija com a boca de café


Todo dia eu só penso em poder parar

Meio-dia eu só penso em dizer não

Depois penso na vida pra levar

E me calo com a boca de feijão


Seis da tarde como era de se esperar

Ela pega e me espera no portão

Diz que está muito louca pra beijar

E me beija com a boca de paixão


Toda noite ela diz pra eu não me afastar

Meia-noite ela jura eterno amor

E me aperta pra eu quase sufocar

E me morde com a boca de pavor


Disponível em: https://www.letras.mus.br/chico-buarque/82001/

As formas verbais destacadas em “Me sorri um sorriso pontual / E me beija com a boca de hortelã” estão conjugadas:
Alternativas
Q3591653 Português

Leia a tirinha e responsa à questão.


No trecho “Tive o maior trabalho para limpar o chão”, o verbo “tive” está conjugado no passado. Qual seria sua forma se a conjugação fosse feita no futuro?
Alternativas
Q3591532 Português

Leia o texto e responda a questão.


Furto de flor


Carlos Drummond de Andrade


Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.


Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. 


Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer. Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:


– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim! 

Na oração “Furtei uma flor daquele jardim”, o verbo “furtei” está conjugado no:
Alternativas
Q3591479 Português

Leia a tirinha e responda a questão.



Marque a alternativa em que o verbo destacado é classificado como irregular. 
Alternativas
Q3591048 Português
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto a seguir:

As crianças ___acesso à tecnologia desde muito cedo, o que ___as concentradas e distraídas por longas horas de seu dia, enquanto os pais ___ se ocupados com outros assuntos. Muitas vezes eles não ___riscos para seus filhos nessa rotina de intimidade com as telas e nem ___consequentes prejuízos.
Alternativas
Q3591043 Português
Encontra-se correta a concordância do verbo grifado na seguinte sentença:
Alternativas
Q3590578 Português
Os noticiários relembram que ___ dez anos que ___um incêndio na Boate Kiss, localizada em Santa Maria no Rio Grande do Sul, responsável pela morte de 242 pessoas. Hoje ___ memórias, homenagens, dores e saudade.
Alternativas
Q3590140 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Léa Garcia foi nome importante da arte contra o racismo


    A arte brasileira perdeu um de seus maiores representantes nas lutas pela representatividade negra e contra o racismo: a carioca Léa Garcia morreu nesta terça-feira (15), aos 90 anos.

[...] 

    Nascida em 11 de março de 1933 no Rio de Janeiro, Léa Garcia teve muita relevância ao coroar o espaço de artistas negros na dramaturgia brasileira. Foi aos 16 anos que ela conheceu o Teatro Experimental do Negro (TEN), grupo liderado por Abdias Nascimento, conforme a biografia traçada pelo Ipeafro (Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros). A estreia da atriz nos palcos se deu em 1952, com Rapsódia Negra, em que ela interpretava uma poesia de Castro Alves. Demorou para que Abdias a convencesse a atuar, mas Léa estaria presente em sete montagens do TEN.


Na televisão

    O início do apogeu da carreira da atriz na teledramaturgia ocorreu no início da década de 1970, em que Léa interpretaria uma de suas personagens mais marcantes na novela A Escrava Isaura, da TV Globo. A artista viveu Rosa, uma escrava atingida pelas injustiças sociais que se tornaria uma das vilãs do folhetim.

    Outras novelas também marcariam a trajetória da artista na televisão brasileira, como Selva de Pedra, Xica da Silva e O Clone. Léa teve imenso destaque na quebra de personagens que eram direcionados a atrizes negras.

[...]


Ativismo

    A atriz também levaria seu ativismo antirracista para fora dos palcos e das telas. Ela foi servidora pública no Ministério da Saúde, ingressando no Departamento Nacional de Endemias Rurais na década de 1960, e trabalhando no Hospital Psiquiátrico Philippe Pinel até a década de 1990.

    No hospital, a artista desenvolveria atividades que uniam teatro e terapia em prol dos pacientes do local, que, segundo a plataforma Google Arts & Culture, possivelmente teria sido inspirada em atividades realizadas no TEN para aliviar os efeitos do racismo.



Em “A artista viveu Rosa”, o verbo “viveu” está conjugado no pretérito perfeito. Qual seria sua forma se estivesse conjugado no futuro do presente?
Alternativas
Q3588914 Português
Se...

Teria acontecido. Se não fosse por sua insegurança, pela mania de duvidar de si mesmo, daria certo.

Bastava ter pedido. Simplesmente ter se arriscado. Um "não" seria o pior que te aconteceria, mas o "sim" mudaria sua vida.

Por que não tentou? Por que deixou o medo ser maior de sua vocação para a felicidade?

Quantas vezes deixamos oportunidades passarem, amores atravessarem a porta de saída, sonhos serem arquivados só porque fomos incapazes de dominar o medo.

O medo que paralisa, limita, congela as suspeitas, eterniza as dúvidas. O medo que nos diminui, desmerece, encarcera ... torna pessoas comuns (muita areia para nosso caminhão).

E um dia - tarde demais - descobrimos que tínhamos as chaves. Que muitas portas estariam abertas se tivéssemos tentado.

Bastava coragem - e não haveria um "se"...

Gosto muito do filme Divã, baseado na obra de Martha Medeiros; em especial da parte em que a personagem Mercedes pergunta ao seu analista: "E se eu lhe disser que estou com medo de ser feliz para sempre?". Porque, no final das contas, é assim que vivemos: constantemente boicotando a felicidade com preconceitos e suposições.

Cheios de "mania de perfeição", colecionamos fragilidades e distorcemos nossas possibilidades com autocrítica, remorso e culpa.

Muitas vezes preferimos prestar tributo ao sofrimento a acreditar nos dons que carregamos, na alegria que existe - ainda que camuflada - dentro de nós.

No mundo legitimado por egos inflados e distorções da verdadeira autoestima, reconhecer-se merecedor, capaz e digno é admitir-se irrestrito.

É aceitar a igualdade - a irrefutável verdade que ninguém é tão especial ou tão banal.

É entender que ninguém é "muita areia pro caminhão" de ninguém; compreende que com esforço, empenho e fé somos igualmente capazes de cruzar a linha de chegada. E então relaxar, porque finalmente aprendemos a confiar no nosso taco.

Não precisaríamos perder tanto tempo se soubéssemos que temos as chaves tanto quanto aquele nosso vizinho importante e sortudo. Porém, muitas vezes preferimos deixá-las esquecidas, negligenciadas dentro de uma gaveta abandonada à própria sorte.

Porque no fundo há o medo: de avançar e cair. De chegar e se arrepender. De evoluir e não estar pronto.

De querer e não obter.

Então nem ousamos o primeiro passo - como se o erro fosse o fim.

Mas nos esquecemos de que o erro é apenas o começo. O início.

É o que nos faz ir mais longe, além da dúvida além de nossas fragilidades ... Além de nós mesmos.

Fonte: SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022
O tempo composto assinalado em: "(...) estariam abertas se tivéssemos tentado." encontra-se no:
Alternativas
Q3588173 Português
"A felicidade desperta mais inveja que a riqueza"


Não sei dizer do que mais gostei no livro O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples, seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós.

Tia Palma e Antônio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antônio. Chegando lá, se depara com um arroz - que tem uma história linda - exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho: "O arroz é a tua felicidade. {...}. Não deves fazer alarde dela. A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza".

Tia Palma tinha razão. Expor a felicidade é vaidade.

Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expor para validar?

Com o tempo a gente aprende: a alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre terá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz, esse que você tanto valoriza.

Não é pecado ser feliz.

Não há nada de errado em irradiar alegria.

O perigo é usar isso para alimentar o ego.

Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.

Felicidade é bênção.

O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal, e se infla por possuí-lo ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade e atiça a cobiça.

Não é preciso ser publicitário do próprio bem-estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória - contra a solidão contra a baixa autoestima, contra o tédio.

Ninguém é 100% feliz ou tem a vida perfeita como num comercial de margarina.

É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, me permita um conselho: cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira, mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho em "À sombra de um Jatobá", canta lindamente: "Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer {...} longe do amor de quem nos finge amar".

Preste atenção à sua volta, você não precisa de bajuladores de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxicos. Que não tem vergonha de sua casca imperfeita e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de mostrar suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é.

Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena - como a sombra de um jatobá.


SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022. 
A oração apresenta-se no modo imperativo em:
Alternativas
Q3584372 Português
Leia o texto a seguir:


Faixa seletiva da Avenida Brasil já tem mais de 34 mil multas aplicadas em um mês


Motoristas, que são proibidos de trafegar no local, foram flagrados no espaço, tentando fugir do esquema de segurança


Rio - Em apenas um mês de funcionamento, a faixa seletiva da Avenida Brasil já tem registradas pouco mais de 34 mil multas aplicadas para motoristas que foram flagrados circulando irregularmente no espaço. A infração é considerada gravíssima, no valor de R$ 293,47.


O valor total de multas aplicadas no período de 7 a 31 de outubro chega aos R$ 10 milhões, sendo 60% de carros, 30% de motos e 10% outros veículos. A faixa tem como objetivo reduzir o tempo de deslocamento no transporte público e de ser uma preparação para o BRT Transbrasil.


Na seletiva, só podem circular ônibus interestaduais, intermunicipais e ônibus urbanos. É autorizada também para veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e operação de trânsito, ambulâncias, de policiamento ostensivo ou de preservação da ordem pública.


A faixa exclusiva é localizada mais à esquerda em cada direção com 22 km de extensão, entre as estações do BRT Guadalupe e Caju. O limite de velocidade é de 70 km/h e a fiscalização é feita por 19 radares fixos e oito lombadas eletrônicas.


Para tentar fugir do esquema de segurança, motoristas fazem bandalhas no decorrer da via. A maior parte deles segue pela seletiva e, ao chegar perto da próxima fiscalização, voltam para a faixa normal. Ao passarem do radar ou da lombada, retornam para a faixa, que é proibida para táxis, carros de passeio e vans.


Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2023/11/6737369-faixa-seletiva-da-avenida-brasil-ja-tem-mais-de-34-mil-multas-aplicadas-em-um-mes.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
Em “Ao passarem do radar ou da lombada, retornam para a faixa, que é proibida para táxis, carros de passeio e vans” (5º parágrafo), o verbo está flexionado no:
Alternativas
Q3584355 Português
Leia o texto a seguir:


Em sua primeira vez no Brasil, Rei de Angola fala sobre a importância da reparação histórica para os povos negros


Tchongolola Tchongonga Ekuikui 6º participou de um debate no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Gamboa


Em sua primeira vez no Brasil, o Rei de Angola, Tchongolola Tchongonga Ekuikui 6º, participou de um debate no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Gamboa, Zona Portuária do Rio, sobre a importância da reparação histórica para os povos negros do Brasil. O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (7), a convite da Secretaria Municipal de Cultura via DiversaCom em parceria com a UNIperiferias.


A conversa com o tema "Futuro ancestral - História, reparação e avanço" foi mediada pela jornalista Louise Freire e pelo professor doutor babalaô Ivanir dos Santos.


"Chegou o momento de nos unirmos e cumprir a vontade dos nossos ancestrais", disse o rei, na língua umbundu, a segunda mais falada em seu país, depois da portuguesa. Tchongolola foi recebido no palco sem aplausos - uma questão protocolar - saudado por Louise Freire, que abriu a bateria de perguntas a ele sobre os efeitos da escravidão em seu povo.


"Aos 7 anos, já ouvia sobre os povos ancestrais. Éramos um reinado organizado, com ministros, tudo estava bem. Quando chegou a primeira fase da colonização, foi o momento mais difícil. O colonizador não respeitou nossa tradição, cultura, o poder tradicional. Isso fez com que muitos reis africanos fracassassem, levando o colonizador a entrar em todo o continente africano", comentou Ekuikui.


O Rei de Angola pontuou mais dois momentos cruciais que marcaram a história de seu país: a guerra civil iniciada em 1975 (o ano da "independência") e os tempos atuais com a globalização.


"Nossa foco agora é reencontrar e reestabelecer nossa identidade cultural. A globalização destrói tudo aquilo que é nosso. Identidade cultural, língua, monumentos etc". Em sua fala, Tchongolola Tchongonga Ekuikui também desmistificou narrativas históricas e falou em resgate.


"Se alguma vez disseram que os negros nascidos no Brasil eram filhos de escravizados é mentira, são filhos de reis e rainhas africanos. Eu vim cumprir uma profecia e reencontrar a vontade dos nossos ancestrais, que sempre souberam que precisávamos lutar com a sabedoria para alcançar a via mais segura para chegar ao triunfo. Enquanto houver misticismo, essa amizade não vai acontecer de fato. Precisamos de uma mudança muito rápida. Somos mal interpretados, se eu deixar meu cajado aqui ele fica por anos", destacou.


Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2023/11/6737529-em-sua-primeira-vezno-brasil-rei-de-angola-fala-sobre-a-importancia-da-reparacao-historica-para-os-povos-negros.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
"Eu vim cumprir uma profecia” (7º parágrafo). Se o pronome destacado fosse substituído pelo pronome NÓS, mantendo-se o mesmo modo e tempo verbais, a frase seria reescrita, à luz da norma-padrão, como:
Alternativas
Q3584354 Português
Leia o texto a seguir:


Em sua primeira vez no Brasil, Rei de Angola fala sobre a importância da reparação histórica para os povos negros


Tchongolola Tchongonga Ekuikui 6º participou de um debate no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Gamboa


Em sua primeira vez no Brasil, o Rei de Angola, Tchongolola Tchongonga Ekuikui 6º, participou de um debate no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Gamboa, Zona Portuária do Rio, sobre a importância da reparação histórica para os povos negros do Brasil. O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (7), a convite da Secretaria Municipal de Cultura via DiversaCom em parceria com a UNIperiferias.


A conversa com o tema "Futuro ancestral - História, reparação e avanço" foi mediada pela jornalista Louise Freire e pelo professor doutor babalaô Ivanir dos Santos.


"Chegou o momento de nos unirmos e cumprir a vontade dos nossos ancestrais", disse o rei, na língua umbundu, a segunda mais falada em seu país, depois da portuguesa. Tchongolola foi recebido no palco sem aplausos - uma questão protocolar - saudado por Louise Freire, que abriu a bateria de perguntas a ele sobre os efeitos da escravidão em seu povo.


"Aos 7 anos, já ouvia sobre os povos ancestrais. Éramos um reinado organizado, com ministros, tudo estava bem. Quando chegou a primeira fase da colonização, foi o momento mais difícil. O colonizador não respeitou nossa tradição, cultura, o poder tradicional. Isso fez com que muitos reis africanos fracassassem, levando o colonizador a entrar em todo o continente africano", comentou Ekuikui.


O Rei de Angola pontuou mais dois momentos cruciais que marcaram a história de seu país: a guerra civil iniciada em 1975 (o ano da "independência") e os tempos atuais com a globalização.


"Nossa foco agora é reencontrar e reestabelecer nossa identidade cultural. A globalização destrói tudo aquilo que é nosso. Identidade cultural, língua, monumentos etc". Em sua fala, Tchongolola Tchongonga Ekuikui também desmistificou narrativas históricas e falou em resgate.


"Se alguma vez disseram que os negros nascidos no Brasil eram filhos de escravizados é mentira, são filhos de reis e rainhas africanos. Eu vim cumprir uma profecia e reencontrar a vontade dos nossos ancestrais, que sempre souberam que precisávamos lutar com a sabedoria para alcançar a via mais segura para chegar ao triunfo. Enquanto houver misticismo, essa amizade não vai acontecer de fato. Precisamos de uma mudança muito rápida. Somos mal interpretados, se eu deixar meu cajado aqui ele fica por anos", destacou.


Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2023/11/6737529-em-sua-primeira-vezno-brasil-rei-de-angola-fala-sobre-a-importancia-da-reparacao-historica-para-os-povos-negros.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
No trecho “Éramos um reinado organizado, com ministros, tudo estava bem” (4º parágrafo), o verbo destacado está flexionado no:
Alternativas
Q3584312 Português

Motorista de caminhão que deixou rastro de destruição em Curitiba explica

motivo de rota alucinada


    “Tinha dois rapazes em cima do caminhão e ali pela carga horária a gente tinha usado algumas substâncias. É uma doença de caminhoneiro e peço perdão para todas as famílias envolvidas”. Foi assim que o caminhoneiro Nilson Pedro dos Santos, responsável pela condução do caminhão que provocou diversos estragos em Curitiba no último sábado (14), se explicou para a imprensa na manhã desta segunda-feira (16).

    A declaração foi feita após Nilson deixar a Delegacia de Delitos de Trânsito da Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (16), e seguir para a audiência de custódia. A Justiça vai definir se ele vai permanecer preso ou irá responder em liberdade por ter sido autuado por tentativa de homicídio, direção sob efeito de substância entorpecente, direção perigosa e omissão de socorro.

    Na saída da delegacia, o motorista explicou para a imprensa o que teria ocorrido no sábado. “Tinha dois rapazes em cima do caminhão e ali pela carga horária a gente tinha usado algumas substâncias. Tinha usado rebite e estava trabalhando há três dias. Eu peço perdão a todas as famílias que estiveram envolvidas, mas eles não sabem que é uma doença do mundo do caminhoneiro “, disse o homem de 35 anos.

    Duas pessoas foram ouvidas pela manhã na delegacia. Um integrante da Defesa Civil de Campo Largo viu a situação do caminhão desgovernado e chegou a ligar o giroflex para alertar outros motoristas. Mesmo com o sinal sonoro, o caminhoneiro não parou o veículo. Outra vítima que prestou depoimento teve o carro atingido na BR-277.

    Outras testemunhas serão ouvidas nos próximos dias, e a Polícia Civil aguarda o resultado de laudos toxicológicos para concluir o inquérito.



Fonte: https://www.tribunapr.com.br/noticias/curitibaregiao/motorista-de-caminhao-que-deixou-rastro-de-destruicao-emcuritiba-explica-motivo-de-rota-alucinada/ Acesso em 16 de janeiro de 2023. 

Assinale a alternativa que apresente o tempo verbal do verbo em destaque no período: “Mesmo com o sinal sonoro, o caminhoneiro não parou o veículo”.
Alternativas
Q3582052 Português
Leia o texto a seguir:


Falta de sono por uso de telas afeta aprendizado de crianças e adolescentes


Professores observam dificuldade de foco na sala de aula; médicos recomendam limitar o uso de aparelhos antes de dormir


    Manter a concentração dos alunos nas aulas de Português tem sido um desafio para Vanessa Soares, professora da rede estadual de São Paulo há 12 anos. O problema não é, necessariamente, o desinteresse pela matéria. Ela não consegue competir com a sonolência e o uso de celulares.

    "Vemos muitos alunos com muito sono, e, quando a gente pergunta, eles foram dormir duas horas da manhã jogando na internet, usando o celular. Os pais têm dificuldade de controlar", relata.

    Soares ensina crianças e adolescentes de 11 a 14 anos na cidade de Quatá, interior paulista. Ela notou, nos últimos anos, uma piora expressiva na capacidade de concentração dos alunos, que estão cada vez mais sonolentos em sala de aula.

    A dificuldade já existia antes da pandemia, mas piorou após o período de isolamento. Um estudo canadense, publicado na Jama Pediatrics em novembro de 2022, identificou que o tempo de tela de jovens até 18 anos aumentou em média 52% durante a pandemia.

   "No período do isolamento, alguns jovens passavam de 14 a 16 horas por dia usando telas", aponta o pediatra Gustavo Moreira, especialista do Instituto do Sono. "Estudos mostram que três horas por dia já têm um efeito negativo."

  As consequências do uso excessivo de celulares, tablets e computadores ainda estão sendo estudadas. Oftalmologistas acreditam, por exemplo, que o hábito esteja ligado ao aumento do número de casos de miopia em jovens.

   A relação da luminosidade das telas com a dificuldade de dormir, porém, é facilmente explicada pela ciência.

   Letícia Soster, responsável pelo laboratório de Sono Infantil do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da USP e membro da ABS (Associação Brasileira do Sono), aponta que o organismo humano tem uma série de mecanismos para determinar o ciclo de sono, incluindo fatores comportamentais e o gasto de energia.

   Contudo, um fator importante para que o corpo entenda que está na hora de dormir é a ausência de luminosidade, difícil de conseguir quando se tem contato constante com celulares, tablets e computadores.

   "O nosso olho não entende a diferença entre a luz do sol e a luz de telas", pontua Soster. "Acriança que usa telas no fim do dia tende a empurrar o horário do início do sono."

   É por isso que no período letivo muitos têm dificuldade de se adaptar aos horários e os efeitos são percebidos em sala de aula.

   "A privação de sono tem vários efeitos neurológicos", afirma o pediatra Gustavo Moreira, especialista em medicina do sono. Para crianças e adolescentes, dormir menos de nove horas por dia pode causar alterações de humor, dificuldade de memorização e de concentração.

 Especialmente na adolescência, fatores fisiológicos e sociais dificultam que essa meta seja alcançada. Moreira ressalta que, enquanto crianças tendem a ser mais matutinas, adolescentes são vespertinos: sentem sono mais tarde à noite e têm mais dificuldade para acordar cedo.

   "O horário da escola, que começa às 7h, é muito cedo para o adolescente", reforça Soster. Segundo a neurologista infantil, experiências em outros países mostram que atrasar o começo das aulas pela manhã pode ajudar os alunos a melhorar o rendimento.

   A privação de sono associada ao uso de telas em excesso causa dificuldades no aprendizado e diminui o foco dos estudantes em sala de aula. Além disso, professores e especialistas têm observado um comportamento imediatista e ansioso.

   Ana Paula Aoletta, professora de Língua Portuguesa em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, diz que em resposta ao comportamento dos alunos, os professores precisam dinamizar "muito" as aulas, pois "qualquer atividade ou explicação que se prolongue um pouco, percebo que eles começam a dispersar".

   Aoletta é professora há 19 anos e já ensinou crianças e adolescentes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental em escolas municipais da região do ABC Paulista. A profissional relata que, ao mesmo tempo que os alunos têm o raciocínio mais lento e a atenção prejudicada, também demonstram certa impaciência e dificuldade de aguardar respostas.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/02/falta-de-sono-poruso-de- telas-afeta-aprendizado-de-criancas-e-adolescentes.shtml . Acesso em 11/02/2023.
No futuro do pretérito do modo indicativo, o verbo destacado em “Ela não consegue competir com a sonolência e o uso de celulares” (1º parágrafo), seria flexionado como:
Alternativas
Q3581879 Português
Sobre tempos verbais, de acordo com Bechara, avalie as seguintes assertivas:

I. O tempo presente faz referência a fatos que se passam ou se estendem ao momento em que se fala. Por exemplo: “Eu canto”.
II. O tempo pretérito faz referência a fatos anteriores ao momento em que se fala e é subdividido em imperfeito, perfeito e mais-que-perfeito. Por exemplo: “Eu cantaria”.
III. O tempo futuro faz referência a fatos ainda não realizados e é subdividido em futuro do presente e futuro do pretérito. Por exemplo: “Eu cantara”.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3581519 Português

Duas receitas para não jogar banana no lixo


    Que atire a primeira casca quem nunca jogou uma banana fora. Nos dias quentes, as manchas pretas surgem a toque de caixa e a banana que um dia foi amarela se manifesta na fruteira como quem diz: “Me coma, por favor”. Pontos pretos na casca são um bom sinal, a fruta está madura. Se os pontos se juntarem e formarem manchas, é preciso agir com urgência e encontrar o melhor caminho da banana até o estômago antes que seja tarde demais.

    Comer a fruta crua pode não ser a melhor opção, pela textura e o sabor já comprometidos. Que tal transformar a banana numa rosquinha ou então numa espécie de sorvete? O sorvete é o ideal, não só para refrescar mas para aqueles momentos em que não conseguimos atender ao clamor do cacho de bananas que passou do ponto. Basta descascar, cortar a fruta em rodelas, congelar e depois bater no processador de alimentos até virar um creme — creme não, sorvete!

    Embora essa seja uma “receita” de um ingrediente só, podemos adicionar outras frutas congeladas e preparar variações deliciosas com morango, manga, mamão, uva, kiwi. Coberturas como o melado de cana, amendoim ou castanha de caju triturados (xerém), granola e frutas secas também são bem-vindas. As crianças adoram. E os adultos também! Já provou o sorvete e quer algo diferente para dar vida às bananas?

    Experimente então amassá-las, adicionar coco ralado e assar no formato de rosquinhas. Com a banana bem madura, não é necessário adoçar, o que é, mais uma vez, perfeito para oferecer às crianças. Quando fazemos em casa adicionamos também um fio de chocolate 70% por cima, fica irresistível. A receita não tem segredo nenhum e pode ser feita de modo intuitivo.



Fonte: Folha de São Paulo, 11 de fevereiro de 2023, 

Assinale a alternativa que apresente o tempo verbal do termo em destaque no período: As crianças adoram.
Alternativas
Q3580747 Português
Setembro amarelo: O que as empresas podem fazer para melhorar a saúde mental no trabalho


Q1_10.png (696×605)


(Disponível em: https://exame.com/carreira/setembro-amarelo-o-que-as-empresas-podem-fazer-para-melhorar-a-saude-mental-no-trabalho/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a correta ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 05, 26 e 29.

Alternativas
Q3579089 Português
Dormir pouco traz tanto risco quanto beber para motoristas  

        A expressão “bêbado de sono” é de uso comum para descrever uma pessoa que está muito cansada. E dirigir nessa condição pode mesmo ser tão arriscado quanto conduzir um carro após ingerir bebidas alcoólicas. É o que aponta um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade Central de Queensland, na Austrália, e publicado na revista científica Nature and Science of Sleep. O trabalho apontou que indivíduos que tenham dormido menos de cinco horas na noite anterior têm o mesmo risco de sofrer um acidente de carro que alguém que tenha bebido álcool.

        O estudo revelou que cerca de 20% dos acidentes de trânsito são causados por exaustão. Embora outros fatores que provocam batidas (por exemplo, dirigir alcoolizado) “tenham diminuído nas últimas décadas devido ao aumento das estratégias de educação pública e medidas punitivas, reduções semelhantes não foram observadas em acidentes relacionados à fadiga”, escreveram os autores no estudo. Os pesquisadores, então, tentaram definir de quanto sono prévio a pessoa precisa para dirigir com segurança. Para isso, eles analisaram as evidências científicas de estudos de laboratório e de campo.

        Depois de sintetizar as descobertas de 61 estudos únicos, descobriram que dormir menos de quatro a cinco horas nas 24 horas anteriores está associado a aproximadamente o dobro do risco de um acidente de carro. Essa é a mesma probabilidade de uma colisão de quando os motoristas têm uma concentração de álcool no sangue a partir de 0,05%. “Não apenas isso, mas o risco de um motorista sofrer um acidente aumenta significativamente a cada hora de sono perdida na noite anterior. Alguns estudos até sugeriram que, quando um motorista dormiu entre zero e quatro horas na noite anterior, ele pode ter até 15 vezes mais chances de sofrer um acidente”, relataram os autores do estudo Madeline Sprajcer e Drew Dawson ao portal The Conversation. Os pesquisadores sugerem, com base nos resultados e nas demais evidências científicas, que pode ser razoável exigir que os motoristas durmam um pouco mais antes de se sentar ao volante. “Se fôssemos alinhar com o grau de risco considerado aceitável para intoxicação, poderíamos considerar exigir um mínimo de quatro a cinco horas de sono antes.”.


Fonte: Jornal O Globo, 6 de abril de 2023. 
Assinale a alternativa que apresente o tempo verbal da forma em destaque no período: Para isso, eles analisaram as evidências científicas de estudos de laboratório e de campo.
Alternativas
Q3578495 Português


(Disponível em: https://exame.com/colunistas/crescer-em-rede/em-busca-do-tempo-perdido-programas-sem-

gestao-atrasam-novas-tecnologias-na-sala-de-aula/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Considerando a correta concordância verbal, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 24, 25 e 26. 
Alternativas
Respostas
4581: A
4582: B
4583: D
4584: D
4585: A
4586: D
4587: C
4588: B
4589: D
4590: A
4591: D
4592: B
4593: C
4594: B
4595: D
4596: A
4597: B
4598: D
4599: C
4600: B