Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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Leia a tirinha a seguir.

WATTERSON, Bill. “Calvin e Haroldo”. Acervo Estadão.
Disponível em:<https://www.estadao.com.br/acervo>.
I- Aceitar – pôr – estudar – Particípio regular
II- Suspender - suspendido - suspenso – Particípio abundante
III- Comer - dividir - viver – Particípio regular
IV - Dizer – pagar - vir - Particípio irregular
Existe quantidade segura de consumo de álcool?
Diferentemente do Canadá, o Brasil não tem um consenso determinado por uma entidade médica nacional, mas segue a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde), que também afirma não existir um padrão de consumo de álcool que seja absolutamente seguro.
Atualmente, não existem definições oficiais para dose padrão e consumo moderado no Brasil.
O CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool) considera que uma dose padrão corresponde a 14g de etanol puro no contexto brasileiro. Isso corresponde a 350 ml de cerveja (5% de álcool), 150ml de vinho (12% de álcool) ou 45ml de destilado (como vodca, cachaça e tequila, com aproximadamente 40% de álcool).
Já a OMS define como dose padrão 10g de etanol puro, e recomenda que homens e mulheres não excedam duas doses por dia e que se abstenham de beber pelo menos dois dias por semana.
Pela diretriz canadense, a quantidade de uma dose para mulher e duas doses para homem como limite também é considerada uma quantidade baixa, mas por semana, e não por dia, como indica a OMS.
"Esta diretriz sobre o álcool é uma recomendação dura e forte - e é claro que não sou contra, são considerações feitas com base em estudos médicos. Mas deve-se também considerar o ponto de vista sociocultural - dependendo do país, é algo muito fácil de ser quebrado. Se um casal divide uma garrafa de vinho em um jantar comemorativo, já está fora do limite", avalia Arthur Guerra, psiquiatra e presidente do CISA.
"Esse consumo moderado, no entanto, leva em conta o organismo de uma pessoa completamente saudável - sem qualquer doença crônica, como diabetes e hipertensão, que atingem cerca de 9% e 26% dos brasileiros, respectivamente, ou mesmo indivíduos que têm histórico familiar de alcoolismo", aponta Álvaro Pulchinelli, toxicologista do Fleury Medicina e Saúde.
De acordo com o presidente do CISA, o mesmo vale para quem tem doenças psiquiátricas.
"Pacientes com doenças como depressão, ansiedade, esquizofrenia, não deveriam consumir álcool. E, se eventualmente, em uma celebração, a pessoa beber uma taça, isso significa que vai afetar o quadro psiquiátrico base? Não necessariamente. Mas o uso regular da bebida é totalmente contraindicado", afirma Guerra.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nzekg26ddo. Adaptado.
Esta diretriz sobre o álcool é uma recomendação dura e forte.
Transpondo o verbo para o pretérito mais que perfeito do indicativo, tem-se:
Considere o seguinte período:
Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais.
Acerca do período acima, analise as assertivas abaixo:
I. O vocábulo em destaque estabelece uma relação adversativa e pode ser substituída, sem prejuízo de sentido e correção gramatical, por: por conseguinte.
II. A forma verbal “utilizamos” indica a indeterminação do sujeito. Desse modo, o sujeito da oração é indeterminado.
III. a forma verbal “utilizamos” expressa uma ação passada que já foi concluída e, portanto, está no pretérito imperfeito do indicativo.
Assinale:
I. Foi o cinema que decidiu cortar o "felizes para sempre" do roteiro mais popular dessas histórias e recontá-las sob perspectiva mais adulta (...)”.
II. “(...) Chapeuzinho Vermelho que estreou nos cinemas este mês, pelo menos mais outros seis filmes inspirados em contos de fadas, mas com uma abordagem bem diferente (...)”.
III. No século passado, eles foram bastante atenuados para se direcionarem às crianças, que passavam a ser vistas como seres frágeis e necessitados de proteção.
As formas verbais em destaque está, respectivamente, em:
A duração do tempo
Por Adriana Antunes

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Segue um trecho da entrevista realizada com Arvind Krishna, engenheiro elétrico indiano que assumiu o posto de CEO global da IBM. Leia e em seguida responda à questão.
Há quem diga que a tecnologia nos afasta uns dos outros. O senhor concorda? É preciso usar a tecnologia da forma correta. Não podemos esquecer que a democracia depende de nossa habilidade para transmitir informação. Nesse sentido, a tecnologia é essencial, pois ela dissemina informações e permite que as pessoas tomem melhores decisões. Precisamos observar o que George Orwell propôs em 1984: a tecnologia será usada para criar uma sociedade moderna ou para mudar o nosso comportamento de forma negativa? É esse o ponto-chave.
Muitas pessoas reclamam que nossos smartphones nos impedem de conversar à mesa. Antes, diziam que os jornais faziam a mesma coisa. Não é só a tecnologia que exerce esse papel. Precisamos ter regras sociais que, de certa forma, regulem a maneira como usamos as tecnologias. Acredito que 90% da tecnologia existe para nos ajudar, e não inibir. Precisamos apenas nos certificar de que ela não está nos enterrando em uma bolha.
Devemos temer o uso da inteligência artificial? Chegará o dia em que poderá ameaçar a humanidade? Ainteligência artificial é uma ferramenta que, se desenvolvida e utilizada com responsabilidade, tem o poder de trazer enormes benefícios à humanidade. Seu uso, por si só, deverá liberar 16 trilhões de dólares em benefícios econômicos até 2030. Mas esses benefícios só podem ser realizados se garantirmos que ela seja confiável. As empresas devem ter clareza sobre quem treina seus sistemas de IA, quais dados são usados nesse treinamento e, o mais importante, o que foi incluído nas recomendações de seus algoritmos.
(Por Sabrina Brito - Veja, 14/09/22)

"Então quando você crescer vai cuidar da natureza?"
Assinale a alternativa que apresenta uma expressão que poderia substituir as palavras em destaque no trecho sem alterar o seu significado:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como árvores podem se transformar em baterias de carga rápida
Cerca de oito anos atrás, um importante produtor de papel na Finlândia percebeu que o mundo mudava.
O crescimento das mídias digitais, a queda do uso de papel nos escritórios e a redução da popularidade do envio de objetos e papéis pelo correio, entre outros fatores, significava que o consumo de papel passou a enfrentar um declínio constante.
A empresa finlandesa Stora Enso é um dos maiores proprietários de florestas particulares do mundo. Ou seja, ela possui muitas árvores, que são usadas para fabricar produtos de madeira, papel e embalagens. E, agora, ela também quer produzir baterias de veículos elétricos que possam ser carregadas em até oito minutos.
A empresa contratou engenheiros para analisar a possibilidade de uso da lignina, que é um polímero encontrado nas árvores. A lignina compõe cerca de 30% das árvores, dependendo da espécie, enquanto o restante é basicamente celulose.
"A lignina é a cola das árvores, ela adere as fibras de celulose entre si e também faz com que as árvores fiquem muito rígidas", explica Lauri Lehtonen, chefe da Lignode, a solução de baterias baseadas em lignina da Stora Enso.
A lignina é um polímero e contém carbono. E o carbono é um ótimo material para produzir um componente vital das baterias, chamado ânodo. A bateria de íons de lítio do celular tem um ânodo de grafite. E o grafite é uma forma de carbono com estrutura estratificada.
Os engenheiros da Stora Enso descobriram que podem extrair lignina da polpa residual que já é produzida em algumas das suas fábricas e processar essa lignina para fabricar material de carbono para os ânodos das baterias.
A empresa já firmou parceria com a companhia sueca Northvolt e planeja começar a fabricar baterias em 2025.
https://www.bbc.com/portuguese/geral-64243702. Adaptado.
Um importante produtor de papel na Finlândia 'percebeu' que o mundo 'mudava'.
Os verbos destacados estão, respectivamente, no:
Responda à questão com base no seguinte texto:
O caso recente de racismo praticado contra o jogador de futebol Vinícius Junior, na Espanha, comprova mais uma vez como o problema assombra tanto nações emergentes como as mais desenvolvidas, na Europa ou nos Estados Unidos. Racismo é uma grave violação à dignidade da pessoa humana. Trata-se de discriminação social alicerçada pela ilusão de que a espécie humana é dividida em raças, e que uma é superior às outras – tese sem qualquer embasamento científico. No Brasil, nos Estados Unidos ou na Europa, principalmente camuflado como xenofobia, o racismo tem consequências graves e suscita o aumento sistemático da violência nos subúrbios de maioria negra e hispânica. O racismo no Brasil é principalmente estrutural, por causa da escravidão e dos mecanismos criados durante e depois desse período, para manter privilégios e reforçar a desigualdade. E “silencioso”: como o racismo não foi institucionalizado, pensou-se que as regras sociais racistas não existiram, porém elas estavam presentes. Por muito tempo foi propagado o mito de que no Brasil não existia racismo, devido à população miscigenada e por não ter existido racismo institucional por parte do Estado.
Fonte: Anália. O caso Vini Junior e a nossa luta pelo fim do racismo. Adaptado de: https://istoe.com.br/mulher/noticia/o-caso-vini-junior-e-anossa-luta-pelo-fim-do-racismo/.
Considerando aspectos ortográficos e gramaticais, analise as assertivas.
I. Na frase uma é superior às outras, a crase está incorreta, visto que não se usa crase antes de palavras femininas no plural.
II. Na frase o racismo tem consequências graves, o vocábulo tem poderia estar acentuado (têm), sem quaisquer prejuízos gramaticais.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
O caso recente de racismo praticado contra o jogador de futebol Vinícius Junior, na Espanha, comprova mais uma vez como o problema assombra tanto nações emergentes como as mais desenvolvidas, na Europa ou nos Estados Unidos. Racismo é uma grave violação à dignidade da pessoa humana. Trata-se de discriminação social alicerçada pela ilusão de que a espécie humana é dividida em raças, e que uma é superior às outras – tese sem qualquer embasamento científico. No Brasil, nos Estados Unidos ou na Europa, principalmente camuflado como xenofobia, o racismo tem consequências graves e suscita o aumento sistemático da violência nos subúrbios de maioria negra e hispânica.
O racismo no Brasil é principalmente estrutural, por causa da escravidão e dos mecanismos criados durante e depois desse período, para manter privilégios e reforçar a desigualdade. E “silencioso”: como o racismo não foi institucionalizado, pensou-se que as regras sociais racistas não existiram, porém elas estavam presentes. Por muito tempo foi propagado o mito de que no Brasil não existia racismo, devido à população miscigenada e por não ter existido racismo institucional por parte do Estado.
Fonte: Anália. O caso Vini Junior e a nossa luta pelo fim do racismo. Adaptado de: https://istoe.com.br/mulher/noticia/o-caso-vini-junior-e-anossa-luta-pelo-fim-do-racismo/.
Responda à questão com base no seguinte texto:
A Copa do Mundo Feminina estreou 61 anos depois de o torneio masculino ter dado início a suas competições em 1930. A revolução do futebol feminino é necessária e as dificuldades dessa longa jornada abriram espaço para a história das mulheres nos gramados. No século XX, o futebol feminino foi proibido em diversos países, entre eles: Brasil, Reino Unido e Alemanha que, em 1955, um ano depois que os homens ganharam sua primeira Copa do Mundo, declarou através da Federação Alemã: “Na luta pela bola, a graça feminina desaparece e a apresentação de seus corpos fere sua decência”. A FIFA decidiu organizar o Mundial Experimental na República Popular da China em 1988, para ver o interesse das pessoas por essa competição. O torneio teve sucesso, com média de 20 mil pessoas por jogo. Convencida pelo sucesso, a FIFA realizou oficialmente a primeira Copa do Mundo Feminina em 1991.
Fonte: Júlia Alves. A Revolução do Futebol Feminino e a longa jornada das mulheres em campo. Adaptado de: https://istoe.com.br/mulher/noticia/a-revolucao-do-futebolfeminino-e-a-longa-jornada-das-mulheres-em-campo/.
Considerando a classe verbal, analise as assertivas.
I. Na frase A revolução do futebol feminino é necessária, o verbo é de ligação.
II. O verbo abriram refere-se à terceira pessoa do plural.
III. O verbo organizar está no infinitivo.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Texto para questão.
Por que nunca chegaremos à verdade?
Eu não acredito na transparência do olhar sobre mim ou sobre os outros. O olhar puro e transparente _______________(pressupor) uma essência e uma capacidade que eu acredito que não _____________( ser) portadores. Eu não poderia olhar para mim, porque não tenho uma essência e nem sou permanentemente algo. Eu sou uma soma de muitas coisas e ______________(poder) ter, sobre mim, opiniões muito variadas e distintas.
Uma fábula indiana de que gosto muitíssimo narra que quatro cegos se ________________(aproximar) de um elefante. O primeiro cego, que nunca tinha visto um elefante diz, ao apalpar seu abdômen, que ele se parece com uma parede. Outro cego diz que ele se parece com uma corda, ao apalpar sua cauda. O terceiro diz que ele se parece com quatro colunas, ao apalpar suas pernas, e o último cego diz que o elefante se parece com uma espada, ao apalpar o marfim. Todos os quatro _____________(ter) razão e todos eles deram uma visão parcial do elefante. A verdade não é a soma dos quatro, porque o elefante não é uma parede, corda, colunas e espada: é algo ainda além disso.
Eu não acredito na transparência. Porém, não acredito também que estamos condenados ao olhar opaco. Ao defender que não existe o olhar opaco, quero dizer que não estamos condenados ao narciso permanente de nós mesmos num espelho, como uma velha que pergunta ao espelho se _______________(haver) alguém mais bela do que ela, e que só aceita uma resposta ou ameaça quebrar o espelho, caso a resposta não seja aquela.
Eu não acredito na transparência e nem na opacidade do olhar. Eu acredito que o exercício crítico, a filosofia, a psicanálise, a história, a antropologia, a sabedoria, a idade, a experiência, a dor – todas essas coisas podem tornar o meu olhar cada vez mais translúcido.
Cada vez mais eu olho para os outros, mas nunca os verei. Cada vez mais eu olho para mim, mas nunca ________________(captar), pois sempre me falta a experiência totalizadora, a última, a absoluta - que é morrer. Logo, nunca terei domínio de tudo, por que não sei ainda como é morrer.
Como diz Woody Allen: “Não tenho nada contra a morte. Só não gostaria de estar presente.”
Há a ideia de que a morte é a dor, mas, na verdade, é o último grande aprendizado. Padre Vieira diz que a morte é o espaço entre duas portas de diamante e que eu não posso retroceder diante delas, só avançar. Logo, o medo é natural.
Todos falam de uma angústia em quem está morrendo, em uma vontade de estar acompanhado, mas, ninguém vai conosco. Mesmo que seja um avião caindo, mesmo que seja a pessoa que está do meu lado caindo, ela não vai comigo para o mesmo lugar. Eu não sei para onde ela vai e não sei para onde ninguém vai. O resultado é que este aprendizado é o mais doloroso, mas, é mais uma etapa de tornar o opaco translúcido.
Desejar a utopia como transparência, rejeitar como autismo ontológico a opacidade, e aceitar como realidade subjetiva o translúcido são, hoje, as minhas crenças aos 50 anos. É um pouco complexo traduzir assim, mas, é a ideia de que, sim, é possível ver.
Digo isso por que há pessoas que eu conheço que se veem mais do que outras. E há pessoas que têm uma ideia de si inteiramente equivocada, entendendo como equívoco uma ideia única da pessoa sobre si, não compartilhada por mais ninguém ao redor dela. Convivi a vida inteira com alunos, professores e colegas que têm de si uma ideia inteiramente diferente do que os outros pensam dessa pessoa, mas, isso não quer dizer que a pessoa esteja errada, porque ela sozinha pode estar correta e o mundo pode estar errado.
Volto à velha ideia do homem que, andando na contramão numa estrada, vê todos buzinando para ele e ouve no rádio que há um louco andando na contramão, e ele diz: um não, milhares de loucos andando na contramão. Provavelmente, este homem, além de sua falta de senso de direção, é uma pessoa autocentrada e feliz.
Leandro Karnal.
Responda à questão com base no seguinte texto:
A UFRJ concedeu título de doutor honoris causa a Lima Barreto, um dos pioneiros da literatura brasileira moderna.Segundo a professora Beatriz Resende, da Faculdade de Letras da UFRJ, essa homenagem póstuma é um reconhecimento tardio ao trabalho do escritor, que em seu tempo usou a literatura como uma potente ferramenta para tratar temas como racismo e desigualdade social – temas que conhecia muito bem. Lima nasceu no Rio de Janeiro, dia 13 de maio de 1881, com o nome Afonso Henriques de Lima Barreto. Suas obras literárias foram produzidas durante a primeira década do século XX.Com estilo próprio, foi incompreendido e criticado por intelectuais da época. Lima inegavelmente deixou sua marca como autor de obras importantes, como “Triste Fim de Policarpo Quaresma”.
Fonte: Luiz Antonio Ribeiro. Lima Barreto recebe título de Doutor Honoris Causa da UFRJ. Adaptado de: https://jornalnota.com.br/2023/06/06/lima-barreto-recebetitulo-de-doutor-honoris-causa-da-ufrj/.

