Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

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Q3528083 Português
Leia o texto e responda à questão.


A xícara de café


Ela tomava café e olhava pela janela. O mundo lá fora parecia distante, quase irreal. O barulho da cidade, os passos apressados na calçada, os carros que iam e vinham. Tudo aquilo acontecia sem que ela se sentisse parte.

O café esfriava lentamente na xícara, enquanto seus pensamentos vagavam. Lembranças surgiam sem aviso: a infância na casa dos avós, o cheiro do bolo recém-assado, o riso despreocupado dos tempos que não voltam.

Suspirou. Terminou o café, vestiu o casaco e saiu para a rua. O mundo continuava o mesmo, mas algo dentro dela havia mudado.


Fonte: CRÔNICA ADAPTADA DE LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
Se a personagem do texto estivesse narrando os acontecimentos como se estivessem ocorrendo no momento, qual verbo deveria ser alterado para se adequar ao novo tempo verbal?
Alternativas
Q3527799 Português
O cigarro eletrônico e os jovens 

    Crianças e adolescentes sempre foram alvo da indústria do tabaco. Não à toa, fumar é um vício que começa na juventude. Cerca de 25% dos tabagistas começam a fumar antes dos 14 anos. Se antes o objetivo das propagandas de tabaco era tornar os jovens dependentes do cigarro, agora a meta continua a ser convencê-los a consumir nicotina, mas por outras vias. 

    A indústria vem pegando pesado na propaganda dos DEFs, os dispositivos eletrônicos para fumar. Um dos argumentos da indústria do tabaco é que esse cigarro eletrônico ajudaria os fumantes a deixarem o cigarro. Assim, trocar o cigarro convencional pelo eletrônico seria uma forma de reduzir danos e, aos poucos, deixar o uso de nicotina para trás.

    Contudo, há cada vez mais dados a respeito dos malefícios desses produtos à saúde. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, “estudos científicos mostram que o uso dos DEFs, tanto agudo como crônico, está diretamente ligado ao surgimento de várias doenças respiratórias, gastrointestinais e orais, além de causar dependência e estimular o uso dos cigarros convencionais”. 

    A quantidade de nicotina e de outras substâncias tóxicas contida nos DEFs varia — alguns chegam a conter a quantidade de nicotina encontrada em cinco maços de cigarro convencional.


Fonte: Portal Drauzio Varella. Adaptado.

Assinalar a alternativa em que o verbo sublinhado está CORRETAMENTE flexionado no pretérito imperfeito do modo indicativo.
Alternativas
Q3526748 Português
Um pantanal cada vez menor


   Com cheias cada vez menores e períodos de seca mais prolongados, o Pantanal viu sua área alagada diminuir espantosos 61% entre 1985 e 2023, segundo registrou um levantamento do MapBiomas, projeto que mapeia regularmente a cobertura e o uso da terra, a superfície de água e as cicatrizes de fogo no Brasil. Algo gravíssimo para aquela que é conhecida como a maior área úmida do mundo.

   No ano passado, o Pantanal ficou 38% mais árido se comparado a 2018, quando ocorreu a última grande cheia no bioma. Segundo os coordenadores do levantamento, o período de cheia, que originalmente vai de fevereiro a abril, está encolhendo; o de seca, de julho a outubro, está se alongando. Para ter uma ideia, em 1988, a área alagada do Pantanal chegava a 6,8 milhões de hectares – número que caiu para 5,4 milhões em 2018 e, por fim, passou a ser de 3,3 milhões de hectares.

   Tais números, infelizmente, confirmam uma tendência que, no limite, inspira prognósticos sombrios. Catastrofismos não costumam produzir bons conselhos. Houve anos de estiagem extrema, mas o bioma mostrou boa capacidade de regeneração. Foi o caso de secas registradas nas décadas de 1960 e 1970 e, mais recentemente, em 2021, ano seguinte a um dos momentos de recorde de queimadas. Mas as evidências revelam uma mudança de trajetória: se antes a extensão do fogo era composta por áreas naturais em processo de conversão ou consolidação das pastagens, nos últimos anos os pesquisadores identificaram incêndios em locais antes permanentemente alagados no entorno do Rio Paraguai.

   São péssimos os presságios quando é preciso recorrer à esperança de chuva certa no lugar certo, como se a preservação da natureza dependesse de uma providencial ajuda do destino para conter tragédias ambientais. Em se tratando dos problemas que afetam hoje o Pantanal – assim como a Amazônia e parte do Cerrado –, a sorte ou o acaso não são nem a causa nem a consequência. Trata-se, isto sim, de uma soma dramática dos efeitos das mudanças climáticas e da ação humana.


(O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 16.11.2024. Adaptado)
Considerando-se a recorrência de tempos verbais, o plano do mundo comentado e o plano do mundo narrado são marcados, correta e respectivamente, pelo emprego do
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Q3524042 Português

Burnout: o esgotamento que ameaça a saúde e o desempenho no trabalho



    O trabalho ocupa boa parte da vida das pessoas e, embora seja uma fonte de realização para muitos, também pode ser uma das principais causas de sofrimento. Para o psiquiatra francês Christophe Dejours, o ambiente profissional nem sempre promove bem-estar. Em muitos casos, pode gerar desde simples insatisfação até quadros graves de esgotamento físico e emocional.


    Nos últimos anos, estudos apontam que o adoecimento relacionado ao trabalho tem impacto direto na produtividade das empresas. O chamado absenteísmo — quando o profissional precisa se afastar por problemas de saúde — traz prejuízos como afastamentos prolongados, necessidade de contratação de substitutos e gastos com treinamentos (MorenoJimenez e Schaufeli, 2007). Além disso, afeta a qualidade dos serviços prestados e compromete os resultados financeiros das organizações.


    Foi em 1974 que o psicólogo Herbert Freudenberger cunhou o termo burnout para descrever um quadro de esgotamento extremo, perda de motivação e isolamento entre profissionais da saúde mental. Desde então, o tema passou a ser debatido em congressos internacionais e entre diferentes categorias profissionais, especialmente médicos e enfermeiros, que relatam queda na qualidade do atendimento devido ao desgaste emocional.


    Um levantamento citado por pesquisadores revelou que até 27% dos pacientes no Canadá avaliaram de forma negativa os cuidados recebidos em internações recentes. A escassez de enfermeiros — agravada pelo burnout e pela insatisfação — aparece como uma das principais causas desse cenário preocupante.


    A Organização Mundial da Saúde (OMS) e diversos estudiosos reconhecem o burnout como um risco ocupacional sério, principalmente em áreas como saúde, educação e serviços sociais (Maslach, 2007). No Brasil, o Decreto nº 3.048, de 1999, incluiu a “Síndrome de Burnout” na lista de transtornos mentais relacionados ao trabalho, com o código Z73.0 na Classificação Internacional de Doenças (CID-10).  

  

    Diante disso, cresce a urgência por estratégias que promovam ambientes de trabalho mais saudáveis, com apoio psicológico, valorização dos profissionais e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Ignorar o problema pode sair caro — para os trabalhadores, para as empresas e para a sociedade como um todo.  



(ADAPTADO. Artigo: Síndrome de burnout ou estafa profissional e os transtornos psiquiátricos. Telma Ramos Trigo; Chei Tung Teng; Jaime Eduardo Cecílio Hallak)

Analise as afirmativas abaixo com base nos verbos:



I. O verbo promove, presente no trecho “o ambiente profissional nem sempre promove bem-estar”, é rizotônico, pois a tonicidade recai sobre o radical;


II. O verbo precisa, no trecho “quando o profissional precisa se afastar por problemas de saúde”, é arrizotônico, já que a sílaba tônica recai fora do radical;


III. O verbo cresce, no trecho “cresce a urgência por estratégias”, é um exemplo de verbo arrizotônico, pois a tonicidade recai na desinência.



Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3522195 Português
Leia o texto para responder à questão.


Singular ocorrência


    – Há ocorrências bem singulares. Está vendo aquela dama que vai entrando na igreja da Cruz? Parou agora no adro para dar uma esmola.

     – De preto?

    – Justamente; lá vai entrando; entrou.

     – Não diga mais nada. Esse olhar está dizendo que a dama é uma sua recordação de outro tempo, e não há de ser de muito tempo, a julgar pelo corpo: é moça de truz* .

    – Deve ter quarenta e seis anos.

     – Ah! conservada. Vamos lá; deixe de olhar para o chão, e conte-me tudo. Está viúva, naturalmente?

    – Não.

    – Bem; o marido ainda vive. É velho?

    – Não é casada.

    – Solteira?

     – Assim, assim. Deve chamar-se hoje D. Maria de tal. Em 1860, florescia com o nome familiar de Marocas. Não era costureira, nem proprietária, nem mestra de meninas; vá excluindo as profissões e lá chegará. Morava na rua do Sacramento. Já então era esbelta, e, seguramente, mais linda do que hoje; modos sérios, linguagem limpa. Na rua, com o vestido afogado, escorrido, sem luxo, arrastava a muitos, ainda assim.

    – Por exemplo, ao senhor.

    – Não, mas ao Andrade, um amigo meu, de vinte e seis anos, meio advogado, meio político, nascido nas Alagoas, e casado na Bahia, donde viera em 1859. Era bonita a mulher dele, afetuosa, meiga e resignada; quando os conheci, tinham uma filhinha de dois anos.

    – Apesar disso, a Marocas...?

    – É verdade, dominou-o. Olhe, se não tem pressa, conto- -lhe uma coisa interessante.

    – Diga.


(Machado de Assis. Em: http://www.dominiopublico.gov.br. Adaptado)


* de qualidade, excepcional
Considere as passagens do texto:

•  – Ah! conservada. Vamos lá; deixe de olhar para o chão, e conte-me tudo.
•  ... e casado na Bahia, donde viera em 1859.

As formas verbais destacadas expressam, correta e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Q3520382 Português

Como nasceram as estrelas



    Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro – e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.


    Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.


    Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca.


    Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça.


    – Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte.


    E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta – eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas – e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.


    Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes.


    Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.



(LISPECTOR, Clarice. Doze lendas brasileiras. Como nascem as estrelas. Rocco: Pequenos Leitores, 1987.)

 

Em relação à classificação verbal do termo destacado, assinale a alternativa INCORRETA
Alternativas
Q3520368 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Até tu, chaveirinho?

O chaveiro, muitas vezes ignorado, revela segredos sobre quem o carrega. Vai além de um simples enfeite: pode ser espelho da personalidade. Há quem escolha símbolos místicos como olho grego ou pimenta, denunciando uma alma supersticiosa; outros exibem logotipos da empresa, revelando total entrega ao trabalho. Já os apaixonados por futebol ostentam seus times com orgulho, quase sempre por meio de presentes que reforçam sua identidade torcedora.

Alguns preferem a praticidade: chaveiros multifuncionais com canivete, saca-rolhas e até abridor de lata, como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo. Há os nostálgicos, que carregam lembranças de viagens marcantes ou personagens da infância. Outros escolhem os religiosos, símbolo de fé e superação. E há ainda os românticos, que usam palavras como "gratidão" ou "te amo", espalhando afetos silenciosos no dia a dia.

Mas o cotidiano foi capturado pelo luxo. O chaveiro saiu do bolso e virou grife. Um exemplo é o LaBubu — bonequinhos de Hong Kong vendidos em caixas-surpresa, que chegam a custar R$ 900. Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e sorriso travesso encantaram o mundo, mas também chamaram atenção de ladrões. O que era para exibir virou peça escondida, símbolo do consumismo contraditório.

Diante disso, prefiro a simplicidade do meu chaveiro escrito "Cê é fí di quem?". Nenhum ladrão vai querer. É barato, é meu, é sincero. Não ostenta, mas identifica. Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro, ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer luxo importado.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/6/6/ate-tu-c haveirinho
No trecho acima, observa-se o emprego do verbo "haver" com valor impessoal. Considerando as regras de concordância verbal e nominal da norma culta, assinale a alternativa correta quanto ao uso e flexão do verbo destacado. 
Alternativas
Q3516905 Português
TEXTO 2


COM O CACHORRO AO LADО


Toda manhã saía levando o cachorro a passear. Era uma boa justificativa o cachorro, para ele que, aposentado, talvez não tivesse outra. la caminhando devagar até a avenida junto ao mar, e lá chegando deixava-se ficar num banco, o olhar posto nos navios fundeados ao largo. Havia sempre muitos navios. No seu tempo de prático, navios não precisavam esperar. De lancha ou rebocador, em calmaria ou em tempestade, ele cruzava a barra e, no mar aberto, se aproximava do casco tão mais alto do que sua própria embarcação, olhava para cima avaliando a distância, começava a subir pela escadinha ondeante. Havia riscos. Muitas vezes chegara na ponte de comando encharcado. Mas era o que sabia fazer, e o fazia melhor do que outros. Melhor do que outros conhecia as lajes submersas, os bancos de areia, as correntezas todas daquele porto, e nele conduzia os navios como se a água fosse vidro e ele visse o que para os demais era oculto. Os navios entravam no porto como cegos guiados por quem vê. Havia sido um belo trabalho. Agora sentava-se no banco junto ao mar, e olhava ao longe os navios. Sabia que não estavam ali à espera do prático. O tráfego marítimo havia aumentado ano a ano, e aos poucos tornara-se necessário esperar por uma vaga no porto, como em qualquer estacionamento de automóveis. Mas. sentado no banco, com o cachorro deitado a seu lado, gostava de pensar que na névoa da manhã os navios esperavam por ele, esperavam a lancha ou o rebocador que o traria até junto do alto casco, quando então levantaria a cabeça avaliando a distância antes de começar a subir. Um a um, aqueles navios agora cravados na água como se na rocha, sairiam da névoa e, comandados por ele cruzariam a barra entrando no porto. Progressivamente, o horizonte ficaria despovoado. Seus devaneios chegavam só até esse ponto, só até o horizonte desimpedido. Acrescentava ainda um lamento de sirene, longo. Depois se levantava do banco.О cachorro se levantava do chão. O passeio da manhã estava terminado.


COLASANTI, Marina. Hora de alimentar serpentes. São Paulo: Editora Global, 2013.
Observe os termos destacados no fragmento: "Havia sido um belo trabalho". Assinale a opção em que a locução verbal sublinhada está flexionada no mesmo tempo e modo que no trecho destacado acima.
Alternativas
Q3516900 Português
TEXTO 2


COM O CACHORRO AO LADО


Toda manhã saía levando o cachorro a passear. Era uma boa justificativa o cachorro, para ele que, aposentado, talvez não tivesse outra. la caminhando devagar até a avenida junto ao mar, e lá chegando deixava-se ficar num banco, o olhar posto nos navios fundeados ao largo. Havia sempre muitos navios. No seu tempo de prático, navios não precisavam esperar. De lancha ou rebocador, em calmaria ou em tempestade, ele cruzava a barra e, no mar aberto, se aproximava do casco tão mais alto do que sua própria embarcação, olhava para cima avaliando a distância, começava a subir pela escadinha ondeante. Havia riscos. Muitas vezes chegara na ponte de comando encharcado. Mas era o que sabia fazer, e o fazia melhor do que outros. Melhor do que outros conhecia as lajes submersas, os bancos de areia, as correntezas todas daquele porto, e nele conduzia os navios como se a água fosse vidro e ele visse o que para os demais era oculto. Os navios entravam no porto como cegos guiados por quem vê. Havia sido um belo trabalho. Agora sentava-se no banco junto ao mar, e olhava ao longe os navios. Sabia que não estavam ali à espera do prático. O tráfego marítimo havia aumentado ano a ano, e aos poucos tornara-se necessário esperar por uma vaga no porto, como em qualquer estacionamento de automóveis. Mas. sentado no banco, com o cachorro deitado a seu lado, gostava de pensar que na névoa da manhã os navios esperavam por ele, esperavam a lancha ou o rebocador que o traria até junto do alto casco, quando então levantaria a cabeça avaliando a distância antes de começar a subir. Um a um, aqueles navios agora cravados na água como se na rocha, sairiam da névoa e, comandados por ele cruzariam a barra entrando no porto. Progressivamente, o horizonte ficaria despovoado. Seus devaneios chegavam só até esse ponto, só até o horizonte desimpedido. Acrescentava ainda um lamento de sirene, longo. Depois se levantava do banco.О cachorro se levantava do chão. O passeio da manhã estava terminado.


COLASANTI, Marina. Hora de alimentar serpentes. São Paulo: Editora Global, 2013.
Observe que, no trecho "Havia sempre muitos navios.", o verbo está corretamente flexionado. Assinale a opção em que a flexão verbal do vocábulo destacado está correta.
Alternativas
Q3516895 Português
TEXTO 1


ÁGUAS DO MAR


    Aí está ele, o mar, a mais intelligible das existências não humanas. E aqui está a mulher, de pé na praia, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fez um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornou-se o mais ininteligível dos seres vivos. Ela e o mar.

    Só poderia haver um encontro de seus mistérios se um se entregasse ao outro: a entrega de dois mundos incognoscíveis feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões.

    Ela olha o mar, é o que pode fazer. Ele só lhe é delimitado pela linha do horizonte, isto é, pela sua incapacidade humana de ver a curvatura da terra.

    São seis horas da manhã. Só um cão livre hesita na praia, um cão negro. Por que é que um cão é tão livre? Porque ele é o mistério vivo que não se indaga. A mulher hesita porque vai entrar.

    Seu corpo se consola com sua própria exiguidade em relação à vastidão do mar porque é a exiguidade do corpo que o permite manter-se quente e é essa exiguidade que a torna pobre e livre gente, com sua parte de liberdade de cão nas areias. Esse corpo entrará no ilimitado frio que sem raiva ruge no silêncio das seis horas. A mulher não está sabendo: mas está cumprindo uma coragem. Com a praia vazia nessa hora da manhã, ela não tem o exemplo de outros humanos que transformam a entrada no mar em simples jogo leviano de viver. Ela está sozinha. O mar salgado não é sozinho porque é salgado e grande, e isso é uma realização. Nessa hora ela se conhece menos ainda do que conhece o mar. Sua coragem é a de, não se conhecendo, no entanto, prosseguir. É fatal não se conhecer, e não se conhecer exige coragem.

    Vai entrando. A água salgada é de um frio que lhe arrepia em ritual as pernas. Mas uma alegria fatal - a alegria é uma fatalidade - já a tomou, embora nem lhe ocorra sorrir. Pelo contrário, está muito séria. O cheiro é de uma maresia tonteante que a desperta de seus mais adormecidos sonos seculares. E agora ela está alerta, mesmo sem pensar, como um caçador está alerta sem pensar. A mulher é agora uma compacta e uma leve e uma aguda - e abre caminho na gelidez que, líquida, se opõe a ela, e no entanto a deixa entrar, como no amor em que a oposição pode ser um pedido.

    O caminho lento aumenta sua coragem secreta. E de repente ela se deixa cobrir pela primeira onda. O sal, o iodo, tudo líquido, deixam-na por uns instantes cega, toda escorrendo - espantada de pé, fertilizada.

    Agora o frio se transforma em frígido. Avançando, ela abre o mar pelo meio. Já não precisa da coragem, agora já é antiga no ritual. Abaixa a cabeça dentro do brilho do mar, e retira uma cabeleira que sai escorrendo toda sobre os olhos salgados que ardem. Brinca com a mão na água, pausada, os cabelos ao sol quase imediatamente já estão se endurecendo de sal. Coma concha das mãos faz o que sempre fez no mar, e com a altivez dos que nunca darão explicação nem a eles mesmos: com a concha das mãos cheias de água, bebe em goles grandes bons.

    E era isso o que lhe estava faltando: o mar por dentro como o líquido espesso de um homem. Agora ela está toda igual a si mesma. A garganta alimentada se constringe pelo sal, os olhos avermelham-se pelo sal secado pelo sol, as ondas suaves lhe batem e voltam pois ela é um anteparo compacto.

    Mergulha de novo, de novo bebe, mais água, agora sem sofreguidão pois não precisa mais. Ela é amante que sabe que terá tudo de novo. O sol se abre mais e arrepia-a ao secá-la, ela mergulha de novo: está cada vez menos sôfrega e menos aguda. Agora sabe o que quer. Quer ficar de pé parada no mar. Assim fica, pois. Como contra os costados de um navio, a água bate, volta, bate. A mulher não recebe transmissões. Não precisa de comunicação. 

    Depois caminha dentro da água de volta à praia. Não está caminhando sobre as águas - ah nunca faria isso depois que há milênios já andaram sobre as águas - mas ninguém lhe tira isso: caminhar dentro das águas. Ås vezes o mar lhe opõe resistência puxando-a com força para trás, mas então a proa da mulher avança um pouco mais dura e áspera. 

    E agora pisa na areia. Sabe que está brilhando de água, e sal e sol. Mesmo que o esqueça daqui a uns minutos, nunca poderá perder tudo isso. E sabe de algum modo obscuro que seus cabelos escorridos são de náufrago. Porque sabe - sabe que fez um perigo. Um perigo tão antigo quanto o ser humano.


LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2020.
Analise contextualmente o trecho: "Nessa hora ela se conhece menos (...)". 5° §

Assinale a opção que está na mesma voz verbal da sentença acima.
Alternativas
Q3515607 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


NÃO DESISTA NUNCA

Se você não acreditar naquilo que você é capaz de fazer; quem vai acreditar?

Dizer que existe uma idade certa, tempo certo, local certo, não existe.

Somente quando você estiver convicto daquilo que deseja e esta convicção fizer parte integrante do processo.

Mas quando ocorre este momento? Imagine uma ponte sobre um rio.

Você está em uma margem e seu objetivo está na outra.

Você pensa, raciocina, acredita que a sua realização está lá.

Você atravessa a ponte, abraça o objetivo e não olha para traz.

Estoura a sua ponte.

Pode ser que tenha até dificuldades, mas se você realmente acredita que pode realizá-lo, não perca tempo: vá e faça.

Agora, se você simplesmente não quer ficar nesta margem e não tem um objetivo definido, no momento do estouro, você estará exatamente no meio da ponte.

Já viu alguém no meio de uma ponte na hora da explosão... eu também não.

Realmente não é simples.

Quando você visualizar o seu objetivo e criar a coragem suficiente em realizá-lo, tenha em mente que para a sua concretização, alguns detalhes deverão estar bem claros na cabeça ou seja, facilidades e dificuldades aparecerão, mas se realmente acredita que pode fazer, os incômodos desaparecerão.

É só não se desesperar.

Seja no mínimo um pouco paciente.

Pois é, as diferenças básicas entre os três momentos são:

ESTOURAR A PONTE ANTES DE ATRAVESSÁ-LA

Você começou a sonhar... sonhar... sonhar! De repente, sentiu-se estimulado a querer ou gozar de algo melhor.

Entretanto, dentro de sua avaliação, começa a perceber que fatores que fogem ao seu controle, não permitem que suas habilidades e competências o realize.

Pergunto, vale a pena insistir?

Para ficar mais tangível, imaginemos que uma pessoa sonhe viver ou visitar a lua, mas as perspectivas do agora não o permitem, adianta ficar sonhando ou traçando este objetivo?

Para que você não fique no mundo da lua, meio maluquinho, estoure a sua ponte antes de atravessá-la, rompa com este objetivo e parta para outros sonhos!

ESTOURAR A PONTE NO MOMENTO DE ATRAVESSÁ-LA

Acredito que tenha ficado claro, mas cabe o reforço.

O fato de você desejar não ficar numa situação desagradável é válido, entretanto você não saber o que é mais agradável, já não o é! Ou seja, a falta de perspectiva nem explorada em pensamento, não leva a lugar algum. Você tem a obrigação consciencional de criar alternativas melhores.

Nos dias de hoje, não podemos nos dar ao luxo de sair sem destino.

O nosso futuro não é responsabilidade de outrem, nós é que construímos o nosso futuro. Sem desculpas, pode começar...

ESTOURAR A PONTE DEPOIS DE ATRAVESSÁ-LA.

No início comentei sobre as pessoas que realizaram o sucesso e outras que não tiveram a mesma sorte.

Em primeiro lugar, acredito que temos de definir o que é sucesso.

Sou pelas coisas simples, sucesso é gostar do que faz e fazer o que gosta.

Tentamos nos moldar em uma cultura de determinados valores, onde o sucesso é medido pela posse de coisas, mas é muito mesquinho você ter e não desfrutar daquilo que realmente deseja.

As pessoas que realizaram a oportunidade de estourar as suas pontes de modo adequado e consistente, não só imaginaram, atravessaram e encontraram os objetivos do outro lado.

Os objetivos a serem perseguidos, foram construídos dentro de uma visão clara do que se queria alcançar, em tempo suficiente, de modo adequado, através de fatores pessoais ou impessoais, facilitadores ou não, enfim o grau de comprometimento utilizado para a sua concretização.

A visão sem ação, não passa de um sonho.

A ação sem visão é só um passatempo.

A visão com ação pode mudar o mundo.

https://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-de-martha-medeiros
"Dizer que existe uma idade certa, tempo certo, local certo, não existe."
Em relação às regras de concordância verbal, analise as afirmativas a seguir:

I. O sujeito do verbo 'existir' é composto pelos núcleos 'idade', 'tempo' e 'local', portanto houve falha de concordância, sendo a forma correta 'existem': 'Dizer que existem...'
II. O verbo 'existir' pode ser substituído pela forma verbal 'há' sem comprometer a correção gramatical.
III. De acordo com a norma culta, são aceitáveis tanto a forma singular 'existe' quanto a plural 'existem'.
IV. A forma verbal 'existe' está no singular, pois esse verbo, com sentido de existência, é impessoal, só havendo uma forma de flexão, no singular.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3515262 Português
Leia o texto para responder à questão.

Ilha Brasil
    Por mais de 500 anos, quando o conhecimento sobre a geografia do planeta ainda engatinhava, chegou a ser comum em mapas da Europa a presença de uma ilha misteriosa próxima à costa da Irlanda que, depois se descobriria, nunca existiu de fato. Navegadores europeus que se lançaram ao Atlântico antes e depois da chegada às Américas vasculharam o oceano à sua procura, na esperança de encontrar nela um paraíso terrestre. A crença vinha do folclore celta, que descreveu o lugar como um destino de saúde e alegria abundantes, onde a juventude era eterna.
    A ilha se chamava Brasil.
    Ela apareceu pela primeira vez na cartografia em um mapa-múndi medieval confeccionado por volta de 1280. A partir daí, voltou a ser retratada em pelo menos outros 121 mapas, até 1873, conforme a pesquisa feita pelo jornalista Geraldo Cantarino, autor de Uma Ilha Chamada Brasil: o Paraíso Irlandês no Passado Brasileiro.
    A história milenar do mito e suas diferentes manifestações levaram alguns autores a argumentar que a ilha também teria influenciado o batismo do país que hoje compartilha o nome com ela — o Brasil, no caso. A versão repetida nas escolas e nos livros didáticos é a de que o país foi assim batizado por conta da árvore de madeira vermelha explorada por Portugal nos primeiros anos de colonização, o pau-brasil.
    Roger Casement, um diplomata britânico que no início do século 20 foi cônsul em Santos (SP), em Belém (PA) e no Rio de Janeiro, chegou a apresentar um artigo que intitulou Irish Origins of Brazil [Origens irlandesas do Brasil], em que defendia que, “por mais estranho que possa parecer, o Brasil deve o seu nome não à abundância de um certo pau-de-tinta, mas à Irlanda”. Casement argumentava que o nome Brasil habitou o imaginário dos europeus séculos antes da colonização das Américas, que continuava vivo na época em que eles se lançaram ao Atlântico, como mostram os mapas e as histórias da época, que haviam inclusive inspirado muitas viagens marítimas.

(Camilla Veras Mota. Ilha Brasil: por que Irlanda tem uma terra mítica com o
nome do nosso país. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/
articles/cg72dvjjdz3o. Acesso em 30/04/2025)
A forma verbal destacada expressa incerteza no seguinte trecho:
Alternativas
Q3513213 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Inteligência Artificial

Em recente declaração ao veículo CNN Money, o presidente da Dell no Brasil, Diego Puerta, enfatizou a necessidade de se assegurar a universalização do acesso às tecnologias de inteligência artificial (IA), em consonância com os princípios da inclusão digital e do desenvolvimento equitativo.

Segundo o dirigente, a Dell reconhece a IA como instrumento estratégico essencial à promoção do crescimento econômico sustentável, da inovação contínua e da elevação da qualidade dos serviços públicos e privados. "A Dell compreende a tecnologia como um vetor essencial de fomento ao desenvolvimento e de ampliação do impacto social e econômico da transformação digital", asseverou.

O executivo pontuou, ainda, que a premissa institucional da Dell repousa na convicção de que os avanços tecnológicos devem ser utilizados como mecanismos propulsores do progresso humano, sendo a IA, neste contexto, um fator de aceleração desse processo.

"A inteligência artificial será capaz de impulsionar esse avanço com ainda maior celeridade e abrangência", afirmou.

Puerta também salientou a imperatividade de assegurar o caráter acessível e inclusivo da IA, de modo a garantir que seu impacto se estenda de forma ampla à coletividade. "É imprescindível que viabilizemos o acesso democrático à IA, ampliando o número de indivíduos potencialmente beneficiados por suas funcionalidades e aplicações", concluiu.

A manifestação do representante da Dell alinha-se com a tendência global de valorização da equidade tecnológica, destacando a responsabilidade das corporações multinacionais no sentido de promover a disseminação ética, segura e inclusiva das inovações disruptivas.

Fonte: CNN Brasil (disponível em: www.cnnbrasil.com.br - texto adaptado).
Após ler o texto "Inteligência Artificial", assinale a alternativa em que a concordância verbal está CORRETA, de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa:
Alternativas
Q3513209 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Inteligência Artificial

Em recente declaração ao veículo CNN Money, o presidente da Dell no Brasil, Diego Puerta, enfatizou a necessidade de se assegurar a universalização do acesso às tecnologias de inteligência artificial (IA), em consonância com os princípios da inclusão digital e do desenvolvimento equitativo.

Segundo o dirigente, a Dell reconhece a IA como instrumento estratégico essencial à promoção do crescimento econômico sustentável, da inovação contínua e da elevação da qualidade dos serviços públicos e privados. "A Dell compreende a tecnologia como um vetor essencial de fomento ao desenvolvimento e de ampliação do impacto social e econômico da transformação digital", asseverou.

O executivo pontuou, ainda, que a premissa institucional da Dell repousa na convicção de que os avanços tecnológicos devem ser utilizados como mecanismos propulsores do progresso humano, sendo a IA, neste contexto, um fator de aceleração desse processo.

"A inteligência artificial será capaz de impulsionar esse avanço com ainda maior celeridade e abrangência", afirmou.

Puerta também salientou a imperatividade de assegurar o caráter acessível e inclusivo da IA, de modo a garantir que seu impacto se estenda de forma ampla à coletividade. "É imprescindível que viabilizemos o acesso democrático à IA, ampliando o número de indivíduos potencialmente beneficiados por suas funcionalidades e aplicações", concluiu.

A manifestação do representante da Dell alinha-se com a tendência global de valorização da equidade tecnológica, destacando a responsabilidade das corporações multinacionais no sentido de promover a disseminação ética, segura e inclusiva das inovações disruptivas.

Fonte: CNN Brasil (disponível em: www.cnnbrasil.com.br - texto adaptado).
Leia o trecho a seguir:
A disseminação ética e segura das inovações tecnológicas, defendida pela Dell, __________ responsabilidade também das grandes corporações.
Assinale a alternativa em que a forma verbal completa corretamente a lacuna anterior, de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa:
Alternativas
Q3510433 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Corpus Christi: feriado ou ponto facultativo


Muitos brasileiros usam a data de Corpus Christi, celebrada na quinta-feira, como um dia para viajar ou descansar.


O que poucos sabem é que não se trata de um feriado nacional, mas sim, de ponto facultativo. Ou seja, na maioria das cidades, os empregadores não têm obrigação de liberar os funcionários. Cada empresa decide se vai ou não paralisar os serviços por um dia.


A regra é outra em cidades que aprovaram leis, tornando Corpus Christi um feriado municipal. Para a alegria de quem se programa todo ano para tirar o dia de folga, muitos municípios optaram por isso. No Distrito Federal, por outro lado, esta comemoração é ponto facultativo. 


Corpus Christi significa, em latim, corpo de Cristo. É uma data móvel celebrada pela Igreja Católica sessenta dias após o domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade. Na tradição católica, esta quinta-feira é considerada o dia no qual Jesus Cristo instituiu o sacramento da eucaristia.


De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no Corpus Christi se celebra a presença real de Jesus Cristo no pão e no vinho.


A festa foi instituída pelo papa Urbano 4º, no dia oito de setembro de 1264 − ele publicou uma bula papal sobre o tema, instituindo a data e concedendo indulgências às pessoas que fossem à missa neste dia. 


Segundo biógrafos, o papa medieval incumbiu o filósofo e teólogo italiano São Tomás de Aquino de redigir um rito para a celebração da data.


 https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce371zx2gzqo.adaptado

Muitos brasileiros usam a data de Corpus Christi, celebrada na quinta-feira, como um dia para viajar ou descansar. O que poucos sabem é que não se trata de um feriado nacional, mas sim, de ponto facultativo. Ou seja, na maioria das cidades, os empregadores não têm obrigação de liberar os funcionários. Cada empresa decide se vai ou não paralisar os serviços por um dia.


Em relação à concordância verbal, é correto afirmar que o verbo: 

Alternativas
Q3509802 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Leia as citações do livro Meu Reino por um Cavalo e responda o que se pede no comando da questão.
Assinale a afirmação incompativel com a classificação morfológica das palavras na seguinte frase de Sammy Davis Jr "Minha celebridade permite que eu seja insultado em lugares onde nenhum negro tem esperança de ser insultado":
Alternativas
Q3507659 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Sem exagerar no volume do videogame


    “Todos podem tomar medidas hoje para garantir uma boa saúde auditiva ao longo da vida”, comentou Jérôme Salomon, diretor-geral assistente da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao apresentar o primeiro padrão global de audição segura para dispositivos ou softwares de videogame e eSports (competições profissionais de jogos digitais), elaborado em conjunto com a União Internacional de Telecomunicações (UIT). O objetivo é evitar a perda auditiva entre jogadores, especialmente crianças. Para dispositivos de videogame (consoles de videogame, computadores pessoais e fones de ouvido), o padrão recomenda: um controle de volume que possa ser facilmente ajustado, mensagens sobre quando o limite do som será atingido, o aumento do risco de perda auditiva e um modo de segurança de fone de ouvido que ajuste automaticamente o volume quando um jogador alternar entre fones de ouvido e alto-falantes. Estima-se que cerca de 3 bilhões de pessoas joguem videogames, mas a maioria dos dispositivos e jogos não possui recursos de audição seguros para proteger os usuários de ruídos prejudiciais.


(https://revistapesquisa.fapesp.br/, edição 350, abril de 2025) 
Cerca de 3 bilhões de pessoas ___________ videogames, mas os dispositivos e jogos, na maioria das vezes, não ____________ recursos de audição seguros para proteger os usuários de ruídos prejudiciais.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
Alternativas
Q3506864 Português

O mistério do canto das baleias 



Cientistas descobriram como algumas das maiores baleias do oceano produzem cantos assustadores e complexos.


As baleias jubarte e outras baleias com barbatanas desenvolveram uma caixa vocal especializada, que permite cantar debaixo d'água.


A descoberta, publicada na revista Nature, também revelou porque os ruídos que navios e embarcações fazem são tão perturbadores para estes gigantes oceânicos.


O canto das baleias está restrito a uma frequência específica, que se sobrepõe ao ruído produzido pelos navios.


"O som é absolutamente crucial para a sobrevivência delas, porque é a única forma de elas se encontrarem para acasalar no oceano", explica o professor Coen Elemans, da Universidade do Sul da Dinamarca, que liderou o estudo.


"Estes são alguns dos animais mais enigmáticos que já viveram no planeta. Eles estão entre os maiores e mais inteligentes, e são altamente sociáveis."


As baleias de barbatanas são um grupo de quatorze espécies, incluindo a baleia azul, a jubarte, a franca, a baleia-de-minke e a baleia-cinzenta.


Em vez de dentes, esses animais têm placas chamadas barbatanas ou cerdas, através das quais peneiram enormes quantidades de criaturas minúsculas que vivem na água.


A forma exata como eles produzem sons complexos foi um mistério até agora.


Junto de colegas, Elemans realizou experimentos usando laringes, ou caixas vocais, que foram cuidadosamente removidas de três carcaças de baleias que encalharam em praias.


Após a retirada, eles sopraram ar através das estruturas maciças, com o objetivo de produzir um som.


Em seres humanos, a voz vem de vibrações que acontecem quando o ar passa por estruturas chamadas pregas vocais, que ficam na garganta.


As baleias de barbatanas, por outro lado, possuem uma grande estrutura em forma de U, com uma almofada de gordura, no topo da laringe.


Essa anatomia vocal permite que os animais cantem ao reciclarem o ar. Isso evita que a água seja inalada.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckrddp57r77o.adaptado

Cientistas descobriram como algumas das maiores baleias do oceano produzem cantos assustadores e complexos. As baleias jubarte e outras baleias com barbatanas desenvolveram uma caixa vocal especializada, que permite cantar debaixo d'água.


Em relação à concordância verbal, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3506794 Português
Assinale a alternativa em que o verbo destacado está corretamente concordado com o sujeito.
Alternativas
Respostas
1381: A
1382: B
1383: D
1384: D
1385: A
1386: D
1387: C
1388: B
1389: A
1390: B
1391: C
1392: D
1393: E
1394: D
1395: A
1396: A
1397: B
1398: C
1399: B
1400: A