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Q3614830 Português
Você pode estar sofrendo de fadiga digital e nem percebeu


   Nos últimos anos, o avanço das tecnologias digitais e a popularização do trabalho remoto transformaram a forma como as pessoas se relacionam com o ambiente virtual. A rotina de passar horas seguidas diante de telas, seja para atividades profissionais, estudo ou lazer, tornou-se parte do cotidiano de milhões de indivíduos. Esse novo cenário trouxe à tona um fenômeno cada vez mais discutido: o surgimento de tipos inéditos de cansaço mental associados às longas jornadas on-line.

   O esgotamento provocado pelo uso prolongado de dispositivos digitais vai além do simples cansaço físico. Muitas pessoas relatam sintomas como dificuldade de concentração, irritabilidade e sensação de esvaziamento mental após períodos extensos conectados. Esse quadro tem chamado a atenção de pesquisadores e profissionais da saúde, que buscam compreender as causas e impactos desse fenômeno no bem-estar da população. Recentemente, instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e universidades de referência, como a Universidade de São Paulo, vêm promovendo estudos para entender melhor a relação entre o ambiente digital e a saúde mental, trazendo novas perspectivas sobre o tema.

   Estudos recentes indicam que a exposição contínua a estímulos digitais pode sobrecarregar áreas do cérebro responsáveis pela atenção e processamento de informações. O excesso de notificações, reuniões virtuais e multitarefas digitais exige uma adaptação constante, levando à chamada fadiga digital. Esse tipo de exaustão mental difere do cansaço tradicional, pois está relacionado à hiperestimulação e à dificuldade de desconectar-se do ambiente virtual.

   Além disso, a ausência de pausas regulares e a falta de interação presencial contribuem para o aumento do estresse e da ansiedade. O cérebro, ao ser submetido a longos períodos de atividade on-line, tende a apresentar sinais de esgotamento, como lapsos de memória e sensação de confusão mental. Tais sintomas são cada vez mais comuns em profissionais que atuam em home office ou estudantes em regime remoto.

   O esgotamento causado pelas longas jornadas on-line possui características distintas em relação ao estresse convencional. Enquanto o estresse físico está geralmente associado a esforços corporais ou preocupações pontuais, o cansaço digital resulta da sobrecarga de informações e da necessidade de estar sempre disponível no ambiente virtual.

   Além disso, a ausência de limites claros entre trabalho, lazer e vida pessoal intensifica o desgaste mental. O acesso constante a redes sociais, e-mails e aplicativos de mensagens faz com que o cérebro permaneça em estado de alerta, dificultando o relaxamento e a recuperação das energias.

   Para reduzir os efeitos do cansaço mental digital, especialistas recomendam adotar algumas estratégias simples no dia a dia. Entre elas, destaca-se a importância de realizar pausas regulares durante o uso de dispositivos eletrônicos, evitando períodos prolongados sem descanso. A prática de atividades físicas e o contato com ambientes naturais também contribuem para aliviar a tensão acumulada.

   Outra medida eficaz é estabelecer horários definidos para o uso de tecnologias, separando momentos de trabalho, estudo e lazer. Desativar notificações não essenciais e priorizar interações presenciais sempre que possível são atitudes que ajudam a preservar a saúde mental e a qualidade de vida em um mundo cada vez mais conectado. Empresas como Google e Apple têm implementado ferramentas em seus dispositivos para auxiliar os usuários na gestão do tempo de tela, facilitando o equilíbrio entre o digital e o offline.


(Disponível em: https://www.em.com.br/emfoco. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Em relação à concordância verbal, assinale a alternativa que apresenta a reescrita correta.
Alternativas

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Tema central: Concordância verbal. O ponto chave da questão é a correta relação entre o sujeito e o verbo quanto ao número (singular/plural), conforme determina a norma-padrão da Língua Portuguesa. O verbo deve sempre concordar com o núcleo do sujeito.

Alternativa correta — Letra B:

Os excessos de notificações, reuniões virtuais e multitarefas digitais exigem uma adaptação constante.”

Nesta frase, o sujeito (“Os excessos...”) está no plural. Seguindo a regra, o verbo “exigir” concorda adequadamente e vai para o plural: exigem. Segundo Bechara (2009), “o verbo deve concordar em número e pessoa com o núcleo do sujeito”, exemplificando: “Os sintomas aparecem repentinamente”.

Análise das alternativas incorretas:

A) “Esses quadros tem chamado...” (Erro): O sujeito está no plural (“quadros”) e o verbo “ter” deveria estar em têm (plural). Logo, o correto seria: “Esses quadros têm chamado...”

C) “Estudo recente indica que a exposição contínua a estímulos digitais podem sobrecarregar...” (Erro): O verbo “poder” deveria concordar com “a exposição”, que está no singular. O certo é: “...a exposição contínua a estímulos digitais pode sobrecarregar...”

D) “Também contribue para aliviar...” (Erro duplo): Primeiro, a forma “contribue” não existe na norma-padrão. Segundo, há sujeito composto (“a prática de atividade física e o contato...”), então deve ser “contribuem”. Correto: “Também contribuem para aliviar...”

Ponto de atenção para provas: Sempre identifique o(s) núcleo(s) do sujeito antes de flexionar o verbo. Atenção especial quando houver sujeito composto ou termos no plural, pois são pegadinhas frequentes em concursos!

Resumo da Regra: “O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa” (Cunha & Cintra).

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Comentários

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a) Original: “Esse quadro tem chamado...”

Reescrita: “Esses quadros tem chamado...”

Correto seria “têm chamado” (3ª pessoa plural). A reescrita apresentada está errada por falta de acento em têm.

b) Original: “O excesso... exige...”

Reescrita: “Os excessos... exigem...”

Sujeito no plural → verbo no plural.

Está correta.

c) Original: “Estudos recentes indicam... podem sobrecarregar...”

Reescrita: “Estudo recente indica... podem sobrecarregar...”

O sujeito passou para singular (estudo recente indica), mas o verbo da oração subordinada ficou no plural (podem).

O correto seria “pode sobrecarregar”.

Logo, está incorreta.

d) Original: “... também contribuem...”

Reescrita: “Também contribue...”

O verbo contribuir na 3ª pessoa do singular é contribui, e não contribue. Portanto, está errada.

Resposta B

Atenção a Letra D:

A frase "Também contribui para aliviar a tensão acumulada a prática de atividade física e o contato com ambientes naturais" está incorreta também por concordância verbal.

  • O erro: O verbo "contribui ou contribue" está no singular, mas o seu sujeito é composto ("a prática de atividade física e o contato com ambientes naturais") e está posicionado após o verbo (verbo primeiro, sujeito depois).
  • A correção: Com um sujeito composto pós-posto, o verbo deve ir para o plural. A forma correta do verbo contribuir no plural é "contribuem".

Forma Correta: Também contribuem para aliviar a tensão acumulada a prática de atividade física e o contato com ambientes naturais.

ATENÇÃO: A justificativa de que o correto seria "contribui" por causa de uma vogal "e" em vez de "i" é equivocada. Essa observação confunde a regra de concordância com a grafia ou conjugação do verbo "contribuir".

A forma "contribuem" é a única correta no plural para concordar com o sujeito composto ("a prática e o contato"). A grafia do verbo no plural é "contribuem", com a vogal U antes do E e do M, seguindo o padrão de conjugação.

Atenção ao comando da questão: "Em relação à concordância verbal.."

GABARITO B

A) Incorreta – Erro de concordância: “tem” deveria ser têm.

B) Correta – Sujeito plural (“os excessos”) → verbo plural exigem.

C) Incorreta – Verbo errado no final: deveria ser pode, não “podem”.

D) Incorreta – Verbo escrito errado: “contribue” → correto é contribui.

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