Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q3496472 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
Conforme Pestana (2013, p.120), a coesão referencial “ocorre quando usamos as classes gramaticais para recuperar certos termos dentro do texto”. Ciente disso, analise, como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir sobre a coesão referencial estabelecida no texto “Aprendizagem para o futuro”.

I- O termo “minuta” foi utilizado para realizar uma substituição lexical do substantivo “relatório”;
II- Em um resumo do texto “Aprendizagem para o futuro”, poderíamos substituir lexicalmente o relatório do grupo The Economist e a minuta do governo da Austrália pelo substantivo “documentos”; 
III- O pronome “Isso”, presente no excerto “[...] Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto [...]” faz referência à conscientização dos alunos sobre o valor da persistência;
IV- No trecho “[...] aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas [...]”, o pronome em destaque exerce uma função catafórica na coesão referencial do texto.

Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é: 
Alternativas
Q3494495 Português
Quando "se trata" de músculos, é um caso de "usá-los" ou "perdê-los".

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpq2329ex05o. adaptado

As normas-padrão de colocação pronominal destacadas na frase denominam-se, respectivamente:
Alternativas
Q3494016 Português

Texto para a questão.



O naufrágio


    Cada dia na vida humana é único, pois o corpo está em constante transformação. Em sete anos, todas as células se renovam, e em uma vida longa, o corpo é trocado diversas vezes. Somos feitos de matéria mutável, conectados ao universo em sua essência atômica.

    Viver plenamente o presente, como ensina o xamã do Yucatán, é libertar-se do peso do passado e da ansiedade do futuro — é o que a criança faz, vivendo apenas de sensações imediatas.

    A morte, inevitável, causa temor, mas pode ser vista como parte de um ciclo maior. Religiões orientais falam em reencarnação e karma; outras, em vida eterna espiritual.

    O pavor da morte se deve ao desconhecimento e, também, às reações do ambiente, da família, dos amigos, da sociedade em geral, daqueles com os quais se convive.

    A variedade de condições em que nascemos levanta questões sobre mérito, destino e justiça. Platão e o pensamento oriental sugerem que as almas escolhem onde nascer, conforme seu grau de evolução.

    A espiritualidade oriental vê a morte como troca de roupa: transitória. O budismo diz que o divino está em nós — e o despertar é reencontrar essa essência.

    Ao fim da vida, resta a paz de quem, mesmo após naufragar, contempla o infinito e encontra doçura nas águas do desconhecido.

    Gastei minha vida para vencer uma congênita ignorância e pequenez. Consegui um vislumbre do infinito à minha frente. Contudo, sinto-me feliz, como o poeta que revelou: “o naufragar é doce neste mar”.


Vittorio Medioli – Texto Adaptado


Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2025/4/27/o-naufragio

No trecho “O budismo diz que o divino está em nós — e o despertar é reencontrar essa essência”, a escolha do pronome demonstrativo “essa” cumpre uma função referencial específica no texto. Com base na articulação coesiva do enunciado, assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta da função desempenhada por esse termo.
Alternativas
Q3494015 Português

Texto para a questão.



O naufrágio


    Cada dia na vida humana é único, pois o corpo está em constante transformação. Em sete anos, todas as células se renovam, e em uma vida longa, o corpo é trocado diversas vezes. Somos feitos de matéria mutável, conectados ao universo em sua essência atômica.

    Viver plenamente o presente, como ensina o xamã do Yucatán, é libertar-se do peso do passado e da ansiedade do futuro — é o que a criança faz, vivendo apenas de sensações imediatas.

    A morte, inevitável, causa temor, mas pode ser vista como parte de um ciclo maior. Religiões orientais falam em reencarnação e karma; outras, em vida eterna espiritual.

    O pavor da morte se deve ao desconhecimento e, também, às reações do ambiente, da família, dos amigos, da sociedade em geral, daqueles com os quais se convive.

    A variedade de condições em que nascemos levanta questões sobre mérito, destino e justiça. Platão e o pensamento oriental sugerem que as almas escolhem onde nascer, conforme seu grau de evolução.

    A espiritualidade oriental vê a morte como troca de roupa: transitória. O budismo diz que o divino está em nós — e o despertar é reencontrar essa essência.

    Ao fim da vida, resta a paz de quem, mesmo após naufragar, contempla o infinito e encontra doçura nas águas do desconhecido.

    Gastei minha vida para vencer uma congênita ignorância e pequenez. Consegui um vislumbre do infinito à minha frente. Contudo, sinto-me feliz, como o poeta que revelou: “o naufragar é doce neste mar”.


Vittorio Medioli – Texto Adaptado


Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2025/4/27/o-naufragio

No trecho “Contudo, sinto-me feliz, como o poeta que revelou: ‘o naufragar é doce neste mar’”, a forma pronominal “me” está corretamente posicionada porque
Alternativas
Q3493267 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.

A última crônica

Fernando Sabino

    A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.
     A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
    Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
    Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho -- um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
    A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
    São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põese a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura — ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido — vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
    Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

Texto extraído do livro "A Companheira de Viagem", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1965, pág. 174.
No que tange à classificação morfológica, no trecho “Assim eu quereria minha última crônica”, temos, respectivamente, as seguintes classes de palavra:
Alternativas
Q3490195 Português
Assinale a alternativa que apresenta a associação correta entre as sentenças a seguir e a respectiva justificativa para o uso da próclise em cada uma delas. Não é necessário usar todas as justificativas.

I. Não o comunicaram que a inscrição do vestibular havia sido prorrogada.
II. Os colegas o tinham avisado.
III. Alguém me disse que a vida era bonita.

(1) presença de palavra atrativa;
(2) forma verbal principal no particípio;
(3) forma verbal principal no futuro do pretérito.
Alternativas
Q3490190 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Votos para o Ano-Novo


    Os cronistas mais organizados costumam escolher, no fim de ano, os dez melhores, os dez maiores, os dez mais isto ou aquilo do ano que passou. Essas escolhas públicas não têm o encanto das escolhas particulares, feitas em uma pequena roda, em que se costuma decidir, depois de severos debates, qual foi o maior “fora”, o pior vexame, o melhor golpe do baú, o maior chato do ano, a mais bela dor de cotovelo, o mais louvável infarto do miocárdio, o party mais fracassado, a cena mais ridícula, o marido mais manso etc. Note-se que para a escolha deste último deve-se levar em conta que há muitos cavalheiros que não podem ser aceitos no páreo, devem ser considerados hors-concours. É preciso incentivar os valores novos.


    Depois desse salutar exercício, proponho que cada pessoa faça um exame de consciência e pergunte a si mesma com que direito se arvora em juiz dos outros. Pense nos seus próprios pecados, nos seus próprios ridículos. Procure ver a si mesmo como se fosse alguém a quem quisesse ridicularizar. Como seria fácil! Quem sabe que a virtude de que você mais se envaidece é menos uma virtude do que medo da polícia, ou, mais comumente, do ridículo?


    Dizem que o crime não compensa. E a virtude, compensará? Espero que sim, mas talvez só no outro mundo. Neste aqui não sei; mas conheço pessoas virtuosas que me parecem tão azedas, tão infelizes, tão entediadas, tão sem graça com a própria virtude que dão vontade da gente dizer:


    ― Está muito bem, nossa amizade, você é formidável. Mas assim também enjoa. Peque pelo menos uma vezinha, sim? É bom para relaxar. 


    Raul de Leoni sonhava com... “um cristianismo ideal, que não existe, onde a virtude não precisasse ser triste, onde a tristeza fosse um pecado venial...”.


    Acho que a pessoa querer buscar a felicidade em pecados e sujeiras só não é um erro quando a pessoa tem mesmo muita vocação para essas coisas. Mas isso é raríssimo. A maior parte dos sujos tem uma inveja secreta e imensa dos honrados, dos limpos. Sofre com isto. Sofre tanto quanto os que vivem além do gabarito da própria virtude.


    Desejo a todos, no Ano-Novo, muitas virtudes e boas ações e alguns pecados agradáveis, excitantes, discretos, e, principalmente, bem-sucedidos.


BRAGA, R. Votos para o Ano-Novo. In: BRAGA, R. As boas coisas da vida. Rio de Janeiro: Record, 1989, p. 185-187. Disponível em .<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/14877/voto
s-para-o-ano-novo>.
Em “pergunte a si mesma com que direito se arvora em juiz dos outros”, a palavra “que” atua como pronome relativo. Esse vocábulo é substituído corretamente por outra palavra ou expressão de mesma função, de modo a preservar o sentido original da sentença, apenas em:
Alternativas
Q3488792 Português
Por que o oceano está ficando mais escuro?

Mais de um quinto dos oceano global ficou mais escuro nas últimas duas décadas, segundo pesquisa da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, publicada na revista Global Change Biology.

De acordo com o estudo, 21% dos oceanos no mundo escureceram entre 2003 e 2022.

Esse processo acontece quando mudanças na camada mais superficial do oceano dificultam a penetração de luz na água.

É nessa camada superior, chamada de "zona fótica", que vive cerca de 90% da vida marinha — vital para manutenção dos ciclos biogeoquímicos.

Segundo a pesquisa, as causas do escurecimento dos oceanos vão desde mudanças na dinâmica dos florescimentos de algas até variações na temperatura da superfície do mar.

O escurecimento é visto com frequência em regiões costeiras, onde águas ricas em nutrientes sobem à superfície e o aumento das chuvas arrasta os sedimentos e resíduos agrícolas para o mar, alimentando florescimentos de plâncton.

Episódios de chuvas intensas têm se tornado mais comuns e mais fortes em muitos locais do mundo, impulsionados pelas mudanças climáticas.

Já no oceano aberto, o escurecimento pode estar relacionado ao aumento da temperatura da superfície do mar, o que pode levar ao aumento de plâncton, que bloqueia a luz.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0qg3jkk952o fragmento
"O escurecimento é visto com frequência em regiões costeiras, onde águas ricas em nutrientes sobem à superfície...".
O uso do pronome 'onde' está correto. Agora, analise o emprego dos pronomes nos enunciados a seguir, observando a presença ou ausência da preposição exigida por cada um deles:
I.Os filmes que assistimos já saíram de cartaz.
II.A pessoa com quem falas também é nossa conhecida.
III.O senhor cujos filhos ensino redação pediu-me explicação de matemática.
IV.A sala em que fazemos leitura vai ser reformada.

Observa-se o emprego adequado nas alternativas:
Alternativas
Q3488721 Português
Qual das alternativas a seguir apresenta apenas pronomes indefinidos?
Alternativas
Q3488720 Português

Leia o trecho a seguir:


"Maria gosta de ler. Ela é uma boa aluna."


Com base no uso da palavra "Ela", assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q3488718 Português
Assinale a frase em que o pronome demonstrativo foi usado corretamente: 
Alternativas
Q3488229 Português
Na frase “Alguém nos alertou sobre não ir àquele bairro.”, analise a colocação pronominal e assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3488187 Português
Em língua portuguesa, o pronome pode ser colocado antes do verbo, intercalado com o verbo ou depois do verbo, de acordo com regras gramaticais. Analise a colocação pronominal nas frases das assertivas a seguir.

I. “Jamais nos calaremos diante de tais injustiças!”
II. “Alegravam-se apenas aos domingos.”
III. “Ficou alerta ao aviso que deram-lhe.”

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3487280 Português

Conforme sua posição em relação ao verbo, os pronomes oblíquos átonos podem ter três colocações: próclise (antepostos ao verbo), mesóclise (intercalados no verbo) e ênclise (pospostos ao verbo). Em “Correu-me aos braços.”, ocorre ênclise. Indique a alternativa em que há o mesmo tipo de colocação pronominal. 

Alternativas
Q3487274 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão. 




Fonte: https://www.revistabula.com/36172-15-vezes-em-que-charlie-brown-snoopy-e-seusamigos-mandaram-a-real-e-deixaram-licoes-de-vida/

Na pergunta “Quem são todas essas pessoas nos carros?”, os pronomes destacados são classificados em tipos diferentes. “Quem” e “essas”, na frase, são classificados respectivamente como:

Alternativas
Q3480923 Português
Texto 1


Inteligência Artificial: entre o bem e o mal


A nossa história se confunde com o surgimento de novas tecnologias. Da descoberta do fogo à internet, muitas pessoas ficam receosas com cada avanço do desconhecido até entenderem a melhor forma de utilizar a tal inovação. O avanço da Inteligência Artificial (IA) pode ser a grande inovação da nossa era, assim como foi a eletricidade em outros tempos, mudando nossos hábitos, trabalho, relacionamentos e empresas.


O que mais chama a atenção nessa tecnologia é a sua rapidez de evolução e melhorias sem necessariamente haver uma intervenção humana. No português claro e inclusivo, a IA é um sistema que aprende a partir dos dados recebidos. Se você não costuma consumir carne, por exemplo, a IA não deve lhe apresentar opções de churrascaria.


É essa capacidade de aprendizado automatizado que faz com que a IA se desenvolva aceleradamente. Estamos diante de uma tecnologia duplamente desconhecida da maioria das pessoas. E se por um lado não sabemos como ela funciona, por outro não sabemos qual o seu limite.


Em vista disso, diversos líderes globais de empresas de tecnologia já compartilharam as suas preocupações sobre o assunto. E isso acontece em um momento raro na nossa história em que vários criadores dessas tecnologias estão criticando os avanços de suas criaturas. O mais recente movimento nesse sentido reuniu 350 executivos – entre eles o CEO da OpenAI, criadora do ChatGPT – para manifestar as suas preocupações sobre o avanço da IA no mundo. “Mitigar o risco de extinção pela IA deve ser uma prioridade global ao lado de outros riscos em escala social ampla, como pandemias e guerra nuclear”, afirmou a carta do grupo.


Por outro lado, o Brasil está entre os quatro países que mais confiam em sistemas de IA, de acordo com o estudo “Trust in Artificial Intelligence”, da KPMG. Mas antes de qualquer conclusão sobre o que fazer, é preciso entender como essa nova tecnologia está sendo utilizada em algumas empresas.


A capacidade de realizar tarefas e processos repetitivos pode ser considerada a primeira manifestação da IA que impactou o mercado. Isso porque os seus mecanismos são capazes de indicar ao consumidor produtos e serviços que se encaixam com determinado perfil, além de melhorar o atendimento, como no caso dos chatbots, reduzindo o tempo de espera e melhorando a eficiência do relacionamento.


Já nos serviços financeiros, a IA pode ser utilizada para analisar dados de transações identificando possíveis fraudes ou antecipando produtos financeiros de acordo com o histórico de cada pessoa. Além disso, a tecnologia automatiza processos de empréstimo e crédito, tornando a decisão da instituição financeira mais rápida ao menos tempo em que identifica possíveis riscos de não pagamento.


Outro setor com relevantes impactos é da saúde. A tecnologia tem grande habilidade em aperfeiçoar diagnósticos e até antecipar tratamentos. Com muitos dados de saúde de diferentes pacientes, o sistema pode fazer correlações e identificar padrões de alguma doença de maneira mais rápida e assertiva.


Um banco de dados de radiografias, por exemplo, pode antecipar um tratamento pelo reconhecimento de mudanças mínimas entre diferentes imagens.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/forumopiniao/inteligencia-artificial-entre-o-bem-e-o-mal/ Acesso em: 28 de jun. 2025
No trecho extraído do segundo parágrafo do texto:

“O que mais chama a atenção nessa tecnologia é a sua rapidez de evolução e melhorias sem necessariamente haver uma intervenção humana.”

A palavra “que” exerce a função de:
Alternativas
Q3480170 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Para grande parte das pessoas, o café da manhã é sagrado e nunca pode faltar. Há boas razões para isso. O que comemos nessa refeição impacta no nível de energia, na disposição, no humor e na fome durante o dia. Estudos também mostram que o desjejum matinal pode ser aliado do emagrecimento, da saúde e da capacidade de aprendizagem.

É claro que, para obter esses benefícios, você precisa consumir alimentos saudáveis, que oferecem nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo. Para ajudá-lo a fazer uma excelente escolha, pedimos para um trio de nutricionistas avaliar produtos que costumam compor o café da manhã e indicar quais as melhores marcas de pães, leites, iogurtes, queijos frescais, geleias, requeijões, sucos de laranja e sucos de uva disponíveis no mercado.


Disponível em: <https://www.uol.com.br/vivabem/reportagens-especiais/osmelhores-alimentos-para-o-seu-cafe-da-manha/#page2>. Acesso em: 25 mai. 2025. [Adaptado].
No segundo parágrafo, o pronome “esses” cumpre uma função
Alternativas
Q3477499 Português
Texto para a questão.

DIVERSIDADE LINGUÍSTICA NO BRASIL: REFLEXOS DE UMA SOCIEDADE PLURAL

“Uai”, “bah”, “égua”, “oxe”, todas essas expressões regionais fazem parte da diversidade linguística brasileira. Com cinco regiões e mais de 210 milhões de habitantes, o Brasil é um dos países mais diversificados do mundo. Com um vasto território, o idioma pode ser o mesmo, mas cada um possui suas particularidades. O português faz parte da família de línguas que se originou do latim (a qual chamamos de família latina ou românica). Vinda de Portugal no século 16, a língua portuguesa sofreu alterações, quando chegou em território brasileiro.

O Brasil é um país rico em diversidade cultural, e o mesmo se reflete claramente em sua língua. Logo, as diferentes variações linguísticas foram influenciadas por fatores históricos e sociais, demonstram que a língua não é estática, mas adaptável às características de seus falantes. Essa variação linguística vai além de simples sotaques, abrangendo expressões regionais e diferentes estruturas linguísticas que enriquecem o português falado no país.

A variação linguística é um fenômeno natural em qualquer idioma e ocorre em função do contexto social, regional e histórico. No Brasil, influências indígenas, africanas e europeias se misturaram ao longo dos séculos, criando uma língua única em constante transformação. No entanto, essa riqueza linguística muitas vezes é alvo de preconceitos. Pessoas que falam de maneira diferente do padrão esperado podem ser discriminadas, especialmente em contextos formais, como no mercado de trabalho ou na educação.

É fundamental compreender que todas as formas de expressão são legítimas e carregam a identidade cultural de quem as utiliza. A imposição de um único padrão linguístico ignora a pluralidade do país e perpetua desigualdades sociais. Valorizar as variações linguísticas significa, também, reconhecer a história e a vivência das diversas comunidades que compõem a sociedade brasileira. Combater o preconceito linguístico é um passo importante para construir uma convivência mais inclusiva e respeitosa.

Portanto, discutir variação linguística nas escolas e nos demais espaços sociais é essencial para promover a empatia e o respeito às diferenças. Ao entender que cada modo de falar é uma expressão legítima de cultura e de identidade, aprendemos a valorizar a pluralidade do português brasileiro. Assim, a língua deixa de ser uma barreira e se torna um ponto de união entre os diversos povos que formam o Brasil.

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/diferenca-de-sotaques-apenas-demonstra-que-as-linguas-mudam-conforme-o-contexto-social-e-regional/. Acesso em: 02 mai. 2025. Adaptado.
“O Brasil é um país rico em diversidade cultural, e o mesmo se reflete claramente em sua língua.” O vocábulo mesmo, no contexto discursivo em análise, tem função de 
Alternativas
Q3475572 Português
DESCONECTAR PARA CONECTAR 

Proibir celulares nas escolas é só o começo: desafio
maior é preparar jovens para interagirem de forma
saudável tanto no mundo real quanto no virtual 

Stéphanie Habrich
Fundadora e diretora-executiva dos jornais Joca e Tino Econômico 

    O início do ano letivo trouxe polêmica com a lei que baniu celulares nas escolas. A pausa forçada no uso das telas gera resistência, mas levanta uma questão importante: isso realmente criará um ambiente de aprendizado mais saudável?
    A ciência mostra benefícios claros dessa restrição: maior concentração e foco, redução da ansiedade, melhora na interação social e no contato humano. Além disso, combater o cyberbullying e incentivar atividades físicas significativos. e culturais são ganhos O “detox digital” também pode fortalecer o senso crítico e a autonomia dos estudantes.
    Essa mudança, porém, exige acolhimento e conscientização. É essencial ouvir as preocupações dos alunos e explicar os benefícios. Pais e professores também precisam entender os impactos do uso excessivo da tecnologia, promovendo debates sobre saúde mental e dependência digital.
    Pesquisas indicam que o excesso de telas compromete habilidades cognitivas essenciais, como memória e criatividade, além de estar associado a transtornos do sono e aumento da impulsividade. Escolas que já adotaram essa medida ao redor do mundo notam melhores resultados acadêmicos e maior engajamento em atividades extracurriculares.
    Claro, a tecnologia é indispensável no mundo atual e pode ser uma grande aliada no aprendizado. O desafio está no equilíbrio entre seus benefícios e a necessidade de desenvolver habilidades interpessoais e emocionais. Cabe aos adultos orientar crianças e jovens no uso seguro e responsável das telas.
    A educação midiática é um caminho essencial nessa jornada. Ensinar a diferenciar informações confiáveis de fake news fortalece o pensamento crítico e reduz a vulnerabilidade à desinformação. Esse processo começa cedo e se torna fundamental para a autonomia intelectual dos estudantes.
    O afastamento do celular nas escolas também resgata o aprendizado ativo, incentivando a resolução de problemas, a colaboração em projetos e o desenvolvimento da criatividade sem distrações digitais. A aprendizagem significativa acontece quando há espaço para reflexão, troca de ideias e experimentação.
    Reduzir o uso de celulares contribui para um futuro mais saudável, tanto para os estudantes quanto para seus relacionamentos. Mais do que proibir a tecnologia, trata-se de construir um ambiente que desenvolva habilidades essenciais para a vida e o mercado de trabalho, como empatia, resiliência e argumentação.
    A discussão sobre o uso de celulares nas escolas vai além de evitar distrações em salas de aula. É uma oportunidade de repensar o papel da escola e o tipo de sociedade que queremos construir. A proibição é apenas o começo: o verdadeiro desafio está em preparar os jovens para interagirem de forma saudável tanto no mundo real quanto no virtual.
    Os jornais Joca e Tino Econômico, voltados ao público infantojuvenil e seus educadores, acompanham temas atuais como o “brain rot” — ou “apodrecimento cerebral”—, causado pelo consumo excessivo de conteúdos digitais de baixa qualidade. Afinal, informação sem reflexão é só ruído.

Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/03/desconectar-para conectar.shtml. Acesso em: 26 mar. 2025. 
Em relação ao termo “isso”, presente no primeiro parágrafo do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3475423 Português

TEXTO I

Leia o cartum abaixo para responder à questão.

http://www.arionaurocartuns.com.br/2019/06/charge-transito-bebida-direcao.html

Na frase: “Pare! É mais seguro você dirigir o meu carro” a palavra em destaque pertence a qual classe gramatical?
Alternativas
Respostas
1721: B
1722: A
1723: E
1724: A
1725: E
1726: B
1727: D
1728: A
1729: C
1730: D
1731: C
1732: D
1733: B
1734: B
1735: E
1736: D
1737: D
1738: C
1739: C
1740: D