Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
Foram encontradas 14.559 questões
Analise a frase a seguir:
"Os alunos escreveram uma linda carta para a diretora."
A palavra destacada na frase acima classifica-se gramaticalmente como:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Morado
Ele estava jogado na cadeira, curvado e esgotado, enquanto me observava com um olhar duro que me fazia encarar meus próprios descuidos. Aproximar-me dele era como carregar peso demais, como quem chega atrasado para acertar contas antigas. Tentei justificar o abandono, alegar cansaço, rotina, crises, mas o silêncio que vinha dele me julgava mais do que qualquer palavra.
Recordei nossas melhores fases: viagens, reencontros, pequenas aventuras que marcaram nossa história. Mesmo assim, percebia como o tempo havia desgastado nossa relação, como eu o deixara envelhecer sem cuidado, afogado em tarefas, prazos e adiamentos. Ele parecia cansado de esperar atenção, cansado de ser sempre o último da fila.
Assumi minhas faltas: projetos adiados, saúde negligenciada, planos engavetados, promessas não cumpridas. O corpo, outrora parceiro fiel, agora revelava rugas, dores e sinais de desgaste que eu insistira em ignorar. A pandemia, o excesso de trabalho e as desculpas fáceis haviam criado um abismo entre nós.
Prometi mudança, viagens futuras, leveza, cuidado. Disse que não desistiria dele quando saísse dali, embora não soubesse se ainda havia crédito para minhas promessas. Quando o alarme tocou, encerrei o encontro, guardei a culpa no bolso e parti, consciente de que havia conversado com ninguém mais senão meu próprio corpo.
Texto Adaptado
SOUSA, Bruno Alves de. Morado. In: ALBUQUERQUE, Joaquim Melo de; ANDRADE, Maria Pinheiro Pessoa de; OLIVEIRA, Lady Dayana Silva de (org.). Coletânea Travessia: contos e crônicas, v. II [livro eletrônico]. Fortaleza: Imprensa Universitária; Secretaria de Cultura da UFC, 2021. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/61403/1/2021_liv_mjalbuquerqu e.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
No trecho, se a expressão 'esse direito' fosse substituída por um pronome oblíquo, ocorreria a próclise, em razão de uma regra específica de colocação pronominal.
Analise agora as regras de colocação dos pronomes oblíquos, conforme a norma-padrão, considerando sua posição em relação ao verbo.
I.Em locuções verbais formadas por um verbo auxiliar mais verbo no infinitivo, o pronome pode vir enclítico ao auxiliar, sem o emprego do hífen, como em 'Eu quero lhe falar'.
II.Em locuções verbais formadas por um verbo auxiliar mais verbo no infinitivo, o pronome pode vir enclítico ao verbo principal ligado por hífen, como em 'Eu quero falar-lhe'.
III.A próclise ocorre quando há palavras atrativas próximas ao verbo, como advérbios, pronomes demonstrativos e conjunções subordinativas. No entanto, quando o verbo estiver no infinitivo, pode ocorrer ênclise, mesmo na presença dessas palavras atrativas.
IV.A próclise ocorre com o gerúndio precedido de preposição 'em', como em 'Em se tratando de dinheiro, não fale comigo'.
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Morado
Ele estava jogado na cadeira, curvado e esgotado, enquanto me observava com um olhar duro que me fazia encarar meus próprios descuidos. Aproximar-me dele era como carregar peso demais, como quem chega atrasado para acertar contas antigas. Tentei justificar o abandono, alegar cansaço, rotina, crises, mas o silêncio que vinha dele me julgava mais do que qualquer palavra.
Recordei nossas melhores fases: viagens, reencontros, pequenas aventuras que marcaram nossa história. Mesmo assim, percebia como o tempo havia desgastado nossa relação, como eu o deixara envelhecer sem cuidado, afogado em tarefas, prazos e adiamentos. Ele parecia cansado de esperar atenção, cansado de ser sempre o último da fila.
Assumi minhas faltas: projetos adiados, saúde negligenciada, planos engavetados, promessas não cumpridas. O corpo, outrora parceiro fiel, agora revelava rugas, dores e sinais de desgaste que eu insistira em ignorar. A pandemia, o excesso de trabalho e as desculpas fáceis haviam criado um abismo entre nós.
Prometi mudança, viagens futuras, leveza, cuidado. Disse que não desistiria dele quando saísse dali, embora não soubesse se ainda havia crédito para minhas promessas. Quando o alarme tocou, encerrei o encontro, guardei a culpa no bolso e parti, consciente de que havia conversado com ninguém mais senão meu próprio corpo.
Texto Adaptado
SOUSA, Bruno Alves de. Morado. In: ALBUQUERQUE, Joaquim Melo de; ANDRADE, Maria Pinheiro Pessoa de; OLIVEIRA, Lady Dayana Silva de (org.). Coletânea Travessia: contos e crônicas, v. II [livro eletrônico]. Fortaleza: Imprensa Universitária; Secretaria de Cultura da UFC, 2021. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/61403/1/2021_liv_mjalbuquerqu e.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
A questão da prova de Língua Portuguesa refere-se ao
TEXTO a seguir:
Fui aos alforjes, tirei um colete velho, em cujo bolso trazia as cinco moedas de ouro, e durante esse tempo cogitei se não era excessiva a gratificação, se não bastavam duas moedas. Talvez uma. Com efeito, uma moeda era bastante para lhe dar estremeções de alegria. Examinei-lhe a roupa; era um pobre-diabo, que nunca jamais vira uma moeda de ouro. Portanto, uma moeda. Tirei-a, via reluzir à luz do sol; não a viu o almocreve, porque eu tinha-lhe voltado as costas; mas suspeitou-o talvez, entrou a falar ao jumento de um modo significativo; dava-lhe conselhos, dizia-lhe que tomasse juízo, que o “senhor doutor” podia castigá-lo; um monólogo paternal. Valha-me Deus! até ouvi estalar um beijo: era o almocreve que lhe beijava a testa.
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. In: Obra completa. 3 ed. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1971.
Alforjes: Saco fechado em ambas as extremidades e com uma abertura no centro de modo a formar duas bolsas
Almocreve: Indivíduo que tem por ofício alugar ou conduzir bestas de carga; arrocheiro, mula.
A questão da prova de Língua Portuguesa refere-se ao
TEXTO a seguir:
Fui aos alforjes, tirei um colete velho, em cujo bolso trazia as cinco moedas de ouro, e durante esse tempo cogitei se não era excessiva a gratificação, se não bastavam duas moedas. Talvez uma. Com efeito, uma moeda era bastante para lhe dar estremeções de alegria. Examinei-lhe a roupa; era um pobre-diabo, que nunca jamais vira uma moeda de ouro. Portanto, uma moeda. Tirei-a, via reluzir à luz do sol; não a viu o almocreve, porque eu tinha-lhe voltado as costas; mas suspeitou-o talvez, entrou a falar ao jumento de um modo significativo; dava-lhe conselhos, dizia-lhe que tomasse juízo, que o “senhor doutor” podia castigá-lo; um monólogo paternal. Valha-me Deus! até ouvi estalar um beijo: era o almocreve que lhe beijava a testa.
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. In: Obra completa. 3 ed. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1971.
Alforjes: Saco fechado em ambas as extremidades e com uma abertura no centro de modo a formar duas bolsas
Almocreve: Indivíduo que tem por ofício alugar ou conduzir bestas de carga; arrocheiro, mula.
Leia a tira a seguir para responder à questão abaixo:

(André Dahmer. Disponível em: https://memorialdademocracia.com.br/card/linguagens-da-cultura-na-internet)
• “E quanto podemos cobrar pelo uso do balanço?” (1o quadro)
• “Então mande derrubar.” (3o quadro)
Os trechos destacados podem ser substituídos, em conformidade com a norma-padrão de colocação pronominal, respectivamente, por:
Texto 1
Leia com atenção a tradução feita por Paloma Vidal do poema de Tamara Kamenszain no livro O eco da minha mãe:
Não posso narrar.
Que pretérito me serviria
se minha mãe já não me tece?
Desencaminhada então eu me detenho
ante um estado de coisas presente demais:
ser a descuidada que cuida dela
enquanto outros a descuidam por mim.
São pessoas que me sobram
e a gramática se torna um escândalo
quando ela que esqueceu as palavras
adianta seu bebê furioso
a fim de dizer tudo
mesmo que nada se entenda.
KAMENSZAIN, Tamara. O gueto / O eco da minha mãe. Tradução de Paloma Vidal e Carlito Azevedo. Edição bilíngue. Rio de Janeiro: 7Letras, 2012. p. 77.
“Ser a descuidada que cuida dela enquanto outros a descuidam por mim.”
Assinale a alternativa correta em relação ao verso.
Debaixo da casca
Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar?
Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido.
Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter.
Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue.
Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita.
Autor: Pedro Guerra (adaptado).
A respeito dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item seguinte.
A palavra “que”, em “que o chamavam de pai”, atrai o pronome “o” para antes do verbo, não importando se é uma atração considerada “fraca” ou “forte”.
Quanto aos aspectos gramaticais do texto, julgue o item seguinte.
Em “Soube que era uma fêmea quando um macho da espécie a cortejou”, a palavra “quando” exerce atração para que o pronome “a” seja colocado em posição proclítica (anteposto ao verbo).
Caso a expressão "o Ensino Médio" seja substituída por um pronome oblíquo átono, qual das alternativas apresenta a colocação pronominal correta?
