Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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Macrossomia fetal: por que alguns bebês nascem com peso acima do normal
Por Redação Pais e Filhos

(Disponível em: bebe.abril.com.br/saude/macrossomia-fetal-por-que-alguns-bebes-nascem-com-peso-acimado-normal/?post_type=materias_elegiveis – texto adaptado especialmente para esta prova).
I.Denomino-as de diretrizes epistemológicas que ancoram minha pesquisa.
II.Eu as convido para fazer parte de nosso grupo de teatro.
III.Só assim se evitará que percam as passagens.
Está correta a colocação pronominal em:
Texto O trabalho desenvolve uma reflexão sobre a educação entendida como processo de formação humana, buscando ver quais os sentidos que essa for mação recebeu ao longo de nossa tradição filosófica e na contemporaneidade, uma vez que ocorreram mudanças nas concepções que os homens fizeram do ideal de sua humanização. Sob tal perspectiva, recoloca em discussão as relações entre as diversas dimensões da educabilidade humana, destacando as dimensões ética e política que, até o atual momento, prevaleceram como fundamentos da compreensão da própria natureza da educação e concluindo que hoje a formação humana, visada pela educação, compreende-se como formação cultural. Essa ideia dá à educação uma finalidade intrínseca de cunho mais antropológico do que ético ou político. Essa reflexão sobre a natureza da educação implica igualmente explicitar o lugar e o papel da Filosofia da Educação, como esforço hermenêutico de desvelamento da prática educacional, tal como ela precisa se desenrolar nas mudadas condições histórico--culturais da atualidade. A discussão permite, assim, não apenas interpelar momentos significativos da expressão histórica da Filosofia da Educação na cultura ocidental, mas também debater conteúdos teóricos fundamentais do debate filosófico sobre o sentido da educação, debate que se impõe com renovada força para os educadores no enfrentamento dos desafios que estão sendo colocados pelas novas condições da pós-modernidade, responsável por um profundo questionamento das referências filosóficas da tradição cultural do Ocidente.
Severino, Joaquim Antonio. A busca do sentido da formação humana: tarefa da Filosofia da Educação. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/rhVxLn4XhLWjYJKXB7grswG/? format=html&lang=pt. Acesso em: 17 out. 2025.
Assinale a alternativa que identifica e explica adequadamente o recurso de coesão referencial presen te no texto e sua função na construção do sentido.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se referem.
Texto 01
O tempo que escolhemos não usar
Sim, nós ganhamos superpoderes. A tecnologia nos deu velocidade, informação, alcance. Mas o que fizemos com isso? Aprendemos a nos esconder melhor. Aprendemos a chamar distração de produtividade, e improviso de prioridade. Nos tornamos mestres em justificar. Em dizer que estamos no caminho, mesmo quando estamos parados. Ou andando em círculos.
Estamos, talvez, desperdiçando o recurso mais caro do Universo, o tempo. E o mais cruel é que sabemos disso. Sabemos que ele não volta, não pausa, não tem desconto. E, mesmo assim, trocamos o essencial pelo urgente, o profundo pelo superficial, o compromisso pelo pretexto. A produtividade virou uma ilusão vestida de reunião. A entrega, uma promessa adiada com emojis e áudios de dois minutos. Enquanto isso, do outro lado do mundo, há alguém obcecado em fazer melhor. Mais rápido. Mais barato. Mais consistente.
E nós? Nos agarramos à ideia confortável de que somos únicos. De que temos valor só por existir. De que nossa utilidade é eterna.
Mas a conta chega. E dói. A angústia se acumula quando percebemos que, na soma dos dias, entregamos muito menos do que prometemos. Esse ano seria diferente. Mas não foi. Segunda começamos. Terça desistimos. Quarta apareceu uma urgência. Quinta, um convite. Sexta já era. E assim seguimos, adiando nossos próprios sonhos, sabotando as conquistas que fingimos perseguir.
A pergunta que fica tem o reflexo claro de um espelho limpo: quem estamos enganando?
Os outros, talvez. Nós mesmos, certamente. E os nossos sonhos? Estão mais perto ou mais distantes depois de mais um dia perdido resolvendo o probleminha de alguém. Até quando? Até quando vamos usar nossos superpoderes para fugir em vez de transformar?
Aproveite seu dia. Esse é um tempo que nem o Super-Homem, girando a Terra no sentido contrário, poderá recuperar. Pelo menos para você.
Fonte: MARCELINO, Marco. O tempo que escolhemos não usar. Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/coluna/marco-marcelino/. Acesso em: 17 set. 2025.
Considere a passagem “E nós? Nos agarramos à ideia confortável de que somos únicos.” e analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística dessa passagem.
I- O pronome oblíquo átono “nos” foi usado, informalmente, em posição proclítica, uma vez que, de acordo com a norma, deveria estar em posição enclítica.
II- O pronome oblíquo átono “nos” foi usado, de acordo com a norma, em posição proclítica, já que, informalmente, seria usado em posição enclítica.
III- O sinal indicativo de crase foi usado, de acordo com a norma, para assinalar a contração da preposição “a” com o artigo “a”.
IV- O sinal indicativo de crase foi usado, de acordo com a norma, para indicar a presença de uma locução conjuntiva feminina.
V- O sinal indicativo de crase foi usado, de acordo com a norma, para indicar a presença de uma locução adverbial feminina.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas

A mãe era desse jeito: só ia em missa das cinco, por causa de os gatos no escuro serem pardos. Cinema, só uma vez, quando passou Os Milagres do padre Antônio em Urucânia. Desde aí, falava sempre, excitada nos olhos, apressada no cacoete dela de enrolar um cacho de cabelo: se eu fosse lá, quem sabe?
Sofria palpitação e tonteira, lembro dela caindo na beira do tanque, o vulto dobrado em arco, gente afobada em volta, cheiro de alcanfor.
Quando comecei a empinar as blusas com o estufadinho dos peitos, o pai chegou pra almoçar, estudando terreno, e anunciou com a voz que fazia nessas ocasiões, meio saliente: companheiro meu tá vendendo um relogim que é uma gracinha, pulseirinha de crom’, danado de bom pra do Carmo. Ela foi logo emendando: tristeza, relógio de pulso e vestido de bolér. Nem bolero ela falou direito de tanta antipatia. Foi água na fervura minha e do pai. Vivia repetindo que era graça de Deus se a gente fosse tudo pra um convento e várias vezes por dia era isto: meu Jesus, misericórdia… A senhora tá triste, mãe? eu falava. Não, tou só pedindo a Deus pra ter dó de nós.
Tinha muito medo da morte repentina e pra se livrar dela, fazia as nove primeiras sextas-feiras, emendadas. De defunto não tinha medo, só de gente viva, conforme dizia. Agora, da perdição eterna, tinha horror, pra ela e pros outros.
Quando a Ricardina começou a morrer, no beco atrás da nossa casa, ela me chamou com a voz alterada: vai lá, a Ricardina tá morrendo, coitada, que Deus perdoe ela, corre lá, quem sabe ainda dá tempo de chamar o padre, falava de arranco, querendo chorar, apavorada: que Deus perdoe ela, ficou falando sem coragem de aluir do lugar.
Mas a Ricardina era de impressionar mesmo, imagina que falou pra mãe, uma vez, que não podia ver nem cueca de homem que ela ficava doida. Foi mais por isso que ela ficou daquele jeito, rezando pra salvação da alma da Ricardina.
Era a mulher mais difícil a mãe. Difícil, assim, de ser agradada. Gostava que eu tirasse só dez e primeiro lugar. Pra essas coisas não poupava, era pasta de primeira, caixa com doze lápis e uniforme mandado plissar. Acho mesmo que meia razão ela teve no caso do relógio, luxo bobo, pra quem só tinha um vestido de sair.
Rodeava a gente estudar e um dia falou abrupto, por causa do esforço de vencer a vergonha: me dá seus lápis de cor. Foi falando e colorindo laranjado, uma rosa geométrica: cê põe muita força no lápis, se eu tivesse seu tempo, ninguém na escola me passava, inteligência não é estudar, por exemplo falar você em vez de cê, é tão mais bonito, é só acostumar. Quando o coração da gente dispara e a gente fala cortado, era desse jeito que tava a voz da mãe.
Achava estudo a coisa mais fina e inteligente era mesmo, demais até, pensava com a maior rapidez. Gostava de ler de noite, em voz alta, com tia Santa, os livros da Pia Biblioteca, e de um não esqueci, pois ela insistia com gosto no título dele, em latim: Máguina pecatrís. Falava era entusiasmo e nunca tive coragem de corrigir, porque toda vez que tava muito alegre, feito naquela hora, desenhando, feito no dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou: coitado, até essa hora no serviço pesado.
Não estava gostando nem um pouquinho do desenho, mas nem que eu falava. Com tanta satisfação ela passava o lápis, que eu fiquei foi aflita, como sempre que uma coisa boa acontecia. Bom também era ver ela passando creme Marsílea no rosto e Antissardina nº 3, se sacudindo de rir depois, com a cara toda empolada. Sua mãe é bonita, me falaram na escola. E era mesmo, o olho meio verde.
Tinha um vestido de seda branco e preto e um mantô cinzentado que ela gostava demais. Dia ruim foi quando o pai entestou de dar um par de sapato pra ela. Foi três vezes na loja e ela botando defeito, achando o modelo jeca, a cor regalada, achando aquilo uma desgraça e que o pai tinha era umas bobagens. Foi até ele enfezar e arrebentar com o trem, de tanta raiva e mágoa.
Mas sapato é sapato, pior foi com o crucifixo. O pai, voltando de cumprir promessa em Congonhas do Campo, trouxe de presente pra ela um crucifixo torneadinho, o cordão de pendurar, com bambolim nas pontas, a maior gracinha. Ela desembrulhou e falou assim: bonito, mas eu preferia mais se fosse uma cruz simples, sem enfeite nenhum.
Morreu sem fazer trinta e cinco anos, da morte mais agoniada, encomendando com a maior coragem: a oração dos agonizantes, reza aí pra mim, gente.
Fiquei hipnotizada, olhando a mãe. Já no caixão, tinha a cara severa de quem sente dor forte, igualzinho no dia que o João Antônio nasceu. Entrei no quarto querendo festejar e falei sem graça: a cara da senhora, parece que tá com raiva, mãe.
O Senhor te abençoe e te guarde,
Volva a ti o Seu Rosto e se compadeça de ti,
O Senhor te dê a Paz.
Esta é a bênção de São Francisco, que foi abrandando o rosto dela, descansando, descansando, até como ficou, quase entusiasmado.
Era raiva não. Era marca de dor.
Adélia Prado
Fonte: Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século, organizado por Ítalo Moriconi, Editora Objetiva
Releia o trecho do texto:
“O pai chegou pra almoçar, estudando terreno, e anunciou com a voz que fazia nessas ocasiões, meio saliente: companheiro meu tá vendendo um relogim que é uma gracinha…”
Considerando a classe e a função do pronome destacado, assinale a alternativa CORRETA.
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Disponível em: <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Aqui ou na China
Outro dia, na fila do mercado, alguém soltou um dito antigo: “Isso não acontece nem aqui, nem na China.” A frase mal terminou quando o senhor atrás de mim completou, com aquela confiança de quem sempre começa dizendo que não entende de política: “Porque lá é tudo comunista. Daqui a pouco invadem o mundo.”
A China dele era uma sombra enorme, parada no tempo, um mapa feito de rumores. Nada a ver com o país de hoje, onde drones entregam compras, trens cortam cidades e jovens pagam o café com a palma da mão. Mas certos discursos seguem firmes, mesmo quando o planeta já virou duas voltas sem avisar.
O curioso é como a expressão também envelheceu. “Nem aqui, nem na China” funcionava quando a China era apenas o fim do mapa, uma lonjura quase inventada. Hoje, o mundo se comprime até virar notificação. O impossível ficou raro. A distância, menor. Mas os medos antigos seguem grandes, empoleirados nos ombros de quem repete frases herdadas.
Enquanto isso, as pessoas, lá e aqui, seguem ocupadas com o que realmente importa: trabalhar, cuidar dos filhos, tentar dormir cedo, sonhar com um sábado de sol. A vida concreta não tem paciência para fantasmas ideológicos. Quem anda pelas ruas de Pequim ou de qualquer grande cidade do Brasil e do mundo encontra mais semelhanças do que ameaças: mercados cheios, idosos praticando alongamento na praça, adolescentes rindo alto demais, alguém olhando o celular esperando uma resposta que não chega.
Sem pedir licença, a globalização veio, abriu as janelas e mudou tudo de lugar. Gostando ou não, estamos todos conectados. O senhor do mercado teme uma invasão imaginária, mas não percebe que ela já aconteceu: pelas telas, pelos aplicativos, pelos objetos do dia a dia que atravessaram fronteiras antes mesmo de ele perceber.
E, no entanto, há algo que realmente não muda, nem aqui, nem na China: o gesto humano que sustenta o mundo. Um sorriso rápido, um cuidado ofertado sem cálculo, uma palavra que ameniza o peso do dia. Isso atravessa continentes sem passaporte e sem doutrina.
Talvez o problema não seja a distância entre países, e sim a distância entre o que tememos e o que de fato acontece. Porque, no fundo, o que mais nos assusta não são comunistas invisíveis, e sim abandonar certezas antigas. É sempre mais fácil temer o longe do que olhar de perto.
Mas, quando a gente respira fundo e desaperta os medos, percebe que o mundo é menos ameaçador do que parece. E que algumas coisas acontecem, sim. Aqui mesmo. E, quem diria, até na China.
Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado).
- _______, por favor!
- Preciso que vocês _______.
- Jamais _______ algo tão insano.
Analise as afirmativas sobre a classificação das palavras no trecho e identifique a alternativa INCORRETA.
