Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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Texto
O menino parado no sinal de trânsito vem em minha direção e pede esmola. Eu preferia que ele não viesse. [...] Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina, os meios-fios, os postes. Mas ele se move em outro mapa, outro diagrama. Seus pontos de referência são outros.
Como não tem nada, pode ver tudo. Vive num grande playground, onde pode brincar com tudo, desde que “de fora”. O menino de rua só pode brincar no espaço “entre” as coisas. Ele está fora do carro, fora da loja, fora do restaurante. A cidade é uma grande vitrine de impossibilidades. [...] Seu ponto de vista é o contrário do intelectual: ele não vê o conjunto nem tira conclusões históricas – só detalhes interessam. O conceito de tempo para ele é diferente do nosso. Não há segunda-feira, colégio, happy hour. Os momentos não se somam, não armazenam memórias. Só coisas “importantes”: “Está na hora do português da lanchonete despejar o lixo...” ou “estão dormindo no meu caixote...”[...]
Se não sentir fome ou dor, ele curte. Acha natural sair do útero da mãe e logo estar junto aos canos de descarga pedindo dinheiro. Ele se acha normal; nós é que ficamos anormais com a sua presença.
(JABOR, A. O menino está fora da paisagem. O Estado de São
Paulo, São Paulo, 14 abr. 2009. Caderno 2, p. D 10)
Considere o fragmento abaixo para responder à questão.
“Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina,
os meios-fios, os postes.
Mas ele se move em outro mapa, outro diagrama.” (1º§)
O autor estabelece, argumentativamente, uma
distinção inicial que é marcada pelo uso dos pronomes
possessivos e revela um posicionamento discursivo.
Com esses pronomes, o autor:
O INCA oferece tratamento aos homens com mais de 65 anos. Ao retomar esta oração, a colocação pronominal somente estará correta em:
Às vezes, quando vejo uma pessoa que nunca vi, e tenho algum tempo para observá-la, eu me encarno nela e assim dou um grande passo para conhecê-la. E essa intrusão numa pessoa, qualquer que seja ela, nunca termina pela sua própria autoacusação: ao nela me encarnar, compreendo-lhe os motivos e perdoo. Preciso é prestar atenção para não me encarnar numa vida perigosa e atraente, e que por isso mesmo eu não queira o retorno a mim mesmo.
Um dia, no avião... ah, meu Deus – implorei – isso não, não quero ser essa missionária!.
Mas era inútil. Eu sabia que, por causa de três horas de sua presença, eu por vários dias seria missionária. A magreza e a delicadeza extremamente polida de missionária já me haviam tomado. É com curiosidade, algum deslumbramento e cansaço prévio que sucumbo à vida que vou experimentar por uns dias viver. E com alguma apreensão, do ponto de vista prático: ando agora muito ocupada demais com os meus deveres e prazeres para poder arcar com o peso dessa vida que não conheço – mas cuja tensão evangelical já começo a sentir. No avião mesmo percebo que já comecei a andar com esse passo de santa leiga: então compreendo como a missionária é paciente, como se apaga com esse passo que mal quer tocar o chão, como se pisar mais forte viesse prejudicar os outros. Agora sou pálida, sem nenhuma pintura nos lábios, tenho o rosto fino e uso aquela espécie de chapéu de missionária.
(Clarice Lispector, Encarnação involuntária. Felicidade clandestina.)
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Um século de cinema*
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto XII, julgue (C ou E) o item seguinte.
Ainda considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto XI, julgue (C ou E) o item que se segue.
Nas expressões “seu preconceito” (l.45) e “seu
sarcasmo” (l. 45 e 46), o pronome possessivo remete a
referentes distintos.
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto XI, julgue (C ou E) o item a seguir.
Na frase “o arrastar na sombra denunciava-lhe prestígio
negativo” (l. 7 e 8), a substituição do pronome oblíquo “lhe”
por a ela prejudicaria a correção gramatical do texto.
Com relação aos aspectos linguísticos do texto X, julgue (C ou E) o item a seguir.
A locução pronominal “cada um” (l.7) poderia ser substituída
por cada uma, sem prejuízo para a correção gramatical e para
a coerência do texto, desde que “padronizados” e
“universalizados” (l.9) fossem flexionados no gênero feminino.
Com relação aos aspectos linguísticos do texto VII, julgue (C ou E) o item seguinte.
Na variedade culta da língua portuguesa falada ou escrita no
Brasil, além da ocorrência de expressões como “podem
assinalar-se” (l.1), em que o pronome aparece em ênclise à
forma verbal infinitiva, verifica-se a ocorrência de próclise a
essa forma verbal — podem se assinalar —, ambas
consideradas corretas pela gramática.

Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que segue.
Depreende-se dos sentidos do texto que o vocábulo “naquela” (ℓ.12) refere-se a “América” (ℓ.9).

Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que segue.
A correção gramatical do texto seria mantida caso fosse
suprimido o vocábulo “esta” no trecho “que da África
continuamente estão passando a esta América” (ℓ. 3 e 4),
embora o sentido desse trecho fosse alterado.

Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue o item a seguir.
A substituição do vocábulo “daí” (ℓ.4) por donde manteria a
coesão e a correção gramatical do texto.
Texto CB2A1BBB

Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB2A1BBB, julgue o próximo item.
Sem prejuízo da correção gramatical do texto, o termo “em
que” (ℓ.18) poderia ser substituído por na qual.





