Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
Foram encontradas 14.605 questões
O gênio excêntrico da Microsoft
É pequena, diminuta mesmo, a lista de pessoas que podem ser consideradas protagonistas de revoluções que transformaram o modo de vida da humanidade. O americano Paul Allen faz parte desse seletíssimo grupo. Ao lado de Bill Gates, um amigo de adolescência, com quem frequentou o mesmo colégio em sua cidade natal, Seattle, ele criou, em 1975, a Microsoft. Tinha_________ altura, 22 anos (o colega, 19). Ambos já estavam na universidade: Gates na Harvard, Allen em Washington. O segundo convenceu então o primeiro___________ abandonar os estudos para se dedicar_________ empresa, cujo intuito era desenvolver ferramentas capazes de popularizar os microcomputadores_________. jogada de mestre veio na década de 80, quando Allen e Gates produziram para a IBM um sistema operacional para ser utilizado por leigos, o MS-DOS – que depois evoluiria para o Windows. O resto é história.
In Revista Veja. São Paulo, Editora Abril, edição 2605, ano 51, 24 de outubro de 2018.

(Clarice Niskier – Revista da Cultura – Disponível em www.livrariacultura.com.br – adaptação)

(Clarice Niskier – Revista da Cultura – Disponível em www.livrariacultura.com.br – adaptação)
Processos referenciais em Língua Portuguesa são mecanismos de retomada e substituição de vocábulos a fim de manter a coesão textual. Sendo assim, analise as assertivas a seguir:
I. Na linha 15, em “não dos que você abandonou”, a preposição “de” está contraída com o pronome demonstrativo “os”, cujo referente é o vocábulo “trabalhos” (l. 15).
II. Na linha 24, a expressão “a peça” retoma o nome da peça teatral “A Alma Imortal”, linhas 22-23.
III. Na linha 32, na expressão “a semente do próximo”, temos o vocábulo “trabalho” elíptico.
Quais estão corretas?

Adaptado de VERISSIMO, E. Incidente em Antares. 49.ed.
São Paulo: Globo, 1997.
Assinale com 1 aqueles pronomes que se referem ao narrador do texto e com 2 aqueles pronomes que não se referem ao narrador do texto.
( ) me (l. 01)
( ) me (l. 07)
( ) lhe (l. 08)
( ) me (l. 09)
( ) me (l. 27)
A sequência correta de preenchimento dos parênteses,
de cima para baixo, é
Texto 1
Terra, planeta único
Marcelo Gleiser
(1) Hoje, escrevo sobre nossa casa cósmica. Vivendo em cidades, na correria do dia a dia, a gente pouco se dá conta do que ocorre ao nível planetário, ou de como nosso planeta é especial. Mas a Terra é única, e devemos nossa existência a ela.
(2) Primeiro, temos uma cumplicidade com o Sol, nossa estrela-mãe. A energia que vem de lá, e que vem chegando aqui por quase cinco bilhões de anos, é fundamental para a vida. A Terra fica no que chamamos de zona de habitabilidade, a faixa de distância duma estrela onde a água, se houver, tem chance de ser líquida. A premissa, aqui, é que, sem água, a vida é impossível. Mas vemos Vênus e Marte, nossos planetas vizinhos também na zona de habitabilidade do Sol, e a história lá é bem diferente. Como no futebol, estar bem posicionado não é suficiente para marcar um gol. O que, num jogador, chamamos de talento, num planeta chamamos de propriedades adequadas.
(3) Vênus é um verdadeiro inferno, tão quente que as rochas, lá, são incandescentes. Além do mais, sua atmosfera ultradensa é rica em muitos compostos de enxofre, incluindo o que dá o fedor dos ovos podres. Marte, o oposto, é um deserto gelado, com cânions de rios e outras estruturas geológicas que mostram que seu passado foi diferente. Acreditamos que, na sua infância, o Planeta Vermelho tinha água em abundância e até, quem sabe, algum tipo de vida rudimentar. Mas sua atmosfera foi desaparecendo aos poucos, vítima da gravidade mais fraca e dos ventos solares, radiação que sai do Sol e se espalha pelo Sistema Solar.
(4) A Terra tem uma idade aproximada de 4,53 bilhões de anos. Nos primeiros 600 milhões de anos, a situação foi bem dramática, com bombardeios constantes vindos dos céus, asteroides e cometas que "sobraram" durante a formação dos planetas e suas luas. Esses visitantes trouxeram uma gama de compostos químicos e muita água, ingredientes da sopa que, em torno de 3,5 bilhões de anos atrás ou mesmo antes disso, daria origem às primeiras formas vivas.
(5) Essas criaturas, muito simples, eram seres unicelulares do tipo procariotas. Vemos fósseis deles em algumas rochas bem antigas, como as descobertas na costa oeste da Austrália, na Baía do Tubarão. Durante um bilhão de anos, pouco aconteceu. Mas a Terra foi se resfriando, os oceanos já bem formados, e regiões com terra firme foram cobrindo pequenas partes da superfície.
(6) Foi então que, em torno de 2,4 bilhões de anos atrás, esses seres unicelulares passaram por uma mutação fundamental: descobriram a fotossíntese, a capacidade de transformar a energia solar em energia metabólica, consumindo gás carbônico e produzindo oxigênio. Aos poucos, essas criaturas foram mudando a composição da atmosfera, que foi ficando cada vez mais rica em oxigênio.
(7) Devemos, em grande parte, nossa existência a essas bactérias e a essa mutação. Mas formas de vida só podem se transformar quando o planeta em que existem oferece condições para tal. Apesar das grandes transformações no decorrer de sua existência, a Terra permaneceu relativamente estável nos últimos dois bilhões de anos, permitindo que as formas de vida primitivas pudessem passar por suas mutações.
(8) Os cataclismos que ocorreram – enormes erupções vulcânicas, emissão de metano, bombardeios de asteroides e cometas – mudaram as condições planetárias e, portanto, renegociaram as formas de vida que podiam existir aqui. Mas nunca a ponto de eliminar a vida por completo. (Se bem que a grande extinção do Permiano-Triássico chegou perto, eliminando cerca de 95% das formas de vida na Terra.)
(9) Comparada aos outros mundos que conhecemos, a Terra se distingue por ser um oásis para a vida. Sua atmosfera protege a superfície dos raios ultravioleta letais que vêm do Sol. O campo magnético – resultado da circulação de ferro e níquel líquidos no centro do planeta – funciona também como um escudo contra radiação nociva que vem do espaço, principalmente partículas oriundas do Sol. (...)
(10) Portanto, viva a Terra! Não estamos aqui por acaso. Somos produto disso tudo, das inúmeras mutações que transformaram bactérias em pessoas, dos acidentes cataclísmicos que redefiniram as condições planetárias, das inúmeras mudanças que ocorreram no decorrer de bilhões de anos de história.
(11) Saber disso não nos diminui; pelo contrário, nos remete ao topo dessa cadeia de vida, nós que somos as criaturas capazes de reconstruir nosso passado com tanto detalhe e, ao mesmo tempo, nos questionar sobre o futuro. Por outro lado, devemos lembrar que estar no topo não significa desprezar o que está por baixo. Do poder vem a responsabilidade, no caso, de guardar a vida e o planeta, entendendo que somos parte dessa dinâmica planetária, na verdade, completamente dependentes dela. Somos poderosos no nosso conhecimento, mas frágeis quando comparamos forças com a natureza. Tratar a Terra e suas formas de vida com humildade e respeito é a única opção que temos, se queremos continuar por aqui, por outros tantos milhares de anos.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2017/11/1932441-terra-planeta-unico.shtml?loggedpaywall. Acesso em: 11 maio 2018. Adaptado
Ética no esporte: uma poderosa ferramenta de formação de caráter
Talvez você já tenha ouvido a expressão “o esporte forma caráter”. Porém, já parou para se perguntar de onde ela vem? Por que alguém ligaria o esporte ao caráter, [.....] moral, [....] uma postura ética, em primeira instância? Para chegar [....] esse entendimento, o ideal é começar definindo [....] razões para [...] ética e para o esporte. A ética tem como sentido a condução da vida e tem seu propósito maior na conquista da felicidade. Já o esporte tem seu sentido na saúde e bem-estar e tem seu propósito na formação do sujeito ético.
O esportista busca a felicidade através da vitória, acima de tudo. Porém, ele ainda é uma pessoa que tem seu meio de vida dentro de regras de conduta, com trabalho em equipe, respeito aos adversários e à torcida, ou seja, um comportamento que o leva à vitória de forma justa e coerente com as regras que escolheu seguir. Essas são as características de um sujeito ético, em quem o esporte acaba por potencializar a busca pela felicidade intrínseca ao indivíduo. Olhando dessa forma, ética e esporte são extremamente ligados. O esporte é realmente um potente construtor do caminho ético.
De acordo com os primeiros filósofos gregos, o ser humano nasce vicioso, com uma conduta baseada no erro, e os pais, mestres, professores, ou treinadores, nesse caso, têm o dever de identificar e corrigir esses erros de conduta. Temos no esporte um meio prático, coerente e potencializador desse aprendizado. Para Joseph Campbell, a jornada de vida de todo ser humano repete alguns passos que são iguais, em vários pontos, para todo mundo, e eles sempre estão ligados ao enfrentamento e superação de um obstáculo, que quase sempre é interno e tem a ver com um vício moral. Para os gregos, esse exemplo universal era bem definido e representado na Odisseia e nos Doze Trabalhos de Hércules – histórias famosas, nas quais os heróis, Odisseu em uma e Hércules em outra, passam por provações até superar seus vícios e só assim se qualificarem para alcançar a felicidade.
O peso do dilema ético é uma dificuldade para o esportista. Tão desafiador quanto treinar seu corpo é treinar sua mente e conduta, pois só assim ele se desvincula de valores errados. Atualmente a própria sociedade tem buscado uma proximidade maior com a conduta nobre dentro do esporte, e cada vez mais cobra dos esportistas que sigam esse modelo positivo. Uma questão relevante que se coloca é: Como usar o esporte, essa potente ferramenta, para desenvolver a conduta ética das novas gerações? Queremos gerações mais éticas ou a competição pelo resultado independentemente do meio usado?
SABINO, S.; ARMELIN, R.
Disponível em :<http://www.jornalempresasenegocios.com.br/index.php/especial/12331-etica-no-esporte-uma-poderosa-ferramenta-deformacao-de-carater>
1. O texto apresenta as formas verbais predominantemente no tempo presente. 2. No terceiro parágrafo, os segmentos “De acordo com os primeiros filósofos gregos”, “Para Joseph Campbell” e “Para os gregos” são separados por vírgula, em seus respectivos períodos, pela mesma razão. 3. O uso ou não do acento gráfico nas formas verbais sublinhadas é opcional em cada uma delas: “A ética tem como sentido a condução da vida” (1° parágrafo) e “os pais, mestres, professores, ou treinadores, nesse caso, têm o dever de identificar” (3° parágrafo). 4. Em “Tão desafiador quanto treinar seu corpo é treinar sua mente e conduta, pois só assim ele se desvincula de valores errados.” (4° parágrafo), há uma relação semântica de comparação e outra de explicação. 5. Em “Essas são as características de um sujeito ético, em quem o esporte acaba por potencializar” (2°parágrafo), o pronome relativo precedido de preposição pode ser substituído por cujo, sem desvio da norma culta da língua.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Aponte a alternativa correta relativamente às afirmações sobre a colocação pronome oblíquo átono.
I. Para Azeredo (2008, p. 259), “Mesmo os falantes mais escolarizados tendem a substituir as formas oblíquas átonas o/a/os/as por ele/ela/eles/elas, quando relativas à pessoa de quem se fala”.
II. A ênclise constitui uso padrão na variedade culta brasileira, quando a palavra que precede imediatamente o verbo é um advérbio ou pronome de significação negativa.
III. Se a palavra que precede imediatamente o verbo é um conectivo de subordinação, a colocação preferida é a próclise, especialmente se o verbo encontra-se no modo subjuntivo.

Fonte: ANDRADE, C. Drummond de, et al. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1980. v. 2.

Fonte: Tunísia Cores - Ascom Educa Mais Brasil https://www.educamaisbrasil.com.br/ educacao/noticias/pisa-2018-mais-de-10-mil-estudantes-participam-do-programa Acesso em 01/09/2018.

Atente para a frase escrita no balão.
(Disponível em: http://poieclovis.blogspot.com.br/2012/11/para-os-alunos-da-8serie-as-imagens.html>.Acesso em 04 nov. 2017)
O uso do pronome oblíquo iniciando a frase
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão
Sinais de inclusão

Fonte: Adaptado de https://www.revistaplaneta.com.br/sinais-de-inclusao/
( ) “... quando se pediu a uma dezena de teóricos...” (terceiro parágrafo). ( ) “Em nossa sociedade, valoriza-se muito a riqueza...” (quinto parágrafo).
Leia o pensamento de Epicuro, filósofo grego.
“Assim como realmente a medicina em nada beneficia se não liberta dos males do corpo, assim também sucede com a filosofia se não liberta das paixões da alma.”
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto.
Pseudodiário de um pseudogestor
Fazem cinco minutos que informo à minha secretária de que esse é o documento que preciso para comunicar as autoridades que sobe para 10 os casos de febre amarela nesta região. Em vão minha informação… nenhuma resposta positiva e o tempo passa. Agora, no final do dia, a mim, como diria o poeta, não compete-me a declamação dos versos já conhecidos e, sim, a escrita das novas estrofes…
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) considerando a norma culta.
( ) Há no texto quatro inadequações quanto à regência verbal.
( ) Se na expressão “as autoridades” fosse colocada uma crase em “às”, uma inadequação de regência verbal seria resolvida.
( ) A frase: “Esse é o documento que preciso” está da mesma forma correta como a frase: “Este é o poeta de que gosto”, no que diz respeito à regência verbal.
( ) Na frase sublinhada, há um desvio de concordância verbal.
( ) A expressão “no final do dia” está entre vírgulas para isolar um adjunto adverbial deslocado.
( ) Em: “não compete-me a declamação dos versos…”, há correta colocação pronominal.
( ) A frase “Fazem cinco minutos” equivale a “Devem fazer cinco minutos” e ambas estão corretas.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta,
de cima para baixo.
