Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q1294817 Português

assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que se apresentam.

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Q1294816 Português

assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que se apresentam.

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Q1294344 Português
Sobre o uso das conjunções, das locuções conjuntivas e dos pronomes relativos, analise as assertivas que seguem:

I. Na linha 08, visto que introduz uma oração adverbial causal, exprimindo causa, motivo, razão; no contexto, uma vez que poderia substituir essa locução adequadamente.
II. Tanto na linha 10 quanto na 13 evidenciam-se conjunções integrantes.
III. Na linha 26, em nas quais, o pronome relativo faz referência à informação que o precede.

Quais estão corretas?
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Q1293119 Português
Texto para a questão.

     Língua  é  produto  do  meio  social  e,  uma  vez  constituída,  tem  um  papel  ativo  no  processo  de  conhecimento e comportamento do homem. A língua não é  uma  nomenclatura,  que  se  sobrepõe  a  uma  realidade   pré‐categorizada, ela é que classifica a  realidade. Tomemos  um exemplo: em português, chama‐se de posse a investidura,  por  exemplo,  na  presidência  da  República;  em  inglês,  inauguration; em  francês, investiture. A palavra portuguesa  dá  ideia  de  assenhorear‐se  de  alguma  coisa,  de  domínio;  a  inglesa  indica  apenas  começo;  a  francesa  diz  respeito  ao  recebimento de uma função. Esses termos têm, sem dúvida,  relação com a maneira como concebemos o poder do Estado. 

     A  língua  desenvolve‐se  historicamente  e,  uma  vez  constituída, impõe aos falantes uma maneira de organizar o  mundo.  Quando  Wilhelm  von  Stock  traduzia  Antero  de  Quental para o alemão, escreveu ao poeta português sobre a  dificuldade  de  verter  para  o  alemão  o  soneto  Mors‐Amor,  porque as duas figuras alegóricas – o Amor e a Morte – têm  gêneros  diferentes  nas  duas  línguas  (o amor/ die  Liebe –  a  morte/der  Tod).  Responde  Antero  que  “esse  é  um  caso  interessante de influência da língua sobre a imaginação”, pois  representam a morte como mulher os falantes de uma língua  em que a palavra para designá‐la é feminina e como homem aqueles que falam um idioma em que o termo é masculino.

José Luiz Fiorin. Língua, discurso e política. In: Alea: Estudos   Neolatinos, v. 11, n.º 1, p. 148‐165, 2009. 
A respeito dos aspectos linguísticos do trecho “‘esse é um caso interessante de influência da língua sobre a imaginação’, pois representam a morte como mulher os falantes de uma língua em que a palavra para designá‐la é feminina e como homem aqueles que falam um idioma em que o termo é masculino.”, é correto afirmar que
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Q1293116 Português

Texto para a questão. 



José Luiz Fiorin (org.). Introdução à Linguística. v. 1 e 2.

São Paulo: Contexto, 2006 (com adaptações).

No que se refere às formas linguísticas usadas no texto, assinale a alternativa correta.
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Q1292865 Português

Cientistas descobrem que a música clássica evolui por seleção natural

O trítono – um conjunto de notas dissonante que era evitado na Idade Média – se tornou um favorito dos compositores em 1900. E sua adoção seguiu padrões matemáticos similares aos da evolução de seres vivos.

26 de outubro de 2018


      A evolução por seleção natural foi descoberta por Charles Darwin como uma espécie de lei da natureza. Mas ela não se aplica só a animais ou plantas. Na verdade, ela está mais para uma constatação matemática – um fenômeno inevitável que entra em vigor sempre que certas condições são cumpridas.

      Para tirar o papo dessa abstração maluca de CDF, vamos a um exemplo prático (ainda que hipotético): imagine um grupo de empresas farmacêuticas competindo. A demanda do consumidor por remédios é limitada. Um cientista derrama um frasco numa placa de Petri sem querer e descobre um antibiótico capaz de matar superbactérias. Bingo: a empresa toma conta do mercado e as outras vão à falência. Seleção natural.

      O caso acima, porém, é uma exceção: na maior parte das vezes, a inovação em uma empresa é fruto da vontade deliberada, e não de um acidente. E uma das premissas da seleção natural é justamente que mutações no DNA são aleatórias, majoritariamente péssimas e jamais voltadas a um objetivo. Só em intervalos de tempo extremamente longos (e sempre por acidente) surgem modificações vantajosas. E é por isso que a evolução de uma espécie leva milhões de anos.

      Quando uma característica dá benefícios a seu portador e permite que ele se reproduza mais que os demais membros de sua população, ela tende a se espalhar seguindo padrões estatísticos extremamente precisos – que na época de Darwin não eram conhecidos, mas hoje são especialidade de uma área de pesquisa chamada “genética de populações”.

      O ser humano foi agraciado pela seleção natural com um troço notável – um cérebro imenso e autoconsciente – e desde então tudo que ele faz tende a ser pensado para dar certo, em vez de dar certo por acaso. Alguns fenômenos culturais, porém, continuam sujeitos à evolução darwinista, simplesmente porque são abordados por nós de maneira inconsciente, intuitiva. É o caso da música.

      Para saber se o estilo e o gosto musical se desenvolvem à moda darwinista, Eita Nakamura, da Universidade de Kyoto, e Kunihiko Kaneko, da Universidade de Tóquio, analisaram 9996 peças de 76 compositores da tradição europeia entre 1500 e 1900. Ou, em resumo, o que se chama de “música clássica”. Eles estavam em busca de ideias e recursos musicais que – simplesmente por serem muito legais – se espalhassem pelas composições ao longo do tempo – como uma bactéria resistente a antibióticos se espalha no organismo de alguém com tuberculose.

      A seleção natural, é claro, precisa selecionar alguma coisa. Na biologia, há diversas unidades de seleção bem estabelecidas. Isso, inclusive, é motivo de debate: alguns dizem que é o gene para a característica vantajosa que é escolhido pela natureza. Outros adotam o indivíduo beneficiado como um todo. Não importa: o ponto é que todo pesquisador admite que a seleção natural atua sobre uma entidade bem definida, seja lá qual for ela. Na música, isso é mais difícil de fazer. Qual será a unidade fundamental? A nota? O acorde? Nakamura e Kaneko não chegaram a uma resposta definitiva, mas encontraram um item do repertório musical que era um bom candidato a sofrer de darwinismo crônico: o trítono.

      Um trítono é um intervalo musical – isto é, duas notas tocadas ao mesmo tempo – que soa especialmente dissonante em relação aos outros. Há um post inteiro neste blog explicando do ponto de vista matemático porque ele soa tão sinistro. Até hoje rola por aí a lenda de que o trítono foi proibido pela Igreja Católica na Idade Média por sua natureza demoníaca – mas isso é mito (outra coisa que você pode entender no post já mencionado).

      É óbvio que uma composição nova, para dar certo, não pode ser só ruptura: ela também precisa incluir elementos da tradição musical pré-existente, com que os ouvidos já estão familiarizados. Em outras palavras, precisa conter elementos musicais manjados e de eficiência garantida (como um elefante na savana) – acompanhados de toques de novidade (como um elefante com uma tromba mais flexível).

      O trítono é justamente o toque de novidade: era quase inexistente na harmonia suave dos corais medievais, mas é onipresente no jazz e na música modernista de Schoenberg, 500 anos depois. Em resumo, um toque de dissonância que foi absorvido aos poucos. Calculando a maneira como o trítono se espalhou por aí da época de Cabral até a de Coltrane, os japoneses descobriram que sua disseminação seguiu um padrão matemático chamado distribuição beta. O mesmo verificado na evolução de seres vivos.

      É claro que isso não é o mesmo que dizer que a música é regida pela aleatoriedade, e não pelo talento de certos gênios. A questão é: o novo sempre vem. E você acaba adotando ele sem perceber. Nas palavras dos pesquisadores: “Nós concluímos que algumas tendências na música podem ser formuladas como leis estatísticas evolutivas em vez das circunstâncias dos compositores individuais”.

VAIANO, Bruno. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistas-descobrem-que-a-musica-classica-evolui-por-selecao-natural/. Acesso em: 30 out. 2018. Adaptado.

[...] ela também precisa incluir elementos da tradição musical pré-existente, com que os ouvidos já estão familiarizados.


Mantendo corretos a regência, a concordância e o uso dos pronomes relativos, a construção em destaque poderia ser SUBSTÍTUIDA por:

Alternativas
Q1292695 Português

Leia a tirinha.


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Avalie as afirmativas abaixo em relação a tirinha.


1. A denotação e a conotação foram responsáveis pelo humor produzido na tirinha.

2. Temos denotação no segundo quadrinho e conotação no primeiro.

3. O primeiro verbo dito pelo personagem masculino carrega a autoridade de quem o profere, por isso está no imperativo afirmativo.

4. Em “Siga essa receita que eu lhe garanto”, a palavra sublinhada é um pronome oblíquo e está sendo empregado como objeto direto, já que completa o sentido do verbo “garantir”.

5. Olhado sobre o ponto de vista referencial, o pronome “essa” usado pelo personagem masculino desobedece à linguagem formal.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

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Q1292691 Português

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre pronomes e seu emprego.


( ) Na linguagem formal, o interlocutor pode se valer de certos pronomes retos com o “plural de modéstia”, para evitar o tom impositivo ou muito pessoal em sua opinião. Um exemplo dessa linguagem tem-se em: “O cargo em que nos achamos desde o ano passado, ofereceu- -nos oportunidade para pensar soluções adequadas ao problema para a desnutrição”.

( ) Na frase: “Ana disse a Vera que ela chegaria primeiro” o emprego inadequado do pronome pessoal compromete a clareza do texto.

( ) Na frase: “Maria gosta de falar consigo”, o pronome sublinhado indica que Maria possui um interlocutor e quer com ele falar.

( ) Em: “Ele contava com nós três” o emprego do pronome sublinhado obedece à linguagem formal.

( ) Um emprego coloquial de pronome pessoal, vê-se na frase “Entre eu e minha mãe existe o mar”. Considerando o contexto de fala, a expressão pode estar certa de acordo com a linguagem informal.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q1292688 Português

Dieta do homem

Nas carteiras da escola me ensinaram, segundo o sábio Claude Bernard, que o caráter absoluto da vitalidade é a nutrição: pois, onde ela existe, há vida; onde se interrompe, há morte.

Mas não me disseram que, entre os animais humanos, o lado que pende para a morte, por falta de nutrição, é mais numeroso que o lado erguido para a vida.

Me ensinaram que os alimentos fornecem ao homem os elementos constituintes da própria substância humana; o homem é o alimento que ele come.

Mas não me disseram que existem homens aos quais faltam os elementos que constituem o homem. Homens incompletos, homens mutilados em sua substância, homens deduzidos de certas propriedades humanas fundamentais; homens vivendo o processo de morte.

Me ensinaram, no delicado modo condicional, que, sem o concurso de certos alimentos minerais e orgânicos, depressa a vida sobre a terra se extinguiria.

Mas não me disseram que, depressa, por toda a parte, a vida se extingue, no duro modo indicativo.

Me ensinaram que o oxigênio é o primeiro elemento indispensável.

Mas não me disseram que só o oxigênio é um bem comum de toda a humanidade, salvo em minas e galerias, onde é escasso.

Me ensinaram que o carbono, o hidrogênio, o azoto, o fósforo e outros minerais são decisivos à vitalidade da célula.

Mas não me disseram (por óbvio, mas eu era um estudante tão distraído) que aqueles elementos não se encontram no ar que respiramos. E ainda que se encontrem na terra, acaso digerida por uma criança, seu poder de assimilação é nenhum.

Me ensinaram que há alimentos orgânicos ternários e quaternários.

Mas não me disseram que dois terços de nossos irmãos no mundo sofrem de fome.

Me ensinaram que os alimentos ternários, constituídos pelas gorduras e pelos hidratos de carbono, são, superlativamente, importantíssimos.

Mas não me disseram que, em cem, dez homens estão, a qualquer hora, às portas da inanição.

Me ensinaram que o ovo, o leite e a carne são alimentos extraordinários. 

Mas não me disseram que, em certas regiões do mundo, há homens que consomem ovos, leite e carne acima das exigências da máquina humana.

Me ensinaram que a sensação de fome é acompanhada de contrações gástricas, uma espécie de cãibra no estômago; mas me disseram isso de maneira impessoal, como se fosse apenas a dedução teórica de um acidente possível.

Me ensinaram que as vitaminas são substâncias influentes no crescimento e na saúde; quando elas faltam, comparecem o escorbuto, o beribéri, a pelagra e outras doenças.

Mas não me disseram nem onde, nem quantos padecem de avitaminoses.

Nas carteiras da escola me ensinaram muitas coisas.

Mas não me disseram coisas essenciais à condição de homem.

O homem não fazia parte do programa.

Paulo Mendes Campos

Considere o trecho:


“… Me ensinaram, no delicado modo condicional, que, sem o concurso de certos alimentos minerais e orgânicos, depressa a vida sobre a terra se extinguiria.

Mas “não me disseram que, depressa, por toda a parte, a vida se extingue, no duro modo indicativo.”


Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao trecho.

( ) A frase: “A vida na terra se extinguirá com a ausência de certos alimentos orgânicos” contrapõe o “modo condicional” dito no texto.

( ) Modo condicional e modo indicativo, no contexto, apresentam ideias contrárias; este apresenta uma possibilidade e aquele, uma realidade.

( ) Passada a frase para o modo indicativo teríamos: “Se certos alimentos minerais e orgânicos deixarem de existir, depressa a vida na terra se extinguirá”.

( ) O modo imperativo é, essencialmente, usado em contextos de interlocução, o que justifica a não existência da primeira pessoa do singular.

( ) O pronome oblíquo “me” está sendo usado de maneira incorreta, nesse trecho e ao longo do texto, se considerada a linguagem formal.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q1292524 Português
DÉMODÉ*
Mário Viana

    Na próxima faxina, vai ser preciso empurrar para o fundo do armário os barquinhos de maionese, os picles espetados no repolho e as taças de coquetel de camarão. Com jeitinho, também cabem o bilboquê e o ioiô que apitava. É necessário espaço para acomodar tudo aquilo que sai de moda. Por exemplo: as expressões “com licença”, “por favor” e “obrigado” estão, todas, caindo no mais completo desuso, feito uma calça de Tergal ou uma camisa Volta ao Mundo.
    Atualmente, gentileza só gera gentileza em fotinho de rede social. Na real, o que vale de verdade é a versão urbana da lei da selva. Incontáveis vezes, sou pego de surpresa na sala do cinema ou do teatro por uma pessoa plantada de pé, ao meu lado, esperando que eu abra caminho para sua passagem. Eu cedo e ela passa, sem emitir um som. Faz sentido: se não pede licença, a criatura não sabe agradecer. Nos ônibus e metrôs também há o bônus da mochila, cada vez maior e mais pesada. Deduzo que todas elas são recheadas de livros, cadernos, pares de tênis, roupa de frio, marmita, duas melancias, um bote inflável (nunca se sabe quando a chuva vem) e, desconfio ainda, o corpo embalsamado do bicho de estimação. Só isso explica a corcova sólida e intransponível que bloqueia corredores a qualquer hora do dia ou da noite. Nem adianta apelar para a antiga fórmula do “com licença”. Ela perdeu o significado.
    Outro item fadado à vala comum dos esquecidos é a letra R, usada no final de algumas palavras para significar o infinitivo de um verbo. Fazer, beijar, gostar, perder, seguir — você sabe que são verbos justamente por causa da última letra. Pois não é que as redes sociais, mancomunadas com a baixa qualidade do ensino, estão aniquilando a função do R? No Twitter, é um verdadeiro festival de “vou faze bolo pq o Zé vem me visita”.
    Para decifrar alguns posts — marcados também pela absoluta ausência de vírgulas, acentos e pontos —, é preciso anos de estágio nos livros de José Saramago e Valter Hugo Mãe. Apegar-se à ortografia tradicional é perda de tempo e beira a caretice reclamar. Uma vez, corrigi alguém no Twitter e fui espinafrado até a última geração. “O Twitter é meu e eu escrevo do jeito que quise” — sem o R, claro. Não se trata de ataque nostálgico. O tempo dos objetos passa, a língua tem lá sua dinâmica e até mesmo as fórmulas de etiqueta mudam conforme o tempo ou o lugar — até hoje, os chineses arrotam para mostrar que gostaram da refeição. Mas prefiro acreditar que um pouco de gentileza sem pedantismo nunca vai fazer mal a ninguém.
    Escrever certo deveria ser princípio fundamental para quem gosta de se comunicar. Ironicamente, nunca se escreveu tanto no mundo: nas ruas, salas de espera, ônibus, em qualquer lugar, há sempre alguém mandando um torpedo no seu smartphone do último tipo. Às vezes, chego ao fim do dia exausto de ter “conversado” com gente do mundo inteiro. Espantado, eu me dou conta de não ter aberto a boca. Foi tudo por escrito — e-mail, post, Twitter, torpedo. Se isso acontecer com você, faça como eu: cante alto, solte um palavrão, fale qualquer coisa sem sentido, principalmente se estiver sozinho em casa. Apenas ouça o som que sai da sua garganta. Impeça que sua voz, feia ou bonita, vire um item fora de moda.

Disponível em: https://vejasp.abril.com.br/cultura-lazer/cronica-demode-mario-viana/ Acesso em: 13 set. 2018. 

*Démodé: fora de moda
A posição do pronome oblíquo é facultativa em:
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Q1292218 Português
Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao que se afirma a respeito do seguinte período do texto (l. 13 – 16):

       “Para os falantes do português brasileiro, fica claro, por exemplo, que algo “aos 45 do segundo tempo” é de última hora; que, se “a marcação está cerrada”, é porque a pressão é grande, e que alguém que “só pisa na bola” não é digno de confiança.”
Alternativas
Q1291549 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


O imperativo da inclusão


Grandes avanços foram feitos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) desde que eles foram definidos em 2000. Mas, infelizmente, muitos países ainda estão muito longe de atingi- -los. Mesmo as nações que fizeram um progresso substancial, alguns grupos – incluindo povos indígenas, moradores de favelas e áreas remotas, minorias religiosas e sexuais e pessoas com deficiência – ainda são constantemente excluídos. Como apontou um relatório recente do Banco Mundial, entender o porquê é essencial para garantir que esforços futuros para o desenvolvimento sejam mais eficientes e inclusivos.

Essas falhas refletem as consequências de longo alcance da exclusão. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Banco Mundial descobriram que crianças com deficiência têm menos chances de ingressar em escolas do que os seus pares não deficientes – e que entre elas há um índice maior de evasão escolar. Na Indonésia, há uma discrepância de 60% entre crianças com e sem deficiências que frequentam o ensino fundamental e uma diferença de 58% no ensino médio. O sentimento resultante da exclusão e da alienação pode enfraquecer a integração social e até mesmo levar à agitação e conflitos.


(Adaptado de: <http://veja.abril.com.br/economia/o-imperativo-da-inclusão>. Acesso em: 20 nov. 2017.) 

No texto, alguns elementos linguísticos fazem a retomada de um termo já citado, como é o caso do pronome “eles” em “desde que eles foram definidos”; o pronome “os” em “estão muito longe de atingi-los”; o pronome “elas” em “e que entre elas há um índice maior de evasão escolar”; e do pronome “seus” em “do que seus pares não deficientes”. Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, quais os referentes linguísticos dos elementos sublinhados.
Alternativas
Q1290682 Português

Observe a oração a seguir.

Esse é o primeiro dos dois trunfos com que ela joga para responder aos violentos ataques da ala dura de seu partido.

Indique o pronome relativo que melhor substituiria o item sublinhado.

Alternativas
Q1290679 Português

Analise as frases a seguir quanto a colocação dos pronomes átonos.

I- Ela se calará.

II- Jamais encontrei-o tão decidido.

III- Como lhe levarei?

Considera-se correta, acerca das regras gerais, a alternativa:

Alternativas
Q1288582 Português
Complete a lacuna com os pronomes corretamente. I) Ouviram-___ gritar muito alto. II) Não existe mais nenhum sentimento entre ____ e você. III) Entrega___ o presente que sua tia mandou.
Alternativas
Q1288283 Português
Assinale a alternativa correta quanto à colocação dos pronomes átonos.
Alternativas
Q1287724 Português
Leia as frases abaixo e complete com o pronome corretamente de acordo com a norma padrão culta da escrita. I) ____ nunca mais dormimos com tranquilidade. II) Bons ventos __ levem. III) O livro sumiu, mas puseram___agora mesmo sobre a mesa!
Alternativas
Q1287548 Português
Com relação a colocação pronominal, assinale a alternativa que apresenta seu uso INCORRETO:
Alternativas
Q1287502 Português
Quanto ao uso da colocação pronominal, assinale a alternativa em que o pronome oblíquo átono foi corretamente empregado:
Alternativas
Q1287382 Português
Leia o texto a seguir e responda .
Uma Esperança

Clarice Lispector

   Aqui em casa pousou uma esperança. Não a clássica, que tantas vezes verifica-se ser ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a outra, bem concreta e verde: o inseto.
   Houve um grito abafado de um de meus filhos:
- Uma esperança! e na parede, bem em cima de sua cadeira! Emoção dele também que unia em uma só as duas esperanças, já tem idade para isso. Antes surpresa minha: esperança é coisa secreta e costuma pousar diretamente em mim, sem ninguém saber, e não acima de minha cabeça numa parede. Pequeno rebuliço: mas era indubitável, lá estava ela, e mais magra e verde não poderia ser.
- Ela quase não tem corpo, queixei-me.
- Ela só tem alma, explicou meu filho e, como filhos são uma surpresa para nós, descobri com surpresa que ele falava das duas esperanças.
  Ela caminhava devagar sobre os fiapos das longas pernas, por entre os quadros da parede. Três vezes tentou renitente uma saída entre dois quadros, três vezes teve que retroceder caminho. Custava a aprender.
 - Ela é burrinha, comentou o menino.
- Sei disso, respondi um pouco trágica.
- Está agora procurando outro caminho, olhe, coitada, como ela hesita.
- Sei, é assim mesmo.
- Parece que esperança não tem olhos, mamãe, é guiada pelas antenas.
- Sei, continuei mais infeliz ainda. 
 Ali ficamos, não sei quanto tempo olhando. Vigiando-a como se vigiava na Grécia ou em Roma o começo de fogo do lar para que não se apagasse.
- Ela se esqueceu de que pode voar, mamãe, e pensa que só pode andar devagar assim.
  Andava mesmo devagar - estaria por acaso ferida? Ah não, senão de um modo ou de outro escorreria sangue, tem sido sempre assim comigo.
 Foi então que farejando o mundo que é comível, saiu de trás de um quadro uma aranha. Não uma aranha, mas me parecia "a" aranha. Andando pela sua teia invisível, parecia transladar-se maciamente no ar. Ela queria a esperança.
 Mas nós também queríamos e, oh! Deus, queríamos menos que comê-la. Meu filho foi buscar a vassoura. Eu disse fracamente, confusa, sem saber se chegara infelizmente a hora certa de perder a esperança:
- É que não se mata aranha, me disseram que traz sorte...
- Mas ela vai esmigalhar a esperança! respondeu o menino com ferocidade.
- Preciso falar com a empregada para limpar atrás dos quadros - falei sentindo a frase deslocada e ouvindo o certo cansaço que havia na minha voz. Depois devaneei um pouco de como eu seria sucinta e misteriosa com a empregada: eu lhe diria apenas: você faz o favor de facilitar o caminho da esperança.
  O menino, morta a aranha, fez um trocadilho, com o inseto e a nossa esperança. Meu outro filho, que estava vendo televisão, ouviu e riu de prazer. Não havia dúvida: a esperança pousara em casa, alma e corpo.
  Mas como é bonito o inseto: mais pousa que vive, é um esqueletinho verde, e tem uma forma tão delicada que isso explica por que eu, que gosto de pegar nas coisas, nunca tentei pegá-la.
  Uma vez, aliás, agora é que me lembro, uma esperança bem menor que esta, pousara no meu braço. Não senti nada, de tão leve que era, foi só visualmente que tomei consciência de sua presença. Encabulei com a delicadeza. Eu não mexia o braço e pensei: "e essa agora? que devo fazer?" Em verdade nada fiz. Fiquei extremamente quieta como se uma flor tivesse nascido em mim. Depois não me lembro mais o que aconteceu. E, acho que não aconteceu nada.
Acesso em < https://claricelispector.blogspot.com.br/2008/07/umaesperana.html>
Leia o trecho a seguir.” Não uma aranha, mas me parecia "a" aranha. Andando pela sua teia invisível, parecia transladar-se maciamente no ar.” Assinale a alternativa CORRETA sobre a construção do sentido “uma” e “a” dentro o texto.
Alternativas
Respostas
9241: C
9242: A
9243: E
9244: E
9245: C
9246: C
9247: C
9248: A
9249: D
9250: D
9251: E
9252: E
9253: A
9254: B
9255: C
9256: C
9257: A
9258: A
9259: B
9260: D