Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A PALAVRA E O HOMEM
(1º§) As palavras são o fundamento da comunicação, em qualquer língua de qualquer parte do mundo. Elas representam os sentimentos, as emoções e os pensamentos.
(2º§) A palavra sempre teve um grande poder sobre a humanidade. Com ela governos foram formados, impérios se ergueram e caíram e a história foi formada, sem que nada justificasse seus porquês.
(3º§) Mas essa ferramenta própria do homem não tem importância somente no contexto histórico e global, mas também afeta diretamente a vida de cada um de nós. Um elogio torna o seu dia melhor, além de aumentar a autoestima e melhorar o humor.
(4º§) Ela também pode influenciar nas decisões de alguém, mudar a opinião e as ideias. Por isso é preciso ter cuidado com as palavras, elas são poderosas. Assim como podem ajudar e amparar, as palavras conseguem machucar e magoar quem as recebe.
(5º§) Quando usadas com más intenções, ou quando entendidas de forma errada, a palavra se torna uma arma perigosa, não para o corpo, mas sim para a mente e para a alma. Para evitar problemas, é preciso escolher muito bem cada palavra, tornando esse instrumento uma ajuda valiosa na comunicação, ao invés de um empecilho que trará problemas.
(6º§) Pense na importância da palavra adequada ao contexto de uma mensagem, para estabelecer a sintonia perfeita nos atos comunicativos.
(Por: Pedro Emílio) − (http://capaciteredacao.forum-livre.com/t4433-texto-dissertativo)
Analise as assertivas com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso):
(__)As palavras: "em; sempre; que" são invariáveis em gênero e em número.
(__)O substantivo "homem" muda de gênero pelo processo linguístico da heteronímia.
(__)Na série de pronomes: "ela"; "nós"; "isso"; "seu" apenas dois deles são classificados como pessoal do caso reto.
(__)Os substantivos: "pensamentos" e "humanidade" são derivados por sufixação.
Marque a alternativa com a sequência CORRETA:
A guerra que salvou vidas
Por Tribuna do Planalto

(Disponível em: secom.ufg.br/n/44121-a-guerra-que-salvou-vidas – texto adaptado especialmente para esta prova).
( ) A palavra “ele” (l. 13) faz referência a “bacilo”.
( ) Nas linhas 29 e 30, onde se lê “Os primeiros tratamentos foram feitos em crianças, que precisavam de quantidade menor da droga” o pronome relativo “que” refere-se a “crianças”.
( ) Na linha 21, “ele” refere-se à “Fleming”, mencionado na linha anterior.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A descoberta da insulina

(Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br/a-descoberta-da-insulina/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
A descoberta da insulina

(Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br/a-descoberta-da-insulina/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
( ) No trecho “O diabetes é uma doença cujo registro mais antigo está em papiros no Egito, de 1.552 a.C. A descoberta de como mantê-la sob controle, porém, é uma história com pouco mais de 100 anos” o vocábulo “mantê-la” faz referência à “diabetes”.
( ) Na linha 14, “Eles” tem como referente “Frederick Banting” e “Charles Best”, anteriormente mencionados.
( ) “sua”, na linha 05, faz referência à palavra “insulina”, mencionada na mesma linha anteriormente.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Leia o texto abaixo e após faça a questão.
A árvore dos problemas
Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil.
O pneu do seu carro furou, a serra elétrica quebrou, cortou o dedo, e ao final do dia o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa.
Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram à sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família.
Quando os dois homens estavam caminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se.
Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.
Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:
– Por que você tocou nela antes de entrar em casa?
O carpinteiro respondeu:
– Ah! Esta é a minha Árvore dos Problemas, meu amigo.
Eu sei que não posso evitar os problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte; e você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.
https://www.refletirpararefletir.com.br/6-textos-de-reflexão autor desconhecido(texto adaptado)
Ainda com base no texto em questão, julgue as premissas acerca da morfologia e após assinale as informações corretas:
I. “Esta é uma história de um homem...” – Pronome possessivo.
II. “Os traços tensos...”– Adjetivo flexionado no gênero masculino e número plural.
III. “Eu sei que não posso evitar os problemas no meu trabalho.” – Advérbio de negação.
IV. “O pneu do seu carro furou, a serra elétrica quebrou, cortou o dedo, e ao final do dia o seu carro não funcionou.” – A conjunção grifada é classificada como adversativa.
(_) A mesóclise, na variedade oral brasileira, é pouco utilizada.
(_) É comum observar, na oralidade brasileira, a construção “pronome oblíquo + verbo” logo no início de frases, ainda que a ênclise seja uma exigência da norma-padrão.
(_) As regras gramaticais de colocação pronominal são também destinadas a frases não verbais.
Analise as sentenças.
I- Maria e José nunca se encontraram antes.
II- Leve-me embora.
III- Fazia frio quando a vi.
IV- Chamar-lhe-ia de meu, se eu pudesse.
V- Quem lhe disse isso?
VI- Dê-lhe outra cadeira para sentar.
Os casos de colocação pronominal são classificados, respectivamente, como:
Essas eram as pessoas ______ eu trabalhava no escritório.
Texto para a questão.
Cotidiano – Chico Buarque
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café
Todo dia eu só penso em poder parar
Meio-dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão
Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão
Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor
Disponível em: https://www.letras.mus.br/chico-buarque/82001/
Texto para a questão.
Cotidiano – Chico Buarque
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café
Todo dia eu só penso em poder parar
Meio-dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão
Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão
Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor
Disponível em: https://www.letras.mus.br/chico-buarque/82001/
Leia o texto e responda a questão.
Furto de flor
Carlos Drummond de Andrade
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer. Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:
– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
Leia a tirinha e responda a questão.


