Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3437487 Português
O preconceito linguístico disfarçado de elegância nas redes sociais


   É comum que figuras carismáticas e articuladas ganhem destaque ao abordar temas relacionados à língua portuguesa, conquistando milhões de seguidores nas redes sociais. Muitas vezes, essas personalidades são mencionadas em conversas com amigos e familiares, o que me coloca em uma posição desconfortável.

   Afinal, suas abordagens não me representam, e explicar, em poucas palavras, os motivos dessa incompatibilidade pode ser um desafio. Enxergo aqui, portanto, a oportunidade de detalhar as razões pelas quais esse tipo de discurso me causa certa inquietação.

   Sob o manto de uma oratória sofisticada, promovida como um “jeito chique de viver e se comunicar, aliado a um humor ácido e inteligente”, muitas vezes se esconde um discurso impregnado de preconceito linguístico.

   A elegância, quando usada para desqualificar o outro, não é uma virtude; ao contrário, torna-se um instrumento de exclusão. Utilizar o domínio da norma-padrão para menosprezar dialetos marginalizados reforça uma postura segregacionista e violenta.

   Há quem defenda que certos discursos sejam apenas personagens criados para entreter. Mesmo que fosse o caso, o problema permanece.

   Esse tipo de abordagem é abertamente antidemocrático e carrega uma série de preconceitos, refletindo uma caricatura do que há de mais nocivo na educação: arrogância e descompromisso acadêmico, que reforçam estereótipos excludentes.

   Oferecer dicas sobre o português padrão pode ser útil e contribuir para a disseminação do conhecimento da língua monitorada. O problema está na forma como esse conteúdo é apresentado.

   Muitas pessoas desconhecem a sociolinguística e, por isso, acreditam que sua forma de falar seja um “português ruim”. Não percebem as diferenças entre oralidade e escrita, entre formalidade e informalidade ou entre fala espontânea e língua monitorada.

   Para a maioria dos brasileiros, as noções de dialeto ou de variedade linguística não são percebidas como algo concreto. O que existe, como valor cultural profundamente arraigado, é a noção de “erro gramatical” e o estigma de algumas pronúncias regionais.

   A sociolinguística, campo que se consolidou nos anos 1960, estuda a língua em seu contexto social, considerando aspectos funcionais e interacionais.

   A variabilidade linguística é um fenômeno inerente a qualquer língua natural, em qualquer comunidade linguística. A sociolinguística vê essa variabilidade como evidência sincrônica de mudanças linguísticas em andamento ou como reflexo de fatores socioeconômicos que afetam a língua.

   Para o senso comum, no entanto, qualquer variedade que se afaste da morfossintaxe ou do léxico do português padrão é considerada “ruim” e “indesejável”, independentemente do contexto. Muitos veem a língua como um conjunto rígido de “regrinhas de português” e nada mais.

   No entanto, a língua é, antes de tudo, uma instituição social. Falamos português porque fomos colonizados por Portugal. Nos dois primeiros séculos, conviviam a língua tupinambá e o português das elites administrativas e do clero, num bilinguismo instável.

   Dando um salto histórico, foi apenas no final do século XX, em 1996, com a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que a escola se universalizou e o perfil da população estudantil se diversificou.

   Como explica Stella Maris, PhD em Linguística, na obra “Nós cheguemu na escola, e agora?”, recomenda-se que a norma culta seja ensinada nas escolas, mas que, ao mesmo tempo, sejam preservados os conhecimentos sociolinguísticos e os valores culturais que os alunos trazem de seu ambiente social.

   Aprender a norma culta deve significar uma ampliação da competência linguística e comunicativa do aluno, capacitando-o a usar uma variedade ou outra, conforme a situação discursiva.

   Cada enunciado é um ato de identidade, que marca diversas dimensões sociais, como gênero, faixa etária, grupo religioso ou étnico. Considerar alguém inferior pela forma como fala tem nome: preconceito linguístico.

   Mas o mais curioso é: por que tanta gente se interessa por conteúdos que reforçam o preconceito linguístico?

   Paradoxalmente, grande parte do público que consome esse tipo de discurso pertence justamente às camadas sociais cujas formas de falar são mais criticadas. Parece haver um desejo de pertencimento, uma busca por validação através da adesão a padrões ditos “superiores”.

   A questão é que essa postura pedante simplesmente não serve para nós, professores. Como poderíamos ensinar menosprezando, desautorizando e humilhando nossos próprios alunos? Não somos contrários às regras, nem defensores de um “vale- -tudo” linguístico.

   Na verdade, apreciamos ensinar as normas do português padrão e promover uma boa escrita. No entanto, isso é muito diferente de diminuir alguém por sua forma de se expressar. 

   Quando se mistura vaidade com ensino, o resultado é sempre desastroso. Infelizmente, há quem ensine português desconsiderando décadas de estudos acadêmicos, ignorando a história e as desigualdades brasileiras.

   Entendo o fascínio que muitos sentem por quem domina as regras da norma culta. Mas usar esse conhecimento para segregar e reforçar diferenças de classe é, sem dúvida, um dos usos mais nocivos da língua. Humilhar outra pessoa por sua forma de falar, não apenas silencia uma voz, mas também perpetua um ciclo de opressão.


(O’HARA, Larissa. O preconceito linguístico disfarçado de elegância nas redes sociais. Folha Vitória, 2025. Disponível em: https://www.folhavitoria.com.br/educacao/. Acesso em: abril de 2025. Adaptado.)
Considerando o conteúdo e a estrutura composicional, o texto pertence, predominantemente, à tipologia:
Alternativas
Q3437485 Português
O preconceito linguístico disfarçado de elegância nas redes sociais


   É comum que figuras carismáticas e articuladas ganhem destaque ao abordar temas relacionados à língua portuguesa, conquistando milhões de seguidores nas redes sociais. Muitas vezes, essas personalidades são mencionadas em conversas com amigos e familiares, o que me coloca em uma posição desconfortável.

   Afinal, suas abordagens não me representam, e explicar, em poucas palavras, os motivos dessa incompatibilidade pode ser um desafio. Enxergo aqui, portanto, a oportunidade de detalhar as razões pelas quais esse tipo de discurso me causa certa inquietação.

   Sob o manto de uma oratória sofisticada, promovida como um “jeito chique de viver e se comunicar, aliado a um humor ácido e inteligente”, muitas vezes se esconde um discurso impregnado de preconceito linguístico.

   A elegância, quando usada para desqualificar o outro, não é uma virtude; ao contrário, torna-se um instrumento de exclusão. Utilizar o domínio da norma-padrão para menosprezar dialetos marginalizados reforça uma postura segregacionista e violenta.

   Há quem defenda que certos discursos sejam apenas personagens criados para entreter. Mesmo que fosse o caso, o problema permanece.

   Esse tipo de abordagem é abertamente antidemocrático e carrega uma série de preconceitos, refletindo uma caricatura do que há de mais nocivo na educação: arrogância e descompromisso acadêmico, que reforçam estereótipos excludentes.

   Oferecer dicas sobre o português padrão pode ser útil e contribuir para a disseminação do conhecimento da língua monitorada. O problema está na forma como esse conteúdo é apresentado.

   Muitas pessoas desconhecem a sociolinguística e, por isso, acreditam que sua forma de falar seja um “português ruim”. Não percebem as diferenças entre oralidade e escrita, entre formalidade e informalidade ou entre fala espontânea e língua monitorada.

   Para a maioria dos brasileiros, as noções de dialeto ou de variedade linguística não são percebidas como algo concreto. O que existe, como valor cultural profundamente arraigado, é a noção de “erro gramatical” e o estigma de algumas pronúncias regionais.

   A sociolinguística, campo que se consolidou nos anos 1960, estuda a língua em seu contexto social, considerando aspectos funcionais e interacionais.

   A variabilidade linguística é um fenômeno inerente a qualquer língua natural, em qualquer comunidade linguística. A sociolinguística vê essa variabilidade como evidência sincrônica de mudanças linguísticas em andamento ou como reflexo de fatores socioeconômicos que afetam a língua.

   Para o senso comum, no entanto, qualquer variedade que se afaste da morfossintaxe ou do léxico do português padrão é considerada “ruim” e “indesejável”, independentemente do contexto. Muitos veem a língua como um conjunto rígido de “regrinhas de português” e nada mais.

   No entanto, a língua é, antes de tudo, uma instituição social. Falamos português porque fomos colonizados por Portugal. Nos dois primeiros séculos, conviviam a língua tupinambá e o português das elites administrativas e do clero, num bilinguismo instável.

   Dando um salto histórico, foi apenas no final do século XX, em 1996, com a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que a escola se universalizou e o perfil da população estudantil se diversificou.

   Como explica Stella Maris, PhD em Linguística, na obra “Nós cheguemu na escola, e agora?”, recomenda-se que a norma culta seja ensinada nas escolas, mas que, ao mesmo tempo, sejam preservados os conhecimentos sociolinguísticos e os valores culturais que os alunos trazem de seu ambiente social.

   Aprender a norma culta deve significar uma ampliação da competência linguística e comunicativa do aluno, capacitando-o a usar uma variedade ou outra, conforme a situação discursiva.

   Cada enunciado é um ato de identidade, que marca diversas dimensões sociais, como gênero, faixa etária, grupo religioso ou étnico. Considerar alguém inferior pela forma como fala tem nome: preconceito linguístico.

   Mas o mais curioso é: por que tanta gente se interessa por conteúdos que reforçam o preconceito linguístico?

   Paradoxalmente, grande parte do público que consome esse tipo de discurso pertence justamente às camadas sociais cujas formas de falar são mais criticadas. Parece haver um desejo de pertencimento, uma busca por validação através da adesão a padrões ditos “superiores”.

   A questão é que essa postura pedante simplesmente não serve para nós, professores. Como poderíamos ensinar menosprezando, desautorizando e humilhando nossos próprios alunos? Não somos contrários às regras, nem defensores de um “vale- -tudo” linguístico.

   Na verdade, apreciamos ensinar as normas do português padrão e promover uma boa escrita. No entanto, isso é muito diferente de diminuir alguém por sua forma de se expressar. 

   Quando se mistura vaidade com ensino, o resultado é sempre desastroso. Infelizmente, há quem ensine português desconsiderando décadas de estudos acadêmicos, ignorando a história e as desigualdades brasileiras.

   Entendo o fascínio que muitos sentem por quem domina as regras da norma culta. Mas usar esse conhecimento para segregar e reforçar diferenças de classe é, sem dúvida, um dos usos mais nocivos da língua. Humilhar outra pessoa por sua forma de falar, não apenas silencia uma voz, mas também perpetua um ciclo de opressão.


(O’HARA, Larissa. O preconceito linguístico disfarçado de elegância nas redes sociais. Folha Vitória, 2025. Disponível em: https://www.folhavitoria.com.br/educacao/. Acesso em: abril de 2025. Adaptado.)
Considerando as informações contidas no 4º§ e 5º§ do texto, poder-se-ia propor a inserção do seguinte elemento coesivo na introdução do 5º§, sem prejuízo de sentido, como se observa em:
Alternativas
Q3437481 Português
O preconceito linguístico disfarçado de elegância nas redes sociais


   É comum que figuras carismáticas e articuladas ganhem destaque ao abordar temas relacionados à língua portuguesa, conquistando milhões de seguidores nas redes sociais. Muitas vezes, essas personalidades são mencionadas em conversas com amigos e familiares, o que me coloca em uma posição desconfortável.

   Afinal, suas abordagens não me representam, e explicar, em poucas palavras, os motivos dessa incompatibilidade pode ser um desafio. Enxergo aqui, portanto, a oportunidade de detalhar as razões pelas quais esse tipo de discurso me causa certa inquietação.

   Sob o manto de uma oratória sofisticada, promovida como um “jeito chique de viver e se comunicar, aliado a um humor ácido e inteligente”, muitas vezes se esconde um discurso impregnado de preconceito linguístico.

   A elegância, quando usada para desqualificar o outro, não é uma virtude; ao contrário, torna-se um instrumento de exclusão. Utilizar o domínio da norma-padrão para menosprezar dialetos marginalizados reforça uma postura segregacionista e violenta.

   Há quem defenda que certos discursos sejam apenas personagens criados para entreter. Mesmo que fosse o caso, o problema permanece.

   Esse tipo de abordagem é abertamente antidemocrático e carrega uma série de preconceitos, refletindo uma caricatura do que há de mais nocivo na educação: arrogância e descompromisso acadêmico, que reforçam estereótipos excludentes.

   Oferecer dicas sobre o português padrão pode ser útil e contribuir para a disseminação do conhecimento da língua monitorada. O problema está na forma como esse conteúdo é apresentado.

   Muitas pessoas desconhecem a sociolinguística e, por isso, acreditam que sua forma de falar seja um “português ruim”. Não percebem as diferenças entre oralidade e escrita, entre formalidade e informalidade ou entre fala espontânea e língua monitorada.

   Para a maioria dos brasileiros, as noções de dialeto ou de variedade linguística não são percebidas como algo concreto. O que existe, como valor cultural profundamente arraigado, é a noção de “erro gramatical” e o estigma de algumas pronúncias regionais.

   A sociolinguística, campo que se consolidou nos anos 1960, estuda a língua em seu contexto social, considerando aspectos funcionais e interacionais.

   A variabilidade linguística é um fenômeno inerente a qualquer língua natural, em qualquer comunidade linguística. A sociolinguística vê essa variabilidade como evidência sincrônica de mudanças linguísticas em andamento ou como reflexo de fatores socioeconômicos que afetam a língua.

   Para o senso comum, no entanto, qualquer variedade que se afaste da morfossintaxe ou do léxico do português padrão é considerada “ruim” e “indesejável”, independentemente do contexto. Muitos veem a língua como um conjunto rígido de “regrinhas de português” e nada mais.

   No entanto, a língua é, antes de tudo, uma instituição social. Falamos português porque fomos colonizados por Portugal. Nos dois primeiros séculos, conviviam a língua tupinambá e o português das elites administrativas e do clero, num bilinguismo instável.

   Dando um salto histórico, foi apenas no final do século XX, em 1996, com a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que a escola se universalizou e o perfil da população estudantil se diversificou.

   Como explica Stella Maris, PhD em Linguística, na obra “Nós cheguemu na escola, e agora?”, recomenda-se que a norma culta seja ensinada nas escolas, mas que, ao mesmo tempo, sejam preservados os conhecimentos sociolinguísticos e os valores culturais que os alunos trazem de seu ambiente social.

   Aprender a norma culta deve significar uma ampliação da competência linguística e comunicativa do aluno, capacitando-o a usar uma variedade ou outra, conforme a situação discursiva.

   Cada enunciado é um ato de identidade, que marca diversas dimensões sociais, como gênero, faixa etária, grupo religioso ou étnico. Considerar alguém inferior pela forma como fala tem nome: preconceito linguístico.

   Mas o mais curioso é: por que tanta gente se interessa por conteúdos que reforçam o preconceito linguístico?

   Paradoxalmente, grande parte do público que consome esse tipo de discurso pertence justamente às camadas sociais cujas formas de falar são mais criticadas. Parece haver um desejo de pertencimento, uma busca por validação através da adesão a padrões ditos “superiores”.

   A questão é que essa postura pedante simplesmente não serve para nós, professores. Como poderíamos ensinar menosprezando, desautorizando e humilhando nossos próprios alunos? Não somos contrários às regras, nem defensores de um “vale- -tudo” linguístico.

   Na verdade, apreciamos ensinar as normas do português padrão e promover uma boa escrita. No entanto, isso é muito diferente de diminuir alguém por sua forma de se expressar. 

   Quando se mistura vaidade com ensino, o resultado é sempre desastroso. Infelizmente, há quem ensine português desconsiderando décadas de estudos acadêmicos, ignorando a história e as desigualdades brasileiras.

   Entendo o fascínio que muitos sentem por quem domina as regras da norma culta. Mas usar esse conhecimento para segregar e reforçar diferenças de classe é, sem dúvida, um dos usos mais nocivos da língua. Humilhar outra pessoa por sua forma de falar, não apenas silencia uma voz, mas também perpetua um ciclo de opressão.


(O’HARA, Larissa. O preconceito linguístico disfarçado de elegância nas redes sociais. Folha Vitória, 2025. Disponível em: https://www.folhavitoria.com.br/educacao/. Acesso em: abril de 2025. Adaptado.)
Uma das obras da linguista Stella Maris se intitula “Nós cheguemu na escola, e agora?”. Considerando as ideias expostas no texto, é INCORRETO afirmar que o enunciado “Nós cheguemu na escola”:
Alternativas
Q3437480 Português
O preconceito linguístico disfarçado de elegância nas redes sociais


   É comum que figuras carismáticas e articuladas ganhem destaque ao abordar temas relacionados à língua portuguesa, conquistando milhões de seguidores nas redes sociais. Muitas vezes, essas personalidades são mencionadas em conversas com amigos e familiares, o que me coloca em uma posição desconfortável.

   Afinal, suas abordagens não me representam, e explicar, em poucas palavras, os motivos dessa incompatibilidade pode ser um desafio. Enxergo aqui, portanto, a oportunidade de detalhar as razões pelas quais esse tipo de discurso me causa certa inquietação.

   Sob o manto de uma oratória sofisticada, promovida como um “jeito chique de viver e se comunicar, aliado a um humor ácido e inteligente”, muitas vezes se esconde um discurso impregnado de preconceito linguístico.

   A elegância, quando usada para desqualificar o outro, não é uma virtude; ao contrário, torna-se um instrumento de exclusão. Utilizar o domínio da norma-padrão para menosprezar dialetos marginalizados reforça uma postura segregacionista e violenta.

   Há quem defenda que certos discursos sejam apenas personagens criados para entreter. Mesmo que fosse o caso, o problema permanece.

   Esse tipo de abordagem é abertamente antidemocrático e carrega uma série de preconceitos, refletindo uma caricatura do que há de mais nocivo na educação: arrogância e descompromisso acadêmico, que reforçam estereótipos excludentes.

   Oferecer dicas sobre o português padrão pode ser útil e contribuir para a disseminação do conhecimento da língua monitorada. O problema está na forma como esse conteúdo é apresentado.

   Muitas pessoas desconhecem a sociolinguística e, por isso, acreditam que sua forma de falar seja um “português ruim”. Não percebem as diferenças entre oralidade e escrita, entre formalidade e informalidade ou entre fala espontânea e língua monitorada.

   Para a maioria dos brasileiros, as noções de dialeto ou de variedade linguística não são percebidas como algo concreto. O que existe, como valor cultural profundamente arraigado, é a noção de “erro gramatical” e o estigma de algumas pronúncias regionais.

   A sociolinguística, campo que se consolidou nos anos 1960, estuda a língua em seu contexto social, considerando aspectos funcionais e interacionais.

   A variabilidade linguística é um fenômeno inerente a qualquer língua natural, em qualquer comunidade linguística. A sociolinguística vê essa variabilidade como evidência sincrônica de mudanças linguísticas em andamento ou como reflexo de fatores socioeconômicos que afetam a língua.

   Para o senso comum, no entanto, qualquer variedade que se afaste da morfossintaxe ou do léxico do português padrão é considerada “ruim” e “indesejável”, independentemente do contexto. Muitos veem a língua como um conjunto rígido de “regrinhas de português” e nada mais.

   No entanto, a língua é, antes de tudo, uma instituição social. Falamos português porque fomos colonizados por Portugal. Nos dois primeiros séculos, conviviam a língua tupinambá e o português das elites administrativas e do clero, num bilinguismo instável.

   Dando um salto histórico, foi apenas no final do século XX, em 1996, com a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que a escola se universalizou e o perfil da população estudantil se diversificou.

   Como explica Stella Maris, PhD em Linguística, na obra “Nós cheguemu na escola, e agora?”, recomenda-se que a norma culta seja ensinada nas escolas, mas que, ao mesmo tempo, sejam preservados os conhecimentos sociolinguísticos e os valores culturais que os alunos trazem de seu ambiente social.

   Aprender a norma culta deve significar uma ampliação da competência linguística e comunicativa do aluno, capacitando-o a usar uma variedade ou outra, conforme a situação discursiva.

   Cada enunciado é um ato de identidade, que marca diversas dimensões sociais, como gênero, faixa etária, grupo religioso ou étnico. Considerar alguém inferior pela forma como fala tem nome: preconceito linguístico.

   Mas o mais curioso é: por que tanta gente se interessa por conteúdos que reforçam o preconceito linguístico?

   Paradoxalmente, grande parte do público que consome esse tipo de discurso pertence justamente às camadas sociais cujas formas de falar são mais criticadas. Parece haver um desejo de pertencimento, uma busca por validação através da adesão a padrões ditos “superiores”.

   A questão é que essa postura pedante simplesmente não serve para nós, professores. Como poderíamos ensinar menosprezando, desautorizando e humilhando nossos próprios alunos? Não somos contrários às regras, nem defensores de um “vale- -tudo” linguístico.

   Na verdade, apreciamos ensinar as normas do português padrão e promover uma boa escrita. No entanto, isso é muito diferente de diminuir alguém por sua forma de se expressar. 

   Quando se mistura vaidade com ensino, o resultado é sempre desastroso. Infelizmente, há quem ensine português desconsiderando décadas de estudos acadêmicos, ignorando a história e as desigualdades brasileiras.

   Entendo o fascínio que muitos sentem por quem domina as regras da norma culta. Mas usar esse conhecimento para segregar e reforçar diferenças de classe é, sem dúvida, um dos usos mais nocivos da língua. Humilhar outra pessoa por sua forma de falar, não apenas silencia uma voz, mas também perpetua um ciclo de opressão.


(O’HARA, Larissa. O preconceito linguístico disfarçado de elegância nas redes sociais. Folha Vitória, 2025. Disponível em: https://www.folhavitoria.com.br/educacao/. Acesso em: abril de 2025. Adaptado.)
No trecho “Não somos contrários às regras, nem defensores de um ‘vale-tudo’ linguístico.” (20º§), a expressão “vale-tudo linguístico” significa:
Alternativas
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O preconceito linguístico disfarçado de elegância nas redes sociais


   É comum que figuras carismáticas e articuladas ganhem destaque ao abordar temas relacionados à língua portuguesa, conquistando milhões de seguidores nas redes sociais. Muitas vezes, essas personalidades são mencionadas em conversas com amigos e familiares, o que me coloca em uma posição desconfortável.

   Afinal, suas abordagens não me representam, e explicar, em poucas palavras, os motivos dessa incompatibilidade pode ser um desafio. Enxergo aqui, portanto, a oportunidade de detalhar as razões pelas quais esse tipo de discurso me causa certa inquietação.

   Sob o manto de uma oratória sofisticada, promovida como um “jeito chique de viver e se comunicar, aliado a um humor ácido e inteligente”, muitas vezes se esconde um discurso impregnado de preconceito linguístico.

   A elegância, quando usada para desqualificar o outro, não é uma virtude; ao contrário, torna-se um instrumento de exclusão. Utilizar o domínio da norma-padrão para menosprezar dialetos marginalizados reforça uma postura segregacionista e violenta.

   Há quem defenda que certos discursos sejam apenas personagens criados para entreter. Mesmo que fosse o caso, o problema permanece.

   Esse tipo de abordagem é abertamente antidemocrático e carrega uma série de preconceitos, refletindo uma caricatura do que há de mais nocivo na educação: arrogância e descompromisso acadêmico, que reforçam estereótipos excludentes.

   Oferecer dicas sobre o português padrão pode ser útil e contribuir para a disseminação do conhecimento da língua monitorada. O problema está na forma como esse conteúdo é apresentado.

   Muitas pessoas desconhecem a sociolinguística e, por isso, acreditam que sua forma de falar seja um “português ruim”. Não percebem as diferenças entre oralidade e escrita, entre formalidade e informalidade ou entre fala espontânea e língua monitorada.

   Para a maioria dos brasileiros, as noções de dialeto ou de variedade linguística não são percebidas como algo concreto. O que existe, como valor cultural profundamente arraigado, é a noção de “erro gramatical” e o estigma de algumas pronúncias regionais.

   A sociolinguística, campo que se consolidou nos anos 1960, estuda a língua em seu contexto social, considerando aspectos funcionais e interacionais.

   A variabilidade linguística é um fenômeno inerente a qualquer língua natural, em qualquer comunidade linguística. A sociolinguística vê essa variabilidade como evidência sincrônica de mudanças linguísticas em andamento ou como reflexo de fatores socioeconômicos que afetam a língua.

   Para o senso comum, no entanto, qualquer variedade que se afaste da morfossintaxe ou do léxico do português padrão é considerada “ruim” e “indesejável”, independentemente do contexto. Muitos veem a língua como um conjunto rígido de “regrinhas de português” e nada mais.

   No entanto, a língua é, antes de tudo, uma instituição social. Falamos português porque fomos colonizados por Portugal. Nos dois primeiros séculos, conviviam a língua tupinambá e o português das elites administrativas e do clero, num bilinguismo instável.

   Dando um salto histórico, foi apenas no final do século XX, em 1996, com a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que a escola se universalizou e o perfil da população estudantil se diversificou.

   Como explica Stella Maris, PhD em Linguística, na obra “Nós cheguemu na escola, e agora?”, recomenda-se que a norma culta seja ensinada nas escolas, mas que, ao mesmo tempo, sejam preservados os conhecimentos sociolinguísticos e os valores culturais que os alunos trazem de seu ambiente social.

   Aprender a norma culta deve significar uma ampliação da competência linguística e comunicativa do aluno, capacitando-o a usar uma variedade ou outra, conforme a situação discursiva.

   Cada enunciado é um ato de identidade, que marca diversas dimensões sociais, como gênero, faixa etária, grupo religioso ou étnico. Considerar alguém inferior pela forma como fala tem nome: preconceito linguístico.

   Mas o mais curioso é: por que tanta gente se interessa por conteúdos que reforçam o preconceito linguístico?

   Paradoxalmente, grande parte do público que consome esse tipo de discurso pertence justamente às camadas sociais cujas formas de falar são mais criticadas. Parece haver um desejo de pertencimento, uma busca por validação através da adesão a padrões ditos “superiores”.

   A questão é que essa postura pedante simplesmente não serve para nós, professores. Como poderíamos ensinar menosprezando, desautorizando e humilhando nossos próprios alunos? Não somos contrários às regras, nem defensores de um “vale- -tudo” linguístico.

   Na verdade, apreciamos ensinar as normas do português padrão e promover uma boa escrita. No entanto, isso é muito diferente de diminuir alguém por sua forma de se expressar. 

   Quando se mistura vaidade com ensino, o resultado é sempre desastroso. Infelizmente, há quem ensine português desconsiderando décadas de estudos acadêmicos, ignorando a história e as desigualdades brasileiras.

   Entendo o fascínio que muitos sentem por quem domina as regras da norma culta. Mas usar esse conhecimento para segregar e reforçar diferenças de classe é, sem dúvida, um dos usos mais nocivos da língua. Humilhar outra pessoa por sua forma de falar, não apenas silencia uma voz, mas também perpetua um ciclo de opressão.


(O’HARA, Larissa. O preconceito linguístico disfarçado de elegância nas redes sociais. Folha Vitória, 2025. Disponível em: https://www.folhavitoria.com.br/educacao/. Acesso em: abril de 2025. Adaptado.)
Na passagem “Muitos veem a língua como um conjunto rígido de ‘regrinhas de português’ e nada mais.” (12º§), o emprego do sufixo diminutivo em “regrinhas” confere ao conjunto de regras do português um valor:
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Q3437478 Português
O preconceito linguístico disfarçado de elegância nas redes sociais


   É comum que figuras carismáticas e articuladas ganhem destaque ao abordar temas relacionados à língua portuguesa, conquistando milhões de seguidores nas redes sociais. Muitas vezes, essas personalidades são mencionadas em conversas com amigos e familiares, o que me coloca em uma posição desconfortável.

   Afinal, suas abordagens não me representam, e explicar, em poucas palavras, os motivos dessa incompatibilidade pode ser um desafio. Enxergo aqui, portanto, a oportunidade de detalhar as razões pelas quais esse tipo de discurso me causa certa inquietação.

   Sob o manto de uma oratória sofisticada, promovida como um “jeito chique de viver e se comunicar, aliado a um humor ácido e inteligente”, muitas vezes se esconde um discurso impregnado de preconceito linguístico.

   A elegância, quando usada para desqualificar o outro, não é uma virtude; ao contrário, torna-se um instrumento de exclusão. Utilizar o domínio da norma-padrão para menosprezar dialetos marginalizados reforça uma postura segregacionista e violenta.

   Há quem defenda que certos discursos sejam apenas personagens criados para entreter. Mesmo que fosse o caso, o problema permanece.

   Esse tipo de abordagem é abertamente antidemocrático e carrega uma série de preconceitos, refletindo uma caricatura do que há de mais nocivo na educação: arrogância e descompromisso acadêmico, que reforçam estereótipos excludentes.

   Oferecer dicas sobre o português padrão pode ser útil e contribuir para a disseminação do conhecimento da língua monitorada. O problema está na forma como esse conteúdo é apresentado.

   Muitas pessoas desconhecem a sociolinguística e, por isso, acreditam que sua forma de falar seja um “português ruim”. Não percebem as diferenças entre oralidade e escrita, entre formalidade e informalidade ou entre fala espontânea e língua monitorada.

   Para a maioria dos brasileiros, as noções de dialeto ou de variedade linguística não são percebidas como algo concreto. O que existe, como valor cultural profundamente arraigado, é a noção de “erro gramatical” e o estigma de algumas pronúncias regionais.

   A sociolinguística, campo que se consolidou nos anos 1960, estuda a língua em seu contexto social, considerando aspectos funcionais e interacionais.

   A variabilidade linguística é um fenômeno inerente a qualquer língua natural, em qualquer comunidade linguística. A sociolinguística vê essa variabilidade como evidência sincrônica de mudanças linguísticas em andamento ou como reflexo de fatores socioeconômicos que afetam a língua.

   Para o senso comum, no entanto, qualquer variedade que se afaste da morfossintaxe ou do léxico do português padrão é considerada “ruim” e “indesejável”, independentemente do contexto. Muitos veem a língua como um conjunto rígido de “regrinhas de português” e nada mais.

   No entanto, a língua é, antes de tudo, uma instituição social. Falamos português porque fomos colonizados por Portugal. Nos dois primeiros séculos, conviviam a língua tupinambá e o português das elites administrativas e do clero, num bilinguismo instável.

   Dando um salto histórico, foi apenas no final do século XX, em 1996, com a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que a escola se universalizou e o perfil da população estudantil se diversificou.

   Como explica Stella Maris, PhD em Linguística, na obra “Nós cheguemu na escola, e agora?”, recomenda-se que a norma culta seja ensinada nas escolas, mas que, ao mesmo tempo, sejam preservados os conhecimentos sociolinguísticos e os valores culturais que os alunos trazem de seu ambiente social.

   Aprender a norma culta deve significar uma ampliação da competência linguística e comunicativa do aluno, capacitando-o a usar uma variedade ou outra, conforme a situação discursiva.

   Cada enunciado é um ato de identidade, que marca diversas dimensões sociais, como gênero, faixa etária, grupo religioso ou étnico. Considerar alguém inferior pela forma como fala tem nome: preconceito linguístico.

   Mas o mais curioso é: por que tanta gente se interessa por conteúdos que reforçam o preconceito linguístico?

   Paradoxalmente, grande parte do público que consome esse tipo de discurso pertence justamente às camadas sociais cujas formas de falar são mais criticadas. Parece haver um desejo de pertencimento, uma busca por validação através da adesão a padrões ditos “superiores”.

   A questão é que essa postura pedante simplesmente não serve para nós, professores. Como poderíamos ensinar menosprezando, desautorizando e humilhando nossos próprios alunos? Não somos contrários às regras, nem defensores de um “vale- -tudo” linguístico.

   Na verdade, apreciamos ensinar as normas do português padrão e promover uma boa escrita. No entanto, isso é muito diferente de diminuir alguém por sua forma de se expressar. 

   Quando se mistura vaidade com ensino, o resultado é sempre desastroso. Infelizmente, há quem ensine português desconsiderando décadas de estudos acadêmicos, ignorando a história e as desigualdades brasileiras.

   Entendo o fascínio que muitos sentem por quem domina as regras da norma culta. Mas usar esse conhecimento para segregar e reforçar diferenças de classe é, sem dúvida, um dos usos mais nocivos da língua. Humilhar outra pessoa por sua forma de falar, não apenas silencia uma voz, mas também perpetua um ciclo de opressão.


(O’HARA, Larissa. O preconceito linguístico disfarçado de elegância nas redes sociais. Folha Vitória, 2025. Disponível em: https://www.folhavitoria.com.br/educacao/. Acesso em: abril de 2025. Adaptado.)
Assinale a passagem do texto cujas ideias endossam o fenômeno conhecido como preconceito linguístico.
Alternativas
Q3437477 Português
O preconceito linguístico disfarçado de elegância nas redes sociais


   É comum que figuras carismáticas e articuladas ganhem destaque ao abordar temas relacionados à língua portuguesa, conquistando milhões de seguidores nas redes sociais. Muitas vezes, essas personalidades são mencionadas em conversas com amigos e familiares, o que me coloca em uma posição desconfortável.

   Afinal, suas abordagens não me representam, e explicar, em poucas palavras, os motivos dessa incompatibilidade pode ser um desafio. Enxergo aqui, portanto, a oportunidade de detalhar as razões pelas quais esse tipo de discurso me causa certa inquietação.

   Sob o manto de uma oratória sofisticada, promovida como um “jeito chique de viver e se comunicar, aliado a um humor ácido e inteligente”, muitas vezes se esconde um discurso impregnado de preconceito linguístico.

   A elegância, quando usada para desqualificar o outro, não é uma virtude; ao contrário, torna-se um instrumento de exclusão. Utilizar o domínio da norma-padrão para menosprezar dialetos marginalizados reforça uma postura segregacionista e violenta.

   Há quem defenda que certos discursos sejam apenas personagens criados para entreter. Mesmo que fosse o caso, o problema permanece.

   Esse tipo de abordagem é abertamente antidemocrático e carrega uma série de preconceitos, refletindo uma caricatura do que há de mais nocivo na educação: arrogância e descompromisso acadêmico, que reforçam estereótipos excludentes.

   Oferecer dicas sobre o português padrão pode ser útil e contribuir para a disseminação do conhecimento da língua monitorada. O problema está na forma como esse conteúdo é apresentado.

   Muitas pessoas desconhecem a sociolinguística e, por isso, acreditam que sua forma de falar seja um “português ruim”. Não percebem as diferenças entre oralidade e escrita, entre formalidade e informalidade ou entre fala espontânea e língua monitorada.

   Para a maioria dos brasileiros, as noções de dialeto ou de variedade linguística não são percebidas como algo concreto. O que existe, como valor cultural profundamente arraigado, é a noção de “erro gramatical” e o estigma de algumas pronúncias regionais.

   A sociolinguística, campo que se consolidou nos anos 1960, estuda a língua em seu contexto social, considerando aspectos funcionais e interacionais.

   A variabilidade linguística é um fenômeno inerente a qualquer língua natural, em qualquer comunidade linguística. A sociolinguística vê essa variabilidade como evidência sincrônica de mudanças linguísticas em andamento ou como reflexo de fatores socioeconômicos que afetam a língua.

   Para o senso comum, no entanto, qualquer variedade que se afaste da morfossintaxe ou do léxico do português padrão é considerada “ruim” e “indesejável”, independentemente do contexto. Muitos veem a língua como um conjunto rígido de “regrinhas de português” e nada mais.

   No entanto, a língua é, antes de tudo, uma instituição social. Falamos português porque fomos colonizados por Portugal. Nos dois primeiros séculos, conviviam a língua tupinambá e o português das elites administrativas e do clero, num bilinguismo instável.

   Dando um salto histórico, foi apenas no final do século XX, em 1996, com a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que a escola se universalizou e o perfil da população estudantil se diversificou.

   Como explica Stella Maris, PhD em Linguística, na obra “Nós cheguemu na escola, e agora?”, recomenda-se que a norma culta seja ensinada nas escolas, mas que, ao mesmo tempo, sejam preservados os conhecimentos sociolinguísticos e os valores culturais que os alunos trazem de seu ambiente social.

   Aprender a norma culta deve significar uma ampliação da competência linguística e comunicativa do aluno, capacitando-o a usar uma variedade ou outra, conforme a situação discursiva.

   Cada enunciado é um ato de identidade, que marca diversas dimensões sociais, como gênero, faixa etária, grupo religioso ou étnico. Considerar alguém inferior pela forma como fala tem nome: preconceito linguístico.

   Mas o mais curioso é: por que tanta gente se interessa por conteúdos que reforçam o preconceito linguístico?

   Paradoxalmente, grande parte do público que consome esse tipo de discurso pertence justamente às camadas sociais cujas formas de falar são mais criticadas. Parece haver um desejo de pertencimento, uma busca por validação através da adesão a padrões ditos “superiores”.

   A questão é que essa postura pedante simplesmente não serve para nós, professores. Como poderíamos ensinar menosprezando, desautorizando e humilhando nossos próprios alunos? Não somos contrários às regras, nem defensores de um “vale- -tudo” linguístico.

   Na verdade, apreciamos ensinar as normas do português padrão e promover uma boa escrita. No entanto, isso é muito diferente de diminuir alguém por sua forma de se expressar. 

   Quando se mistura vaidade com ensino, o resultado é sempre desastroso. Infelizmente, há quem ensine português desconsiderando décadas de estudos acadêmicos, ignorando a história e as desigualdades brasileiras.

   Entendo o fascínio que muitos sentem por quem domina as regras da norma culta. Mas usar esse conhecimento para segregar e reforçar diferenças de classe é, sem dúvida, um dos usos mais nocivos da língua. Humilhar outra pessoa por sua forma de falar, não apenas silencia uma voz, mas também perpetua um ciclo de opressão.


(O’HARA, Larissa. O preconceito linguístico disfarçado de elegância nas redes sociais. Folha Vitória, 2025. Disponível em: https://www.folhavitoria.com.br/educacao/. Acesso em: abril de 2025. Adaptado.)
De acordo com o texto, a articulista afirma que:
Alternativas
Q3437203 Português
    O atual modelo de estrutura previdenciária brasileira teve sua origem no fim do século XIX. Quando o chanceler alemão, Otto Von Bismarck, sob a necessidade de gerar um aumento na produtividade no país e ao mesmo tempo sofrendo pressão da classe trabalhadora por uma maior política de seguridade, ordenou a criação de um programa de seguridade social para que os trabalhadores com mais de 70 anos se retirassem de suas funções e fossem substituídos por trabalhadores mais jovens. Os trabalhadores retirados de suas funções, para que pudessem ter renda, receberiam uma pensão do estado como gratificação pelos serviços prestados(Felix, 2012).

    O modelo alemão, no entanto, não foi aceito pelos países de imediato. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, houve uma maior atenção direcionada aos idosos e pessoas que possuíam invalidez. Mesmo havendo características únicas em cada país, o modelo predominante nos países desenvolvidos era o de uma contribuição do trabalhador para um fundo de previdência durante sua carreira trabalhista para que na terceira idade o próprio trabalhador recebesse a bonificação vitalícia (Ferreira, 2007).

    Atualmente, destacam-se dois modelos de regimes previdenciários. No sistema de repartição existe o chamado princípio de solidariedade. Nesse modelo, a classe trabalhadora ativa contribui para os beneficiados que estão atualmente aposentados na esperança de que, quando estiver com mais idade, obterá o mesmo benefício de aposentadoria. Já no modelo de Capitalização, o trabalhador acumula recursos para sua própria aposentadoria (Rocha, 2008). [...]

   O modelo de repartição é amplamente utilizado em previdências públicas pelo mundo e principalmente nas últimas décadas vem sofrendo mudanças constantemente para se adequar aos novos conformes demográficos (Najberg e Ikeda, 1999). [...]

   Segundo a Constituição Federal de 1988, cap. II, art. 201, p. 120, “a previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial [...]” (Brasil, 1988). Em 1900, o Brasil possuía uma expectativa de vida de apenas 30 anos. Enquanto em 2000 a expectativa era de 73 anos. Significando que em 100 anos o tempo médio de vida mais que dobrou no país e ainda não se atingiu a fase final do processo de transição demográfica (Alves, 2014). [...]

(DANTAS, Fabiano da Costa et al. Estrutura e Sustentabilidade do Sistema Previdenciário Brasileiro: uma avaliação sistemática a partir da transição demográfica. Revista Brasileira de Previdência, [S.l.], v. 16, n. 1, p. 74-101, fev. 2025. Fragmento.)
De acordo com as informações e ideias apresentadas no texto, assim como sua estrutura quanto ao gênero textual, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3437202 Português
    O atual modelo de estrutura previdenciária brasileira teve sua origem no fim do século XIX. Quando o chanceler alemão, Otto Von Bismarck, sob a necessidade de gerar um aumento na produtividade no país e ao mesmo tempo sofrendo pressão da classe trabalhadora por uma maior política de seguridade, ordenou a criação de um programa de seguridade social para que os trabalhadores com mais de 70 anos se retirassem de suas funções e fossem substituídos por trabalhadores mais jovens. Os trabalhadores retirados de suas funções, para que pudessem ter renda, receberiam uma pensão do estado como gratificação pelos serviços prestados(Felix, 2012).

    O modelo alemão, no entanto, não foi aceito pelos países de imediato. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, houve uma maior atenção direcionada aos idosos e pessoas que possuíam invalidez. Mesmo havendo características únicas em cada país, o modelo predominante nos países desenvolvidos era o de uma contribuição do trabalhador para um fundo de previdência durante sua carreira trabalhista para que na terceira idade o próprio trabalhador recebesse a bonificação vitalícia (Ferreira, 2007).

    Atualmente, destacam-se dois modelos de regimes previdenciários. No sistema de repartição existe o chamado princípio de solidariedade. Nesse modelo, a classe trabalhadora ativa contribui para os beneficiados que estão atualmente aposentados na esperança de que, quando estiver com mais idade, obterá o mesmo benefício de aposentadoria. Já no modelo de Capitalização, o trabalhador acumula recursos para sua própria aposentadoria (Rocha, 2008). [...]

   O modelo de repartição é amplamente utilizado em previdências públicas pelo mundo e principalmente nas últimas décadas vem sofrendo mudanças constantemente para se adequar aos novos conformes demográficos (Najberg e Ikeda, 1999). [...]

   Segundo a Constituição Federal de 1988, cap. II, art. 201, p. 120, “a previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial [...]” (Brasil, 1988). Em 1900, o Brasil possuía uma expectativa de vida de apenas 30 anos. Enquanto em 2000 a expectativa era de 73 anos. Significando que em 100 anos o tempo médio de vida mais que dobrou no país e ainda não se atingiu a fase final do processo de transição demográfica (Alves, 2014). [...]

(DANTAS, Fabiano da Costa et al. Estrutura e Sustentabilidade do Sistema Previdenciário Brasileiro: uma avaliação sistemática a partir da transição demográfica. Revista Brasileira de Previdência, [S.l.], v. 16, n. 1, p. 74-101, fev. 2025. Fragmento.)
Pode-se afirmar que o texto tem como principal objetivo comunicativo:
Alternativas
Q3437199 Português
    O atual modelo de estrutura previdenciária brasileira teve sua origem no fim do século XIX. Quando o chanceler alemão, Otto Von Bismarck, sob a necessidade de gerar um aumento na produtividade no país e ao mesmo tempo sofrendo pressão da classe trabalhadora por uma maior política de seguridade, ordenou a criação de um programa de seguridade social para que os trabalhadores com mais de 70 anos se retirassem de suas funções e fossem substituídos por trabalhadores mais jovens. Os trabalhadores retirados de suas funções, para que pudessem ter renda, receberiam uma pensão do estado como gratificação pelos serviços prestados(Felix, 2012).

    O modelo alemão, no entanto, não foi aceito pelos países de imediato. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, houve uma maior atenção direcionada aos idosos e pessoas que possuíam invalidez. Mesmo havendo características únicas em cada país, o modelo predominante nos países desenvolvidos era o de uma contribuição do trabalhador para um fundo de previdência durante sua carreira trabalhista para que na terceira idade o próprio trabalhador recebesse a bonificação vitalícia (Ferreira, 2007).

    Atualmente, destacam-se dois modelos de regimes previdenciários. No sistema de repartição existe o chamado princípio de solidariedade. Nesse modelo, a classe trabalhadora ativa contribui para os beneficiados que estão atualmente aposentados na esperança de que, quando estiver com mais idade, obterá o mesmo benefício de aposentadoria. Já no modelo de Capitalização, o trabalhador acumula recursos para sua própria aposentadoria (Rocha, 2008). [...]

   O modelo de repartição é amplamente utilizado em previdências públicas pelo mundo e principalmente nas últimas décadas vem sofrendo mudanças constantemente para se adequar aos novos conformes demográficos (Najberg e Ikeda, 1999). [...]

   Segundo a Constituição Federal de 1988, cap. II, art. 201, p. 120, “a previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial [...]” (Brasil, 1988). Em 1900, o Brasil possuía uma expectativa de vida de apenas 30 anos. Enquanto em 2000 a expectativa era de 73 anos. Significando que em 100 anos o tempo médio de vida mais que dobrou no país e ainda não se atingiu a fase final do processo de transição demográfica (Alves, 2014). [...]

(DANTAS, Fabiano da Costa et al. Estrutura e Sustentabilidade do Sistema Previdenciário Brasileiro: uma avaliação sistemática a partir da transição demográfica. Revista Brasileira de Previdência, [S.l.], v. 16, n. 1, p. 74-101, fev. 2025. Fragmento.)
De acordo com as informações e ideias apresentadas no texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3437197 Português
    O atual modelo de estrutura previdenciária brasileira teve sua origem no fim do século XIX. Quando o chanceler alemão, Otto Von Bismarck, sob a necessidade de gerar um aumento na produtividade no país e ao mesmo tempo sofrendo pressão da classe trabalhadora por uma maior política de seguridade, ordenou a criação de um programa de seguridade social para que os trabalhadores com mais de 70 anos se retirassem de suas funções e fossem substituídos por trabalhadores mais jovens. Os trabalhadores retirados de suas funções, para que pudessem ter renda, receberiam uma pensão do estado como gratificação pelos serviços prestados(Felix, 2012).

    O modelo alemão, no entanto, não foi aceito pelos países de imediato. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, houve uma maior atenção direcionada aos idosos e pessoas que possuíam invalidez. Mesmo havendo características únicas em cada país, o modelo predominante nos países desenvolvidos era o de uma contribuição do trabalhador para um fundo de previdência durante sua carreira trabalhista para que na terceira idade o próprio trabalhador recebesse a bonificação vitalícia (Ferreira, 2007).

    Atualmente, destacam-se dois modelos de regimes previdenciários. No sistema de repartição existe o chamado princípio de solidariedade. Nesse modelo, a classe trabalhadora ativa contribui para os beneficiados que estão atualmente aposentados na esperança de que, quando estiver com mais idade, obterá o mesmo benefício de aposentadoria. Já no modelo de Capitalização, o trabalhador acumula recursos para sua própria aposentadoria (Rocha, 2008). [...]

   O modelo de repartição é amplamente utilizado em previdências públicas pelo mundo e principalmente nas últimas décadas vem sofrendo mudanças constantemente para se adequar aos novos conformes demográficos (Najberg e Ikeda, 1999). [...]

   Segundo a Constituição Federal de 1988, cap. II, art. 201, p. 120, “a previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial [...]” (Brasil, 1988). Em 1900, o Brasil possuía uma expectativa de vida de apenas 30 anos. Enquanto em 2000 a expectativa era de 73 anos. Significando que em 100 anos o tempo médio de vida mais que dobrou no país e ainda não se atingiu a fase final do processo de transição demográfica (Alves, 2014). [...]

(DANTAS, Fabiano da Costa et al. Estrutura e Sustentabilidade do Sistema Previdenciário Brasileiro: uma avaliação sistemática a partir da transição demográfica. Revista Brasileira de Previdência, [S.l.], v. 16, n. 1, p. 74-101, fev. 2025. Fragmento.)
A respeito da expressão “no entanto”, utilizada no 2º§, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3436230 Português

Ligia Cademartori, no livro denominado "O que é Literatura Infantil", (2010), assinala:



( ) Nos últimos anos do século XX, a noção da importância da Literatura Infantil na formação de pequenos leitores consolidou-se, integrando a pauta das políticas públicas de educação e cultura.


( ) Para quem não valoriza a dimensão existencial da leitura literária, no entanto, promover, intermediar, comentar a Literatura Infantil não é modo de oferecer aos pequenos um tipo de informação e de recorte do mundo distintos daqueles que consomem diariamente.


( ) No final do século XX, a Literatura Infantil passou pelo que se pode chamar de internacionalização do gênero, resultado da globalização dos mercados. Um livro infantil, uma vez comprovada sua aceitação pelo público de um país influente, é logo distribuído para crianças dos demais países e rapidamente se torna sucesso global.



De acordo com a referida autora, atribua (C) para certo e (E) para errado, depois assinale a alternativa com a sequência correta. 




Alternativas
Q3435928 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Texto:

        A coerência e a coesão são elementos fundamentais para a construção de um texto bem estruturado e compreensível. A coerência textual garante a lógica e a unidade de sentido, permitindo que as ideias se relacionem de maneira clara e sem contradições. Já a coesão textual refere-se aos mecanismos linguísticos que asseguram a conexão entre as partes do texto, como pronomes, conjunções, advérbios, sinônimos e expressões referenciais.

        A coerência é essencial para a construção de qualquer discurso, pois possibilita que o leitor acompanhe o desenvolvimento do raciocínio sem dificuldades, tornando a mensagem compreensível e eficaz. Além de organizar as ideias, ela estabelece um fluxo lógico que guia o leitor ao longo do texto. Um texto coerente apresenta estrutura clara, com uma introdução que expõe o tema, um desenvolvimento que aprofunda as ideias principais e uma conclusão que sintetiza os pontos abordados.

        Por sua vez, a coesão contribui para a fluidez da leitura, evitando repetições desnecessárias e garantindo a ligação adequada entre os elementos do texto. Conectivos como “portanto”, “porque” e “além disso” estabelecem relações lógicas entre as orações, enquanto pronomes retomam termos já mencionados, facilitando a clareza e a economia linguística. A escolha criteriosa dos conectivos e a variação lexical são essenciais para manter o interesse do leitor e evitar a monotonia.

        Quando a coerência e a coesão não são observadas, o texto se torna confuso e fragmentado. A falta de coerência pode gerar contradições e lacunas que comprometem a compreensão da mensagem, como quando há mudanças abruptas de assunto sem explicação. Já a ausência de coesão faz com que as frases fiquem desconectadas, dificultando a articulação das ideias. Além disso, o mau uso dos recursos coesivos pode provocar ambiguidades e prolixidade, prejudicando a clareza textual. O uso excessivo de pronomes, por exemplo, pode tornar a referência a determinados termos pouco evidente, confundindo o leitor. Para garantir a eficácia da comunicação escrita, é essencial equilibrar coerência e coesão. A coesão assegura a ligação entre as partes do texto, enquanto a coerência mantém a lógica e a unidade de sentido. Juntas, essas características demonstram domínio da norma culta e organização das ideias, tornando o discurso mais claro, preciso e eficiente.

        Algumas estratégias podem ajudar a aprimorar esses aspectos. Planejar previamente a estrutura do texto permite organizar as ideias de forma coesa e coerente. O uso adequado de conectivos contribui para a clareza das relações entre os argumentos. Revisar o texto após a escrita ajuda a identificar falhas que possam comprometer sua compreensão. Ler o texto em voz alta é uma técnica eficaz para perceber problemas de fluidez e conexão. Além disso, buscar feedback de outras pessoas pode fornecer uma visão externa sobre a clareza e a estrutura do conteúdo.

        Outro fator essencial para a produção de um bom texto é o domínio dos recursos gramaticais. O conhecimento das regras de concordância, regência, pontuação e ortografia, por exemplo, evita equívocos que podem comprometer a compreensão da mensagem.

        Mesmo que um texto seja bem estruturado e apresente coesão e coerência, erros gramaticais podem enfraquecê-lo, tornando a leitura truncada e prejudicando sua credibilidade. Assim, aliar competência gramatical à organização das ideias garante um texto claro, preciso e eficaz.

        Dominar a coerência, a coesão e os recursos gramaticais é essencial para a produção de textos bem articulados e eficazes. Esses elementos asseguram clareza e organização às ideias, tornando a comunicação escrita mais precisa, fluida e impactante.

(Teoria do texto - fragmento - publicado por ISEM - turma ENEM)
No contexto do texto, o termo que melhor substitui “prolixidade”, sem alterar o sentido, é
Alternativas
Q3435922 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Texto:

        A coerência e a coesão são elementos fundamentais para a construção de um texto bem estruturado e compreensível. A coerência textual garante a lógica e a unidade de sentido, permitindo que as ideias se relacionem de maneira clara e sem contradições. Já a coesão textual refere-se aos mecanismos linguísticos que asseguram a conexão entre as partes do texto, como pronomes, conjunções, advérbios, sinônimos e expressões referenciais.

        A coerência é essencial para a construção de qualquer discurso, pois possibilita que o leitor acompanhe o desenvolvimento do raciocínio sem dificuldades, tornando a mensagem compreensível e eficaz. Além de organizar as ideias, ela estabelece um fluxo lógico que guia o leitor ao longo do texto. Um texto coerente apresenta estrutura clara, com uma introdução que expõe o tema, um desenvolvimento que aprofunda as ideias principais e uma conclusão que sintetiza os pontos abordados.

        Por sua vez, a coesão contribui para a fluidez da leitura, evitando repetições desnecessárias e garantindo a ligação adequada entre os elementos do texto. Conectivos como “portanto”, “porque” e “além disso” estabelecem relações lógicas entre as orações, enquanto pronomes retomam termos já mencionados, facilitando a clareza e a economia linguística. A escolha criteriosa dos conectivos e a variação lexical são essenciais para manter o interesse do leitor e evitar a monotonia.

        Quando a coerência e a coesão não são observadas, o texto se torna confuso e fragmentado. A falta de coerência pode gerar contradições e lacunas que comprometem a compreensão da mensagem, como quando há mudanças abruptas de assunto sem explicação. Já a ausência de coesão faz com que as frases fiquem desconectadas, dificultando a articulação das ideias. Além disso, o mau uso dos recursos coesivos pode provocar ambiguidades e prolixidade, prejudicando a clareza textual. O uso excessivo de pronomes, por exemplo, pode tornar a referência a determinados termos pouco evidente, confundindo o leitor. Para garantir a eficácia da comunicação escrita, é essencial equilibrar coerência e coesão. A coesão assegura a ligação entre as partes do texto, enquanto a coerência mantém a lógica e a unidade de sentido. Juntas, essas características demonstram domínio da norma culta e organização das ideias, tornando o discurso mais claro, preciso e eficiente.

        Algumas estratégias podem ajudar a aprimorar esses aspectos. Planejar previamente a estrutura do texto permite organizar as ideias de forma coesa e coerente. O uso adequado de conectivos contribui para a clareza das relações entre os argumentos. Revisar o texto após a escrita ajuda a identificar falhas que possam comprometer sua compreensão. Ler o texto em voz alta é uma técnica eficaz para perceber problemas de fluidez e conexão. Além disso, buscar feedback de outras pessoas pode fornecer uma visão externa sobre a clareza e a estrutura do conteúdo.

        Outro fator essencial para a produção de um bom texto é o domínio dos recursos gramaticais. O conhecimento das regras de concordância, regência, pontuação e ortografia, por exemplo, evita equívocos que podem comprometer a compreensão da mensagem.

        Mesmo que um texto seja bem estruturado e apresente coesão e coerência, erros gramaticais podem enfraquecê-lo, tornando a leitura truncada e prejudicando sua credibilidade. Assim, aliar competência gramatical à organização das ideias garante um texto claro, preciso e eficaz.

        Dominar a coerência, a coesão e os recursos gramaticais é essencial para a produção de textos bem articulados e eficazes. Esses elementos asseguram clareza e organização às ideias, tornando a comunicação escrita mais precisa, fluida e impactante.

(Teoria do texto - fragmento - publicado por ISEM - turma ENEM)
“Além de organizar as ideias, ela estabelece um fluxo lógico que guia o leitor ao longo do texto”.
Sabemos que a coesão textual referencial é um recurso amplamente utilizado quando escrevemos; no fragmento acima, podemos destacar como exemplo:
Alternativas
Q3435919 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Texto:

        A coerência e a coesão são elementos fundamentais para a construção de um texto bem estruturado e compreensível. A coerência textual garante a lógica e a unidade de sentido, permitindo que as ideias se relacionem de maneira clara e sem contradições. Já a coesão textual refere-se aos mecanismos linguísticos que asseguram a conexão entre as partes do texto, como pronomes, conjunções, advérbios, sinônimos e expressões referenciais.

        A coerência é essencial para a construção de qualquer discurso, pois possibilita que o leitor acompanhe o desenvolvimento do raciocínio sem dificuldades, tornando a mensagem compreensível e eficaz. Além de organizar as ideias, ela estabelece um fluxo lógico que guia o leitor ao longo do texto. Um texto coerente apresenta estrutura clara, com uma introdução que expõe o tema, um desenvolvimento que aprofunda as ideias principais e uma conclusão que sintetiza os pontos abordados.

        Por sua vez, a coesão contribui para a fluidez da leitura, evitando repetições desnecessárias e garantindo a ligação adequada entre os elementos do texto. Conectivos como “portanto”, “porque” e “além disso” estabelecem relações lógicas entre as orações, enquanto pronomes retomam termos já mencionados, facilitando a clareza e a economia linguística. A escolha criteriosa dos conectivos e a variação lexical são essenciais para manter o interesse do leitor e evitar a monotonia.

        Quando a coerência e a coesão não são observadas, o texto se torna confuso e fragmentado. A falta de coerência pode gerar contradições e lacunas que comprometem a compreensão da mensagem, como quando há mudanças abruptas de assunto sem explicação. Já a ausência de coesão faz com que as frases fiquem desconectadas, dificultando a articulação das ideias. Além disso, o mau uso dos recursos coesivos pode provocar ambiguidades e prolixidade, prejudicando a clareza textual. O uso excessivo de pronomes, por exemplo, pode tornar a referência a determinados termos pouco evidente, confundindo o leitor. Para garantir a eficácia da comunicação escrita, é essencial equilibrar coerência e coesão. A coesão assegura a ligação entre as partes do texto, enquanto a coerência mantém a lógica e a unidade de sentido. Juntas, essas características demonstram domínio da norma culta e organização das ideias, tornando o discurso mais claro, preciso e eficiente.

        Algumas estratégias podem ajudar a aprimorar esses aspectos. Planejar previamente a estrutura do texto permite organizar as ideias de forma coesa e coerente. O uso adequado de conectivos contribui para a clareza das relações entre os argumentos. Revisar o texto após a escrita ajuda a identificar falhas que possam comprometer sua compreensão. Ler o texto em voz alta é uma técnica eficaz para perceber problemas de fluidez e conexão. Além disso, buscar feedback de outras pessoas pode fornecer uma visão externa sobre a clareza e a estrutura do conteúdo.

        Outro fator essencial para a produção de um bom texto é o domínio dos recursos gramaticais. O conhecimento das regras de concordância, regência, pontuação e ortografia, por exemplo, evita equívocos que podem comprometer a compreensão da mensagem.

        Mesmo que um texto seja bem estruturado e apresente coesão e coerência, erros gramaticais podem enfraquecê-lo, tornando a leitura truncada e prejudicando sua credibilidade. Assim, aliar competência gramatical à organização das ideias garante um texto claro, preciso e eficaz.

        Dominar a coerência, a coesão e os recursos gramaticais é essencial para a produção de textos bem articulados e eficazes. Esses elementos asseguram clareza e organização às ideias, tornando a comunicação escrita mais precisa, fluida e impactante.

(Teoria do texto - fragmento - publicado por ISEM - turma ENEM)
"João disse a Pedro que ele deveria avisá-lo quando ele chegasse, porque ele queria falar com ele sobre um assunto importante." (texto hipotético)
Abaixo, destacamos algumas afirmações contidas no texto proposto. Assinale aquela cuja explicação refere-se diretamente ao “texto hipotético”. 
Alternativas
Q3435918 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Texto:

        A coerência e a coesão são elementos fundamentais para a construção de um texto bem estruturado e compreensível. A coerência textual garante a lógica e a unidade de sentido, permitindo que as ideias se relacionem de maneira clara e sem contradições. Já a coesão textual refere-se aos mecanismos linguísticos que asseguram a conexão entre as partes do texto, como pronomes, conjunções, advérbios, sinônimos e expressões referenciais.

        A coerência é essencial para a construção de qualquer discurso, pois possibilita que o leitor acompanhe o desenvolvimento do raciocínio sem dificuldades, tornando a mensagem compreensível e eficaz. Além de organizar as ideias, ela estabelece um fluxo lógico que guia o leitor ao longo do texto. Um texto coerente apresenta estrutura clara, com uma introdução que expõe o tema, um desenvolvimento que aprofunda as ideias principais e uma conclusão que sintetiza os pontos abordados.

        Por sua vez, a coesão contribui para a fluidez da leitura, evitando repetições desnecessárias e garantindo a ligação adequada entre os elementos do texto. Conectivos como “portanto”, “porque” e “além disso” estabelecem relações lógicas entre as orações, enquanto pronomes retomam termos já mencionados, facilitando a clareza e a economia linguística. A escolha criteriosa dos conectivos e a variação lexical são essenciais para manter o interesse do leitor e evitar a monotonia.

        Quando a coerência e a coesão não são observadas, o texto se torna confuso e fragmentado. A falta de coerência pode gerar contradições e lacunas que comprometem a compreensão da mensagem, como quando há mudanças abruptas de assunto sem explicação. Já a ausência de coesão faz com que as frases fiquem desconectadas, dificultando a articulação das ideias. Além disso, o mau uso dos recursos coesivos pode provocar ambiguidades e prolixidade, prejudicando a clareza textual. O uso excessivo de pronomes, por exemplo, pode tornar a referência a determinados termos pouco evidente, confundindo o leitor. Para garantir a eficácia da comunicação escrita, é essencial equilibrar coerência e coesão. A coesão assegura a ligação entre as partes do texto, enquanto a coerência mantém a lógica e a unidade de sentido. Juntas, essas características demonstram domínio da norma culta e organização das ideias, tornando o discurso mais claro, preciso e eficiente.

        Algumas estratégias podem ajudar a aprimorar esses aspectos. Planejar previamente a estrutura do texto permite organizar as ideias de forma coesa e coerente. O uso adequado de conectivos contribui para a clareza das relações entre os argumentos. Revisar o texto após a escrita ajuda a identificar falhas que possam comprometer sua compreensão. Ler o texto em voz alta é uma técnica eficaz para perceber problemas de fluidez e conexão. Além disso, buscar feedback de outras pessoas pode fornecer uma visão externa sobre a clareza e a estrutura do conteúdo.

        Outro fator essencial para a produção de um bom texto é o domínio dos recursos gramaticais. O conhecimento das regras de concordância, regência, pontuação e ortografia, por exemplo, evita equívocos que podem comprometer a compreensão da mensagem.

        Mesmo que um texto seja bem estruturado e apresente coesão e coerência, erros gramaticais podem enfraquecê-lo, tornando a leitura truncada e prejudicando sua credibilidade. Assim, aliar competência gramatical à organização das ideias garante um texto claro, preciso e eficaz.

        Dominar a coerência, a coesão e os recursos gramaticais é essencial para a produção de textos bem articulados e eficazes. Esses elementos asseguram clareza e organização às ideias, tornando a comunicação escrita mais precisa, fluida e impactante.

(Teoria do texto - fragmento - publicado por ISEM - turma ENEM)
Tendo o texto proposto como base, assinale a única opção que NÃO apresenta inconsistência argumentativa.
Alternativas
Q3435917 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Texto:

        A coerência e a coesão são elementos fundamentais para a construção de um texto bem estruturado e compreensível. A coerência textual garante a lógica e a unidade de sentido, permitindo que as ideias se relacionem de maneira clara e sem contradições. Já a coesão textual refere-se aos mecanismos linguísticos que asseguram a conexão entre as partes do texto, como pronomes, conjunções, advérbios, sinônimos e expressões referenciais.

        A coerência é essencial para a construção de qualquer discurso, pois possibilita que o leitor acompanhe o desenvolvimento do raciocínio sem dificuldades, tornando a mensagem compreensível e eficaz. Além de organizar as ideias, ela estabelece um fluxo lógico que guia o leitor ao longo do texto. Um texto coerente apresenta estrutura clara, com uma introdução que expõe o tema, um desenvolvimento que aprofunda as ideias principais e uma conclusão que sintetiza os pontos abordados.

        Por sua vez, a coesão contribui para a fluidez da leitura, evitando repetições desnecessárias e garantindo a ligação adequada entre os elementos do texto. Conectivos como “portanto”, “porque” e “além disso” estabelecem relações lógicas entre as orações, enquanto pronomes retomam termos já mencionados, facilitando a clareza e a economia linguística. A escolha criteriosa dos conectivos e a variação lexical são essenciais para manter o interesse do leitor e evitar a monotonia.

        Quando a coerência e a coesão não são observadas, o texto se torna confuso e fragmentado. A falta de coerência pode gerar contradições e lacunas que comprometem a compreensão da mensagem, como quando há mudanças abruptas de assunto sem explicação. Já a ausência de coesão faz com que as frases fiquem desconectadas, dificultando a articulação das ideias. Além disso, o mau uso dos recursos coesivos pode provocar ambiguidades e prolixidade, prejudicando a clareza textual. O uso excessivo de pronomes, por exemplo, pode tornar a referência a determinados termos pouco evidente, confundindo o leitor. Para garantir a eficácia da comunicação escrita, é essencial equilibrar coerência e coesão. A coesão assegura a ligação entre as partes do texto, enquanto a coerência mantém a lógica e a unidade de sentido. Juntas, essas características demonstram domínio da norma culta e organização das ideias, tornando o discurso mais claro, preciso e eficiente.

        Algumas estratégias podem ajudar a aprimorar esses aspectos. Planejar previamente a estrutura do texto permite organizar as ideias de forma coesa e coerente. O uso adequado de conectivos contribui para a clareza das relações entre os argumentos. Revisar o texto após a escrita ajuda a identificar falhas que possam comprometer sua compreensão. Ler o texto em voz alta é uma técnica eficaz para perceber problemas de fluidez e conexão. Além disso, buscar feedback de outras pessoas pode fornecer uma visão externa sobre a clareza e a estrutura do conteúdo.

        Outro fator essencial para a produção de um bom texto é o domínio dos recursos gramaticais. O conhecimento das regras de concordância, regência, pontuação e ortografia, por exemplo, evita equívocos que podem comprometer a compreensão da mensagem.

        Mesmo que um texto seja bem estruturado e apresente coesão e coerência, erros gramaticais podem enfraquecê-lo, tornando a leitura truncada e prejudicando sua credibilidade. Assim, aliar competência gramatical à organização das ideias garante um texto claro, preciso e eficaz.

        Dominar a coerência, a coesão e os recursos gramaticais é essencial para a produção de textos bem articulados e eficazes. Esses elementos asseguram clareza e organização às ideias, tornando a comunicação escrita mais precisa, fluida e impactante.

(Teoria do texto - fragmento - publicado por ISEM - turma ENEM)
Assinale a alternativa que encontra respaldo no texto proposto. 
Alternativas
Q3435916 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Texto:

        A coerência e a coesão são elementos fundamentais para a construção de um texto bem estruturado e compreensível. A coerência textual garante a lógica e a unidade de sentido, permitindo que as ideias se relacionem de maneira clara e sem contradições. Já a coesão textual refere-se aos mecanismos linguísticos que asseguram a conexão entre as partes do texto, como pronomes, conjunções, advérbios, sinônimos e expressões referenciais.

        A coerência é essencial para a construção de qualquer discurso, pois possibilita que o leitor acompanhe o desenvolvimento do raciocínio sem dificuldades, tornando a mensagem compreensível e eficaz. Além de organizar as ideias, ela estabelece um fluxo lógico que guia o leitor ao longo do texto. Um texto coerente apresenta estrutura clara, com uma introdução que expõe o tema, um desenvolvimento que aprofunda as ideias principais e uma conclusão que sintetiza os pontos abordados.

        Por sua vez, a coesão contribui para a fluidez da leitura, evitando repetições desnecessárias e garantindo a ligação adequada entre os elementos do texto. Conectivos como “portanto”, “porque” e “além disso” estabelecem relações lógicas entre as orações, enquanto pronomes retomam termos já mencionados, facilitando a clareza e a economia linguística. A escolha criteriosa dos conectivos e a variação lexical são essenciais para manter o interesse do leitor e evitar a monotonia.

        Quando a coerência e a coesão não são observadas, o texto se torna confuso e fragmentado. A falta de coerência pode gerar contradições e lacunas que comprometem a compreensão da mensagem, como quando há mudanças abruptas de assunto sem explicação. Já a ausência de coesão faz com que as frases fiquem desconectadas, dificultando a articulação das ideias. Além disso, o mau uso dos recursos coesivos pode provocar ambiguidades e prolixidade, prejudicando a clareza textual. O uso excessivo de pronomes, por exemplo, pode tornar a referência a determinados termos pouco evidente, confundindo o leitor. Para garantir a eficácia da comunicação escrita, é essencial equilibrar coerência e coesão. A coesão assegura a ligação entre as partes do texto, enquanto a coerência mantém a lógica e a unidade de sentido. Juntas, essas características demonstram domínio da norma culta e organização das ideias, tornando o discurso mais claro, preciso e eficiente.

        Algumas estratégias podem ajudar a aprimorar esses aspectos. Planejar previamente a estrutura do texto permite organizar as ideias de forma coesa e coerente. O uso adequado de conectivos contribui para a clareza das relações entre os argumentos. Revisar o texto após a escrita ajuda a identificar falhas que possam comprometer sua compreensão. Ler o texto em voz alta é uma técnica eficaz para perceber problemas de fluidez e conexão. Além disso, buscar feedback de outras pessoas pode fornecer uma visão externa sobre a clareza e a estrutura do conteúdo.

        Outro fator essencial para a produção de um bom texto é o domínio dos recursos gramaticais. O conhecimento das regras de concordância, regência, pontuação e ortografia, por exemplo, evita equívocos que podem comprometer a compreensão da mensagem.

        Mesmo que um texto seja bem estruturado e apresente coesão e coerência, erros gramaticais podem enfraquecê-lo, tornando a leitura truncada e prejudicando sua credibilidade. Assim, aliar competência gramatical à organização das ideias garante um texto claro, preciso e eficaz.

        Dominar a coerência, a coesão e os recursos gramaticais é essencial para a produção de textos bem articulados e eficazes. Esses elementos asseguram clareza e organização às ideias, tornando a comunicação escrita mais precisa, fluida e impactante.

(Teoria do texto - fragmento - publicado por ISEM - turma ENEM)
Preencha os parêntesis com (V) verdadeiro ou (F) falso, observando o que o texto sugere, e marque a opção CORRETA, de cima para baixo.
I. A coesão garante a fluidez da leitura por meio de conectivos, enquanto a coerência assegura que as ideias estejam organizadas de forma lógica e sem contradições. ( )
Il. A coesão, aliada ao uso correto das regras gramaticais, organiza as ideias, contribuindo para a clareza e a compreensão do texto. ( )
Ill. A fim de que um texto tenha, de fato, lógica e coesão, as regras gramaticais desempenham um papel fundamental. ( )
V. Havendo coesão, lógica e respeito às regras gramaticais, o texto seguramente será claro, compreensível e agradará a todos. ( )  
Alternativas
Q3435897 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

O Paradoxo do Lucro e da Responsabilidade Social

        Vivemos em um sistema no qual os números financeiros falam mais alto que os RGs. Em empresas, movidas pelo lucro, as decisões são pautadas por balanços financeiros, não por histórias individuais. Os resultados vêm antes das pessoas, e o CPF do funcionário ou do cliente torna-se um detalhe secundário diante das metas estabelecidas. O que importa é o crescimento, a rentabilidade, a expansão.

        No entanto, há um paradoxo. Apesar da frieza dos números, muitas empresas investem em programas sociais. Isso pode parecer contraditório, mas faz parte de uma lógica bem definida: ao criar iniciativas voltadas para a sociedade, a empresa melhora sua imagem e, consequentemente, atrai mais consumidores e investidores. O compromisso social, em muitos casos, não é um ato de altruísmo puro, mas uma estratégia bem calculada.

        A ironia está em como essas mesmas organizações justificam suas ações: dizem ter um olhar social aguçado, mesmo considerando os números mais importantes do que os CPFs. Isso nos leva a questionar até que ponto há um verdadeiro interesse pelo bemestar coletivo ou apenas uma adaptação às exigências do mercado. O capitalismo exige lucro, mas também compreende que a sociedade valoriza empresas que demonstram algum compromisso social.

        O mais paradoxal dos paradoxos é que não estaríamos discutindo nada disso não fora o próprio capitalismo. Afinal, as ações sociais, as melhorias na qualidade de vida, o progresso e os avanços tecnológicos são, em grande parte, frutos desse sistema tão criticado. Governos não produzem riquezas por si só, mas as administram — e, sem um setor produtivo dinâmico, não haveria recursos para investimentos sociais.

        Além disso, não há como negar que a Natureza, o Planeta nos deu tudo que temos e nos dá tudo de que precisamos. Porém, tudo, que é de todos, está lá na forma bruta, precisa ser alcançado, trabalhado, modificado e pronto para servir-nos. A questão é: quem “de coração” se prontifica a ir lá..., retirar e transformar para o bem comum? Quem exerceria esse “lindo” papel?

        No fim das contas, a aparente contradição do capitalismo não é um defeito, mas sim um reflexo de sua natureza adaptativa. Ele equilibra interesses individuais e coletivos, impulsionando inovação, progresso e crescimento. Se há desafios e desigualdades, também há oportunidades e transformações que só ocorrem porque alguém decidiu agir, produzir e transformar. No fim, a engrenagem do sistema não gira apenas pelo lucro, mas também pela necessidade constante de reinventar-se e responder às demandas sociais.

(by: results economy).
A expressão "RGs" substitui ou, por contiguidade, sugere "pessoas". Esse recurso caracteriza uma figura de linguagem em que um termo é empregado no lugar de outro com o qual mantém uma relação de proximidade — neste caso, o documento de identidade representando o indivíduo. Que figura de linguagem é essa?
Alternativas
Q3435895 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

O Paradoxo do Lucro e da Responsabilidade Social

        Vivemos em um sistema no qual os números financeiros falam mais alto que os RGs. Em empresas, movidas pelo lucro, as decisões são pautadas por balanços financeiros, não por histórias individuais. Os resultados vêm antes das pessoas, e o CPF do funcionário ou do cliente torna-se um detalhe secundário diante das metas estabelecidas. O que importa é o crescimento, a rentabilidade, a expansão.

        No entanto, há um paradoxo. Apesar da frieza dos números, muitas empresas investem em programas sociais. Isso pode parecer contraditório, mas faz parte de uma lógica bem definida: ao criar iniciativas voltadas para a sociedade, a empresa melhora sua imagem e, consequentemente, atrai mais consumidores e investidores. O compromisso social, em muitos casos, não é um ato de altruísmo puro, mas uma estratégia bem calculada.

        A ironia está em como essas mesmas organizações justificam suas ações: dizem ter um olhar social aguçado, mesmo considerando os números mais importantes do que os CPFs. Isso nos leva a questionar até que ponto há um verdadeiro interesse pelo bemestar coletivo ou apenas uma adaptação às exigências do mercado. O capitalismo exige lucro, mas também compreende que a sociedade valoriza empresas que demonstram algum compromisso social.

        O mais paradoxal dos paradoxos é que não estaríamos discutindo nada disso não fora o próprio capitalismo. Afinal, as ações sociais, as melhorias na qualidade de vida, o progresso e os avanços tecnológicos são, em grande parte, frutos desse sistema tão criticado. Governos não produzem riquezas por si só, mas as administram — e, sem um setor produtivo dinâmico, não haveria recursos para investimentos sociais.

        Além disso, não há como negar que a Natureza, o Planeta nos deu tudo que temos e nos dá tudo de que precisamos. Porém, tudo, que é de todos, está lá na forma bruta, precisa ser alcançado, trabalhado, modificado e pronto para servir-nos. A questão é: quem “de coração” se prontifica a ir lá..., retirar e transformar para o bem comum? Quem exerceria esse “lindo” papel?

        No fim das contas, a aparente contradição do capitalismo não é um defeito, mas sim um reflexo de sua natureza adaptativa. Ele equilibra interesses individuais e coletivos, impulsionando inovação, progresso e crescimento. Se há desafios e desigualdades, também há oportunidades e transformações que só ocorrem porque alguém decidiu agir, produzir e transformar. No fim, a engrenagem do sistema não gira apenas pelo lucro, mas também pela necessidade constante de reinventar-se e responder às demandas sociais.

(by: results economy).
“A questão é: quem ‘de coração’ se prontifica a ir lá..., retirar e transformar para o bem comum? Quem exerceria esse ‘lindo’ papel?”. Nesse trecho, os termos ‘coração’ e ‘lindo’ conferem ao período um tom de
Alternativas
Respostas
19801: C
19802: A
19803: B
19804: C
19805: C
19806: D
19807: C
19808: B
19809: D
19810: D
19811: A
19812: B
19813: C
19814: D
19815: B
19816: C
19817: D
19818: C
19819: D
19820: C