Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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• O interesse aumentou tanto que rendeu uma data comemorativa... (1o parágrafo)
• ... mas diversas questões barram o avanço da prática. (1o parágrafo)
• No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro... (4o parágrafo)
Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Dia do Pedreiro (13 de dezembro)
O pedreiro é um dos operários mais antigos da história do mundo. A profissão surgiu quando o ser humano saiu das cavernas e passou a construir a própria casa. Esse operário rudimentar evoluiu, especializou- -se e profissionalizou-se, fazendo do uso de pedras e tijolos uma arte para construir as cidades.
O próprio Jesus era conhecido como um carpinteiro ou operário da construção civil. “Não é ele o carpinteiro [...]?” (Mc6:3).*
Em 1549, quando o governador-geral Tomé de Sousa desembarcou na Bahia, trouxe na sua comitiva um grupo de pedreiros portugueses, que vieram construir uma fortaleza de pedra e cal, por ordem do rei de Portugal.
Em decorrência do desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, o pedreiro precisa se atualizar para usar os materiais de modo adequado, saber ler e interpretar desenhos e outras especificações técnicas, atender às demandas dos engenheiros e arquitetos, verificar a qualidade do trabalho executado, analisar o plano de execuções de acordo com as dimensões pedidas, enfim, controlar a qualidade da obra.
Hoje, o pedreiro ganha importância por sua contribuição braçal na construção da sociedade. Em razão disso, vários países mantêm memoriais em homenagem a esses profissionais. Em 1961, o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira determinou que fosse erguido um monumento aos pedreiros, visto que eles que construíram a nova capital brasileira, em 41 meses.
(Jacinta Cericato, “Dia do Pedreiro (13 de dezembro)”, Datas comemorativas, cívicas e históricas. Disponível em: https://comeceodiafeliz.com.br/datas/dia-do-pedreiro. Adaptado)
* (Mc 6:3): Marcos 6:3 refere-se a um trecho da Bíblia, no Evangelho de Marcos, capítulo 6, versículo 3. Nesse versículo, as pessoas questionam a identidade de Jesus, referindo-se a ele como o “filho de Maria, o carpinteiro”, e mencionam seus irmãos e irmãs que viviam na mesma cidade.
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Dia do Pedreiro (13 de dezembro)
O pedreiro é um dos operários mais antigos da história do mundo. A profissão surgiu quando o ser humano saiu das cavernas e passou a construir a própria casa. Esse operário rudimentar evoluiu, especializou- -se e profissionalizou-se, fazendo do uso de pedras e tijolos uma arte para construir as cidades.
O próprio Jesus era conhecido como um carpinteiro ou operário da construção civil. “Não é ele o carpinteiro [...]?” (Mc6:3).*
Em 1549, quando o governador-geral Tomé de Sousa desembarcou na Bahia, trouxe na sua comitiva um grupo de pedreiros portugueses, que vieram construir uma fortaleza de pedra e cal, por ordem do rei de Portugal.
Em decorrência do desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, o pedreiro precisa se atualizar para usar os materiais de modo adequado, saber ler e interpretar desenhos e outras especificações técnicas, atender às demandas dos engenheiros e arquitetos, verificar a qualidade do trabalho executado, analisar o plano de execuções de acordo com as dimensões pedidas, enfim, controlar a qualidade da obra.
Hoje, o pedreiro ganha importância por sua contribuição braçal na construção da sociedade. Em razão disso, vários países mantêm memoriais em homenagem a esses profissionais. Em 1961, o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira determinou que fosse erguido um monumento aos pedreiros, visto que eles que construíram a nova capital brasileira, em 41 meses.
(Jacinta Cericato, “Dia do Pedreiro (13 de dezembro)”, Datas comemorativas, cívicas e históricas. Disponível em: https://comeceodiafeliz.com.br/datas/dia-do-pedreiro. Adaptado)
* (Mc 6:3): Marcos 6:3 refere-se a um trecho da Bíblia, no Evangelho de Marcos, capítulo 6, versículo 3. Nesse versículo, as pessoas questionam a identidade de Jesus, referindo-se a ele como o “filho de Maria, o carpinteiro”, e mencionam seus irmãos e irmãs que viviam na mesma cidade.
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Comportamento dos passageiros pode
afetar a segurança da viagem
Os passageiros têm um papel preponderante na segurança de um carro em movimento. O comportamento dentro do automóvel pode aumentar ou diminuir o risco de ocorrência de um acidente de trânsito.
“Por motivos diversos, o motorista compromete a segurança ao volante do carro ao perder a capacidade de detectar obstáculos e não acionar os freios, por exemplo”, afirma Cleber William Gomes, professor de Engenharia Mecânica da Fundação Educacional Inaciana (FEI). “O tempo de reação é precioso para prevenir acidentes. Quando o motorista divide a atenção interagindo com outras pessoas a bordo, a incapacidade de identificar o perigo aumenta.”
Embora o ser humano acredite na capacidade de fazer várias tarefas ao mesmo tempo, a direção pode ser impactada por condições adversas, que atrapalham a visão, a concentração e a atenção de motorista e passageiros.
“Os passageiros devem ter consciência de que sua presença, de alguma forma, afeta o comportamento do motorista e eles tanto podem ser tranquilos e prestativos, como gerar algum tipo de estresse”, diz Gomes.
(O Estado de S.Paulo. Adaptado)
Leia as frases a seguir:
• “Os passageiros têm um papel preponderante na segurança de um carro em movimento.” (1º parágrafo)
• “O tempo de reação é precioso para prevenir acidentes.” (2º parágrafo)
As palavras em destaque podem ser substituídas, na ordem em que aparecem, sem alterar o sentido original do texto, por:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Comportamento dos passageiros pode
afetar a segurança da viagem
Os passageiros têm um papel preponderante na segurança de um carro em movimento. O comportamento dentro do automóvel pode aumentar ou diminuir o risco de ocorrência de um acidente de trânsito.
“Por motivos diversos, o motorista compromete a segurança ao volante do carro ao perder a capacidade de detectar obstáculos e não acionar os freios, por exemplo”, afirma Cleber William Gomes, professor de Engenharia Mecânica da Fundação Educacional Inaciana (FEI). “O tempo de reação é precioso para prevenir acidentes. Quando o motorista divide a atenção interagindo com outras pessoas a bordo, a incapacidade de identificar o perigo aumenta.”
Embora o ser humano acredite na capacidade de fazer várias tarefas ao mesmo tempo, a direção pode ser impactada por condições adversas, que atrapalham a visão, a concentração e a atenção de motorista e passageiros.
“Os passageiros devem ter consciência de que sua presença, de alguma forma, afeta o comportamento do motorista e eles tanto podem ser tranquilos e prestativos, como gerar algum tipo de estresse”, diz Gomes.
(O Estado de S.Paulo. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Comportamento dos passageiros pode
afetar a segurança da viagem
Os passageiros têm um papel preponderante na segurança de um carro em movimento. O comportamento dentro do automóvel pode aumentar ou diminuir o risco de ocorrência de um acidente de trânsito.
“Por motivos diversos, o motorista compromete a segurança ao volante do carro ao perder a capacidade de detectar obstáculos e não acionar os freios, por exemplo”, afirma Cleber William Gomes, professor de Engenharia Mecânica da Fundação Educacional Inaciana (FEI). “O tempo de reação é precioso para prevenir acidentes. Quando o motorista divide a atenção interagindo com outras pessoas a bordo, a incapacidade de identificar o perigo aumenta.”
Embora o ser humano acredite na capacidade de fazer várias tarefas ao mesmo tempo, a direção pode ser impactada por condições adversas, que atrapalham a visão, a concentração e a atenção de motorista e passageiros.
“Os passageiros devem ter consciência de que sua presença, de alguma forma, afeta o comportamento do motorista e eles tanto podem ser tranquilos e prestativos, como gerar algum tipo de estresse”, diz Gomes.
(O Estado de S.Paulo. Adaptado)
Leia a tira a seguir para responder à questão:

O Sargento Tainha é um personagem de Recruta Zero, que, na tira apresentada, está passando por uma consulta médica. Ele é conhecido por sua personalidade rabugenta, por ser severo e exigente e por viver em conflito com o Recruta Zero e outros membros do quartel, porque não admite nenhuma desobediência.
Com base nesse contexto, é correto afirmar que o efeito de humor da tira apresentada deve-se, principalmente, ao fato de o
Leia a tira a seguir para responder à questão:

As frases da tira são corretamente classificadas, de acordo com a intenção de quem fala e na ordem em que aparecem, em
Considerando os recursos argumentativos empregados no texto, assinale a afirmativa que identifica corretamente a estratégia de convencimento adotada.
Considerando os aspectos semânticos e estruturais do texto, assinale a opção que apresenta uma análise adequada quanto à tipologia textual.
Assinale a afirmativa em que essa inserção foi feita de maneira inadequada, comprometendo a estrutura ou o significado da frase.
A arte de ser feliz
Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.
Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
(MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. 4. ed., Rio de Janeiro: Global Editora, 2016.)
A arte de ser feliz
Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.
Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
(MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. 4. ed., Rio de Janeiro: Global Editora, 2016.)
A transcrição textual que NÃO contém nenhum tipo de intensificação é:
A arte de ser feliz
Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.
Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
(MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. 4. ed., Rio de Janeiro: Global Editora, 2016.)
Pode-se afirmar que a narradora-personagem faz, através da “sua janela”, uma leitura de mundo:
A arte de ser feliz
Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.
Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
(MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. 4. ed., Rio de Janeiro: Global Editora, 2016.)
Através do título do texto – “A arte de ser feliz”, pode-se inferir que, segundo a autora, a felicidade:
A arte de ser feliz
Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.
Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
(MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. 4. ed., Rio de Janeiro: Global Editora, 2016.)
Segundo o texto:
A arte de ser feliz
Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.
Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
(MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. 4. ed., Rio de Janeiro: Global Editora, 2016.)
Com base nas informações textuais, assinale a afirmativa INCORRETA.