Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3596180 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Compreensão do tempo histórico


    Quando cada instante do tempo que vivemos está vazio, ele não pode ser estimulado por uma expectativa promissora, por uma esperança. No entanto, se ele está sobrecarregado a ponto de explodir, fervilhando com o peso de todos os momentos anteriores, ele não dispõe de capacidade de provisão necessária para se abrir positivamente. Existe uma tensão entre a antecipação e a realização, entre o vazio do momento atual e a expectativa de que a qualquer momento ele será preenchido satisfatoriamente.

    Para quem só se alimenta da ideia do progresso, todos os momentos são desvalorizados pelo fato de que cada um deles não passa de um degrau para o seguinte, o presente sendo uma prancha que desembarca no futuro. Cada átimo de tempo é depreciado em relação a uma infinidade de átimos que ainda virão, numa espécie de visão do progresso eterno. 

    A perspectiva de eternidade progressiva priva a história humana de seu caráter dramático, nela não se consegue perceber que não são os sonhos de que seus netos sejam livres que estimulam os homens e as mulheres as e revoltar, mas as lembranças de seus antepassados oprimidos. É o passado que nos fornece os recursos para ter esperança, e não simplesmente a possibilidade teórica de um futuro um pouco mais gratificante. É assim que o filósofo alemão Ernst Bloch pode falar do "futuro ainda não cumprido no passado".

    Devemos nos esforçar, portanto, para manter o passado inacabado, recusando-nos a aceitar sua aparência de encerramento como palavra final, abrindo-o novamente ao reescrever sua fatalidade aparente sob o signo da liberdade crítica.


(Adaptado de EAGLETON, Terry. Esperança sem otimismo. Trad. Fernando Santos, São Paulo: Editora Unesp, 2023, p. 49-50)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
Alternativas
Q3594844 Português
Em relação aos tipos de linguagem, indique a alternativa que apresenta corretamente uma linguagem conotativa.
Alternativas
Q3594837 Português
Leia o texto para responder à questão.


“A vida não é útil”


    Vivemos hoje uma realidade marcada por crises ambientais, sociais e econômicas. Com a chegada da pandemia da Covid-19, ficou evidente como somos frágeis diante da natureza. De uma hora para outra, percebemos que nossa suposta superioridade como espécie era ilusória. O vírus mostrou claramente como somos apenas uma parte pequena e vulnerável de um sistema natural bem maior e mais complexo.

    Dentro desse cenário desafiador, as tecnologias aparecem como elementos ambíguos. Por um lado, facilitam a vida, promovem conexões globais e aceleram processos. Por outro lado, essas mesmas tecnologias frequentemente contribuem para a destruição ambiental, aumentando ainda mais o nosso impacto negativo sobre o planeta. Tornou-se evidente que a nossa dependência tecnológica não é sinônimo apenas de progresso, mas também de exploração desenfreada dos recursos naturais.

   Esse modo de vida intensamente tecnológico e consumista tem um efeito devastador: adormece nossa capacidade crítica e nos mantém anestesiados pelo entretenimento e pelo consumo. Em outras palavras, o intelecto humano acaba dopado, impedindo que reconheçamos os danos que estamos causando à nossa própria sobrevivência. Para romper com esse círculo vicioso, é necessária uma mudança profunda de comportamento, não apenas individual, mas principalmente coletiva.

  Porém, mudar nossas práticas coletivamente não é uma tarefa fácil. Para isso, precisamos compreender que não somos donos da Terra, mas sim participantes ativos dela. Reconhecer nosso papel nesse grande ecossistema implica assumir responsabilidades e redefinir limites claros na forma como nos relacionamos com o ambiente natural. É preciso recuperar o equilíbrio que perdemos ao tentar dominar tudo ao nosso redor.

   Nesse contexto, é importante destacar que a sustentabilidade não pode ser vista apenas como um mérito pessoal ou questão individualista. As verdadeiras mudanças ocorrem somente quando agimos coletivamente, reconhecendo que dependemos uns dos outros e compartilhando a responsabilidade.

   Por fim, somos confrontados com uma ideia impactante: “A vida não é útil”. Essa frase resume uma provocação essencial, que busca nos fazer refletir sobre como avaliamos a existência. Em tempos em que tudo precisa ser produtivo, rápido e eficiente, lembrar que a vida tem valor por si só é revolucionário. Precisamos recuperar o sentido profundo da existência, reconhecendo que viver é muito mais significativo do que simplesmente produzir e consumir.


Fonte: Adaptado de: KRENAK, Ailton. A Vida Não É Útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
Ao afirmar que "a vida não é útil", o autor pretende
Alternativas
Q3594836 Português
Leia o texto para responder à questão.


“A vida não é útil”


    Vivemos hoje uma realidade marcada por crises ambientais, sociais e econômicas. Com a chegada da pandemia da Covid-19, ficou evidente como somos frágeis diante da natureza. De uma hora para outra, percebemos que nossa suposta superioridade como espécie era ilusória. O vírus mostrou claramente como somos apenas uma parte pequena e vulnerável de um sistema natural bem maior e mais complexo.

    Dentro desse cenário desafiador, as tecnologias aparecem como elementos ambíguos. Por um lado, facilitam a vida, promovem conexões globais e aceleram processos. Por outro lado, essas mesmas tecnologias frequentemente contribuem para a destruição ambiental, aumentando ainda mais o nosso impacto negativo sobre o planeta. Tornou-se evidente que a nossa dependência tecnológica não é sinônimo apenas de progresso, mas também de exploração desenfreada dos recursos naturais.

   Esse modo de vida intensamente tecnológico e consumista tem um efeito devastador: adormece nossa capacidade crítica e nos mantém anestesiados pelo entretenimento e pelo consumo. Em outras palavras, o intelecto humano acaba dopado, impedindo que reconheçamos os danos que estamos causando à nossa própria sobrevivência. Para romper com esse círculo vicioso, é necessária uma mudança profunda de comportamento, não apenas individual, mas principalmente coletiva.

  Porém, mudar nossas práticas coletivamente não é uma tarefa fácil. Para isso, precisamos compreender que não somos donos da Terra, mas sim participantes ativos dela. Reconhecer nosso papel nesse grande ecossistema implica assumir responsabilidades e redefinir limites claros na forma como nos relacionamos com o ambiente natural. É preciso recuperar o equilíbrio que perdemos ao tentar dominar tudo ao nosso redor.

   Nesse contexto, é importante destacar que a sustentabilidade não pode ser vista apenas como um mérito pessoal ou questão individualista. As verdadeiras mudanças ocorrem somente quando agimos coletivamente, reconhecendo que dependemos uns dos outros e compartilhando a responsabilidade.

   Por fim, somos confrontados com uma ideia impactante: “A vida não é útil”. Essa frase resume uma provocação essencial, que busca nos fazer refletir sobre como avaliamos a existência. Em tempos em que tudo precisa ser produtivo, rápido e eficiente, lembrar que a vida tem valor por si só é revolucionário. Precisamos recuperar o sentido profundo da existência, reconhecendo que viver é muito mais significativo do que simplesmente produzir e consumir.


Fonte: Adaptado de: KRENAK, Ailton. A Vida Não É Útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
A expressão "o intelecto humano acaba dopado" (3º parágrafo) indica, no texto, que
Alternativas
Q3594835 Português
Leia o texto para responder à questão.


“A vida não é útil”


    Vivemos hoje uma realidade marcada por crises ambientais, sociais e econômicas. Com a chegada da pandemia da Covid-19, ficou evidente como somos frágeis diante da natureza. De uma hora para outra, percebemos que nossa suposta superioridade como espécie era ilusória. O vírus mostrou claramente como somos apenas uma parte pequena e vulnerável de um sistema natural bem maior e mais complexo.

    Dentro desse cenário desafiador, as tecnologias aparecem como elementos ambíguos. Por um lado, facilitam a vida, promovem conexões globais e aceleram processos. Por outro lado, essas mesmas tecnologias frequentemente contribuem para a destruição ambiental, aumentando ainda mais o nosso impacto negativo sobre o planeta. Tornou-se evidente que a nossa dependência tecnológica não é sinônimo apenas de progresso, mas também de exploração desenfreada dos recursos naturais.

   Esse modo de vida intensamente tecnológico e consumista tem um efeito devastador: adormece nossa capacidade crítica e nos mantém anestesiados pelo entretenimento e pelo consumo. Em outras palavras, o intelecto humano acaba dopado, impedindo que reconheçamos os danos que estamos causando à nossa própria sobrevivência. Para romper com esse círculo vicioso, é necessária uma mudança profunda de comportamento, não apenas individual, mas principalmente coletiva.

  Porém, mudar nossas práticas coletivamente não é uma tarefa fácil. Para isso, precisamos compreender que não somos donos da Terra, mas sim participantes ativos dela. Reconhecer nosso papel nesse grande ecossistema implica assumir responsabilidades e redefinir limites claros na forma como nos relacionamos com o ambiente natural. É preciso recuperar o equilíbrio que perdemos ao tentar dominar tudo ao nosso redor.

   Nesse contexto, é importante destacar que a sustentabilidade não pode ser vista apenas como um mérito pessoal ou questão individualista. As verdadeiras mudanças ocorrem somente quando agimos coletivamente, reconhecendo que dependemos uns dos outros e compartilhando a responsabilidade.

   Por fim, somos confrontados com uma ideia impactante: “A vida não é útil”. Essa frase resume uma provocação essencial, que busca nos fazer refletir sobre como avaliamos a existência. Em tempos em que tudo precisa ser produtivo, rápido e eficiente, lembrar que a vida tem valor por si só é revolucionário. Precisamos recuperar o sentido profundo da existência, reconhecendo que viver é muito mais significativo do que simplesmente produzir e consumir.


Fonte: Adaptado de: KRENAK, Ailton. A Vida Não É Útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
O texto apresenta a tecnologia como um elemento ambíguo porque ela
Alternativas
Q3594834 Português
Leia o texto para responder à questão.


“A vida não é útil”


    Vivemos hoje uma realidade marcada por crises ambientais, sociais e econômicas. Com a chegada da pandemia da Covid-19, ficou evidente como somos frágeis diante da natureza. De uma hora para outra, percebemos que nossa suposta superioridade como espécie era ilusória. O vírus mostrou claramente como somos apenas uma parte pequena e vulnerável de um sistema natural bem maior e mais complexo.

    Dentro desse cenário desafiador, as tecnologias aparecem como elementos ambíguos. Por um lado, facilitam a vida, promovem conexões globais e aceleram processos. Por outro lado, essas mesmas tecnologias frequentemente contribuem para a destruição ambiental, aumentando ainda mais o nosso impacto negativo sobre o planeta. Tornou-se evidente que a nossa dependência tecnológica não é sinônimo apenas de progresso, mas também de exploração desenfreada dos recursos naturais.

   Esse modo de vida intensamente tecnológico e consumista tem um efeito devastador: adormece nossa capacidade crítica e nos mantém anestesiados pelo entretenimento e pelo consumo. Em outras palavras, o intelecto humano acaba dopado, impedindo que reconheçamos os danos que estamos causando à nossa própria sobrevivência. Para romper com esse círculo vicioso, é necessária uma mudança profunda de comportamento, não apenas individual, mas principalmente coletiva.

  Porém, mudar nossas práticas coletivamente não é uma tarefa fácil. Para isso, precisamos compreender que não somos donos da Terra, mas sim participantes ativos dela. Reconhecer nosso papel nesse grande ecossistema implica assumir responsabilidades e redefinir limites claros na forma como nos relacionamos com o ambiente natural. É preciso recuperar o equilíbrio que perdemos ao tentar dominar tudo ao nosso redor.

   Nesse contexto, é importante destacar que a sustentabilidade não pode ser vista apenas como um mérito pessoal ou questão individualista. As verdadeiras mudanças ocorrem somente quando agimos coletivamente, reconhecendo que dependemos uns dos outros e compartilhando a responsabilidade.

   Por fim, somos confrontados com uma ideia impactante: “A vida não é útil”. Essa frase resume uma provocação essencial, que busca nos fazer refletir sobre como avaliamos a existência. Em tempos em que tudo precisa ser produtivo, rápido e eficiente, lembrar que a vida tem valor por si só é revolucionário. Precisamos recuperar o sentido profundo da existência, reconhecendo que viver é muito mais significativo do que simplesmente produzir e consumir.


Fonte: Adaptado de: KRENAK, Ailton. A Vida Não É Útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
Segundo o texto, a pandemia da Covid-19 trouxe, como principal revelação, o(a)
Alternativas
Q3594833 Português
Leia o texto para responder à questão.


“A vida não é útil”


    Vivemos hoje uma realidade marcada por crises ambientais, sociais e econômicas. Com a chegada da pandemia da Covid-19, ficou evidente como somos frágeis diante da natureza. De uma hora para outra, percebemos que nossa suposta superioridade como espécie era ilusória. O vírus mostrou claramente como somos apenas uma parte pequena e vulnerável de um sistema natural bem maior e mais complexo.

    Dentro desse cenário desafiador, as tecnologias aparecem como elementos ambíguos. Por um lado, facilitam a vida, promovem conexões globais e aceleram processos. Por outro lado, essas mesmas tecnologias frequentemente contribuem para a destruição ambiental, aumentando ainda mais o nosso impacto negativo sobre o planeta. Tornou-se evidente que a nossa dependência tecnológica não é sinônimo apenas de progresso, mas também de exploração desenfreada dos recursos naturais.

   Esse modo de vida intensamente tecnológico e consumista tem um efeito devastador: adormece nossa capacidade crítica e nos mantém anestesiados pelo entretenimento e pelo consumo. Em outras palavras, o intelecto humano acaba dopado, impedindo que reconheçamos os danos que estamos causando à nossa própria sobrevivência. Para romper com esse círculo vicioso, é necessária uma mudança profunda de comportamento, não apenas individual, mas principalmente coletiva.

  Porém, mudar nossas práticas coletivamente não é uma tarefa fácil. Para isso, precisamos compreender que não somos donos da Terra, mas sim participantes ativos dela. Reconhecer nosso papel nesse grande ecossistema implica assumir responsabilidades e redefinir limites claros na forma como nos relacionamos com o ambiente natural. É preciso recuperar o equilíbrio que perdemos ao tentar dominar tudo ao nosso redor.

   Nesse contexto, é importante destacar que a sustentabilidade não pode ser vista apenas como um mérito pessoal ou questão individualista. As verdadeiras mudanças ocorrem somente quando agimos coletivamente, reconhecendo que dependemos uns dos outros e compartilhando a responsabilidade.

   Por fim, somos confrontados com uma ideia impactante: “A vida não é útil”. Essa frase resume uma provocação essencial, que busca nos fazer refletir sobre como avaliamos a existência. Em tempos em que tudo precisa ser produtivo, rápido e eficiente, lembrar que a vida tem valor por si só é revolucionário. Precisamos recuperar o sentido profundo da existência, reconhecendo que viver é muito mais significativo do que simplesmente produzir e consumir.


Fonte: Adaptado de: KRENAK, Ailton. A Vida Não É Útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
O principal objetivo do texto é
Alternativas
Q3594575 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Dr. Aranha era para mim o ser mais poderoso e misterioso do mundo. Depois de atender minha avó, ele sempre ficava um pouco mais. Entre cafés, biscoitos de polvilho e bolo de laranja, seguia com algumas conversas mais amenas, gesticulando suas mãos imensas diante de meus pequenos olhos atentos. Na hora de sair, me beijava a testa e fazia crescer em mim a vontade de beijar testas também. Quando ia embora, deixava um rastro de paz. Era impressionante como minha avó melhorava só de vê-lo. Minha mãe voltava a sorrir, cheia de esperança na nova receita.

    A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. A esperança de a dor passar com a amputação também acabou rapidamente: ela persistia. Diagnóstico aterrorizante para uma criança: minha avó tinha uma dor fantasma. Dor fantasma… Teria sido possível exorcizá-la? Mandar a dor fantasma seguir seu caminho evolutivo? Tirá-la do purgatório e libertá-la rumo ao céu das dores? Ou poderíamos condená-la ao inferno, onde ficaria por toda a eternidade e nunca mais amedrontaria ninguém por aqui? O que faço eu, ainda viva, para combater uma dor fantasma? Rezar não adiantou.

    Amputei as pernas finas ou gordas de todas as minhas bonecas. Nenhuma escapou ao destino cruel da semelhança. Só a Rosinha, que viera de fábrica com as pernas cruzadas, como um Buda, ficou inteira. Hoje ainda me pergunto: a escolha de se manter sentada nos protege de andar e de perder as pernas no caminho? Mas a Rosinha ganhou marcas “cirúrgicas” de canetinha, só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas.

    Então, aos 7 anos, eu já tinha uma enfermaria que cuidava da dor das bonecas. No meu hospital ninguém tinha dor. Minha avó ria e dizia que queria ser cuidada no meu hospital. E eu prometia que cuidaria dela e que nunca mais teria nenhuma dor.


(Ana Claudia Quintana Arantes. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.) 
Considere as frases:

• A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. (2° parágrafo)
•  … só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas. (3° parágrafo)

É correto afirmar que as expressões destacadas estabelecem, respectivamente, relações de sentido de
Alternativas
Q3594571 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Dr. Aranha era para mim o ser mais poderoso e misterioso do mundo. Depois de atender minha avó, ele sempre ficava um pouco mais. Entre cafés, biscoitos de polvilho e bolo de laranja, seguia com algumas conversas mais amenas, gesticulando suas mãos imensas diante de meus pequenos olhos atentos. Na hora de sair, me beijava a testa e fazia crescer em mim a vontade de beijar testas também. Quando ia embora, deixava um rastro de paz. Era impressionante como minha avó melhorava só de vê-lo. Minha mãe voltava a sorrir, cheia de esperança na nova receita.

    A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. A esperança de a dor passar com a amputação também acabou rapidamente: ela persistia. Diagnóstico aterrorizante para uma criança: minha avó tinha uma dor fantasma. Dor fantasma… Teria sido possível exorcizá-la? Mandar a dor fantasma seguir seu caminho evolutivo? Tirá-la do purgatório e libertá-la rumo ao céu das dores? Ou poderíamos condená-la ao inferno, onde ficaria por toda a eternidade e nunca mais amedrontaria ninguém por aqui? O que faço eu, ainda viva, para combater uma dor fantasma? Rezar não adiantou.

    Amputei as pernas finas ou gordas de todas as minhas bonecas. Nenhuma escapou ao destino cruel da semelhança. Só a Rosinha, que viera de fábrica com as pernas cruzadas, como um Buda, ficou inteira. Hoje ainda me pergunto: a escolha de se manter sentada nos protege de andar e de perder as pernas no caminho? Mas a Rosinha ganhou marcas “cirúrgicas” de canetinha, só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas.

    Então, aos 7 anos, eu já tinha uma enfermaria que cuidava da dor das bonecas. No meu hospital ninguém tinha dor. Minha avó ria e dizia que queria ser cuidada no meu hospital. E eu prometia que cuidaria dela e que nunca mais teria nenhuma dor.


(Ana Claudia Quintana Arantes. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.) 
Com base no texto, é correto concluir que a narradora amputou as pernas de suas bonecas como uma forma de
Alternativas
Q3594570 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Dr. Aranha era para mim o ser mais poderoso e misterioso do mundo. Depois de atender minha avó, ele sempre ficava um pouco mais. Entre cafés, biscoitos de polvilho e bolo de laranja, seguia com algumas conversas mais amenas, gesticulando suas mãos imensas diante de meus pequenos olhos atentos. Na hora de sair, me beijava a testa e fazia crescer em mim a vontade de beijar testas também. Quando ia embora, deixava um rastro de paz. Era impressionante como minha avó melhorava só de vê-lo. Minha mãe voltava a sorrir, cheia de esperança na nova receita.

    A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. A esperança de a dor passar com a amputação também acabou rapidamente: ela persistia. Diagnóstico aterrorizante para uma criança: minha avó tinha uma dor fantasma. Dor fantasma… Teria sido possível exorcizá-la? Mandar a dor fantasma seguir seu caminho evolutivo? Tirá-la do purgatório e libertá-la rumo ao céu das dores? Ou poderíamos condená-la ao inferno, onde ficaria por toda a eternidade e nunca mais amedrontaria ninguém por aqui? O que faço eu, ainda viva, para combater uma dor fantasma? Rezar não adiantou.

    Amputei as pernas finas ou gordas de todas as minhas bonecas. Nenhuma escapou ao destino cruel da semelhança. Só a Rosinha, que viera de fábrica com as pernas cruzadas, como um Buda, ficou inteira. Hoje ainda me pergunto: a escolha de se manter sentada nos protege de andar e de perder as pernas no caminho? Mas a Rosinha ganhou marcas “cirúrgicas” de canetinha, só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas.

    Então, aos 7 anos, eu já tinha uma enfermaria que cuidava da dor das bonecas. No meu hospital ninguém tinha dor. Minha avó ria e dizia que queria ser cuidada no meu hospital. E eu prometia que cuidaria dela e que nunca mais teria nenhuma dor.


(Ana Claudia Quintana Arantes. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.) 
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que a narradora, em relação ao Dr. Aranha, manifesta
Alternativas
Q3594569 Português
Leia a tira a seguir para responder à questão:

Q1_2.png (692×221)

(Quino. 10 anos com Mafalda. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010)
Em “Além do mais, a esta altura a dinamite...” (4° quadro), a palavra destacada foi empregada com o mesmo sentido com o qual é usada em: 
Alternativas
Q3594568 Português
Leia a tira a seguir para responder à questão:

Q1_2.png (692×221)

(Quino. 10 anos com Mafalda. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010)
Em relação ao efeito de humor da tira, é correto afirmar que ele se deve ao fato de que a menina
Alternativas
Q3594516 Português
Marque a alternativa que apresenta corretamente o antônimo da palavra destacada.
Alternativas
Q3594515 Português
Marque a alternativa em que a palavra destacada foi corretamente substituída por um sinônimo.
Alternativas
Q3594512 Português
Leia o texto para responder à questão.


“Conexão o tempo todo”


    Vivemos em um mundo cada vez mais conectado. Celulares, tablets e computadores fazem parte da nossa rotina desde cedo. Mas esse uso constante de telas pode gerar um comportamento chamado dependência digital, quando a pessoa sente que precisa estar online o tempo todo.

    Quando passamos horas e horas olhando para a tela, nosso cérebro libera uma substância chamada dopamina, que traz uma sensação de prazer. É o mesmo mecanismo que ocorre com algumas drogas. Por isso, muitas pessoas — mesmo querendo parar — acabam repetindo o comportamento várias vezes.

    Isso pode atrapalhar o sono, deixando difícil adormecer ou descansar bem. Além disso, estudos mostram que o uso excessivo de redes sociais e smartphones está ligado à ansiedade, ao isolamento social e até à queda no rendimento escolar.

    Por outro lado, as tecnologias também trazem benefícios importantes: permitem que nos comuniquemos com amigos e familiares, aprendamos novas coisas pela internet e acessemos informações úteis. O desafio é encontrar um equilíbrio saudável — usar a tecnologia sem deixar que ela nos controle.

    Por isso, é importante criar limites: definir horários para usar o celular, procurar dormir sem telas por um tempo antes de dormir, e praticar atividades que não envolvam aparelhos eletrônicos. Assim, podemos aproveitar o melhor da tecnologia sem prejudicar nossa saúde e nosso bem-estar.


Fonte: Adaptado de informações sobre “dependência digital” e “uso de mídia digital e saúde mental” (Wikipedia, 2024).
Uma estratégia recomendada pelo texto para evitar a dependência digital é
Alternativas
Q3594511 Português
Leia o texto para responder à questão.


“Conexão o tempo todo”


    Vivemos em um mundo cada vez mais conectado. Celulares, tablets e computadores fazem parte da nossa rotina desde cedo. Mas esse uso constante de telas pode gerar um comportamento chamado dependência digital, quando a pessoa sente que precisa estar online o tempo todo.

    Quando passamos horas e horas olhando para a tela, nosso cérebro libera uma substância chamada dopamina, que traz uma sensação de prazer. É o mesmo mecanismo que ocorre com algumas drogas. Por isso, muitas pessoas — mesmo querendo parar — acabam repetindo o comportamento várias vezes.

    Isso pode atrapalhar o sono, deixando difícil adormecer ou descansar bem. Além disso, estudos mostram que o uso excessivo de redes sociais e smartphones está ligado à ansiedade, ao isolamento social e até à queda no rendimento escolar.

    Por outro lado, as tecnologias também trazem benefícios importantes: permitem que nos comuniquemos com amigos e familiares, aprendamos novas coisas pela internet e acessemos informações úteis. O desafio é encontrar um equilíbrio saudável — usar a tecnologia sem deixar que ela nos controle.

    Por isso, é importante criar limites: definir horários para usar o celular, procurar dormir sem telas por um tempo antes de dormir, e praticar atividades que não envolvam aparelhos eletrônicos. Assim, podemos aproveitar o melhor da tecnologia sem prejudicar nossa saúde e nosso bem-estar.


Fonte: Adaptado de informações sobre “dependência digital” e “uso de mídia digital e saúde mental” (Wikipedia, 2024).
O texto sugere que o uso equilibrado das tecnologias pode
Alternativas
Q3594510 Português
Leia o texto para responder à questão.


“Conexão o tempo todo”


    Vivemos em um mundo cada vez mais conectado. Celulares, tablets e computadores fazem parte da nossa rotina desde cedo. Mas esse uso constante de telas pode gerar um comportamento chamado dependência digital, quando a pessoa sente que precisa estar online o tempo todo.

    Quando passamos horas e horas olhando para a tela, nosso cérebro libera uma substância chamada dopamina, que traz uma sensação de prazer. É o mesmo mecanismo que ocorre com algumas drogas. Por isso, muitas pessoas — mesmo querendo parar — acabam repetindo o comportamento várias vezes.

    Isso pode atrapalhar o sono, deixando difícil adormecer ou descansar bem. Além disso, estudos mostram que o uso excessivo de redes sociais e smartphones está ligado à ansiedade, ao isolamento social e até à queda no rendimento escolar.

    Por outro lado, as tecnologias também trazem benefícios importantes: permitem que nos comuniquemos com amigos e familiares, aprendamos novas coisas pela internet e acessemos informações úteis. O desafio é encontrar um equilíbrio saudável — usar a tecnologia sem deixar que ela nos controle.

    Por isso, é importante criar limites: definir horários para usar o celular, procurar dormir sem telas por um tempo antes de dormir, e praticar atividades que não envolvam aparelhos eletrônicos. Assim, podemos aproveitar o melhor da tecnologia sem prejudicar nossa saúde e nosso bem-estar.


Fonte: Adaptado de informações sobre “dependência digital” e “uso de mídia digital e saúde mental” (Wikipedia, 2024).
O uso excessivo de smartphones e redes sociais pode levar principalmente à(ao)(a)
Alternativas
Q3594509 Português
Leia o texto para responder à questão.


“Conexão o tempo todo”


    Vivemos em um mundo cada vez mais conectado. Celulares, tablets e computadores fazem parte da nossa rotina desde cedo. Mas esse uso constante de telas pode gerar um comportamento chamado dependência digital, quando a pessoa sente que precisa estar online o tempo todo.

    Quando passamos horas e horas olhando para a tela, nosso cérebro libera uma substância chamada dopamina, que traz uma sensação de prazer. É o mesmo mecanismo que ocorre com algumas drogas. Por isso, muitas pessoas — mesmo querendo parar — acabam repetindo o comportamento várias vezes.

    Isso pode atrapalhar o sono, deixando difícil adormecer ou descansar bem. Além disso, estudos mostram que o uso excessivo de redes sociais e smartphones está ligado à ansiedade, ao isolamento social e até à queda no rendimento escolar.

    Por outro lado, as tecnologias também trazem benefícios importantes: permitem que nos comuniquemos com amigos e familiares, aprendamos novas coisas pela internet e acessemos informações úteis. O desafio é encontrar um equilíbrio saudável — usar a tecnologia sem deixar que ela nos controle.

    Por isso, é importante criar limites: definir horários para usar o celular, procurar dormir sem telas por um tempo antes de dormir, e praticar atividades que não envolvam aparelhos eletrônicos. Assim, podemos aproveitar o melhor da tecnologia sem prejudicar nossa saúde e nosso bem-estar.


Fonte: Adaptado de informações sobre “dependência digital” e “uso de mídia digital e saúde mental” (Wikipedia, 2024).
Qual é o efeito principal da liberação de dopamina mencionada no texto?
Alternativas
Q3594508 Português
Leia o texto para responder à questão.


“Conexão o tempo todo”


    Vivemos em um mundo cada vez mais conectado. Celulares, tablets e computadores fazem parte da nossa rotina desde cedo. Mas esse uso constante de telas pode gerar um comportamento chamado dependência digital, quando a pessoa sente que precisa estar online o tempo todo.

    Quando passamos horas e horas olhando para a tela, nosso cérebro libera uma substância chamada dopamina, que traz uma sensação de prazer. É o mesmo mecanismo que ocorre com algumas drogas. Por isso, muitas pessoas — mesmo querendo parar — acabam repetindo o comportamento várias vezes.

    Isso pode atrapalhar o sono, deixando difícil adormecer ou descansar bem. Além disso, estudos mostram que o uso excessivo de redes sociais e smartphones está ligado à ansiedade, ao isolamento social e até à queda no rendimento escolar.

    Por outro lado, as tecnologias também trazem benefícios importantes: permitem que nos comuniquemos com amigos e familiares, aprendamos novas coisas pela internet e acessemos informações úteis. O desafio é encontrar um equilíbrio saudável — usar a tecnologia sem deixar que ela nos controle.

    Por isso, é importante criar limites: definir horários para usar o celular, procurar dormir sem telas por um tempo antes de dormir, e praticar atividades que não envolvam aparelhos eletrônicos. Assim, podemos aproveitar o melhor da tecnologia sem prejudicar nossa saúde e nosso bem-estar.


Fonte: Adaptado de informações sobre “dependência digital” e “uso de mídia digital e saúde mental” (Wikipedia, 2024).
Segundo o texto, o que significa “dependência digital”?
Alternativas
Q3594477 Português
Leia o texto para responder à questão:


Ciclismo e transporte urbano no Brasil


    Cada vez mais, pedalar é uma escolha comum mundo afora, seja como meio de transporte, lazer, esporte, ou seja, como forma de socialização. O interesse aumentou tanto que rendeu uma data comemorativa, o Dia Mundial da Bicicleta, instituído em 3 de junho pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o incentivo ao uso desse modal sustentável também é crescente, mas diversas questões barram o avanço da prática. Mesmo diante de amplos benefícios, a falta de segurança pesa e afasta os brasileiros das bikes.

    Segundo dados do Ministério da Saúde, com base em outras fontes legítimas, o país registrou cerca de 15 mil mortes de ciclistas no trânsito entre os anos de 2014 e 2024. Esse cenário assusta ainda mais quando se pensa sobre a quantidade de acidentes sem óbitos, mas com marcas profundas, que acontecem diariamente pelo território nacional.

  O ciclismo urbano carrega na garupa os problemas da mobilidade no ambiente das cidades: desrespeito às regras e à convivência, descuido, falta de infraestrutura adequada, ausência de planejamento e de modernização.

   No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro uma vez que, como não há espaços ideais, os ciclistas se arriscam em asfaltos irregulares e esburacados, potencializando a ocorrência de tragédias. Isso quando não precisam enfrentar vias destinadas às “magrelas” vandalizadas ou invadidas por veículos e pedestres, num quadro de perigo iminente.

   Fato é que o Brasil, diante de tantas dificuldades para implantar alternativas viáveis de locomoção, não pode ignorar o potencial das bicicletas nessa busca por soluções, muito menos fechar os olhos para o crescimento das mortes de ciclistas.

   A cultura do transporte motorizado vem perdendo força diante dos problemas do mundo moderno, como a necessidade de reduzir os índices de poluição. Fazer do ciclismo um meio de transporte eficiente e seguro é um desafio, mas as cidades que encontrarem o caminho vão dar um passo significativo rumo à qualidade de vida.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 07.07.2025. Adaptado)
Nas passagens – O interesse aumentou tanto que rendeu uma data comemorativa... (1o parágrafo) – e – ... o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro uma vez que, como não há espaços ideais, os ciclistas se arriscam em asfaltos irregulares e esburacados... (4o parágrafo) –, as expressões destacadas exprimem, correta e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Respostas
17701: A
17702: D
17703: D
17704: E
17705: C
17706: B
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17708: A
17709: C
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17720: E