Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3719658 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


A covardia do cotidiano: Como deixamos de viver por tão pouco

    Tem gente que nunca vai mergulhar na cachoeira porque a água é gelada. E é engraçado como essa pequena covardia cotidiana se replica em escala industrial na vida: quem não se lança na correnteza, também não se lança no amor, no risco, naquilo que verdadeiramente move a alma. Preferem a segurança de uma toalha seca ao perigo de um arrepio.

    O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, em O Conceito de Angústia, ressaltava que a angústia é a vertigem da liberdade: “A angústia é a possibilidade da liberdade” (KIERKEGAARD, 1844, p. 61).

    O sujeito que evita a cachoeira, na verdade, não foge da água, mas da liberdade que ela representa. Porque, convenhamos, quem tem medo de água fria, também tem medo de qualquer calor que queime por dentro.

    Tem gente que nunca vai ver o sol nascer porque não quer acordar cedo. Como se o espetáculo cósmico dependesse do nosso humor ou da função soneca do celular. Esses, quando morrem, descobrem que perderam os bilhetes mais baratos do teatro da existência: as manhãs.

    O escritor uruguaio Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços, escreveu: “Os cientistas dizem que estamos feitos de átomos, mas a mim um passarinho contou que estamos feitos de histórias” (GALEANO, 1989, p. 13).

    Quem não vê o sol nascer, perde justamente isso: a história acontecendo diante dos olhos, gratuita, democrática, mas recusada como se fosse spam da vida.

    Tem gente que nunca vai se aventurar sozinho, porque teme a solitude. Acharam que solitude é sinônimo de abandono, quando na verdade é o laboratório do espírito.

    Nietzsche, em Assim Falou Zaratustra, falava que “a solidão é para o espírito o que a dieta é para o corpo” (NIETZSCHE, 1883, p. 46). Mas preferem a mesa cheia de vozes vazias do que a companhia honesta do próprio silêncio.

    Tem gente que nunca vai fazer trilha, porque tem medo de bicho. Como se a vida fosse um zoológico higienizado com trilhasde concreto e placas explicativas.

    Esquecem que os “bichos” que mais devoram o ser humano não vivem no mato, mas no sofá da sala: preguiça, covardia e conformismo.

    O escritor argentino Ernesto Sabato, em Sobre Heróis e Tumbas, dizia: “A pior forma de solidão não é estar só, mas estar rodeado por pessoas que fazem você se sentir só” (SABATO, 1961, p. 212). Trocam o medo da onça pelo convívio manso das hienas sociais.

    Tem gente que nunca vai amar de novo, por medo de se machucar. Esses são os que transformam o coração em museu: um lugar bonito, cheio de lembranças, mas sem vida pulsando.

    O escritor tcheco Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser, lembrava: “O amor começa naquele ponto em que o ser humano começa a se esquecer de si mesmo” (KUNDERA, 1984, p. 58). Quem foge do amor, foge de si, mas acha que está se preservando.

    O medo, esse tirano delicado, governa mais vidas que qualquer ditadura militar ou Estado policial. Ele não precisa de censura, porque a própria vítima se censura. Não precisa de prisão, porque cada um constrói sua própria cela com tijolos de desculpas.

    E assim seguimos: homens e mulheres que se orgulham de “nunca terem sofrido muito”, como se isso fosse medalha. Gente que sobreviveu ilesa porque nunca ousou viver.

    No fim, a maioria vai morrer sem cicatrizes. Vão ser enterrados com a pele lisa, sem marcas, sem arranhões, sem nada que comprove que estiveram vivos. Terão a biografia imaculada de quem nunca ousou.

    A vida, essa senhora debochada, olha para eles e gargalha: “Você gastou tanto tempo tentando não se machucar que acabou não vivendo nada”.

    E é aí que mora a tragédia: não é o medo que mata.

    O que mata é o tédio disfarçado de prudência.

Autor: Felipe Daroit (adaptado).
Ao longo do texto, o autor menciona filósofos e escritores (Kierkegaard, Galeano, Nietzsche, Sabato, Kundera) como forma de reforçar suas reflexões. Considerando o contexto das citações, é correto afirmar que todas essas referências convergem para a ideia de que: 
Alternativas
Q3719657 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


A covardia do cotidiano: Como deixamos de viver por tão pouco

    Tem gente que nunca vai mergulhar na cachoeira porque a água é gelada. E é engraçado como essa pequena covardia cotidiana se replica em escala industrial na vida: quem não se lança na correnteza, também não se lança no amor, no risco, naquilo que verdadeiramente move a alma. Preferem a segurança de uma toalha seca ao perigo de um arrepio.

    O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, em O Conceito de Angústia, ressaltava que a angústia é a vertigem da liberdade: “A angústia é a possibilidade da liberdade” (KIERKEGAARD, 1844, p. 61).

    O sujeito que evita a cachoeira, na verdade, não foge da água, mas da liberdade que ela representa. Porque, convenhamos, quem tem medo de água fria, também tem medo de qualquer calor que queime por dentro.

    Tem gente que nunca vai ver o sol nascer porque não quer acordar cedo. Como se o espetáculo cósmico dependesse do nosso humor ou da função soneca do celular. Esses, quando morrem, descobrem que perderam os bilhetes mais baratos do teatro da existência: as manhãs.

    O escritor uruguaio Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços, escreveu: “Os cientistas dizem que estamos feitos de átomos, mas a mim um passarinho contou que estamos feitos de histórias” (GALEANO, 1989, p. 13).

    Quem não vê o sol nascer, perde justamente isso: a história acontecendo diante dos olhos, gratuita, democrática, mas recusada como se fosse spam da vida.

    Tem gente que nunca vai se aventurar sozinho, porque teme a solitude. Acharam que solitude é sinônimo de abandono, quando na verdade é o laboratório do espírito.

    Nietzsche, em Assim Falou Zaratustra, falava que “a solidão é para o espírito o que a dieta é para o corpo” (NIETZSCHE, 1883, p. 46). Mas preferem a mesa cheia de vozes vazias do que a companhia honesta do próprio silêncio.

    Tem gente que nunca vai fazer trilha, porque tem medo de bicho. Como se a vida fosse um zoológico higienizado com trilhasde concreto e placas explicativas.

    Esquecem que os “bichos” que mais devoram o ser humano não vivem no mato, mas no sofá da sala: preguiça, covardia e conformismo.

    O escritor argentino Ernesto Sabato, em Sobre Heróis e Tumbas, dizia: “A pior forma de solidão não é estar só, mas estar rodeado por pessoas que fazem você se sentir só” (SABATO, 1961, p. 212). Trocam o medo da onça pelo convívio manso das hienas sociais.

    Tem gente que nunca vai amar de novo, por medo de se machucar. Esses são os que transformam o coração em museu: um lugar bonito, cheio de lembranças, mas sem vida pulsando.

    O escritor tcheco Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser, lembrava: “O amor começa naquele ponto em que o ser humano começa a se esquecer de si mesmo” (KUNDERA, 1984, p. 58). Quem foge do amor, foge de si, mas acha que está se preservando.

    O medo, esse tirano delicado, governa mais vidas que qualquer ditadura militar ou Estado policial. Ele não precisa de censura, porque a própria vítima se censura. Não precisa de prisão, porque cada um constrói sua própria cela com tijolos de desculpas.

    E assim seguimos: homens e mulheres que se orgulham de “nunca terem sofrido muito”, como se isso fosse medalha. Gente que sobreviveu ilesa porque nunca ousou viver.

    No fim, a maioria vai morrer sem cicatrizes. Vão ser enterrados com a pele lisa, sem marcas, sem arranhões, sem nada que comprove que estiveram vivos. Terão a biografia imaculada de quem nunca ousou.

    A vida, essa senhora debochada, olha para eles e gargalha: “Você gastou tanto tempo tentando não se machucar que acabou não vivendo nada”.

    E é aí que mora a tragédia: não é o medo que mata.

    O que mata é o tédio disfarçado de prudência.

Autor: Felipe Daroit (adaptado).
O texto “A covardia do cotidiano” utiliza metáforas recorrentes (cachoeira, sol, trilha, amor) para representar posturas humanas diante da vida. Essas imagens, além do valor poético, funcionam como uma crítica à paralisia emocional contemporânea. Nesse sentido, o autor atribui sentido simbólico ao medo da água fria, comparando-o a: 
Alternativas
Q3719646 Português
Em relação aos gêneros textuais da narrativa, é possível afirmar que:
Alternativas
Q3719645 Português
Ao compararmos o texto 1 e o texto 2, é possível afirmar que:
Alternativas
Q3719639 Português

Texto 1: O SORVETE (trecho)

 

Estávamos absortos na contemplação ritual, misto de atenção a formas simbólicas, e de sonho em torno de ideias complexas que elas sugeriam – ali, diante daqueles pudins e daqueles roxos, amarelos, solferinos, verdes e róseos montículos de açúcar, geleia, ovo, frutas cristalizadas e invisível manteiga, quando um objeto vulgar, mas insólito no lugar onde se achava, me captou o interesse. Encostado a uma das três portas da confeitaria, do lado da calçada, um quadro-negro propunha-nos os seguintes dizeres em giz branco:

 

Hoje

Delicioso sorvete de

ABACAXI

Especialidade da casa

Hoje!

 

A inscrição emocionou-me intensamente, e dei conta a Joel da minha perturbação.

– Você está vendo?

Aparentemente, Joel não se deixara invadir pelo sortilégio das palavras. Sua superioridade!

– “Delicioso sorvete de abacaxi...” Nunca tomei disso.

– Eu também não, respondeu o fortíssimo Joel. Deve ser porcaria.

(...)

Fomos à confeitaria, templo misterioso onde se ocultava, na parte dos fundos, vedada por uma portinha de vidro opaco, a essência imanente à coisa ou palavra sorvete, e que meus pobres sentidos se aguçavam para interpretar.

O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, com florzinhas pálidas, e duas tacinhas de vidro, contendo, cada uma delas, meia esfera de uma substância alva e brilhante... Crianças de cinco anos desprezarão minha narrativa; e já ouço um leitor maduro, que me interrompe: “Afinal este sujeito quer transformar o ato de tomar sorvete numa cena histórica?”. Leitor irritado, não é bem isso. Peço apenas que te debruces sobre esta mesa a cuja roda há dois meninos do mais longe sertão. Eles nunca haviam sentido na boca o frio de uma pedra de gelo, e, como todos os meninos de todos os países, se travavam conhecimento com uma coisa de que só conhecessem antes a representação gráfica ou oral, dela se aproximavam não raro atribuindo-lhe um valor mágico, às vezes divino, às vezes cruel, em desproporção com a realidade e mesmo fora dela; um valor independente da coisa e diretamente ligado a sugestões de som, cor, forma, calor, densidade, que as palavras despertam em nosso espírito maleável... Como posso reconstituir agora tudo o que nós criáramos, para nosso próprio uso, em torno da palavra sorvete, representativa de uma espécie rara de refresco, que às pequenas cidades não era dado conhecer; e cruzada bruscamente com a nossa velha e querida palavra abacaxi, ambas como que envoltas, por uma astúcia do gerente da confeitaria, na seda fina e lisa da palavra “delicioso”?

A carga de simpatia e sensualidade com que me atirei – nos atiramos – às meias esferas trazia talvez em si o germe da decepção que logo nos assaltou. O sorvete era detestável, de um frio doloroso, do qual se excluía toda lembrança de abacaxi, para só ficar a ideia de uma coisa ao mesmo tempo pétrea e frágil, agressiva aos dentes, e, mais para além deles, a uma região íntima do ser em que está o núcleo da personalidade, sua mais profunda capacidade de gozar e sofrer. Era uma dor universal o que ele espalhava, e tão rápida e difundida como se invadisse no mesmo segundo, por mil filamentos, toda a rede nervosa... Lágrimas subiram-me aos olhos. No rosto de Joel, também o sofrimento se desenhava.

 

ANDRADE, Carlos Drummond. Contos de aprendiz. São Paulo: Companhia das Letras, 2012

No último parágrafo do texto 1, há palavras e expressões que formam um paradoxo, que pode ser visto em:
Alternativas
Q3719638 Português

Texto 1: O SORVETE (trecho)

 

Estávamos absortos na contemplação ritual, misto de atenção a formas simbólicas, e de sonho em torno de ideias complexas que elas sugeriam – ali, diante daqueles pudins e daqueles roxos, amarelos, solferinos, verdes e róseos montículos de açúcar, geleia, ovo, frutas cristalizadas e invisível manteiga, quando um objeto vulgar, mas insólito no lugar onde se achava, me captou o interesse. Encostado a uma das três portas da confeitaria, do lado da calçada, um quadro-negro propunha-nos os seguintes dizeres em giz branco:

 

Hoje

Delicioso sorvete de

ABACAXI

Especialidade da casa

Hoje!

 

A inscrição emocionou-me intensamente, e dei conta a Joel da minha perturbação.

– Você está vendo?

Aparentemente, Joel não se deixara invadir pelo sortilégio das palavras. Sua superioridade!

– “Delicioso sorvete de abacaxi...” Nunca tomei disso.

– Eu também não, respondeu o fortíssimo Joel. Deve ser porcaria.

(...)

Fomos à confeitaria, templo misterioso onde se ocultava, na parte dos fundos, vedada por uma portinha de vidro opaco, a essência imanente à coisa ou palavra sorvete, e que meus pobres sentidos se aguçavam para interpretar.

O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, com florzinhas pálidas, e duas tacinhas de vidro, contendo, cada uma delas, meia esfera de uma substância alva e brilhante... Crianças de cinco anos desprezarão minha narrativa; e já ouço um leitor maduro, que me interrompe: “Afinal este sujeito quer transformar o ato de tomar sorvete numa cena histórica?”. Leitor irritado, não é bem isso. Peço apenas que te debruces sobre esta mesa a cuja roda há dois meninos do mais longe sertão. Eles nunca haviam sentido na boca o frio de uma pedra de gelo, e, como todos os meninos de todos os países, se travavam conhecimento com uma coisa de que só conhecessem antes a representação gráfica ou oral, dela se aproximavam não raro atribuindo-lhe um valor mágico, às vezes divino, às vezes cruel, em desproporção com a realidade e mesmo fora dela; um valor independente da coisa e diretamente ligado a sugestões de som, cor, forma, calor, densidade, que as palavras despertam em nosso espírito maleável... Como posso reconstituir agora tudo o que nós criáramos, para nosso próprio uso, em torno da palavra sorvete, representativa de uma espécie rara de refresco, que às pequenas cidades não era dado conhecer; e cruzada bruscamente com a nossa velha e querida palavra abacaxi, ambas como que envoltas, por uma astúcia do gerente da confeitaria, na seda fina e lisa da palavra “delicioso”?

A carga de simpatia e sensualidade com que me atirei – nos atiramos – às meias esferas trazia talvez em si o germe da decepção que logo nos assaltou. O sorvete era detestável, de um frio doloroso, do qual se excluía toda lembrança de abacaxi, para só ficar a ideia de uma coisa ao mesmo tempo pétrea e frágil, agressiva aos dentes, e, mais para além deles, a uma região íntima do ser em que está o núcleo da personalidade, sua mais profunda capacidade de gozar e sofrer. Era uma dor universal o que ele espalhava, e tão rápida e difundida como se invadisse no mesmo segundo, por mil filamentos, toda a rede nervosa... Lágrimas subiram-me aos olhos. No rosto de Joel, também o sofrimento se desenhava.

 

ANDRADE, Carlos Drummond. Contos de aprendiz. São Paulo: Companhia das Letras, 2012

O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, com florzinhas pálidas, e duas tacinhas de vidro (9º parágrafo)
O uso do diminutivo nas palavras acima sublinhadas tem o objetivo de:
Alternativas
Q3719637 Português

Texto 1: O SORVETE (trecho)

 

Estávamos absortos na contemplação ritual, misto de atenção a formas simbólicas, e de sonho em torno de ideias complexas que elas sugeriam – ali, diante daqueles pudins e daqueles roxos, amarelos, solferinos, verdes e róseos montículos de açúcar, geleia, ovo, frutas cristalizadas e invisível manteiga, quando um objeto vulgar, mas insólito no lugar onde se achava, me captou o interesse. Encostado a uma das três portas da confeitaria, do lado da calçada, um quadro-negro propunha-nos os seguintes dizeres em giz branco:

 

Hoje

Delicioso sorvete de

ABACAXI

Especialidade da casa

Hoje!

 

A inscrição emocionou-me intensamente, e dei conta a Joel da minha perturbação.

– Você está vendo?

Aparentemente, Joel não se deixara invadir pelo sortilégio das palavras. Sua superioridade!

– “Delicioso sorvete de abacaxi...” Nunca tomei disso.

– Eu também não, respondeu o fortíssimo Joel. Deve ser porcaria.

(...)

Fomos à confeitaria, templo misterioso onde se ocultava, na parte dos fundos, vedada por uma portinha de vidro opaco, a essência imanente à coisa ou palavra sorvete, e que meus pobres sentidos se aguçavam para interpretar.

O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, com florzinhas pálidas, e duas tacinhas de vidro, contendo, cada uma delas, meia esfera de uma substância alva e brilhante... Crianças de cinco anos desprezarão minha narrativa; e já ouço um leitor maduro, que me interrompe: “Afinal este sujeito quer transformar o ato de tomar sorvete numa cena histórica?”. Leitor irritado, não é bem isso. Peço apenas que te debruces sobre esta mesa a cuja roda há dois meninos do mais longe sertão. Eles nunca haviam sentido na boca o frio de uma pedra de gelo, e, como todos os meninos de todos os países, se travavam conhecimento com uma coisa de que só conhecessem antes a representação gráfica ou oral, dela se aproximavam não raro atribuindo-lhe um valor mágico, às vezes divino, às vezes cruel, em desproporção com a realidade e mesmo fora dela; um valor independente da coisa e diretamente ligado a sugestões de som, cor, forma, calor, densidade, que as palavras despertam em nosso espírito maleável... Como posso reconstituir agora tudo o que nós criáramos, para nosso próprio uso, em torno da palavra sorvete, representativa de uma espécie rara de refresco, que às pequenas cidades não era dado conhecer; e cruzada bruscamente com a nossa velha e querida palavra abacaxi, ambas como que envoltas, por uma astúcia do gerente da confeitaria, na seda fina e lisa da palavra “delicioso”?

A carga de simpatia e sensualidade com que me atirei – nos atiramos – às meias esferas trazia talvez em si o germe da decepção que logo nos assaltou. O sorvete era detestável, de um frio doloroso, do qual se excluía toda lembrança de abacaxi, para só ficar a ideia de uma coisa ao mesmo tempo pétrea e frágil, agressiva aos dentes, e, mais para além deles, a uma região íntima do ser em que está o núcleo da personalidade, sua mais profunda capacidade de gozar e sofrer. Era uma dor universal o que ele espalhava, e tão rápida e difundida como se invadisse no mesmo segundo, por mil filamentos, toda a rede nervosa... Lágrimas subiram-me aos olhos. No rosto de Joel, também o sofrimento se desenhava.

 

ANDRADE, Carlos Drummond. Contos de aprendiz. São Paulo: Companhia das Letras, 2012

O narrador do texto pode ser classificado como narrador personagem, o que está textualmente evidenciado em:
Alternativas
Q3719506 Português
Leia o texto para responder a questão.


A busca incessante pela beleza 'perfeita e ideal'


    Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos, número que, no mínimo, desperta atenção para um setor em franca ebulição. Esse número se deve principalmente ao aumento pela busca de intervenções cirúrgicas de caráter estético.

    São diversos os procedimentos procurados hoje em dia: aumento ou redução das mamas, aumento de glúteos, blefaroplastia (que consiste na remoção dos excessos palpebrais), toxina botulínica (Botox), aumento dos lábios, remoção das gorduras localizadas e rinoplastia (aperfeiçoamento da estrutura do nariz).

    Alguns indivíduos se submetem a essas intervenções com o intuito de se adequarem ao padrão de beleza atual, frequentemente alterado em um curto espaço de tempo. Enquanto no passado eram necessárias décadas ou até mesmo séculos para que esse padrão fosse modificado, hoje os padrões se modificam constantemente, além das exigências para chegar a uma beleza "perfeita e ideal".

    A filosofia da cirurgia plástica é restaurar a função, gerar bem-estar, contribuir favoravelmente para a autoimagem do indivíduo, filosofia frontalmente contrária à venda de fantasia e ilusões realizadas por “mercadores” desqualificados, que não raramente colocam a vida de terceiros em risco.

    Ocorrências atuais de erros e mortes em procedimentos estéticos e o aumento e sofisticação dos "golpes em cirurgia plástica" chamam a atenção para a necessidade da escolha criteriosa do profissional, esclarecimento do paciente sobre possíveis riscos e os cuidados no pós-operatório. Procedimentos estéticos invasivos ou cosmiátricos devem ser executados por especialistas médicos.

    A busca incessante pela "forma ideal de beleza" vem revelando a face mais perversa do mundo da beleza, como o aumento de problemas de saúde física e mental. Distorções físicas e até óbitos são resultados de uma impropriedade doentia contemporânea.

    Sem limites, essas transformações acabam transformando o corpo em objeto para a apreciação ou talvez para a depreciação coletiva. A individualidade cai por terra.

    O trabalho de um cirurgião capacitado não se restringe ao procedimento em si; é necessário entender as expectativas de cada paciente, suas motivações para realizar o procedimento e o seu momento de vida. Também é essencial certificar-se de que o paciente realmente se beneficiará daquele planejamento cirúrgico e, enfim, deixar claro que a beleza é múltipla. Não aceita padrões, é incomparável!

    A busca equilibrada pela beleza é sensata e legítima. Não pode ser banalizada! Sentir-se bem, cuidar da aparência, da sua autoestima é dever de cada um. Não deixe se influenciar por estereótipos e versões "filtradas". A sua identidade é única e deve ser preservada a qualquer custo. A beleza genuína está na sua individualidade.


Disponível em https://odia.ig.com.br/opiniao/2024/03/6807116-a-buscaincessante-pela-beleza-perfeita-e-ideal.html
O quinto parágrafo do texto estabelece um contraste fundamental com a “busca incessante pela ‘forma ideal de beleza’” e as “distorções físicas e até óbitos”. Qual a principal ideia defendida nesse parágrafo para reorientar a abordagem à beleza?  
Alternativas
Q3719504 Português
Leia o texto para responder a questão.


A busca incessante pela beleza 'perfeita e ideal'


    Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos, número que, no mínimo, desperta atenção para um setor em franca ebulição. Esse número se deve principalmente ao aumento pela busca de intervenções cirúrgicas de caráter estético.

    São diversos os procedimentos procurados hoje em dia: aumento ou redução das mamas, aumento de glúteos, blefaroplastia (que consiste na remoção dos excessos palpebrais), toxina botulínica (Botox), aumento dos lábios, remoção das gorduras localizadas e rinoplastia (aperfeiçoamento da estrutura do nariz).

    Alguns indivíduos se submetem a essas intervenções com o intuito de se adequarem ao padrão de beleza atual, frequentemente alterado em um curto espaço de tempo. Enquanto no passado eram necessárias décadas ou até mesmo séculos para que esse padrão fosse modificado, hoje os padrões se modificam constantemente, além das exigências para chegar a uma beleza "perfeita e ideal".

    A filosofia da cirurgia plástica é restaurar a função, gerar bem-estar, contribuir favoravelmente para a autoimagem do indivíduo, filosofia frontalmente contrária à venda de fantasia e ilusões realizadas por “mercadores” desqualificados, que não raramente colocam a vida de terceiros em risco.

    Ocorrências atuais de erros e mortes em procedimentos estéticos e o aumento e sofisticação dos "golpes em cirurgia plástica" chamam a atenção para a necessidade da escolha criteriosa do profissional, esclarecimento do paciente sobre possíveis riscos e os cuidados no pós-operatório. Procedimentos estéticos invasivos ou cosmiátricos devem ser executados por especialistas médicos.

    A busca incessante pela "forma ideal de beleza" vem revelando a face mais perversa do mundo da beleza, como o aumento de problemas de saúde física e mental. Distorções físicas e até óbitos são resultados de uma impropriedade doentia contemporânea.

    Sem limites, essas transformações acabam transformando o corpo em objeto para a apreciação ou talvez para a depreciação coletiva. A individualidade cai por terra.

    O trabalho de um cirurgião capacitado não se restringe ao procedimento em si; é necessário entender as expectativas de cada paciente, suas motivações para realizar o procedimento e o seu momento de vida. Também é essencial certificar-se de que o paciente realmente se beneficiará daquele planejamento cirúrgico e, enfim, deixar claro que a beleza é múltipla. Não aceita padrões, é incomparável!

    A busca equilibrada pela beleza é sensata e legítima. Não pode ser banalizada! Sentir-se bem, cuidar da aparência, da sua autoestima é dever de cada um. Não deixe se influenciar por estereótipos e versões "filtradas". A sua identidade é única e deve ser preservada a qualquer custo. A beleza genuína está na sua individualidade.


Disponível em https://odia.ig.com.br/opiniao/2024/03/6807116-a-buscaincessante-pela-beleza-perfeita-e-ideal.html
Ao mencionar “filosofia frontalmente contrária à venda de fantasia e ilusões realizadas por ‘mercadores’ desqualificados, que não raramente colocam a vida de terceiros em risco”, o autor pretende, principalmente:  
Alternativas
Q3719501 Português
Leia o texto para responder a questão.


A busca incessante pela beleza 'perfeita e ideal'


    Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos, número que, no mínimo, desperta atenção para um setor em franca ebulição. Esse número se deve principalmente ao aumento pela busca de intervenções cirúrgicas de caráter estético.

    São diversos os procedimentos procurados hoje em dia: aumento ou redução das mamas, aumento de glúteos, blefaroplastia (que consiste na remoção dos excessos palpebrais), toxina botulínica (Botox), aumento dos lábios, remoção das gorduras localizadas e rinoplastia (aperfeiçoamento da estrutura do nariz).

    Alguns indivíduos se submetem a essas intervenções com o intuito de se adequarem ao padrão de beleza atual, frequentemente alterado em um curto espaço de tempo. Enquanto no passado eram necessárias décadas ou até mesmo séculos para que esse padrão fosse modificado, hoje os padrões se modificam constantemente, além das exigências para chegar a uma beleza "perfeita e ideal".

    A filosofia da cirurgia plástica é restaurar a função, gerar bem-estar, contribuir favoravelmente para a autoimagem do indivíduo, filosofia frontalmente contrária à venda de fantasia e ilusões realizadas por “mercadores” desqualificados, que não raramente colocam a vida de terceiros em risco.

    Ocorrências atuais de erros e mortes em procedimentos estéticos e o aumento e sofisticação dos "golpes em cirurgia plástica" chamam a atenção para a necessidade da escolha criteriosa do profissional, esclarecimento do paciente sobre possíveis riscos e os cuidados no pós-operatório. Procedimentos estéticos invasivos ou cosmiátricos devem ser executados por especialistas médicos.

    A busca incessante pela "forma ideal de beleza" vem revelando a face mais perversa do mundo da beleza, como o aumento de problemas de saúde física e mental. Distorções físicas e até óbitos são resultados de uma impropriedade doentia contemporânea.

    Sem limites, essas transformações acabam transformando o corpo em objeto para a apreciação ou talvez para a depreciação coletiva. A individualidade cai por terra.

    O trabalho de um cirurgião capacitado não se restringe ao procedimento em si; é necessário entender as expectativas de cada paciente, suas motivações para realizar o procedimento e o seu momento de vida. Também é essencial certificar-se de que o paciente realmente se beneficiará daquele planejamento cirúrgico e, enfim, deixar claro que a beleza é múltipla. Não aceita padrões, é incomparável!

    A busca equilibrada pela beleza é sensata e legítima. Não pode ser banalizada! Sentir-se bem, cuidar da aparência, da sua autoestima é dever de cada um. Não deixe se influenciar por estereótipos e versões "filtradas". A sua identidade é única e deve ser preservada a qualquer custo. A beleza genuína está na sua individualidade.


Disponível em https://odia.ig.com.br/opiniao/2024/03/6807116-a-buscaincessante-pela-beleza-perfeita-e-ideal.html
Assinale a alternativa que apresenta o principal ponto de vista ou ideia central defendida pelo autor em relação aos padrões de beleza mencionados no segundo parágrafo do texto.  
Alternativas
Q3719106 Português
Entre o bizarro e o extraordinário




Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.

Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada “ciência básica”, que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.

Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?

Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão.

Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que “fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.

Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos.

Analisar se o bocejo é contagioso entre tartarugas pode parecer estúpido, mas testar essa hipótese ajuda a entender as origens evolutivas do comportamento social e da empatia. Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, a exemplo de um estudo holandês que mostrou como a vontade de urinar influencia a tomada de decisões.

Na próxima vez que você ler a respeito de uma pesquisa aparentemente excêntrica, tente resistir ao impulso de julgá-la: esteja aberto a se surpreender com a capacidade de transformar o improvável em conhecimento.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
No 5º§, o autor cita o prêmio de nome “IgNobel”, trocadilho originado a partir da aproximação dos termos “Nobel” e “ignóbil”. O sentido denotativo desse último vocábulo é: 
Alternativas
Q3719105 Português
Entre o bizarro e o extraordinário




Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.

Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada “ciência básica”, que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.

Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?

Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão.

Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que “fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.

Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos.

Analisar se o bocejo é contagioso entre tartarugas pode parecer estúpido, mas testar essa hipótese ajuda a entender as origens evolutivas do comportamento social e da empatia. Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, a exemplo de um estudo holandês que mostrou como a vontade de urinar influencia a tomada de decisões.

Na próxima vez que você ler a respeito de uma pesquisa aparentemente excêntrica, tente resistir ao impulso de julgá-la: esteja aberto a se surpreender com a capacidade de transformar o improvável em conhecimento.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Releia esta passagem: “Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, [...]”. (7º§) A única paráfrase que NÃO acarreta substancial alteração semântica está em:
Alternativas
Q3719104 Português
Entre o bizarro e o extraordinário




Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.

Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada “ciência básica”, que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.

Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?

Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão.

Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que “fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.

Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos.

Analisar se o bocejo é contagioso entre tartarugas pode parecer estúpido, mas testar essa hipótese ajuda a entender as origens evolutivas do comportamento social e da empatia. Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, a exemplo de um estudo holandês que mostrou como a vontade de urinar influencia a tomada de decisões.

Na próxima vez que você ler a respeito de uma pesquisa aparentemente excêntrica, tente resistir ao impulso de julgá-la: esteja aberto a se surpreender com a capacidade de transformar o improvável em conhecimento.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Na passagem Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. (6º§), as aspas em “inúteis” sugerem, conforme o contexto:
Alternativas
Q3719103 Português
Entre o bizarro e o extraordinário




Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.

Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada “ciência básica”, que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.

Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?

Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão.

Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que “fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.

Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos.

Analisar se o bocejo é contagioso entre tartarugas pode parecer estúpido, mas testar essa hipótese ajuda a entender as origens evolutivas do comportamento social e da empatia. Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, a exemplo de um estudo holandês que mostrou como a vontade de urinar influencia a tomada de decisões.

Na próxima vez que você ler a respeito de uma pesquisa aparentemente excêntrica, tente resistir ao impulso de julgá-la: esteja aberto a se surpreender com a capacidade de transformar o improvável em conhecimento.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Segundo o contexto, os adjetivos “bizarro” e “extraordinário”, no título do texto, caracterizam, respectivamente:
Alternativas
Q3719102 Português
Entre o bizarro e o extraordinário




Ao se deparar com cientistas fazendo cócegas em ratos, você pode se revoltar com o desperdício de tempo e dinheiro em algo que à primeira vista não traz retorno para a sociedade. Para muitos, a ciência só tem valor se tiver aplicação imediata e evidente.

Acontece que existe um valor inerente ao conhecimento que muitas vezes não se revela em uma única pesquisa. A chamada “ciência básica”, que se dedica a investigar os fundamentos de fenômenos naturais, pode viabilizar soluções para problemas complexos.

Pesquisadores que passaram anos fazendo cócegas em ratos, por exemplo, compreenderam melhor as respostas neurológicas à alegria e ao prazer, ao identificar vocalizações ultrassônicas comparáveis às gargalhadas humanas. Uma descoberta que nos ajuda a desvendar mistérios como: por que sentimos cócegas? Por que algumas partes do corpo são mais sensíveis?

Ao investigar o córtex somatossensorial dos ratos, responsável por receber e processar informações sensoriais, os cientistas identificaram células que respondiam às cócegas e a outros estímulos, como brincadeiras. Se ansiosos, os ratos sentiam menos cócegas e a atividade dessas células era reduzida. São achados que ajudam a compreender a base neurobiológica das emoções positivas e abrem caminho para tratamentos contra a ansiedade e a depressão.

Não por acaso, o prêmio IgNobel, uma sátira ao Nobel, homenageia pesquisas aparentemente bizarras que “fazem as pessoas rirem e depois pensarem”. Entre os premiados estão estudos que avaliaram os fenômenos físicos responsáveis pelos escorregões em cascas de banana; o motivo pelo qual pica-paus não têm dor de cabeça; por que os cocôs de pequenos marsupiais são cúbicos, entre outros.

Na história da ciência não faltam exemplos de descobertas revolucionárias que nasceram de pesquisas “inúteis”. Depois de anos investigando uma espécie de água-viva bioluminescente, o químico Osamu Shimomura conseguiu isolar a proteína fluorescente verde (GPF), feito que provocaria uma revolução na medicina. Com os avanços da engenharia genética, cientistas passaram a inserir o gene que comanda a produção da GFP em células e em animais de laboratório, permitindo rastrear processos celulares em tempo real. A descoberta rendeu o Nobel de Química ao cientista, tornando-se uma ferramenta fundamental na criação de tratamentos e diagnósticos para seres humanos.

Analisar se o bocejo é contagioso entre tartarugas pode parecer estúpido, mas testar essa hipótese ajuda a entender as origens evolutivas do comportamento social e da empatia. Pesquisas estranhas que tratam de hábitos humanos também podem gerar aplicações que vão da psicologia à economia, a exemplo de um estudo holandês que mostrou como a vontade de urinar influencia a tomada de decisões.

Na próxima vez que você ler a respeito de uma pesquisa aparentemente excêntrica, tente resistir ao impulso de julgá-la: esteja aberto a se surpreender com a capacidade de transformar o improvável em conhecimento.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
“Considerando sua estrutura linguístico-composicional, sua temática e sua finalidade comunicativa, o texto lido é representante do gênero ___________, no qual predomina a tipologia ___________.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior. 
Alternativas
Q3719066 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A segunda vida da saudade


A saudade é uma repescagem. Pela saudade, você descobre que ama alguém mais do que imaginava: é uma necessidade de companhia despertada pela solidão mais funda.


A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias.


É uma lembrança a dois. Diferente da nostalgia, que é pessoal e intransferível, a saudade se partilha, sofre junto. A nostalgia é encerrada; a saudade é um sentimento em progresso.


Pela saudade, você revisa seus atos e reconhece suas limitações. Não é julgamento do outro, mas de si mesmo com o outro. Uma justiça emocional que tenta consertar omissões e faltas de gentileza.


Ela começa no medo para vencer o medo. Ensina coragem para defender sua autenticidade, enfrentando preconceitos e opiniões alheias. Fortalece vínculos, aponta quem merece permanecer.


A saudade não deixa ninguém para trás. Emparelha almas, sincroniza pensamentos. Consegue ser perdão e gratidão ao mesmo tempo.


É a memória, no período de escassez, de tudo o que foi bom. Um trailer do fim que não queremos assistir. Uma despedida dentro do encontro. Um adeus ensaiado que vira vínculo duradouro e definitivo.



Texto Adaptado


CARPINEJAR, Fabrício. A segunda vida da saudade. O Tempo, 26 set. 2025. Disponível em:

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/9/26/a-seg unda-vida-da-saudade . Acesso em: 26 out. 2025.

Com base no texto e considerando os princípios semântico-discursivos que regem os processos de significação no texto, assinale a alternativa que apresenta a leitura precisa e teoricamente fundamentada da construção textual da ideia de "saudade". 
Alternativas
Q3719062 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A segunda vida da saudade


A saudade é uma repescagem. Pela saudade, você descobre que ama alguém mais do que imaginava: é uma necessidade de companhia despertada pela solidão mais funda.


A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias.


É uma lembrança a dois. Diferente da nostalgia, que é pessoal e intransferível, a saudade se partilha, sofre junto. A nostalgia é encerrada; a saudade é um sentimento em progresso.


Pela saudade, você revisa seus atos e reconhece suas limitações. Não é julgamento do outro, mas de si mesmo com o outro. Uma justiça emocional que tenta consertar omissões e faltas de gentileza.


Ela começa no medo para vencer o medo. Ensina coragem para defender sua autenticidade, enfrentando preconceitos e opiniões alheias. Fortalece vínculos, aponta quem merece permanecer.


A saudade não deixa ninguém para trás. Emparelha almas, sincroniza pensamentos. Consegue ser perdão e gratidão ao mesmo tempo.


É a memória, no período de escassez, de tudo o que foi bom. Um trailer do fim que não queremos assistir. Uma despedida dentro do encontro. Um adeus ensaiado que vira vínculo duradouro e definitivo.



Texto Adaptado


CARPINEJAR, Fabrício. A segunda vida da saudade. O Tempo, 26 set. 2025. Disponível em:

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/9/26/a-seg unda-vida-da-saudade . Acesso em: 26 out. 2025.

Considerando os mecanismos semânticos de sinonímia no fragmento "A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias" e a relevância contextual na seleção lexical, assinale a alternativa que contém substituições sinônimas que preservam, de forma precisa, os sentidos pretendidos pelo autor.
Alternativas
Q3719014 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A segunda vida da saudade


A saudade é uma repescagem. Pela saudade, você descobre que ama alguém mais do que imaginava: é uma necessidade de companhia despertada pela solidão mais funda.


A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias.


É uma lembrança a dois. Diferente da nostalgia, que é pessoal e intransferível, a saudade se partilha, sofre junto. A nostalgia é encerrada; a saudade é um sentimento em progresso.


Pela saudade, você revisa seus atos e reconhece suas limitações. Não é julgamento do outro, mas de si mesmo com o outro. Uma justiça emocional que tenta consertar omissões e faltas de gentileza.


Ela começa no medo para vencer o medo. Ensina coragem para defender sua autenticidade, enfrentando preconceitos e opiniões alheias. Fortalece vínculos, aponta quem merece permanecer.


A saudade não deixa ninguém para trás. Emparelha almas, sincroniza pensamentos. Consegue ser perdão e gratidão ao mesmo tempo.


A  a memória, no período de escassez, de tudo o que foi bom. Um trailer do fim que não queremos assistir. Uma despedida dentro do encontro. Um adeus ensaiado que vira vínculo duradouro e definitivo.



Texto Adaptado



CARPINEJAR, Fabrício. A segunda vida da saudade. O Tempo, 26 set. 2025. Disponível em:

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/9/26/a-seg unda-vida-da-saudade . Acesso em: 26 out. 2025.

Considerando os mecanismos semânticos de sinonímia no fragmento "A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias" e a relevância contextual na seleção lexical, assinale a alternativa que contém substituições sinônimas que preservam, de forma precisa, os sentidos pretendidos pelo autor. 
Alternativas
Q3719013 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A segunda vida da saudade


A saudade é uma repescagem. Pela saudade, você descobre que ama alguém mais do que imaginava: é uma necessidade de companhia despertada pela solidão mais funda.


A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias.


É uma lembrança a dois. Diferente da nostalgia, que é pessoal e intransferível, a saudade se partilha, sofre junto. A nostalgia é encerrada; a saudade é um sentimento em progresso.


Pela saudade, você revisa seus atos e reconhece suas limitações. Não é julgamento do outro, mas de si mesmo com o outro. Uma justiça emocional que tenta consertar omissões e faltas de gentileza.


Ela começa no medo para vencer o medo. Ensina coragem para defender sua autenticidade, enfrentando preconceitos e opiniões alheias. Fortalece vínculos, aponta quem merece permanecer.


A saudade não deixa ninguém para trás. Emparelha almas, sincroniza pensamentos. Consegue ser perdão e gratidão ao mesmo tempo.


A  a memória, no período de escassez, de tudo o que foi bom. Um trailer do fim que não queremos assistir. Uma despedida dentro do encontro. Um adeus ensaiado que vira vínculo duradouro e definitivo.



Texto Adaptado



CARPINEJAR, Fabrício. A segunda vida da saudade. O Tempo, 26 set. 2025. Disponível em:

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/9/26/a-seg unda-vida-da-saudade . Acesso em: 26 out. 2025.

Com base no texto e considerando os princípios semântico-discursivos que regem os processos de significação no texto, assinale a alternativa que apresenta a leitura precisa e teoricamente fundamentada da construção textual da ideia de "saudade".
Alternativas
Q3718993 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Você teria um tempinho?

    — Não? Nem quinze minutos para tomarmos um café? Ah, entendo, o trabalho te chama, apesar de ter terminado o expediente. Fica para outro momento, então. Tchau!

    Diálogos do gênero passaram a fazer parte das conversas entre amigos. Querem-se bem, sentem saudade, adorariam partilhar o que está acontecendo... mas ausentam-se. Qualquer eventual disponibilidade será para colocar algumas coisas em dia, pois seu chefe insiste para você pôr de lado o que lhe parece não ter importância: sua vida pessoal. O adiantado da noite parece um bom horário para enviar um whats. Na expectativa de resposta rápida, claro. E assim tudo vai seguindo e ficamos cada vez mais pobres interiormente, por nos desfazermos do saudável propósito de gastar como desejamos o que nos pertence de fato e de direito.

    No extremo da escala econômica, a dos ricos, o luxo maior passou a ser a ostentação de longos períodos sem fazer nada. Importante: o silêncio faz parte do pacote. Mostrar poder passou a incluir a chance de continuar inserido no sistema; porém, com largos intervalos dedicados a si. Considero-me afortunado por ter amigos receptivos, acostumados a acolher os meus convites. Finais de tarde geralmente são destinados para garimpar os seres que me são queridos e estão dispostos a sentar ao meu lado, se possível sem olhar de maneira obsessiva para o celular. Atribuo a tal escolha um bom percentual da minha saúde mental. Dar-se de presente isso é uma declaração de amor próprio. Uma ideia revolucionária em um mundo utilitarista. É possível abrir essas brechas, apesar da agenda estar abarrotada. A ideia não é original e nem pretende ser. Aliás, tem-me parecido cada vez mais importante resgatar o natural, como nossos pais e avós faziam. Seguir o fluxo. O corpo e a mente darão o norte.

    Mudar é simples e complexo, ao mesmo tempo. Pode-se começar com modestas doses semanais, dando ________ a um projeto que qualifica a existência. Pense em alguém ausente há muito e o surpreenda, manifestando a vontade de saber como está. Depois virão outros, numa sucessão repleta de abraços, agregada ____ delicadeza da escuta atenta, bem como do acolhimento das suas experiências. Chama-se a isso educação para os sentidos. Reformular o que causa desconforto, ajustando, em doses iguais, compromisso e prazer. Não quero parecer simplista, mas repousa nas mãos de cada um a possibilidade de abrir _______ no calendário pessoal. Liste o essencial e mantenha-se fiel a ele. O dia só é curto quando mal aproveitado.

    A sabedoria está em encontrar boas soluções, sem brigar com aquilo que nos é oferecido. A serenidade não precisa ser buscada no topo de uma montanha. O caos vai tentar te alcançar. Caminhe por ele, deixando-se afetar o mínimo possível. Ao agir dessa forma, estará na companhia dos melhores. E ainda vão lhe sobrar horas para fazer o que bem entender.

    Desfrute sem culpa.

Autor: Gilmar Marcílio – GZH (adaptado).
No trecho em que o autor menciona “No extremo da escala econômica, a dos ricos, o luxo maior passou a ser a ostentação de longos períodos sem fazer nada”, o termo “luxo maior” indica que, para essa classe social, o verdadeiro sinal de status consiste em:
Alternativas
Respostas
15781: B
15782: A
15783: A
15784: B
15785: C
15786: B
15787: D
15788: C
15789: A
15790: A
15791: D
15792: A
15793: A
15794: C
15795: D
15796: C
15797: B
15798: C
15799: D
15800: C