Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3468480 Português
Texto 1A1

        A Escola de Palo Alto, grupo formado por pesquisadores que se reuniram na década de 1950 para estudar o fenômeno da comunicação humana, definiu alguns axiomas básicos da comunicação.

        Um dos axiomas apresentados pelo grupo de pesquisadores é o de que toda comunicação tem um aspecto de conteúdo e um aspecto relacional. Nesse sentido, é comum a percepção de sutilezas na forma como o outro nos passa alguma mensagem. Um exemplo corriqueiro é a situação na qual alguém diz “sim”, mas, na verdade, está querendo dizer “não”. O indivíduo tem inúmeras formas de mostrar que a negativa é mais verdadeira do que a mera palavra “sim”, o que significa que a comunicação envolve muito mais do que seu mero conteúdo.

        O entendimento do contexto relacional é fundamental para uma melhor compreensão da comunicação: sem a devida consideração do contexto relacional dos interlocutores, não é possível compreender a mensagem. A interpretação de ironias e cinismo, por exemplo, depende disso. São duas formas comuns e corriqueiras de comunicação que se manifestam justamente por meio de maneiras invertidas de explicitar conteúdos. Nessas formas de comunicação, o “sim” quer dizer “não”, o “bonito” quer dizer “feio”, e assim por diante. Essas colocações podem denotar inimizade entre os interlocutores ou apenas uma piada, conforme o contexto relacional.

        Outro axioma diz respeito ao fato de que a natureza da relação depende de sequências de comunicação prévias estabelecidas pelos comunicantes. Os diversos modos de comunicação são apreendidos ao longo das histórias de vida de cada sujeito e influenciam a maneira como cada um age em relação aos demais. As bagagens apreendidas por cada comunicador influenciam a forma como vão se comunicar um com o outro no momento presente, pois os predispõem a um conjunto maior de sinais e mensagens, que serão interpretados e compartilhados por ambos. Os aspectos relacionais entre os interlocutores, bem como o entendimento sobre o que é dito, são historicamente determinados por interações prévias entre ambos e por padrões culturais definidos.

        Isso é conspícuo quando observamos pessoas que já se conhecem muito bem e que possuem história prévia de entendimento e boa comunicação. Um casal que vive junto há algum tempo, por exemplo, é capaz de reconhecer, mesmo de longe, quando o cônjuge está gostando de uma festa, ou quando está incomodado e querendo ir embora. Prescindindo de linguagem oral, são capazes de reconhecer os sinais no outro que expressam opiniões e posicionamentos.

Internet:<unasus.unifesp.br>  (com adaptações). 
De acordo com o texto 1A1, a Escola de Palo Alto 
Alternativas
Q3468136 Português
Texto CB3A1

        Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja.

        A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.

        As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.

       Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.

        O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.

Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).  

A respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue o item seguinte.  


Com o emprego do vocábulo “departamentalizada” entre vírgulas (penúltimo período do terceiro parágrafo), o autor do texto faz uma crítica ao caráter estático da universidade. 

Alternativas
Q3468134 Português
Texto CB3A1

        Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja.

        A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.

        As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.

       Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.

        O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.

Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).  

Em relação ao texto CB3A1 e às ideias nele apresentadas, julgue o item a seguir. 


Do último parágrafo, dada a ordem de disposição dos verbos “mudar”, “evoluir”, “reformar” e “inventar” (primeiro e segundo períodos), conclui-se que o autor do texto atribui prioridade à criatividade no ambiente universitário. 

Alternativas
Q3468132 Português
Texto CB3A1

        Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja.

        A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.

        As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.

       Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.

        O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.

Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).  

Em relação ao texto CB3A1 e às ideias nele apresentadas, julgue o item a seguir. 


Infere-se do texto que a universidade e os conventos cumpriam uma missão idêntica mil anos atrás.  

Alternativas
Q3468131 Português
Texto CB3A1

        Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja.

        A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.

        As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.

       Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.

        O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.

Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP, São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações).  

Em relação ao texto CB3A1 e às ideias nele apresentadas, julgue o item a seguir. 


Segundo o autor do texto, a universidade soube se adaptar às transformações históricas no último milênio.  

Alternativas
Q3467854 Português
Texto CB2A1

        Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências.

        “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora.

         Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma.

         A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro.

         Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação.

         “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar.

Elisa Martins. De museu a podcast, a arte de divulgar ciência.
In: Ciência Hoje, n.º 418, mar./2025 (com adaptações). 

Julgue o seguinte item, referente a aspectos linguísticos do texto CB2A1.


A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados se o trecho “idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ” (primeiro período do quinto parágrafo) fosse reescrito da seguinte maneira: que ela idealizou e o Museu Ciência e Vida e a Fundação CECIERJ produziram. 

Alternativas
Q3467844 Português
Texto CB2A1

        Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências.

        “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora.

         Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma.

         A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro.

         Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação.

         “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar.

Elisa Martins. De museu a podcast, a arte de divulgar ciência.
In: Ciência Hoje, n.º 418, mar./2025 (com adaptações). 

Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir.  


Sem prejuízo da coerência do texto, o vocábulo ‘equidade’ (último período do terceiro parágrafo) poderia ser substituído por paridade

Alternativas
Q3467842 Português
Texto CB2A1

        Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências.

        “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora.

         Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma.

         A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro.

         Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação.

         “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar.

Elisa Martins. De museu a podcast, a arte de divulgar ciência.
In: Ciência Hoje, n.º 418, mar./2025 (com adaptações). 

Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir.  


A forma verbal “gestou” (último período do quarto parágrafo) está empregada no texto em sentido conotativo, significando proceder à criação de algo. 

Alternativas
Q3467841 Português
Texto CB2A1

        Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências.

        “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora.

         Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma.

         A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro.

         Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação.

         “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar.

Elisa Martins. De museu a podcast, a arte de divulgar ciência.
In: Ciência Hoje, n.º 418, mar./2025 (com adaptações). 

Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir.  


De acordo com o texto, a diversidade de formas de se atuar no campo científico pode incentivar as pessoas a construírem uma carreira nessa área. 

Alternativas
Q3467840 Português
Texto CB2A1

        Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências.

        “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora.

         Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma.

         A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro.

         Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação.

         “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar.

Elisa Martins. De museu a podcast, a arte de divulgar ciência.
In: Ciência Hoje, n.º 418, mar./2025 (com adaptações). 

Em relação ao texto CB2A1, aos seus sentidos e às ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir.  


O texto é predominantemente argumentativo: nele a autora defende a ideia de que é possível produzir e divulgar conhecimento científico de diferentes formas.  

Alternativas
Q3466711 Português
Texto CB3A1

        Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja.

         A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.

         As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.

         Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.

         O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.

Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP,
São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações)

Em relação ao texto CB3A1 e às ideias nele apresentadas, julgue o item a seguir.  


Na conclusão do texto, o autor apresenta uma hipótese sobre o ensino superior no século XXI. 

Alternativas
Q3466710 Português
Texto CB3A1

        Mil anos atrás, a universidade substituiu o convento no papel de gerador do saber de nível superior. Em um tempo em que a educação básica era restrita a poucas pessoas, os conventos serviam para formar adultos interessados em aprofundar o conhecimento em torno dos temas e dogmas da Igreja.

         A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.

         As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.

         Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.

         O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.

Cristovam Buarque. Universidade e democracia. In: Revista USP,
São Paulo, n.º 78, p. 68-77, jun.-ago./2008 (com adaptações)

Em relação ao texto CB3A1 e às ideias nele apresentadas, julgue o item a seguir.  


Pela forma de apresentação dos fatos e dados colhidos empiricamente, conclui-se que o texto pertence ao gênero textual reportagem.  

Alternativas
Q3465747 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02


Captura_de tela 2025-07-07 115858.png (897×408)

Disponível em: https://www.educabras.com/. Acesso em: 18 abr. 2025.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias veiculadas no texto 02.

I- O sentimento de felicidade independe da condição financeira que se tem.
II- A boa condição financeira, até determinado limite, influencia na felicidade.
III- A condição financeira de uma pessoa interfere na sua saúde emocional.
IV- Quanto mais dinheiro as pessoas têm, mais felizes essas pessoas são.
V- Quanto menos dinheiro as pessoas têm, mais felizes essas pessoas são.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3465746 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

O que fazer para suportar essa tal felicidade?

    Um dia me fizeram a pergunta: “Você é sempre assim, insuportavelmente feliz?”. Confesso que fiquei sem ação. Naquele momento não consegui encontrar uma resposta, pois na minha cabeça eu precisava ainda definir: O que seria ser feliz? Qual seria o peso do advérbio sempre? Insuportável para quem?
    Na hora só consegui pedir desculpas. Sim, me desculpei por parecer feliz e até insuportável. Para minha sorte, a ausência dessa resposta não pesou no resultado da entrevista. Entrevista? Exatamente. Essa dúvida quanto ao meu estado constante de felicidade aconteceu no meio de um processo seletivo para uma grande empresa. Apesar de não encontrar a resposta, eu fui contratada. Agora, depois de tantos anos, essa pergunta voltou a ressoar em minha mente e resolvi, então, tentar entender as suas partes.
     Sou avessa aos determinismos e reducionismos quando se tratam de fenômenos existenciais humanos. Palavras como “sempre” e “nunca” nos aprisionam a uma condição imutável e de permanência. E nos impedem de transitar pelo “quase” ou pelo “talvez”, que nos permitem a dúvida, a crise, a possibilidade de escolher novos caminhos e provocar a mudança. Definitivamente o “sempre” não me representa. No insuportável, evidencia-se o peso da subjetividade. Assim como a dor, o nível de tolerância acontecerá a partir do conteúdo interno de cada um, bem como o impacto que isso gera. De fato, não podemos nos culpar pelo outro não se sentir à vontade com a nossa suposta felicidade. [...]
    Com alguns anos de atraso, encontrei a resposta. Se a felicidade está na tomada de consciência de que não existe um estado de permanência e as oscilações acontecem e fazem parte irremediável da existência, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é sentir a minha humanidade, me permitir chorar nas adversidades, rir ou chorar de alegria, e sorrir quando dou de cara com um novo desafio, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é ter uma relação familiar e com amigos, onde cuidamos para que uma convivência de respeito seja a prioridade, apesar das diferenças, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é me permitir o silêncio e as pausas necessárias para que eu possa me escutar e organizar as minhas ideias, mesmo que por alguns minutos, sim, eu sou feliz! Se a felicidade está em viver a fé, exercitando a prática do bem, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é um projeto de vida que exige escolhas e ação, sim, eu sou feliz!
    Portanto, a felicidade não é uma estética. Não está no sorriso. Está no sentir e no sentido que encontramos para viver, mesmo quando as lágrimas se manifestam. Acredito que a felicidade está em encontrarmos espaços que nos comportem, nos ampliem e não mais tentar entrar em lugares que nos reduzam, porque se é para ser, que sejamos inteiros e de verdade.


Fonte: MORAIS, Elizabeth dos Santos. O que fazer para suportar essa tal felicidade? Disponível em: vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 18 abr. 2025. Adaptado.
No quarto parágrafo, ao usar repetidamente a estrutura “Se a felicidade é [...]”, a autora lança mão do recurso linguístico denominado 
Alternativas
Q3465743 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

O que fazer para suportar essa tal felicidade?

    Um dia me fizeram a pergunta: “Você é sempre assim, insuportavelmente feliz?”. Confesso que fiquei sem ação. Naquele momento não consegui encontrar uma resposta, pois na minha cabeça eu precisava ainda definir: O que seria ser feliz? Qual seria o peso do advérbio sempre? Insuportável para quem?
    Na hora só consegui pedir desculpas. Sim, me desculpei por parecer feliz e até insuportável. Para minha sorte, a ausência dessa resposta não pesou no resultado da entrevista. Entrevista? Exatamente. Essa dúvida quanto ao meu estado constante de felicidade aconteceu no meio de um processo seletivo para uma grande empresa. Apesar de não encontrar a resposta, eu fui contratada. Agora, depois de tantos anos, essa pergunta voltou a ressoar em minha mente e resolvi, então, tentar entender as suas partes.
     Sou avessa aos determinismos e reducionismos quando se tratam de fenômenos existenciais humanos. Palavras como “sempre” e “nunca” nos aprisionam a uma condição imutável e de permanência. E nos impedem de transitar pelo “quase” ou pelo “talvez”, que nos permitem a dúvida, a crise, a possibilidade de escolher novos caminhos e provocar a mudança. Definitivamente o “sempre” não me representa. No insuportável, evidencia-se o peso da subjetividade. Assim como a dor, o nível de tolerância acontecerá a partir do conteúdo interno de cada um, bem como o impacto que isso gera. De fato, não podemos nos culpar pelo outro não se sentir à vontade com a nossa suposta felicidade. [...]
    Com alguns anos de atraso, encontrei a resposta. Se a felicidade está na tomada de consciência de que não existe um estado de permanência e as oscilações acontecem e fazem parte irremediável da existência, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é sentir a minha humanidade, me permitir chorar nas adversidades, rir ou chorar de alegria, e sorrir quando dou de cara com um novo desafio, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é ter uma relação familiar e com amigos, onde cuidamos para que uma convivência de respeito seja a prioridade, apesar das diferenças, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é me permitir o silêncio e as pausas necessárias para que eu possa me escutar e organizar as minhas ideias, mesmo que por alguns minutos, sim, eu sou feliz! Se a felicidade está em viver a fé, exercitando a prática do bem, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é um projeto de vida que exige escolhas e ação, sim, eu sou feliz!
    Portanto, a felicidade não é uma estética. Não está no sorriso. Está no sentir e no sentido que encontramos para viver, mesmo quando as lágrimas se manifestam. Acredito que a felicidade está em encontrarmos espaços que nos comportem, nos ampliem e não mais tentar entrar em lugares que nos reduzam, porque se é para ser, que sejamos inteiros e de verdade.


Fonte: MORAIS, Elizabeth dos Santos. O que fazer para suportar essa tal felicidade? Disponível em: vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 18 abr. 2025. Adaptado.
Tendo em vista, inclusive o segundo parágrafo do texto, a autora afirma que foi contratada pela empresa 
Alternativas
Q3465708 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02


Captura_de tela 2025-07-05 112040.png (322×467)


Disponível em: https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2025. Acesso em: 18 abr. 2025.
É CORRETO afirmar que, na construção do texto, verifica-se o uso predominante da função
Alternativas
Q3465707 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02


Captura_de tela 2025-07-05 112040.png (322×467)


Disponível em: https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2025. Acesso em: 18 abr. 2025.
Quanto à tipologia, o texto 02 é, predominantemente,
Alternativas
Q3465706 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02


Captura_de tela 2025-07-05 112040.png (322×467)


Disponível em: https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2025. Acesso em: 18 abr. 2025.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as informações veiculadas pelo texto 02.

I- O transtorno de ansiedade é um problema de saúde que afeta a população do mundo inteiro.
II- A maioria das pessoas afetadas pelo transtorno de ansiedade no mundo recebe tratamento.
III- O tratamento de transtorno de ansiedade movimenta, mundialmente, bilhões de dólares.
IV- As mulheres e os jovens são tão afetados pelo transtorno de ansiedade quanto os homens.
V- O transtorno de ansiedade afeta próximo de vinte e sete por cento da população brasileira.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3465703 Português

Cultivar para florescer: como as plantas transformam o corpo e a mente


        Cuidar de plantas vai muito além da estética: é um ato de bem-estar. Do toque na terra ao florescer das folhas, o cultivo estimula os sentidos, fortalece o corpo e acalma a mente. Ao cultivar hortaliças, plantas ornamentais e medicinais em casa, nos aproximamos da natureza e paramos de pensar nos problemas. A atividade é um cultivo de paciência, criatividade e autodesenvolvimento. Vamos ter para nós que o cultivo de plantas em casa beneficia em três diferentes planos: ambiental, físico e mental.

      No ambiental, não é novidade que as plantas têm um papel essencial na manutenção de ecossistemas. No físico, as atividades de plantar, podar, regar e colher ajudam nos sentidos, como visão, tato e olfato – além do constante exercício físico de baixo impacto. E, para a mente, o ato de cultivar estimula a concentração, promove a redução de estresse e incentiva aprendizado e criatividade. Cultivar também envolve decisões como escolha do local, do que e como plantar. Assim, a pessoa se sente fundamental no processo de execução, o que torna a atividade mais prazerosa e relaxante. Mas se o seu problema é espaço – ou a falta dele –, saiba que você não precisa ter um jardim enorme para sentir os efeitos positivos. Afinal, vale de tudo: hortaliças, plantas ornamentais e medicinais. Também não há restrições de idade para o cultivo, mas é importante adaptar a atividade de acordo com a faixa etária. A botânica Flávia Cartaxo Ramalho Vilar explica: “Crianças devem realizar o plantio em vasos ou jardineiras, enquanto jovens e adultos podem usar uma área maior e instalar hortas ou jardins. Já para os idosos, o melhor é realizar o cultivo em vasos instalados em uma altura adequada, de fácil acesso e corredores livres, para evitar quedas”. Especificamente para os idosos, Flávia aponta que a prática de jardinagem proporciona efeitos notáveis na saúde, que dão suporte para a coordenação motora e a motricidade fina (movimentos pequenos e precisos), além de auxiliar na distração de pensamentos relacionados à perda de vigor e saúde.

    Os benefícios são tantos que o cultivo de plantas até é utilizado como prática de terapia ocupacional, chamada de hortoterapia, com foco no desenvolvimento físico e mental dos praticantes. Docente do IF Sertão Pernambuco, Flávia estudou os benefícios da prática e conta que “a formação de um ambiente de cultivo das plantas permite que a pessoa tenha um contato direto com a terra e o prazer de se sentir útil a si mesmo e às pessoas de seu convívio. A horta é um espaço de desenvolvimento, manifestação, criatividade, transformação, humanização, experimentação, interação social e convivência”, diz. Segundo ela, essa terapia, em conjunto com tratamento médico, pode estimular os sentidos e a mente, com resultados em questões sociais, cognitivas, físicas e psicológicas, auxiliando no alívio do estresse e agregando saberes.

    Além de muitos benefícios físicos e mentais, as plantas podem nos ensinar sobre resiliência, cooperação e eficiência. [...]


    Fonte: CUSTÓDIO, Júlia. Cultivar para florescer: como as plantas transformam o corpo e a mente. Disponível em: https://vidasimples.co/morar/cultivo-de-plantas-transformam-corpo-e-mente/. Acesso em: 15 abr. 2025. Adaptado.

Tendo em vista a estrutura de composição do texto 01, verifica-se a presença de

I- citação direta.
II- citação indireta.
III- subjetividade.
IV- objetividade.
V- conotação.

Estão CORRETOS os itens
Alternativas
Q3465702 Português

Cultivar para florescer: como as plantas transformam o corpo e a mente


        Cuidar de plantas vai muito além da estética: é um ato de bem-estar. Do toque na terra ao florescer das folhas, o cultivo estimula os sentidos, fortalece o corpo e acalma a mente. Ao cultivar hortaliças, plantas ornamentais e medicinais em casa, nos aproximamos da natureza e paramos de pensar nos problemas. A atividade é um cultivo de paciência, criatividade e autodesenvolvimento. Vamos ter para nós que o cultivo de plantas em casa beneficia em três diferentes planos: ambiental, físico e mental.

      No ambiental, não é novidade que as plantas têm um papel essencial na manutenção de ecossistemas. No físico, as atividades de plantar, podar, regar e colher ajudam nos sentidos, como visão, tato e olfato – além do constante exercício físico de baixo impacto. E, para a mente, o ato de cultivar estimula a concentração, promove a redução de estresse e incentiva aprendizado e criatividade. Cultivar também envolve decisões como escolha do local, do que e como plantar. Assim, a pessoa se sente fundamental no processo de execução, o que torna a atividade mais prazerosa e relaxante. Mas se o seu problema é espaço – ou a falta dele –, saiba que você não precisa ter um jardim enorme para sentir os efeitos positivos. Afinal, vale de tudo: hortaliças, plantas ornamentais e medicinais. Também não há restrições de idade para o cultivo, mas é importante adaptar a atividade de acordo com a faixa etária. A botânica Flávia Cartaxo Ramalho Vilar explica: “Crianças devem realizar o plantio em vasos ou jardineiras, enquanto jovens e adultos podem usar uma área maior e instalar hortas ou jardins. Já para os idosos, o melhor é realizar o cultivo em vasos instalados em uma altura adequada, de fácil acesso e corredores livres, para evitar quedas”. Especificamente para os idosos, Flávia aponta que a prática de jardinagem proporciona efeitos notáveis na saúde, que dão suporte para a coordenação motora e a motricidade fina (movimentos pequenos e precisos), além de auxiliar na distração de pensamentos relacionados à perda de vigor e saúde.

    Os benefícios são tantos que o cultivo de plantas até é utilizado como prática de terapia ocupacional, chamada de hortoterapia, com foco no desenvolvimento físico e mental dos praticantes. Docente do IF Sertão Pernambuco, Flávia estudou os benefícios da prática e conta que “a formação de um ambiente de cultivo das plantas permite que a pessoa tenha um contato direto com a terra e o prazer de se sentir útil a si mesmo e às pessoas de seu convívio. A horta é um espaço de desenvolvimento, manifestação, criatividade, transformação, humanização, experimentação, interação social e convivência”, diz. Segundo ela, essa terapia, em conjunto com tratamento médico, pode estimular os sentidos e a mente, com resultados em questões sociais, cognitivas, físicas e psicológicas, auxiliando no alívio do estresse e agregando saberes.

    Além de muitos benefícios físicos e mentais, as plantas podem nos ensinar sobre resiliência, cooperação e eficiência. [...]


    Fonte: CUSTÓDIO, Júlia. Cultivar para florescer: como as plantas transformam o corpo e a mente. Disponível em: https://vidasimples.co/morar/cultivo-de-plantas-transformam-corpo-e-mente/. Acesso em: 15 abr. 2025. Adaptado.

Na passagem do texto “No ambiental, não é novidade que as plantas têm um papel essencial na manutenção de ecossistemas.”, a palavra “ecossistemas” foi usada no sentido
Alternativas
Respostas
14961: D
14962: E
14963: E
14964: E
14965: C
14966: C
14967: C
14968: C
14969: C
14970: E
14971: C
14972: E
14973: A
14974: C
14975: D
14976: E
14977: D
14978: B
14979: E
14980: C